06/12/2010

Boa Tarde! 8

Fiquei um pouco embaraçado quando me perguntaste como fazer para seres santo!

Não encontrei outra resposta:

precisamente essa luta por melhoria que estás travando, é o teu caminho de santidade!

(ama, 2010.12.06)

LITURGIA DAS HORAS

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CAPÍTULO II

SANTIFICAÇÃO DO DIA:
AS DIVERSAS HORAS LITÚRGICAS

I. INTRODUÇÃO A TODO O OFÍCIO


34. A introdução a todo o Ofício é normalmente formada pelo Invitatório. Este é constituído pelo versículo — Abri, Senhor, os meus lábios: E a minha boca anunciará o vosso louvor — e pelo salmo 94. Este salmo é um convite dirigido todos os dias aos fiéis para que celebrem os louvores de Deus e escutem a sua voz, e ao mesmo tempo uma exortação a esperarem «o repouso do Senhor»1.
Se parecer bem, o salmo 94 pode ser substituído pelos salmos 99, 66 ou 23.
O salmo invitatório deve ser recitado, como se indica no lugar próprio, em forma responsorial, quer dizer, acompanhado da respectiva antífona. Esta é enunciada e repetida no princípio, e retomada após cada estrofe.

35. O Invitatório tem o seu lugar próprio no princípio de todo o ciclo da oração quotidiana; isto é, ou antes das Laudes matutinas ou antes do Ofício de Leitura, conforme o dia se iniciar com uma ou outra destas duas acções litúrgicas. No caso de se dever antepor a Laudes, pode-se omitir eventualmente o salmo com a respectiva antífona.

36. As antífonas do Invitatório variam conforme os dias litúrgicos, como é indicado em seu lugar próprio.


1 Hebr 3, 7-4, 16.


Retirado do site do Secretariado Nacional de Liturgia
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Bom Dia! 68


Insiste-se muito nos “pequenos passos” porque progredir na vida interior é obra de todos os dias, até ao último momento de vida.
Ninguém nasce santo porque, de facto, todos nascemos com a mancha do pecado original que nos separa de Deus. O Baptismo, ao apagar este pecado, transforma-nos realmente de simples criaturas de Deus em Seus Filhos. A partir deste momento somos santos, embora sem mérito algum da nossa parte, passamos a pertencer ao coro dos que, pela Graça Divina, são candidatos à Vida Eterna.
Por isso, os Baptizados que morrem antes da idade da razão, ou melhor dizendo, quando passam a dispor de vontade própria, assumem de imediato a visão beatífica da Trindade Santíssima e podemos, com toda a propriedade, invocá-los como santos de Deus.
Atrasar sem razão – que razão válida pode haver – o Baptismo de um ser recém-nascido é matéria grave e de ponderação exigente porque se pode estar a contribuir para que esse ser, caso morra subitamente, perca este supremo bem.
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Tema para breve reflexão - 2010.12.06

Confissão e Exame

Uma Confissão bem-feita pressupõe um exame profundo (profundo não quer necessariamente dizer longo, sobretudo se nos confessamos com frequência): se for possível, ante o sacrário, e sempre na presença de Deus. No exame de consciência, o cristão vê o que Deus esperava da sua vida e o que na realidade foi; a bondade ou a malícia das suas acções, as omissões, as ocasiões perdidas..., a intensidade da falta cometida, o tempo que se permaneceu nela antes de pedir perdão.

(S. Francisco de Sales, Introdução à vida devota, II, 19)

