10/03/2013

Resumos sobre a Fé Cristã



A Fé sobrenatural


3. Os motivos de credibilidade:

«O motivo de crer não é o facto de as verdades reveladas aparecerem como verdadeiras e inteligíveis à luz da nossa razão natural. Nós cremos “por causa da autoridade do próprio Deus que revela e que não pode enganar-Se nem enganar-nos”» (Catecismo, 156).

No entanto, para que o acto de fé fosse conforme à razão, Deus quis dar-nos motivos de credibilidade que mostram que «o assentimento da fé não é “de modo algum um movimento cego do espírito”» 6. Os motivos de credibilidade são sinais certos de que a Revelação é palavra de Deus.

Estes motivos de credibilidade são, entre outros:

- a gloriosa Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo, sinal definitivo da Sua Divindade e prova certíssima da verdade das Suas palavras;

- «os milagres de Cristo e dos santos (cf. Mc 16, 20; Heb 2, 4)» (Catecismo, 156) 7;

- o cumprimento das profecias (cf. Catecismo, 156), feitas sobre Cristo ou pelo próprio Cristo (por exemplo, as profecias acerca da Paixão de Nosso Senhor; a profecia sobre a destruição de Jerusalém, etc.). Este cumprimento é prova da veracidade da Sagrada Escritura;

- a sublimidade da doutrina cristã é também prova da Sua origem divina. Quem medita atentamente os ensinamentos de Cristo, pode descobrir na sua profunda verdade, na sua beleza e na sua coerência; uma sabedoria que excede a capacidade humana de compreender e de explicar o que é Deus, o que é o mundo, o que é o homem, a sua história e o seu sentido transcendente;

- a propagação e a santidade da Igreja, a sua fecundidade e estabilidade «são sinais certos da Revelação, adaptados à inteligência de todos» (Catecismo, 156).

Os motivos de credibilidade não só ajudam quem não tem fé para superar preconceitos que dificultam a sua recepção, mas também quem tem fé, confirmando-lhe que é razoável crer e afastando-o do fideísmo.

francisco díaz

Bibliografia básica:
Catecismo da Igreja Católica, 142-197.

Leituras recomendadas:
S. Josemaria, Homilia «Vida de fé», em Amigos de Deus, 190-204.

© 2013, Gabinete de Informação do Opus Dei na Internet
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Notas:
6 Concílio Vaticano I: DS 3008-3010; Catecismo, 156.
7 O valor da Sagrada Escritura, como fonte histórica totalmente fiável, pode estabelecer-se com sólidas provas: por exemplo, as que se referem à sua antiguidade (vários dos livros do Novo Testamento foram escritos poucos anos após a Morte de Cristo, o que testemunha o seu valor), ou as que se referem à análise do conteúdo (que mostra a veracidade dos testemunhos).

09/03/2013

Evangelho do dia e comentário




Quaresma Semana III






Evangelho: Lc 18, 9-14

9 Disse também esta parábola a uns que confiavam em si mesmos por se considerarem justos, e desprezavam os outros: 10 «Subiram dois homens ao templo a fazer oração: um era fariseu e o outro publicano. 11 O fariseu, de pé, orava no seu interior desta forma: Graças Te dou, ó Deus, porque não sou como os outros homens: ladrões, injustos, adúlteros, nem como este publicano. 12 Jejuo duas vezes por semana e pago o dízimo de tudo o que possuo. 13 O publicano, porém, conservando-se a distância, não ousava nem sequer levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: Meu Deus, tem piedade de mim, pecador. 14 Digo-vos que este voltou justificado para sua casa e o outro não; porque quem se exalta será humilhado e quem se humilha será exaltado».

Comentário:

Bater no peito é assumir como próprio, considerar íntimo o que se faz ou diz.

É, também, um acto de reconhecimento de propriedade pessoal.

O penitente bate no peito dizendo: "eu pecador, me confesso"; "tem piedade de mim"; "recebe a minha dor"; "aceita o meu arrependimento".

Personaliza, assim, esses sentimentos de criatura face ao seu Criador.

No fim e ao cabo, bater no peito, é assumir, de forma clara e iniludível, e de forma inteira, completa, a responsabilidade de algo.

