09/06/2016

Verdades que o egoísmo esconde - 4

Resultado de imagem para egoísmo

A pessoa vai enriquecer-se na medida em que contribuir para o enriquecimento pessoal de parentes, amigos e colegas.


Fonte: REVISTA SER PERSONA

(Revisão da versão portuguesa por ama)

Temas para meditar - 645

No dia de Pentecostes nasceu a Igreja, sob o poderoso sopro do Espí­rito Santo.

Ela nasceu, num certo sentido, “no mundo inteiro” habitado pelos homens, que falam diversas línguas.
Nasceu para ir ao mundo inteiro a fim de ensinar, com as diversas línguas, todas as nações.

Nasceu “para que”, ensinando os homens e as nações, ‘ela nasça sem­pre de novo’ mediante a palavra do Evangelho; para que neles nasça sempre de novo no Espírito Santo, ‘pela força sacramental da Eucaris­tia’.


(são JOÃO PAULO II, Passai um Ano Comigo, Meditações quotidianas, Editorial Verbo 1986, Tempo Pascal, pg. 145)

Doutrina – 169

CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA

Compêndio


PRIMEIRA PARTE: A PROFISSÃO DA FÉ
SEGUNDA SECÇÃO: A PROFISSÃO DA FÉ CRISTÃ
CAPÍTULO PRIMEIRO CREIO EM DEUS PAI

A queda


73. Como se compreende a realidade do pecado?


O pecado está presente na história do homem. Tal realidade só se esclarece plenamente à luz da Revelação divina, e sobretudo à luz de Cristo Salvador universal, que fez superabundar a graça onde abundou o pecado.

Pede a verdadeira humildade

A humildade nasce como fruto do conhecimento de Deus e do conhecimento de si próprio. (Forja, 184)

Essas depressões por veres ou por outros descobrirem os teus defeitos, não têm fundamento...
Pede a verdadeira humildade. (Sulco, 262)

Fujamos dessa falsa humildade que se chama comodismo. (Sulco, 265)

– Senhor, peço-te um presente: Amor..., um Amor que me deixe limpo. E mais outro presente: conhecimento próprio, para me encher de humildade. (Forja, 185)

São santos os que lutam até ao final da sua vida: os que se sabem levantar sempre depois de cada tropeção, de cada queda, para prosseguir valentemente o caminho com humildade, com amor, com esperança. (Forja, 186)

Se os teus erros te fazem mais humilde, se te levam a procurar agarrar com mais força a mão divina, são caminho de santidade: "felix culpa!", bendita culpa!, canta a Igreja. (Forja, 187)


A humildade leva cada alma a não desanimar ante os próprios erros. A verdadeira humildade leva... a pedir perdão! (Forja, 189)

Leitura espiritual


INTRODUÇÃO AO CRISTIANISMO

"Creio em Deus" – Hoje

SEGUNDA PARTE

JESUS CRISTO

CAPÍTULO PRIMEIRO

"Creio em Jesus Cristo seu Filho Unigénito, Nosso Senhor".

IV. Caminhos da Cristologia

3. Cristo, "o último Homem”.
Digressão: Estruturas do Crístico

1.   O princípio do "para".

O "para" deve ser encarado como princípio decisivo da existência humana, tornando-se o local exato da manifestação do divino no mundo. Este facto tem ainda outra conseqüência, a saber: o ser-todo-outro de Deus, que o homem já é capaz de descobrir, ou ao menos de suspeitar por si, torna-se um completo ser-outro, uma total incognoscibilidade de Deus. Significa que o ocultamento de Deus, com que o homem conta, assume a forma escandalosa de sua palpabilidade e de sua visibilidade como Deus crucificado. Expresso de outro modo: tem como consequência que Deus, o primeiro, o "alfa" da criação, surge como o "ómega", como a última letra do alfabecto da criação, como a mínima criatura na criação. Neste contexto, Lutero fala do ocultamento de Deus sub contrario, isto é, no que parece ser o contrário de Deus. Destaca assim a peculiaridade da forma cristã da teologia negativa, determinada a partir da cruz, frente à teologia negativa do pensamento filosófico. Já a Filosofia, a reflexão própria do homem sobre Deus, conduz, à convicção de ser Deus o todo outro, o simplesmente oculto e incomparável. "Curtas como as vistas das aves noturnas são também as nossas vistas diante do que é o mais luminoso em si", já afirmava Aristóteles. De facto, à luz da fé em Jesus Cristo, responderemos: Deus é o todo diferente, invisível, incognoscível. Mas, quando ele surgiu em cena realmente assim todo diferente, tão invisível em sua divindade, tão incognoscível, não se tratava daquela espécie de ser-outro e de estranheza prevista por nós, e ele, de facto, ficou desconhecido. Contudo – não deveria precisamente esta circunstância revelá-lo como o realmente todo outro, que põe abaixo todos os nossos cálculos de ser-outro, revelando-se assim como o unicamente autêntico todo diferente?