Textos de Reflexão para 06 de Dezembro

2ª Segunda-Feira do Advento 06 de Dezembro

Evangelho: Lc 5, 17-28
17 Um dia, enquanto ensinava, estavam ali sentados fariseus e doutores da lei vindos de todas as aldeias da Galileia, da Judeia e de Jerusalém; e o poder do Senhor levava-O a fazer curas.18 E eis que uns homens, levando sobre um leito um homem que estava paralítico, procuravam introduzi-lo dentro da casa e pô-lo diante d'Ele.19 Porém, não encontrando por onde o introduzir por causa da multidão, subiram ao telhado e, levantando as telhas, desceram-no com o leito no meio de todos, diante de Jesus. 20 Vendo a fé deles, Jesus disse: «Homem, são-te perdoados os teus pecados». 21 Então os escribas e os fariseus começaram a pensar e a dizer: «Quem é este que diz blasfémias? Quem pode perdoar pecados, senão só Deus?». 22 Jesus, conhecendo os seus pensamentos, respondeu-lhes: «Que estais a pensar nos vossos corações? 23 Que coisa é mais fácil dizer: “São-te perdoados os pecados”, ou dizer: “Levanta-te e caminha”? 24 Pois, para que saibais que o Filho do Homem tem na terra o poder de perdoar pecados, Eu te ordeno - disse Ele ao paralítico - levanta-te, toma o teu leito e vai para a tua casa». 25 Levantando-se logo em presença deles, tomou o leito em que jazia e foi para a sua casa, glorificando a Deus.26 Ficaram todos estupefactos e glorificavam a Deus. Possuídos de temor, diziam: «Hoje vimos coisas maravilhosas». 27 Depois disto, Jesus saiu, e viu sentado no banco de cobrança um publicano, chamado Levi, e disse-lhe: «Segue-Me». 28 Ele, deixando tudo, levantou-se e seguiu-O.



Nota:
Durante o Tempo do Advento não publicamos o costumado Comentário e/ou Meditação sobre o Evangelho do dia. Convidamos o leitor a fazê-lo e a amabilidade de o “postar) em comentários. 
Tema para consideração: A confissão frequente

O que significa confissão frequente? – (2)

  1. Se, pois, existem tantos meios para que a alma se purifique dos seus pecados veniais sem o sacramento da penitência, que sentido e que valor tem a confissão dos pecados veniais? Onde está o «proveito» desta confissão?, de que fla qao Concílio de Trento? Diz: «Os pecados veniais, que não nos privam da graça divina e em que tão amiúde recaímos, confessam-se e acusam-se com motivo e proveito na confissão, como o comprova a prática das pessoas devotas» (sessão 14, cap. 5º).
a)    O fruto da confissão dos pecados veniais funda-se antes de mais em que se trata da recepção de um sacramento. O perdão dos pecados consegue-se em virtude do sacramento, quer dizer, de Cristo. No sacramento da penitência, «àqueles que depois do baptismo pecaram, aplicam-se-lhes os méritos da morte de Cristo» (Conc. De Trento, sessão 14, cap. 1º). No qual há que observar: no sacramento é essencial o arrependimento íntimo dos pecados, que é elevado pelo sacramento à união, cheia de graça, com Deus. A graça aqui outorgada, uma vez que se trata exclusivamente de pecados veniais, não é, como quando se trata de um pecado mortal, a nova vida da graça, mas o fortalecimento, o aumento e maior profundidade da vida sobrenatural, da santa caridade no homem. O sacramento da penitência a primeira coisa que produz é o positivo, o fortalecimento da nova vida, o aumento da graça santificante, e em união com ela uma graça coadjuvante que estimula a nossa vontade para um acto de amor ou de arrependimento. Esse acto de amor apaga os pecados veniais e expulsa-os da alma, de forma semelhante à luz que afugenta e elimina as trevas.
O proveito da confissão dos pecados veniais consiste, além disso, em que a virtude do sacramento não só apaga os pecados, como além disso abarca e cura as suas consequências, de forma mais perfeita do que acontece no perdão extra-sacramental dos pecados veniais. Porque no sacramento da penitência se perdoa uma parte maior das penas temporais dos pecados que pelos meios extra-sacramentais, ainda que exista igual espírito de arrependimento. Mas o sacramento da penitência sobretudo cura a alma das debilidade produzida pelos pecados veniais, do cansaço e da frieza para as coisas divinas, da inclinação que com os pecados veniais renasce para as coisas terrenas, do fortalecimento dos instintos e inclinações torcidas e do poder da má concupiscência – e isto em virtude do sacramento, quer dizer, do próprio Cristo -. Assim a confissão dos pecados veniais fornece à alma uma frescura interior, um novo impulso para se entregar a Deus, a Cristo, e ao cuidado da vida sobrenatural, o que normalmente acontece no perdão extra-sacramental dos pecados veniais.
 A confissão dos pecados veniais produz um proveito muito especial e notório por estas circunstâncias: que em geral os actos do exame de consciência, em especial do arrependimento, do propósito, da vontade de satisfação e de penitência, são muito mais perfeitos e melhor elaborados que no perdão extra-sacramental dos pecados veniais por meio de uma jaculatória ou pelo uso piedoso da água benta. Todos sabemos o que custa acusar-se devidamente ante o sacerdote; todos sabemos como devemos preocupar-nos em, realizar bem os actos de arrependimento e de propósito e incitar a vontade à penitência e à satisfação. Com plena consciência dedicamo-nos a fazer bem esses actos.
E com razão. Porque esses actos de aversão interior às faltas não constituem unicamente uma condição prévia da alma para a recepção do sacramento da penitência, são parte essencial. Deles depende que haja um verdadeiro sacramento, eles determinam a medida da eficácia do sacramento, no crescimento na vida divina e no perdão dos pecados. O sacramento da penitência, assim como o sacramento do matrimónio, é o sacramento mais pessoal. A participação pessoal do penitente, os seus actos pessoais de arrependimento, de acusação e de vontade de satisfação, são decisivos para a eficácia do sacramento. Essa depende essencialmente do nosso juízo pessoal sobre o pecado cometido e do nosso regresso pessoal a Deus e a Cristo. No sacramento da penitência que recebemos, os nossos actos pessoais de penitência são elevados da esfera meramente pessoal e são unidos às virtudes dos padecimentos e morte de Cristo, que operam no sacramento. Aqui é onde resplandecem toda a graça e o proveito do sacramento da penitência.
A chamada graça sacramental, que é própria unicamente do sacramento da penitência e que por nenhum outro sacramento se produz ou pode produzir-se, é a graça santificante, com carácter e força especial para fazer desaparecer a debilidade causada pelos pecados veniais, o défice de força, valor e impulso espiritual, para fortalecer a alma e afastar os obstáculos que se opõem à graça e à sua acção eficaz na alma.
Um significado e proveito especial da confissão frequente consiste em que os pecados veniais se confessam ao sacerdote como representante da Igreja, quer dizer, à Igreja, à comunidade. O que peca venialmente continua a ser membro vivo da Igreja. Com o pecado venial não pecou somente contra Cristo, contra Deus e o bem da sua própria alma: ao mesmo tempo causou um dano à Igreja, à comunidade; o seu pecado é uma «mancha» uma «ruga» da esposa de Cristo; é um obstáculo a que o amor que o Espírito santo derrama sobre a Igreja posa desenvolver-se livremente em todos os membros da Igreja de Cristo. O pecado venial é um dano inferido à comunidade, é uma falta de amor para com a Igreja, da qual unicamente manam a vida e a salvação para o cristão. Por isso não pode expiar-se forma mais adequada que dando-o a conhecer ao representante da Igreja, recebendo o seu perdão e cumprindo a penitência por ele imposta.