Assumindo a identidade que, no caso, se impõe, bater no peito é o mesmo que dizer: "eu fiz, eu pensei, eu disse"

Quando Tomé declara a sua fé no Ressuscitado, de certeza terá batido no peito ao mesmo tempo que afirma:

«Meu Senhor e meu Deus»!

(ama, comentário sobre Lc 18, 9-17, 2012.03.17)

Tratado dos actos humanos 55


Questão 16: Do uso.

Art. 4 ― Se o uso precede a eleição.





O quarto discute-se assim. ― Parece que o uso precede a eleição.




Leitura espiritual para 09 Mar


Não abandones a tua leitura espiritual.
A leitura tem feito muitos santos.
(S. josemariaCaminho 116)


Está aconselhada a leitura espiritual diária de mais ou menos 15 minutos. Além da leitura do novo testamento, (seguiu-se o esquema usado por P. M. Martinez em “NOVO TESTAMENTO” Editorial A. O. - Braga) devem usar-se textos devidamente aprovados. Não deve ser leitura apressada, para “cumprir horário”, mas com vagar, meditando, para que o que lemos seja alimento para a nossa alma.

Para ver, clicar SFF.

"DIÁLOGO" COM O DIABO (4)

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PENSAMENTOS INSPIRADOS À PROCURA DE DEUS 329

À procura de Deus


Conversão verdadeira,
é deixares-te moldar pelo Espírito Santo.

Comunhão dos Santos


Vivei uma particular Comunhão dos Santos: e cada um sentirá, à hora da luta interior, e à hora do trabalho profissional, a alegria e a força de não estar só. (Caminho, 545)

Há instantes, antes do lavabo, invocámos o Espírito Santo, pedindo-Lhe que abençoasse o Sacrifício oferecido ao Seu Santo Nome. Terminada a purificação, dirigimo-nos à Trindade – Suscipe, Sancta Trinitas –, para que receba o que apresentamos em memória da Vida, da Paixão, da Ressurreição e da Ascensão de Cristo, em honra de Maria, sempre Virgem, e em honra de todos os santos.

A oblação deve redundar em benefício de todos – Orate, fratres, reza o sacerdote –, porque este sacrifício é meu e vosso, de toda a Igreja Santa. Orai, irmãos, mesmo que sejam poucos os que se encontram reunidos, mesmo que se encontre materialmente presente apenas um cristão ou até só o celebrante, porque uma Missa é sempre o holocausto universal, o resgate de todas as tribos e línguas e povos e nações!

Todos os cristãos, pela comunhão dos Santos, recebem as graças de cada Missa, quer se celebre diante de milhares de pessoas, quer haja apenas como único assistente um menino, possivelmente distraído, a ajudar o sacerdote. Tanto num caso como noutro, a Terra e o Céu unem-se para entoar com os Anjos do Senhor: Sanctus, Sanctus, Sanctus... (Cristo que passa, 89)

Resumos sobre a Fé Cristã 61



A Fé sobrenatural


2. Características da fé

- «A fé um dom de Deus, una virtude sobrenatural infundida por Ele (Cf. Mt 16, 17). Para prestar esta adesão da fé são necessários a prévia e concomitante ajuda da graça divina e os interiores auxílios do Espírito Santo» (Catecismo, 153). Não basta a razão para abraçar a verdade revelada; é necessário o dom da fé.

- A fé é um acto humano. Embora seja um acto que se realiza graças a um dom sobrenatural, «crer é um acto autenticamente humano. Não é contrário nem à liberdade nem à inteligência do homem confiar em Deus e aderir às verdades por Ele reveladas» (Catecismo, 154). Na fé, a inteligência e a vontade cooperam com a graça divina: «Crer é um acto do entendimento que assente à verdade divina por império da vontade movida por Deus mediante a graça» 1.

- Fé e liberdade. «A resposta da fé dada pelo homem a Deus, deve ser voluntária. Por conseguinte, ninguém deve ser constrangido a abraçar a fé contra vontade. Efectivamente, o acto de fé é voluntário por sua própria natureza» (Catecismo, 160) 2. «Cristo convidou à fé e à conversão, mas de modo nenhum constrangeu alguém. Deu testemunho da verdade, mas não a impôs pela força aos seus contraditores» (ibidem).

