19/10/2010

Canonização na Austrália

Something peculiar happened in the past week here in Australia. The media went into a frenzy about a girl from Melbourne: liftouts, wrap-arounds, TV specials, live coverage - the demand for features was insatiable. And it wasn't Nicole Kidman. It was a nun who founded a teaching order and died a hundred years ago.
I have heard it rumoured that in the days when the Pope was merely Cardinal Ratzinger he remarked that Australia was the most secular nation on the planet. It's nice to be noticed, but I thought that places like New Zealand or Finland had that distinction sewn up. Whatever the truth of this is, the Australian media has a reputation for robust hostility towards Christianity and the Australian public for indolent indifference. Over the past few years the Catholic Church, especially, has taken a shellacking over some egregious sex abuse cases.
But on Sunday Mother Mary MacKillop (1842-1909) was canonised in St Peter's Square - Australia's first saint -- and the nation was mesmerised. The papers were full of descriptions of her charity, compassion, fortitude and holiness - not to mention detailed descriptions of her miracles. It was a continent-wide Sunday school.
Forgotten were all the scandals. There was no venom, no ridicule. The national joy in celebrating the flowering of virtue and love of God in a dusty, distant land was heartfelt. There seems to be a lesson here. If the Church wants better PR, it needs more saints. I hope that a few more are on the way Down Under.

Good reading! Enjoy!
Michael Cook
Editor /Mercator net

Bom Dia! Outubro 19, 2010


Quando alguém se debruça sobre si mesmo, procurando, num esforço sério e desinibido por traçar um quadro que corresponda ao seu carácter, está a procurar no seu íntimo, aquilo que o levará a concluir o que interessa muito ou pouco, o que convém manter e fazer progredir e o que interessa banir. Está, decididamente, a tentar construir uma vida interior orientada para o que verdadeiramente é e não o que, talvez, pretenda ser.
Normalmente deste exercício, não nasce a auto-satisfação mas o desejo de conseguir progredir naquilo que considera pontos fracos do seu carácter.
A aparência, o que os outros possam pensar de si, deixa de ter tanta importância como o desejo de melhorar naquilo que tem de bom e expurgar o não o seja tanto.

Poderíamos dizer que, a vida interior, é a estrutura sobre o qual assenta o projecto de vida de cada um e como, qualquer construção, não se começa nunca pela cobertura mas pelos alicerces sobre os quais se vai erguendo aos poucos o edifício importa que a formação do carácter comece desde os primeiros anos da razão.
Dar à criança uma educação estruturada em valores perenes e indispensáveis é uma obrigação grave. Ir “formatando” o seu carácter para que entenda que a vida não se limita a actos exteriores de mera reacção física, empírica ou não, mas sim a fruto de reflexão e amadurecimento.

Actuar como numa cedência aos ímpetos, aos impulsos não passa de reacções mais ou menos estéreis, sem raiz ou autenticidade. Fazê-lo com a consciência de que se aplicou o melhor que se tem para agir correctamente traz consigo uma satisfação e tranquilidade íntimas mesmo que se tenha errado. Mais, nestas circunstâncias a pessoa está preparada para emendar ou pelo menos tentar corrigir, o que está mal, obtendo com isso um ganho pessoal e uma credibilidade social. 

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Tema para breve reflexão - 2010.10.19

A Grande Igreja

A grande Igreja será porventura uma exígua parte da Terra? A grande Igreja é o mundo inteiro. Aonde quer que te dirijas, aí está Cristo. Tens por herança os confins da Terra.
Vem! Toma posse dela toda comigo.

(Stº. Agostinho, Enarrationes in Psalmos, XX1 II 30 (P l36, 180)

Textos de Reflexão para 19 de Outubro

Evangelho: Lc 12, 35-38
35 «Estejam cingidos os vossos rins e acesas as vossas lâmpadas. 36 Fazei como os homens que esperam o seu senhor quando volta das núpcias, para que, quando vier e bater à porta, logo lha abram. 37 Bem-aventurados aqueles servos, a quem o senhor quando vier achar vigiando. Na verdade vos digo que se cingirá, os fará pôr à sua mesa e, passando por entre eles, os servirá. 38 Se vier na segunda vigília, ou na terceira, e assim os encontrar, bem-aventurados são aqueles servos.
Comentário:

Na verdade o Senhor não faz mais que avisar algo que todos, mesmo os despreocupados, sabemos: A morte virá em momento que não sabemos!
Estar preparado para morrer?
Sim, parece-me lógico. Se não me preparar para o que tenho como certo como farei para aquilo que não sei?
Diria: preparo-me para amanhã ir a determinado local, o próximo mês em que terei de ir ao médico, aquele exame daqui a algum tempo, a viagem que programei… enfim, coisas que, muito provavelmente acontecerão mas que, na realidade, não tenho a certeza que venham a realizar-se.
E, no entanto, preparo-me, vou “arranjando as coisas” para o momento previsto.
Mas, para a morte que não sei quando chegará, não faço nada?
Não quero sequer pensar no assunto?
Acho desnecessário?
Talvez mórbido?
Preparar-se para morrer não quer dizer de forma nenhuma desejar morrer. Pelo contrário, o desejar viver, o melhor possível, deve levar-nos a esse descanso e tranquilidade de espírito que é estar, sempre, preparado para o momento derradeiro. 

(ama, comentário sobre Lc 12, 35-38)  

Tema: Virtudes - Pureza 3

A pureza é requisito indispensável para amar. Ainda que não seja a primeira nem a mais importante das virtudes, nem a vida cristã se pode reduzir a ela, todavia, sem a castidade não há caridade, e esta é a primeira virtude e a que dá a sua perfeição e fundamento a todas as outras.

(J. L. Soria, Amar y vivir la castidad, Palabra, Madrid 1976, pg. 45, trad ama)

Doutrina: CCIC – 434: «Mestre, que devo fazer de bom para alcançar a
                                         vida eterna?» (Mt 19,16)
                   CIC – 2052-2054; 2075-2076

Ao jovem que lhe faz esta pergunta, Jesus responde: «Se queres entrar na vida, observa os mandamentos», e acrescenta: «Vem e segue-me» (Mt 19,16-21). Seguir Jesus implica observar os mandamentos. A Lei não é abolida, mas o homem é convidado a encontrá-la na pessoa do divino Mestre, que em si mesmo a cumpre perfeitamente, lhe revela o pleno significado e atesta a sua perenidade.

18/10/2010

Questões Litúrgicas - Hora da Missa Vespertina

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Pergunta:

Gostaria de saber qual é o documento – se existir – que indique a hora a partir da qual se considera [parte da tarde] para celebrar a missa vespertina. Sei que é de tarde, mas quando é que se considera parte de tarde, às 12:00h? Às 12:30?

Resposta:

O documento onde se encontram as regras que permitem responder à sua pergunta chama-se “Normas gerais sobre o ano litúrgico e o calendário”. Logo no início, esse documento diz três coisas: como se santifica cada dia litúrgico, quando começa e acaba o dia litúrgico, e quando começa a celebração do domingo e das solenidades: “Cada dia litúrgico é santificado com celebrações litúrgicas..., de modo particular com o Sacrifício eucarístico e o Ofício divino. O dia litúrgico começa à meia noite e termina na meia noite seguinte. Mas a celebração do domingo e das solenidades começa na tarde do dia precedente” (n. 3).
Como é fácil de perceber, esta última frase completa, em relação ao que a segunda dissera sobre duração do dia litúrgico em geral, o que se refere à celebração do domingo e das solenidades. Por outras palavras: na segunda frase diz-se que o dia litúrgico em geral vai da meia noite desse dia à meia noite seguinte; na terceira afirma-se que, celebrativamente falando, o domingo e as solenidades não começam à meia noite dos respectivos dias, mas na tarde do dia precedente. A que horas exactas? O texto deste n. 3 não o diz.
Será que as “Normas gerais” esclarecem o problema das horas noutro número qualquer? No n. 11 diz-se assim: “... A celebração [das solenidades] inicia-se com as Vésperas I no dia anterior. Algumas solenidades têm também Missa própria da vigília, que se utiliza na tarde do dia anterior, se a Missa se celebra nas horas vespertinas”.
Este n. 11 completa e esclarece o n. 3, no que respeita ao modo de dar início à celebração das solenidades no dia anterior. Essa celebração começa com as Vésperas I e com a Missa própria da vigília, no caso de a solenidade a ter. E a que horas se celebram essas Vésperas I ou essa missa da vigília? Diz o texto: “nas horas vespertinas”. E o que são “horas vespertinas”? São as horas próximas do aparecimento da estrela Vésper, que começa a ver-se ao anoitecer. Diz o dicionário: “Vésper é a estrela da tarde, designação dada ao planeta Vénus, quando se avista à tarde, após o pôr do Sol, por em tempos se ter considerado como estrela”.
Como vê, foi preciso todo este raciocínio para lhe dar agora a resposta à sua pergunta. A expressão “Missa vespertina” refere-se à Missa celebrada na tarde do dia anterior ao domingo ou às solenidades litúrgicas. Mas esta “tarde” não se refere à parte do dia que tem início às nossas 12,00 horas actuais, mas sim às horas próximas do aparecimento da estrela Vésper (aliás, planeta Vénus). Digamos, portanto, que esta “tarde” se aproxima mais do pôr do sol do que do meio dia ou das três da tarde.
Então a que horas se celebra a Missa vespertina? Celebra-se na tarde do dia anterior ao domingo ou à solenidade, nas horas estabelecidas pelo Bispo da diocese, regra geral entre as 17,00 e as 19,00 horas.
É neste sentido que deve entender-se o que diz o n. 11 das “Normas gerais”, quando aí se esclarece que a “Missa própria da vigília se utiliza na tarde do dia anterior, se a Missa se celebra nas horas vespertinas”. Sublinho a expressão “se a Missa de celebra nas horas vespertinas”, ou seja, ao cair da tarde.
E se não se celebrar a essas horas vespertinas, mas logo a seguir ao meio dia, ou mesmo às três da tarde? Em tal caso não é permitido utilizar os textos dessa Missa, e muito menos chamar a essa celebração Missa da vigília ou Missa vespertina, dado que a palavra litúrgica vigília está sempre relacionada com a noite (Vigília pascal, noite de vigília, Vigília do Pentecostes, etc.) e que a palavra vespertina se refere, como já disse, ao tempo próximo do pôr do sol.
Acerca da Vigília pascal dizem as “Normas gerais do ano litúrgico”: “Toda a celebração desta sagrada Vigília deve fazer-se durante a noite, de modo que ou comece depois do anoitecer ou termine antes da aurora do domingo” (n. 21).
Como vê, caro consulente, se não há propriamente nenhum documento que indique as horas precisas em que se deve celebrar a Missa vespertina, este conjunto de indicações permite-nos afirmar que o tempo próprio para tais Missas não é a primeira parte da tarde mas sim a última parte. Penso, aliás, que é assim que acontece onde quer que se celebrem Missas vespertinas.

Retirado do site do Secretariado Nacional de Liturgia.
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Tema para breve reflexão - 2010.10.18

Alma

A fé católica manda defender que as almas são criadas imediatamente por Deus.

(pio XII, Encíclica Humani Genéris)

Bom Dia! Outubro 18, 2010


Vem outra vez ao de cima o “pauca fidelis”, mentir nas pequenas coisas cria, nos outros uma disposição a não acreditar em nada do que esse outro diga ou faça o que, não sendo justo, é, porém, uma consequência natural do comportamento que se tem.
Um dos maiores elogios que Jesus Cristo faz a alguém e que o Evangelho nos relata é o acontecido com Bartolomeu:
«Jesus viu Natanael, que vinha ao seu encontro, e disse dele: «Aí vem um verdadeiro israelita, em quem não há fingimento.»([i]), referindo claramente a importância que tem o comportamento veraz, autêntico, sem duplicidades ou levado pela fantasia.

Onde esta faceta humana adquire, talvez, maior relevância é entre os profissionais da comunicação social, falada ou escrita. Da tendência a construir uma história a partir de meia dúzia de coisas que se conheceram de forma esparsa e desgarrada de contexto até à especulação pura e simples é tão frequente que quase se aceita como inevitável.
Tenho o direito de informar – dizem – ao que se pode contrapor, tenho igualmente direito a ser bem informado.