Doutrina: CCIC – 582:  Porque podemos «ousar aproximar-nos com toda a
                                       confiançado Pai?
              CIC 2777-2778; 2797

Porque Jesus, nosso Redentor, nos apresenta diante do Rosto do Pai, e o seu Espírito faz de nós filhos. Podemos assim rezar o Pai Nosso com uma confiança simples e filial, com uma alegre segurança e uma audácia humilde, com a certeza de ser amados e atendidos

05/12/2010

Boa Tarde! 7

Bem-humorado, disseste que te sentias transformado em "lenhador."

Esclareceste a minha surpresa dizendo-me que quando conseguias deitar abaixo uma árvore logo te aparecia outra a precisar de ser abatida.

É claro!, repliquei, estás a trabalhar numa floresta mas só te dás conta disso à medida que as árvores que vais abatendo revelam as que estão atrás.

(ama, 2010.12.05)

Bom Dia! 67


Para estar de acordo com o que se disse antes, o “propósito” tem de ser concreto, isto é, incidir sobre aquilo que se pretende corrigir e emendar. Também aqui, não ficar pela generalidade – não vou falar mal de ninguém – mas sim, vou tentar não dizer mal de fulano.
Fugir também à tentação de considerar grandes coisas ou de âmbito alargado, por assim dizer. A correcção interior daquilo que sabemos está mal ou é deficientemente feito, deve ser feita em pequenos passos, dia a dia.
Estabelecer metas concretas e acessíveis, que nos possamos lembrar com facilidade durante o dia. Talvez recorrendo a “avisadores”, como, por exemplo, quando toca o telefone lembrar os propósitos que nos propusemos.
Estar preparado para os “falhanços”, os retrocessos, os passos atrás é uma medida de prudente sabedoria.

