12/05/2016

Evangelho, comentário, L. espiritual


Páscoa

Evangelho: Jo 17, 20-26

20 «Não rogo somente por eles, mas também por aqueles que hão-de acreditar em Mim por meio da sua palavra, 21 para que todos sejam um, como Tu, Pai, estás em Mim e Eu em Ti, para que também eles sejam um em Nós, a fim de que o mundo acredite que Me enviaste. 22 Dei-lhes a glória que Me deste, para que sejam um, como também Nós somos um: 23 Eu neles e Tu em Mim, para que a sua unidade seja perfeita e para que o mundo conheça que Me enviaste e que os amaste como Me amaste. 24 Pai, quero que, onde Eu estou, estejam também comigo aqueles que Me deste, para que contemplem a Minha glória, a glória que Me deste, porque Me amaste antes da criação do mundo. 25 Pai justo, o mundo não Te conheceu, mas Eu conheci-Te e estes conheceram que Me enviaste. 26 Dei-lhes e dar-lhes-ei a conhecer o Teu nome, a fim de que o amor com que Me amaste, esteja neles e Eu neles».

Comentário:

Termina o grande discurso de Jesus Cristo, a Oração Sacerdotal!

Registamos – graças ao rigor do Apóstolo e Evangelista – o que o Senhor considera como mais importante:

O AMOR!

Dirige-se a todos os homens de todos os tempos, porque todos, absolutamente, somos filhos de Deus Criador e Senhor de quanto existe.


É sem qualquer dúvida a confirmação testamentária do nosso Salvador, clara, iniludível sem qualquer possibilidade de várias interpretações.

Que felizes nos devemos sentir com tal herança!

(ama comentário sobre Jo 17, 20-26, 2014.06.05)

Leitura espiritual



INTRODUÇÃO AO CRISTIANISMO

INTRODUÇÃO

“CREIO – AMÉM”

CAPÍTULO PRIMEIRO

Fé no Mundo Hodierno

  1. Dúvida e Fé Situação do homem frente ao problema "Deus”

…/4

4. Limite da moderna compreensão da realidade e topografia da Fé

Graças aos conhecimentos históricos de que hoje dispomos, estamos em condições de abarcar o caminho do espírito humano, até onde alcança o olhar; com o que podemos constatar que, nos vários períodos da evolução do espírito, houve diversas maneiras de colocar-se frente à realidade, por exemplo, a mentalidade mágica ou a metafísica ou, finalmente, hoje em dia, a científica (tendo por parâmetros as ciências naturais). Cada uma dessas tendências humanas básicas tem relação com a fé, de um ou de outro modo, e cada uma delas também, à sua maneira, lhe causa estorvos. Nenhuma delas se acoberta com a fé, mas também nenhuma se conserva neutra face à fé; cada uma delas é capaz de servir a fé ou de causar-lhe percalços. Para a mentalidade hodierna fundamentalmente científica que plasma, sem ser perguntada, o sentimento existencial de todos e marca-nos a nós todos o lugar dentro da realidade, é característica a limitação aos fenómenos, àquilo que aparece e ao que deve ser manipulado. Já desistimos de procurar o que são as coisas em si; de mergulhar na essência do próprio ser; parece-nos infrutífera uma tal empresa; o fundo do ser apresenta-se-nos inatingível. Acomoda-nos à nossa perspectiva, ao visível no sentido mais amplo do termo, àquilo que cabe sob os nossos instrumentos de medir e de pesar. A metodologia da ciência natural baseia-se nessa delimitação ao fenómeno. É o que parece bastar-nos. Sentimo-nos aptos a manejar tais meios, criando para nós um mundo em que possamos viver como homens. Desta forma desenvolveu-se, paulatinamente, no pensamento e no viver modernos, um conceito novo de verdade e realidade, que domina como hipótese do nosso pensamento e da nossa expressão, em geral sem que o percebamos, conceito, porém, que só poderá ser dominado, se for, por sua vez, exposto ao exame da consciência. Aqui se torna patente a função do pensamento não científico-natural, a saber, a função de analisar o aceite ou imposto sem consideração, e de colocar, frente à consciência, a problemática humana de uma tal orientação.

