04/10/2010

Padrinhos e Madrinhas



Quando li na minha caixa de correio o convite para colaborar no NUNC COEPI, não pude deixar de sentir algum orgulho por ombrear com duas pessoas que fazem das suas vidas a missão de levar Cristo tão empenhadamente aos outros e d’Ele darem permanente testemunho, com conhecimento e profundidade.

Se a um, Spe Deus, tenho como um bom amigo, (apesar de não o conhecer pessoalmente), e me habituei a admirar a sua constância e procura, (partilhada com todos), do Nosso Deus que está entre nós, ao outro, liga-me o sangue e toda uma vida em conjunto, separada às vezes pelas muitas circunstâncias da vida neste mundo.

Mas liga-me muito mais até do que isso, pois para além dos laços familiares de filhos dos mesmos pais, liga-me a unidade filial em Jesus Cristo e o laço por Ele abençoado, do António ser meu padrinho de Baptismo e também de Matrimónio.

E é aqui que é interessante reflectir, nesta coisa tão simples e ao mesmo tempo tão importante e séria, de se ser padrinho de Baptismo, de Crisma, de Matrimónio.

O que é isto de ser Padrinho de Baptismo?

Chegado aqui, pensei escrever um texto sobre este assunto, mas na minha procura nos documentos da Igreja, encontrei tanta riqueza e clarividência que me limito para já a transcrevê-los, deixando para outra vez aquilo que me seja dado escrever.

Assim, diz-nos o Catecismo da Igreja Católica sobre os padrinhos de Baptismo:

1255. Para que a graça baptismal possa desenvolver-se, é importante a ajuda dos pais. Esse é também o papel do padrinho ou da madrinha, que devem ser pessoas de fé sólida, capazes e preparados para ajudar o novo baptizado, criança ou adulto, no seu caminho de vida cristã (50). O seu múnus é um verdadeiro ofício eclesial (51). Toda a comunidade eclesial tem uma parte de responsabilidade no desenvolvimento e na defesa da graça recebida no Baptismo.

O Catecismo remete-nos depois para o Código de Direito Canónico, que é perfeitamente explícito:

Título I
Do BAPTISMO
Capítulo IV
DOS PADRINHOS

Cân. 872 Ao baptizando, enquanto possível, seja dado um padrinho, a quem cabe acompanhar o baptizando adulto na iniciação cristã e, junto com os pais, apresentar ao baptismo o baptizando criança. Cabe também a ele ajudar que o baptizado leve uma vida de acordo com o baptismo e cumpra com fidelidade as obrigações inerentes.
Cân. 873 Admite-se apenas um padrinho ou uma só madrinha, ou também um padrinho e uma madrinha.
Cân. 874 § 1. Para que alguém seja admitido para assumir o encargo de padrinho, é necessário que:
1° - seja designado pelo baptizando, por seus pais ou por quem lhes faz as vezes, ou, na falta deles, pelo próprio pároco ou ministro, e tenha aptidão e intenção de cumprir esse encargo;
2° - Tenha completado dezasseis anos de idade, a não ser que outra idade tenha sido determinada pelo Bispo diocesano, ou pareça ao pároco ou ministro que se deva admitir uma excepção por justa causa;
3° - seja católico, confirmado, já tenha recebido o santíssimo sacramento da Eucaristia e leve uma vida de acordo com a fé e o encargo que vai assumir;
4° - não tenha sido atingido por nenhuma pena canónica legitimamente aplicada ou declarada;
5° - não seja o pai ou a mãe do baptizando.
§ 2. O baptizado pertencente a uma comunidade eclesial não católica só seja admitido junto com um padrinho católico, o qual será apenas testemunha do baptismo.


Sobre os padrinhos de Baptismo diz-nos o Catecismo da Igreja Católica:


1311. Tanto para a Confirmação, como para o Baptismo, convém que os candidatos procurem a ajuda espiritual dum padrinho ou de uma madrinha. É conveniente que seja o mesmo do Baptismo, para marcar bem a unidade dos dois sacramentos (139).

