14/11/2010

Bom Dia! 46



B - Considerar que a pessoa não tinha a intenção de ofender?


É muito possível que, a maior parte das vezes, aquilo que nos magoa parta de pessoas que têm por hábito a crítica, o reparo a denúncia de algo que não lhes agrada nos outros e, isso, pode não ser porque o que fizemos ou dissemos fosse mau mas porque ou não foi entendido ou, por qualquer razão, foi mal interpretado.
Estas pessoas vão pela vida assumindo um papel de críticos e, às vezes, de autênticos juízes dos outros sem que para isso tenham nem autoridade nem motivo válido.

Sendo assim, realmente, não ofendem ninguém porque se limitam a dar expressão a um espírito crítico e curto de sensibilidade. Logo, conclui-se, não há nada a perdoar.

C - Mas, como é que, realmente, nos ofendeu?

Considerando esta última interrogação talvez atentemos que a pessoa se limitou a dizer uma verdade sobre nós ou a respeito da nossa actuação em determinada circunstância.
Sentimo-nos ofendidos, em primeiro lugar, porque não tínhamos dado conta que o que fizemos ou dissemos não era bom, aceitável. Talvez tenhamos faltado à caridade ou ao respeito a alguém e, não tendo dado por isso, sentimo-nos magoados por outrem o ter notado e feito sentir.

Mas, então, neste caso, não se trata de facto duma ofensa que magoa e fere, mas tão só uma nota de alguém que, muito provavelmente, querendo-nos bem, nos chama a atenção para que corrijamos.

Ou seja, fazendo-nos um favor, não há nada a perdoar!

46


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Tema para breve reflexão - 2010.11.14

Soberba – Efeitos

Muitas vezes se disse que a soberba é o maior inimigo da santidade, por ser origem de grande número de pecados e porque priva de inumeráveis graças e méritos diante do Senhor.

(R. Garrigou-Lagrange, Las tres edades de la vida interior, vol. I, nr. 445-446, trad ama)

Textos de Reflexão para 14 de Novembro

Domingo 14 Nov
                                                                                                             
Evangelho: Lc 21, 5-19

5 Dizendo alguns, a respeito do templo, que estava ornado de belas pedras e de ricas ofertas, Jesus disse: 6 «De tudo isto que vedes, virão dias em que não ficará pedra sobre pedra que não seja derrubada». 7 Então interrogaram-n'O: «Mestre, quando acontecerão estas coisas, e que sinal haverá de que estão para acontecer?». 8 Ele respondeu: «Vede, não vos deixeis enganar; porque muitos virão em Meu nome, dizendo: Sou eu, está próximo o tempo. Não os sigais. 9 Quando ouvirdes falar de guerras e de tumultos, não vos assusteis; estas coisas devem suceder primeiro, mas não será logo o fim». 10 Depois disse-lhes: «Levantar-se-á nação contra nação e reino contra reino. 11 Haverá grandes terramotos por várias partes, pestes e fomes; aparecerão coisas espantosas e extraordinários sinais no céu. 12 Mas antes de tudo isto, lançar-vos-ão as mãos e vos perseguirão, entregando-vos às sinagogas e às prisões e vos levarão à presença dos reis e dos governadores por causa do Meu nome. 13 Isto vos será ocasião de dardes testemunho. 14 Gravai, pois, nos vossos corações o não premeditar como vos haveis de defender, 15 porque Eu vos darei uma linguagem e uma sabedoria à qual não poderão resistir, nem contradizer, todos os vossos inimigos. 16 Sereis entregues por vossos pais, irmãos, parentes e amigos, e farão morrer muitos de vós; 17 e sereis odiados de todos por causa do Meu nome; 18 mas não se perderá um só cabelo da vossa cabeça.19 Pela vossa perseverança salvareis as vossas almas.
Comentário:

E não é verdade que não ficou pedra sobre pedra? Como se o Senhor pudesse enganar ou enganar-se... De que vale, de facto, tanta correria, aflição, stress na procura de bem-estar, de conforto, de bens, quase sempre excessivos, desnecessários, se, no fim, nada resta para o que parte e, o que fica para os que ficam, será partido e repartido vezes sem conta e, não poucas vezes, motivo de zangas, dissabores, desavenças? E, no entanto, muitos não pensam senão na grandeza do momento, no aparato do que fazem esquecendo-se que, a posteridade é algo aleatório e inconsistente. Todo o homem será lembrado pelo que fez e de que outros beneficiaram, e não pelos bens que deteve ou usufruiu. 

