17/08/2017

A oração deve enraizar-se na alma

A verdadeira oração, a que absorve todo o indivíduo, não a favorece tanto a solidão do deserto como o recolhimento interior. (Sulco, 460)

O caminho que conduz à santidade é o caminho da oração; e a oração deve enraizar-se pouco a pouco na alma, como a pequena semente que se tornará mais tarde árvore frondosa.

Começamos com orações vocais, que muitos de nós repetimos desde crianças: são frases ardentes e simples, dirigidas a Deus e à Sua Mãe, que é nossa Mãe. De manhã e à tarde, não um dia, mas habitualmente, ainda renovo aquele oferecimento que os meus pais me ensinaram: Ó Senhora minha, ó minha mãe, eu me ofereço todo a Vós. E, em prova da minha devoção para convosco, Vos consagro neste dia os meus olhos, os meus ouvidos, a minha boca, o meu coração... Não será isto, de algum modo, um princípio de contemplação, uma demonstração evidente de confiante abandono? Que dizem aqueles que se querem, quando se encontram? Como se comportam? Sacrificam tudo o que são e tudo o que possuem pela pessoa que amam.


Primeiro uma jaculatória, e depois outra e outra... Até que parece insuficiente esse fervor, porque as palavras se tornam pobres...: e abrem-se as portas à intimidade divina, com os olhos postos em Deus sem descanso e sem cansaço. Vivemos então como cativos, como prisioneiros. Enquanto realizamos com a maior perfeição possível, dentro dos nossos erros e limitações, as tarefas próprias da nossa condição e do nosso ofício, a alma anseia escapar-se. Vai até Deus como o ferro atraído pela força do íman. Começa-se a amar Jesus de forma mais eficaz, com um doce sobressalto. (Amigos de Deus, nn. 295–296)

Evangelho e comentário

Tempo Comum


Evangelho: Mt 18, 21-35

21 Então, Pedro aproximou-se e perguntou-lhe: «Senhor, se o meu irmão me ofender, quantas vezes lhe deverei perdoar? Até sete vezes?» 22 Jesus respondeu: «Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete. 23 Por isso, o Reino do Céu é comparável a um rei que quis ajustar contas com os seus servos. 24 Logo ao princípio, trouxeram-lhe um que lhe devia dez mil talentos. 25 Não tendo com que pagar, o senhor ordenou que fosse vendido com a mulher, os filhos e todos os seus bens, a fim de pagar a dívida. 26 O servo lançou-se, então, aos seus pés, dizendo: ‘Concede-me um prazo e tudo te pagarei.’ 27 Levado pela compaixão, o senhor daquele servo mandou-o em liberdade e perdoou-lhe a dívida. 28 Ao sair, o servo encontrou um dos seus companheiros que lhe devia cem denários. Segurando-o, apertou-lhe o pescoço e sufocava-o, dizendo: ‘Paga o que me deves!’ 29 O seu companheiro caiu a seus pés, suplicando: ‘Concede-me um prazo que eu te pagarei.’ 30 Mas ele não concordou e mandou-o prender, até que pagasse tudo quanto lhe devia. 31 Ao verem o que tinha acontecido, os outros companheiros, contristados, foram contá-lo ao seu senhor. 32 O senhor mandou-o, então, chamar e disse-lhe: ‘Servo mau, perdoei-te tudo o que me devias, porque assim mo suplicaste; 33 não devias também ter piedade do teu companheiro, como eu tive de ti?’ 34E o senhor, indignado, entregou-o aos verdugos até que pagasse tudo o que devia. 35 Assim procederá convosco meu Pai celeste, se cada um de vós não perdoar ao seu irmão do íntimo do coração.»

Comentário:

Esta parábola tem - infelizmente - uma actualidade gritante.

Constata-se que a sociedade de hoje está mergulhada num pantanal de egoísmo que não se quer saber dos outros para nada a não ser na medida em que poderão ser de alguma forma vantajosa.

Não se perdoa, não se esquece, guarda-se tudo num acervo interminável de ofensas - pretensas ou verdadeiras - esquecendo as próprias.

