Terça-Feira
(Coisas muito
simples, curtas, objectivas)
Propósito: Aplicação
no trabalho.
Senhor, ajuda-me a fazer o que devo, quando devo,
empenhando-me em fazê-lo bem feito para to poder oferecer.
Lembrar-me: Os
que estão sem trabalho.
Senhor, lembra-te de tantos e tantas que
procuram trabalho e não o encontram, provê às suas necessidades, dá-lhes
esperança e confiança.
Pequeno exame: Cumpri o propósito e lembrei-me do
que me propus ontem?
|
Padroeiros do blog: SÃO PAULO; SÃO TOMÁS DE AQUINO; SÃO FILIPE DE NÉRI; SÃO JOSEMARIA ESCRIVÁ
21/05/2013
Pequena agenda do cristão
Tratado das paixões da alma 33
Resumos da Fé cristã

TEMA 18. O Baptismo e a
Confirmação 6
Confirmação 1
1. Fundamentos bíblicos e
históricos
As
profecias sobre o Messias tinham anunciado que «sobre Ele repousará o espírito
do Senhor» (Is 11, 2), e isto estaria unido à sua eleição como
enviado: «Eis o meu servo, que Eu amparo, o meu eleito, que Eu preferi. Fiz
repousar sobre Ele o meu espírito, para que leve às nações a verdadeira
justiça» (Is 42, 1). O texto profético é ainda mais explícito quando
é colocado nos lábios do Messias: «O espírito do Senhor Deus está sobre mim,
porque o Senhor me ungiu: enviou-me para levar a boa-nova aos que sofrem, para
curar os desesperados, para anunciar a libertação aos exilados e a liberdade
aos prisioneiros» (Is 61, 1).
Algo
similar se anuncia também para o povo de Deus; aos seus membros, Deus disse:
«Dentro de vós porei o meu espírito, fazendo com que sigais as minhas leis e
obedeçais e pratiqueis os meus preceitos» (Ez 36, 27); e em Jl 3,2
acentua-se a universalidade desta difusão: «sobre servos e servas, naqueles
dias, derramarei o meu espírito».
No
mistério da Encarnação realiza-se a profecia messiânica (cf. Lc 1, 35),
confirmada, completada e publicamente manifestada na unção do Jordão (cf.
Lc 3, 21-22), quando desce sobre Cristo o Espírito Santo em forma de
pomba e a voz do Pai actualiza a profecia de eleição. O próprio Senhor
apresenta-se no início do seu ministério como o ungido de Yahvé em quem se
cumprem as profecias (cf. Lc 4, 18-19), e deixa-se guiar pelo
Espírito (cf. Lc 4, 1; 4, 14; 10, 21) até ao próprio momento da
morte (cf. Heb 9, 14).
Antes
de oferecer a Sua vida por nós, Jesus promete o envio do Espírito (cf. Jo
14, 16; 15, 26; 16, 13), como efectivamente sucede no Pentecostes (cf.
Act 2, 1-4), referindo-se explicitamente à profecia de Joel (cf. Act
2, 17-18), dando assim início à missão universal da Igreja.
O
próprio Espírito Santo descido em Jerusalém sobre os Apóstolos é por eles
comunicado aos baptizados mediante a imposição das mãos e a oração (cf.
Act 8, 14-17; 19, 6). Esta praxe chega a ser tão conhecida na Igreja
primitiva, que é referida na Carta aos Hebreus como parte dos «ensinamentos
elementares» e dos «temas fundamentais» (Heb 6, 1-2). Este quadro
bíblico completa-se com a tradição paulina e joanina que vincula os conceitos
de «unção» e «selo» com o Espírito infundido sobre os cristãos (cf. 2 Cor
1, 21-22; Ef 1, 13; 1 Jo 2, 20. 27). Este último encontra expressão
litúrgica já nos mais antigos documentos, com a unção do candidato com óleo
perfumado.
Estes
mesmos documentos atestam a unidade ritual primitiva dos três sacramentos de
iniciação cristã, administrados durante a celebração pascal presidida pelo
bispo na catedral. Quando o cristianismo se difunde fora das cidades e o
Baptismo das crianças passa a ser massivo, já não é possível continuar com a
praxe primitiva. Enquanto no ocidente se reserva a administração da Confirmação
ao bispo, separando-a do Baptismo, no oriente conserva-se a unidade dos
sacramentos de iniciação, concedidos um a seguir ao outro ao recém-nascido pelo
presbítero. Daí a importância crescente no oriente da unção com o myron, que se
estende a diversas partes do corpo; no ocidente, a imposição das mãos torna-se
uma imposição geral a todos os confirmandos, enquanto cada um recebe a unção na
testa.
philip goyret
Bibliografia
básica:
Catecismo
da Igreja Católica, 1212-1321.