Não somos santos, tentamos sê-lo e isso faz-se passo a passo, com metas curtas e objectivas, simples e sem grandes lucubrações. A tentação de derrotismo quando não se consegue o que se deseja deve ser afastada a todo o custo, porque nada desagrada mais ao tentador que dar-se conta dos nossos esforços e desejos de melhoria.
A maior parte das vezes somos de facto muito melhores do que pensamos e, por isso mesmo, devemos esquecer os resultados e dedicar-nos ao esforço por consegui-los.

Como prevenia um grande conhecedor de almas «Devemos convencer-nos de que o maior inimigo da rocha não é a picareta ou o machado, nem o golpe de qualquer outro instrumento, por mais contundente que seja: é essa água miúda, que se infiltra, gota a gota, por entre as fendas do penhasco, até arruinar a sua estrutura» (S. josemaria escrivá, Cristo que Passa, 77)
Daqui que, desistir ou achar que não se progride, é consentir que se mantenha aberta essa fresta por onde se vai insinuando o defeito que pretendemos eliminar.
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Tema para breve reflexão - 2010.12.05

Confissão e Arrependimento

Há “um arrependimento geral”. É a dor e a detestação dos pecados cometidos em toda a vida passada. Esse arrependimento geral é para a confissão frequente de uma importância excepcional.

(B.Baur, La Confesión frequente, Herder, Barcelona 1957, pgs 37-38, trad ama)

Textos de Reflexão para 05 de Dezembro

ADVENTO

Neste tempo litúrgico a Igreja propõe à nossa meditação a figura de João Baptista. João aparece como a linha divisória entre ambos os Testamentos: o Antigo e o Novo. O próprio Senhor ensina de algum modo o que é João, quando diz: A lei e os Profetas até João Baptista. É a personificação da antiguidade e anúncio dos novos tempos. Como representante da antiguidade, nasce de pais anciãos; como quem anuncia os novos tempos, mostra-se já profeta no seio de sua mãe. Ainda não tinha nascido quando, à chegada de Santa Maria, salta de gozo dentro de sua mãe. (cf. Lc 1, 76-77). João chamou-se o profeta do Altíssimo, porque a sua missão foi ir à frente do Senhor para preparar os seus caminhos, ensinado a ciência de salvação ao seu povo.

(Stº. Agostinho, Sermão 293, 2)

2º Domingo do Advento 05 de Dezembro

Evangelho: Mt 3, 1-12

1.Naqueles dias apareceu João Baptista pregando no deserto da Judeia. 2 «Arrependei-vos, dizia, porque está próximo o Reino dos Céus». 3 Este é aquele de quem falou o profeta Isaías quando disse: “Voz do que clama no deserto: preparai o caminho do Senhor, endireitai as Suas veredas”. 4 Este mesmo João trazia um vestido feito de peles de camelo e um cinto de couro em volta dos rins; e o seu alimento consistia em gafanhotos e mel silvestre. 5 Então iam ter com ele Jerusalém e toda a Judeia e toda a região do Jordão; 6 e eram baptizados por ele no rio Jordão, confessando os seus pecados. 7 Vendo um grande número de fariseus e saduceus que vinham ao seu baptismo, disse-lhes: «Raça de víboras, quem vos ensinou a fugir à ira que vos ameaça? 8 Produzi, pois, verdadeiros frutos de penitência, 9 e não vos justifiqueis interiormente dizendo: “Temos Abraão por pai!”, porque eu vos digo que Deus pode fazer destas pedras filhos de Abraão. 10 O machado já está posto à raiz das árvores. Toda a árvore que não dá bom fruto, será cortada e lançada no fogo. 11 Eu, na verdade, baptizo-vos com água para vos levar à penitência, mas O que há-de vir depois de mim é mais poderoso do que eu, e eu nem sou digno de Lhe levar as sandálias; Ele vos baptizará no Espírito Santo e em fogo. 12 Ele tem a pá na Sua mão, e limpará bem a Sua eira, e recolherá o Seu trigo no celeiro, mas queimará a palha num fogo inextinguível».