Os direitos e os deveres das pessoas nunca são isolados, quer dizer, ninguém tem só direitos como, também, não tem só deveres.
Ao direito de alguém corresponde sempre o dever de outrem a única diferença, talvez, resida em que se os direitos são iguais os deveres não o são.

Retomando o assunto sobre a veracidade, o dever de falar com verdade é tanto mais importante e pode revestir-se de gravidade especial como a circunstância particular ou a pessoa a quem se aplique; uma pessoa adulta tem mais obrigações que uma outra que seja ainda criança.

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[i] Jo 1,43-51

Textos de Reflexão para 18 de Outubro


Evangelho: Lc 10, 1-9

1 Depois disto, o Senhor escolheu outros setenta e dois, e mandou-os dois a dois à Sua frente por todas as cidades e lugares onde havia de ir. 2 Disse-lhes: «Grande é na verdade a messe, mas os operários poucos. Rogai, pois, ao dono da messe que mande operários para a Sua messe. 3 Ide; eis que Eu vos envio como cordeiros entre lobos. 4 Não leveis bolsa, nem alforge, nem calçado, e não saudeis ninguém pelo caminho. 5 Na casa em que entrardes, dizei primeiro: A paz seja nesta casa. 6 Se ali houver algum filho da paz, repousará sobre ele a vossa paz; senão, tornará para vós. 7 Permanecei na mesma casa, comendo e bebendo do que tiverem, porque o operário é digno da sua recompensa. Não andeis de casa em casa. 8 Em qualquer cidade em que entrardes e vos receberem, comei o que vos puserem diante; 9 curai os enfermos que nela houver, e dizei-lhes: Está próximo de vós o reino de Deus.
Comentário:

O Evangelho que acabamos de ler convida-nos a procurar saber que messe é essa acerca da qual o Senhor nos diz: “A messe é grande e os trabalhadores são poucos. Pedi, pois, ao senhor da messe que envie trabalhadores para a sua messe.” Foi então que Ele enviou, para além dos doze discípulos a que chamou apóstolos (“enviados”), mais setenta e duas pessoas. E mandou-os a todos, como se percebe pelas suas palavras, trabalhar numa messe já pronta. Para que messe? Não era entre os pagãos, onde ninguém havia semeado, que eles iam fazer a colheita. É de supor, pois, que a colheita tivesse lugar entre os judeus; foi para aí recolher que veio o senhor da messe. Aos outros povos, envia quem semeie, e não quem recolha. A colheita faz-se, pois, entre os judeus; entre os outros, semeia-se. E foi nitidamente recolhendo entre os judeus que Ele escolheu os apóstolos; era o tempo da colheita, as espigas estavam maduras, porque os profetas tinham semeado entre eles. […]
E disse-lhes também: “Outros trabalharam e vós aproveitais-vos do seu trabalho” (38). Abraão, Isaac, Jacob, Moisés e os profetas trabalharam; sofreram para semear o grão de trigo. Na sua vinda, o Senhor encontrou as espigas maduras e enviou quem as colhesse com a foice do Evangelho. 

(Stº. Agostinho, Sermões, 101)

Tema: Virtudes - Pureza 2

A santa pureza, parte da virtude da temperança, inclina-nos prontamente e com alegria a moderar o uso da faculdade generativa, segundo a luz da razão ajudada pela fé. 

(S. Tomás de aquino, Suma Teológica, 2-2 q. 151 a. 2, ad I)

Doutrina: CCIC – 433:  Porque é que a vida moral dos cristãos é indispensável
                                         para o anúncio do Evangelho?
                  CIC 2044-2046

Porque, com a sua vida conforme ao Senhor Jesus, os cristãos atraem os homens à fé no verdadeiro Deus, edificam a Igreja, modelam o mundo com o espírito do Evangelho e apressam a vinda do Reino de Deus.



