12/06/2015

O que pode ver em NUNC COEPI em 12 de Junho

O que pode ver em NUNC COEPI em Jun 12

São Josemaria – Textos

Fortaleza - (Rafael Llano Cifuentes), Imagem de Deus, Rafael Llano Cifuentes

A beleza de ser cristão (Ernesto Juliá), AMA - Comentários ao Evangelho Jo 19 31-37, Ernesto Juliá Diaz

José António Fortea, Superstições


Agenda Sexta-Feira

O perigo das superstições 2

Resultado de imagem para superstiçõesSegundo o exorcista espanhol josé antónio fortea, entre as causas de possessão pelo demónio encontra-se o “assistir a sessões espíritas, cultos satânicos ou ritos esotéricos”, bem como fazer um “pacto com o demónio”. E a presença de demónios numa casa “pode ocorrer quando nessa casa se praticou de forma contínua o espiritismo, ritos satânicos, bruxaria ou qualquer outra forma de esoterismo”.
Porque o satanismo existe. São pessoas, grupos ou movimentos que, de maneira isolada ou estruturada, com certa organização, praticam algum tipo de culto ao demónio, diabo ou satanás (adoração, veneração, invocação).

Para os satanistas, este personagem real é um ser ou força metafísica; ou um misterioso elemento inato no ser humano; ou energia sobrenatural desconhecida, invocada sob diversos nomes próprios (por exemplo, “Lúcifer”) por meio de ritos muito particulares.

Um desses ritos é a “missa” negra satânica, como a que foi anunciada em Harvard. É uma cerimónia que, simulando a missa católica, profana a Eucaristia, ofende os elementos que a missa contém, presta culto a satanás ou aos demónios, ridiculariza o sacrifício de Jesus Cristo na cruz.

A “missa” negra é dirigida por um sacerdote ou diácono satanista. O seu principal objectivo é prestar culto ao diabo; por isso, os participantes vestem-se de preto e usam amuletos como pentáculo (estrela de cinco pontas invertida, relacionada habitualmente com satanás) ou a sigla de Baphomet (demónio a quem supostamente os cavaleiros templários prestavam culto).
É comum, nas “missas” negras, que a Hóstia acabe pisada, misturada com drogas ou fazendo parte de actos sexuais; em alguns casos, são feitos sacrifícios rituais de animais ou crianças. Uma mulher nua é usada como altar nos rituais pagãos, representando a mãe terra. A cor preta é a escolhida para as vestimentas no local do ritual, porque é o símbolo os poderes das trevas e do demónio.

(cont)

Fonte: El Pueblo Católico


(Revisão da versão portuguesa por ama)

Evangelho, comentário, L. Espiritual (A beleza de ser cristão)



Tempo comum X Semana

Sagrado Coração de Jesus

Evangelho: Jo 19, 31-37

31 Os judeus, visto que era o dia da Preparação, para que os corpos não ficassem na cruz no sábado, porque aquele dia de sábado era de grande solenidade, pediram a Pilatos que lhes fossem quebradas as pernas e fossem retirados. 32 Foram, pois, os soldados e quebraram as pernas ao primeiro e ao outro com quem Ele havia sido crucificado. 33 Mas, quando chegaram a Jesus, vendo que já estava morto, não Lhe quebraram as pernas, 34 mas um dos soldados trespassou-Lhe o lado com uma lança e imediatamente saiu sangue e água. 35 Quem foi testemunha deste facto o atesta, e o seu testemunho é digno de fé e ele sabe que diz a verdade, para que também vós acrediteis. 36 Porque estas coisas sucederam para que se cumprisse a Escritura: “Não Lhe quebrarão osso algum”. 37 E também diz outro passo da Escritura: “Hão-de olhar para Aquele a quem trespassaram”.

Comentário:

Nesta figura do soldado que trespassa o Coração de Jesus podemos, não poucas vezes, ver-nos a nós próprios.

Aquele utilizou uma lança, nós fazemo-lo com os nossos pecados, tal como Nossa Senhora disse em Fátima.