a) O primeiro estádio: origem do historicismo. Tentemos densenvolver, como se chegou à mentalidade acima descrita. Constataremos, se vejo bem, dois estágios de mudança espiritual. O primeiro, preparado por Descartes, recebeu forma em Kant e já anteriormente, em formulação um tanto diversa, no filósofo italiano Giambattista Vico [1] que, provavelmente, foi o primeiro a apresentar um conceito completamente novo de verdade e de conhecimento, tornando-se o ousado antecessor da típica fórmula do espírito moderno, quanto ao problema da verdade e da realidade. À equação escolástica Verum est ens – o ente é a verdade – Vico contrapôs a sua fórmula: Verum quia factum. O que significa: reconhecível como verdadeiro só pode ser aquilo que nós mesmos fazemos. Essa fórmula parece-me representar o fim da velha metafísica e o início do espírito especificamente moderno. A revolução do pensamento moderno contra todo o passado está presente aqui com uma precisão inimitável. Para a Antiguidade e a Idade Média o próprio ente é verdadeiro, isto é, reconhecível, porque Deus, o puro intelecto, o criou; e criou-o, pensando-o. Pensar e fazer são uma única coisa para o Espírito Criador, o Creator Spiritus. O seu pensar é um criar. As coisas existem porque são pensadas. Por isso, para a Antiguidade e a Idade Média, todo o ser é um ser-pensado, um pensamento do Espírito absoluto. E vice-versa: porque todo ser é pensamento, todo ser é sentido, Logos, verdade. Portanto o pensamento humano é um "pensar-depois", uma reflexão sobre o pensamento que é o próprio Ente. Mas, o homem pode pensar na esteira do Logos, do sentido do ser, porque o seu próprio logos, a sua própria razão é logos do único Logos, pensamento do pensamento primitivo e original, do Espírito Criador que dispõe o ser até o fundo das suas raízes.

Em contraste com isto, a obra do homem é considerada pela antiguidade e pela Idade Média como ocasional e contingente. O ser é pensamento, portanto é pensável, objecto do pensamento e da ciência que aspira à sabedoria. A obra humana, pelo contrário, é uma mistura de logos e de falta de lógica que, além disto, com o passar do tempo, recai no passado. Não admite uma compreensão completa, por lhe faltar algo do presente, base da intuição, e algo do logos, ou seja, do sentido duradouro. Por esta razão, o impulso científico antigo e medieval estava convencido de que o saber sobre as coisas humanas não passava de techne, de técnica, de capacidade artesanal, jamais podendo alcançar o nível de uma ciência real. Por esta razão as artes, na universidade medieval, figuravam como preliminar à ciência propriamente dita, isto é, àquela ciência que reflecte sobre o ser, ponto de vista este ainda firmemente defendido por Descartes, ao negar à história o carácter de ciência. O historiador convencido de conhecer a história romana antiga, afinal de contas saberia menos a respeito dela do que qualquer cozinheiro romano, e saber latim não conota mais do que o saber de qualquer doméstica de Cícero. Exactamente cem anos mais tarde Vico inverterá as normas da verdade medieval, ainda claramente expressas por Descartes, abrindo assim a porta à reversão fundamental do espírito moderno. Começa agora aquela atitude que traz consigo a idade "científica" – em cuja esteira ainda nos encontramos.

Pela sua importância fundamental para o nosso problema, tentemos analisá-lo um pouco mais a fundo. Descartes considera ainda, como certeza real, a certeza racional formal, purificada das incertezas do factível. Contudo, já se notam prenúncios da refersão para a época moderna, quando Descartes compreende essa certeza real essencialmente sob o enfoque do modelo da certeza matemática, elevando a matemática à forma básica de todo o pensamento racional. Enquanto, porém, em Descartes os factos devem ser postos em parêntesis, isto é, abstraídos, se se quer ter certeza, Vico levanta a tese diametralmente oposta. Formalmente, apoiando-se em Aristóteles, declara que o saber real se cifra no saber das causas. Conheço uma coisa, conhecendo-lhe a causa; compreendo o motivado, se souber o motivo. Mas, desse aforisma antigo tira-se e afirma-se algo completamente novo: se, para o saber factivo se requer o conhecimento das causas, então podemos saber verdadeiramente somente aquilo que nós mesmos fizemos, pois só nos conhecemos a nós mesmos. O que, por conseguinte, vem a ser que, em lugar da antiga equação "verdade – ser", entra a nova: "verdade – facticidade"; só é reconhecível o feito, isto é, aquilo que nós mesmos fazemos. Tarefa e possibilidade do espírito humano não é reflectir sobre o ser, mas sobre o facto, o feito, o mundo peculiar do homem, único objecto que estamos em condições de compreender verdadeiramente. O homem não produziu o cosmos, que, por isso, lhe permanece impenetrável nas suas derradeiras profundezas. Só lhe é acessível um saber perfeito, comprovado, no âmbito das ficções matemáticas e da história que representa a esfera do que o homem mesmo fez, sendo por esta razão acessível ao seu conhecimento. No meio do oceano de dúvidas que ameaça a humanidade após a derrocada da velha metafísica, nos alvores do tempo moderno, redescobre-se no facto a terra firme sobre a qual o homem pode tentar uma nova existência. Principia o reinado do "facto", isto é, a volta radical do homem para sua própria obra, como o único elemento de que tem a certeza.