OS DEZ MANDAMENTOS

Êxodo 20, 2-17

Eu sou o Senhor teu Deus, que te tirei da terra do Egipto, dessa casa da escravidão.
Não terás outros deuses perante Mim. Não farás para ti nenhuma imagem esculpida, nem figura que existe lá no alto do céu, ou cá em baixo, na terra, ou nas águas debaixo da terra. Não te prostrarás diante delas nem lhes prestarás culto, porque Eu, o Senhor teu Deus, sou um Deus cioso: castigo a ofensa dos pais nos filhos até à terceira e quarta geração daqueles que Me ofendem; mas uso de misericórdia até à milésima geração com aqueles que me amam e guardam os meus mandamentos.
Não invocarás em vão o Nome do Senhor teu Deus, porque o Senhor não deixa sem castigo quem invocar o seu Nome em vão.
Recorda-te do dia do Sábado para o santificar. Durante seis dias trabalharás e farás todos os trabalhos. Mas o sétimo dia é o Sábado do Senhor teu Deus. Não farás nele nenhum trabalho, nem tu, nem o teu filho ou tua filha, nem o teu servo nem a tua serva, nem teu gado, nem o estrangeiro que vive em tua cidade. Porque em seis dias o Senhor fez o Céu e a Terra, o mar e o que eles contêm: mas ao sétimo descansou. Por isso o Senhor abençoou o dia de Sábado e o consagrou .
Honra pai e mãe, a fim de prolongares os teus dias na terra que o Senhor teu Deus te vai dar.
Não matarás.
Não cometerás adultério.
Não roubarás.
Não levantarás falso testemunho contra o teu próximo.
Não cobiçarás a casa do teu próximo.
Não desejarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo nem a sua serva, o seu boi ou o seu jumento, nem nada do que lhe pertença.

Deuteronómio 5, 6-21

Eu sou o Senhor teu Deus, que te tirei da terra do Egipto, dessa casa da escravidão.
Não terás outros deuses diante de Mim....
Não invocarás em vão o Nome do Senhor teu Deus....
Guarda o dia do Sábado para o santificar
Honra teu pai e tua mãe...
Não matarás.
Não cometerás adultério.
Não roubarás.
Não levantarás falso testemunho contra o teu próximo.
Não desejarás a mulher do teu próximo; Não cobiçarás… nada que pertença ao teu próximo.

Fórmula da Catequese

Eu sou o Senhor teu Deus:

Primeiro: Adorar a Deus e amá-lo sobre todas as coisas.
Segundo: Não invocar o santo nome de Deus em vão.
Terceiro: Santificar os Domingos e festas de guarda.
Quarto: Honrar pai e mãe (e os outros legítimos superiores).
Quinto: Não matar (nem causar outro dano, no corpo ou na alma, a si mesmo ou ao próximo).
Sexto: Guardar castidade nas palavras e nas obras.
Sétimo: Não furtar (nem injustamente reter ou danificar os bens do próximo).
Oitavo: Não levantar falsos testemunhos (nem de qualquer outro modo faltar à verdade ou difamar o próximo)
Nono: Guardar castidade nos pensamentos e desejos.
Décimo: Não cobiçar as coisas alheias.

Estes dez mandamentos resumem-se em dois que são:

Amar a Deus sobre todas as coisas.

E ao próximo como a nós mesmos.

Textos de Reflexão para 18 de Outubro

Evangelho: Lc 10, 1-9

1 Depois disto, o Senhor escolheu outros setenta e dois, e mandou-os dois a dois à Sua frente por todas as cidades e lugares onde havia de ir. 2 Disse-lhes: «Grande é na verdade a messe, mas os operários poucos. Rogai, pois, ao dono da messe que mande operários para a Sua messe. 3 Ide; eis que Eu vos envio como cordeiros entre lobos. 4 Não leveis bolsa, nem alforge, nem calçado, e não saudeis ninguém pelo caminho. 5 Na casa em que entrardes, dizei primeiro: A paz seja nesta casa. 6 Se ali houver algum filho da paz, repousará sobre ele a vossa paz; senão, tornará para vós. 7 Permanecei na mesma casa, comendo e bebendo do que tiverem, porque o operário é digno da sua recompensa. Não andeis de casa em casa. 8 Em qualquer cidade em que entrardes e vos receberem, comei o que vos puserem diante; 9 curai os enfermos que nela houver, e dizei-lhes: Está próximo de vós o reino de Deus.
Comentário:

O Evangelho que acabamos de ler convida-nos a procurar saber que messe é essa acerca da qual o Senhor nos diz: “A messe é grande e os trabalhadores são poucos. Pedi, pois, ao senhor da messe que envie trabalhadores para a sua messe.” Foi então que Ele enviou, para além dos doze discípulos a que chamou apóstolos (“enviados”), mais setenta e duas pessoas. E mandou-os a todos, como se percebe pelas suas palavras, trabalhar numa messe já pronta. Para que messe? Não era entre os pagãos, onde ninguém havia semeado, que eles iam fazer a colheita. É de supor, pois, que a colheita tivesse lugar entre os judeus; foi para aí recolher que veio o senhor da messe. Aos outros povos, envia quem semeie, e não quem recolha. A colheita faz-se, pois, entre os judeus; entre os outros, semeia-se. E foi nitidamente recolhendo entre os judeus que Ele escolheu os apóstolos; era o tempo da colheita, as espigas estavam maduras, porque os profetas tinham semeado entre eles. […]
E disse-lhes também: “Outros trabalharam e vós aproveitais-vos do seu trabalho” (38). Abraão, Isaac, Jacob, Moisés e os profetas trabalharam; sofreram para semear o grão de trigo. Na sua vinda, o Senhor encontrou as espigas maduras e enviou quem as colhesse com a foice do Evangelho. 

(Stº. Agostinho, Sermões, 101)

Tema: Virtudes - Pureza 2

A santa pureza, parte da virtude da temperança, inclina-nos prontamente e com alegria a moderar o uso da faculdade generativa, segundo a luz da razão ajudada pela fé. 

(S. Tomás de aquino, Suma Teológica, 2-2 q. 151 a. 2, ad I)

Doutrina: CCIC – 433:  Porque é que a vida moral dos cristãos é indispensável
                                         para o anúncio do Evangelho?
                  CIC 2044-2046

Porque, com a sua vida conforme ao Senhor Jesus, os cristãos atraem os homens à fé no verdadeiro Deus, edificam a Igreja, modelam o mundo com o espírito do Evangelho e apressam a vinda do Reino de Deus.

17/10/2010

Tema para breve reflexão - 2010.10.17

Virtudes – Humildade

Quando me fazem um cumprimento, tenho necessidade de me comparar com o jumento que levava a Cristo no dia de ramos. E digo-me: "Como se teriam rido do burro se, ao escutar os aplausos da multidão, se tivesse ensoberbecido e tivesse começado - asno como era - a agradecer à direita e à esquerda!... Não vás tu fazer uma figura ridícula semelhante.

(A. Lucianni, Ilustríssimos Senhores, nr. 59)

Bom Dia! Outubro 17, 2010


A vida interior é o que podemos chamar de “vida verdadeiramente vivida”.
A ausência de vida interior não permite um conhecimento sério de si mesmo o que é fundamental para detectar as necessidades de melhoria, os pontos e particularidades em que esse esforço por melhorar tem de se aplicar com mais intensidade e perseverança.
Não se deve insistir numa melhoria vaga, sem objectivos concretos e bem definidos. Isto não conduz a nada de concreto.

Se tenho por hábito, ou, pelo menos, é frequente faltar à verdade é fundamental definir quando é que isso acontece mais frequentemente, sobre que temas e em que circunstâncias e não, decidir: a partir de agora não mentirei mais.

Esta citação da mentira ou, se preferirmos, a falta de veracidade, é intencional porque parece ser um defeito muito comum que, por vezes, por ser habitual, não se dá conta. Talvez, na maioria dos casos não se trate de uma mentira séria, grave, que prejudique alguém ou o próprio.
Uma das facetas de carácter que a isto conduz, é a imaginação, talvez, demasiado fértil e incontrolada.
À força de repetir uma história, relatar uma situação ou episódio que não tem um fundamento concreto mas se baseia na lucubração íntima dessas situações ou episódios, vai-se construindo algo que, aparentemente, aconteceu, seja verdade.

Muitas destas situações levam a pessoa a atribuir-se méritos que não lhe cabem, capacidades que não tem, a relatar episódios que não viveu.
Começa-se por “inventar” pequenas coisas e, vai-se deslizando com desconcertante à-vontade para situações factos mais sérios, perde-se a noção da realidade concreta e deixa-se de preocupar, sequer, com as circunstâncias, ambientes ou as pessoas que estão a ouvir. Em situações de confronto, por exemplo alguém que contesta com factos e razões indesmentíveis que o que se disse não é verdade o “calo” adquirido não deixa reconhecer o erro mas tão só argumentar com: “não era bem isso que eu queria dizer”.