(ama, comentário sobre Lc 21, 5-11, 2009.11.24)

Tema: Novíssimos - Morte 4

A consciência da morte apenas nos deve levar a vivermos segundo nos diz a Lumen Gentium (48) «vigiemos continuamente, a fim de que no termo da nossa vida sobre a terra, que é só uma (cfr. Hebr. 9,27), mereçamos entrar com Ele para o banquete de núpcias e ser contados entre os eleitos»

(jma, sobre Morte 4, 2010.10.26)
Doutrina: CCIC – 559:  Quais os deveres dos filhos para com os pais?
                   CIC 2214-2220; 251

Em relação aos pais, os filhos devem respeito (piedade filial), reconhecimento, docilidade e obediência, contribuindo assim, também com as boas relações entre irmãos e irmãs, para o crescimento da harmonia e da santidade de toda a vida familiar. Se os pais se encontrarem em situação de indigência, de doença, de solidão ou de velhice, os filhos adultos devem-lhes ajuda moral e material.

13/11/2010

Hoje Sábado - Salvé Rainha

Bom Dia! 45



Dar a Deus é também, perdoar. 
Quando se perdoa, de facto, está-se a cumprir o que o Pai-Nosso aconselha: «perdoai as nossas ofensas assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido».


Muitas pessoas guardam como que um “registo” de ofensas que lhe tenham sido feitas e, quando julgado oportuno, esse registo vem à tona para justificar uma atitude de repúdio ou desinteresse por alguém.

A capacidade de perdoar é o que mais aproxima o homem de Deus e o que, realmente, o torna semelhante a Ele.

E, afinal o que é o perdão?

A - Tomar a ofensa como não existente?
B - Considerar que a pessoa não tinha a intenção de ofender?
C - Mas, como é que, realmente, nos ofendeu?

Vejamos:

A - Tomar a ofensa como não existente?

É difícil considerar que não existe algo que nos magoa e fere os nossos sentimentos quando tal foi expresso por outra pessoa.
Mas, de facto, essa outra pessoa merece crédito naquilo que disse ou fez?
Quer dizer, tem autoridade pessoal e, sobretudo moral, para o fazer?
Se a tem, então, não se trata de uma ofensa mas, quando muito, de um reparo autorizado que só pode ter como intenção corrigir-nos e, neste caso, não existindo ofensa não há lugar a perdão mas a agradecimento.

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Textos de Reflexão para 13 de Novembro

Sábado 13 Nov

Evangelho: Lc 18, 1-8

1 Disse-lhes também uma parábola, para mostrar que importa orar sempre e não cessar de o fazer: 2 «Havia em certa cidade um juiz que não temia a Deus nem respeitava os homens. 3 Havia também na mesma cidade uma viúva, que ia ter com ele, dizendo: Faz-me justiça contra o meu adversário. 4 Ele, durante muito tempo, não a quis atender. Mas, depois disse consigo: Ainda que eu não tema a Deus nem respeite os homens, 5 todavia, visto que esta viúva me importuna, far-lhe-ei justiça, para que não venha continuamente importunar-me». 6 Então o Senhor acrescentou: «Ouvi o que diz este juiz iníquo. 7 E Deus não fará justiça aos Seus escolhidos, que a Ele clamam dia e noite, e tardará em socorrê-los? 8 Digo-vos que depressa lhes fará justiça. Mas, quando vier o Filho do Homem, julgais vós que encontrará fé sobre a terra?».