Nota:
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Tema para consideração: A confissão frequente

O que significa confissão frequente? – (1)

Pode receber-se o sacramento da penitência com frequência porque uma e outra vez se reincide no pecado mortal e se quer obter de Deus o seu perdão. Aqui não falamos da confissão frequente nesse sentido. O que aqui queremos significar é a confissão frequente, repetida, de uma pessoa que normalmente não comete nenhum pecado mortal, que, portanto, vive em união com Deus e que pelo amor está ligada a Ele. Também incorre em toda a classe de infidelidades e faltas, e tem diferentes debilidades, costumes torcidos e tendências na luta contra a concupiscência e o amor-próprio. Não lhe é indiferente fracassar por vezes, ainda que não seja em coisas graves, e actuar contra a sua consciência. Preocupa-se em purificar a sua alma de toda a mancha de pecado e faltas, conservá-la limpa e fortalecer a sua vontade na aspiração para Deus. Por essa razão acode com frequência, por vezes até semanalmente, à santa confissão. Vai à procura da purificação interior, da firmeza da vontade; procura nova força para tender sempre para a união perfeita com Deus e com Cristo. Sabe bem que em consciência não está de forma nenhuma obrigada a confessar os pecados veniais que cometeu. Sabe que é ensinamento expresso da Igreja que os pecados veniais se podem omitir na confissão, porque há muitos outros meios pelos quais se podem apagar da alma os pecados veniais. Tais meios são todos os actos de verdadeiro arrependimento sobrenatural, todas as orações em que se pede o perdão dos pecados, todas as obras feitas com espírito de penitência e de expiação e todas as dores sofridas com o mesmo espírito.
Além disso, também servem todos os actos de amor-perfeito a Deus e a Cristo, todos os actos e obras de amor cristão ao próximo, feitos por motivos sobrenaturais, assim como todas as obras e todos os sacrifícios realizados por amor sobrenatural. Também são meios a prática bem-feita dos chamados sacramentais, por exemplo, da água benta; além do mais, uma série de orações litúrgicas, como o Confiteor Deo, como o Asperges me, como em especial a assistência ao santo sacrifício da Missa e a recepção da sagrada comunhão. Mediante a sagrada comunhão «somos purificados das faltas diárias», diz o Concílio tridentino (13ª sessão, cap. 2º). Veja, pois, quão fácil tornou a misericórdia de Deus a alma, animada de verdadeira ânsia de perfeição, ao reparar imediatamente uma falta cometida.

Doutrina: CCIC – 581:  Que lugar ocupa o Pai Nosso na oração da Igreja?
                   CIC 2767-2772; 2776

O Pai Nosso é a oração da Igreja por excelência e é «entregue» no Baptismo para manifestar o novo nascimento para a vida divina dos filhos de Deus. A Eucaristia mostra-lhe o sentido pleno, visto que as suas petições, fundadas no mistério da salvação já realizada, e que serão plenamente atendidas na vinda do Senhor. O Pai Nosso é também parte integrante da liturgia das Horas.

04/12/2010

Boa Tarde! 6

Via-se bem a alegria no teu semblante e eu não pude deixar de perguntar que se passava.

Surpreendeste-me com a resposta: sabes? Descobri uma coisa muito interessante, que nunca me tinha dado conta. Também eu posso ser santo!

Fiquei a olhar para ti sem esconder o meu espanto?

Mas… pensavas que o que temos andando a fazer todo este tempo se destinava a quê?


(ama, 2010.12.04)

Bom Dia! 66



Ao examinar-se, o homem está a conduzir a sua vida no caminho certo porque ninguém é dono da verdade completa e, muito menos, da última perfeição. Fazendo-o, está a dar passos importantes no caminho da correcção ou emenda dos erros, voluntários ou não, cometidos ao longo dos dias o que, é em si mesmo, uma atitude positiva.


Não se evolui nem progride sem um constante começar e recomeçar e tal não é possível sem a prática regular do exame pessoal.

Como ninguém é bom juiz em causa própria - repete-se - o recorrer ao aconselhamento de outrem devidamente capacitado para tal, revela-se uma decisão sagaz.