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Textos de Reflexão para 17 de Outubro

Evangelho: Lc 18, 1-8

1 Disse-lhes também uma parábola, para mostrar que importa orar sempre e não cessar de o fazer: 2 «Havia em certa cidade um juiz que não temia a Deus nem respeitava os homens. 3 Havia também na mesma cidade uma viúva, que ia ter com ele, dizendo: Faz-me justiça contra o meu adversário. 4 Ele, durante muito tempo, não a quis atender. Mas, depois disse consigo: Ainda que eu não tema a Deus nem respeite os homens, 5 todavia, visto que esta viúva me importuna, far-lhe-ei justiça, para que não venha continuamente importunar-me». 6 Então o Senhor acrescentou: «Ouvi o que diz este juiz iníquo. 7 E Deus não fará justiça aos Seus escolhidos, que a Ele clamam dia e noite, e tardará em socorrê-los? 8 Digo-vos que depressa lhes fará justiça. Mas, quando vier o Filho do Homem, julgais vós que encontrará fé sobre a terra?».

Comentário:

É verdade, muitas vezes não sabemos bem o que pedir! As necessidades são tantas, os problemas acumulam-se diariamente, as soluções não estão à vista!
Tentamos organizar os nossos pedidos de modo a “cobrir” todas as nossas necessidades, talvez, com algum escrúpulo que pode muito bem ocorrer: se não pedir isto, desta forma…! Bom… muitas vezes as necessidades não o são realmente e, as preocupações nascem no nosso espírito aumentadas pela imaginação que dá voltas e reviravoltas aos problemas. Tenhamos uma certeza: Deus Nosso Senhor, sabe muito bem o que precisamos e quer que Lho peçamos sem desfalecimento. Talvez que não nos conceda exactamente o que pedimos mas nem por isso devemos parar de pedir. Talvez que, em vez de pedir que nos aligeire a carga sobre os nossos ombros, pedir-lhe, antes, que nos dê uns ombros fortes para a suportar. 

(ama, comentário sobre Lc 18, 18, 2010.08.16)

Tema: Virtudes - Pureza 1

A pureza como virtude, quer dizer, capacidade de 'manter o próprio corpo em santidade e respeito' (cfr. 1 Tes 4,4), aliada ao Dom de Piedade, como fruto da habitação do Espírito Santo no 'templo' do corpo, realiza nele uma plenitude tão grande de dignidade nas relações interpessoais, que o 'próprio Deus é glorificado nele'. A pureza é glória do corpo humano diante de Deus. É a glória de Deus no corpo humano. (joão Paulo II, Audiência geral, 1981.03.18)

Doutrina: : CCIC – 432:  Quais são os preceitos da Igreja?
                   CIC 2042 – 2043

São: 1) participar na missa do Domingo e Dias Santos de Guarda e abster-se de trabalhos e actividades que impeçam a santificação desses dias; 2) confessar os pecados recebendo o sacramento da Reconciliação ao menos uma vez cada ano; 3) comungar ao menos pela Páscoa da Ressurreição; 4) guardar a abstinência e jejuar nos dias marcados pela Igreja; 5) contribuir para as necessidades materiais da Igreja, cada um segundo as próprias possibilidades.

16/10/2010

Bom Dia! Outubro 16, 2010



Argumenta-se, com escassas razões e falsos motivos, que a Confissão frequente acaba por criar um hábito que retira à mesma a sua importância ou eficácia.

“Vamos andando que depois logo me confessarei”…

Estão absolutamente errados os que assim argumentam porque se esquecem de duas coisas muito importantes: a primeira é que a Confissão – frequente ou não – pressupõe sempre o arrependimento sincero do mal praticado e, depois, o desejo ou propósito de não voltar a pratica-lo e, a argumentação de que, assim, não há qualquer problema em pecar, já que o perdão, está ali, à disposição, ou que, se sabe que se voltará a cair na mesma falta, talvez, vezes sem conto, e, portanto, a confissão frequente não passará de uma mera hipocrisia mais ou menos disfarçada, também não colhe porque, o contrário, ou seja, o não se confessar, não só imediatamente quando necessário, mas a sua prática regular, levam a um adiamento sine die de uma satisfação que se deve a Deus, da eventual perda de uma oportunidade que nada nem ninguém pode garantir venha a repetir-se.