Remetendo-nos também para o Código de Direito Canónico:


Título II
DO SACRAMENTO DA CONFIRMAÇÃO
CAPÍTULO IV
DOS PADRINHOS

Cân. 892 - Enquanto possível, assista ao confirmando um padrinho, a quem cabe cuidar que o confirmado se comporte como verdadeira testemunha de Cristo e cumpra com fidelidade as obrigações inerentes a esse sacramento.
Cân. 893 - § 1. Para que alguém desempenhe o encargo de padrinho, é necessário que preencha as condições mencionadas no cân. 874.
§ 2. É conveniente que se assuma como padrinho o mesmo que assumiu esse encargo no baptismo.


Saliento da leitura destes documentos da Igreja, o conselho, (que não conhecia), de que o padrinho do Sacramento da Confirmação, seja tanto quanto possível, aquela ou aquele que foi o padrinho de Baptismo.

Assim vamos aprendendo a conhecer melhor a Fé que nos une, a Doutrina que desejamos assumir, a vida em Cristo que nos é dada por Sua graça, para, em Igreja, melhor vivermos em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
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Bom Dia! Outubro 04, 2010






Vem à memória, inevitavelmente, a cena evangélica da viúva pobre e das duas moedas que deitou no cofre do Templo.
Sabia que era pobre, tinha a noção que as duas moedas lhe fariam falta para a sua vida corrente e, no entanto, deu-as sem hesitar porque terá pensado que haveria alguém a quem aquelas duas moeditas fariam um grande bem.
De facto o bem que se faz diariamente pelo mundo fora é constituído, na sua maior parte, por muitas dádivas de “duas moedas”, de actos de generosidade de escasso valor mas que, somados formam um rio caudaloso que alimenta e torna mais felizes os muitos necessitados que vivem com terríveis carências e que dependem dessas duas moedas para viver.
O carácter desta viúva era riquíssimo, não vivia isolada e conformada com a sua pobreza e a escassez de bens, ao contrário, via uma “nesga” de felicidade em poder “fazer bem sem saber a quem”, tinha uma visão de conjunto da vida própria e alheia, sabia-se fazendo parte de uma sociedade em que, não obstante ocupar uma posição discretíssima, tinha um papel a cumprir e que, só ela, o podia fazer.

Na vida profissional de cada um, tem de existir o desejo de melhoria sob pena de que, o que se faz, não satisfaça nem o próprio nem os outros que têm direito a que faça o melhor que sabe.
E, como fará o melhor que sabe se, o que sabe, é pouco e desactualizado?
E se não estuda, não se interessa por conhecer o que há de novo na sua profissão como pode aspirar a um melhor desempenho da mesma?
O conhecimento não seria possível se não houvesse esta atitude de procura constante do ser humano, orientado para a descoberta de novos métodos, meios e soluções para os variados problemas e situações da vida corrente. Nada surge por acaso, alguém teve de o descobrir, trabalhando, dedicando a suas capacidades à descoberta do novo. 


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Tema para breve reflexão - 2010.10.04

Procurar Jesus

Procuráveis-Me por motivos da carne, não do espírito. Quantos há que procuram Jesus, guiados só por interesses materiais! (...) Apenas se procura Jesus por Jesus.

(Stº Agostinho, Comentário ao Evangelho de S. João, 25, 10)