O outro, o meu irmão que é Filho de Deus como eu, não passa de alguém com quem tenha de preocupar-me, não tenho tempo, não possuo qualquer resquício de misericórdia.

Mas, se um dia me acontece algo sei clamar bem alto por auxílio, amparo, protecção sem sequer pensar que é muito possível que me "paguem" de igual forma.

Sim, recorro a Deus, à Santíssima Virgem implorando, pedindo, gemendo e chorando sem me lembrar que só o faço porque me sinto só, desamparado, sem recursos.

Não é honesto, este comportamento! Não é séria esta postura!

Cuidado, pois, não venha Ele dizer-nos como no Evangelho:

«Não te conheço».


(AMA, comentário sobre MT 18, 21-35, 20.03.2017)

Hoy el reto del Amor es que aparques tus miedos hacia un Dios lejano y mires el corazón de Cristo

DIOS TIENE CORAZÓN

Ayer, antes de empezar Vísperas, me dijo sor Carmen:

-Mira, en el altar tenemos al Corazón de Jesús.

Miré hacia el altar y, efectivamente, había una figura del Corazón de Jesús con la pintura rosácea que las caracteriza, totalmente mate.

Le contesté:
-Aún no he visto una figura que me guste.

Y, sin apenas pensarlo, me contestó:
-Ni la encontrarás hasta que llegues al Cielo.

Durante todas las Vísperas me quedé mirando hacia la figura. Tan típica en todas las casas. Miraba todo en su conjunto de nuevo: los colores, la cara, la melena de Jesús... pero de pronto reparé en su mano izquierda, y ya no se apartó de ahí mi mirada. La mano izquierda señalaba a su corazón.

Todo cambió en ese momento. Sentía que me decía: "¡Joane, mira mi corazón, sólo a mi corazón!" Y ahí me di cuenta de que es uno de los complementos que nos molestan de estas figuras, un corazón fuera de lugar, fuera del pecho. Nos parece muchas veces algo piadoso o ilógico, pues ahí no debería estar según la estética y la razón.

Sin embargo, está muy bien puesto. No sé qué imagen te habrán transmitido de Dios o cómo le miras. ¿Un justiciero? ¿Has hecho mal y... mejor no acercarse del todo? ¿No le interesan tus cosas? ¿Está lejos, en las nubes? Hoy Cristo señala su corazón. Te dice que tiene corazón.

Un corazón que ha dado Su vida por ti, que te ama, que se conmueve con la Humanidad y derrama todo su amor. Un corazón que no se rinde en amarte. Que sabe por lo que estás pasando, te comprende y te acoge en tu dolor. Un corazón que, cuando tú aún no te has perdonado, lleva tiempo esperándote con los brazos abiertos.

Es un corazón que, como dice sor Carmen, sólo se descubre mirando al Cielo, ¡sin miedo! Deja que Su corazón entre en el tuyo, para que vivas confiado y abandonado en Su amor infinito, y no en tus juicios sobre ti. Así podrás hacer de ti mismo un don de amor sin reservas, porque el Amor de Cristo es tu referencia.

Hoy el reto del Amor es que aparques tus miedos hacia un Dios lejano y mires el corazón de Cristo. No tengas miedo a descubrirlo desde el Amor, no desde la ley... Después, manda un WhatsApp a alguien a quien su solededad le haga necesitar un mensaje preguntando "¿Qué tal estás?". Recibe Amor para poder darlo.


VIVE DE CRISTO

Pequena agenda do cristão

Quinta-Feira



(Coisas muito simples, curtas, objectivas)



Propósito:
Participar na Santa Missa.