De acordo com isto, através da Bíblia inteira se pode encontrar continuamente a ideia da dupla maneira de Deus aparecer no mundo. Deus comprova-se, primeiramente e sem dúvida, na força cósmica. A grandeza, o Logos do mundo que ultrapassa, envolvendo-a, porém, toda a nossa imaginacção, aponta para aquele cujo pensamento este mundo é; para aquele, diante do qual os povos são "como gotas à beira do balde", "como pó na balança" (Is 40,15). Existe realmente o lembrete do universo sobre o seu criador. Por mais que nos obstinemos contra os argumentos da existência de Deus, por mais que a reflexão filosófica objecte contra seus diversos passos, e com muita razão, é um facto irretorquível que o proto-pensamento criativo e a sua força criadora transluzem através do mundo e da sua estrutura ideal.

Mas aí temos apenas um modo de Deus se manifestar no mundo. O outro sinal, que Deus estabeleceu para si, e que o mostra mais verdadeiro no que lhe é mais peculiar, ocultando-o tanto mais, é o sinal do vil, que, medido sob o ponto de vista cósmico-quantitativo, é totalmente insignificante, quase um puro nada. Aqui deveríamos citar a sequência: terra – Israel – Nazaré – cruz – Igreja, em que Deus aparenta desaparecer mais e mais no pequeno, revelando-se exactamente assim como ele mesmo. Eis, primeiro, a terra, um nada no cosmos, destinada a ser o ponto de actividade divina no universo. Eis Israel, um nada entre as potências, destinado a ser o ponto do seu aparecimento na terra. Eis Nazaré, outra vez um nada dentro de Israel, destinada a tornar-se o ponto de sua vinda definitiva. Eis, enfim, a cruz, da qual está pendente alguém – uma existência fracassada, cruz destinada a ser o ponto onde Deus pode ser palpado. Finalmente, eis a Igreja, a criação problemática da nossa história, pretendendo ser o lugar duradouro da sua revelação. Sabemos hoje, e até demais, quão pouco, mesmo na Igreja, continua suprimida a ocultação da proximidade divina. Exactamente onde, no luxo da renascença, a Igreja julgava poder tornar-se imediata "porta do céu" e "casa de Deus" voltou ela a ser, e quase mais do que nunca, o incógnito de Deus, que atrás dela quase não se podia mais encontrar. Desse modo, o que é insignificante cósmica e mundialmente representa o sinal exacto de Deus em que se anuncia o todo outro que, diante das nossas expectativas, volta a ser o completamente incompreensível. O nada cósmico é o verdadeiro tudo, porque o "para" é o específico de Deus...
4. A lei do supérfluo.

Nas declarações éticas do Novo Testamento existe uma tensão aparentemente invencível: entre graça e ética, entre perdão total e não menos completa reivindicação, entre completo ser-agraciado do homem que recebe tudo gratuitamente, por ser incapaz de produzir alguma coisa, e a não menos radical obrigacção de doar-se até ao inaudito desafio: "Sede, portanto, perfeitos, como o vosso Pai no céu é perfeito" (Mt 5,48). Nesta fascinante polaridade, se procurarmos um termo médio de ligação, depararemos continuamente, sobretudo na teologia paulina, mas também nos Sinópticos, com o termo "supérfluo" (perisseuma), no qual se encontra, entrelaçando-se e interpenetrando-se o que se afirma da graça e do desejo.

