30/07/2012

Evangelho do dia e comentário









T. Comum – XVII Semana


S. Pedro Crisólogo – Doutor da Igreja


Evangelho: Mt 13, 31-35

31 Propôs-lhes outra parábola, dizendo: «O Reino dos Céus é semelhante a um grão de mostarda que um homem tomou e semeou no seu campo. 32 É a mais pequena de todas as sementes, mas, depois de ter crescido, é maior que todas as hortaliças e chega a tornar-se uma árvore, de modo que as aves do céu vêm aninhar nos seus ramos». 33 Disse-lhes outra parábola: «O Reino dos Céus é semelhante ao fermento que uma mulher toma e mistura em três medidas de farinha até que tudo esteja fermentado». 34 Todas estas coisas disse Jesus ao povo em parábolas; e não lhes falava sem parábolas, 35 a fim de que se cumprisse o que estava anunciado pelo profeta, que diz: “Abrirei em parábolas a Minha boca, publicarei as coisas escondidas desde a criação do mundo”»

Comentário:

Aos que esperavam um reino como os da terra, Jesus explica que, o Seu Reino, tem características divinas.

Não se trata de dominar as gentes, os povos, as nações, trata-se de levar – todos – a reconhecerem que Jesus Cristo é o Senhor, o Rei, o Messias há muito esperado.

E como se fará isso?

Através da comunicação capilar, de pessoa a pessoa, de tu a tu, em confidência, primeiro, em público, depois.

Porque o que nasce pequeno torna-se grande mas, o contrário, converte-se em algo disforme e, talvez, monstruoso.

Por isso o Mestre dá estes exemplos aos Seus discípulos, como se dissesse:

Não tenhais receio por serdes poucos, trabalhando com afinco por amor do Reino de Deus, os frutos hão-de aparecer e tornar-se-ão tão numerosos que todos os homens poderão beneficiar deles.

(ama, comentário sobre Mt 13, 31-35, 2012.06.27)

O meu trabalho como pintora


PENSAMENTOS INSPIRADOS À PROCURA DE DEUS 205


À procura de Deus


Meu Deus,
só na minha pequenez,
encontro a Tua grandeza!

Let me try again

                             Frank Sinatra



S. Josemaria Escrivá - Vídeo


TU, AMAS-ME?


Tu, amas-me?
Perguntas-me Tu, Senhor.
E eu baixo a cabeça,
e cheio de amor
respondo-Te:
Não Te sei responder, Senhor.

Tu, amas-me?
Repetes Tu, Senhor,
a pergunta.
E eu mais uma vez
respondo-Te envergonhado:
Não Te sei responder, Senhor.

Tu, amas-me?
Insistes Tu, Senhor,
os olhos marejados de amor.
E eu olho-Te nos olhos,
fugazmente,
e respondo-Te
humildemente:
Tu é que sabes, Senhor,
se Te amo,
verdadeiramente!

É que eu não sou Pedro,
Senhor,
sou mais pobre,
e bem mais fraco,
cheio de dúvidas,
e incertezas,
na constância do meu amor.

E, Senhor,
se me vais perguntar tantas vezes,
quantas foram as que Te neguei,
temo, meu Senhor e meu Deus,
que não cheguem todos os dias
da vida que Te entreguei.

Ah, Senhor,
Mas uma certeza eu tenho:
que Tu me amas,
com eterno amor.

Ah, Senhor,
Tu conheces-me,
o meu ser todo inteiro,
(como eu não me conheço),
por isso só tu podes saber,
se o meu amor por Ti,
é puro e verdadeiro.

É que eu julgo que Te amo,
com todas as minhas forças,
mas também tenho a certeza,
que este amor que Te tenho,
é muitas vezes…
interesseiro.

Amar-Te com todo o meu ser
viver para Ti e por Ti,
ser-Te em todos os actos,
mostrar-Te no meu viver,
é para mim um desejo,
um sonho, uma vontade,
que eu tento perseguir
hoje e sempre,
e no porvir.

Mas, Senhor,
eu sou tão fraco,
tão pobre e pequenino,
que apenas Te posso amar,
com um amor verdadeiro,
se me deres do Teu amor,
(mais rico que o ouro fino),
confirmando a Tua Palavra,
de que Tu me amaste…
primeiro.

Marinha Grande, 15 de Julho de 2010 

Tratado sobre o homem 28

Questão 79: Das potências intelectivas.

Leitura espiritual para 30 Jul 2012


Não abandones a tua leitura espiritual.
A leitura tem feito muitos santos.
(S. josemariaCaminho 116)


Está aconselhada a leitura espiritual diária de mais ou menos 15 minutos. Além da leitura do novo testamento, (seguiu-se o esquema usado por P. M. Martinez em “NOVO TESTAMENTO” Editorial A. O. - Braga) devem usar-se textos devidamente aprovados. Não deve ser leitura apressada, para “cumprir horário”, mas com vagar, meditando, para que o que lemos seja alimento para a nossa alma.




Para ver, clicar SFF.

Aumenta a minha Fé



Nota de AMA: 


Estas “confidências” têm, obviamente, um autor, que não se revela; foram feitas em tempo indeterminado, por isso não se lhes atribui a data. O estilo discursivo revela, obviamente, que se tratam de meditações escritas ao correr da pena. A sua publicação deve-se a ter considerado que, nelas se encontram muitas situações e ocorrências que fazem parte do quotidiano que, qualquer um, pode viver.