Senhor, vendo-me tal como sou, nada, absolutamente, tenho esta percepção da grandeza que me está reservada dentro de momentos: Receber o Corpo, o Sangue, a Alma e a Divindade do Rei e Senhor do Universo.
O meu coração palpita de alegria, confiança e amor. Alegria por ser convidado, confiança em que saberei esforçar-me por merecer o convite e amor sem limites pela caridade que me fazes. Aqui me tens, tal como sou e não como gostaria e deveria ser.
Não sou digno, não sou digno, não sou digno! Sei porém, que a uma palavra Tua a minha dignidade de filho e irmão me dará o direito a receber-te tal como Tu mesmo quiseste que fosse. Aqui me tens, Senhor. Convidaste-me e eu vim.


Lembrar-me:
Comunhões espirituais.


Senhor, eu quisera receber-vos com aquela pureza, humildade e devoção com que Vos recebeu Vossa Santíssima Mãe, com o espírito e fervor dos Santos.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?








Fátima: Centenário - Vida de Maria - 59



Centenário das aparições da Santíssima 

Virgem em Fátima


Fuga para o Egipto


A voz dos santos

«Vimos a sua estrela no Oriente e viemos adorá-lo. Ao ouvir isto, o Rei Herodes ficou perturbado, e com ele toda a cidade de Jerusalém [i]. Esta cena continua a repetir-se nos nossos dias. Perante a grandeza de Deus, perante a decisão – seriamente humana e profundamente cristã – de viver de modo coerente com a fé, há quem fique desconcertado, e mesmo quem se escandalize, sem nada entender. Dir-se-ia que não admitem a existência de outra realidade para além dos seus acanhados horizontes terrenos. Em face das manifestações de generosidade que observam no comportamento dos que ouviram o chamamento do Senhor, sorriem com displicência, assustam-se, ou então - em casos que parecem verdadeiramente patológicos - obstinam-se em pôr obstáculos à santa determinação tomada por uma consciência com plena liberdade.

Já várias vezes tive oportunidade de assistir a essa espécie de mobilização geral contra quem se decide a dedicar toda a sua vida ao serviço de Deus e do próximo. Há pessoas que estão convencidas que o Senhor não pode escolher quem quer que seja sem lhes pedir primeiro autorização a eles; e de que o homem não tem inteira liberdade para aceitar ou recusar o Amor. Para quem pensa desse modo, a vida sobrenatural de cada alma é algo de secundário; julgam que se lhe deve prestar atenção, mas só depois de satisfeitos os pequenos comodismos e os egoísmos humanos (…).

Considerai o caso de Herodes. É um poderoso da terra e tem oportunidade de recorrer à colaboração dos sábios: convocando todos os príncipes dos sacerdotes e os escribas do povo, perguntou-lhes onde havia de nascer o Messias. O poder e a ciência não o levam ao conhecimento de Deus. Para o seu coração empedernido, o poder e a ciência são instrumentos da maldade: o desejo inútil de aniquilar Deus, o desprezo pela vida de um punhado de crianças inocentes».

São Josemaria (século XX), Cristo que passa, n. 33.




[i] Mt 2, 2-3

16/08/2017

Faz tudo o que puderes para conheceres a Deus

Em cada dia faz tudo o que puderes para conheceres a Deus, para te dares com Ele, para te enamorares mais em cada instante e não pensares senão no seu Amor e na sua glória. – Cumprirás este plano, filho, se não deixares, por nada!, os teus tempos de oração, a tua presença de Deus (com jaculatórias e comunhões espirituais para te inflamarem), a tua Santa Missa pausada, o teu trabalho bem acabado por Ele. (Forja, 737)

Meus filhos, onde estiverem os homens, vossos irmãos; onde estiverem as vossas aspirações, o vosso trabalho, os vossos amores, é aí que está o sítio do vosso encontro quotidiano com Cristo. É no meio das coisas mais materiais da Terra que devemos santificar-nos, servindo Deus e todos os homens.

Tenho ensinado constantemente com palavras da Sagrada Escritura: o mundo não é mau porque saiu das mãos de Deus, porque é uma criatura Sua, porque Iavé olhou para ele e viu que era bom (Cfr. Gen. 1, 7 e ss.). Nós, os homens, é que o tornamos mau e feio, com os nossos pecados e as nossas infidelidades. Não duvideis, meus filhos: qualquer forma de evasão das honestas realidades diárias é, para vós, homens e mulheres do mundo, coisa oposta à vontade de Deus.


