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11/08/2019

Temas para reflectir e meditar


Maturidade

Quando a alma, movida pelo Espírito Santo, encaminha toda a sua existência segundo as exigências do amor, o que Deus possa pedir-lhe já não se considera um conjunto de renúncias, pesos, sacrifícios, mas de oportunidades para encontrar Deus e unir-se mais a Ele.
A maturidade do sentido cristão alcança-se precisamente através da vitória do amor, que rejeita o medo, o egoísmo ou, pelo menos, a desconfiança.


(javier echevarríaItinerarios de vida Cristiana, Planeta, pg. 44, trad ama)




31/12/2014

Temas para meditar - 320


Maturidade




O cristão tem de ter muitas iniciativas - pedir ajuda ao Senhor ao começar um trabalho, lutar para manter a presença de Deus, examinar com frequência a rectidão de intenção... - para conseguir viver essa unidade que leva à maturidade humana e sobrenatural.


(francisco fernández carvajal & pedro betteta lópez, Filhos de Deus, DIEL, nr.125)

07/04/2011

Criação, Fé e Ciência 7

Observando
continuação

Saber encaixar os golpes da vida não significa ser insensível. Tem a ver mais com aprender a não pedir à vida mais do que pode dar, ainda que sem cair num conformismo medíocre e cinzento; com aprender a respeitar e estimar o que a outros os diferencia de nós, mas mantendo umas convicções e uns princípios claros; ser pacientes e saber ceder, mas sem abandonar direitos nem abdicar da própria personalidade.
Temos de aprender a ter paciência. A viver sabendo que todo o grande é fruto de um esforço continuado, que sempre custa e necessita de tempo. A ter paciência com nós mesmos, que é decisivo para a própria maturidade, e a ter paciência com todos (sobretudo com os que temos mais próximo).
E poderia falar-se, por último, doutro tipo de paciência, não pouco importante:  a paciência com a grosseria da realidade que nos rodeia. Porque se queremos melhorar o nosso ambiente precisamos de nos armar de paciência, preparar-nos para suportar contratempos sem cair na amargura. Pela paciência o homem torna-se dono de si mesmo, aprende a robustecer-se no meio das adversidades. A paciência outorga paz e serenidade interiores. Torna o homem capaz de ver a realidade com visão de futuro, sem ficar imediatamente enredado. Fá-lo olhar com sobre elevação os acontecimentos, que tomam assim uma nova perspectiva. São valores que quiçá cobrem força no nosso horizonte pessoal à medida que a vida avança: cada vez valorizamos mais a paciência, esse saber encaixar os golpes da vida, manter a esperança e a alegria no meio das dificuldades.

alfonso alguiló 2011.03.28, in conoZe.com, trad ama

06/04/2011

Criação, Fé e Ciência 6

Observando
continuação

A educação que se recebe na família, por exemplo, é sem dúvida decisiva para amadurecer.  Os pais não podem estar sempre por detrás do que os seus filhos fazem, protegendo-os ou aconselhando-os a cada minuto.  Hão-de de estar próximos, é certo, mas o filho há-de aprender a enfrentar-se a sós com a realidade, há-de aprender a dar-se conta que há coisas como a frustração de um desejo intenso, a deslealdade de um amigo, a tristeza ante as limitações ou defeitos próprios ou alheios…, são realidades que cada um há-de aprender pouco a pouco a superar por si mesmo. Por muito que alguém te ajude, no final sempre é o próprio quem há-de assumir a dor que sente, e pôr o esforço necessário para superar essa frustração.
Una manifestação de imaturidade é a ânsia descompensada de ser querido. A pessoa que anseia intensamente receber demonstrações de afecto, e que faz desse afã veemente de sentir-se querido uma permanente e angustiante inquietude na sua vida, estabelece umas dependências psicológicas que o afastam do verdadeiro sentido do afecto e da amizade. Uma pessoa assim está tão subordinada aos que lhe dão o afecto que necessita, que acaba por esvaziar e até perder o sentido de sua liberdade. .

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alfonso alguiló, 2011.03.28, in conoZe.com, trad ama

05/04/2011

Criação, Fé e Ciência 5

Observando
continuação

William Shakespeare deixou escrito que não há outro caminho para a maturidade que aprender a suportar os golpes de a vida.
Porque a vida de qualquer homem, queira-o ou não, traz sempre golpes. Vemos que há egoísmo, maldade, mentiras, falta de agradecimento. Observamos com assombro o mistério da dor e da morte. Constatamos defeitos e limitações nos outros e constatamo-lo igualmente todos os dias em nós mesmos.
Toda essa dolorosa experiência é algo que, se o sabemos assumir, pode ir fazendo crescer a nossa maturidade interior. A chave é saber aproveitar esses golpes, saber tirar tudo o valor oculto que encerra aquilo que nos contraria, lograr que nos melhore naquilo que a outros os desalenta e os afunda

E por que é que o que a uns afunda a outros amadurece e os faz crescer? Depende de como se recebam esses reveses. Se não se medita sobre eles, ou se medita mas sem acerto, sem o saber abordar bem, perdem-se excelentes ocasiões para amadurecer, ou inclusive produz-se o efeito contrário. A falta de conhecimento próprio, a irreflexão, ou vitimização, a rebeldia inútil, fazem com que esses golpes doam mais, que nos encham de más experiências e de muito poucos ensinamentos.
A experiencia da vida serve de bem pouco se não se sabe aproveitar. O simples decurso dos anos nem sempre aporta, por si só, maturidade a uma pessoa. É certo que a maturidade se vai formando de modo quase imperceptível numa pessoa, mas a maturidade é algo que se alcança sempre graças a um processo de educação - e de auto-educação -, que se deve saber abordar.