- Fé e razão. «Muito embora a fé esteja acima da razão, nunca pode haver verdadeiro desacordo entre ambas: o mesmo Deus, que revela os mistérios e comunica a fé, também acendeu no espírito humano a luz da razão. E Deus não pode negar-Se a Si próprio, nem a verdade pode jamais contradizer a verdade» 3. «É por isso que a busca metódica, em todos os domínios do saber, se for conduzida de modo verdadeiramente científico e segundo as normas da moral, jamais estará em oposição à fé: as realidades profanas e as da fé encontram a sua origem num só e mesmo Deus» (Catecismo, 159).

Carece de sentido tentar demonstrar as verdades sobrenaturais da fé; pelo contrário, pode-se provar sempre que é falso tudo o que pretende ser contrário a essas verdades.

- Eclesiologia da fé. “Crer” é um acto próprio do fiel enquanto fiel, ou seja, enquanto membro da Igreja. O que crê assente à verdade ensinada pela Igreja, que guarda o depósito da Revelação. «A fé da Igreja precede, gera, suporta e nutre a nossa fé. A Igreja é a Mãe de todos os crentes» (Catecismo, 181). «Ninguém pode ter a Deus por Pai se não tiver a Igreja por Mãe» 4.

-  A fé é necessária para a salvação (cf. Mc 16, 16; Catecismo, 161). «Sem a fé é impossível agradar a Deus» (Hb 11, 6). «Aqueles que, ignorando sem culpa o Evangelho de Cristo, e a Sua Igreja, procuram, contudo, a Deus com coração sincero, e se esforçam, sob o influxo da graça, por cumprir a Sua vontade, manifestada pelo ditame da consciência, também eles podem alcançar a salvação eterna» 5.

francisco díaz

Bibliografia básica:
Catecismo da Igreja Católica, 142-197.

Leituras recomendadas:
S. Josemaria, Homilia «Vida de fé», em Amigos de Deus, 190-204.

© 2013, Gabinete de Informação do Opus Dei na Internet
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Notas:
1 São Tomás de Aquino, Summa Theologiae, II-II, q. 2, a. 9
2 Cf. Concílio Vaticano II, Declar. Dignitatis Humanae, 10; CIC, 748, §2.
3 Concílio Vaticano I: DS 3017.
4 Concílio Vaticano II, Const. Lumen Gentium, 16.
5 São Cipriano, De Catholicae Unitate Ecclesiae: PL 4,503.

08/03/2013

Evangelho do dia e comentário




Quaresma Semana III






Evangelho: Mc 12, 28-34

28 Então aproximou-se um dos escribas, que os tinha ouvido discutir. Vendo que Jesus lhes tinha respondido bem, perguntou-Lhe: «Qual é o primeiro de todos os mandamentos?». 29 Jesus respondeu-lhe: «O primeiro de todos os mandamentos é este: “Ouve, Israel! O Senhor nosso Deus é o único Senhor. 30 Amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração, com toda a tua alma, com todo o teu entendimento e com todas as tuas forças”. 31 O segundo é este: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo”. Não há outro mandamento maior do que estes». 32 Então o esriba disse-Lhe: «Mestre, disseste bem e com verdade que Deus é um só, e que não há outro fora d'Ele; 33 e que amá-l'O com todo o coração, com todo o entendimento, com toda a alma, e com todas as forças, e amar o próximo como a si mesmo, vale mais que todos os holocaustos e sacrifícios». 34 Vendo Jesus que tinha respondido sabiamente, disse-lhe: «Não estás longe do reino de Deus». Desde então ninguém mais ousava interrogá-l'O.

Comentário:

Como ignorar este Mandamento?

Não amar quem nos criou e mantém vivos?

Aquele que pôs à nossa discrição todo um mundo repleto de maravilhas?

Sim... como será possível ter outro sentimento para com Deus que não seja um amor entranhado agradecido, sem condições?

(ama, comentário sobre Mc 12, 28-34, 2012.11.04)

Tratado dos actos humanos 54


Questão 16: Do uso.

Art. 3 ― Se o uso pode ter por objecto também o fim último.





O terceiro discute-se assim. ― Parece que o uso pode ter por objecto também o fim último.