Pelo contrário, deveis compreender agora – com uma nova clareza – que Deus vos chama a servi-Lo em e a partir das ocupações civis, materiais, seculares da vida humana: Deus espera-nos todos os dias no laboratório, no bloco operatório, no quartel, na cátedra universitária, na fábrica, na oficina, no campo, no lar e em todo o imenso panorama do trabalho. Ficai a saber: escondido nas situações mais comuns há um quê de santo, de divino, que toca a cada um de vós descobrir. (Temas Actuais do Cristianismo, nn. 113–114)

Evangelho e comentário

Tempo Comum


Evangelho: Mt 18, 15-20

15 «Se o teu irmão pecar, vai ter com ele e repreende-o a sós. Se te der ouvidos, terás ganho o teu irmão. 16 Se não te der ouvidos, toma contigo mais uma ou duas pessoas, para que toda a questão fique resolvida pela palavra de duas ou três testemunhas. 17 Se ele se recusar a ouvi-las, comunica-o à Igreja; e, se ele se recusar a atender à própria Igreja, seja para ti como um pagão ou um cobrador de impostos. 18 Em verdade vos digo: Tudo o que ligardes na Terra será ligado no Céu, e tudo o que desligardes na Terra será desligado no Céu.» 19 «Digo-vos ainda: Se dois de entre vós se unirem, na Terra, para pedir qualquer coisa, hão-de obtê-la de meu Pai que está no Céu. 20 Pois, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, Eu estou no meio deles.»

Comentário:

Noutra ocasião Jesus dirá que se deve “rezar no segredo”.

Estão as duas recomendações em contradição?

Evidentemente, não. Porque se neste caso Cristo garante: «aí estou Eu no meio deles», no outro afirma que: «teu Pai, que vê o que se passa em segredo, te dará a recompensa» (Mt 6, 6)

Ambas as formas de rezar têm o seu tempo circunstancial. A oração em comum é necessária porque todos os cristãos pertencem a uma mesma família, têm um Pai comum, logo, resulta evidente a vantagem de em assembleia comunitária se pedirem coisas que interessam a todos.

A oração privada é um colóquio da pessoa com Deus, directamente.

Diria, uma conversa privada sobre assuntos pessoais, que nos dizem directamente respeito e que, Deus Nosso Senhor, escuta sempre com agrado.


(AMA, Comentário sobre Mt 18, 15-20, 2010.08.11)

Qué significa la vestimenta del Papa? video



Pequena agenda do cristão

Quarta-Feira



(Coisas muito simples, curtas, objectivas)






Propósito:

Simplicidade e modéstia.


Senhor, ajuda-me a ser simples, a despir-me da minha “importância”, a ser contido no meu comportamento e nos meus desejos, deixando-me de quimeras e sonhos de grandeza e proeminência.


Lembrar-me:
Do meu Anjo da Guarda.


Senhor, ajuda-me a lembrar-me do meu Anjo da Guarda, que eu não despreze companhia tão excelente. Ele está sempre a meu lado, vela por mim, alegra-se com as minhas alegrias e entristece-se com as minhas faltas.

Anjo da minha Guarda, perdoa-me a falta de correspondência ao teu interesse e protecção, a tua disponibilidade permanente. Perdoa-me ser tão mesquinho na retribuição de tantos favores recebidos.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?









Fátima: Centenário - Vida de Maria - 58



Centenário das aparições da Santíssima 

Virgem em Fátima


Fuga para o Egipto


A voz dos Padres

«Que temes, Herodes, ao ouvir que nasceu um Rei? Ele não veio expulsar-te a ti, mas para vencer o Maligno. Mas tu não entendes estas coisas e por isso perturbaste e enfureces-te, e, para que não escape o que procuras, mostras-te cruel, dando a morte a tantas crianças. Nem a dor das mães que gemem, nem o lamento dos pais pela morte dos seus filhos, nem o choro e os gemidos das crianças te fazem desistir do teu propósito. Matas o corpo das crianças, porque o temor te matou em ti o coração (...).