Para visualizar este princípio, destaquemos aquele tópico central do Sermão da Montanha, que ali se acha como se fora a epígrafe e a síntese das seis grandes antíteses ("aos antigos foi dito... Eu porém vos digo..."), mediante o qual Jesus completa a nova redacção da segunda tábua do Decálogo: O texto reza: "Porque, eu vos digo, se a vossa virtude não sobrepujar a dos escribas e dos fariseus, não entrareis no reino dos céus" (Mt 5,20). Jesus declara primeiramente toda a justiça humana como insuficiente. Quem poderia gabar-se honestamente de ter assimilado realmente e sem reservas, até ao âmago da própria alma, o sentido de cada exigência, tendo descido inteiramente até suas derradeiras raízes e, muito menos ainda, de ter produzido o supérfluo? Certamente, na Igreja há um "estado de perfeição", no qual as pessoas se comprometem ao supérfluo, a passar além do que é objecto de uma ordem. Mas, os que integram tal estado são os últimos a negarem que se encontram sempre no início e se sentem cheios de falhas. O "estado de perfeição", é na verdade, a forma mais dramática de representar a perene imperfeição do homem.
Quem não se contentar com esta indicacção, leia os seguintes versículos do Sermão da Montanha (5,21-48) e sentirá exposto a um exame de consciência desalentador. Neste texto torna-se claro o que significa levar a sério as determinações aparentemente tão simples da segunda tábua do Decálogo, das quais três são ali desenvolvidas: "Não matarás. Não cometerás adultério. Não jurarás falso". À primeira vista, parece muito fácil sentir-se justo frente a estas exigências. Afinal, não matamos a ninguém, não cometemos, adultério, não sentimos o peso de perjúrio algum sobre a consciência. Mas Jesus lança uma luz forte sobre as profundezas destes postulados; e então revela-se como o homem participa daqueles crimes, com sua cólera, a sua vontade de não perdoar, a sua inveja e cobiça. Torna-se claro o quanto o homem, com a sua aparente justiça, está emaranhado no que se chama a injustiça do mundo. Lendo com seriedade as palavras do Sermão da Montanha, dá-se o mesmo que se acontece com alguém que passa da apologética de um partido para a realidade. O belo preto-e-branco em que se costuma dividir os homens, transforma-se no pardo de um lusco-fusco geral. Torna-se evidente não existir entre os homens o preto-e-branco; apesar de todas as gradações distribuídas em vasta escala, encontram-se todos de algum modo numa luz indefinível. Usando outra comparação, poderíamos dizer: Reconhecendo ser possível identificar, no todo, em um plano "macroscópico", as nuances morais dos homens, uma consideração quase microscópica, micro-moral oferece, também aqui, um quadro diferenciado no qual as dessemelhanças começam a tornar-se problemáticas; em todo caso, não se pode mais falar de uma justiça que, além do necessário, apresenta o supérfluo.

Em se tratando do homem, portanto, ninguém estaria em condições de entrar no reino dos céus, isto é, na região da justiça real e plena. O reino dos céus estaria condenado a ser pura utopia. De facto, deve continuar pura utopia, enquanto depender exclusivamente da boa vontade do homem. Quantas vezes não se ouve dizer: bastaria um pouco de boa vontade para que tudo no mundo fosse belo e bom. É verdade: um pouco de boa vontade bastaria, mas a tragédia humana consiste precisamente no facto de faltar ao homem a indispensável força para criar aquele pouco de boa vontade. Neste caso, Camus teria razão, vendo o símbolo da humanidade em Sísifo a tentar incessantemente levar a pedra ao alto, condenado a deixá-la rolar sempre de novo morro abaixo? No que toca à humana capacidade, a Bíblia mostra-se tão sóbria como Camus, sem, contudo, se deixar envolver pelo cepticismo. Para ela, o limite da justiça humana, da humana capacidade em geral, é expressão de o homem estar à mercê do inquestionável dom da graça, que se lhe oferece sem medida, abrindo-o ao mesmo tempo, e sem o qual ele permaneceria fechado e injusto apesar de toda a sua "justiça". Só o homem que aceita o dom pode encontrar o caminho para si. Assim a percepção da justiça humana torna-se, simultaneamente, indicação da justiça de Deus, cuja superabundância se chama Jesus Cristo. Ele é a justiça de Deus que ultrapassa de muito o necessário, justiça que não calcula, mas que é realmente superabundante, que representa o "apesar de" do grande amor com que ele sobrepuja o fracasso do homem.

Apesar disto, haveria um mal entendido, se se quisesse deduzir daí uma desvalorização do homem, afirmando-se que, em tal caso, tudo daria na mesma e qualquer procura de justiça e bondade diante de Deus seria uma coisa sem sentido. Muito pelo contrário. Apesar de tudo, e precisamente por causa do que se disse, fica de pé o desafio de possuir a justiça em superabundância, já que não se pode realizar a justiça inteira. Mas, que quer isto dizer? Não há aí um contra-senso? Ora bem, isto quer dizer que não é cristão quem sempre está a calcular quanto lhe compete fazer, quanto é exactamente o bastante para apresentar-se como alguém revestido da veste nupcial, com a ajuda, quiçá, de alguns truques casuísticos. Nem é cristão, mas fariseu, quem se põe a calcular, onde termina a obrigação e onde se pode conseguir méritos excedentes, mediante um opus supererogatorium. Ser cristão não significa fornecer determinada quota obrigatória, e, quiçá, a título de perfeição maior, até ultrapassar o limite obrigatório. Cristão é quem sabe que, em qualquer hipótese, vive de dádiva; que, por conseguinte, qualquer justiça só poderá consistir em também ser doador, semelhante ao mendigo que continua a distribuir generosamente, grato pelo que recebeu. Não passa de injusto quem for justo apenas, o calculista que acredita ser capaz de conseguir para si a veste branca e nela realizar-se completamente. Justiça humana só se realizará na renúncia às suas pretensões, e no entregar-se à generosidade face ao homem e a Deus. Trata-se da justiça do "perdoai, como nós perdoamos" – súplica que se revela como a fórmula clássica da justiça humana cristãmente concebida: consiste em passar adiante, já que cada qual vive essencialmente do perdão recebido.