Talvez a consideração deste facto nos ajude a tudo fazer para não nos colocar-mos nesta situação.

(ama, comentário sobre Jo 19, 31-37, 2015.06.10)



Leitura espiritual
  


a beleza de ser cristão

SEGUNDA PARTE

COMO SER CRISTÃOS




x sacerdócio comum dos fiéis


missão profética

…/2

       
        O cristão secular, o leigo, leva a cabo esta missão profética de mil formas diferentes: conversas com os amigos aconselhando em situações que requerem uma orientação clara e cristã, dando catequese em paróquias, em associações, em irmandades de todo o tipo, escrevendo não só tratados directamente espirituais ou religioso, mas também escritos de qualquer índole – novelas, poesias, obras de teatro, contos, relatos vários, artigos, ensaios, nos quais a luz da criação, da redenção se manifestem sem por isso perder o que seja da sua composição artística.

        Em suma, todas as suas acções podem converter-se em testemunho da Ressurreição de Cristo, de que Cristo vive verdadeiramente nele, na sua vida, na sua família.

        É preciso sublinhar também a força apostólica, profética da piedade pessoal bem vivida: participação na Santa Missa, a celebração dos sacramentos que põem em relevo a Fé, a Esperança e a Caridade do crente.
E também da piedade colectiva, de toda a manifestação de vida cristã dirigida ao louvor e adoração de Deus: procissões, peregrinações, actos eucarísticos, etc.

        E tampouco podemos esquecer o sentido apostólico e profético do trabalho:
«O cristão há-de ter fome de saber.
Desde cultivar os saberes mais abstractos até às realidades artesãs, tudo pode e deve conduzir a Deus.
Porque não há tarefa humana que não seja santificável, motivo para a santificação própria e ocasião para colaborar com Deus na santificação dos que nos rodeiam» [1].

        Também temos de ressaltar a força testemunhal do bom exemplo de vida cristã que todos os crentes podem dar nas suas relações sociais: detalhes de caridade, de preocupação pelos outros, de devolver a confiança nas pessoas, nas instituições, de lealdade no trabalho e nos compromissos adquiridos, de não ajuizar nem murmurar.
Nós cristãos temos de ser testemunhas da paz que Cristo deu aos seus Apóstolos ao encontra-los depois da Ressurreição: semeadores de paz e alegria.

        São Josemaria Escrivá resume assim esta missão do cristão:
«Apóstolo é o cristão que se sente enxertado em Cristo, identificado com Cristo pelo Baptismo, habilitado a lutar por Cristo pela Confirmação, chamado a servir Deus com a sua acção no mundo, pelo sacerdócio comum dos fiéis que confere alguma participação no sacerdócio e Cristo que – sendo essencialmente diferente aquela que constitui o sacerdócio ministerial – capacita para tomar parte no culto da Igreja e para ajudar os homens no seu caminho para Deus, com o testemunho da palavra e do exemplo, com a oração e com a expiação»[2] .


missão real


        A colaboração do homem convertido em «filho de Deus em Cristo» e partícipe da vida, dos afãs, das missões de Cristo, com os planos de Deus, não se apoia nele próprio, mas antes alcança toda a sociedade humana, o conjunto dos filhos de Deus, o conjunto da humanidade.

        Como?
A realeza, o domínio de Cristo sobre o mundo está expresso nas palavras do Prefácio da Missa de Cristo Rei que a Lumen gentium recolhe no nr. 36:
«Também por meio dos fiéis leigos, o Senhor deseja dilatar o seu reino: reino de verdade e de vida, reino de santidade e de graça, reino de justiça, de amor e de paz.
Um reino no qual a própria criação será libertada da servidão da corrupção para participar na glória dos filhos de Deus [3].