As crianças sem o saber, morrem por Cristo; os pais fazem luto pelos mártires. Cristo fez Suas dignas testemunhas os que ainda não podiam falar. É esta a maneira com reina Aquele que veio para reinar. É assim que o Libertador concede liberdade e o Salvador dá a salvação... Oh! grande dom da graça! De quem são os merecimentos para que triunfem assim as crianças? Ainda não falam, e já confessam Cristo. Ainda não podem entabular batalha, valendo-se dos seus próprios membros, e já conseguem a palma da vitória».


São Quodvultdeus (século V), Sermão 2, sobre o Símbolo.

15/08/2017

Dilata o teu coração

Não tenhas espírito provinciano. – Dilata o teu coração, até que seja universal, "católico". Não voes como ave de capoeira, quando podes subir como as águias. (Caminho, 7)

Em certa ocasião, vi uma águia encerrada numa jaula de ferro. Estava suja e meia depenada. Tinha entre as garras um pedaço de carne podre. Pensei então no que seria de mim se abandonasse a vocação recebida de Deus. Tive pena daquele animal solitário, enjaulado, que tinha nascido para subir muito alto e olhar de frente o Sol. Podemos ascender até às humildes alturas do amor de Deus, do serviço a todos os homens. Para isso, porém, é preciso que não haja na alma recantos escondidos, onde não possa entrar o sol de Jesus Cristo. Temos de deitar fora todas as preocupações que nos afastem d'Ele; e assim terás Cristo na tua inteligência, Cristo nos teus lábios, Cristo no teu coração, Cristo nas tuas obras. Toda a vida – o coração e as obras, a inteligência e as palavras – cheia de Deus. (...)


Invoca comigo Nossa Senhora, e imagina como passaria Ela aqueles meses à espera do Filho que havia de nascer. E Nossa Senhora, Santa Maria, fará com que sejas alter Christus, ipse Christus, outro Cristo, o próprio Cristo. (Cristo que passa, 11)

Evangelho e comentário

Tempo Comum

Assunção da Santíssima Virgem

Evangelho: Lc 1, 39-56

39 Por aqueles dias, Maria pôs-se a caminho e dirigiu-se à pressa para a montanha, a uma cidade da Judeia. 40 Entrou em casa de Zacarias e saudou Isabel. 41 Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, o menino saltou-lhe de alegria no seio e Isabel ficou cheia do Espírito Santo. 42 Então, erguendo a voz, exclamou: «Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre. 43 E donde me é dado que venha ter comigo a mãe do meu Senhor? 44 Pois, logo que chegou aos meus ouvidos a tua saudação, o menino saltou de alegria no meu seio. 45Feliz de ti que acreditaste, porque se vai cumprir tudo o que te foi dito da parte do Senhor.» 46 Maria disse, então: «A minha alma glorifica o Senhor 47 e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador. 48Porque pôs os olhos na humildade da sua serva. De hoje em diante, me chamarão bem-aventurada todas as gerações. 49 O Todo-poderoso fez em mim maravilhas. Santo é o seu nome. 50 A sua misericórdia se estende de geração em geração sobre aqueles que o temem. 51 Manifestou o poder do seu braço e dispersou os soberbos. 52 Derrubou os poderosos de seus tronos e exaltou os humildes. 53 Aos famintos encheu de bens e aos ricos despediu de mãos vazias. 54 Acolheu a Israel, seu servo, lembrado da sua misericórdia, 55 como tinha prometido a nossos pais, a Abraão e à sua descendência, para sempre.» 56 Maria ficou com Isabel cerca de três meses. Depois regressou a sua casa.

Comentário:

Como é feliz esta jovem mulher a quem foi revelado o papel de extraordinária relevância que irá desempenhar na história da humanidade!
Feliz não pela honra, o destaque, a distinção, mas porque Deus Se revelou na serva humilíssima como a si mesma se considera.