Com isto está ligada aquela inversão de todos os valores, que transforma a história em época realmente "nova", em contraposição à antiga. O que antes havia sido desprezado como não científico – a história – resta, ao lado da matemática, como a única ciência verdadeira. O que antes parecia a única tarefa digna de espírito livre, a reflexão sobre o sentido do ser, surge agora como esforço vão e sem saída, ao qual não corresponde nenhuma possibilidade científica autêntica. Assim, matemática e história arvoram-se em disciplinas dominantes, chegando a história a absorver, por assim dizer, o mundo inteiro das ciências, modificando-as fundamentalmente. A Filosofia torna-se um problema da história em Hegel, e, de outro modo, em Comte, problema onde o mesmo ser é sufocado como processo histórico; em F. Chr. Baur, a teologia torna-se história; o seu caminho, a pesquisa rigorosamente histórica que examina os eventos passados, esperando assim alcançar o fundo das questões; Marx repensa historicamente a economia nacional, e até as ciências naturais são afectadas por esta tendência geral para a história: Darwin concebe o sistema dos seres vivos como uma história da vida; em lugar da constância das coisas criadas entra uma doutrina evolucionista, na qual todas as coisas vêm umas das outras, permanecendo relacionadas com as do passado. Assim o mundo acaba por não mais parecer uma estrutura do ser, mas um processo cuja contínua propagação se identifica com o movimento do mesmo ser. Ou seja: o mundo é cognoscível, é sabível meramente como feito pelo homem. O homem tornou-se incapaz de olhar acima de si, a não ser, novamente, no âmbito do "facto", onde é obrigado a identificar-se com o produto ocasional de evoluções imemoriais. Deste modo surge uma situação muito estranha. No instante em que principia um antropocentrismo radical, o homem não é capaz de reconhecer nada mais, além da sua própria obra, vendo-se simultaneamente compelido a aceitar-se a si mesmo como produto ocasional, como simples "facto". E o céu, do qual o homem parecia ter vindo, desaba, ficando-lhe entre as mãos a terra, o pó dos factos, terra, pó, em que tenta decifrar, com a pá, a laboriosa história do seu devir.

b) O segundo estádio: virada para o pensamento técnico. Verum quia factum: este axioma que encaminha o homem para a história como sendo morada da verdade, certamente não poderia ser suficiente em si mesmo. Alcançou a sua eficiência completa ao ligar-se a um outro motivo que, novamente cem anos depois, Karl Marx formulou no seu axioma clássico: "Até agora os filósofos contemplaram o mundo; agora devem por-se a modificá-lo". Com o que torna a ser completamente reformulada a tarefa da filosofia. Trocada em termos filosóficos tradicionais, esta máxima diria que, em lugar do verum quia factum – é reconhecível, é veraz o que o homem fez e pode contemplar – entra um programa novo: verum quia faciendum – a verdade, da qual de agora em diante se há de tratar, é a facticidade, a capacidade de ser feito. Ou, expresso ainda de outro modo: a verdade que ao homem cumpre manipular, não é nem a verdade do ser, nem, em última análise, a dos seres realizados, feitos, mas a verdade da alteração do mundo, da formação do mundo – uma verdade dirigida para o futuro e para a acção.

(cont)

joseph ratzinger, Tübingen, verão de 1967.

Revisão da versão portuguesa por ama





[1] 1688-1744

Doutrina – 141

CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA

Compêndio


PRIMEIRA PARTE: A PROFISSÃO DA FÉ
SEGUNDA SECÇÃO: A PROFISSÃO DA FÉ CRISTÃ
CAPÍTULO PRIMEIRO CREIO EM DEUS PAI

OS SÍMBOLOS DA FÉ

45. O mistério da Santíssima Trindade pode ser conhecido só pela razão humana?


Deus deixou alguns traços do seu ser trinitário na criação e no Antigo Testamento, mas a intimidade do seu Ser como Trindade Santa constitui um mistério inacessível à razão humana sozinha, e mesmo à fé de Israel, antes da Encarnação do Filho de Deus e do envio do Espírito Santo. Tal mistério foi revelado por Jesus Cristo e é a fonte de todos os outros mistérios.

Pequena agenda do cristão


Quinta-Feira



(Coisas muito simples, curtas, objectivas)


Propósito:
Participar na Santa Missa.


Senhor, vendo-me tal como sou, nada, absolutamente, tenho esta percepção da grandeza que me está reservada dentro de momentos: Receber o Corpo, o Sangue, a Alma e a Divindade do Rei e Senhor do Universo.
O meu coração palpita de alegria, confiança e amor. Alegria por ser convidado, confiança em que saberei esforçar-me por merecer o convite e amor sem limites pela caridade que me fazes. Aqui me tens, tal como sou e não como gostaria e deveria ser.
Não sou digno, não sou digno, não sou digno! Sei porém, que a uma palavra Tua a minha dignidade de filho e irmão me dará o direito a receber-te tal como Tu mesmo quiseste que fosse. Aqui me tens, Senhor. Convidaste-me e eu vim.


