27/10/2011

Evangelho do dia e comentário

São Gonçalo de Lagos [i]












T. Comum– XXX Semana




Evangelho: Lc 13, 31-35

31 No mesmo dia alguns dos fariseus foram dizer-Lhe: «Sai e vai-Te daqui porque Herodes quer matar-Te». 32 Ele respondeu-lhes: «Ide dizer a essa raposa: Eis que Eu expulso os demónios e faço curas hoje e amanhã, e ao terceiro dia atinjo o Meu termo.33 Importa, contudo, que Eu caminhe ainda hoje, amanhã e no dia seguinte; porque não convém que um profeta morra fora de Jerusalém. 34 «Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas e apedrejas os que te são enviados, quantas vezes quis juntar os teus filhos como a galinha recolhe os seus pintainhos debaixo das asas, e tu não quiseste! 35 Eis que a vossa casa vos será deixada deserta. Digo-vos que não Me vereis, até que venha o dia em que digais: “Bendito O que vem em nome do Senhor”».

Comentário:

Jesus comove-se com a Cidade Santa porque sabe o que lhe acontecerá no futuro: completamente arrasada!
Tivessem os seus habitantes, os chefes do povo que nela viviam, acreditado que Ele era o Messias esperado e as coisas poderiam ter sido muito diferentes.
Pelo menos não haveria o desespero de tantos porque, os filhos de Deus nunca desesperam já que têm, sempre, o refúgio conveniente e acessível para se resguardarem das vicissitudes.

(ama, comentário sobre Lc 13, 31-35, 2011.10.10)


[i] Nasceu em Lagos (Portugal), no ano 1360; partiu para Lisboa, ainda jovem, com o intuito de ingressar num instituto religioso e tomou o hábito na Ordem dos Eremitas de S. Agostinho. Renunciou, por humildade, a doutorar-se em Teologia. Foi prior em vários conventos da sua Ordem. Morreu em Torres Vedras no dia 15 de Outubro de 1422.

26/10/2011

Orar é o caminho para atalhar todos os males


Textos de São Josemaria Escrivá

Orar é o caminho para atalhar todos os males que padecemos.
(Forja, 76)


A oração – recorda-o – não consiste em fazer discursos bonitos, frases grandiloquentes ou que consolem...

Oração é, às vezes, um olhar a uma imagem de Nosso Senhor ou de sua Mãe; outras, um pedido com palavras; outras, o oferecimento das boas obras, dos resultados da fidelidade...
Como o soldado que está de guarda, assim temos de estar nós à porta de Deus Nosso Senhor: e isso é oração. Ou como se deita o cãozinho aos pés do seu dono.
Não te importes de lho dizer: Senhor, aqui me tens como um cão fiel; ou melhor, como um burrinho que não dá coices a quem lhe quer bem. (Forja, 73)

A tua oração não pode ficar em meras palavras: há-de ter realidades e consequências práticas. (Forja, 75)

A heroicidade, a santidade, a audácia requerem uma constante preparação espiritual. Darás sempre, aos outros, só aquilo que tiveres; e, para dares Deus, hás-de ter intimidade com Ele, viver a sua Vida, servi-Lo. (Forja, 78)

© Gabinete de Informação do Opus Dei na Internet

Música e repouso

Mozart – Piano Trio in E – flat Major, K 498, Kegelstatt


selecção ALS

Humildade e coração

Reflectindo

Enquanto nos submetemos humildemente à voz alheia superamo-nos no coração.


(S. gregório magno, Moralia, 35, 14)

Pensamentos inspirados à procura de Deus

À procura de Deus


Se temes a vida,

é porque não amas a Deus.









jma

Princípios filosóficos do Cristianismo

Filósofo
Rembrandt

Princípio da substância (II):


Heidegger

A verdade é que Heidegger não explica nem como nem porquê acontece o ser. Por outro lado, pergunta-se Alfaro, se é pensável um mero acontecer no que não acontece senão o mero acontecer. O ser de Heidegger ausenta-se e descobre-se, mas isto é liberdade ou é destino? É pessoal o impessoal? Finito o infinito? É transcendência plena e fundadora dos entes ou meramente pensada? Estas são as perguntas de Alfaro. O ser de Heidegger é absolutamente indeterminado, esse é o problema, e haverá que perguntar-se se, tal indeterminação, não é um mero correlato da consciência humana. Noutros termos, haverá que perguntar-se se com Heidegger seguimos todavia na fenomenologia sem chegar ao em si.

josé antonio sayés, [i] trad ama,


[i] Sacerdote, doutor em teologia pela Universidade Gregoriana e professor de Teologia fundamental na Faculdade de Teologia do Norte de Espanha.
Escreveu mais de quarenta obras de teologia e filosofia e é um dos Teólogos vivos mais importantes da Igreja Católica. Destacou-se pelas suas prolíferas conferências, a publicação de livros quase anualmente e pelos seus artigos incisivos em defesa da fé verdadeira.