        «Devem, portanto, os fiéis conhecer a natureza íntima de todas as criaturas, o seu valor e a sua ordenação à glória de Deus.
Inclusive nas ocupações seculares devem ajudar-se mutuamente a uma vida mais santa, de tal forma que o mundo se impregne do espírito de Cristo e alcance o seu fim com maior eficácia na justiça, na caridade e na paz» (…).
        «Igualmente coordenem os leigos as suas forças para sanear as estruturas e os ambientes do mundo quando incitem ao pecado, de forma que todas estas coisas sejam conformes às normas da justiça e antes favoreçam que obstaculizem a prática das virtudes.
Obrando deste modo, impregnarão de valor moral a cultura e as relações humanas. Simultaneamente com este proceder prepara-se melhor o campo do mundo para a sementeira da palavra divina e à Igreja mais se lhe abrem de par em par as portas pelas quais introduzir no mundo a mensagem de paz».

        A missão real que o cristão há-de desenvolver recorda-lhe que em todo o seu viver na terra há-de unir na terra as duas verdades que Cristo manifestou a propósito do Reino dos Céus:
«O Meu Reino não é deste mundo» [4], e «O Reino de Deus já está entre vós» [5].

        O homem, o cristão, o santo estão chamados a colaborar com Deus Pai, Filho e Espírito Santo para que a vida na terra seja na verdade um começo da vida no céu: um começo e um caminho porque em todas as suas actuações a graça esteja vigente, que já está actuando na terra e permanecerá sempre no céu: a Caridade na Liberdade realizada na Verdade.

        O cristão consegue levar a cabo esta missão na medida em que impregne todo o seu actuar de Caridade e transmita em todos os lugares e ambientes do seu viver o «bom aroma de Cristo».
Como pode ser isto?

        A vida de Fé, de Esperança, de Caridade e o desenvolvimento das Virtudes facilitam que as tendências e os anseios do homem respondam à acção do Espírito Santo.
Assim, provocam no ser humano a conversão de que falámos.
Essa conversão, como também indicámos, torna possível que no espírito do homem se vão assentando firmemente as disposições que Cristo expressou de si próprio e que guiam todo o desenvolvimento do seu labor, e que já anteriormente lembrámos ao referir-nos à conversão contínua, que é a vida cristã.

Estas disposições são fundamentalmente três:

- «Aprendei de Mim que Sou manso e humilde de coração» [6].

- «Não vim para ser servido mas para servir e dar a vida em redenção de muitos» [7].

- «Dou-vos um mandamento novo que vos ameis uns aos outros. Como Eu vos amei, amai-vos também uns aos outros» [8].

        Disposições que podemos considerar originadas no «Espírito Santo que foi derramado nos nossos corações» e que portanto têm a sua origem na Caridade, no Amor de Deus.
Tendem a fazer crescer na alma a Caridade, o amor de Deus e tronam possível que o actuar do cristão manifeste a Caridade, o Amor de Deus.

        Cristo reina servindo: «Não vim para ser servido mas para servir» e oferecendo a todos a Redenção alcançada na Cruz: «a dar a vida em redenção de muitos» [9].

        E assim, os cristãos com a sua vida, o seu trabalho, com a sua amizade, com o seu amor e com o seu sacrifício colaboram com Cristo na redenção do mundo.

        São Josemaria Escrivá deixou-o escrito com palavras claras e expressivas:
«Não me cansarei de repetir, portanto, que o mundo é santificável, que a nós, cristãos, essa tarefa nos toca especialmente, purificando-o das ocasiões de pecado com que os homens o desfiguramos e oferecendo-o ao Senhor como hóstia espiritual apresentada e dignificada coma graça de Deus e com o nosso esforço.
Em rigor, não se pode dizer que haja realidades nobres exclusivamente profanas uma vez que o Verbo se dignou assumir uma natureza humana íntegra e consagrar a terra com a sua presença e com o trabalho das suas mãos.
A grande missão que recebemos no Baptismo é a coredenção.
Urge-nos a Caridade de Cristo para tomar sobre os nossos ombros uma parte dessa tarefa divina de resgatar as almas» [10].

        E não só na vida pessoal do cristão.
O crente vive em comunhão com os outros homens e, de uma forma mito especial, em comunhão com todos os baptizados em Cristo na Igreja, a comunhão de santidade e de vida alcança todos os humanos.

