04/04/2011

TEXTOS DE SÃO JOSEMARIA ESCRIVÁ

"Faz o que deves e está no que fazes"


Fazei tudo por Amor. – Assim não há coisas pequenas: tudo é grande. – A perseverança nas pequenas coisas, por Amor, é heroísmo. (Caminho, 813)

Queres deveras ser santo? – Cumpre o pequeno dever de cada momento faz o que deves e está no que fazes. (Caminho, 815)

A santidade "grande" consiste em cumprir os "pequenos deveres" de cada instante.
(Caminho, 817)

Dizes-me: quando se apresentar a ocasião de fazer algo de grande... então sim! – Então! Pretendes fazer-me crer, e crer tu seriamente, que poderás vencer na Olimpíada sobrenatural, sem a preparação diária, sem treino?
(Caminho, 822)

Viste como ergueram aquele edifício de grandeza imponente? – Um tijolo, e outro. Milhares. Mas um a um. – E sacos de cimento, um a um. E blocos de pedra, que pouco representam na mole do conjunto. – E pedaços de ferro. – E operários que trabalham, dia a dia, as mesmas horas... Viste como levantaram aquele edifício de grandeza imponente?... À força de pequenas coisas!
(Caminho, 823)

Não tens reparado em que "ninharias" está o amor humano? – Pois também em "ninharias" está o Amor divino.
(Caminho, 824)

© Gabinete de Informação do Opus Dei na Internet

HOMENAGEM A SHABHAZ BATTI

Observando

 Shabhaz Batti, 42 anos, ministro para as Minorias Religiosas do Paquistão, foi morto em plena luz do dia, no seu próprio país, pela Al-Qaeda.

Era o único católico do Governo e, em defesa das minorias, tentou derrogar a lei da blasfémia que condena à morte quem se opõe ao Islão e ao profeta Maomé.

Por causa disso, foi ameaçado de morte e depois morto pelos talibã. No seu testamento espiritual, deixou escrito o seguinte: “Quero que a minha vida diga que eu sigo Cristo. Esse desejo é tão forte em mim que consideraria um privilégio se Jesus quisesse aceitar o sacrifício da minha vida”.

Numa outra entrevista, pouco antes de morrer, afirmou: “Creio em Jesus Cristo que deu a sua vida por nós. Sei qual é o significado da cruz e sigo a cruz. (…) Estas ameaças não podem mudar os meus princípios. Prefiro morrer do que ceder a ameaças”.

A entrevista está disponível no You Tube. Um mês depois da sua morte, aqui fica a homenagem a este ministro.

aura miguel

INFORMAÇÕES MUITO BREVES   [De vez em quando] 02.04.2011

Temas para a Quaresma 27


Tempo de Quaresma

Continuação

Determinações relativas ao jejum e à abstinência

4. O jejum e a abstinência são obrigatórios em Quarta-Feira de Cinzas e em Sexta-Feira Santa.


Cont./

snl, 2011.04.04

Pureza e sexualidade cont. 6

Há uma hierarquia em cada nível da hierarquia do ser. Certas substâncias são mais estáveis que outras; certas plantas são mais bonitas que outras, e quem duvidará que um cavalo é superior a uma minhoca. O mais baixo em cada hierarquia está perto da perfeição do mais alto no nível inferior. O propósito do homem é existir de forma completa, e consegue-o conhecendo e amando as coisas mais elevadas por si próprias – ou o mais elevado ser. Quanto mais baixo estiver, mais se aproxima do nível das feras, e quase tudo o que conhece, é para seu próprio bem. O criminoso, de certa forma como uma fera, vive de destruir outros para salvaguarda da sua própria preservação. E embora alguns não sejam criminosos desejando destruir outros, devem ser melhor comparados com parasitas que vivem dos seus hospedeiros sem os beneficiar ou matar.
No patamar mais elevado deste nível está o santo que deseja dar a sua vida para que outros possam viver e para que Deus possa ser louvado.

Cont./

(P. DOUGLAS MCMANAMAN, Knowledge and Purity, trad ama)


Como se exercita manifestar a virtude da castidade no matrimónio?

Conta, peso e medida


Aplicar a virtude da pureza ou castidade no matrimónio inclui: 

o uso correcto do sexo com o próprio cônjuge (filhos); 


e a rejeição de outros prazeres sexuais.












