22/11/2011

Preparando o Advento

Novíssimos – A Morte 9

O dia da Morte
William-Adolphe Bourgerau






Nossa Senhora revelou a Santa Brígida, que Ela própria viria assistir na hora da morte a todos os fiéis que invocassem frequentemente o seu Nome durante a vida.







(thomas de saint laurent, A Virgem Maria, ISBN: 972-26-1287-5, nr. 39)


Identificação com Deus

Reflectindo

A criatura é mais autenticamente humana na medida em que aperfeiçoa a imagem e a semelhança de Deus. Nesta determinação o homem e a mulher encontram o sentido mais profundo e mais feliz da sua existência. Temos que rejeitar a ideia, desgraçadamente difundida, de que imitar Cristo supõe um nível de conduta que nos supera. Nada mais longe da verdade. Enquanto não nos persuadirmos de que, com a graça de Deus, podemos conseguir essa identificação, significa que continuamos a pactuar com a mediocridade, renunciando à incomparável aventura de tratar Cristo de perto, como Amigo, Irmão, Mestre, Médico.

(d. javier echevarria, Getsemani, Planeta, 3ª Ed. Pg. 157)

Imortalidade da alma

Reflectindo

L’immortalité de l’âme est une chose qui nous   importe si fort, qui nous 
touche si profondément, qu’il faut avoir perdu tout sentiment pour être dans l’indifférence de savoir ce qui en est. Toutes nos actions et nos pensées doivent prendre des routes si différentes selon qu’il y aura dés biens éternels à espérer ou non, qu’il est impossible de faire une démarche avec sens et jugement, qu’en la réglant para la vue de ce point, qui doit être nôtre dernier objet. 

(pascal, Les Pensées, nr 194)


Tratado De Deo Trino 6

Art. 5 — Se em Deus há mais de duas processões.


(IV Cont Gent., cap. XXIV; De Pot., q. 9,a. 9; 10, a. 2. ad argumenta sed contra)

O quinto discute-se assim. — Parece que há em Deus mais de duas processões.

— Pois, assim como a ciência e a vontade se atribuem a Deus, assim também a potência. Se, portanto, se admitem em Deus duas processões, segundo o intelecto e a vontade, resulta que se deve admitir uma terceira, segundo a potência.

Demais. — A bondade é por excelência o princípio da processão; pois, como se disse, o bem é difusivo de si [1]. Logo, devemos admitir uma processão, em Deus, segundo a bondade.

Demais. — O vigor da fecundidade é maior em Deus que em nós. Ora, em nós não há só uma, mas muitas processões do verbo; pois de um verbo procede outro, e semelhantemente, de um, outro amor. Logo, há em Deus mais de duas processões.

Mas, em contrário, em Deus só há dois procedentes, o Filho e o Espírito Santo. Logo, só há nele duas processões.

Em Deus só se podem admitir processões segundo os actos imanentes no agente. Ora, tais actos, em a natureza intelectual e divina, são apenas dois — inteligir e querer. Pois o sentir, que também se considera como operação do que sente, está fora da natureza intelectual; nem é totalmente diverso do género de atos tendentes ao exterior, pois o sentir se completa pela acção sensível, no sentido. Donde se conclui que em Deus não pode haver outra processão, além da do Verbo e do Amor.

DONDE A RESPOSTA À PRIMEIRA OBJEÇÃO. — A potência é princípio de acção transitiva, e por isso, fundados nela, admitimos a acção transitiva. E assim, quanto ao atributo da potência, não se admite processão da Pessoa divina, mas só das criaturas.

RESPOSTA À SEGUNDA. — A bondade, como diz Boécio, pertence à essência e não à operação [2], a não ser talvez como objecto da vontade. Donde, como é necessário admitir as processões divinas, em relação a certos actos, não se podem admitir outras processões, relativamente à bondade e atributos semelhantes, a não ser a do Verbo e a do Amor, pelas quais Deus intelige e ama a sua essência, a sua verdade e a sua bondade.