joseph ratzinger, Tübingen, verão de 1967.

(Revisão da versão portuguesa por ama)



Evangelho e comentário


Tempo Comum

Evangelho: Mt 5, 20-26

20 Porque Eu vos digo que, se a vossa justiça não superar a dos escribas e fariseus, não entrareis no Reino dos Céus. 21 «Ouvistes que foi dito aos antigos: “Não matarás”, e quem matar será submetido ao juízo do tribunal. 22 Porém, Eu digo-vos que todo aquele que se irar contra o seu irmão, será submetido ao juízo do tribunal. E quem chamar cretino a seu irmão será condenado pelo sinédrio. E quem lhe chamar louco será condenado ao fogo da Geena. 23 Portanto, se estás para fazer a tua oferta diante do altar, e te lembrares ali que o teu irmão tem alguma coisa contra ti, 24 deixa lá a tua oferta diante do altar, e vai reconciliar-te primeiro com teu irmão, e depois vem fazer a tua oferta. 25 Concilia-te sem demora com o teu adversário, enquanto estás com ele no caminho, para que não suceda que esse adversário te entregue ao juiz, e o juiz te entregue ao guarda, e sejas metido na prisão. 26 Em verdade te digo: Não sairás de lá antes de ter pago o último centavo.

Comentário:

Em pleno Ano Jubilar da Misericórdia este trecho de São Mateus vem recordar-nos as palavras de Jesus Cristo que, de forma muito gráfica, estabelece os princípios das relações com o próximo.

Em suma trata-se de não ofender, não tratar mal, ser reconhecido, reparar o mal feito.

Parece, por outro lado, que o versículo 26 se pode aplicar ao Purgatório lugar destinado aos que morrem com algo por “resolver”, ou por concluir. O reato é exactamente esse pouco ou muito que como uma cicatriz mal curada e ainda visível, atesta o que nos faltará cumprir para limpar a alma e poder gozar da visão da Face de deus por toda e eternidade.

(ama, comentário sobre Mt 5, 20-26, 2016.02.2016)



Reflectindo - 189 - Igualdade de vida

Igualdade de vida

Houve-se com frequência dizer a respeito de alguém:

'É muito honesto'.

Isto é dito como se fosse algo extraordinário, fora do "normal".

Mas, então, o normal não é ser-se honesto!

Aliás, não se é "muito honesto" ou se é ou não!

Por isso penso que esta locução não faz qualquer sentido e que o que realmente se deveria dizer seria:

'Pode confiar-se' (nessa pessoa).

Isto sim é o que realmente queremos pensar a respeito dos outros e que igualmente desejamos que os outros pensem de nós.

Claro que uma pessoa digna de confiança é, por natureza, honesta.

É que parece haver uma tendência para considerar que a honestidade se resume e conclui em não se apropriar do alheio quando, de facto, é muito mais que isso: é viver, pensar e actuar com critérios sãos e estáveis, que não mudam conforme as circunstâncias, o ambiente ou outra coisa qualquer.

Considerar alguém honesto só porque não se apropria do que não lhe pertence é reduzir essa virtude a um mero comportamento, ou dito de outra forma, que essa virtude é a consequência lógica de não ter o defeito.

Mas... não ter um defeito não determina possuir uma virtude.

Por exemplo: 

Se não me embriago não permite concluir que tenha a virtude da temperança mas apenas que sou comedido na bebida;

Se cumpro as regras de trânsito não quer dizer que sou obediente mas que respeito as leis;

As virtudes - tema já abordado antes -  só se adquirem com os bons hábitos praticados com regularidade e independentemente das circunstâncias.

Por isso mesmo é muito importante a igualdade de vida.

Mas… E o que vem a ser a "igualdade de vida"?

Para os cristãos, è proceder de acordo com a Fé que afirmam professar, sem "intervalos" ou concessões.
Que os actos correspondam ao que se diz, que haja coerência, sintonia, entre o que se pensa e diz e o que se pratica.
Que, em suma, se seja honesto consigo próprio.

