14/02/2013

Evangelho diário e comentário


   


T. Comum – V Semana









Evangelho: Lc 10, 1-9

1 Depois disto, o Senhor escolheu outros setenta e dois, e mandou-os dois a dois à Sua frente por todas as cidades e lugares onde havia de ir. 2 Disse-lhes: «Grande é na verdade a messe, mas os operários poucos. Rogai, pois, ao dono da messe que mande operários para a Sua messe. 3 Ide; eis que Eu vos envio como cordeiros entre lobos. 4 Não leveis bolsa, nem alforge, nem calçado, e não saudeis ninguém pelo caminho. 5 Na casa em que entrardes, dizei primeiro: A paz seja nesta casa. 6 Se ali houver algum filho da paz, repousará sobre ele a vossa paz; senão, tornará para vós. 7 Permanecei na mesma casa, comendo e bebendo do que tiverem, porque o operário é digno da sua recompensa. Não andeis de casa em casa. 8 Em qualquer cidade em que entrardes e vos receberem, comei o que vos puserem diante; 9 curai os enfermos que nela houver, e dizei-lhes: Está próximo de vós o reino de Deus.

Comentário:

Jesus fala de paz repetidamente.
Não admira, Ele é o Príncipe da Paz e veio ao mundo exactamente para instaurar um Reino de paz.

Paz entre os homens, sem dúvida mas, sobretudo, paz entre os homens e Deus, essa paz perdida com o pecado original porque, sem ela, nenhuma outra é possível.

(ama, comentário sobre Lc 10, 1-9, 2012.10.18)

Leitura espiritual para 14 Fev 2013


Não abandones a tua leitura espiritual.
A leitura tem feito muitos santos.
(S. josemaria, Caminho 116)


Está aconselhada a leitura espiritual diária de mais ou menos 15 minutos. Além da leitura do novo testamento, (seguiu-se o esquema usado por P. M. Martinez em “NOVO TESTAMENTO” Editorial A. O. - Braga) devem usar-se textos devidamente aprovados. Não deve ser leitura apressada, para “cumprir horário”, mas com vagar, meditando, para que o que lemos seja alimento para a nossa alma.

Para ver, clicar SFF.

Os filhos de Deus têm de ser contemplativos


Nunca compartilharei a opinião – ainda que a respeite – dos que separam a oração da vida activa, como se fossem incompatíveis. Os filhos de Deus têm de ser contemplativos: pessoas que, no meio do fragor da multidão, sabem encontrar o silêncio da alma em colóquio permanente com Nosso Senhor: e olhá-lo como se olha um Pai, como se olha um Amigo, a quem se quer com loucura. (Forja, 738)


Não duvideis, meus filhos: qualquer forma de evasão das honestas realidades diárias é, para vós, homens e mulheres do mundo, coisa oposta à vontade de Deus.

Pelo contrário, deveis compreender agora – com uma nova clareza – que Deus vos chama a servi-Lo em e a partir das ocupações civis, materiais, seculares da vida humana: Deus espera-nos todos os dias no laboratório, no bloco operatório, no quartel, na cátedra universitária, na fábrica, na oficina, no campo, no lar e em todo o imenso panorama do trabalho. Ficai a saber: escondido nas situações mais comuns há um quê de santo, de divino, que toca a cada um de vós descobrir.

Eu costumava dizer àqueles universitários e àqueles operários que vinham ter comigo por volta de 1930 que tinham que saber materializar a vida espiritual. Queria afastá-los assim da tentação, tão frequente então como agora, de viver uma vida dupla: a vida interior, a vida de relação com Deus, por um lado; e por outro, diferente e separada, a vida familiar, profissional e social, cheia de pequenas realidades terrenas.

Não, meus filhos! Não pode haver uma vida dupla; se queremos ser cristãos, não podemos ser esquizofrénicos. Há uma única vida, feita de carne e espírito, e essa é que tem de ser – na alma e no corpo – santa e cheia de Deus, deste Deus invisível que encontramos nas coisas mais visíveis e materiais.