RESPOSTA À TERCEIRA. — Como já demonstramos [3], Deus, por um ato simples, tudo intelige e semelhantemente tudo quer. Donde, o não poder existir nele um verbo, procedendo, de outro verbo, nem um amor procedendo de outro amor; mas existe um só Verbo perfeito com um só perfeito amor. E isto lhe manifesta a perfeita fecundidade.

SÃO TOMÁS DE AQUINO, Suma Teológica,



[1] 1.De Div. Nom., c. 4.
[2] De Hebd.
[3] Q. 14, a. 7; q. 19, a. 5.

O peso dos dias


Tranquilo. Sereno… Deus tem muito poucos amigos na terra. Não desejes sair deste mundo. 

Não fujas ao peso dos dias, ainda que por vezes se nos tornem muito compridos.


(
s. josemaria, Via-Sacra, 3) 

Evangelho do dia e comentário













T. Comum– XXXIV Semana




Evangelho: Lc 21, 5-11

5 Dizendo alguns, a respeito do templo, que estava ornado de belas pedras e de ricas ofertas, Jesus disse: 6 «De tudo isto que vedes, virão dias em que não ficará pedra sobre pedra que não seja derrubada». 7 Então interrogaram-n'O: «Mestre, quando acontecerão estas coisas, e que sinal haverá de que estão para acontecer?». 8 Ele respondeu: «Vede, não vos deixeis enganar; porque muitos virão em Meu nome, dizendo: Sou eu, está próximo o tempo. Não os sigais. 9 Quando ouvirdes falar de guerras e de tumultos, não vos assusteis; estas coisas devem suceder primeiro, mas não será logo o fim». 10 Depois disse-lhes: «Levantar-se-á nação contra nação e reino contra reino. 11 Haverá grandes terramotos por várias partes, pestes e fomes; aparecerão coisas espantosas e extraordinários sinais no céu.

Comentário:

Quando lemos a vida dos Santos Mártires constatamos a verdade da afirmação de Cristo.

Homens e mulheres, adultos e jovens, cultos ou de escassa educação enfrentaram a morte, muitas vezes precedida de terríveis suplícios, com uma coragem, tranquilidade e, até, alegria, que muito espantavam e surpreendiam os seus algozes.

A força de Deus dava-lhes a que precisavam e as luzes do Espírito Santo proporcionavam-lhes o que deviam fazer e dizer.

O Senhor nunca falha ou esquece o que promete.

(ama, comentário sobre Lc 21, 5-11, 2010.11.14)

Tu, sempre tu, sempre o que é ‘teu’

Textos de São Josemaria Escrivá

Egoísta! – Tu, sempre tu, sempre o que é "teu". – Pareces incapaz de sentir a fraternidade de Cristo: nos outros, não vês irmãos; vês "degraus". Pressinto o teu rotundo fracasso. – E, quando te tiveres afundado, quererás que tenham para contigo a caridade que agora não queres ter. (Caminho, 31)

Repito-vos com S. Paulo: ainda que eu falasse as línguas dos homens e a linguagem dos anjos, se não tiver caridade, sou como o bronze que ressoa ou como o címbalo que tine. E ainda que eu tivesse o dom da profecia e conhecesse todos os mistérios e possuísse toda a ciência, e tivesse toda a fé, de modo a mover montanhas, se não tiver caridade, não sou nada. E ainda que distribuísse todos os meus bens para sustento dos pobres e entregasse o meu corpo para ser queimado, se não tiver caridade, nada me aproveita.
Perante estas palavras do Apóstolo dos gentios, não faltam os que se assemelham àqueles discípulos de Cristo, que, ao anunciar-lhes Nosso Senhor o Sacramento da sua Carne e do seu Sangue, comentaram: – É dura esta doutrina; quem a pode escutar? É dura, sim. Porque a caridade que o Apóstolo descreve não se limita à filantropia, ao humanitarismo ou à natural comiseração pelo sofrimento alheio; exige a prática da virtude teologal do amor a Deus e do amor, por Deus, aos outros. (Amigos de Deus, 235)
        