O Sacerdote que nos ouve em confissão está investido do poder de Cristo e, é sempre, em nome da Santíssima Trindade, que nos dá absolvição. Que pode ser um pecador, talvez até um notório e conhecido grande pecador, não invalida, desde que tenha os poderes legitimamente concedidos pela hierarquia, o valor real e intrínseco da absolvição.

O médico que sofre de uma doença grave não está inibido de receitar a outrem os medicamentos que considere adequados ao quadro clínico que lhe é exposto e nem pelo facto de estar doente podemos concluir que o que nos aconselha não tem valor ou não é aplicável.

Interessa, no entanto, convir que, quem se dispõe a ter uma prática de Confissão regular deve escolher como confessor um sacerdote que, ao longo do tempo, o vá conhecendo intimamente para melhor poder orientar a sua alma e ajudar nos seus desejos de melhoria pessoal. Além do mais, deve compreender-se que, ao sacerdote, não lhe interessam, humanamente, os nossos pecados por mais graves ou aberrantes que possam ser – normalmente já terá ouvido a confissão de pecados que nem imaginamos serem possíveis de cometer – mas, isso sim, está interessadíssimo em aconselhar os meios e práticas que nos levem a corrigi-los, sobretudo, os pecados habituais.

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Textos de Reflexão para 16 de Outubro

Evangelho: Lc 12, 8-12

8 Digo-vos: Todo aquele que Me confessar diante dos homens, também o Filho do Homem o confessará diante dos anjos de Deus. 9 Mas quem Me negar diante dos homens, será negado diante dos anjos de Deus. 10 «Todo aquele que falar contra o Filho do Homem, ser-lhe-á perdoado; mas aquele que blasfemar contra o Espírito Santo, não lhe será perdoado. 11 Quando vos levarem às sinagogas e perante os magistrados e autoridades, não estejais com cuidado de que modo respondereis, ou que direis, 12 porque o Espírito Santo vos ensinará, naquele mesmo momento, o que deveis dizer».

Comentário:

Porque é que Jesus afirma que, Deus Omnipotente e Misericordioso, está disposto a perdoar todas as faltas dos homens, mesmo as mais graves e abjectas mas que, as blasfémias contra o Espírito Santo ficarão, irremediavelmente sem perdão?
Na verdade, o que me parece é que não se trata da Vontade soberana de Deus, mas sim do livre arbítrio do homem.
Os pecados contra o Espírito Santo, opõem o homem à salvação porque são a própria declaração deste de não querer salvar-se.
Como se dissesse: o assunto não me interessa, não quero ser salvo.
Neste caso, Deus que respeita a liberdade humana, mesmo quando aberrante, nada pode fazer e, consequentemente, não faz a Sua vontade que seria salvar o homem, mas sim a vontade deste que é perder-se.

(ama, comentário sobre Lc 12, 8-12, Maio 2009)

Tema: Virtudes – Paciência 7

Assim como somos salvos na esperança, assim também na esperança somos bem-aventurados; e, tal como a bem-aventurança, assim também a salvação não a possuímos como presente, mas aguardamo-la como futura, e isto graças à paciência; porque estamos no meio de males que devemos suportar com paciência até alcançar-mos aqueles bens onde tudo haverá para nos deleitarmos de uma forma inefável e onde já nada haverá que sejamos obrigados ainda a suportar. 

(Stº Agostinho, A Cidade de Deus, Fundação C. Gulbenkian, Vol. III, Livro XIX, Cap. IV, nr. 1889)

Doutrina: CCIC – 431: Qual a finalidade dos preceitos da Igreja?
                  CIC – 2041 - 2048

Os cinco preceitos da Igreja têm por fim garantir aos fiéis o mínimo indispensável do espírito de oração, da vida sacramental, do empenho moral e do crescimento do amor de Deus e do próximo.