Textos de Reflexão para 04 de Otubro

Evangelho: Lc 10, 25-37

25 Eis que se levantou um doutor da lei, e disse-lhe para o experimentar: «Mestre, que devo eu fazer para alcançar a vida eterna?». 26 Jesus respondeu-lhe: «O que é que está escrito na Lei? Como lês tu?». 27 Ele respondeu: «Amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração, com toda a tua alma, com todas as tuas forças e com todo o teu entendimento, e o teu próximo como a ti mesmo». 28 Jesus disse-lhe: «Respondeste bem: faz isso e viverás». 29 Mas ele, querendo justificar-se, disse a Jesus: «E quem é o meu próximo?». 30 Jesus, retomando a palavra, disse: «Um homem descia de Jerusalém para Jericó, e caiu nas mãos dos ladrões, que o despojaram, o espancaram e retiraram-se, deixando-o meio morto. 31 Ora aconteceu que descia pelo mesmo caminho um sacerdote que, quando o viu, passou de largo.32 Igualmente um levita, chegando perto daquele lugar e vendo-o, passou adiante. 33 Um samaritano, porém, que ia de viagem, chegou perto dele e, quando o viu, encheu-se de compaixão. 34 Aproximou-se, ligou-lhe as feridas, deitando nelas azeite e vinho; e, pondo-o sobre o seu jumento, levou-o a uma estalagem e cuidou dele. 35 No dia seguinte tirou dois denários, deu-os ao estalajadeiro e disse-lhe: Cuida dele; quanto gastares a mais, eu to pagarei quando voltar. 36 Qual destes três te parece que foi o próximo daquele que caiu nas mãos dos ladrões?». 37 Ele respondeu: «O que usou de misericórdia com ele». Então Jesus disse-lhe: «Vai e faz tu o mesmo».

Comentário:

Decorreram uns três anos sobre o meu contacto directo, no hospital, com mais espantosa falta de atenção ao próximo que me foi dado enfrentar na minha já não curta vida. (vd meditação 2010 XV Semana T. Comum)
Em vez de centrar a minha meditação deste trecho evangélico sobre as figuras do sacerdote, do levita ou do samaritano vou antes chamar para a primeira fila do meu pensamento o pobre abandonado pelos salteadores.
Imagino um viajante com aspecto próspero, - senão que interesse teriam os salteadores -; depois penso que de facto seria portador de bens consideráveis que terá procurado salvaguardar e, isto explica a violência de que foi alvo, ter ficado coberto de feridas e abandonado quase morto.
Quase imediatamente me vem ao pensamento que esse viajante é o próprio Cristo que caminha pelo mundo sendo frequente vítima de assaltos e violências inauditas por parte de alguns - muitos, infelizmente - que procuram despojá-lo dos tesouros de é portador o mais valioso dos quais é a Salvação da humanidade.
E atacam-no, violentam-no e, se não O matam, outra vez, numa Cruz, abandonam-no na vera do caminho como coisa sem interesse ou préstimo algum.
Das pessoas que passam e constatam esta duríssima realidade, eu, sou uma delas.
Detenho-me ao Seu lado aterrado com o que vejo e fico sem saber o que fazer. Isto é, parece-me que o que posso fazer é muito pouco, indigno, insuficiente.
Não obstante dedico-me de todo o coração e com todas as minhas potências a ajudar aquele Jesus que sofre se encontra semi-morto com os ultrajes, sacrilégios e indiferenças com que foi - é - ofendido.
Digo-lhe que O amo, peço-lhe perdão, insisto que me acompanhe para que eu, embora fraco como infelizmente sou, O proteja e salvaguarde.

(ama, meditação sobre Lc 10, 25-37, 2010.07.10)

Tema: Virtudes – Obediência 2

A obediência torna meritórios os nossos actos e sofrimentos, de tal modo que, inúteis que estes últimos possam parecer, podem chegar a ser muito fecundos. Uma das maravilhas realizadas por Nosso Senhor é ter feito com que se tornasse proveitosa a coisa mais inútil, como é a dor. Ele glorificou-a mediante a obediência e o amor. 

(R. Garrigou-Lagrange, Las três edades de la vida interior, vol. II, nr. 683, trad por ama)

Doutrina: CCIC – 419:  Qual o lugar da antiga Lei, no plano da salvação?
                   CIC 1963-1964; 1982

A Antiga Lei permite conhecer muitas verdades acessíveis à razão, indica o que se deve e o que se não deve fazer, e sobretudo, como um sábio pedagogo, prepara e dispõe à conversão e ao acolhimento do Evangelho. Todavia, embora santa, espiritual e boa, a Lei antiga é ainda imperfeita, pois, por si, não dá a força e a graça do Espírito para a cumprir.