© Gabinete de Informação do Opus Dei na Internet

John Rutter: Requiem 6/7 - The Lord is my shepherd

 


selecção ALS 

21/11/2011

Viagem do Papa ao Benim

Novíssimos: Morte 5

O dia da Morte
William-Adolphe Bourgerau


Voltaire escreveu um dia a Bayle, desconsolado e triste, a lamentar que os seus amigos se desonrassem, quase todos na morte, chamando o padre, confessando-se, comungando, e repudiando, como perigosa e falsa a sua antiga rebeldia anticristã, mais cómoda, ao que parece, para viver, do que para morrer! E é sabido que o mesmo Voltaire se teria desonrado - também, confessando-se e comungando, se lho tivessem consentido d'Alembert e Diderot. D'Alembert, por seu turno, quando viu que a morte se avizinhava, mandou chamar, para se confessar, o pároco de Saint-Germmain, que Condorcet não deixou entrar, o mesmo sucedendo, a Diderot, que se teria confessado ao pároco de S. Sulpicio, o bom P. Térsac, se os e amigos o não impedissem de o fazer.

(Cfr. A. Veloso, BROTÉRIA, Vol. LVI, Fasc. 4, 1953, pag. 278) 

Coração

Reflectindo



Se o coração do homem não for bom então nada mais se pode tornar bom. E a bondade do coração só pode vir d’Aquele que em Si mesmo é a bondade, o Bem.











(Bento VXI, Jesus de Nazaré, Esfera dos livros, 3ª ed., p. 65)

Pensamentos inspirados à procura de Deus


À procura de Deus


De que tens medo?

Não te disse Jesus:

«E sabei que Eu estarei sempre convosco
até ao fim dos tempos.» Mt 28,20





jma

As ADIÇÔES

Porque só há adição quando o hábito é mau? 

Fala-se de adições quando há maus hábitos e não quando são bons, porque se entende que a adição é algo que o homem não deseja, e é evidente que desejamos obrar bem e não mal. As boas qualidades e hábitos não são algo rejeitável, mas uma ajuda que facilita obrar bem como todos desejamos.

Ideasrapidas, trad ama

Tratado De Deo Trino 5

Art. 4 — Se a processão do Amor, em Deus, é geração.


(Infra, q. 30, a. 2, ad 2; I Sent., dist. XIII, a 3, ad 3, 4; III. dist. VIII. a. 1, ad 8; IV Contra Cent., cap. XIX; De Pot., q. 2. a. 4, ad 7; q. 10, a. 2, ad 22; Compend.Theol., cap. XLVI).

O quarto discute-se assim. — Parece que a processão do Amor, em Deus, é geração.

— Pois, o que procede por semelhança de natureza, nos seres vivos, se diz gerado e nascido. Ora, o que em Deus procede ao modo do amor procede por semelhança de natureza, do contrário seria estranho à natureza divina e haveria então processão para o exterior. Logo, o que em Deus procede ao modo do amor procede como gerado e nascido.

Demais. — Como a semelhança é da essência do verbo, assim também é da essência do amor; e por isso diz a Escritura (Eccl 13, 19): Todo animal ama o seu semelhante. Se, portanto, em razão da semelhança, convém ao Verbo procedente ser gerado e nascido, resulta que também ao Amor procedente convém o ser gerado.

Demais. — Não está num género o que não está em nenhuma das suas espécies. Se pois, há em Deus alguma processão do Amor, é necessário que, além desse nome comum, tenha ela um nome especial. Ora, não se lhe pode dar outro nome sem ser o de geração. Logo, resulta que a processão do Amor em Deus é geração.

Mas, em contrário, é que, se assim fosse, seguir-se-ia que o Espírito Santo, procedente como Amor, procederia como gerado; o que vai contra o dito de Atanásio: O Espírito Santo vem do pai e do Filho, não feito, nem criado, nem gerado, mas procedente [1].