Maria não pensa nela, mas em Deus que nela quis revelar-se porque, de facto, faz o que quer e como quer.

Não consegue manter por mais tempo o que lhe sufoca o peito e, as palavras de Isabel foram como que a chave que abriu esse cofre e, o seu canto de louvor, jorra impetuoso, intenso, magnífico.


(AMA, comentário sobre Lc 1, 39-56, 10.052017)

Reflexão para Férias

No Verão, muitos partem para outros locais em busca de descanso e recuperação.

Ainda bem!

O pior e que, alguns, “deixam Cristo em casa”, isto é, também a prática da fé fica de férias.

Não pode ser!

Um cristão tem de dar o exemplo - sempre - e, considerar, que talvez as férias sejam uma ocasião soberana para o fazer e, também, apostolado a sério, consistente.

‘A que Missa vão no Domingo?’

Esta, uma pergunta apostólica que urge fazer e, claro, ter a informação pronta para dar:

‘As missas no Domingo, são em tal parte e a tais horas.

Eu vou esta, porque não vamos juntos?’



Hoy el reto del amor es pasar cinco minutos con el Señor antes de empezar tu día.

LAS PERDIDAS PROFUNDIDADES

Las pitas del jardín se han hecho gigantescas, y están por todas partes. ¡Ah! Y pinchan de lo lindo. Así pues, la semana pasada decidimos quitar algunas.

No bastó con las tijeras y el hacha: tuvimos que recurrir al azadón y la motosierra. Sólo se veían las hojas, verdes, brillantes, muy apretadas... y afiladas como espadas.

Tras un buen rato de pelea, logramos abrirnos camino hasta el tronco madre. ¡Qué barbaridad! Jamás había visto uno, pues las hojas lo cubren totalmente. ¡Era exageradamente ancho y grande!

De pronto descubrí que el sueño de cualquier pita es crecer, tener muchas ramificaciones, convertirse en una "montaña verde". Pero, para ello, es fundamental algo que nadie ve: un tronco fuerte y grande. ¡Ése es Jesucristo!

Cristo es el único que puede sostenerte por completo, el único que puede llenar de vida y de color todas tus ramificaciones, todas las cosas que hagas a lo largo del día. Si quieres que tu Semana Santa esté llena de color y vitalidad, apuesta por lo que no se ve: ¡el tronco! 

Hoy el reto del amor es pasar cinco minutos con el Señor antes de empezar tu día. Seguramente nadie vea ese tiempo, pero, créeme, ¡será el tronco de tu jornada! Preséntale los planes y proyectos que tienes para hoy, para esta semana de gracia. Háblalos con Él, y deja que Cristo te acompañe en cada uno de ellos. Vive estos días enganchado al Tronco... ¡y tu pita florecerá en mil destellos de amor! ¡Feliz día!


VIVE DE CRISTO  

Pequena agenda do cristão


TeRÇa-Feira


(Coisas muito simples, curtas, objectivas)




Propósito:

Aplicação no trabalho.

Senhor, ajuda-me a fazer o que devo, quando devo, empenhando-me em fazê-lo bem feito para to poder oferecer.

Lembrar-me:
Os que estão sem trabalho.

Senhor, lembra-te de tantos e tantas que procuram trabalho e não o encontram, provê às suas necessidades, dá-lhes esperança e confiança.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?





Fátima: Centenário - Vida de Maria - 57



Centenário das aparições da Santíssima 

Virgem em Fátima


Fuga para o Egipto


A voz dos Padres

«Herodes teme, os magos desejam; estes desejam encontrar o Rei, aquele temeu perder o reino. Por último, todos O procuram: aqueles, para viver por Ele; o outro, porque quer dar-Lhe a morte; Herodes, para cometer um grande pecado contra Ele; os magos, para que lhes perdoe todos os seus. Herodes dá morte a muitas crianças com a intenção de matar um determinado, e enquanto causa tão cruel e sangrenta matança nas pessoas de tantos inocentes, é ele o primeiro a causar a sua própria morte com tanta maldade. Entretanto, o nosso Rei, a Palavra que ainda não fala, enquanto os magos O adoravam as crianças morriam por Ele, ou jazia deitado ou tomava o peito, e antes de falar encontrava crentes e antes de padecer fazia também mártires.