Festa: São Francisco de Assis

                                                                                                                                                                Nota Histórica
Nasceu em Assis, no ano 1182. Depois de uma juventude leviana, converteu se a Cristo, renunciou a todos os bens paternos e entregou se inteiramente a Deus. Abraçou a pobreza para seguir mais perfeitamente o exemplo de Cristo e pregava a todos o amor de Deus. Formou os seus companheiros com normas excelentes, inspiradas no Evangelho, que foram aprovadas pela Sé Apostólica. Fundou também uma Ordem de religiosas e uma Ordem Terceira para seculares; e promoveu a pregação da fé entre os infiéis. Morreu em 1226. (snl)                                                                            

03/10/2010

Bom Dia! Outubro 03, 2010




A formação do carácter é fundamental neste aspecto pois leva a pessoa a considerar o que é razoável e o que o não é, aquilo que tem sentido numa vida normal e corrente e aquilo que não passa de um devaneio mais ou menos vago da imaginação.
A pessoa pode querer dizer: se eu tivesse esta coisa e aquela faria isto e aquilo!
Às vezes mascara-se esta atitude acrescentando: distribuiria desta e daquela maneira, faria esta ou aquela obra de beneficência, promoveria auxílio a muita gente.
A pessoa que pensa assim, normalmente, passa em claro esses objectivos, isto é, não distribui nada do que tem nem se preocupa em contribuir para o que lhe solicitam porque considera que não alcançou aquela tal situação que, erradamente, considera ideal para o fazer. Provavelmente passará toda a sua vida assim, egoistamente centrado num sonho que nunca se concretizará. Como não o consegue sente-se dispensado de fazer o bem porque se satisfaz com a ideia de que o faria se o conseguisse.


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Tema para breve reflexão - 2010.10.03

Oração - Sensações

A doçura que alguns experimentam na oração, é leite que Nosso Senhor dá como condimento àqueles que estão a começar a servi-lo.

(S. Filipe de Neri, Máximas, F.W.Faber, Cromwell Press SN12 8PH, nr. 4-21, trd ama)

Textos de Reflexão para 03 de Outubro

Evangelho: Lc 17, 5-10

5 Os apóstolos disseram ao Senhor: «Aumenta-nos a fé!». 6 O Senhor disse-lhes: «Se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a esta amoreira: Arranca-te e transplanta-te para o mar, e ela vos obedecerá. 7 «Quem de vós, tendo um servo a lavrar ou a guardar gado, lhe dirá quando ele voltar do campo: Vem depressa, põe-te à mesa? 8 Não lhe dirá antes: Prepara-me a ceia, cinge-te e serve-me, enquanto eu como e bebo; depois comerás tu e beberás? 9 Porventura, fica o senhor obrigado àquele servo, por ter feito o que lhe tinha mandado? 10 Assim também vós, depois de terdes feito tudo o que vos foi mandado, dizei: Somos servos inúteis; fizemos o que devíamos fazer».

Comentário:

Claro que, depois, o Mestre há-de garantir o prémio da vida eterna para quem cumprir a Vontade de Deus. Ou seja, não é por fazer a Vontade de Deus que merecemos um prémio mas porque, de facto, esta é a única forma de participar na Glória futura.
Há um mérito, há uma consequência.
O contrário é muito claro também: fazer a minha vontade significa satisfazer-me a mim mesmo, por outras palavras, auto-premiar-me.
Logo, recebido de imediato o prémio, a que mais aspirar? 

(ama, comentário sobre Lc 17, 7-10, 2009.07.02)

Tema: Virtudes – Obediência 1

A obediência consiste essencialmente neste conceito:
A obediência implica sempre o sacrifício da nossa vontade, e isso explica suficientemente porque o homem tem repugnância em obedecer. Obedecer é sempre ceder

(Georges Chevrot, Jesus e a Samaritana, Éfeso, 1956, pg 176)


Doutrina: : CCIC – 418:  Qual é a relação entre a Lei Natural e a Antiga Lei?
                   CIC 1961-1964; 1980-1982

A Antiga Lei é o primeiro estádio da Lei revelada. Ela exprime muitas verdades que são naturalmente acessíveis à razão e que se encontram assim declaradas e autenticadas nas Alianças da salvação. As suas prescrições morais estão compendiadas nos Dez Mandamentos do Decálogo, colocam os alicerces da vocação do homem, proíbem o que é contrário ao amor de Deus e do próximo e prescrevem o que lhe é essencial.