        Com efeito, não existem realidades afastadas do amor de Deus, da providência de Deus.
O cristão tem a missão de fazer com que essa marca de Deus no mundo seja respeitada e ao mesmo tempo querida, amada, seguida em plena liberdade.

        A dignidade da pessoa humana, a defesa da vida e da família, a afirmação da liberdade com as condições que os cristãos hão-de tratar que todos os homens possam viver em qualquer situação.
E esta tarefa levada a cabo com a palavra, com o exemplo, com o testemunho da vida de Cristo em cada cristão, dará frutos de paz e de caridade na sociedade.

        É uma verdade que talvez nós cristão tenhamos de repetir mais amiúde: que os verdadeiros transformadores da sociedade – mais que «revolucionários – são os santos que dirigem todas as suas potências humanas ao serviço do amor entre os homens como o Poder divino está ao serviço do Amor Misericordioso de Deus aos homens.

        Desta fora o reinado de Cristo será real e completo:
«Pois é vontade de meu Pai que todo o que veja o Filho e acredite nele tenha a vida eterna e eu o ressuscite no último dia» [11].
«E, quando tudo lhe estiver sujeito então o próprio Filho estará submetido Àquele que submeteu a Ele todas as coisas, para que Deus seja tudo em todas as coisas» [12].


(cont)

ernesto juliá, La belleza de ser cristiano, trad. ama)







[1] são josemaria escrivá, Es cristo que passa, n. 10
[2] são josemaria escrivá, Es cristo que passa, n. 120
[3] Cfr. Rom 8, 21
[4] Jo 18, 36
[5] Lc 17, 21
[6] Mt 11, 29
[7] Cfr Mt 20, 28
[8] Jo 13, 34
[9] Cfr Mt 20, 28
[10] são josemaria escrivá, Es cristo que passa, n. 120
[11] Jo 6, 40
[12] 1 Cor 15, 28

Temas para meditar - 451

Imagem de Deus 



Porque o amor é essencial.

Fomos criados à imagem e semelhança de Deus, e Deus é amor (1 Jo 4, 16). O homem nasceu para amar. Nada mais e nada menos.



(rafael llano cifuentes, Fortaleza, Quadrante, 1991, pg. 25)

A vossa vocação humana é uma parte da vossa vocação divina

Jesus, nosso Senhor e nosso Modelo, crescendo e vivendo como um de nós, revela-nos que na existência humana – a tua –, as ocupações correntes e vulgares têm um sentido divino, de eternidade. (Forja, 688)

A fé e a vocação de cristãos afectam toda a nossa existência e não só uma parte dela. As relações com Deus são necessariamente relações de entrega e assumem um sentido de totalidade. A atitude de um homem de fé é olhar para a vida, em todas as suas dimensões, com uma perspectiva nova: a que nos é dada por Deus.

Vós, que hoje celebrais comigo esta festa de S. José, sois todos homens dedicados ao trabalho em diversas profissões humanas, formais diversos lares, pertenceis a diferentes nações, raças e línguas. Adquiristes formação em centros de ensino, em oficinas ou escritórios, tendes exercido durante anos a vossa profissão, estabelecestes relações profissionais e pessoais com os vossos companheiros, participastes na solução dos problemas colectivos das vossas empresas e da sociedade.

Pois bem: recordo-vos, mais uma vez, que nada disso é alheio aos planos divinos. A vossa vocação humana é uma parte, e parte importante, da vossa vocação divina.


Esta é a razão pela qual vos haveis de santificar, contribuindo ao mesmo tempo para a santificação dos outros, vossos iguais, precisamente santificando o vosso trabalho e o vosso ambiente: a profissão ou ofício que enche os vossos dias, que dá fisionomia peculiar à vossa personalidade humana, que é a vossa maneira de estar no mundo: o vosso lar, a vossa família; e a nação em que nascestes e que amais. (Cristo que passa, 46)

Pequena agenda do cristão


Sexta-Feira

(Coisas muito simples, curtas, objectivas)


Propósito:

Contenção; alguma privação; ser humilde.