Mas, sobretudo, se seja honesto com Deus Nosso Senhor que não pode aceitar nem desculpas nem "justificações" se o nosso comportamento não corresponde integralmente ao que Ele tem todo o direito de esperar.

Ele sabe muito bem se o que fazemos corresponde à Sua Vontade ou aos nossos desejos ou conveniências de momento.

Portanto, pode concluir-se, igualdade de vida é fazer, em tudo, a Vontade de Deus!


ama, 2013

08/06/2016

Dar de comer a quem tem fome


Dono de restaurante no Canadá distribui refeições grátis para quem não pode pagar

Parkash

Este simpático senhor da foto chama-se Parkash Chhibber e é dono do res­taurante Indian Fusion em Edmonton, no Canadá. Parkash é um imigrante que veio de Nova Delhi, na Índia.

Hoje, com uma vida mais confortável e em melhores condições, faz ques­tão de usar o seu restaurante para ajudar quem mais precisa. Inaugurado em 2009, o local também oferece refeições para os que não podem pagar há mais de seis meses. Ele pendurou uma placa que diz:

“Queridos amigos, se vocês estiverem com fome e sem dinheiro para pagar, apenas toque a campainha e entre para se alimentar/ tomar um café a qual­quer hora”.

A imagem da fachada foi postada no Imgur e já foi visualizada mais de 2 milhões de vezes. Em média, o restaurante ajuda de 3 a 5 pessoas por dia, mas às vezes chegam 10 pessoas, ou mais.

“Eu não sei dizer quantos já servimos, mas eu sinto que deveria ajudar ainda mais pessoas”, disse ao The Huffington Post.

Chhibber aprendeu o valor da generosidade depois de ser ajudado quando sofreu um acidente muito sério. Em 1992, ele foi atropelado por um carro enquanto esperava o transporte público. Sofreu 9 fraturas e perdeu o seu emprego. Nessa época, ele e sua esposa dependiam da bondade dos amigos para poder comer.

‘Eu já passei muita fome no passado. Eu sei a dor de não ter nada para comer’, relembra.

Agora, com o seu negócio, ele quer retribuir ao mundo todo o bem que rece­beu quando mais precisou.

Fonte: Sissy  INQUIETARIA  6 DE JUNHO DE 2016
(Revisão da versão portuguesa por ama)



Conselhos para enfrentar a morte de forma cristã - 3

Conselhos para enfrentar a morte de forma cristã

3. Entender que a morte não é um castigo, mas a entrada na vida eterna

A morte entrou no mundo para purificar o pecado que herdamos dos nossos primeiros pais. Será o momento de prestar contas a Deus, que nos ama infinitamente. A nossa esperança e alegria é Cristo, que nos salvou. A morte abrir-nos-á as portas para a felicidade sem fim.

Fonte: pildorasdefe


(Revisão da versão portuguesa por ama)

Pequena agenda docristão


Quarta-Feira



(Coisas muito simples, curtas, objectivas)


Propósito:

Simplicidade e modéstia.


Senhor, ajuda-me a ser simples, a despir-me da minha “importância”, a ser contido no meu comportamento e nos meus desejos, deixando-me de quimeras e sonhos de grandeza e proeminência.


Lembrar-me:
Do meu Anjo da Guarda.


Senhor, ajuda-me a lembrar-me do meu Anjo da Guarda, que eu não despreze companhia tão excelente. Ele está sempre a meu lado, vela por mim, alegra-se com as minhas alegrias e entristece-se com as minhas faltas.

Anjo da minha Guarda, perdoa-me a falta de correspondência ao teu interesse e protecção, a tua disponibilidade permanente. Perdoa-me ser tão mesquinho na retribuição de tantos favores recebidos.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?




Doutrina – 168

CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA

Compêndio


PRIMEIRA PARTE: A PROFISSÃO DA FÉ
SEGUNDA SECÇÃO: A PROFISSÃO DA FÉ CRISTÃ
CAPÍTULO PRIMEIRO CREIO EM DEUS PAI

O homem

72. Qual era a condição originária do homem segundo o projecto de Deus?

Deus, criando o homem e a mulher, tinha-lhes dado uma participação especial na própria vida divina, em santidade e justiça. Segundo o projecto de Deus, o homem não deveria nem sofrer nem morrer. Além disso, reinava uma harmonia perfeita no próprio ser humano, entre a criatura e o criador, entre o homem e a mulher, bem como entre o primeiro casal humano e toda a criação.