(ideasrapidas, trad ama)

2011.04.04

Oração e música - Gospel

Jesus is love

Criação, Fé e Ciência 4

Observando
continuação

Tudo isso tem que ver com o preceito divino. Marx transforma-o de modo fundamental: o homem deve produzir a verdadeira criação, que logo lhe será útil. Ernst Bloch completa o quadro afirmando que a verdade não é o que nós percebemos. Verdade será unicamente a transformação. A natureza já não será para ser cultivada, não é o que é, senão o que se concebe em si mesmo como transformação. Ratzinger observa aqui a grande opressão do nosso tempo. Tudo começou com a concepção do cosmos como fruto do azar e da necessidade.
Há diversas hipóteses sobre a origem do universo, contando sempre com o evolucionismo, enunciado sugestivo, até como expressão do poder divino, mas com muitos aspectos por explicar: a matéria inicial, a admirável harmonia cósmica que contemplamos e o particular caso do homem. De qualquer modo, não se trata de Criação ou Evolução, senão de ambas as coisas, porque respondem a perguntas diferentes. A fé relata a origem mais íntima do homem, o projecto que há por detrás dele. A evolução trata de descrever períodos biológicos. O empirismo ou o cálculo matemático, a física têm muito que dizer. E um cristão - como Collins o Ken Miller - ama a ciência, sabendo que não demonstrará a existência nem a inexistência de Deus.
Mas muros não trespassáveis pela ciência, podem tornar necessária a honradez de se colocar outros problemas meta-científicos, em cuja porta nos situa o mesmo conhecimento. Com humor, expressa Giberson, que se nos limitássemos às conclusões da ciência, nunca poderíamos assegurar que a nossa esposa nos ama.

Cont/

alfonso alguiló 2011.03.28, in conoZe.com, trad ama

Evangelho do dia e comentário

Quaresma - IV Semana


Evangelho: Jo 4, 43-54

43 Passados dois dias, partiu Jesus dali para a Galileia. 44 Porque o mesmo Jesus tinha afirmado que um profeta não é respeitado na sua própria pátria. 45 Tendo chegado à Galileia receberam-n'O bem os galileus porque tinham visto todas as coisas que fizera em Jerusalém durante a festa; pois também eles tinham ido à festa. 46 Foi, pois, novamente a Caná da Galileia, onde tinha convertido a água em vinho. Havia em Cafarnaum um funcionário real, cujo filho estava doente. 47 Este, tendo ouvido dizer que Jesus chegara da Judeia à Galileia, foi ter com Ele e pediu-Lhe que fosse a sua casa curar o filho que estava a morrer. 48 Jesus disse-lhe: «Vós, se não virdes milagres e prodígios não acreditais». 49 O funcionário real disse-Lhe: «Senhor, vem antes que o meu filho morra». 50 Jesus disse-lhe: «Vai, o teu filho vive». Deu o homem crédito ao que Jesus lhe disse e partiu. 51 Quando já ia para casa, vieram os criados ao seu encontro dizendo que o filho vivia. 52 Perguntou-lhes a hora em que o doente se sentira melhor. Disseram-lhe: «Ontem, à hora sétima, a febre deixou-o». 53 Reconheceu então o pai ser aquela mesma a hora em que Jesus lhe dissera: «Teu filho vive». Acreditou ele, assim como toda a sua família. 54 Foi este o segundo milagre que Jesus fez depois de ter vindo da Judeia para a Galileia.

Meditação:
Porque o funcionário real deu crédito ao que Jesus lhe disse?
A resposta parece estar no versículo 53. De facto se constatando a cura do filho «Acreditou ele, assim como toda a sua família» é porque não era crente e, se não era, porque foi ter com Jesus?
Quando se quer realmente algo importante – como a cura de um filho que jaz em agonia – há que pôr os meios adequados que, neste caso, foram ir em busca do Médico Divino.
Se este lhe diz que o filho está curado, não tem nenhum motivo para fazer qualquer pergunta ou levantar alguma dúvida.
Não fazendo caso da sua dignidade e importância social, este homem foi o que fez e, o prémio, foi que obteve o que pretendia.
 (ama, meditação sobre Jo 4, 43-54, 2011.03.01)