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alfonso alguiló, 2011.03.28, in conoZe.com, trad ama

04/04/2011

Criação, Fé e Ciência 4

Observando
continuação

Tudo isso tem que ver com o preceito divino. Marx transforma-o de modo fundamental: o homem deve produzir a verdadeira criação, que logo lhe será útil. Ernst Bloch completa o quadro afirmando que a verdade não é o que nós percebemos. Verdade será unicamente a transformação. A natureza já não será para ser cultivada, não é o que é, senão o que se concebe em si mesmo como transformação. Ratzinger observa aqui a grande opressão do nosso tempo. Tudo começou com a concepção do cosmos como fruto do azar e da necessidade.
Há diversas hipóteses sobre a origem do universo, contando sempre com o evolucionismo, enunciado sugestivo, até como expressão do poder divino, mas com muitos aspectos por explicar: a matéria inicial, a admirável harmonia cósmica que contemplamos e o particular caso do homem. De qualquer modo, não se trata de Criação ou Evolução, senão de ambas as coisas, porque respondem a perguntas diferentes. A fé relata a origem mais íntima do homem, o projecto que há por detrás dele. A evolução trata de descrever períodos biológicos. O empirismo ou o cálculo matemático, a física têm muito que dizer. E um cristão - como Collins o Ken Miller - ama a ciência, sabendo que não demonstrará a existência nem a inexistência de Deus.
Mas muros não trespassáveis pela ciência, podem tornar necessária a honradez de se colocar outros problemas meta-científicos, em cuja porta nos situa o mesmo conhecimento. Com humor, expressa Giberson, que se nos limitássemos às conclusões da ciência, nunca poderíamos assegurar que a nossa esposa nos ama.

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alfonso alguiló 2011.03.28, in conoZe.com, trad ama

03/04/2011

Criação, Fé e Ciência 3

Observando
continuação

Monod - continuo tomando ideias explicadas por Ratzinger - sustentam, todavia,  que todo o concerto da natureza é um produto de erros e dissonâncias. O próprio Monod cita o que Mauriac escreveu sobre as suas teorias: "o que este professor nos quer demonstrar é ainda mais incrível que o que se exige ao cristão acreditar”. Fonte de discordâncias entre Criação e Ciência o que constituiu a conhecida frase do Génesis, dirigida por Deus ao homem: "submetei a terra". Entendeu-se mal em âmbitos de crentes e entre alguns cientistas ou pensadores que fizeram dela uma arma para arrojar contra o cristianismo, considerando-o culpado da miséria do planeta.
Uma e outra vez volta Ratzinger sobre um duplo assunto a ter em conta na compreensão da Bíblia: é uma revelação progressiva - cada passagem não é "a se" -, em que há que estudar um itinerário e, logo, observar tudo desde Cristo, explicação última do manifestado gradualmente por Deus.  Neste assunto, por exemplo, o capítulo seguinte do Génesis, descreve com duas palavras o mandato: trabalhar e cuidar. A razão do activismo e do afã de domínio que hoje nos possui procede duma mentalidade iniciada no Renascimento, que se concretiza mais recentemente no postulado de Marx: o homem já não deve interrogar-se a propósito da sua origem ou procedência, pois trata-se duma pergunta carente de sentido.

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alfonso alguiló 2011.03.28, in conoZe.com, trad ama

02/04/2011

Criação, Fé e Ciência 2

Observando
continuação


Numa obra publicada em 1985, afirmava o então arcebispo Ratzinger que em seguida apareceram novos conhecimentos, como a teoria da entropia que sustentam que a energia se consome; e logo surge a teoria da transformação da matéria em energia, com a qual se desvanecem as duas conservações tradicionais: matéria e energia. Depois virá a teoria da relatividade e outros conhecimentos que mostram que o universo tem um horário, que ainda na nebulosa de milhares de milhões de anos, fazem-lhe ver um princípio e um fim, o que, junto com a sua harmonia, vem colocar uma razão em tudo, de necessária consideração. Albert Einstein escreveu em "Mein Weltbild" - segundo cita Ratzinger - que nas leis da natureza "se manifesta uma razão tão considerável que, face a ela, qualquer engenho do pensamento ou da organização humana não é mais que um pálido reflexo".

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alfonso alguiló 2011.03.28, in conoZe.com, trad ama

01/04/2011

Criação, Fé e Ciência

Observando
Li numa entrevista a Karl Giberson, interessante tanto pela sua clareza como pela decidida vontade de abordar os problemas, Giberson é físico e teólogo, autor de publicações de referência no estudo Fé-Ciência. Uma muito conhecida é "The Oracles of the Science". É director de um Foro sobre Fé e Ciência e vice-presidente da Fundação Biólogos, que criou conjuntamente com Francis Collins, responsável do projecto Genoma Humano. Edita a revista Science&Religion Today. Tomo estes dados da revista Nuestro Tiempo, que publica a citada entrevista, para anotar que não estamos ante um cristão simplesmente voluntarioso.
Acerca das actuais relações Fé-Ciência, Giberson afirma que o avanço da ciência a facilita para uns, enquanto é dificulta para outros.  Certos cristãos muito combativos tornam-no difícil com a teoria da evolução, e alguns cientistas que se proclamam os "novos ateus" porque – segundo dizem - a ciência substituiu a religião até tal ponto que é necessário aboli-la. Algo assim é o universo determinista de Laplace a respeito de Deus. Laplace faz desse universo um gigantesco maquinismo que opera eternamente e nela o movimento está prescrito para sempre. Por isso se atreveu a declarar: Já não necessito mais da hipótese de Deus.

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alfonso alguiló 2011.03.28, in conoZe.com, trad ama