Onde há humildade há sabedoria

"Quia respexit humilitatem ancillae suae" – porque olhou para a baixeza da sua escrava... Cada vez me persuado mais de que a humildade autêntica é a base sobrenatural de todas as virtudes. Fala com Nossa Senhora, para que Ela nos ensine a caminhar por esta senda. (Sulco, 289)

Se recorrermos à Sagrada Escritura, veremos como a humildade é um requisito indispensável para nos dispormos a ouvir Deus. Onde há humildade há sabedoria, explica o livro dos Provérbios. A humildade consiste em nos vermos como somos, sem disfarces, com verdade. E ao compreendermos que não valemos quase nada, abrimo-nos à grandeza de Deus. Esta é a nossa grandeza.

Que bem o compreendia Nossa Senhora, a Santa Mãe de Jesus, a criatura mais excelsa de todas as que existiram e hão-de existir sobre a terra! Maria glorifica o poder do Senhor, que depôs do trono os poderosos e elevou os humildes. E canta que n'Ela se realizou uma vez mais esta providência divina: porque olhou para a baixeza da sua escrava; portanto, eis que, de hoje em diante, todas as gerações me chamarão bem-aventurada.


Maria manifesta-se santamente transformada, no seu coração puríssimo, em face da humildade de Deus: o Espírito Santo descerá sobre ti e a virtude do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra. E, por isso mesmo, o Santo que há-de nascer de ti será chamado Filho de Deus. A humildade da Virgem é consequência desse abismo insondável de graça, que se opera com a Encarnação da Segunda Pessoa da Santíssima Trindade nas entranhas da sua Mãe sempre Imaculada. (Amigos de Deus, n. 96)

Evangelho, comentário, L. espiritual


Tempo Comum

Evangelho: Mt 5, 17-19

17 «Não julgueis que vim abolir a Lei ou os Profetas; não vim para os abolir, mas sim para cumprir. 18 Porque em verdade vos digo: antes passarão o céu e a terra, que passe uma só letra ou um só traço da Lei, sem que tudo seja cumprido. 19 Aquele, pois, que violar um destes mandamentos mesmo dos mais pequenos, e ensinar assim aos homens, será considerado o mais pequeno no Reino dos Céus. Mas o que os guardar e ensinar, esse será considerado grande no Reino dos Céus.

Comentário:

A tremenda responsabilidade de quem ensina, sobretudo aos mais débeis e incultos sejam ou não crianças, tem de estar bem presente na mente de quem o faz.

Ensinar mal ou transmitir erradamente conceitos e doutrinas é um pecado gravíssimo com consequências devastadoras para quem os recebe.

Este é um “peso” que nenhum cristão deve querer suportar por isso mesmo deve documentar-se e estudar a fundo o que ensina.

(ama, comentário sobre Mt 5, 17-19, 2015.03.11)



Leitura espiritual



INTRODUÇÃO AO CRISTIANISMO

"Creio em Deus" – Hoje

SEGUNDA PARTE

JESUS CRISTO

CAPÍTULO PRIMEIRO

"Creio em Jesus Cristo seu Filho Unigénito, Nosso Senhor".

IV. Caminhos da Cristologia

3. Cristo, "o último Homem”.

Digressão: Estruturas do Crístico

1.   O individual e o todo.

Chegamos assim à pergunta inicial, podendo dizer: Igreja e ser-cristão giram em torno do homem assim compreendido. Seriam elementos sem função, se houvesse exclusivamente mónadas-humanas, seres do cogito, ergo sum. Estão relacionados ao homem que é "ser-com" (= participação) e que somente subsiste nos entrelaçamentos colectivos, consequência do princípio da corporeidade. Igreja e ser-cristão somente existem por causa da história, das implicações colectivas que caracterizam o homem; é neste plano que devem ser compreendidos. A sua razão de ser está em prestar serviço à história, como história, e em forçar ou modificar a prisão colectiva que forma o local da existência humana. Conforme a Carta aos Efésios, a obra salvadora de Cristo consistiu exactamente em obrigar a cair de joelhos os poderes e as dominações, nos quais Orígenes, no comentário sobre esse texto, via as forças colectivas que sufocam o homem: a força do meio ambiente, da tradição nacional; aquele impessoal "a gente" que humilha e destrói o homem. Categorias como pecado original, ressurreição da carne, juízo universal etc., só se podem compreender sob este ângulo, pois a sede do pecado original há-de ser procurada exactamente na teia colectiva que antecede a cada existência individual, como facto espiritual e não em alguma transmissão biológica entre indivíduos de resto totalmente isolados. Falar do pecado original significa que nenhum homem pode começar na estaca zero, num status integritatis (completamente intacto do toque da história). Ninguém se encontra naquela etapa inicial sem mancha, em que lhe bastaria desenvolver-se livremente e projectar o que tivesse de bom; cada qual vive em uma implicação que é parte da sua existência. Juízo universal, por sua vez, é a resposta a estes colectivos entrelaçamentos. Ressurreição exprime a ideia de que a imortalidade do homem só pode subsistir e ser imaginada na co-existência dos homens, no homem como o ser da co-existência, como mais tarde ainda será melhor exposto. Finalmente o conceito de redenção, como já se disse, também terá sentido somente nesta esfera; não se refere a um destino monádico, separado do indivíduo. Portanto, se o plano real do Cristianismo há-de ser procurado neste domínio, a que chamamos de "historicidade" na falta de termo melhor, segue-se que podemos prosseguir esclarecendo: ser-cristão, conforme a sua finalidade primeira, não é um carisma individual, mas social. Não se é cristão porque só cristãos se salvam, mas é-se cristão, porque a diaconia cristã tem sentido e é necessária para a história.