Comentário:

Jesus insistiu muitas vezes na necessidade de perseverar na    oração.
Não o recomendou porque Deus precise da nossa oração para alguma coisa - Deus não precisa de nada - mas porque nós, homens, necessitamos, diria eu, desesperadamente, da oração, para nos mantermos vivos espiritualmente e, até, fisicamente.
Como já temos considerado algumas vezes, temos bem presente que rezar não é fazer grandes coisas, práticas intermináveis, orações extensíssimas, enfim; rezar é sobretudo falar intimamente com Deus, de filho para Pai, com respeito, sem dúvida, mas com enorme confiança e indiscutível amor.
«Sê ainda mais audaz e, quando precisares de alguma coisa, sempre disposto a dizer "Fiat" - faça-se a Tua Vontade - não peças; diz: "Jesus, quero isto ou aquilo", porque é assim que pedem as crianças.» (S. Josemaría, Caminho, 403)
Nada posso acrescentar a estas sábias palavras. Os nossos filhos pequenos sempre nos pediram as coisas assim: "Quero isto!...” nós, na nossa sabedoria de pais, julgámos sempre da conveniência de acedermos ou não ao pedido.
Não poucas vezes porém, a nossa decisão foi influenciada pela insistência da criança que nos "massacrou" a paciência repetindo uma e outra vez a mesma cantilena: - "Pai, quero isto!; Pai, dá-me aquilo!..."
"Massacremos", diria eu, a "paciência" do Nosso Pai do Céu, com os nossos pedidos de ajuda, sem descanso, sem receio e com confiança.
Ao ver a nossa determinação e "teimosia", a Nossa Mãe do Céu, cujo mês do Rosário estamos vivendo, intercederá por nós e, tal como nas bodas de Caná, não obstante não ter chegado a Sua hora, porque Ela intercedeu pelos noivos, Jesus fará o milagre e atenderá às nossa necessidades. 

(ama, palestra, Ponte de Lima Outubro de 1993)

Tema: Novíssimos – Paraíso 3

Como imaginar o Paraíso? Se conseguir-mos fazer uma ideia da suprema beleza, da tranquilidade absoluta, do gozo mais perfeito e completo, talvez nos aproximemos um pouco dessa realidade. 

(ama, comentário sobre Paraíso 3, 2010.10.20)

Doutrina: CCIC – 558: Quais as fontes da oração cristã?
                   CIC – 2652 – 2662

São: a Palavra de Deus, que nos dá a «sublime ciência de Cristo» (Filp 3,8); a Liturgia da Igreja que anuncia, actualiza e comunica o mistério da salvação; as virtudes teologais; as situações quotidianas, porque nelas podemos encontrar Deus.

«Eu Vos amo, Senhor, e a única graça que Vos peço é a de Vos amar eternamente. Meu Deus, se a minha língua não pode repetir, a todo o momento, que Vos amo, quero que o meu coração o repita tantas vezes quantas eu respiro».  (S. João Maria Vianney).

Tema para breve reflexão - 2010.11.13

Prazer físico

Longe de desenvolver e de aperfeiçoar o indivíduo, o abuso desenfreado do prazer físico (e, neste caso, o único freio válido e digno do homem é a moral) não faz mais que degradar e arruinar, tanto o corpo, como a alma. Mata a vida da inteligência, escraviza a vontade, murcha toda a frescura do coração, e gera as mais tristes e cruéis aberrações, físicas e morais.

(A. Veloso, BROTÉRIA, Vol. LXX, nr. 6, nr. 666)