03/04/2011

Sobre a família 11

continuação

Certamente, como S. Josemaria dizia, a família é o primeiro e o mais fecundo negócio  dos pais, se é levado com critério. Implica um empenho constante por crescer na virtude e um esforço ininterrupto para não baixar a guarda. A dificuldade está em como o conseguir: Como dar um testemunho válido do sentido da vida? Como manter em cada momento uma conduta coerente? Em última instância, como educar para a amizade ou, dito de outro modo, para o amor, para a felicidade?
Já se referiu que o amor que os cônjuges manifestam entre si e sabem dar aos filhos responde em parte a estas perguntas. Além disso, há dois aspectos da educação especialmente significativos com vista ao crescimento da pessoa e à sua capacidade de socialização e, portanto, referidos directamente à sua felicidade. Motivos heterogéneos, mas cada um deles relevante à sua maneira. [i]



Cont/



[i] J.M. Barrio e J.M. Martín
© 2011, Gabinete de Informação do Opus Dei na Internet

Diálogos apostólicos

Diálogos



Repara!

Não estar seguro do que se faz ou deseja é uma coisa própria de tontos ou, pelo menos, de alguém com pouco critério.

Digo isto, porque te conheço e sei que não és pessoa para fazer ou desejar seja o que for sem primeiro teres pensado se isso è conveniente para ti e se está ao teu alcance.

AMA, 2011.04.03

TEXTOS DE S. JOSEMARIA ESCRIVÁ

 
"Que a tua vida não seja uma vida estéril"
Que a tua vida não seja uma vida estéril. – Sê útil. – Deixa rasto. – Ilumina, com o resplendor da tua fé e do teu amor. Apaga, com a tua vida de apóstolo, o rasto viscoso e sujo que deixaram os semeadores impuros do ódio. – E incendeia todos os caminhos da Terra com o fogo de Cristo que levas no coração. (Caminho, 1)
Se cedesses à tentação de perguntar a ti mesmo: quem me manda a mim meter-me nisto?, teria de responder-te: manda-to, pede-to o próprio Cristo. A messe é grande e os operários são poucos. Rogai, pois, ao Senhor da messe que mande operários para a sua messe. Não digas, comodamente: eu para isto não sirvo; para isto já há outros; não estou feito para isto... Não. Para isto não há outros. Se tu pudesses falar assim, todos podiam dizer a mesma coisa. O pedido de Cristo dirige-se a todos e cada um dos cristãos. Ninguém está dispensado: nem por razões de idade, nem de saúde, nem de ocupação. Não há desculpas de nenhum género. Ou produzimos frutos de apostolado ou a nossa fé será estéril.
Além disso, quem disse que para falar de Cristo, para difundir a sua doutrina, era preciso fazer coisas especiais, fora do comum? Faz a tua vida normal; trabalha onde estás a trabalhar, procurando cumprir os deveres do teu estado, acabar bem o que é próprio da tua profissão ou do teu ofício, superando-te, melhorando-te dia-a-dia. Sê leal, compreensivo com os outros e exigente contigo mesmo. Sê mortificado e alegre. Será esse o teu apostolado. E, sem saberes porquê, tendo perfeita consciência das tuas misérias, os que te rodeiam virão ter contigo e, numa conversa natural, simples – à saída do trabalho, numa reunião familiar, no autocarro, ao dar um passeio, em qualquer parte – falareis de inquietações que em todas as almas existem, embora às vezes alguns não queiram dar por isso. Mas cada vez as perceberão melhor, desde que comecem a procurar Deus a sério. (Amigos de Deus, 272–273)
http://www.opusdei.pt/art.php?p=13976 
© Gabinete de Informação do Opus Dei na Internet

Temas para a Quaresma 26


Tempo de Quaresma

Continuação

Jejum e abstinência (cont.)

Contudo, devido à evolução das condições sociais e do género de alimentação, aquela concretização pode não bastar para praticar a abstinência como acto penitencial. Lembrem-se os fiéis de que o essencial do espírito de abstinência é o que dizemos acima, ou seja, a escolha de uma alimentação simples e pobre e a renúncia ao luxo e ao esbanjamento. Só assim a abstinência será privação e se revestirá de carácter penitencial.