02/10/2010

'Sabemos o que é educar'? e ’Educar: uma ciência e uma arte'

Sabemos o que é educar?

Recentemente publicou-se uma sondagem cujos resultados indicam que 91% dos pais estão preocupados pela formação académica dos seus filhos, 89% pela formação sexual (ainda que só 50% se preocupem com as relações sexuais dos seus filhos), a 70% preocupa-os o álcool e a 61% o acesso à pornografia.
Com estes dados a leitura que faço é que existe demasiada obsessão dos pais pela formação académica e que só preocupa aquilo que pode supor um "problema". Sim, já sei que talvez faça uma leitura pessimista.
Julgo que a maior parte dos pais se enganam no ponto de mira. O que deve ocupar-nos é a educação moral dos nossos filhos, o seu crescimento em virtudes. Se transmitimos aos nossos filhos que o melhor existe, lhes damos razões para tal e com a nossa vida lhes mostramos que é possível viver uma vida moral de máximos, eles lutarão por ser melhores, por estudar, terão razões para não cair na droga e para não considerar o sexo como algo de consumo.
A forma mais eficaz para que os nossos filhos possam ser felizes é dar-lhes ferramentas e razões para que, desde pequenos, queiram ser melhores.

Educar: uma ciência e uma arte

Que a educação dos filhos é uma tarefa complicada e difícil seja evidente, não supõe descobrir nada novo. Não existem receitas mágicas para oferecer mas sim algumas ideias que sirvam para reflectir.
Na educação esconde-se todo o misterioso do ser humano: Porque é que nem todos os filhos reagem igualmente à educação que se lhes dá? ¿Qual é a razão de que haja tantas diferenças entre irmãos? A educação é uma ciência e como tal pode estudar-se, teorizar sobre ela e facilitar ferramentas aos pais para que possam exercer o seu trabalho.
Mas a educação é também e julgo que em maior medida, uma arte. A formação da personalidade de um filho é uma tarefa muito mais delicada que a que um artista realiza com a sua obra. Esconde muitos mistérios, diferentes matizes e sobretudo o mais importante que o homem tem, a liberdade.
A obra artística que o autor realiza adapta-se ao que ele quer. O filho, como ser livre que é, necessita interiorizar o que se lhe transmite e torná-lo seu, não basta o trabalho dos pais, é necessário e fundamental contar com a livre vontade da obra, o filho.
Não existem receitas mágicas mas se tivesse que reduzir a duas palavras o fundamental para educar escolheria estas: carinho e exigência.

(ANÍBAL CUEVAS, A felicidade de andar por casa, in FLUVIUM, trad do castelhano por AMA, 2010.10.02)

Bom Dia! Outubro 02, 2010





Esta conduta é absolutamente normal e não tem que ver com ambição que é uma coisa diferente.
Ambicionar é normalmente um desejo exagerado de obter algo que se tem como ideal para a felicidade própria e que só se satisfaz quando se obtém. Desde este ponto de vista, a ambição é naturalmente má porque deforma os objectivos concretos nascidos de um desejo de melhoria em algo nascido da imaginação ou de simples impulsos pouco elaborados.
Querer possuir um automóvel melhor e mais confortável parece absolutamente legítimo e normal; querer que esse automóvel seja de uma determinada marca, cor, potência e outras especificidades não parece ser um objectivo sério porque, neste caso, talvez se jogue a “felicidade” ou aquilo que se possa considerar como tal, nesse bem concreto. Posso considerar-me feliz por ter um bom automóvel que satisfaça as minhas necessidades e corresponda ao meu gosto mas não é bom que só possa ser feliz, se esse mesmo bem for aquele que imaginei já que o mesmo não acrescentará nada à minha satisfação mas, talvez, ao meu ego.
Igualmente desejar ter meios económicos bastantes para levar uma vida confortável e proporcionar aos outros, à família, condições estáveis de vida e possível futuro não é o mesmo que querer ter muito mais meios de fortuna que permitam qualquer devaneio, a compra seja do que for mesmo que não seja necessário.