Senhor: Ajuda-me a ser contido, a privar-me de algo por pouco que seja, a ser humilde. Sou formado por este barro duro e seco que é o meu carácter, mas não Te importes, Senhor, não Te importes com este barro que não vale nada. Parte-o, esfrangalha-o nas Tuas mãos amorosas e, estou certo, daí sairá algo que se possa - que Tu possas - aproveitar. Não dês importância à minha prosápia, à minha vaidade, ao meu desejo incontido de protagonismo e evidência. Não sei nada, não posso nada, não tenho nada, não valho nada, não sou absolutamente nada.

Lembrar-me:
Filiação divina.

Ser Teu filho Senhor! De tal modo desejo que esta realidade tome posse de mim, que me entrego totalmente nas Tuas mãos amorosas de Pai misericordioso, e embora não saiba bem para que me queres, para que queres como filho a alguém como eu, entrego-me confiante que me conheces profundamente, com todos os meus defeitos e pequenas virtudes e é assim, e não de outro modo, que me queres ao pé de Ti. Não me afastes, Senhor. Eu sei que Tu não me afastarás nunca. Peço-Te que não permitas que alguma vez, nem por breves instantes, seja eu a afastar-me de Ti.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?

11/06/2015

O que pode ver em NUNC COEPI em 11 de Junho

O que pode ver em NUNC COEPI em Jun 11

São Josemaria – Textos

AMA - Reflectindo – Vocação

A beleza de ser cristão (Ernesto Juliá), AMA - Comentários ao Evangelho Mt 10 7-13, Ernesto Juliá Diaz

Superstições


Agenda Quinta-Feira

O perigo das superstições

Resultado de imagem para superstiçõesA adivinhação, leitura de cartas e ritos supersticiosos estão, directa ou indirectamente, relacionados com demónio.

A adivinhação, leitura de cartas ou qualquer outro rito supersticioso do tipo apontam para a predição de coisas futuras ou ocultas sem recorrer a Deus. Pretende-se descobrir aquilo que só Deus pode conhecer.

Deus revelou-nos algumas coisas sobre o futuro: por exemplo, sabemos que haverá um juízo e depois o céu ou inferno. Também nos deu meios naturais (inteligência, estudo, ciência) e recursos para que nos preparemos responsavelmente para o futuro.

Mas, ao mesmo tempo, sabemos que não podemos controlar o nosso porvir, pois ele está nas mãos do Senhor. Precisamos confiar nele como um Pai infinitamente bom e cooperar com a sua graça para fazer a parte que nos corresponde.

No entanto, o homem, levado pela soberba, quer ter tudo sob controlo, sem ter de colocar sua confiança em Deus. É por isso que busca conhecimento ilícito, por caminhos que estão fora da revelação divina e fora dos meios naturais, que são lícitos. E então opta pela adivinhação.

Explícita ou implicitamente, a adivinhação (ou leitura de cartas) recorre ao demónio, e quem a pratica fica, de alguma maneira, vinculado a ele. Também há pessoas que fazem directamente um pacto com o maligno.

Quem recorre à adivinhação? Não se trata somente de bruxaria, espiritismos e outros. À medida que se perde a fé, populariza-se a adivinhação, mesmo entre pessoas que não pertencem a estes grupos, mas que buscam solução para seus problemas.

Outros acreditam que é tudo uma brincadeira e fazem-no por curiosidade ou pela pressão de um grupo. Mas precisamos recordar que, na adivinhação, o que está em jogo é a nossa fidelidade a Deus, com quem não se brinca.

(cont)

Fonte: El Pueblo Católico


(Revisão da versão portuguesa por ama)

Evangelho, comentário, L. Espiritual (A beleza de ser cristão)

 

Tempo comum X Semana

São Barnabé – Apóstolo

Evangelho: Mt 10, 7-13

7 Ide, e anunciai que está próximo o Reino dos Céus. 8 «Curai os enfermos, ressuscitai os mortos, limpai os leprosos, lançai fora os demónios. Dai de graça o que de graça recebestes. 9 Não leveis nos vossos cintos nem ouro, nem prata, nem dinheiro, 10 nem alforge para o caminho, nem duas túnicas, nem sandálias, nem bordão; porque o operário tem direito ao seu alimento. 11 «Em qualquer cidade ou aldeia em que entrardes, informai-vos de quem há nela digno de vos receber, e ficai aí até que vos retireis. 12 Ao entrardes na casa, saudai-a, dizendo: “A paz seja nesta casa”. 13 Se aquela casa for digna, descerá sobre ela a vossa paz; se não for digna, a vossa paz tornará para vós.