Oh crianças ditosas, recém-nascidas, nunca tentados, nunca forçados a lutar e já coroados! Duvide que fostes coroados, ao padecer por Cristo, quem pense que de nada serve às crianças o Baptismo de Cristo. Ainda não tínheis a idade para crer em Cristo, que havia de sofrer também a Sua paixão, mas tínheis carne em que padecê-la por Ele, que a sofreria posteriormente. De nenhum modo a graça do Salvador abandonaria estas crianças, o Menino que tinha vindo buscar o que se tinha perdido, não só mediante o Seu nascimento, mas também suspenso da cruz. Quem pôde ter como pregoeiros do seu nascimento os anjos, como proclamadores os céus e como adoradores os magos, poderia conceder-lhes que não morressem aqui por Ele, se soubesse que com aquela morte iam perecer e não viver numa felicidade maior. Longe, longe de nós pensar que, vindo libertar os homens, Cristo não se preocupasse com a recompensa para aqueles que iam morrer por Ele que, pendente da cruz, orou inclusivamente pelos seus assassinos».


Santo Agostinho (séculos IV-V), Sermão 373, 2-3.

14/08/2017

Evangelho e comentário

Tempo Comum


Evangelho: Mt 17, 22-27

22 Estando reunidos na Galileia, Jesus disse-lhes: «O Filho do Homem tem de ser entregue nas mãos dos homens, 23 que o matarão; mas, ao terceiro dia, ressuscitará.» E eles ficaram profundamente consternados. 24 Entrando em Cafarnaúm, aproximaram-se de Pedro os cobradores do imposto do templo e disseram-lhe: «O vosso Mestre não paga o imposto?» 25 Ele respondeu: «Paga, sim». Quando chegou a casa, Jesus antecipou-se, dizendo: «Simão, que te parece? De quem recebem os reis da terra impostos e contribuições? Dos seus filhos, ou dos estranhos?» 26 E como ele respondesse: «Dos estranhos», Jesus disse-lhe: «Então, os filhos estão isentos. 27 No entanto, para não os escandalizarmos, vai ao mar, deita o anzol, apanha o primeiro peixe que nele cair, abre-lhe a boca e encontrarás lá um estáter. Toma-o e dá-lho por mim e por ti.»

Comentário:

Façamos umas contas:

Didracma = a mais ou menos 7, 2 grms de prata, ou seja, um pouco menos do salário de um dia de trabalho que seria igual a 4 grm de prata;
Estáter = 14, 4 grms de prata = a mais ou menos o salário de um dia e meio de trabalho.

Ou seja, o Senhor não possui, sequer, o correspondente a dia e meio de salário!

Mas, nem por isso deixa de assistir ao Seu amigo Pedro que, obviamente, também não possui essa pequena quantia.
A resposta de Pedro à Sua pergunta declara-o isento do imposto, mas, não obstante, deseja pagar o que supostamente deve.
Compreende-se que Jesus nos dá uma razão para o fazer: se não O reconhecem como Filho de Deus não quer causar escândalo eximindo-se ao imposto, mas, fá-lo de forma que demonstra de forma claríssima a Sua Divindade, o Seu Poder.


(AMA, comentário sobre Mt 17, 22-27, 10.05.2017)

Fátima - Centenário - Oração diária,


Senhora de Fátima:

Neste ano do Centenário da tua vinda ao nosso País, cheios de confiança vimos pedir-te que continues a olhar com maternal cuidado por todos os portugueses.
No íntimo dos nossos corações instala-se alguma apreensão e incerteza em relação a este nosso País.