Senhor eu creio em Ti mas aumenta a minha fé.
Porque, como Tu muito bem sabes, a minha fé é bem pouca coisa.
A cada momento vacila e abana porque é débil e fraca.
Eu bem tento pôr o meu coração inteiramente nas Tuas mãos.
«Nada me há-de faltar, nada sucederá superior às minhas forças».
Mas, Senhor, a minha fraqueza é tão grande, a minha cobardia, a minha tibieza, o meu apego ao conforto e às coisas da vida são tão grandes que eu tenho medo e, então, Senhor, o que Te peço não será ajuda para superar as dificuldades – que eu próprio criei – não, o que secretamente eu Te imploro são carros, dinheiro, posição social, etc.
O que hei-de eu fazer, Senhor, senão confessar-me assim e dizer-te com toda a franqueza que não quero nada disto, ou melhor, não quero querer.
Peço-te, Senhor, que me ajudes a querer só aquilo que Tu quiseres, nem mais nem menos.
Assim terei o bastante, para mim e para os outros e, o bastante vindo das Tuas mãos misericordiosas é muitíssimo.
Ajuda-me Senhor, a conseguir vencer-me assim, passo a passo, talvez centímetro ou milímetro a milímetro, mas que eu não pare, não me detenha nesta luta diária por melhorar, por extirpar de mim os defeitos que me tolhem o passo.

29/07/2012

Evangelho do dia e comentário









T. Comum – XVII Semana


Stª Marta


Evangelho: Jo 6, 1-15

1 Depois disto, passou Jesus ao outro lado do mar da Galileia, isto é, de Tiberíades.2 Seguia-O uma grande multidão porque via os milagres que fazia em favor dos doentes. 3 Jesus subiu a um monte e sentou-Se ali com os Seus discípulos. 4 Ora a Páscoa, a festa dos judeus, estava próxima. 5 Jesus, então, tendo levantado os olhos e visto que vinha ter com Ele uma grande multidão, disse a Filipe: «Onde compraremos pão para dar de comer a esta gente?». 6 Dizia isto para o experimentar, porque sabia o que havia de fazer. 7 Filipe respondeu-Lhe: «Duzentos denários de pão não bastam para que cada um receba um pequeno bocado». 8 Um de Seus discípulos, André, irmão de Simão Pedro, disse-Lhe: 9 «Está aqui um rapaz que tem cinco pães de cevada e dois peixes, mas que é isso para tanta gente?». 10 Jesus, porém, disse: «Mandai sentar essa gente». Havia naquele lugar muita relva. Sentaram-se, pois; os homens em número de cerca de cinco mil. 11 Tomou, então, Jesus os pães e, tendo dado graças, distribuiu-os entre os que estavam sentados; e igualmente distribuiu os peixes, tanto quanto quiseram. 12 Estando saciados, disse aos Seus discípulos: «Recolhei os pedaços que sobraram para que nada se perca». 13 Eles os recolheram, e encheram doze cestos de pedaços dos cinco pães de cevada, que sobraram aos que tinham comido. 14 Vendo então aqueles homens o milagre que Jesus fizera, diziam: «Este é verdadeiramente o profeta que deve vir ao mundo». 15 Jesus, sabendo que O viriam arrebatar para O fazerem rei, retirou-Se de novo, Ele só, para o monte.

Meditação:

Não quero que me façam rei, que me louvem ou admirem.
O que possa fazer de bem feito ou digno de nota não é mais que, como posso e sei, pôr em obra os talentos que o Senhor, magnanimamente me entregou.

Tão pouco e tão mal os faço render!
Que motivos poderia eu ter para me vangloriar?

Faz-me, Senhor humilde de facto e, em vez de me envaidecer, tenha a exacta noção do meu nada.

(ama, meditação sobre Jo 6, 1-15, 2009.04.24)

Coro dos escravos

Giussepe Verdi


Amar os nossos inimigos

© Gabinete de Informação 
do Opus Dei na Internet
Textos de S. Josemaria Escrivá

Não somos bons irmãos dos homens nossos irmãos, se não estivermos dispostos a manter uma conduta recta, ainda que os que nos rodeiam interpretem mal a nossa actuação e reajam de uma maneira desagradável. (Forja, 460).

Nós, os filhos de Deus, forjamo-nos na prática desse mandamento novo, aprendemos na Igreja a servir e a não ser servidos e encontramo-nos com forças para amar a humanidade de um modo novo, que todos reconhecerão como fruto da graça de Cristo. O nosso amor não se confunde com uma atitude sentimental, nem com a simples camaradagem, nem com o afã pouco claro de ajudar os outros para demonstrarmos a nós mesmos que somos superiores. O nosso amor exprime-se em conviver com o próximo, em venerar – insisto – a imagem de Deus que há em cada homem, procurando que também ele a contemple, para que saiba dirigir-se a Cristo.

A universalidade da caridade significa, por isso, universalidade do apostolado: tradução pela nossa parte, em obras e em verdade, do grande empenho de Deus, que quer que todos os homens se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade.

Se temos de amar também os inimigos – refiro-me aos que nos colocam entre os seus inimigos; eu não me sinto inimigo de ninguém nem de nada – com maior razão teremos de amar os que apenas estão afastados, os que nos são menos simpáticos, os que pela sua língua, pela sua cultura ou pela sua educação parecem o oposto de ti ou de mim. (Amigos de Deus, 230).