Contudo, a esta altura, segue-se um segundo passo muito decisivo que, à primeira vista, aparenta ser uma volta para o lado oposto, sendo, na verdade, consequência necessária do que foi exposto. Porquanto, se se é cristão para participar de uma diaconia em benefício do conjunto, isto denota, simultaneamente, que o cristianismo vive de cada um e para cada um, exactamente por causa deste nexo com o todo, porque a mudança da história, a supressão da ditadura do meio só pode dar-se pela participação de cada um. Vejo aqui, salvo melhor juízo, o fundamento daquele factor cristão incompreensível para o homem de hoje e para as outras religiões, a saber, que no Cristianismo tudo depende, afinal, do homem Jesus de Nazaré, crucificado pelo seu ambiente – a opinião pública – que exactamente na sua cruz despedaçou essa força do "a gente", o poder do anonimato, que conserva o homem prisioneiro. Em oposição a esta força anónima ergue-se o nome de um único: Jesus Cristo, a convidar o homem a segui-lo, isto é: a carregar a cruz como ele, para vencer o mundo, sendo crucificado para ele, contribuindo assim para a renovação da história. O apelo do Cristianismo dirige-se radicalmente a cada um em particular, exactamente por visar à história como um todo; precisamente por isto o cristianismo adere, como um todo, a este um e único no qual se realizou a ruptura com a derrota dos poderes e das violências. Repetido ainda de outro modo: o Cristianismo está polarizado para o todo, não podendo ser compreendido, a não ser da e para a comunidade; o Cristianismo não representa salvação do indivíduo isolado, mas o serviço em benefício do conjunto, do qual não pode nem deve escapar: precisamente por isto, em extremo radicalismo, ele conhece um princípio "individual". O escândalo inaudito de que um único – Jesus Cristo – é acreditado como a salvação do mundo, encontra, aqui, o ponto exacto da sua necessidade. O único é a salvação do todo, e o todo recebe a sua salvação exclusivamente do único, que realmente é único e que, exactamente por causa disto, cessa de existir só para si.

Creio que, visto assim, também se pode compreender não existir semelhante recurso ao indivíduo nas outras religiões. O hinduísmo não procura o todo, mas o indivíduo a salvar-se, fugindo do mundo, a roda de Maia. Precisamente por não visar o todo, na sua mais profunda intenção, mas desejar apenas desenvencilhar o indivíduo da sua situação perdida, o hinduísmo é incapaz de admitir outro indivíduo como importante e decisivo para a salvação de alguém. A sua desvalorização do todo resulta, portanto, em desvalorização também do individual, ao fazer cair o "para" como categoria.

Resumindo, eis o resultado das nossas considerações: o Cristianismo origina-se do princípio da "corporeidade" (historicidade), devendo ser pensado na esfera do todo, da qual recebe o seu sentido. Estabelece, contudo, forçosamente, um princípio do "individual", que é o seu escândalo, tornando-se, porém, visível, agora, na sua interna necessidade e racionalidade.

2.   O princípio do "para".

A fé cristã solicita cada um, querendo-o, porém, para o todo e não para si mesma; por isto a norma fundamental da existência cristã exprime-se na partícula "para", eis a conclusão a ser forçosamente tirada do que até agora foi dito. Por isto, no principal dos sacramentos cristãos, que forma o centro da liturgia, declara-se a existência de Jesus Cristo, como existência "para muitos" e "para vós", como existência aberta que cria e possibilita a comunicação de todos entre si pela comunicação nele. Por isso, como vimos, completa-se e realiza-se a existência de Cristo, como existência exemplar na sua abertura na cruz. Portanto, anunciando e explicando a sua morte, ele pode dizer: "Vou e venho a vós" (Jo 14,28): pela minha partida, será derrubada a parede da minha existência que agora me limita; assim este acontecimento representa a minha verdadeira chegada, na qual consumo o que sou, a saber: aquele que reúne a todos na unidade da sua existência que não é limite, mas unidade.

