16/02/2013

Evangelho diário e comentário


   


T. Comum – V Semana









Evangelho: Lc 5, 27-32

27 Depois disto, Jesus saiu, e viu sentado no banco de cobrança um publicano, chamado Levi, e disse-lhe: «Segue-Me». 28 Ele, deixando tudo, levantou-se e seguiu-O. 29 E Levi ofereceu-Lhe um grande banquete em sua casa, e havia grande número de publicanos e outros, que estavam à mesa com eles. 30 Os fariseus e os seus escribas murmuravam dizendo aos discípulos de Jesus: «Porque comeis e bebeis com os publicanos e os pecadores?». 31 Jesus respondeu-lhes: «Os sãos não têm necessidade de médico, mas sim os doentes. 32 Não vim chamar os justos, mas os pecadores à penitência».

Comentário:

Quando o Senhor chama não cabe perguntar porquê. De facto, Ele conhece-nos perfeitamente com os nossos defeitos e limitações e as nossas virtudes e anseios de melhoria. E chama-nos exactamente porque nos quer como somos e não como, eventualmente, desejaríamos ser.
O principal critério a ter em conta é a docilidade e a confiança.
A primeira para corresponder ao chamamento com entrega plena, sem reservas ou hesitações, a segunda porque é fundamental para a entrega ter a certeza que, o Senhor, só nos reserva coisas estupendas que nem alcançamos a valia.
(ama, comentário sobre Lc 5, 27-32, 2012.02.25)

Leitura espiritual para 16 Fev 2013


Não abandones a tua leitura espiritual.
A leitura tem feito muitos santos.
(S. josemaria, Caminho 116)


Está aconselhada a leitura espiritual diária de mais ou menos 15 minutos. Além da leitura do novo testamento, (seguiu-se o esquema usado por P. M. Martinez em “NOVO TESTAMENTO” Editorial A. O. - Braga) devem usar-se textos devidamente aprovados. Não deve ser leitura apressada, para “cumprir horário”, mas com vagar, meditando, para que o que lemos seja alimento para a nossa alma.

Para ver, clicar SFF.

Resumos da Fé Cristã


A natureza de Deus e a Sua actuação

1. Quem é Deus?

Ao longo da história, colocou-se em todas as culturas esta pergunta; tanto assim é que os primeiros sinais de civilização se encontram geralmente no âmbito religioso e do culto. Crer em Deus é o mais importante para o homem de todos os tempos 1. A diferença essencial é em que Deus se crê. De facto, nalgumas religiões pagãs o homem adorava as forças da natureza enquanto manifestações concretas do sagrado e contava com uma pluralidade de deuses ordenada hierarquicamente. Na antiga Grécia, por exemplo, também a divindade suprema entre um panteão de deuses, era regida, por sua vez, por uma necessidade absoluta, que abarcava o mundo e os próprios deuses 2. Para bastantes estudiosos da história das religiões, em muitos povos deu-se uma progressiva redução a partir de uma “revelação primigénia” do Deus único; mas, em todo o caso, inclusivamente nos cultos mais degradados podem encontrar-se luzes ou indícios nos seus costumes da religiosidade verdadeira: a adoração, o sacrifício, o sacerdócio, a oferta, a oração, a acção de graças, etc.

A razão, tanto na Grécia, como noutros lugares, procurou purificar a religião, mostrando que a divindade suprema tinha que se identificar com o Bem, a Beleza e o próprio Ser, enquanto fonte de tudo o que é bom, de todo o belo e de tudo o que existe. Mas, isto sugere outros problemas, concretamente o afastamento de Deus por parte do fiel, pois, desse modo, a divindade suprema ficava isolada numa perfeita autarquia, já que a própria possibilidade de estabelecer relações com a divindade era vista como um sinal de fraqueza. Além disso, também não via solucionada a presença do mal, que aparece de algum modo como necessária, pois o princípio supremo está unido por uma cadeia de seres intermédios sem solução de continuidade com o mundo.

A revelação judaico-cristã alterou radicalmente este quadro: Deus é apresentado na Escritura como criador de tudo o que existe e origem de toda a força natural. A existência divina precede absolutamente a existência do mundo, que é radicalmente dependente de Deus. Está aqui contida a ideia de transcendência: entre Deus e o mundo a distância é infinita e não existe uma conexão necessária entre eles. O homem e toda a criação poderiam não ser, e no que são dependem sempre de outro; enquanto Deus é, e é por Si mesmo. Esta distância infinita, esta absoluta pequenez do homem diante de Deus mostra que tudo o que existe é querido por Deus com a Sua vontade e a Sua liberdade: tudo o que existe é bom e fruto do amor (cf. Gn 1). O poder de Deus não é limitado, nem no espaço, nem no tempo e, por isso, a Sua acção criadora é dom absoluto: é amor. O Seu poder é tão grande que quer manter a Sua relação com as criaturas; e inclusive salvá-las se, por causa da sua liberdade, estas se afastaram do Criador. Portanto, a origem do mal há que situá-lo na relação com o eventual uso equivocado da liberdade por parte do homem – coisa que de facto ocorreu, como narra o Génesis (Gn 3) e não como algo intrínseco à matéria.

giulio maspero

Bibliografia básica:

Catecismo da Igreja Católica, 199-231; 268-274.
Compêndio do Catecismo da Igreja Católica, 36-43; 50.