Comentário:

Jesus Cristo, o Príncipe da Paz, insiste na paz interior de quem tem por missão difundir a Sua Palavra.

Ninguém pode conseguir o que for se não estiver em paz consigo próprio e, esta, só se alcança quando se está absolutamente seguro de que o que se faz é bem feito, com o empenho total e a disponibilidade absoluta que Cristo pede aos Seus pastores.

Homens santos, autênticos, de altar, que ponham no seu trabalho de pastores de almas estritamente o que a Igreja manda, sem acrescentar da sua lavra o que for.

A Santa Igreja é de Cristo, sua Cabeça, a Doutrina é a Doutrina de Cristo e, o modo de a aplicar é seguindo com obediência e fidelidade estritas o que manda o Magistério.

(ama, comentário sobre Mt 10, 7-15, 2012.06.05)

Leitura espiritual




a beleza de ser cristão

SEGUNDA PARTE

COMO SER CRISTÃOS





x sacerdócio comum dos fiéis


        Já assinalámos em páginas anteriores que toda a vida cristã, engendrada na Graça recebida no Baptismo e nos outros sacramentos que nos converte em «filhos de Deus em Cristo» ao fazer-nos participar da «natureza divina), é o desenvolvimento dessa «filiação divina» em cada um de nós.

        Deus, ao converter-nos em «seus filhos em Cristo» deseja que colaboremos com Ele em toda a missão que Cristo veio realizar na terra.
Repetimos que essa conversão não é possível se o homem não aceita livremente esse plano de Deus e, uma vez aceite, se dispõe a colaborar também livremente com Deus para o levar a cabo.

        Esta é a «conversão sacerdotal», o «sacerdócio real» a que tende toda a vida cristã em homens e mulheres crentes.
Esta conversão comporta e leva consigo uma missão.
Uma missão de apóstolo.
Uma missão de redenção e de santificação que Cristo realiza actuando como sacerdote, como profeta, como rei e deseja vivê-la com cada um de nós de forma que nós vivamos assim toda a sua vida, paixão, morte e ressurreição com Ele, nele, por Ele.
E cada um de forma inefável, diferente e irrepetível.

        Cristo indica-nos muito claramente a missão a que fomos chamados:
«Vós sois o sal da terra. (…)
Vós sois a luz do mundo. Não pode esconder-se uma cidade situada no alto de um monte nem se acende uma luz para pô-la debaixo do candelabro mas sobre um candeeiro que ilumine todos os da casa.
Ilumine assim a vossa luz os homens para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus» [1].

        O Concílio Vaticano II afirma, por uma lado, a realidade dos baptizados como «sacerdócio santo» para que por meio de toda a obra do homem cristão ofereçam sacrifícios espirituais e anunciem o poder daquele que os chamou das trevas à sua luz admirável» e assinala que «o sacerdócio comum dos fiéis e o sacerdócio ministerial ou hierárquico, ainda que essencialmente diferentes e não só em grau, todavia se ordenam um ao outro pois ambos participam à sua maneira do único sacerdócio de Cristo» [2].

        Esclarecidos estes pontos diz:
«Os fiéis em virtude do seu sacerdócio real, concorrem para a oferenda da Eucaristia e exercem-nos na recepção dos sacramentos, na oração e acção de graças, mediante o testemunho de uma vida santa, na abnegação e caridade operante» [3].

        Noutro documento, o Concílio sublinha a missão sacerdotal dos fiéis:
«Há na Igreja diversidade de ministérios mas unidade de missão.
Cristo confiou aos Apóstolos e aos seus sucessores o encargo de ensinar, de santificar e reger em seu próprio nome e autoridade.
Os seculares, por seu lado, ao ter recebido participação no ministério sacerdotal profético e real de Cristo, cumprem na Igreja e no mundo a parte que lhes compete na missão total do Povo de Deus» [4].