Lembrar-me:
Comunhões espirituais.


Senhor, eu quisera receber-vos com aquela pureza, humildade e devoção com que Vos recebeu Vossa Santíssima Mãe, com o espírito e fervor dos Santos.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?




Fazei o que Ele vos disser


No meio do júbilo da festa, em Caná, só Maria nota a falta de vinho... Até aos mais pequenos pormenores de serviço chega a alma quando vive, como Ela, apaixonadamente atenta ao próximo, por Deus. (Sulco, 631)

Entre tantos convidados de uma ruidosa boda rural a que vêm pessoas de muitos lugares, Maria dá pela falta de vinho. Repara nisso imediatamente – e só Ela. Que familiares se nos apresentam as cenas da vida de Cristo! Porque a grandeza de Deus convive com o humano – com o normal e corrente. Realmente, é próprio de uma mulher, de uma atenta dona de casa, reparar num descuido, estar presente nesses pequenos pormenores que tornam agradável a existência humana; e assim aconteceu com Maria.

– Fazei o que Ele vos disser (Jo 2, 5).

Implete hydrias (Jo 2, 7), – enchei as vasilhas! –, e dá-se o milagre. Assim mesmo, com toda a simplicidade. Tudo normal: eles cumpriam o seu ofício, e a água estava ao seu alcance… E foi esta a primeira manifestação da divindade do Senhor! O que há de mais vulgar converte-se em extraordinário, em sobrenatural, quando temos a boa vontade de fazer o que Deus nos pede.

Quero, Senhor, abandonar todos os meus cuidados nas Tuas mãos generosas. A nossa Mãe – a Tua Mãe! – a estas horas, como em Caná, já fez soar aos Teus ouvidos: não têm!…

Se a nossa fé é débil, recorramos a Maria. Devido ao milagre das bodas de Caná que Cristo realizou a pedido de sua Mãe, acreditaram n´Ele os discípulos (Jo 2, 11). A nossa Mãe intercede sempre diante de seu Filho para que nos atenda e se nos mostre de tal modo que possamos confessar: – Tu és o Filho de Deus.


– Dá-me, ó Jesus, essa fé que de verdade desejo! Minha Mãe e Senhora minha, Maria Santíssima, faz com que eu creia! (Santo Rosário, 2º mistério luminoso).

Reflectindo - 180

Sou boa pessoa?

…/4

Há tantas pessoas no mundo que têm o coração prestes a estourar porque não têm - ou não vêm - ninguém com quem se abrir ou partilhar uma alegria ou uma tristeza e se fecham em si mesmas hermeticamente e, evidentemente, sofrem com isso.

O ser humano é um ser social isto é se forçado ao isolamento não vive como deveria logo, não pode ser feliz.

Procura-se por vezes a felicidade de forma frenética e atabalhoada quando a felicidade está realmente no convívio com os outros.

Ninguém pode ser feliz se não partilha o que tem seja bens, virtudes, necessidades, preocupações, o que for. Este partilhar tem sempre um retorno porque se recebe sempre algo em troca.

É exactamente este dar e receber - como de resto já noutro local se falou - que reside a felicidade do homem porque cumpre o seu papel, completa o seu perfil, preenche a sua vida.

Mas dar o quê?

Naturalmente o que se puder mas, atenção, dar verdadeiramente, isto é, com mérito acrescido.

Dar do que nos sobra tem mérito sem dúvida mas o verdadeiramente meritório está em partilhar, repartir, abdicar de algo em favor de outro.

É verdade, o Senhor disse que um simples copo de água dado por Seu amor não ficará sem recompensa.

Imaginemos o que não nos dará se esse "copo de água" for dado com algum sacrifício!

(cont)


(ama, Reflexões, Algarve, Setembro 2015)

11/05/2016

Antigo testamento / Génesis 49

Génesis 49

Jacob abençoa os filhos

1 Então Jacob chamou seus filhos e dis­se: "Juntem-se ao meu lado para que eu vos diga o que vos acontecerá nos dias que virão.

2 "Reúnam-se para ouvir, filhos de Jacob; ouçam o que diz Israel, vosso pai.

3 "Rúben, você é meu primogénito, a minha força, o primeiro sinal do meu vigor, superior em honra, superior em poder.

4 Turbulento como as águas, já não será superior, porque tu subiste à cama do teu pai, ao meu leito, e o desonraste.

5 Simeão e Levi são irmãos; as suas espadas são armas de violência.

6 Que eu não entre no conselho deles, nem participe da sua assembleia, porque na sua ira mataram homens e a seu bel-prazer aleijaram bois, cortando-lhes o tendão.

7 Maldita seja a sua ira, tão tremenda, e a sua fúria, tão cruel!
Eu os dividirei pelas terras de Jacob e os dispersarei em Israel.