Sabes bem que nos referimos às diferenças de opinião que se transformam em desavenças, desunião e afastamento; aos casais desfeitos com todas as graves consequências; à falta de fé e de prática da fé; ao excessivo apego a coisas passageiras deixando de lado o essencial; aos respeitos humanos que se traduzem em indiferença e falta de coragem para arrepiar caminho; às doenças graves que se arrastam e causam tanto sofrimento.
Faz com que todos, sem excepção, nos comportemos como autênticos filhos teus e com a sinceridade, o espírito de compreensão e a humildade necessárias para, com respeito de uns pelos outros, sermos, de facto, unidos na Fé, santos e exemplo para o mundo.

Que nenhum de nós se perca para a salvação eterna.

Como Paulo VI, aqui mesmo em 1967, te repetimos:

Monstra te esse Matrem”, Mostra que és Mãe.

Isto te pedimos, invocando, uma vez mais, ao teu Dulcíssimo Coração, a tua protecção e amparo.


AMA, Fevereiro, 2017

Ni horóscopos ni adivinos, el cristiano no sabe dónde va pues «es guiado» por Dios, dice el Papa

El Papa comentó el libro del Génesis para hablar de la "promesa" de Dios

El Papa Francisco advirtió durante su homilía en la Casa Santa Marta que un cristiano “que está parado” no es un “verdadero cristiano” y avisó del peligro de “instalarse demasiado” en vez de “fiarse de Dios”.

El Santo Padre habló del “estilo de vida cristiana” explicando la figura de Abraham y que consideró que se estructura en tres puntos: “despojarse”, “promesa” y “bendición”.

Tal y como recoge Aciprensa, Francisco indicó que “ser cristiano lleva siempre esta dimensión de despojarse que encuentra su plenitud en el despojarse de Jesús en la Cruz. Siempre hay un ‘ir’, ‘deja’, para dar el primer paso: ‘deja y vete de tu tierra, de tu parentela, de la casa de tu padre’. Si hacemos un poco de memoria veremos que en los evangelios la vocación de los discípulos es un ‘ve’, ‘deja’, ‘ven’”.

De este modo, agregó el Papa, los cristianos deben tener “la capacidad” de ser despojados porque si no se dejan “despojar y crucificar con Jesús”, no son cristianos auténticos.

"Caminamos hacia una promesa"
“El cristiano no tiene el horóscopo para ver el futuro; no va al adivino que tiene la bola de cristal, o a que le lean la mano. No, no. No sabe dónde va. Es guiado. Y esto es como una primera dimensión de nuestra vida cristiana: el despojarse”, añadió.

“¿Pero despojarse para qué? Para ir hacia una promesa. Y esta es la segunda. Somos hombres y mujeres que caminamos hacia una promesa, hacia un encuentro, hacia algo que debemos recibir en herencia”.

Por todo ello, Francisco recordó que Abraham se “fía de Dios”, y “siempre está en camino”. “El camino comienza todos los días desde la mañana; el camino de fiarse del Señor, el camino abierto a las sorpresas del Señor, muchas veces no son buenas, son feas. Pensemos en una enfermedad, en una muerte. Pero es un camino abierto porque yo sé que Tú me llevarás a un lugar seguro, a una tierra que has preparado para mí: el hombre en camino, el hombre que vive en una tienda, una tienda espiritual”.

El cristiano "bendice"
Del mismo modo, el Pontífice también aviso de que cuando el alma “se sistema demasiado, se instala demasiado, pierde esa dimensión de ir hacia la promesa y en lugar de caminar hacia la promesa, lleva la promesa y posee la promesa, y esto no funciona, no es cristiano”.

El tercer punto es la “bendición”. El cristiano “bendice”, es decir, “dice bien de Dios y dice bien de los otros” y “se hace bendecir por Dios y por los demás”. Y este es el esquema “de nuestra vida cristiana”, porque todos “debemos bendecir a los otros, ‘decir bien de los demás’ y ‘decir bien a Dios de los demás’.

Francisco también advirtió de que estamos acostumbrados “a no decir bien” del prójimo cuando “la lengua se mueve un poco como quiere”, en lugar de seguir a “nuestro Padre”.


REL