À primeira poderíamos chamar “paz económica” à segunda “ambição financeira”. Parece óbvio existirem grandes diferenças entre as duas – mesmo sem considerar o aspecto da legitimidade -, a primeira revela equilíbrio e razoabilidade, a segunda mero desejo que se expressa em algo que se pretende obter; a primeira satisfaz de forma permanente, a segunda, uma vez obtida, tende a conduzir a uma satisfação incompleta porque, entretanto, surgiu uma outra coisa que se deseja ainda mais.


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Textos de Reflexão para 02 de Outubro

Evangelho: Mt 18, 1-5

1 Naquela mesma ocasião aproximaram-se de Jesus os discípulos, dizendo: «Quem é o maior no Reino dos Céus?».2 Jesus, chamando uma criança, pô-la no meio deles3 e disse: «Na verdade vos digo que, se não vos converterdes e vos tornardes como crianças, não entrareis no Reino dos Céus.4 Aquele, pois, que se fizer pequeno como esta criança, esse será o maior no Reino dos Céus.5 E quem receber em Meu nome uma criança como esta, é a Mim que recebe.

Comentário:

É interessante verificar que, nos noticiários sobre as tragédias, acidentes e desastres que vão acontecendo pelo mundo, os jornalistas se refiram sempre com especial ênfase às crianças envolvidas.
De facto, atinge-nos sempre de forma especial, a notícia de crianças que sofrem ou morrem em acontecimentos ou actos violentos. O que, penso é normal, porque, uma criança, é um ser humano em formação que deve poder viver saudável e alegre para que chegue concretizar a esperança que nela, muitos, colocam.
Por isso não se compreende e não se pode aceitar que vão surgindo leis que tornam “oficial” crimes contra as crianças, como o aborto, ou a violentação aberrante das suas mais íntimas características de ser humano débil e indefeso. (ama, comentário sobre Mt 18, 1-5, 2010.07.30)

Tema: Eucaristia 7

Só mediante a Eucaristia é possível viver as virtudes heróicas do cristianismo, a caridade até ao perdão dos inimigos, até ao amor a quem nos faz sofrer, até ao dom da própria vida pelo próximo; a castidade em qualquer idade e situação da vida; a paciência, especialmente na dor e quando se está desconcertado pelo silêncio de Deus nos dramas da história ou da própria existência pessoal. Por isso sede sempre almas eucarísticas para dor ser cristãos autênticos. 

(joão Paulo II, Homília, 19.08.1979, trad do castelhano por ama)

Doutrina: CCIC – 417: Esta lei é percebida por todos?
                  CIC – 1960

Por causa do pecado, a lei natural nem sempre é percebida por todos com igual clareza e imediatez.
Por isso Deus  «escreveu nas tábuas da Lei o que os homens não conseguiam ler nos seus corações»  
(S. Agostinho)

Festa: Santos Anjos da Guarda

                                                                                                                               
Nota Histórica
Com o Sacrifício da Cruz, realizou-se a unidade entre todas as criaturas espirituais e materiais. Em virtude dessa unidade profunda do mundo em Jesus Cristo, os espíritos superiores, que são os Anjos, estão presentes à vida do homem, auxiliam-no, guardam-no e protegem-no.
É-nos impossível descobrir, com os sentidos, a sua acção e descrever a natureza da sua ajuda. «Contudo, a orientação do conjunto da nossa vida depende deles, em parte. Os Anjos podem agir na nossa maneira de julgar, intervir nas nossas decisões, apresentar-
-nos valores sobrenaturais» (Gustavo Thils).

A Igreja recomenda, por isso, que recorramos à intercessão dos Anjos da Guarda, especialmente nos momentos críticos da nossa vida. (snl)

Tema para breve reflexão - 2010.10.02

Devoção à Santíssima Virgem 

A devoção à Santíssima Virgem é fundamental, porque não há melhor meio de obter as graças de Deus que através da Sua Santa Mãe.