Compêndio
do Catecismo da Igreja Católica 251-270.
(Resumos da Fé cristã: © 2013,
Gabinete de Informação do Opus Dei na Internet)
"CREIO NO ESPÍRITO SANTO" (2)
Mas
é por vezes complicado para nós, “vermos” o Espírito Santo.
Porque
o Pai é normalmente, humanamente representado como uma figura de homem de
idade, com umas barbas, e tem esse nome que todos entendemos porque sempre toca
as nossas vidas: Pai!
O
Filho quis fazer-se igual a nós e portanto é apresentado pela figura humana em
que quis encarnar, e fica-nos assim desse modo próximo e entendível, se assim
podemos dizer.
Aliás
a própria história dos homens fala d’Ele e há documentos para além das
Escrituras Sagradas que atestam a Sua passagem no meio de nós.
Mas
o Espírito Santo não tem forma, digamos assim, e por isso é representado
normalmente por uma pomba, pelo fogo, pela água, etc., o que nos torna difícil
o entendimento como uma Pessoa da Santíssima Trindade.
O
termo espírito traduz o termo hebraico “Ruah” que significa sopro, vento, ar.
Algo
que não se vê, mas se pode sentir.
Para
além disso o Espírito Santo não fala de si próprio, mas faz-nos ouvir a Palavra
do Pai, faz-nos conhecer Cristo, Palavra viva de Deus, mas nós não O ouvimos,
embora Ele nos conduza no e ao entendimento da Palavra de Deus.
E
por que Ele assim divinamente se apaga é que Jesus nos explica «que o mundo não
O pode receber, porque não O vê nem O conhece», mas aqueles que crêem em
Cristo, esses sim O conhecem, porque Ele está neles e neles habita.
Diz-nos
o Catecismo que a Igreja é o lugar do nosso conhecimento do Espírito Santo:
—
Nas Escrituras, que Ele inspirou:
—
na Tradição, de que os Padres da Igreja são testemunhas sempre actuais;
—
no Magistério da Igreja, que Ele assiste;
—
na liturgia sacramental, através das suas palavras e dos seus símbolos, em que
o Espírito Santo nos põe em comunhão com Cristo;
— na oração, em que Ele intercede por nós;
— nos carismas e ministérios, pelos quais a
Igreja é edificada;
—
nos sinais de vida apostólica e missionária;
— no testemunho dos santos, nos quais Ele
manifesta a sua santidade e continua a obra da salvação.
Em
todas estas citações, aqueles que crêem, reconhecem a presença do Espírito
Santo, até porque se assim não fosse, nada do que foi citado teria o carácter
da presença de Deus e seriam apenas coisas humanas, como tal falíveis e
efémeras.
Citando
novamente o Catecismo, encontramos nos textos sagrados várias designações para
o Espírito Santo.
Assim,
Jesus Cristo, em diversas passagens do Evangelho de São João, chama-Lhe o “Paráclito”,
que quer dizer, traduzindo à letra, «aquele que está junto», «advogado».
O
Catecismo diz-nos que Paráclito é vulgarmente traduzido por «Consolador» como
na Primeira Carta de João 2, 1.
Jesus
chama-Lhe ainda «o Espírito de verdade», em João 16,13
Para
além do nome próprio Espírito Santo, largamente usado nos Actos dos Apóstolos,
São Paulo chama-Lhe ainda:
Espírito
da promessa (Gal 3, 14; Ef 1, 13)
Espírito
de adopção (Rm 8, 15; Gal 4, 6)
Espírito
de Cristo (Rm 8, 9)
Espírito
do Senhor ( 2 Cor 3, 17)
Espírito
de Deus (Rm 8, 9. 14; 15, 19; 1 Cor 6, 11; 7, 40),
e
S. Pedro designa-o por
Espírito
de glória (1 Pe 4, 14).
Já
há um pouco percebemos que há várias representações para o Espírito Santo, como
a pomba, o fogo, etc.
Servindo-nos
sempre do Catecismo, descubramos então, resumidamente, os símbolos do Espírito
Santo:
694.