A processão do Amor em Deus se não deve chamar geração. Para evidenciá-lo, devemos saber que a diferença entre o intelecto e a vontade está em que o intelecto se actualiza quando nele está à causa inteligida, segundo a semelhança dela; ao passo que a vontade se actualiza, não porque nela exista alguma semelhança do que é querido, mas por inclinar-se para a causa querida. Portanto, a processão, segundo a natureza do intelecto, funda-se na noção de semelhança e como tal, pode ter natureza de geração, pois todo gerador gera o seu semelhante. Porém a processão, segundo a natureza da vontade, não se funda na noção de semelhança, mas antes, na noção de um agente que impele e move para algum termo. Logo, o que em Deus procede ao modo do amor não procede como gerado ou como filho, mas antes como espírito, nome que designa uma certa moção vital e um impulso, no sentido em que se diz que alguém é movido ou impelido pelo amor a fazer alguma causa.

DONDE A RESPOSTA À PRIMEIRA OBJEÇÃO. — Tudo o que existe em Deus se identifica com a divina natureza, não se podendo portanto, em razão dessa identificação, conceber a noção própria de tal ou tal processão, segundo a qual uma se diferencia de outra. Mas, é necessário que a noção distinta de tal e tal processão seja considerada segundo a ordem de uma em relação à outra. Ora, semelhante ordem é considerada segundo a noção de vontade e de intelecto. Donde, segundo tal noção própria, a cada processão, em Deus, lhe cabe o nome adequado, imposto para significar a noção própria do objecto. E daí resulta que o procedente ao modo do amor recebe a natureza divina e contudo não se chama nascido.

RESPOSTA À SEGUNDA. — Uma é a semelhança do verbo e outra a do amor. Tem-na o verbo enquanto é certa semelhança da causa inteligida, como o gerado é semelhança do gerador. Tem-na o amor, não por ser em si mesmo semelhança, mas por esta ser princípio do amor. Donde se não segue que o amor seja gerado, mas que o gerado é princípio do amor.

RESPOSTA À TERCEIRA. — Só pelas criaturas podemos nomear a Deus, como dissemos [2]. E porque nas criaturas a comunicação da natureza só se dá pela geração, a processão em Deus não tem outro nome próprio ou especial senão o de geração. Dai o ficar sem nome especial a processão que não é geração, podendo contudo chamar-se expiração por ser processão do Espírito.

SÃO TOMÁS DE AQUINO, Suma Teológica,



[1] 1.In Symb. “Quicumque”.
[2] Q. 13, a. 1.

Evangelho do dia e comentário

 Apresentação da Santíssima Virgem [i]












T. Comum– XXXIV Semana




Evangelho: Lc 21, 1-4

1 Levantando Jesus os olhos, viu vários ricos que lançavam as suas oferendas na caixa das esmolas. 2 Viu também uma viúva pobrezinha, que lançava duas pequenas moedas, 3 e disse: «Na verdade vos digo que esta pobre viúva lançou mais que todos os outros. 4 Porque todos esses fizeram a Deus oferta do que lhes sobrava; ela, porém, deu da sua própria indigência tudo o que tinha para viver»

Comentário:

Dar do que me foi dado, que coisa mais justa!

E que tenho eu que não tenha recebido?

Nada!

Recebi tudo de graça e sem mérito algum da minha parte.

É, pois justo, que dê tudo sem esperar nada em troca.

(ama, comentário sobre Lc 21, 1-4, 2010.11.21)


[i] Nota Histórica 






Neste dia da dedicação (ano 543) da igreja de Santa Maria a Nova, construída perto do templo de Jerusalém, celebramos, juntamente com os cristãos da Igreja Oriental, a «dedicação» que Maria fez de Si mesma a Deus, já desde a infância, movida pelo Espírito Santo que a encheu de graça desde a sua Imaculada Conceição.