(S. Filipe de Neri, Máximas, F.W.Faber, Cromwell Press SN12 8PH, nr. 2-17, trad ama)

01/10/2010

Bom Dia! Outubro 01, 2010
















Quando se fala de melhoria pessoal tem de se estar preparado para um tema que abarca várias vertentes da vida humana.
Desde o progresso na vida normal e corrente, na carreira profissional numa expectativa de melhoria quer das condições de trabalho quer dos proventos que for lícito esperar do mesmo, numa constante adaptação às novidades que vão surgindo em ritmo mais ou menos acelerado em todos os campos da actividade humana, desenvolvendo as capacidades próprias de acordo com o que se vai aprendendo quer estudando quer com a experiência própria e observação do comportamento dos outros é o que pode chamar-se perspectivas de melhoria pessoal.
Esta é, de facto, uma característica da pessoa consciente e normalmente desenvolvida, a evolução natural ao longo da vida. Para isto contribui fortemente a formação do carácter com objectivos bem definidos e os procedimentos a ter para os conseguir alcançar. A pessoa conformada com a sua situação, quer laboral quer na escala social pode classificar-se como amorfa. “Tanto se lhe dá”, não lhe importa “subir”, não tem apetência por novidade nem lhe interessa a evolução da sociedade nas suas múltiplas facetas. Está destinado a morrer no verdadeiro sentido da palavra, estagnando num pântano de conformismo e alheamento que não interessa para nada nem ao próprio nem à sociedade.
O que é natural, é que o carácter evolua acompanhando o progresso da vida, que se desenvolva e actue cada vez mais de forma consciente e constante de forma a acompanhá-la de maneira capaz e consequente.


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Tema para breve reflexão - 2010.10.01

Virtudes – Castidade

A castidade é exigência de amor. É a dimensão da sua verdade interior no coração do homem. 


(joão Paulo II, alocução,1980.12.03)

Textos de Reflexão para 01 de Outubro

Evangelho: Lc 10, 13-16

13 «Ai de ti, Corazin! Ai de ti, Betsaida! Porque se em Tiro e em Sidónia se tivessem realizado as maravilhas que se têm operado em vós, há muito tempo que teriam feito penitência vestidas de cilício e jazendo sobre a cinza. 14 Por isso haverá, no dia de juízo, menos rigor para Tiro e Sidónia que para vós. 15 E tu, Cafarnaum, “que te elevas até ao céu, serás abatida até ao inferno”. 16 Quem vos ouve, a Mim ouve, quem vos rejeita, a Mim rejeita, e quem Me rejeita, rejeita Aquele que Me enviou».

Comentário:

Como não amar com todo o coração aquele que o Senhor colocou neste mundo para falar em Seu nome? O Papa é o Vigário de Cristo na terra e, “Vigário” significa que faz as vezes de…
Isto só me basta para, diariamente, pedir: Que o Senhor o conserve com vida e saúde que seja feliz na terra e não ceda nunca perante os seus inimigos. 

(AMA, Meditação, Lc 10, 13-16, Outubro 2008)

Tema: Eucaristia 6
Se a Eucaristia nos torna um entre nós, é lógico que cada um trate os outros como irmãos. A Eucaristia forma a família dos filhos de Deus, irmãos de Jesus e entre si. 

(Ch. Lubich, La Eucaristia, Ciudad Nueva, Madrid 1977, nr. 78, trad do castelhano por ama)

Doutrina: CCIC – 416: Em que consiste a lei moral natural?
                  CIC – 1954-1959; 1978-1979

A lei natural, escrita pelo Criador no coração de cada ser humano, consiste numa participação na sabedoria e bondade de Deus, e manifesta o sentido moral originário que permite ao homem discernir, pela razão, o bem e o mal. Ela é universal e imutável, e constitui a base dos deveres e dos direitos fundamentais da pessoa, bem como da comunidade humana e da própria lei civil.