Deve fugir-se à generalidade: portei-me mal, faltei à verdade... e, pelo contrário, detalhar: fiz isto que não deveria ter feito porque..., menti a propósito daquilo..., e, logo depois definir a pessoa ou pessoas a quem eventualmente tenhamos causado prejuízo com tais procedimentos.

Só assim o exame fica completo e fornece os elementos que vão permitir desenvolver os motivos principais que levaram ao exame: o desejo de emenda e a oportunidade de reparar.

É o que costuma chamar-se 'propósito do exame', que é a conclusão lógica do mesmo.

Aliás, sem 'propósito' o exame tem muito pouca utilidade.

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Tema para breve reflexão - 2010.12.04

Critério 7

Há alguns que querem ser humildes, mas sem serem desprezados, sem padecer necessidades; ser castos, mas sem mortificar o seu corpo; ser pacientes, mas sem que ninguém os ultraje. Quando tratam de adquirir virtudes, e ao mesmo tempo rejeitam os sacrifícios que as virtudes trazem consigo, parecem-se com os que fugindo do campo de batalha, quereriam ganhar a guerra vivendo comodamente na cidade.

(S. Gregório Magno, Moralia, 7, 28, 34.)

Textos de Reflexão para 04 de Dezembro

1º Sábado do Advento 04 de Dezembro

Tema para consideração: Confissão contrita

  • ·         Cada Confissão, um bem para toda a Igreja. A Comunhão dos Santos e o Sacramento da penitência.

Cada Confissão contrita é uma aproximação à santidade de Deus, um novo encontro na própria verdade interior, perturbada e transtornada pelo pecado, uma libertação no mais profundo de si mesmo, e, com isso, uma recuperação da alegria perdida, a alegria de ser salvos, que a maioria dos homens do nosso tempo deixou de provar. 

(João Paulo II, Exortação Apostólica Reconciliatio et Paenitentia, 02.12.1984, II, 31)

Evangelho: Mt 9, 35; 10, 1, 6-8

35 Jesus ia percorrendo todas as cidades e aldeias, ensinando nas sinagogas, pregando o Evangelho do reino, e curando toda a doença e toda a enfermidade.
1 Tendo convocado os Seus doze discípulos, Jesus deu-lhes poder de expulsar os espíritos imundos e de curar toda a doença e toda a enfermidade.
6 ide antes às ovelhas perdidas da casa de Israel.7 Ide, e anunciai que está próximo o Reino dos Céus. 8 «Curai os enfermos, ressuscitai os mortos, limpai os leprosos, lançai fora os demónios. Dai de graça o que de graça recebestes.



Nota:
Durante o Tempo do Advento não publicamos o costumado Comentário e/ou Meditação sobre o Evangelho do dia. Convidamos o leitor a fazê-lo e a amabilidade de o “postar) em comentários. 

Comentário:

«Dai de graça o que de graça recebestes» que mandato mais lógico e natural. Quem tinha acabado de receber tão extraordinários poderes poderia, com boa fé, cobrar pelos serviços que com eles prestasse?
Nós que tanto recebemos em meios, inteligência, capacidades não devemos também pôr ao serviço gratuito dos outros esses mesmos dons?
Recompensa? Tê-la-emos sempre e de forma que nem suspeitamos porque o Senhor nunca deixa sem prémio quem trabalha em Seu nome. 

(ama, comentário sobre Mt 9, 35; 10, 1, 6-8, 2010.10.28)

Doutrina: CCIC – 580: Porque se chama «a oração do Senhor»?
                   CIC – 2765-2766; 2775

O Pai Nosso é a «Oração dominical», ou seja «a oração do Senhor», porque nos foi ensinado pelo próprio Senhor Jesus

Festa: São João Damasceno – Doutor da Igreja

                                                                                                                                                              Nota Histórica
Nasceu em Damasco na segunda metade do século VII, de uma família cristã. Grande conhecedor da filosofia, entrou no mosteiro de S. Sabas, perto de Jerusalém, e foi ordenado sacerdote. Escreveu numerosas obras teológicas, sobretudo contra os iconoclastas. Morreu em meados do século VIII. (SNL)

03/12/2010

Boa Tarde! 5

Sabes, disseste-me entusiasmado, tive a primeira conversa, assim…, a sério com o sacerdote.