A água.
O
simbolismo da água é significativo da acção do Espírito Santo no Baptismo, pois
que, após a invocação do Espírito Santo, ela torna-se o sinal sacramental
eficaz do novo nascimento.
695.
A unção.
O
simbolismo da unção com óleo é também significativo do Espírito Santo, a ponto
de se tomar o seu sinónimo. Na iniciação cristã, ela é o sinal sacramental da
Confirmação, que justamente nas Igrejas Orientais se chama «Crismação».
696.
O fogo.
Enquanto
a água significava o nascimento e a fecundidade da vida dada no Espírito Santo,
o fogo simboliza a energia transformadora dos actos do Espírito Santo. É sob a
forma de línguas, «uma espécie de línguas de fogo», que o Espírito Santo
repousa sobre os discípulos na manhã de Pentecostes e os enche de Si. A
tradição espiritual reterá este simbolismo do fogo como um dos mais expressivos
da acção do Espírito Santo. «Não apagueis o Espírito!» (1 Ts 5, 19).
(O fogo queima, purifica, para depois
nascer a nova vida)
697.
A nuvem e a luz.
Estes
dois símbolos são inseparáveis nas manifestações do Espírito Santo. Desde as
teofanias do Antigo Testamento, a nuvem, umas vezes escura, outras luminosa,
revela o Deus vivo e salvador, velando a transcendência da sua glória.
Podemos
ver isto mesmo, por exemplo, em Moisés no Monte Sinai, a marcha pelo deserto,
na Anunciação, (a sua sombra que cobre Maria para que conceba e dê à luz), na
Transfiguração, na Ascensão, etc.
698.
O selo
é
um símbolo próximo do da unção. Porque indica o efeito indelével da unção do
Espírito Santo nos sacramentos do Baptismo, da Confirmação e da Ordem, a imagem
do selo foi utilizada em certas tradições teológicas para exprimir o «carácter»
indelével, impresso por estes três sacramentos, que não podem ser repetidos.
699.
A mão.
É
pela imposição das mãos que Jesus cura os doentes e abençoa as crianças. O
mesmo farão os Apóstolos, em seu nome. Ainda mais: é pela imposição das mãos
dos Apóstolos que o Espírito Santo é dado. Este sinal da efusão omnipotente do
Espírito Santo, guarda-o a Igreja nas suas epicleses sacramentais.
700.
O dedo.
«É
pelo dedo de Deus que Jesus expulsa os demónios» Lc 11,20. Se a Lei de Deus foi
escrita em tábuas de pedra «pelo dedo de Deus» (Ex 31, 18), a «carta de
Cristo», entregue ao cuidado dos Apóstolos, «é escrita com o Espírito de Deus
vivo: não em placas de pedra, mas em placas que são corações de carne» (2 Cor
3, 3). O hino «Veni Creator Spiritus» invoca o Espírito Santo como «Dedo da mão
direita do Pai»
701.
A pomba.
No
final do dilúvio (cujo simbolismo tem a ver com o Baptismo), a pomba solta por
Noé regressa com um ramo verde de oliveira no bico, sinal de que a terra é
outra vez habitável. Quando Cristo sobe das águas do seu baptismo, o Espírito
Santo, sob a forma duma pomba, desce e paira sobre Ele. O símbolo da pomba para
significar o Espírito Santo é tradicional na iconografia cristã.
Labels:
JMA - Espírito Santo
«Mãe, ensina-me a ser nada, para que Cristo seja tudo em mim».
Oração que um dia o Espírito Santo quis colocar no meu coração e me esforço para que seja verdade na minha vida.
Anda, voa!

Vejo-me
como um pobre passarinho que, acostumado a voar apenas de árvore em árvore ou,
quando muito, até à varanda de um terceiro andar..., um dia, na sua vida,
meteu-se em brios para chegar até ao telhado de certa casa modesta, que não era
propriamente um arranha-céus... Mas eis que o nosso pássaro é arrebatado por
uma águia – que o julgou erradamente uma cria da sua raça – e, entre as suas
garras poderosas, o passarinho sobe, sobe muito alto, por cima das montanhas da
terra e dos cumes nevados, por cima das nuvens brancas e azuis e cor-de-rosa,
mais acima ainda, até olhar o sol de frente... E então a águia, soltando o
passarinho, diz-lhe: anda, voa!... – Senhor, que eu não volte a voar pegado à
terra, que esteja sempre iluminado pelos raios do divino Sol – Cristo – na
Eucaristia, que o meu voo não se interrompa até encontrar o descanso do teu
Coração! (Forja,
39)
O
coração sente então a necessidade de distinguir e adorar cada uma das pessoas
divinas. De certo modo, é uma descoberta que a alma faz na vida sobrenatural,
como as de uma criancinha que vai abrindo os olhos à existência. E entretém-se
amorosamente com o Pai e com o Filho e com o Espírito Santo; e submete-se
facilmente à actividade do Paráclito vivificador, que se nos entrega sem o merecermos:
os dons e as virtudes sobrenaturais!