Festa: Santa Teresa do Menino Jesus (Lisieux), Doutora da Igreja

                                                                                                                               
Nota Histórica
Nasceu em Alençon (França) no ano 1873. Entrou ainda muito jovem no mosteiro das Carmelitas de Lisieux e exercitou se de modo singular na humildade, simplicidade evangélica e confiança em Deus, virtudes que também procurou inculcar especialmente nas noviças do seu mosteiro. Morreu a 30 de Setembro de 1897, oferecendo a sua vida pela salvação das almas e pela Igreja. (snl)

30/09/2010

Textos de Reflexão para 30 de Setembro

Evangelho: Lc 10, 1-12

1 Depois disto, o Senhor escolheu outros setenta e dois, e mandou-os dois a dois à Sua frente por todas as cidades e lugares onde havia de ir.2 Disse-lhes: «Grande é na verdade a messe, mas os operários poucos. Rogai, pois, ao dono da messe que mande operários para a Sua messe.3 Ide; eis que Eu vos envio como cordeiros entre lobos.4 Não leveis bolsa, nem alforge, nem calçado, e não saudeis ninguém pelo caminho.5 Na casa em que entrardes, dizei primeiro: A paz seja nesta casa.6 Se ali houver algum filho da paz, repousará sobre ele a vossa paz; senão, tornará para vós.7 Permanecei na mesma casa, comendo e bebendo do que tiverem, porque o operário é digno da sua recompensa. Não andeis de casa em casa.8 Em qualquer cidade em que entrardes e vos receberem, comei o que vos puserem diante;9 curai os enfermos que nela houver, e dizei-lhes: Está próximo de vós o reino de Deus.10 Mas, em qualquer cidade em que entrardes e não vos receberem, saindo para as praças, dizei:11 Até o pó da vossa cidade, que se nos pegou aos pés, sacudimos contra vós; não obstante isto, sabei que o reino de Deus está próximo.12 Digo-vos que, naquele dia, haverá menos rigor para Sodoma que para essa cidade.
Comentário:

O apostolado dos leigos é sempre um trabalho de conjunto e nunca uma série de actos isolados ao sabor da decisão ou gosto de cada um.
Para ser eficaz, o apóstolo – que é qualquer baptizado – tem de operar em conjunto e sob orientação de quem, em nome da Igreja, define e conduz essa actividade.
É por isso que o apóstolo tem de ser essencialmente humilde e obediente. Humilde para reconhecer que o que faz não é em seu nome ou para si, mas em nome de Deus e para Ele.
Obediente para fugir à tentação de pôr coisas da sua lavra, ou dar-se pressa, quando se lhe pede um trabalho contínuo, perseverante de paciente disponibilidade para com o objecto do seu apostolado. 

(ama, comentário sobre Lc 10, 1-12)

Tema: Eucaristia 5

A participação nos benefícios da Eucaristia depende mais da qualidade das disposições interiores, pois os Sacramentos da nova lei, actuam ao mesmo tempo ex opere operato, produzem um efeito tanto maior quanto mais perfeitas são as condições em que se recebem

(S. Pio X, Decreto Sacra Tridentina Synodus, Roma, 20.12.1905, trad do castelhano por ama)

Doutrina: CCIC – 415: O que é a lei moral?
                   CIC – 1950

A lei moral é obra da Sabedoria divina. Prescreve-nos caminhos e normas de conduta que levam à bem-aventurança prometida, proibindo-nos os caminhos que nos desviam de Deus.

 Festa: São Jerónimo, Doutor da Igreja
                                                                                                                               
Nota Histórica
Nasceu em Estridon (Dalmácia) cerca do ano 340. Estudou em Roma e aí foi baptizado. Tendo abraçado a vida ascética, partiu para o Oriente e foi ordenado sacerdote. Regressou a Roma e foi secretário do papa Dâmaso. Nesta época começou a revisão das traduções latinas da Sagrada Escritura e promoveu a vida monástica. Mais tarde estabeleceu se em Belém, onde continuou a tomar parte muito activa nos problemas e necessidades da Igreja. Escreveu muitas obras, principalmente comentários à Sagrada Escritura. Morreu em Belém no ano 420. (snl)