Não há outro caminho, meus filhos: ou sabemos encontrar Nosso Senhor na nossa vida corrente ou nunca O encontraremos Por isso posso dizer-vos que a nossa época precisa de restituir à matéria e às situações que parecem mais vulgares o seu sentido nobre e original, colocá-las ao serviço do Reino de Deus, espiritualizá-las, fazendo delas o meio e a ocasião do nosso encontro permanente com Jesus Cristo. (Temas Actuais do Cristianismo, n. 114) 

Tratado dos actos humanos 32


Questão 12

Art. 2 ― Se a intenção só se refere ao fim último.





O segundo discute-se assim. ― Parece que a intenção se refere só ao fim último.




Carta do Prelado do Opus Dei por ocasião do Ano da Fé. 56


57. Comentando o cântico da Virgem Maria, o Magníficat, Bento XVI afirmava que «Maria deseja que Deus seja grande no mundo, seja grande na sua vida, esteja presente entre todos nós. Não teme que Deus possa ser um “concorrente” na nossa vida, que nos possa tirar algo da nossa liberdade, do nosso espaço vital com a sua grandeza. Ela sabe que, se Deus é grande, também nós somos grandes. A nossa vida não é oprimida, mas elevada e alargada: justamente então torna-se grande no esplendor de Deus» 100.

Ao recorrer à segura intercessão da Omnipotência suplicante, insistamos perseverantemente ao Senhor para que torne eficazes os nossos esforços, e os de todos os católicos, na nova evangelização da sociedade. Para isso nos há de conduzir este ano, beáta María intercedénte, por intercessão da Virgem Maria: para despertar muitas pessoas da sua fé adormecida ou deteriorada e para suscitar noutras a fé inexistente. Não deixemos de aproveitar todas as ocasiões para dar a conhecer Cristo e a sua doutrina, e para espalhar, ao serviço da Igreja, o espírito do Opus Dei mediante um apostolado de amizade e confidência mais decidido; de modo que muitos mais homens e mulheres, de todas as condições, se incorporem ao trabalho apostólico.

Copyright © Prælatura Sanctæ Crucis et Operis Dei
Nota: Publicação devidamente autorizada

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Notas:
100 Bento XVI, Homilia na Solenidade da Assunção, 15-VIII-2005.

13/02/2013

Tratado dos actos humanos 31




Questão 12: Da intenção.


Em seguida devemos tratar da intenção.
E sobre esta Questão, cinco artigos se discutem:

Art. 1 ― Se a intenção é acto do intelecto ou da vontade.
Art. 2 ― Se a intenção só se refere ao fim último.
Art. 3 ― Se se pode Intender várias coisas simultaneamente.
Art. 4 ― Se é um só e mesmo movimento a intenção do fim e a vontade dos meios.
Art. 5 ― Se os brutos Intendem o fim.


Evangelho diário e comentário


   

T. Comum – V Semana





Cinzas



Evangelho: Mt 6, 1-6; 16-18

1 «Guardai-vos de fazer as boas obras diante dos homens, com o fim de serdes vistos por eles. De contrário não tereis direito à recompensa do vosso Pai que está nos céus. 2 «Quando, pois, dás esmola, não faças tocar a trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem louvados pelos homens. Em verdade vos digo que já receberam a sua recompensa.3 Mas, quando dás esmola, não saiba a tua mão esquerda o que faz a tua direita, 4 para que a tua esmola fique em segredo, e teu Pai, que vê o que fazes em segredo, te pagará. 5 «Quando orardes, não sejais como os hipócritas, que gostam de orar em pé nas sinagogas e nos cantos das praças, a fim de serem vistos pelos homens. Em verdade vos digo que já receberam a sua recompensa. 6 Tu, porém, quando orares, entra no teu quarto, e, fechada a porta, ora a teu Pai; e teu Pai, que vê o que se passa em segredo, te dará a recompensa. 16 «Quando jejuais, não vos mostreis tristes como os hipócritas que desfiguram o rosto para mostrar aos homens que jejuam. Na verdade vos digo que já receberam a sua recompensa. 17 Mas tu, quando jejuares, unge a tua cabeça e lava o teu rosto, 18 a fim de que não pareça aos homens que jejuas, mas sim a teu Pai, que está presente no oculto, e teu Pai, que vê no oculto, te dará a recompensa.