Corremos
como o veado que anseia pelas fontes da água; com sede, a boca gretada pela
secura. Queremos beber nesse manancial de água viva. Sem atitudes
extravagantes, mergulhamos ao longo do dia nesse caudal abundante e claro de
águas frescas que saltam até à vida eterna. As palavras tornam-se supérfluas,
porque a língua não consegue expressar-se; o entendimento aquieta-se. Não se
discorre, olha-se! E a alma rompe outra vez a cantar um cântico novo, porque se
sente e se sabe também olhada amorosamente por Deus a toda a hora.
20/05/2013
Evangelho diário e comentário
| Tempo comum VII Semana |
Evangelho: Mc 9, 14-29
14 Chegando junto dos discípulos, viu uma grande multidão em volta, e os
escribas a discutirem com eles. 15 E logo toda aquela multidão
surpreendida por ver Jesus, correu para O saudar. 16 Perguntou-lhes:
«Que estais a discutir entre vós?».17 Um de entre a multidão respondeu-Lhe:
«Mestre, eu trouxe-Te meu filho que está possesso de um espírito mudo, 18
que, onde quer que se apodere dele, o lança por terra, e o menino espuma, range
com os dentes, e fica rígido. Pedi aos Teus discípulos que o expulsassem e não
puderam». 19 Jesus respondeu-lhes: «Ó geração incrédula! Até quando
hei-de estar convosco? Até quando vos hei-de suportar? Trazei-Mo cá». 20
Trouxeram-Lho. Tendo visto Jesus, imediatamente o espírito o agitou com violência
e, caído por terra, revolvia-se espumando. 21 Jesus perguntou ao pai
dele: «Há quanto tempo lhe sucede isto?». Ele respondeu: «Desde a infância. 22
O demónio tem-no lançado muitas vezes no fogo e na água, para o matar; porém
Tu, se podes alguma coisa, ajuda-nos, tem compaixão de nós».23 Jesus
disse-lhe: «Se podes...! Tudo é possível a quem crê». 24
Imediatamente o pai do menino exclamou: «Eu creio! Auxilia a minha falta de
fé». 25 Jesus, vendo aumentar a multidão, ameaçou o espírito imundo,
dizendo-lhe: «Espírito mudo e surdo, Eu te mando, sai desse menino e não voltes
a entrar nele!». 26 Então, dando gritos e agitando-se com violência,
saiu dele, e o menino ficou como morto, tanto que muitos diziam: «Está morto». 27
Porém, Jesus, tomando-o pela mão, levantou-o, e ele pôs-se em pé. 28
Depois de ter entrado em casa, Seus discípulos perguntaram-Lhe em particular:
«Porque o não pudemos nós expulsar?». 29 Respondeu-lhes: «Esta casta
de demónios não se pode expulsar senão mediante a oração».
Comentário:
Porque é precisa a oração?
Para que, preparados pela oração, possamos estar mais perto de Deus.
Estando mais perto dele, não só ouviremos melhor o que
nos diz, fortalecendo o nosso ânimo, como se aumentará a nossa fé, que, avivada
pela Sua proximidade, será capaz de fazer "grandes coisas" já que não
seremos nada mais que instrumentos de que Ele se serve para operar milagres.
Assim, a oração, deve ser principalmente para pedir que
saibamos ser instrumentos dóceis e dúcteis.
Dóceis nas mãos do senhor que sabe melhor o que convém
que façamos; dúcteis para que nos molde a ‘seu jeito’ e conforme a Sua Vontade.
(AMA,
comentário sobre, Mc 9, 14-29, 2011.12.20)
Leitura espiritual para 20 Maio
A leitura tem feito muitos santos.