12/11/2010

CEP: Fundo Social Solidário foi regulamentado

Bispos asseguram apoio a pessoas de todos os credos

A Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) aprovou em Fátima o regulamento do Fundo Social Solidário, de “carácter emergente”, destinado a “todos os mais débeis e carenciados, sejam quais forem os seus credos ou origens”.
Este Fundo, asseguram os Bispos, “pretende estar ao serviço das dioceses e paróquias, a quem compete apresentar situações e projectos, que fomentem a ajuda local e de proximidade, e iniciativas de promoção humana e desenvolvimento de capacidades das pessoas vítimas de situações de pobreza”.
No comunicado final da assembleia plenária, que decorreu de 8 a 11 de Novembro, foi revelado que a base financeira do fundo é assegurada por dádivas feitas para a conta a ele associada, com o NIB 0033 0000 0109 0040 15012, podendo, no Multibanco, ser usada a Entidade 22 222 e referência 222.222.222.
“Não pensemos que a Igreja tem capacidade para dar resposta a todos os problemas”, adiantou o presidente da CEP, D. Jorge Ortiga, em conferência de imprensa.
Os responsáveis da Igreja adiantam que “será dada informação pública regular sobre montantes recebidos e aplicados, tipificação dos casos e avaliação do funcionamento”.
A Equipa Nacional do Fundo é composta pelo Presidente da Cáritas Portuguesa e representantes da Comissão Nacional Justiça e Paz, da Comissão Justiça e Paz dos Religiosos, da Sociedade São Vicente de Paulo e de outras instituições significativas no campo social.
D. Jorge Ortiga disse aos jornalistas que o Fundo Solidário é uma “resposta de emergência” e quer sensibilizar “todo e qualquer português que sinta que a Igreja pode responder a situações de carências bem concretas”.
Aprovada a criação de um Observatório Nacional para a Acção Social da Igreja, a CEP decidiu organizar um “projecto concreto de acção”.
"As organizações com espírito eclesial sentem a necessidade de reforçar os laços de cooperação, para melhor responder aos urgentes desafios da presente situação" de crise, indica a nota dos Bispos.
O presidente da CEP destacou a importância de articulação para “responder mais e melhor” e de "criar nas pessoas uma maior consciência da responsabilidade que cada um tem, procurando estar atento aos seus vizinhos”.
Durante esta assembleia foi também apresentado o “Fundo Bem Comum”, da Associação Cristã de Empresários e Gestores, destinado a desempregados com mais de 40 anos.

Bom Dia! 44




Amar o próximo como a si mesmo é, vimos atrás, fazer a Vontade de Deus e, assim, damos a Deus aquilo que lhe pertence.


O termo, por vezes vago e pouco consistente, de “próximo” deixa muitas vezes sem autenticidade a preocupação pelos outros que todos, sem excepção, devemos cultivar. Todos somos “próximo” porque, eu, sou próximo dos outros tal como os outros são o meu próximo.

Esta cadeia de ligação mais ou menos aceite, não tem que ver – só – com a solidariedade nem com a preocupação pelo outro.

Temos a tendência para, quando falamos de próximo, considerar que se fala dos mais pobres e desprotegidos, os que sofrem de carências de qualquer género, daqueles, em suma, a quem temos de prestar algum tipo de assistência.

Claro que, estes, também são o próximo mas não são nem mais nem menos “próximo” que todos os outros que conhecemos e desconhecemos, com quem temos intimidade ou não.
São dignos e credores do nosso respeito enquanto seres humanos, filhos de Deus como nós o somos e, em última análise, como co-herdeiros do nosso Pai comum.

Dar a Deus é também, perdoar. Quando se perdoa, de facto, está-se a cumprir o que o Pai-Nosso aconselha: «perdoai as nossas ofensas assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido».

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Textos de Reflexão para 12 de Novembro