Leitura espiritual para 08 Mar


Não abandones a tua leitura espiritual.
A leitura tem feito muitos santos.
(S. josemariaCaminho 116)


Está aconselhada a leitura espiritual diária de mais ou menos 15 minutos. Além da leitura do novo testamento, (seguiu-se o esquema usado por P. M. Martinez em “NOVO TESTAMENTO” Editorial A. O. - Braga) devem usar-se textos devidamente aprovados. Não deve ser leitura apressada, para “cumprir horário”, mas com vagar, meditando, para que o que lemos seja alimento para a nossa alma.

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Deus está aqui


Humildade de Jesus: em Belém, em Nazaré, no Calvário...Porém, mais humilhação e mais aniquilamento na Hóstia Santíssima: mais que no estábulo, e que em Nazaré e que na Cruz. Por isso, que obrigação tenho de amar a Missa! (A «nossa» Missa, Jesus...). (Caminho, 533)

Por vezes, talvez nos perguntemos como será possível corresponder a tanto amor de Deus e até desejaríamos, para o conseguir, que nos pusessem com toda a clareza diante dos nossos olhos um programa de vida cristã. A solução é fácil e está ao alcance de todos os fiéis: participar amorosamente na Santa Missa, aprender a conviver e a ganhar intimidade com Deus na Missa, porque neste Sacrifício se encerra tudo aquilo que o Senhor quer de nós.

Permiti que aqui vos recorde o desenrolar das cerimónias litúrgicas, que já observámos em tantas e tantas ocasiões. Seguindo-as passo a passo é muito possível que o Senhor nos faça descobrir em que pontos devemos melhorar, que defeitos precisamos de extirpar e como há-de ser o nosso convívio, íntimo e fraterno, com todos os homens.

O sacerdote dirige-se para o altar de Deus, do Deus que alegra a nossa juventude. A Santa Missa inicia-se com um cântico de alegria, porque Deus está presente. É esta alegria que, juntamente com o reconhecimento e o amor, se manifesta no beijo que se dá na mesa do altar, símbolo de Cristo e memória dos santos, um espaço pequeno e santificado, porque nesta ara se confecciona o Sacramento de eficácia infinita. (Cristo que passa, 88)

Resumos sobre a Fé Cristã 60



A Fé sobrenatural


1. Noção e objecto da fé

O acto de fé é a resposta do homem a Deus que se revela (Cf. Catecismo, 142). «Pela fé o homem submete completamente a Deus a inteligência e a vontade; com todo o seu ser, o homem dá assentimento a Deus revelador» (Catecismo, 143). A Sagrada Escritura chama a este assentimento «obediência da fé» (Cf. Rm 1, 5; 16, 26).

A virtude da fé é uma virtude sobrenatural que capacita o homem – ilustrando a sua inteligência e movendo a vontade – a assentir firmemente em tudo o que Deus revelou, não pela sua evidência intrínseca, mas pela autoridade de Deus que revela. «Antes de mais, a fé é uma adesão pessoal do homem a Deus. Ao mesmo tempo, e inseparavelmente, é o assentimento livre a toda a verdade revelada por Deus» (Catecismo, 150).

francisco díaz

Bibliografia básica:
Catecismo da Igreja Católica, 142-197.

Leituras recomendadas:
S. Josemaria, Homilia «Vida de fé», em Amigos de Deus, 190-204.

© 2013, Gabinete de Informação do Opus Dei na Internet

07/03/2013

Evangelho do dia e comentário



Evangelho: Lc 11, 14-23

14 Jesus estava a expulsar um demónio, que era mudo. Depois de ter expulsado o demónio, o mudo falou e as multidões ficaram maravilhadas. 15 Mas alguns disseram: «Ele expulsa os demónios pelo poder de Belzebu, príncipe dos demónios». 16 Outros, para O tentarem, pediam-Lhe um prodígio vindo do céu. 17 Ele, porém, conhecendo os seus pensamentos, disse-lhes: «Todo o reino dividido contra si mesmo será devastado, e cairá casa sobre casa. 18 Se, pois, Satanás está dividido contra si mesmo, como estará em pé o seu reino? Porque vós dizeis que por virtude de Belzebu é que lanço fora os demónios. 19 Ora, se é pelo poder de Belzebu que Eu expulso os demónios, os vossos filhos pelo poder de quem os expulsam? Por isso eles mesmos serão os vossos juízes. 20 Mas se Eu, pelo dedo de Deus, lanço fora os demónios, certamente chegou a vós o reino de Deus. 21 Quando um, forte e armado, guarda o seu palácio, estão em segurança os bens que possui; 22 porém, se, sobrevindo outro mais forte do que ele, o vencer, tira-lhe as armas em que confiava, e reparte os seus despojos. 23 Quem não é comigo é contra Mim; e quem não colhe comigo desperdiça.