8 Judá, os seus irmãos o louvarão, a sua mão estará sobre o pescoço
dos teus inimigos; os filhos do teu pai se curvarão diante de ti.

9 Judá é um leão novo.
Tu vens subindo, filho meu, depois de matar a presa.
Como um leão, ele se senta; e deita-se como uma leoa; quem tem coragem de acordá-lo?

10 O ceptro não se apartará de Judá, nem o bastão de comando dos seus descendentes, até que venha aquele a quem ele pertence, e a ele as nações obedecerão.

11 Ele amarrará o seu jumento a uma videira; e o seu jumentinho, ao ramo mais selecto; lavará no vinho as suas roupas; no sangue das uvas, as suas vestimentas.

12 Seus olhos serão mais escuros que o vinho; os seus dentes, mais brancos que o leite.

13 Zebulom morará à beira-mar e se tornará um porto para os navios;
as suas fronteiras se estenderão até Sidom.

14 Issacar é um jumento forte, deitado entre as suas cargas.

15 Quando ele perceber como é bom o seu lugar de repouso e como é aprazível a sua terra, curvará os seus ombros ao fardo e se submeterá a trabalhos forçados.

16 Dã defenderá o direito do seu povo como qualquer das tribos de Israel.

17 Dã será uma serpente à beira da estrada, uma víbora à margem do caminho, que morde o calcanhar do cavalo e faz cair de costas o seu cavaleiro.

18 Ó Senhor, eu espero a tua libertação!

19 Gade será atacado por um bando, mas é ele que o atacará e o perseguirá.

20 A mesa de Aser será farta; ele oferecerá manjares de rei.

21 Naftali é uma gazela solta, que por isso faz festa.

22 José é uma árvore frutífera, árvore frutífera à beira de uma fonte, cujos galhos passam por cima do muro.

23 Com rancor arqueiros o atacaram, atirando-lhe flechas com hostilidade.

24 Mas o seu arco permaneceu firme; os seus braços continuaram fortes, ágeis para atirar, pela mão do Poderoso de Jacob, pelo nome do Pastor, a Rocha de Israel, pelo Deus de seu pai, que te ajuda, o Todo-poderoso, que te abençoa com bênçãos dos altos céus, bênçãos das profundezas, bênçãos da fertilidade e da fartura.

25 As bênçãos de vosso pai são superiores às bênçãos dos montes antigos, às delícias das colinas eternas.
Que todas essas bênçãos repousem sobre a cabeça de José, sobre a fronte daquele que foi separado dos seus irmãos.

26 Benjamim é um lobo predador; pela manhã devora a presa e à tarde divide o despojo".

A morte de Jacob

27 São esses os que formaram as doze tribos de Israel, e foi isso que o seu pai lhes disse, ao abençoá-los, dando a cada um a bênção que lhe pertencia.

28 A seguir, Jacob deu-lhes estas instruções: "Estou para ser reunido aos meus antepassados. Sepultem-me junto dos meus pais na caverna do campo de Efrom, o hitita, na caverna do campo de Macpela, perto de Manre, em Canaã, campo que Abraão comprou de Efrom, o hitita, como propriedade para sepultura.

29 Ali foram sepultados Abraão e Sara, sua mulher, e Isaque e Rebeca, sua mulher; ali também sepultei Lia.

30 "Tanto o campo como a caverna que nele está foram comprados dos hititas".

31 Ao acabar de dar essas instruções aos seus filhos, Jacob deitou-se, expirou e foi reunido aos seus antepassados.

(Revisão da versão portuguesa por ama)







Maio - Santo Rosário - Quinto Mistério Doloroso


Jesus Morre na Cruz

Chegou ao fim o Teu calvário. O sofrimento, os insultos, o vexame de seres despido em público, o opróbrio de seres contado entre os salteadores, tudo se consumou.

Inclinas a cabeça gotejante, e expiras.

E o mundo cobre-se de trevas. E muitos ressuscitaram.

E eu?
Coberto pelas trevas ou ressuscitado?

Inclinado em prostração pelo sacrifício tremendo, coberto de crepes, as lágrimas correndo, o corpo alquebrado pela angústia do meu Senhor morto, ou, ao contrário, ressuscitado para a vida que acabas-Te de dar-me, para a luminosa realidade de Teu filho e irmão, para a felicidade de finalmente ter sido liberto da minha escravidão ao pecado?

Como pude eu, Senhor, mergulhar nas trevas?
Como posso eu, Senhor, passear-me indiferente ao Teu sacrifício?
Como é possível que eu não me transfigure num homem novo, diferente?
Porquê não começo a caminhar em frente, para Ti, em vez dos desvios que continuamente faço, das paragens para deter-me em coisas que não valem nada, nesta minha viagem para me juntar a Ti?
Nessa Cruz onde expiras-Te, caberei eu também?
Posso, Senhor, juntar-me a Ti de braços estendidos e participar conTigo?
Porque não quises-Te Senhor, que eu fosse, ao menos, esse ladrão que levasTe, hoje mesmo, conTigo para o Paraíso?