Sexta 12 Nov

Evangelho: Lc 17, 26-37

26 Como sucedeu nos dias de Noé, assim sucederá também quando vier o Filho do Homem. 27 Comiam e bebiam, tomavam mulher e marido, até ao dia em que Noé entrou na arca; e veio o dilúvio, que exterminou a todos. 28 Como sucedeu também no tempo de Lot; comiam e bebiam, compravam, vendiam, plantavam e edificavam; 29 mas, no dia em que Lot saiu de Sodoma, choveu fogo e enxofre do céu, que exterminou a todos. 30 Assim será no dia em que se manifestar o Filho do Homem. 31 Nesse dia quem estiver no terraço e tiver os seus móveis em casa, não desça a tomá-los; da mesma sorte, quem estiver no campo, não volte atrás. 32 Lembrai-vos da mulher de Lot. 33 Quem procurar salvar a sua vida, perdê-la-á; quem a perder, salvá-la-á. 34 Eu vos digo: Nessa noite, de duas pessoas que estiverem num leito, uma será tomada e a outra deixada. 35 Duas mulheres estarão a moer juntas, uma será tomada e a outra deixada!». 36 Omitido na Neo-Vulgata. 37 Os discípulos disseram-Lhe: «Onde será isso, Senhor?». Ele respondeu-lhes: «Onde quer que estiver o corpo, juntar-se-ão aí também as águias».

Comentário:

O discurso de Jesus sobre o fim dos tempos não deixa lugar a dúvidas: Acontecerá inevitavelmente de forma súbita e inesperada. A vida decorrerá normalmente e, sem nenhum aviso, tudo acabará. Esta realidade e verdade de Fé tem de estar presente na mente dos cristãos não como um cataclismo aterrador e destruidor de tudo quanto existe mas como a súbita passagem de uma estado meramente terreno para outro sobrenatural, a vida temporal, tal como a conhecemos, cessará para dar lugar à vida eterna. Ser apanhado desprevenido é o que o Mestre quer evitar com estes Seus avisos e recomendações e, a Igreja, constantemente chama a atenção dos fiéis para esta realidade e a preparação, desde já, para esse dia. 

(ama, comentário sobre Lc 17, 26-37, 210.10.20)

Tema: Novíssimos - Inferno 3

A sentenciada ao inferno, a alma que se apresenta a Jesus Cristo após a morte, não deve surpreender-se. Parece lógico que o que lhe foi indiferente durante a vida terrena deverá continuar a sê-lo depois da morte. 

(ama, comentário sobre Inferno 3, 2010.10.20)

Doutrina: CCIC – 557: Qual a importância da Tradição em relação à oração?
                   CIC – 2650-2651

Na Igreja, é através duma Tradição viva que o Espírito Santo ensina os filhos de Deus a orar. A oração não se reduz, com efeito, ao brotar espontâneo dum impulso interior, mas implica contemplação, estudo e compreensão das realidades espirituais que se experimentam.

Tema para breve reflexão - 2010.11.12

Pecado Venial

Tem verdadeira dor dos pecados que confessas, por leves que sejam, e faz o propósito firme de emenda daí por diante. Há muitos que perdem grandes bens e muito aproveitamento espiritual porque, confessando-se dos pecados veniais como que por costume e cumprimento, sem pensar em emendar-se, permanecem toda a vida carregados deles.

(S. Francisco de Sales, Introdução à Vida devota, 11, 19)

11/11/2010

Bom Dia! 43



O egoísmo humano vai ao ponto – infelizmente muito comum e frequente – de abandonar como objectos inúteis e embaraçosos os próprios familiares.


Em qualquer hospital se poderá constatar que em determinadas alturas do ano, pessoas idosas ou doentes são abandonadas por tempo indeterminado por pessoas de famíia – por vezes muito próximos – que não querem ter esse fardo durante um tempo em que desejam uma “liberdade” que não se coaduna com os cuidados a prestar a essas pessoas.

A desumanidade patente nestas atitudes, choca qualquer um e pode, na verdade comparar-se, a um crime de graves proporções.

Há os chamados “lares” para idosos que, na sua maior parte não passam de pobres armazéns ou depósitos de pessoas que já não terão tanta utilidade para a sociedade quer seja pelas limitações próprias da idade e das sequelas que normalmente esta traz consigo quer pela incapacidade dos familiares próximos tomarem a seu cargo o dar-lhes uma vida digna no calor e conforto familiares.