        A vivência deste «sacerdócio comum» desenvolve-se nas três dimensões de Cristo: Sacerdote, Profeta, Rei.


missão sacerdotal

        Já considerámos que São Pedro na sua primeira carta, 2, 4-5, 9, nos recorda estes planos do Senhor que nos constitui em «povo sacerdotal» em Cristo e que já tinha anunciado a Moisés no monte Sinai [5].

        Vivendo a vida da Graça todas as nossas acções se convertem em acções redentoras e santificadoras como foram as de Cristo.
Na realidade, as nossas acções convertem-se em acções de Cristo e trudo fazemos com Ele, por Ele e nele.

        A Constituição Conciliar «Lumen gentium» assinala esta realidade de forma muito clara e explícita:

        «Pois aos que associa intimamente à sua vida e à sua missão também os faz partícipes da sua acção sacerdotal com o fim de que exerçam o culto espiritual para glória de Deus e salvação dos homens.
Pelo qual, os leigos, enquanto consagrados a Cristo e ungidos pelo Espírito Santo são admiravelmente chamados e dotados para que neles se produzam sempre os mais ubérrimos frutos do Espírito.
Pois todas as suas obras, as suas orações e iniciativas apostólicas, a vida conjugal e familiar, o trabalho quotidiano e o descanso da alma e do corpo, se são feitos no Espírito, e inclusive as próprias provas da vida se se sobrelevam pacientemente, convertem-se em sacrifícios espirituais aceitáveis por Deus por Jesus Cristo [6] que na celebração da Eucaristia se oferecem piedosissimamente ao Pai junto com a oblação do corpo do Senhor» [7].

        Cada cristão, sacerdote ou leigo, homem ou mulher, jovem ou ancião, doente ou são, sem nenhum tipo de distinção salvo o da unidade com Cristo que cada um viva, leva a cabo esta Missão Sacerdotal.
A todos se aplicam da mesma forma as palavras do Concílio Vaticano II recolhidas nos parágrafos seguintes:

        »Cristo Senhor, Pontífice tomado dentre os homens [8], do seu povo fez… um reino de sacerdotes para Deus, seu Pai [9].
Os baptizados, com efeito, são consagrados pela regeneração e unção do Espírito Santo como casa espiritual e sacerdócio santo para que, por meio de toda a obra do homem cristão ofereçam sacrifícios espirituais e anunciem o poder daquele que os chamou das trevas á Sua luz admirável» [10].

        «O Senhor Jesus, a Quem o Pai santificou e enviou ao mundo [11], torna partícipe todo o Seu Corpo místico da unção do Espírito com que Ele foi ungido.
Nele todos os fiéis são feitos sacerdócio santo e régio, oferecem sacrifícios espirituais a Deus por Jesus Cristo e apregoam as maravilhas daquele que os chamou das trevas á Sua luz admirável.
Não há, portanto, nenhum membro que não tenha parte na missão de Cristo, mas antes que cada um deve santificar Jesus no seu coração e dar testemunho de jesus com espírito de profecia» [12].

        A razão desta igualdade no sacerdócio real de todos os baptizados o Concílio também as explica com estas palavras que de novo recolhemos:
«o sacerdócio comum dos fiéis e o sacerdócio ministerial ou hierárquico, ainda que essencialmente diferentes e não só em grau, todavia se ordenam um ao outro pois ambos participam à sua maneira do único sacerdócio de Cristo» [13].

        Por esta missão sacerdotal o fiel leigo oferece a Deus a sua piedade e toda a sua vida, os eus trabalhos e afãs, como verdadeiro sacrifício santificador e redentor.
Fá-lo unido ao sacrifício de Cristo, «no» sacrifício de Cristo.
Daí a importância que já sublinhámos em páginas anteriores, da Santa Missa na vida pessoal cristã por ser o «centro e a raiz» da vida cristã, em palavras de São Josemaria que o Concílio Vaticano II também fez suas.