Mais fácil, muito mais fácil teria sido, sem dúvida. Tu queres de mim, Senhor, toda a minha entrega e eu não Te dou senão bocadinhos de mim, da minha vida e, mesmo esses, de má vontade e sem determinação.
Posso eu merecer este Teu sacrifício?
Decerto que sim, mas só com a Tua ajuda, Senhor. Só com a Tua ajuda constante.
Bastará um momento, uma fracção de segundo, que me falte o Teu apoio e eu sou de novo aquele que Te flagela, que Te coloca a coroa de espinhos, que Te trespassa o peito com a lança, que Te vê morrer sem compreender nada, sem fazer nada.
Não podes, Senhor, deixar-me. Tenho de ser digno da Tua morte, tenho de merecer o Teu calvário, a Tua Cruz.

Protesto eu que a minha cruz é pesada, difícil e, no entanto, não morro nela. Pelo contrário, constantemente sinto a Tua mão a ajudar-me a carregá-la, o seu peso descansar também no Teu ombro dorido. Pois é, Senhor, mas eu não passo de um pobre pecador, desnorteado por vezes, cheio de ambições, de vaidade e fraquezas. Tenho á minha frente a Tua cruz, essa enorme cruz onde morresTe por mim.
Inclino-me contristado e com o coração compungido pela dor de Te ver
partir, de Te ver morrer.
Sei porem que ressuscitarás e que estarás sempre comigo, até que resolvas chamar-me para o pé de Ti.
Nada mais quero, nada mais desejo.

O que for preciso, Senhor, o que for necessário fazer para merecer esta Tua morte, que eu o faça com a Tua ajuda, com o alento que sabes dar, com a Tua misericórdia e bondade infinitas.
E então, quando prostrado Te adorar, quando estiver no Teu seio, dir-Te-ei:


Obrigado Senhor, pela Tua morte, sem ela não estaria aqui gozando a Vida Eterna.

Evangelho, comentário, L. espiritual


Páscoa

Evangelho: Jo 17, 11-19


11 Já não estou no mundo, mas eles estão no mundo, e Eu vou para Ti. Pai Santo, guarda em Teu nome aqueles que Me deste para que sejam um, assim como Nós. 12 Quando Eu estava com eles, os guardava em Teu nome. Conservei os que Me deste; nenhum deles se perdeu, excepto o filho da perdição, cumprindo-se a Escritura. 13 Mas agora vou para Ti e digo estas coisas, estando ainda no mundo, para que eles tenham em si mesmos a plenitude da Minha alegria. 14 Dei-lhes a Tua palavra, e o mundo odiou-os, porque não são do mundo, como também Eu não sou do mundo. 15 Não peço que os tires do mundo, mas que os guardes do mal. 16 Eles não são do mundo, como Eu também não sou do mundo. 17 Santifica-os na verdade. A Tua palavra é a verdade. 18 Assim como Tu Me enviaste ao mundo, também Eu os enviei ao mundo. 19 Por eles Eu santifico-Me a Mim mesmo, para que também sejam santificados na verdade.


Comentário:


O discurso testamentário de Cristo continua pondo ainda mais ênfase nos três principais objectivos que o cristão deve tentar conseguir: a Verdade, a Unidade e a Santidade.

Verdadeiramente a última não é possível sem as outras duas e a terceira não se consegue sem conhecer e viver a primeira.

Também São Josemaria Escrivá insistia na "unidade de vida" para que a vida do cristão pudesse ser Verdadeira e, assim, alcançar a santidade pessoal.

(ama, comentário sobre Jo 17, 11-19, 2015.05.20)




Leitura espiritual



INTRODUÇÃO AO CRISTIANISMO

INTRODUÇÃO

“CREIO – AMÉM”

CAPÍTULO PRIMEIRO

Fé no Mundo Hodierno

  1. Dúvida e Fé Situação do homem frente ao problema "Deus”

…/3

3. O dilema da Fé no mundo de hoje

Tomada clara a aventura encerrada no seio da fé, é inevitável uma nova consideração, na qual se revela a agudeza especial da dificuldade de crer em relação ao homem de hoje. Ao abismo do "visível" e do "invisível" acrescenta-se, aumentando a dificuldade, o báratro do "outrora" e do "hoje". O paradoxo fundamental, já por si inerente à fé, aguça-se pelo facto de se apresentar a fé em roupagem de outrora, e até de se identificar com o passado, com a forma de vida e de existência de outrora. Todas as actualizações, chamem-se "desmitização" intelectual-académica ou aggiornamento eclesial-pragmático, em nada mudam a situação. Pelo contrário: tais esforços reforçam a suspeita de se apresentar aqui, nervosamente, como hodierno, o que, na verdade, é o passado. Essas tentativas de actualização trazem bem à tona da consciência até que ponto é "de ontem" aquilo que nos é apresentado; e a fé, deixando de parecer um salto temerário, asemelha-se a um salto desafiador da generosidade do homem, do trampolim da aparente totalidade do mundo visível para o aparente nada do invisível e incompreensível. Parece, antes, uma pretensão, um atrevimento, querer comprometer o hoje com o ontem, evocando-o como perpétuamente válido. E quem desejará fazê-lo numa época na qual, em lugar da ideia de "tradição" se colocou o conceito de "progresso"?