(S. josemaria, Caminho 116)
Está aconselhada a leitura espiritual diária de mais ou menos 15 minutos. Além da leitura do novo testamento, (seguiu-se o esquema usado por P. M. Martinez em “NOVO TESTAMENTO” Editorial A. O. - Braga) devem usar-se textos devidamente aprovados. Não deve ser leitura apressada, para “cumprir horário”, mas com vagar, meditando, para que o que lemos seja alimento para a nossa alma.
Para ver, clicar SFF.
Para ver, clicar SFF.
Pequena agenda do cristão
Segunda-Feira
(Coisas muito
simples, curtas, objectivas)
Propósito: Sorrir;
ser amável; prestar serviço.
Senhor que eu faça ‘boa cara’,
que seja alegre e transmita aos outros, principalmente em minha casa, boa
disposição.
Senhor
que eu sirva sem reserva de intenção de ser recompensado; servir com
naturalidade; prestar pequenos ou grandes serviços a todos mesmo àqueles que
nada me são. Servir fazendo o que devo sem olhar à minha pretensa ‘dignidade’
ou ‘importância’ ‘feridas’ em serviço discreto ou desprovido de relevo, dando
graças pela oportunidade de ser útil.
Lembrar-me: Papa,
Bispos, Sacerdotes.
Que o Senhor assista o Papa e
vivifique santificando-o na terra e não consinta que se deixe vencer pelos
seus inimigos.
Que os Bispos se mantenham firmes
na Fé, apascentando a Tua Igreja na Tua fortaleza.
Que os Sacerdotes sejam fiéis à sua
vocação e guias seguros do Povo de Deus.
Pequeno exame: Cumpri o propósito e lembrei-me do
que me propus ontem?
|
Tratado das paixões da alma 32
Art. 3 ― Se o ódio é mais forte que o amor.
O terceiro discute-se assim. ― Parece que o ódio é mais forte que o amor.
Resumos da Fé cristã

TEMA 18. O Baptismo e a
Confirmação 5
Baptismo 5
5. Ministro e sujeito
O
ministro ordinário é o bispo e o presbítero e, na Igreja latina, também o
diácono. Em caso de necessidade, pode baptizar qualquer homem ou mulher, mesmo
não cristão, desde que tenha a intenção de realizar o que a Igreja crê quando
assim actua.
O
Baptismo destina-se a todos os homens e mulheres que ainda o não tenham
recebido. As condições do candidato dependem da sua condição de criança ou
adulto. Os primeiros, que ainda não tenham chegado ao uso da razão, devem
receber o sacramento durante os primeiros dias de vida, mal o permita a saúde
da mãe: proceder de outro modo é, na expressão forte de S. Josemaria, «um grave
atentado contra a justiça e contra a caridade» 2. Com efeito, como
porta da vida da graça, o Baptismo é um evento absolutamente gratuito, para
cuja validade basta que não seja rejeitado; por outro lado, a fé do candidato,
que é necessariamente fé eclesial, torna-se presente na fé da Igreja. No
entanto, existem determinados limites à praxe do Baptismo das crianças: é
ilícita se falta o consenso dos pais, ou não existe garantia suficiente da
futura educação católica. Face a esta última condição, designam-se os
padrinhos, escolhidos entre pessoas de vida exemplar.
Os
candidatos adultos preparam-se através do catecumenato, estruturado segundo os
diversos usos locais, com vista a receber também na mesma cerimónia a
Confirmação e a primeira Comunhão. Durante este período, procura-se que aumente
o desejo da graça, o que inclui a intenção de receber o sacramento, como
condição da sua validade. Tudo isto acompanha a instrução doutrinal, que
progressivamente leccionada procura suscitar no candidato a virtude da fé, e a
verdadeira conversão do coração, o que pode pedir mudanças radicais na vida do
candidato.
philip goyret
Bibliografia
básica:
Catecismo
da Igreja Católica, 1212-1321.
Compêndio
do Catecismo da Igreja Católica 251-270.
(Resumos da Fé cristã: © 2013,
Gabinete de Informação do Opus Dei na Internet)
_____________________________
Notas:
2
S. Josemaria, Cristo que Passa, 78.
"CREIO NO ESPÍRITO SANTO" (1)
A propósito do tema de hoje,
"Creio no Espírito Santo", lembrei-me de uma graça que ouvi contar há
uns anos, e que tem a ver com a Sua presença na Igreja e em nós, claro.