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Textos de Reflexão para 11 de Novembro

 Quinta 11 Nov

Evangelho: Lc 17, 20-25
20 Tendo-Lhe os fariseus perguntado quando viria o reino de Deus, respondeu-lhes: «O reino de Deus não virá ostensivamente. 21 Não se dirá: Ei-lo aqui ou ei-lo acolá. Porque eis que o reino de Deus está no meio de vós». 22 Depois disse aos Seus discípulos: «Virá tempo em que desejareis ver um só dos dias do Filho do Homem e não o vereis. 23 E vos dirão: Ei-lo aqui, ou ei-lo acolá. Não vades, nem os sigais. 24 Porque, assim como o clarão brilhante de um relâmpago ilumina o céu de uma extremidade à outra, assim será o Filho do Homem no Seu dia. 25 Mas primeiro é necessário que Ele sofra muito e seja rejeitado por esta geração.
Comentário:

De facto, ao longo destes dois mil anos da história da humanidade, quantas vezes foi anunciado o fim do mundo? Repetiram-se inúmeras vezes os avisos do Senhor. Os homens, preocupados muitas vezes com esse cataclismo que, imaginam, porá fim à humanidade, esquecem o que realmente temos por certo: a nossa própria morte. Este, sim, é o fim com devemos preocupar-nos, agora, hoje, não deixando para depois, não sabemos quando, os ajustes que, talvez, precisemos fazer na nossa vida. Está em jogo, nada menos, que a nossa vida eterna para a qual fomos criados. 

(ama, comentário sobre Lc 17, 20-25, Julho 2009)

Tema: Novíssimos - Juízo 3

É de inteira justiça que a nossa alma seja julgada após a morte. Sem ele, qual o interesse de nos esforçarmos, por vezes arduamente, em cumprir a Lei de Deus? 

(ama, comentário sobre Juízo 3, 2010.10.20)

Doutrina: CCIC – 556: O que é a oração de louvor?
                   CIC – 2639 – 2643; 2649

O louvor é a forma de oração que mais imediatamente reconhece que Deus é Deus. É completamente desinteressada: canta Deus por Ele ser quem é e glorifica-O porque Ele é.

Festa: São Martinho


Nota Histórica 
Nasceu na Panónia cerca do ano 316, de pais pagãos. Depois de receber o Baptismo e de renunciar à carreira militar, fundou um mosteiro em Ligugé (França), onde levou vida monástica sob a direcção de S. Hilário. Foi depois ordenado sacerdote e, mais tarde, eleito bispo de Tours. Foi modelo insigne de bom pastor; fundou outros mosteiros, dedicou se à formação do clero e à evangelização dos pobres. Morreu no ano 397.

Tema para breve reflexão - 2010.11.11

Pecado Venial

Tem verdadeira dor dos pecados que confessas, por leves que sejam, e faz o propósito firme de emenda daí por diante. Há muitos que perdem grandes bens e muito aproveitamento espiritual porque, confessando-se dos pecados veniais como que por costume e cumprimento, sem pensar em emendar-se, permanecem toda a vida carregados deles.

(S. Francisco de Sales, Introdução à Vida devota, 11, 19)

10/11/2010

Pormenores

Vale a pena ler -e meditar este texto que,pela sua extensão pode muito bem servir de reflexão para vários dias.

Aconselho vivamente que o faça:



http://queeaverdade.blogspot.com/2010/11/os-pormenores.html

Bom Dia! 42



Ao habitar o corpo humano, a alma, imagem de Deus, dignifica-o e engrandece-o como já anteriormente vimos, dando-lhe um estatuto e imunidade que não pode ser tripudiado de nenhuma forma por ninguém nem pelo próprio.

O respeito pela dignidade do ser humano completo – corpo e alma – como obra de Deus, irrepetível e única, deve estar por cima de qualquer conveniência que eventualmente se possa aduzir para justificar leis ou regulamentos que de alguma forma atentem contra essa integridade.