Comentário:

Não é possível vencer os sépticos e os mal-intencionados?
Claro que é!

Mas são 'teimosos'!
Pois... perseverança!

Complicam tudo!
Então use-se a mais estreita simplicidade!

Não posso usar a mesma argumentação!
Mas deve!

Resumindo... utilizar a técnica das artes marciais que se resume em aproveitar o movimento ou a força do adversário para o desequilibrar e vencer.
Desta forma, eles próprios se 'derrotam' a si mesmos e as suas 'teorias', argumentações e raciocínios caem por terra.

(ama, comentário sobre Lc 11, 14-23, 2012.03.15)

Tratado dos actos humanos 53



Questão 16: Do uso.

Art. 2 ― Se usar convém aos brutos.




O segundo discute-se assim. ― Parece que usar convém aos brutos.




Leitura espiritual para 07 Mar


Não abandones a tua leitura espiritual.
A leitura tem feito muitos santos.
(S. josemariaCaminho 116)


Está aconselhada a leitura espiritual diária de mais ou menos 15 minutos. Além da leitura do novo testamento, (seguiu-se o esquema usado por P. M. Martinez em “NOVO TESTAMENTO” Editorial A. O. - Braga) devem usar-se textos devidamente aprovados. Não deve ser leitura apressada, para “cumprir horário”, mas com vagar, meditando, para que o que lemos seja alimento para a nossa alma.

Para ver, clicar SFF.

PENSAMENTOS INSPIRADOS À PROCURA DE DEUS 328

À procura de Deus


Não coloques cinzas na cabeça,
se tens o coração fechado ao perdão.

Sê o apoio da minha debilidade

Quando o receberes, diz-lhe: - Senhor, espero em Ti; adoro-te, amo-te, aumenta-me a fé. Sê o apoio da minha debilidade, Tu, que ficaste na Eucaristia, inerme, para remediar a fraqueza das criaturas. (Forja, 832)

Creio que não vou dizer nada de novo, se afirmar que alguns cristãos têm uma visão muito pobre da Santa Missa e que ela é para muitos um mero rito exterior, quando não um convencionalismo social. Isto acontece, porque os nossos corações, de si tão mesquinhos, são capazes de viver com rotina a maior doação de Deus aos homens.

Na Santa Missa, nesta Missa que agora celebramos, intervém de um modo especial, repito, a Trindade Santíssima. Para corresponder a tanto amor, é preciso que haja da nossa parte uma entrega total do corpo e da alma, pois vamos ouvir Deus, falar com Ele, vê-Lo, saboreá-Lo. E se as palavras não forem suficientes, poderemos cantar, incitando a nossa língua – Pange, lingua! – a que proclame, na presença de toda a Humanidade, as grandezas do Senhor.

Viver a Santa Missa é manter-se em oração contínua, convencermo-nos de que, para cada um de nós, este é um encontro pessoal com Deus, em que O adoramos, O louvamos, Lhe pedimos, Lhe damos graças, reparamos os nossos pecados, nos purificamos e nos sentimos uma só coisa em Cristo com todos os cristãos. (Cristo que passa, nn. 87-88)

Resumos sobre a Fé Cristã 59



6. A imutabilidade do depósito da Revelação


O ensino dogmático da Igreja – dogma que significa doutrina, ensino – está presente desde os primeiros séculos. Os principais conteúdos da pregação apostólica foram postos por escrito, dando origem às profissões de fé exigidas a todos os que recebiam o baptismo, contribuindo, assim, para definir a identidade da fé cristã. Os dogmas crescem em número com o desenvolvimento histórico da Igreja: não porque mude ou aumente a doutrina, aquilo em que há que acreditar, mas porque há frequentemente necessidade de esclarecer algum erro ou de ajudar a fé do povo de Deus com oportunos aprofundamentos, definindo aspectos de modo claro e preciso. Quando o Magistério da Igreja propõe um novo dogma não está a criar nada novo, mas somente a explicitar quanto já está contido no depósito revelado. «O Magistério da Igreja faz pleno uso da autoridade que recebeu de Cristo quando define dogmas, isto é, quando propõe, dum modo que obriga o povo cristão a uma adesão irrevogável de fé, verdades contidas na Revelação divina ou quando propõe, de modo definitivo, verdades que tenham com elas um nexo necessário» (Catecismo, 88).