De passagem, deparamo-nos aqui com uma característica da moderna conjuntura, não sem importância para o nosso problema. Em constelações espirituais passadas o conceito de "tradição" conotava determinado programa; surgia como elemento protector em que o homem podia confiar; podendo apelar para a tradição, havia certeza de se encontrar no lugar certo. Hoje predomina o sentimento diametralmente oposto: tradição é o abandonado, o meramente de ontem; progresso é a promessa explícita do ser, de modo que o homem não se sente em casa dentro da tradição, do passado, mas dentro do progresso e do futuro. E também sob este ponto de vista há de parecer-lhe ultrapassada uma fé que lhe vem ao encontro com a etiqueta de "tradição", incapaz de lhe abrir um lugar para existir, a ele que vê no futuro a sua possibilidade e obrigação propriamente ditas. O que quer dizer que o primário escândalo da fé, a distância entre visível e invisível, entre Deus e não-Deus, se acha encoberto e bloqueado pelo escândalo secundário do "outrora" e do "hoje", pela antítese de tradição e progresso, pelo compromisso com o passado que parece estar incluído na fé.

O facto de nem o profundo intelectualismo da desmitização, nem o pragmatismo do aggiornamento serem capazes de convencer, sem mais, torna evidente que também a absorção do escândalo fundamental da fé cristã representa algo de muito profundo que não se pode abordar, sem mais nem menos, nem por meio de teorias, nem pela acção. Aliás, em certo sentido, justamente aqui se patenteia o específico do escândalo cristão, a saber, aquilo que se poderia denominar positivismo cristão, a inamovível positividade do crístico. Eis o que tenho em mente: a fé cristã não se ocupa somente com o eterno, como à primeira vista poderia supor-se, com o eterno que se conservasse como algo totalmente diverso, fora do mundo humano e do tempo; ela ocupa-se muito mais com o Deus na história, com Deus como homem. A fé apresenta-se como revelação, ao parecer vencer o abismo entre eterno e temporal, entre visível e invisível, fazendo-nos encontrar Deus como homem, o Eterno como temporal, Deus como um de nós. Aliás, a sua pretensão de ser revelação funda-se no facto de ela ter trazido o eterno, por assim dizer, para dentro do nosso mundo: "O que ninguém jamais viu – Ele no-lo explicou, aquele que descansa no peito do Pai" [1] – Cristo tornou-se "exegese" de Deus para os homens, quase estaria tentado a afirmar com base no texto bíblico. Mas contentemo-nos com o vocábulo português; o original autoriza-nos a tomá-lo bem ao pé da letra: Jesus realmente explicou (ou seja, desdobrou, abriu) a Deus, conduzindo-o para fora de si, ou, mais drasticamente, na primeira carta de João: libertou-o à nossa contemplação e palpação, de modo tal que o jamais avistado por alguém agora está ao alcance do nosso tacto histórico.

À primeira vista parece tratar-se realmente do máximo em revelação, do limite extremo de Deus patentear-se. O salto que até agora conduzia ao infinito parece abreviado a uma ordem de grandeza humana possível, bastando-nos, para tanto, dar uns poucos passos até àquele homem na Palestina, no qual o mesmo Deus se nos revela. Mas estamos aí diante de uma estranha duplicidade, como que dois rostos de Jano: o que parece ser, de entrada, a mais radical revelação e, em certa medida, permanece para sempre sendo não só uma revelação, como a revelação por excelência, no mesmo instante se trai como a treva mais pesada e o mais estranho disfarce. O que Deus parece trazer, em primeira mão, para bem perto de nós, a ponto de podermos palpá-lo como nosso semelhante, seguir-lhe as pegadas e até avaliá-las e medi-las, tudo isto torna-se, em sentido muito profundo, base para a "morte de Deus", que, a partir dali, há de imprimir o seu cunho irrevogável ao desenvolvimento da história e às relações humanas com Deus: Deus ficou tão perto de nós, que o pudemos matar e assim, ao que parece, ele cessa de ser Deus. Por isso, vemo-nos hoje um tanto desconcertados diante dessa "revelação" cristã e, confrontando-a com a religiosidade, sobretudo, da Ásia, lançamos a pergunta: não teria sido muito mais simples crer no eterno-oculto, confiando-se a ele em meditação e anseio? Não teria sido melhor Deus deixar-nos na nossa infinita distância? Não fora mais simples e mais realizável perceber o eternamente incompreensível mistério mediante serena contemplação, mediante uma fuga de tudo o que é profano, em vez de render-se ao positivismo da fé numa única figura, confinando a salvação do homem e do mundo, por assim dizer, a algo como a cabecinha de um alfinete, que mais não parece representar esse um e único ponto fortuito? Não será a morte definitiva o fatal destino desse Deus reduzido a um único ponto dentro de um mundo que relativiza intolerantemente o homem e sua história a um ínfimo grãozinho de pó no cosmos, a um ponto que só poderia ser considerado como centro do universo pelo homem na sua ingenuidade dos anos de infância, mas, uma vez ultrapassados estes anos, impor-se-ia a coragem de acordar do sono, esfregar os olhos e sacudir para longe de si um sonho louco, por lindo que tenha sido, entrosando-se incondicionalmente no formidável mecanismo para o qual a nossa insignificante vida está destinada, vida que, precisamente assim, deveria encontrar um sentido novo, na aceitação de sua insignificância?