        E daí também a necessidade de afirmar que nenhum cristão deixa de viver esta missão sacerdotal em plenitude.
Por exemplo, o secular vive a Santa Missa com Cristo, em Cristo, por Cristo em virtude do seu sacerdócio real, com a mesma intensidade com que possa vivê-la o sacerdote ministerial.
O presbítero torna possível que a Missa se possa celebrar, depois os leigos celebram a Missa – não concelebram, obviamente – cada um segundo o seu sacerdócio real.

        No Cânone Romano o sacerdote diz ao oferecer o sacrifício:
«Recorda-te, Senhor, dos Teus filhos…, e de todos os aqui reunidos, cuja fé e entrega bem conheces, por eles e por todos os seus, pelo perdão dos seus pecados e a salvação que esperam, te oferecemos, e eles mesmos te oferecem, este sacrifício de louvor a ti, eterno Deus, vivo e verdadeiro.

        E com o oferecimento, sacerdote e leigos, em virtude do seu sacerdócio real, louvam, pedem, dão graças com Cristo, por Cristo, em Cristo.
Mais, Cristo é quem verdadeiramente vive o oferecimento da sua vida, paixão, morte e ressurreição a Deu, no Espírito Santo, em toda a pessoa de cada fiel.

        É no desenvolvimento da missão sacerdotal da sua vida onde o cristão descobre o verdadeiro sentido da sua existência.


missão profética


        Esta missão está muito bem assinalada no nr 35 da «Lumen gentium» quwe a seguir de forma escalonada recolhemos:

        «Cristo, o grande Profeta que proclamou o reino do Pai com o testemunho da vida e com o poder da palavra, cumpre a sua missão profética até à plena manifestação da glória, não só através da Hierarquia que ensina em seu nome e com o seu poder, mas também por meio dos leigos aos quais, por conseguinte, constitui em testemunhas e os dota do sentido da fé e da graça da palavra [14] para que a virtude do Evangelho brilhe na vida diária» [15].

        «(…) assim os leigos ficam constituídos em pregoeiros poderosos da fé em coisas que esperamos [16] quando, sem vacilação, unem a vida segundo a fé à posse dessa fé.
Tal evangelização, quer dizer, o anúncio de Cristo apregoado pelo testemunho da vida e da palavra, adquire uma característica específica e uma eficácia singular pelo facto de se levar a cabo nas condições comuns do mundo [17].

        «Nesta tarefa ressalta o grande valor daquele estado de vida santificado por um sacramento especial, a saber, a vida matrimonial e familiar.
Nela o apostolado dos leigos encontra uma ocasião de exercício e uma escola preclara se a religião cristã penetra toda a organização da vida e a transforma cada dia mais.
Aqui os cônjuges têm a sua vocação própria: o ser mutuamente e para os seus filhos testemunhas da fé e do amor de Cristo.
A família cristã proclama em voz muito alta tanto as virtudes presentes do reino de Deus como a esperança da vida bem-aventurada.
De tal forma, com o seu exemplo e o seu testemunho interpela o mundo de pecado e ilumina os que procuram a verdade» [18].



(cont)

ernesto juliá, La belleza de ser cristiano, trad. ama)







[1] Mt 5, 13-16
[2] Lumen gentium, n. 10
[3] Lumen gentium, n. 10
[4] Apostolicam actuositatem, n. 2
[5] Ex 19, 5-6
[6] Cfr. 1 Ped 2, 5
[7] Lumen gentium, n. 34, 2
[8] Cfr. Hb 5, 1-5
[9] Ap 1 6; cfr. 5, 9-10
[10] Lumen gentium, n. 10
[11] Jo 10, 36
[12] Presbyterorum ordinis, n. 2
[13] Lumen gentium, n. 10
[14] cfr. Act 2, 17-18; Ap 19, 10
[15] Lumen gentium, n. 35, 1
[16] Cfr. Hb 11, 1
[17] Lumen gentium, n. 35, 2
[18] Lumen gentium, n. 35, 3