Cont./

snl, 2011.04.03

ORAÇÃO E MÚSICA

Verdi: Requiem, Dies irae - Claudio Vandelli - Russia Sate Symphony Orqhestra



Pureza e sexualidade cont. 5

O nível mais elevado dentro do universo físico é naturalmente o humano, que é caracterizado por um tipo de conhecimento diferente, um conhecimento intelectual sabendo e querendo.
O entendimento intelectual não é limitado a um conhecimento de singularidades materiais, mas abre-se a um mundo de universalidades (conceitos). A pessoa humana é capaz de conhecer a natureza das coisas, o que são em si mesmas. Também apreendemos a verdadeira existência das coisas cuja natureza conhecemos, e somos capazes de raciocinar na base do que sabemos das coisas e os seus primeiros princípios os quais não conhecemos directamente, mas indirectamente e por meio da analogia.

Cont./

(P. DOUGLAS MCMANAMAN, Knowledge and Purity, trad ama)

Como se exercita a castidade no noivado?

Conta, peso e medida


A castidade no noivado rejeita qualquer prazer sexual individual ou partilhado. 


Ajuda a aplicar com limpeza o carinho aprendendo a amar sem egoísmos.














(ideasrapidas, trad ama)

2011.04.03

Criação, Fé e Ciência 3

Observando
continuação

Monod - continuo tomando ideias explicadas por Ratzinger - sustentam, todavia,  que todo o concerto da natureza é um produto de erros e dissonâncias. O próprio Monod cita o que Mauriac escreveu sobre as suas teorias: "o que este professor nos quer demonstrar é ainda mais incrível que o que se exige ao cristão acreditar”. Fonte de discordâncias entre Criação e Ciência o que constituiu a conhecida frase do Génesis, dirigida por Deus ao homem: "submetei a terra". Entendeu-se mal em âmbitos de crentes e entre alguns cientistas ou pensadores que fizeram dela uma arma para arrojar contra o cristianismo, considerando-o culpado da miséria do planeta.
Uma e outra vez volta Ratzinger sobre um duplo assunto a ter em conta na compreensão da Bíblia: é uma revelação progressiva - cada passagem não é "a se" -, em que há que estudar um itinerário e, logo, observar tudo desde Cristo, explicação última do manifestado gradualmente por Deus.  Neste assunto, por exemplo, o capítulo seguinte do Génesis, descreve com duas palavras o mandato: trabalhar e cuidar. A razão do activismo e do afã de domínio que hoje nos possui procede duma mentalidade iniciada no Renascimento, que se concretiza mais recentemente no postulado de Marx: o homem já não deve interrogar-se a propósito da sua origem ou procedência, pois trata-se duma pergunta carente de sentido.

Cont/

alfonso alguiló 2011.03.28, in conoZe.com, trad ama

Tema para breve reflexão - Magnanimidade 2

Tema para breve reflexão


O magnânimo coloca-se ideais altos e não se aninha ante os obstáculos, nem as críticas, nem os desprezos, quando há que os suportar por uma causa elevada. De nenhuma forma se deixa intimidar pelos respeitos humanos nem por um ambiente adverso e tem em muito pouca conta as murmurações. Importa-lhe muito mais a verdade que as opiniões, com frequência falsas e parciais.

(R. Garrigou-Lagrange, Las tres edades de la vida interior, vol. I, p. 316. trad ama)