O ensino dogmático da Igreja, como por exemplo os artigos do Credo, é imutável, visto que manifesta o conteúdo de uma Revelação recebida de Deus e não feita pelos homens. No entanto, os dogmas admitiram e admitem um desenvolvimento homogéneo, quer porque o conhecimento da fé se vai aprofundando com o tempo, quer porque em culturas e épocas diversas surgem problemas novos, aos quais o Magistério da Igreja deve dar respostas que estejam de acordo com a palavra de Deus, explicitando quanto está implicitamente nela contido 20.

Fidelidade e progresso, verdade e história, não são realidades em conflito em relação à Revelação 21: Jesus Cristo, sendo a Verdade incriada é também o centro e o cumprimento da história; o Espírito Santo, Autor do depósito da Revelação é O garante da sua fidelidade e também Aquele que a faz aprofundar ao longo da história no sentido adequado, conduzindo «à verdade total» (cf. Jo 16,13). «Apesar da Revelação já estar completa, ainda não está plenamente explicitada. E está reservado à fé cristã apreender gradualmente todo o seu alcance, no decorrer dos séculos» (cf. Catecismo, 66).

Os factores de desenvolvimento do dogma são os mesmos que fazem progredir a Tradição viva da Igreja: a pregação dos Bispos, o estudo dos fiéis, a oração e a meditação da palavra de Deus, a experiência das coisas espirituais, o exemplo dos santos. Frequentemente o Magistério recolhe e ensina de modo autorizado coisas que previamente foram estudadas pelos teólogos, acreditadas pelos fiéis, pregadas e vividas pelos santos.

giuseppe tanzella-nitti

Bibliografia básica:
Catecismo da Igreja Católica, 50-133.
Concílio Vaticano II, Const. Dei Verbum, 1-20.
João Paulo II, Enc. Fides et Ratio, 14-IX-1988, 7-15.

© 2013, Gabinete de Informação do Opus Dei na Internet
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Notas:
20 «É conveniente, portanto, que através de todos os tempos e de todas as épocas, cresça e progrida a inteligência, a ciência e a sabedoria de cada uma das pessoas e do conjunto dos homens, quer por parte da Igreja inteira, quer por parte de cada um dos seus membros. Mas este crescimento deve seguir a sua própria natureza, ou seja, deve estar de acordo com as linhas do dogma e deve seguir o dinamismo de uma única e idêntica doutrina», São Vicente de Lerins, Commonitorium, 23.
21 Cf. João Paulo II, Enc. Fides et Ratio, 11-12, 87.

06/03/2013

Evangelho do dia e comentário




Quaresma Semana III






Evangelho: Mt 5, 17-19

17 «Não julgueis que vim abolir a Lei ou os Profetas; não vim para os abolir, mas sim para cumprir. 18 Porque em verdade vos digo: antes passarão o céu e a terra, que passe uma só letra ou um só traço da Lei, sem que tudo seja cumprido. 19 Aquele, pois, que violar um destes mandamentos mesmo dos mais pequenos, e ensinar assim aos homens, será considerado o mais pequeno no Reino dos Céus. Mas o que os guardar e ensinar, esse será considerado grande no Reino dos Céus.

Comentário:

Os avisos são claríssimos: resolver o que está "pendente" enquanto vamos a caminho.
Chegados à presença do Juiz já nada mais se pode fazer.

Justíssimo, julgar-nos-á pelo que fomos e fizemos e não pelo que queríamos ter sido ou ter feito.
Ali, na Corte Suprema já nada valem nem as intenções nem os propósitos mas apenas os actos concretos que praticámos.

Ah! E também o que deveríamos ter feito e não fizemos.

Agora! Sim, agora ainda vamos a tempo!

(ama, comentário sobre Mt 5, 17-37, 2011.02.13)