Comentário:

Dar exemplo não é a mesma coisa que dar nas vistas.
O exemplo que damos aos outros é a nossa conduta normal, corrente, diária e não aquilo que fazemos propositadamente para que nos vejam.
No primeiro caso, ficará de nós uma imagem sólida e coerente já, no segundo, pouca importância darão ao que vêm porque adivinham que, o que nos move, é o desejo de protagonismo e evidência.

(ama, comentário sobre Mt 6, 1-6; 16-18, 2012.06.20) 

Os Santos da minha família



Santo Afonso Duarte

Quem é este Santo?

É o décimo filho de meus Pais.

Nasceu a 13 de Fevereiro de 1949.

Apenas viveu umas poucas horas tendo ido para o Céu quase logo após ter sido baptizado.

Com toda a segurança da Fé posso afirmar que a sua alma puríssima está muito próximo de Deus. 

Leitura espiritual para 13 Fev 2013


Não abandones a tua leitura espiritual.
A leitura tem feito muitos santos.
(S. josemaria, Caminho 116)


Está aconselhada a leitura espiritual diária de mais ou menos 15 minutos. Além da leitura do novo testamento, (seguiu-se o esquema usado por P. M. Martinez em “NOVO TESTAMENTO” Editorial A. O. - Braga) devem usar-se textos devidamente aprovados. Não deve ser leitura apressada, para “cumprir horário”, mas com vagar, meditando, para que o que lemos seja alimento para a nossa alma.

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A dor de corrigir


Esconde-se uma grande comodidade – e às vezes uma grande falta de responsabilidade – naqueles que, constituídos em autoridade, fogem da dor de corrigir, com a desculpa de evitar o sofrimento alheio. Talvez poupem desgostos nesta vida..., mas põem em jogo a felicidade eterna – a deles e a dos outros – pelas suas omissões que são verdadeiros pecados. (Forja, 577)


O santo, para a vida de muitos, é "incómodo". Mas isto não significa que tenha de ser insuportável.

O seu zelo nunca deve ser amargo; a sua correcção nunca deve ferir; o seu exemplo nunca deve ser uma bofetada moral, arrogante, na cara do próximo. (Forja, 578)

Portanto, quando nos apercebemos de que na nossa vida ou na dos outros alguma coisa corre mal, alguma coisa precisa do auxílio espiritual e humano, que nós, filhos de Deus, podemos e devemos prestar, uma clara manifestação de prudência consistirá em dar-lhe remédio oportuno, a fundo, com caridade e com fortaleza, com sinceridade. Não valem as inibições. É errado pensar que com omissões ou adiamentos se resolvem os problemas.

Sempre que a situação o requeira, a prudência exige que se aplique o remédio totalmente e sem paliativos, depois de pôr a chaga a descoberto. Ao notar os menores sintomas do mal, sede simples, verazes, quer sejais vós a curar os outros, quer sejais vós a receber essa assistência. Nesses casos, deve-se permitir à pessoa que está em condições de curar em nome de Deus que aperte de longe a zona infectada e depois de mais perto, até sair todo o pus, de modo que o foco da infecção acabe por ficar bem limpo. Em primeiro lugar, temos que proceder assim connosco mesmos e com quem, por motivos de justiça ou caridade, temos obrigação de ajudar. Rezo nesse sentido especialmente pelos pais e por quem se dedica a tarefas de formação e de ensino. (Amigos de Deus, 157)

PENSAMENTOS INSPIRADOS À PROCURA DE DEUS 318



«Segue-me!», disse Ele.
A ordem que se faz vida.

Carta do Prelado do Opus Dei por ocasião do Ano da Fé. 55


A devoção mariana


56. A Santíssima Virgem é o cume de todas as grandes figuras da Sagrada Escritura. Maria destaca-se como o modelo de que, para amar a Deus e identificar-se com Ele, é preciso abandonar-se livremente à sua Vontade e crer sempre com mais profundidade. A Igreja no-la propõe especialmente no Ano da Fé: «No decorrer deste Ano será útil convidar os fiéis a dirigirem-se com devoção especial a Maria, figura da Igreja, que “reúne em si e reflete os imperativos mais altos da nossa fé” (Lumen géntium, 65). Assim pois deve-se encorajar qualquer iniciativa que ajude os fiéis a reconhecer o papel especial de Maria no mistério da salvação, a amá-la filialmente e a seguir a sua fé e as suas virtudes. A tal fim será muito conveniente organizar romarias, celebrações e encontros junto dos maiores Santuários» 99.