Havia um pároco já de idade
avançada numa determinada paróquia e percebia-se que o cansaço estava a tomar
conta dele porque cada vez mais diminuía o número de fiéis na Missa Dominical.
O Bispo dessa Diocese, decidiu
então dar-lhe o merecido descanso, e colocou no seu lugar um jovem sacerdote,
cheio de genica e vontade de trabalhar.
Passado pouco tempo já a
igreja estava cheia de fiéis na Missa Dominical.
Num Domingo o Bispo decidiu ir
à paróquia fazer uma visita e reparou com agrado que a igreja estava cheia.
Já na sacristia, depois da
Missa, reparou no olhar orgulhoso do novo pároco, por causa do número de
pessoas presentes na Missa.
O Bispo decidiu então chamá-lo
à razão e disse-lhe:
Senhor Padre, não se orgulhe
muito, porque tudo isto é trabalho do Espírito Santo!
Ao que o jovem sacerdote
respondeu, com um sorriso:
Pois, pois, mas o Espírito
Santo já cá estava antes de eu cá chegar!
Esta graça, que não tem
qualquer maldade, poderá servir-nos daqui a pouco para percebermos a acção do
Espírito Santo em nós e na Igreja, mas por agora detenhamo-nos no tema que nos
foi dado: Creio no Espírito Santo!
Muito melhor do que quaisquer
palavras que eu diga, o Catecismo da Igreja Católica explica verdadeiramente e
sem a mínima dúvida o que é crer no Espírito Santo.
685. Crer no Espírito é,
professar que o Espírito Santo é uma das Pessoas da Santíssima Trindade,
consubstancial ao Pai e ao Filho, «adorado e glorificado com o Pai e o Filho.»
Esta é uma verdade que todos
conhecemos e repetimos todos os dias, sobretudo quando nos benzemos em nome do
Pai, do Filho e do Espírito Santo.
E no entanto o Espírito Santo
parece-nos muitas vezes um “ilustre desconhecido”, se me permitem esta
expressão.
Já não tanto como quando eu
era novo, tempo em que por exemplo os protestantes criticavam os católicos por
“desconhecerem” o Espírito Santo, ou como alguns deles diziam, O termos
substituído pela Virgem Maria.
Talvez tivessem alguma razão,
nesse tempo!
Obviamente que a Igreja, a
Tradição, o seu Magistério, sempre falou e ensinou sobre o Espírito Santo e é
conhecida, por exemplo, a Carta Encíclica do Papa Leão XIII, Divinum Illud
Munus, sobre a Terceira Pessoa da Santíssima Trindade.
No entanto, é o Papa João
XXIII, que na Constituição Apostólica Humanae Salutis Convocatória do Concílio
Ecuménico Vaticano II, vai tornar actual, perdoem-me a expressão, o Espírito
Santo!
Cito:
«E digne-se o divino Espírito
ouvir da maneira mais consoladora a oração que todos os dias sobe de todos os
recantos da terra: "Renova em nossa época os prodígios, como em novo
Pentecostes; e concede que a Igreja santa, reunida em unânime e instante oração
junto a Maria, Mãe de Jesus, e guiada por Pedro, difunda o reino do divino
Salvador, que é reino da verdade, de justiça, de amor e de paz. Assim
seja"» Humanae Salutis
E fora ouvidas as palavras do
Beato Papa, porque o Concílio Vaticano II veio trazer um novo folego à Igreja,
na construção de uma Igreja mais próxima dos fiéis, de tal modo que fez surgir
diversíssimos Movimentos e Obras, a maior parte fundados por leigos em
companhia de sacerdotes, numa diversidade rica de espiritualidade, em união e
comunhão de Igreja, abarcando todos os sectores da sociedade humana à procura
de Deus.
Com efeito o Espírito Santo
não é de ontem, não é das primeiras comunidades cristãs, nem apenas dos
primeiros Padres, o Espírito Santo é de ontem, de hoje e para sempre.
Sem Ele não há fé!
Atentemos no que nos diz o
Catecismo da Igreja Católica, no item 683:
683. «Ninguém pode dizer
"Jesus é o Senhor" a não ser pela acção do Espírito Santo» (1Cor 12,
3). «Deus enviou aos nossos corações o Espírito do seu Filho, que clama:
"Abbá! Pai!'» (Gl 4, 6). Este conhecimento da fé só é possível no Espírito
Santo. Para estar em contacto com Cristo, é preciso primeiro ter sido tocado
pelo Espírito Santo. É Ele que nos precede e suscita em nós a fé. Em virtude do
nosso Baptismo, primeiro sacramento da fé, a Vida, que tem a sua fonte no Pai e
nos é oferecida no Filho, é-nos comunicada, íntima e pessoalmente, pelo
Espírito Santo na Igreja.