Merecem especial atenção os mais desprotegidos, aqueles que, por doença, defeito físico ou acidente, estão de alguma forma privados das faculdades, capacidades ou potências comuns a qualquer ser humano. Devem ser uma primeira preocupação dos que exercem ou têm capacidade para exercer posições de liderança na condução da sociedade, regulamentando as medidas necessárias e convenientes para que possa, de uma forma equânime e acessível, dispor de oportunidades iguais, embora adaptadas às circunstâncias peculiares de cada um, que os demais seres humanos que os rodeiam.
É falta de suma gravidade não cuidar ou ignorar estes seres humanos como pessoas autênticas, filhos de Deus, como qualquer um, dotados de uma alma, destinados à vida eterna. Jesus Cristo olhou sempre com especial carinho para estes Seus irmãos e é bem patente nos Evangelhos a Sua atitude de cuidado, preocupação e, até, de comoção perante as enfermidades e defeitos físicos daqueles com quem Se cruzava nos caminhos da Palestina.

Os constantes apelos que a Igreja faz aos cristãos e à sociedade em geral para que tenha em atenção este candente assunto, soam amiúde como gritos em nome de bocas silenciosas que não podem ou não têm meios para se fazerem ouvir.

A sociedade tem de ter bem presente este assunto como casos de justiça importantíssimos que não se resolvem apenas com a criação de organismos ou centros de apoio. Tem de ir mais longe na sua assistência, tem de esgotar todas as possibilidades que tenha ao seu dispor para que estes seres humanos não se sintam como que pertencendo a uma casta aparte com alguns direitos, talvez, mas a quem se veda uma participação completa e autêntica na vida social.

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Textos de Reflexão para 10 de Novembro

 Quarta 10 Nov

Evangelho: Lc 17, 11-19
11 Indo Jesus para Jerusalém, passou pela Samaria e pela Galileia.12 Ao entrar numa aldeia, saíram-Lhe ao encontro dez homens leprosos, que pararam ao longe, 13 e levantaram a voz, dizendo: «Jesus, Mestre, tem compaixão de nós!». 14 Ele tendo-os visto, disse-lhes: «Ide, mostrai-vos aos sacerdotes». Aconteceu que, enquanto iam, ficaram limpos. 15 Um deles, quando viu que tinha ficado limpo, voltou atrás, glorificando a Deus em alta voz, 16 e prostrou-se por terra a Seus pés, dando-Lhe graças. Era um samaritano. 17 Jesus disse: «Não são dez os que foram curados? Onde estão os outros nove? 18 Não se encontrou quem voltasse e desse glória a Deus, senão este estrangeiro?». 19 Depois disse-lhe: «Levanta-te, vai; a tua fé te salvou».
Comentário:

Deus exige de nós que lhe rendamos graças pelos benefícios recebidos não porque precise dos nossos agradecimentos, mas para que estes O provoquem a conceder-nos benefícios ainda maiores. (cfr. S. João Crisóstomo, Homilia 52 in Gen. –Migne PGt. 54, col. 460)
(pio XII, Mensagem pela rádio nas Bodas de Prata das aparições em Fátima, 31.10.1942)
Tema: Novíssimos – Morte 3

«Para mim, viver é Cristo e morrer é lucro» (Fl 1, 21)
Devia bastar-nos esta frase de São Paulo, para percebermos como morrer é viver ainda mais! 

(jma, sobre Morte 3, 2010.10.26)

Doutrina: CCIC – 555: Quando se dá a Deus acção de graças?
                   CIC – 2637-2638 2648

A Igreja dá graças a Deus incessantemente, sobretudo ao celebrar a Eucaristia, na qual Cristo a faz participar na sua acção de graças ao Pai. Todos os acontecimentos se convertem para o cristão em motivo de acção de graças.

Festa: São Leão Magno

                                                                                                                                                              Nota Histórica 
Nasceu na Toscana e no ano 440 foi elevado à Cátedra de Pedro, cargo que exerceu como verdadeiro pastor e pai das almas. Trabalhou intensamente pela integridade da fé, defendeu com ardor a unidade da Igreja, empenhou se por todos os meios possíveis em evitar as incursões dos bárbaros ou mitigar os seus efeitos. Por toda esta actividade extraordinária mereceu com toda a justiça ser apelidado «Magno». Morreu no ano 461.