2011.04.03

Evangelho do dia e comentário

Quaresma - IV Semana

Evangelho: Jo 9, 1-41

1 Passando Jesus, viu um homem cego de nascença. 2 Os Seus discípulos perguntaram-Lhe: «Mestre, quem pecou, este ou os seus pais, para que nascesse cego?». 3 Jesus respondeu: «Nem ele nem seus pais pecaram; mas foi para se manifestarem nele as obras de Deus. 4 Importa que Eu faça as obras d'Aquele que Me enviou enquanto é dia; vem a noite, quando ninguém pode trabalhar. 5 Enquanto estou no mundo, sou a luz do mundo». 6 Dito isto, cuspiu no chão, fez lodo com a saliva, e ungiu com o lodo os olhos do cego. 7 Depois disse-lhe: «Vai, lava-te na piscina de Siloé!», que quer dizer “Enviado”. Foi, lavou-se e voltou com vista. 8 Então os seus vizinhos e os que o tinham visto antes a mendigar diziam: «Não é este aquele que estava sentado e pedia esmola?». Uns diziam: «É este!». 9 Outros, porém: «Não é, mas é outro, que se parece com ele!». Porém ele dizia: «Sou eu mesmo!». 10 Perguntaram-lhe: «Como se abriram os teus olhos?». 11 Ele respondeu: «Aquele homem, que se chama Jesus, fez lodo, ungiu os meus olhos e disse-me: Vai à piscina de Siloé e lava-te. Fui, lavei-me e vejo». 12 Perguntaram-lhe: «Onde está Ele?». Respondeu: «Não sei». 13 Levaram aos fariseus o que tinha sido cego. 14 Ora era dia de sábado quando Jesus fez o lodo e lhe abriu os olhos. 15 Perguntaram-lhe, pois, também os fariseus de que modo tinha adquirido a vista. Respondeu-lhes: «Pôs-me lodo sobre os olhos, lavei-me e vejo». 16 Então, alguns fariseus diziam: «Este homem, que não guarda o sábado, não é de Deus». Porém, outros diziam: «Como pode um homem pecador fazer tais prodígios?». E havia desacordo entre eles. 17 Disseram, por isso, novamente ao cego: «Tu que dizes d'Aquele que te abriu os olhos?». Ele respondeu: «Que é um profeta!». 18 Mas os judeus não acreditaram que ele tivesse sido cego e recuperado a vista, enquanto não chamaram os pais. 19 Interrogaram-nos: «É este o vosso filho, que dizeis que nasceu cego? Como vê, pois, agora?». 20 Seus pais responderam: «Sabemos que este é nosso filho e que nasceu cego; 21 mas não sabemos como ele agora vê e também não sabemos quem lhe abriu os olhos; perguntai-o a ele mesmo. Tem idade; ele próprio fale de si!». 22 Seus pais falaram assim porque tinham medo dos judeus; porque estes tinham combinado que, se alguém confessasse que Jesus era o Messias, fosse expulso da sinagoga. 23 Por isso é que os pais disseram: «Ele tem idade, interrogai-o a ele!». 24 Tornaram, pois, a chamar o homem que tinha sido cego e disseram-lhe: «Dá glória a Deus! Nós sabemos que esse homem é um pecador». 25 Então disse-lhes ele: «Se é pecador, não sei; o que sei é que eu era cego, e agora vejo». 26 Disseram-lhe pois: «Que é que Ele te fez? Como te abriu os olhos?». 27 Respondeu-lhes: «Eu já vo-lo disse e vós não me destes atenção; porque o quereis ouvir novamente? Quereis, porventura, fazer-vos também Seus discípulos?». 28 Então, injuriaram-no e disseram: «Discípulo d'Ele sejas tu; nós somos discípulos de Moisés. 29 Sabemos que Deus falou a Moisés; mas Este não sabemos donde é». 30 O homem respondeu-lhes: «É de admirar que vós não saibais donde Ele é, e que me tenha aberto os olhos. 31 Nós sabemos que Deus não ouve os pecadores; mas quem honra a Deus e faz a Sua vontade, esse é ouvido por Deus. 32 Desde que existe o mundo, nunca se ouviu dizer que alguém abrisse os olhos a um cego de nascença. 33 Se Este não fosse de Deus, não podia fazer nada». 34 Responderam-lhe: «Tu nasceste coberto de pecados e queres ensinar-nos?». E lançaram-no fora. 35 Jesus ouviu dizer que o tinham lançado fora e, tendo-o encontrado, disse-lhe: «Tu crês no Filho de Deus?». 36 Ele respondeu: «Quem é, Senhor, para eu acreditar n'Ele?». 37 Jesus disse-lhe: «Estás a vê-l'O; é Aquele mesmo que fala contigo». 38 Então ele disse: «Creio, Senhor!». E O adorou. 39 Jesus disse: «Eu vim a este mundo para exercer um justo juízo, a fim de que os que não vêem vejam, e os que vêem se tornem cegos». 40 Ouviram isto alguns dos fariseus que estavam com Ele, e disseram-Lhe: «Porventura também nós somos cegos?». 41 Jesus disse-lhes: «Se vós fosseis cegos, não teríeis culpa; mas, pelo contrário, vós dizeis: Nós vemos! E permanece o vosso pecado».

Comentário:

Ao tomar conhecimento que Jesus é o Filho de Deus, o que tinha sido curado da sua cegueira do corpo fica também curado da escuridão da sua alma e vê, claramente, o que tem a fazer: Adorar a Deus!
Acreditar e adorar…eis as duas chaves que abrem a porta das relações do homem com Deus.

Porque, se se acredita em Deus mas não se O adora, fica faltando algo fundamental que é o preito devido Àquele em Quem se acredita.

(ama, comentário sobre Mt4, 1-11, 2011.02.02)