Evangelho do dia e comentário













T. Comum– XXX Semana




Evangelho: Lc 13, 22-30

22 Ia pelas cidades e aldeias ensinando, e caminhando para Jerusalém. 23 Alguém Lhe perguntou: «Senhor, são poucos os que se salvam?». Ele respondeu-lhes: 24 «Esforçai-vos por entrar pela porta estreita, porque vos digo que muitos procurarão entrar e não conseguirão. 25 Quando o pai de família tiver entrado e fechado a porta, vós, estando fora, começareis a bater à porta, dizendo: Senhor, abre-nos. Ele vos responderá: Não sei donde sois. 26 Então começareis a dizer: Comemos e bebemos em tua presença, tu ensinaste nas nossas praças. 27 Ele vos dirá: Não sei donde sois; “afastai-vos de mim vós todos os que praticais a iniquidade”. 28 Ali haverá choro e ranger de dentes, quando virdes Abraão, Isaac, Jacob, e todos os profetas no reino de Deus, e vós serdes expulsos para fora. 29 Virão muitos do Oriente e do Ocidente, do Norte e do Sul, e se sentarão à mesa do reino de Deus. 30 Então haverá últimos que serão os primeiros, e primeiros que serão os últimos».

Comentário:

Com tantas dificuldades parece pouco atractivo o Reino de Deus! 

De facto, conhecemos alguma coisa boa que não custe esforço por conseguir?

E quanto melhor e mais importante não é necessário um maior empenho e, até, sacrifício?

Haverá algo mais excelente e de maior importância que o Reino de Deus, a vida eterna?

(ama, comentário sobre Lc 13, 23-30, 2010.10.27.15)

25/10/2011

Hoje falei com a viúva de um santo!

Dei por ela durante a Santa Missa. Estava uns lugares à minha frente e apresentava aquele ar “familiar” de alguém que se conhece mas não se consegue situar nem no tempo nem no lugar.

Um ar distintíssimo de uma senhora com alguma idade, um não sei quê de imponente e, ao mesmo tempo, doce e afável.

Foi à saída que me chamou:

- Vous êtes António, n’est ce pas?

Imediatamente a reconheci:

- Bien sur je suis António et vous êtes la sœur de ma belle sœur   Danny? [i]

A caminho da rua fomos conversando. Uma Senhora autêntica, com um porte e uma pronuncia francesa de “antigamente”, ou seja culta, correctíssima, distinta.

Um dos filhos é sacerdote Jesuíta e, o seu marido falecido há poucos anos, deixou escritos extraordinários que, um dia, publicarei em NUNC COEPI.

Gonzague Hériard du Breuil foi um santo na terra – a sua muito amada França – e é um santo no Céu!

Despedi-mo-nos e eu disse-lhe:

-          _ Je vous en remercie beaucoup de m’avoir appelé!

Respondeu-me com um  largo sorriso:

-          - C’est pas mon habitude, je vous le dis !




[i] Danny é viúva do meu irmão mais velho Manuel José, outro santo no Céu.

Música e entretenimento

Tennessee Ernie Ford Sings 16 Tons


selecção ALS

Bom Samaritano

Reflectindo
Bom Samaritano é todo o homem que se detém junto ao sofrimento de outro homem, de qualquer género que ele seja. Esta paragem não significa curiosidade, mas antes disponibilidade. É uma determinada disposição interior do coração, que tem também a sua expressão emotiva. Bom samaritano é todo o homem sensível ao sofrimento alheio, o homem que se comove ante a desgraça do próximo.
Se Cristo conhecedor do interior do homem, sublinha esta comoção, quer dizer que é importante para toda a nossa atitude face ao sofrimento alheio. Portanto, é necessário cultivar em si mesmo esta sensibilidade do coração para com o que sofre. Por vezes esta compaixão é a única e a principal manifestação do nosso amor e da nossa solidariedade para o homem que sofre.

(joão paulo II, Carta Apostólica Salvifice Doloris 28.02. 1984, nr. 28)

Princípios filosóficos do Cristianismo

Filósofo
Rembrandt

Princípio da substância (II):

Heidegger
Mas, qual é esse ser de Heidegger? O ser, enquanto tal, não depende do homem nem é um produto ou projecto do homem. Diz Alfaro interpretando Heidegger: «melhor, é o homem que existe como projecto do ser, como fundamentalmente aberto ao ser e interpelado por ele a guardar a verdade do ser. Este é o sentido da frase de Heidegger "o homem é o pastor do ser».
No seu intento por «mostrar» a noção de ser, Heidegger parte da diferença ontológica entre o ser e os entes. O ser não é nem um ente, nem um constitutivo dos entes, nem a totalidade dos entes; não é nem Deus nem um fundamento último do mundo. Os entes provêem do ser, não mediante uma causalidade eficiente, mas enquanto são tais, graças à iluminação (Lichtung) do ser; quer dizer, o ser é a luz que tira os entes do seu anonimato e se torna assim presente a eles como seu fundamento transcendente. Esta relação do ser com os entes pertence internamente ao mesmo ser.
O ser esconde-se e descobre-se nos entes; é algo que acontece por pura iniciativa enquanto se descobre e encobre. O ser não pode ser pensado senão como mero acontecer. O homem não pode provocar por si mesmo a vinda do ser enquanto tal, mas unicamente aguardar a sua vinda e estar atento à sua voz. A interpretação do ser está ainda por fazer-se e é um enigma.

josé antonio sayés, [i] trad ama,


[i] Sacerdote, doutor em teologia pela Universidade Gregoriana e professor de Teologia fundamental na Faculdade de Teologia do Norte de Espanha.
Escreveu mais de quarenta obras de teologia e filosofia e é um dos Teólogos vivos mais importantes da Igreja Católica. Destacou-se pelas suas prolíferas conferências, a publicação de livros quase anualmente e pelos seus artigos incisivos em defesa da fé verdadeira.