Tema para breve reflexão - 2010.11.10

Maturidade

A maturidade humana, manifesta-se, sobretudo, em certa estabilidade de ânimo, na capacidade de tomar decisões ponderadas e no modo recto de julgar os acontecimentos e os homens.

(Concílio Vaticano II, Decreto Optatum Totius, nr. 11)

09/11/2010

Sem a Igreja, situação do país seria «quase impossível de sustentar»

D. Carlos Azevedo fala em abertura para procurar novas formas de resposta social

A situação do país seria "quase impossível de sustentar” sem a Igreja Católica, afirma o presidente da Comissão Episcopal da Pastoral Social.
Considerando não estar em causa a substituição do Estado em matéria de apoio social, D. Carlos Azevedo sustenta que "nesta hora difícil e de grande gravidade que nós estamos a viver, sem a Igreja a situação seria quase impossível de sustentar".
À margem da Assembleia Plenária da Conferência Episcopal Portuguesa, que decorre em Fátima, o bispo auxiliar de Lisboa referiu que o papel da Igreja, "neste momento, independentemente, das ideologias, é fundamental como canal de proximidade". 
O responsável dos bispos pelas questões sociais sublinhou que este canal "tem dado provas de ser honesto e de canalizar para as pessoas, sem atrair para as estruturas verbas astronómicas, como tantas vezes acontece".
Questionado sobre as medidas que os bispos vão tomar esta semana para minorar os efeitos das medidas de austeridade, o prelado adiantou que uma das decisões prende-se "com a criação de redes sociais para que o apoio seja mais eficaz" entre Cáritas, centros sociais paroquiais, Vicentinos e Misericórdias.
D. Carlos Azevedo acrescentou que o Fundo Social Solidário, lançado este Verão, vai ser regulamentado, havendo ainda o fundo da Associação Cristã de Empresários e Gestores (ACEGE).
"São estas as propostas que já estão em cima da mesa para serem analisadas, mas penso que haverá talvez hipótese para outras aberturas de uma resposta social", admitiu, mostrando-se convicto que da reunião magna dos bispos "sairá um reforço da consciência do papel social da Igreja" que, depois, cada bispo, "terá que incentivar e valorizar".
Segundo o prelado, a Igreja Católica vai "aproveitar as estruturas que já existem" e outras campanhas, da Rádio Renascença e de empresas, vão associar-se ao Fundo Social Solidário.
Para o responsável, o fundo "vai ganhar alguma potencialidade para socorrer pessoas, sobretudo quando os dois cônjuges ficam desempregados e acaba o fundo de desemprego, que é o que vai começar a acontecer a partir do próximo ano".
À pergunta sobre os cortes nos apoios sociais, D. Carlos Azevedo defendeu que se deve encontrar "o modo mais equitativo possível e justo" para que "não venham agravar ainda mais as situações", receando que, para as pessoas que estão perto da pobreza, "um corte significará colocar mais gente na pobreza".

(Fonte, Ecclesia)

João Paulo II e G. Bush

Ao longo dos seus oito anos de mandato na Casa Branca, Bush teve três encontros públicos com o Papa João Paulo II, em 2001, em 2002 e em 2004.
O pontífice morreu a 2 de Abril de 2005. 
A influência que o líder católico tinha sobre ele foi decisiva para restringir a investigação com células estaminais, confessa. "Eu sentia a responsabilidade de dar voz às minhas convicções pró-vida e orientar o país na direcção daquilo a que João Paulo II chamava a cultura da vida", conta Bush. 
Em relação à questão do aborto terá pesado também a história da sua mãe. Barbara Bush teve um aborto espontâneo quando ele era adolescente. E a mãe mostrou-lhe o feto. "Eu nunca esperei ver os restos de um feto, que ela tentara salvar num frasco para levar para o hospital", escreve no seu livro. "Não há dúvida de que isso me afectou, uma filosofia de que devíamos respeitar a vida", acrescentou o ex-chefe do Estado americano, na entrevista ao programa NBC Today.

(fonte INFOVITAE)