Só com esse aprofundamento total da questão e com esse enfoque que coloca o escândalo, muito mais profundo, do "positivismo" cristão, ou seja o "estreitamento" de Deus dentro de um único ponto da história à frente do aparentemente secundário escândalo do "outrora" e do "hoje", só assim tocamos o fundo da problemática cristã da fé, tal como hoje deve ser enfrentada. Podemos crer ainda? Não, impõe-se uma pergunta mais radical: temos ainda a liberdade de crer, ou avoluma-se diante de nós um dever maior, a saber, o dever de romper com o sonho e de colocar-se dentro da realidade? O cristão de hoje deve perguntar-se assim; não pode contentar-se em constatar que, afinal, é possível ainda encontrar uma interpretação do cristianismo através de uma porção de rodeios e subterfúgios, interpretação que não se choque com nada. Se alhures declara um teólogo que "ressurreição da carne" quer dizer apenas que cada um diariamente deve arregaçar as mangas corajosamente na preparação do futuro, com certeza está afastado o escândalo. Mas terá havido sinceridade numa tal interpretação? Não existe uma falsidade perigosa em tais prestidigitações interpretativas, em tais malabarismos, com que se tenta manter em pé o cristianismo e defendê-lo? Ou, sentindo-nos compelidos a lançar mão de tais recursos, não estaríamos obrigados a reconhecer que alcançamos o fim da linha? Então, não deveríamos sujeitar-nos simplesmente à realidade concreta, sem lançar cortinas de fumo? Acentuemo-lo com energia: um cristianismo assim esvaziado da sua realidade através de uma tal interpretação significa falta de sinceridade face às perguntas dos não-cristãos, cujo "talvez não" afinal deveria urgir-nos da mesma maneira como desejamos que eles sejam urgidos pelo "talvez" cristão.

Tentando aceitar assim a pergunta do outro como o ininterrupto questionamento da nossa própria existência, impossível de ser concentrado nas páginas de um tratado para, a seguir, ser posto de lado, teremos o direito de constatar, também aqui, a existência de uma contra-pergunta. A tendência hodierna é supor, como realidade propriamente dita, o tangível, o que se pode provar. Mas, é permitido fazer isso? Parece caber aqui uma pergunta mais cuidadosa: O que, na verdade, é "o real"? Será somente o comprovado e o comprovável? Ou não será, quiçá, a averiguação, apenas uma determinada maneira de comportamento face à realidade, maneira que, de modo algum, pode abranger o todo e que até conduz à adulteração da verdade e da existência humana, sempre que for aceite como critério único da realidade? Lançando esta pergunta, tornamos ao dilema do "outrora" e do "hoje", aliás, postos agora frente à frente com a problemática específica do nosso "hoje". Tentemos analisá-la com mais clareza nos seus elementos essenciais.

(cont)

joseph ratzinger, Tübingen, verão de 1967.

Revisão da versão portuguesa por ama

(cont)





[1] Jo 1,18

Compreender a Vontade de Deus

E os silêncios de Deus? 4

É no silêncio de Deus que o cristão aprende a crescer na fé e na confiança no Senhor.
Não sejamos crianças na fé.

Nesse silêncio sagrado somos obrigados a apurar os ouvidos interiores e a criar novas antenas para tentar compreender a vontade de Deus.

É preciso, então, não se deixar afundar na hora da tormenta, mas esperar com fé na Providência divina que não falha.
No meio do fogo das tribulações, é preciso continuar a caminhar, ainda que gemendo e chorando, “como se visse o invisível” [i].

(cont)

filipe aquino

(Revisão da versão portuguesa por ama)




[i] Hb 11, 27