Neste sentido a Patrística apontou para os braços do Senhor, abertos na cruz. Vê neles, primeiro, o protótipo do gesto orante, tal como o encontramos reproduzido nas figuras orantes das catacumbas. Os braços do crucificado revelam-no como o adorador, conferindo, ao mesmo tempo, uma nova dimensão à adoração que representa o elemento específico da glorificação de Deus: os braços abertos de Cristo são expressão de adoração também e precisamente por exprimirem a total entrega aos homens, como gesto do abraço, da plena e indivisa fraternidade. A partir da cruz, a Teologia patrística encontrou, simbolicamente, o entrelaçamento de adoração e fraternidade, e viu representada no gesto cristão de orar a indissolubilidade do serviço aos homens e da glorificacção de Deus.

Ser-cristão denota, ao mesmo tempo, passagem do ser para si mesmo ao ser para os outros. Com o que se esclarece o sentido do conceito de escolha ("predestinação") que muitas vezes nos parece estranho. Escolha não quer dizer uma preferência do indivíduo, fechada em si, a segregá-lo dos outros, mas a admissão na tarefa comum da qual já se falou. De acordo com isso, a opção cristã fundamental significa a aceitação do "ser-cristão", a abjuração do concentramento sobre o "eu" e a adesão à existência de Jesus Cristo voltada para o todo. A mesma coisa está incluída no convite à sequela da cruz, que absolutamente não exprime uma devoção particular, mas está subordinada a um pensamento básico, a saber, que o homem, abandonando o isolamento e a tranqüilidade do próprio "eu", saia de si, para seguir o crucificado e existir para os outros, mediante a crucificação do seu "eu". De modo geral, os grandes painéis da história da salvação, que representam também as figuras básicas do culto cristão, são expressão do princípio "para". Pensemos, por exemplo, no quadro do êxodo clássico da história sagrada, ou seja, da saída do Egipto: tornou-se o êxodo perene da auto-ultrapassagem. O mesma ecoa na cena da páscoa, em que a fé formulou a nexo da mistério da cruz e da ressurreição com o pensamento da saída da Antigo Testamento.

João reproduziu tudo isto num quadro tomado de empréstimo aos fenómenos da natureza. Com o que o horizonte se amplia, para além do antropológico e do salvífico, tocando o cósmico. O que se declara como estrutura básica da vida cristã, no fundo já representa o cunho da mesma criação. "Em verdade, em verdade eu vos digo: se o grão de trigo lançado na terra não morrer, fica só, como é; mas, se morrer, produz abundante fruto" (Jo 12,24). Já na esfera cósmica domina a lei de que a vida só chega através da morte, mediante a auto-perdição. O que se configura deste modo na criação, alcança o seu ápice no homem e, finalmente, no homem exemplar, Jesus Cristo que abre os portais da vida autêntica aceitando o destino do grão de trigo, atravessando o auto-oblacção, deixando-se abrir e perdendo-se. Partindo das experiências da história da religião que justamente neste ponto se tocam estreitamente com as da Bíblia, poderíamos dizer: o mundo vive de sacrifício. Encontram aqui a sua realidade e validez os grandes mitos que declaram ter sido formado o cosmos por meio de um proto-sacrifício e viver exclusivamente de sua própria oblacção. O princípio cristão do êxodo torna-se patente através dos símbolos míticos: "Quem ama a própria vida, perde-a; e quem odeia a própria vida neste mundo, conservá-la-á para a vida eterna" (Jo 12,25; cfr. Mc 8,35 par). Contudo, para terminar, é preciso declarar que jamais serão suficientes todas as auto-superações próprias do homem. Quem somente deseja dar, sem estar disposto a receber, quem só quer existir para os outros, não estando pronto a reconhecer que também ele, por sua vez, vive da dádiva inesperável e improvocável do "para" dos outros, deturpa a autêntica maneira de ser do homem, destruindo necessariamente o verdadeiro sentido da reciprocidade. Todas as auto-superações, para serem produtivas, precisam da aceitação da parte dos outros e, em última instância, da parte do Outro, que é o autêntico Outro da humanidade inteira e, ao mesmo tempo, é o todo unido a ela: o homem Deus Jesus Cristo.

(cont)

joseph ratzinger, Tübingen, verão de 1967.

(Revisão da versão portuguesa por ama)