Parece-me que fiquei a ver tudo com umas cores diferentes.

Ficámos de nos encontrar cada quinze dias. Que te parece?

A mim, parece-me lindamente, pois claro. 

(ama, 2010.12.03)

O Preço!

Um dia Jesus Cristo estava conversando com Satanás e perguntou-lhe o que estava fazendo com as pessoas aqui na terra e o Diabo respondeu:
Estou a divertir-me muito com elas, ensino-as a fazer bombas e a matar, a usar armas, a odiarem-se umas às outras, a casar-se e a divorciar-se, ensino-as a abusar das criaturas, ensino os jovens a usar drogas, a beber e a fazer tudo o que não devem.
Realmente estou a divertir-me muito.

Jesus perguntou: E depois que vais fazer?

A resposta do Diabo feriu os ouvidos de Jesus Cristo:

Vou matá-los e acabar com eles!

Jesus perguntou: Quanto queres por eles?

Troçando o Diabo respondeu:
Ah! Tu não vais querer essas pessoas… Elas são más, traiçoeiras, mentirosas, falsas e egoístas e avarentas. Não irão amar-te verdadeiramente, vão cuspir no Teu rosto, vão desprezar-te e não terão consideração pelo que Tu faças por elas.

Jesus Cristo com a voz cheia de certeza, perguntou:

Quanto queres por elas, Satanás?

O Diabo enfurecido, com chispas de ódio nos seus olhos respondeu:

Quero todas as Tuas lágrimas e todo o Teu sangue.

Jesus bravamente, com a Sua voz esplendorosa, respondeu:
Acordo fechado!

E Jesus pagou o preço da nossa liberdade.

Como podemos esquecer-nos de Jesus?
Acreditamos em tudo quanto o mundo em que vivemos nos ensina, mas questionamos sempre as coisas que vêm de Deus.
Porquê?
Todos querem estar, um dia, com Deus mas não querem conhecê-lo nem amá-lo.

Muitos dizem: Eu creio em Deus (Satanás também, certamente), mas não fazem nada por Ele.

(Fluvium 2007, trad. AMA)

Humanismo - Boas notícias!

Novo humanismo centrado na pessoa está a crescer, diz D. Carlos Azevedo

Mais cidadania e menos Estado. O novo humanismo está a crescer centrado na pessoa e os voluntários, bem preparados, sublinha D. Carlos Azevedo, são chamados a ser os novos protagonistas da actualidade.
“Os voluntários trocam reuniões de gabinete, por gestos concretos. Negociações intermináveis, por acções imediatas. Protestos e manifestações mediáticas, por factos. Promessas por cumprir, por realidades visíveis”, afirmou o bispo auxiliar de Lisboa, em Évora, numa conferência sobre o voluntariado como expressão do novo humanismo.
O presidente da Comissão Episcopal da Pastoral Social lançou também o repto para quem não tem medo de abraçar novos desafios, diz D. Carlos Azevedo, nunca é tarde para começar.
“Qualquer idade serve, qualquer manhã, tarde ou noite é boa. Ao primeiro comboio de solidariedade que passe, entra e começa. Logo verão como as iniciativas impensáveis rebentam. É necessário alguém começar para se ver que algo pode fazer-se”, sublinha D. Carlos Azevedo.

Bom Dia! 65

Aparentemente pode parecer ''coisa de religião'' exacerbada ou exigente', as pessoas ''normais'' não terão necessidade destas preocupações. Isto é profundamente errado e um sintoma evidente de soberba. Quem pode julgar-se impecável no seu comportamento, como e no que pensa, o que e de que modo faz?
Quem, dotado de algum juízo, pode considerar que não tem nada a corrigir, a emendar, a rever?
Uma pessoa assim revela-se intratável e pouco digno de confiança.

Ocorre, a propósito, uma frase que deixou um lastro irremediável: ''nunca me engano e raramente tenho dúvidas''.
A irresponsabilidade de uma afirmação como esta só pode enraizar-se numa exacerbada vaidade pessoal, decerto  grave e, de certeza ridícula.