Em primeiro lugar procuremos, com profundo empenho durante este tempo, alegrar-nos cada vez mais com a celebração das memórias litúrgicas de Nossa Senhora, que o calendário assinala; rogo-vos que as vivamos verdadeiramente como festas de família, em que os filhos se enchem de alegria com os aniversários da Mãe e a honram com delicado carinho.

Demos de presente a Santa Maria, com especial esmero, o nosso eu, e o dos outros e outras, nas visitas a santuários ou ermidas marianas, quando aí formos em companhia dos nossos familiares, amigos ou colegas, estreitamente unidos ao Santo Padre e aos seus colaboradores, e também a todos os outros Pastores da Igreja, para que se cumpram as intenções que levaram Bento XVI a convocar este Ano da Fé. Que melhor modo de manifestar esses desejos a Deus, senão recorrendo à intercessão de Nossa Senhora, intimamente associada a Cristo na Redenção?

Confiantes na sua mediação poderosa, pedir-lhe-emos que nos alcance da Santíssima Trindade a graça do regresso do mundo e da sociedade a Deus. Recordo-vos que, também com este fim, o nosso Padre insistiu sempre na urgência de cultivar a contrição, convencido de que esta maneira de rezar se acomoda às limitações e faltas de generosidade das almas, em primeiro lugar das nossas. Repararemos pelas ofensas e omissões pessoais, pelas do povo cristão, pelas de toda a humanidade.

Copyright © Prælatura Sanctæ Crucis et Operis Dei
Nota: Publicação devidamente autorizada

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Notas:
99 Congregação para a Doutrina da Fé, Nota pastoral, 6-I-2012, I, 3.

12/02/2013

Evangelho diário e comentário


   


T. Comum – V Semana








Evangelho: Mc 7, 1-13


1 Reuniram-se à volta de Jesus os fariseus e alguns escribas vindos de Jerusalém; 2 e notaram que alguns dos Seus discípulos comiam o pão com as mãos impuras, isto é, por lavar; 3 ora os fariseus e todos os judeus aferrados à tradição dos antigos, não comem sem lavar as mãos cuidadosamente; 4 e, quando vêm da praça pública, não comem sem se purificar; e praticam muitas outras observâncias tradicionais, como lavar os copos, os jarros, os vasos de metal, e os leitos. 5 Os fariseus e os escribas interrogaram-n'O: «Porque não se conformam os Teus discípulos com a tradição dos antigos, mas comem o pão sem lavar as mãos?». 6 Ele respondeu-lhes: «Com razão profetizou Isaías de vós, hipócritas, quando escreveu: “Este povo honra-Me com os lábios, mas o seu coração está longe de Mim. 7 É vão o culto que Me prestam, ensinando doutrinas que são preceitos humanos”. 8 Pondo de lado o mandamento de Deus, observais cuidadosamente a tradição dos homens». 9 Disse-lhes mais: «Vós bem fazeis por destruir o mandamento de Deus, para manter a vossa tradição. 10 Porque Moisés disse: “Honra teu pai e tua mãe. E todo o que amaldiçoar seu pai ou sua mãe, seja punido de morte”. 11 Vós, porém, dizeis: Se alguém disser ao pai ou à mãe, é “qorban”, oferta a Deus, qualquer coisa minha que te possa ser útil, 12 já não lhe deixais fazer nada a favor do pai ou da mãe, 13 anulando assim a palavra de Deus por uma tradição que tendes transmitido de uns aos outros. E fazeis muitas coisas semelhantes a estas».

Comentário:

Preceitos humanos e obrigações para com Deus, regras de convivência social e normas de relação com o nosso Criador e Senhor. Ambas são necessárias e convém observar, mas as segundas são prioritárias; tocam-se em muitos pontos mas não se confundem.
Evidentemente não se pode ser bom cristão tendo um comportamento social irregular mas tal não altera aquela escala de prioridades.

(ama, comentário sobre Mc 7, 1-13, V. Moura, 2012.09.17)