E depois o Catecismo cita
Santo Ireneu
O Baptismo «dá-nos a graça do
novo nascimento em Deus Pai, por meio do Filho no Espírito Santo. Porque
aqueles que têm o Espírito de Deus são conduzidos ao Verbo, isto é, ao Filho:
mas o Filho apresenta-os ao Pai, e o Pai dá-lhes a incorruptibilidade.
Portanto, sem o Espírito não é possível ver o Filho de Deus, e sem o Filho
ninguém tem acesso ao Pai, porque o conhecimento do Pai é o Filho, e o
conhecimento do Filho de Deus faz-se pelo Espírito Santo».
E ainda nesta citação, no item
684:
684. O Espírito Santo, pela
sua graça, é o primeiro no despertar da nossa fé e na vida nova que consiste em
conhecer o Pai e Aquele que Ele enviou, Jesus Cristo
Em palavras muito simples
poderemos dizer que o Antigo Testamento nos revela o Pai, o Criador, e de forma
mais velada, (passe a expressão), o Filho que há-de vir.
O Novo Testamento, sobretudo
nos Evangelhos, manifesta o Filho, a Revelação do Deus que se quis dar a
conhecer aos homens para sua salvação.
Nos Actos dos Apóstolos
poderemos dizer que nos é revelado o Espírito Santo, prometido pelo Filho, que
como o próprio Jesus Cristo nos diz, nos fará reconhecer a Verdade e guiará no
caminho da salvação:
«Tenho ainda muitas coisas a
dizer-vos, mas não sois capazes de as compreender por agora. Quando Ele vier, o
Espírito da Verdade, há-de guiar-vos para a Verdade completa. Ele não falará
por si próprio, mas há-de dar-vos a conhecer quanto ouvir e anunciar-vos o que
há-de vir.» Jo 16, 12-13
Nota:
"Palestra" que fiz
na Escola Vicarial da Fé, (Vigararia da Marinha Grande), e que aqui divido em
várias partes dada a sua extensão.
Este texto é obviamente um
guia para uma intervenção oral que foi desenvolvendo o tema.
Labels:
JMA - Espírito Santo
«Mãe, ensina-me a ser nada, para que Cristo seja tudo em mim».
Oração que um dia o Espírito Santo quis colocar no meu coração e me esforço para que seja verdade na minha vida.
Senhor, se quiseres podes curar-me

Não
tenhas dúvidas: o coração foi criado para amar. Metamos, pois, Nosso Senhor
Jesus Cristo em todos os nossos amores. Senão, o coração vazio vinga-se, e
enche-se das baixezas mais desprezíveis. (Sulco, 800)
Como
poderemos dirigir-nos a Ele, como falar-Lhe, como comportar-nos?
A
vida cristã não está feita de normas rígidas, porque o Espírito Santo não
dirige as almas massivamente, mas infundindo em cada uma delas propósitos,
inspirações e afectos que ajudarão a captar e a cumprir a vontade do Pai.
Penso, no entanto, que em muitas ocasiões o nervo do nosso diálogo com Cristo,
na acção de graças depois da Santa Missa, pode ser a consideração de que o
Senhor é para nós, Rei, Médico, Mestre e Amigo.. (...)
É
Médico e cura o nosso egoísmo, se deixarmos que a sua graça penetre até ao
fundo da nossa alma. Jesus disse-nos que a pior doença é a hipocrisia, o
orgulho que nos faz dissimular os nossos pecados. Com o Médico, é
imprescindível, pela nossa parte, uma sinceridade absoluta, explicar-lhe toda a
verdade e dizer: Domine, si vis, potes me mundare, Senhor, se quiseres – e Tu
queres sempre – podes curar-me. Tu conheces as minhas fraquezas, tenho estes sintomas
e estas debilidades. Mostramos-lhe também com toda a simplicidade as chagas e o
pus, no caso de haver pus. Senhor, Tu, que curaste tantas almas, faz com que,
ao ter-Te no meu peito ou ao contemplar-Te no Sacrário, Te reconheça como
Médico divino. (Cristo que passa, nn. 92–93)
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