Mas será que muitas vezes não temos, cada um de nós, a mesma convicção interior?
Não temos, de facto uma atitude de superioridade, uma como que imunidade pessoal que nos torna singulares, ''especiais''?
Acontece que, a maior parte das vezes isto acontece exactamente por falta de exame pessoal. Não gostamos que nos apontem um erro, que desqualifiquem uma opinião que emitimos, quanto mais sermos nós próprios a fazê-lo. Até parece masoquismo ou autoflagelação, pensamos.

Vemos na crítica ou no apontamento desfavorável algo que nos diminui e envergonha. Afinal pode tratar-se de uma ocasião soberana para corrigir a tempo, algo que talvez, se o não fizermos, pode ter consequências pouco agradáveis.
O interessante está em que nem mesmo assim nos coibimos de atentar nos erros, verdadeiros ou imaginados por nós, que vemos nos outros.
A velha máxima da descoberta do argueiro no olho do vizinho e a incapacidade para detectar a trave no nosso.
A obrigação de corrigir os próprio erros está intimamente ligada ao mesmo dever de corrigir o outro. Temos de pensar e ter claro que o outro, sobretudo se é nosso amigo, tem direito a que o corrijamos tal como nós podemos legitimamente esperar que ele faça o mesmo convosco.
Quem sou eu para corrigir seja quem for? Ouve-se com frequência esta alegação que, na verdade, revela indiferença, pelo menos, e egoísmo seguramente.

Mas, repete-se, o médico pelo facto de estar doente fica incapacitado de receitar a outrem o medicamento necessário para a maleita que apresenta?
Atenção que se fala de correcção no verdadeiro sentido do termo, que é, deve ser, uma atitude construtiva, e não de crítica que é algo completamente diferente.

A primeira é um desejo que o outro corrija algo que, a nosso ver, não é correcto. A segunda é um apontamento de outro cariz ou seja, uma avaliação pura e simples.

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Tema para breve reflexão - 2010.12.03

Textos de Reflexão para 03 de Dezembro

Sexta-Feira do Avento 03 de Dezembro

Tema para consideração: Propósito

  • ·         Arrependimento, inseparável do propósito

O propósito é inseparável do arrependimento; brota do bom arrependimento com intrínseca necessidade, como um fruto maduro. O propósito, sendo uma parte do arrependimento, é este como o próprio arrependimento, um elemento essencial e absolutamente necessário da confissão. 

(Benedikt Baur, La Confessión frequente, Herder, ISBN 84-254-0033-3, nr. 22, trad ama)

Evangelho: Mt 9, 27-31

27 Partindo dali Jesus, seguiram-n'O dois cegos, gritando e dizendo: «Tem piedade de nós, Filho de David!». 28 Tendo chegado a casa, aproximaram-se d'Ele os cegos. E Jesus disse-lhes: «Credes que posso fazer isto?». Eles responderam: «Sim, Senhor». 29 Então tocou-lhes os olhos, dizendo: «Seja-vos feito segundo a vossa fé». 30 E abriram-se os seus olhos. Jesus deu-lhes ordens terminantes, dizendo: «Cuidado, que ninguém o saiba». 31 Mas eles, retirando-se, divulgaram por toda aquela terra a Sua fama.


Nota:
Durante o Tempo do Advento não publicamos o costumado Comentário e/ou Meditação sobre o Evangelho do dia. Convidamos o leitor a fazê-lo e a amabilidade de o “postar" em comentários. 


Doutrina: CCIC – 578: Qual é a origem da oração do Pai Nosso?
                   CIC – 2759-2760; 2773

Jesus ensinou-nos esta oração cristã insubstituível, o Pai Nosso, um dia quando um dos discípulos, vendo-O rezar, lhe pediu: «Ensina-nos a rezar» (Lc 11, 1). A tradição litúrgica da Igreja usou sempre o texto de S. Mateus (6, 9-13).

 

Festa: São Francisco Xavier

                                                                                                                                                              Nota Histórica
Nasceu no castelo de Xavier, em Navarra (Espanha) no ano de 1506. Quando estudava em Paris, juntou-se ao grupo de S. Inácio. Foi ordenado sacerdote em Roma no ano de 1537 e dedicou se a obras de caridade. Em 1541 partiu para o Oriente. Evangelizou incansavelmente a Índia e o Japão durante dez anos, convertendo muitos à fé. Morreu em 1552 na ilha de Sanchoão, às portas da China. (SNL)