Leituras recomendadas:

São Josemaria, Homilia «Humildade», em Amigos de Deus, 104-109.
J. Ratzinger, El Dios de los cristianos. Meditaciones, Ed. Sígueme, Salamanca 2005.

(Resumos da Fé cristã: © 2013, Gabinete de Informação do Opus Dei na Internet)

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Notas:
1 O ateísmo é um fenómeno moderno que tem raízes religiosas, enquanto nega a verdade absoluta de Deus apoiando-se numa verdade que é igualmente absoluta, ou seja, a negação da Sua existência. Precisamente por isso, o ateísmo é um fenómeno secundário em relação à religião e pode também entender-se como uma “fé” de sentido negativo. O mesmo se pode dizer do relativismo contemporâneo. Sem a revelação, estes fenómenos de negação absoluta seriam inconcebíveis.
2 Os deuses estavam sujeitos ao Destino (Fado), que tudo dirigia como uma necessidade, muitas vezes, sem sentido: daí o sentimento trágico da existência que caracteriza o pensamento e a literatura gregos.

Tornar agradável a vida aos outros


Enquanto continuares persuadido de que os outros devem viver sempre pendentes de ti; enquanto não te decidires a servir, a ocultar-te e desaparecer; a relação com os teus irmãos, com os teus colegas, com os teus amigos, será fonte contínua de desgostos, de mau humor... – de soberba. (Sulco, 712).


Quando te custar fazer um favor, prestar um serviço a uma pessoa, pensa que é filha de Deus; lembra-te de que o Senhor nos mandou amar-nos uns aos outros. Mais ainda: aprofunda quotidianamente neste preceito evangélico; não fiques na superfície. Tira as consequências – é muito fácil – e adapta a tua conduta de cada instante a essas exigências. (Sulco, 727)

Oxalá saibas, diariamente e com generosidade, contrariar-te, alegre e discretamente, para servir e para tornar agradável a vida aos outros. Este modo de proceder é verdadeira caridade de Jesus Cristo. (Forja, 150)

Se deixarmos que Cristo reine na nossa alma, não nos tornaremos dominadores; seremos servidores de todos os homens. Serviço. Como gosto desta palavra! Servir o meu Rei e, por Ele, todos os que foram redimidos com o seu sangue. Se os cristãos soubessem servir! Vamos confiar ao Senhor a nossa decisão de aprender a realizar esta tarefa de serviço, porque só servindo é que poderemos conhecer e amar Cristo e dá-Lo a conhecer e conseguir que os outros O amem mais.

Como o mostraremos às almas? Com o exemplo: que sejamos testemunho seu, com a nossa voluntária servidão a Jesus Cristo em todas as nossas actividades, porque é o Senhor de todas as realidades da nossa vida, porque é a única e a última razão da nossa existência. Depois, quando já tivermos prestado esse testemunho do exemplo, seremos capazes de instruir com a palavra, com a doutrina. Assim procedeu Cristo: coepit facere et docere, primeiro ensinou com obras, e só depois com a sua pregação divina. (Cristo que passa, 182)

Tratado dos actos humanos 34


Questão 12

Art. 4 ― Se é um só e mesmo movimento a intenção do fim e a vontade dos meios.




(Supra, q. 8, a . 3, II Sent., q. XXXVIII, a . 4, De Verit., q. 22, a . 14).

O quarto discute-se assim. ― Parece que não é um só e mesmo movimento a intenção do fim e a vontade dos meios.


Carta do Prelado do Opus Dei por ocasião do Ano da Fé. 58


59. Após a Ascensão de Jesus Cristo ao Céu, os primeiros discípulos aguardaram a vinda do Espírito Santo, no Cenáculo em Jerusalém, reunidos à volta de Maria. Rezar com Nossa Senhora e por meio de Nossa Senhora é a mais firme garantia de que seremos prontamente ouvidos. Por isso havemos de recorrer à Mãe de Deus e nossa Mãe em todas as tarefas apostólicas. Renovamo-lo agora com palavras de S. Josemaria:

«Santa Maria, Regina Apostolorum, rainha de todos aqueles que desejam dar a conhecer o amor de teu filho: tu, que compreendes tão bem as nossas misérias, pede perdão pela nossa vida, pelo que em nós poderia ter sido fogo e não passou de cinzas, pela luz que deixou de iluminar, pelo sal que se tomou insípido. Mãe de Deus, omnipotência suplicante: dá-nos juntamente com o perdão, a força de vivermos verdadeiramente de fé e de amor, para podermos levar aos outros a fé de Cristo» 103.

Com todo o afecto, abençoa-vos

o vosso

 Padre

 + Javier

Roma, 29 de Setembro de 2012

Copyright © Prælatura Sanctæ Crucis et Operis Dei
Nota: Publicação devidamente autorizada



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Notas:
103 S. Josemaria, Cristo que passa, n. 175.




15/02/2013

Evangelho diário e comentário


   


T. Comum – V Semana









Evangelho: Mt 9, 14-15

14 Então foram ter com Ele os discípulos de João e disseram-Lhe: «Qual é a razão por que nós e os fariseus jejuamos e os Teus discípulos não jejuam?». 15 Jesus respondeu-lhes: «Porventura podem estar tristes os companheiros do esposo, enquanto o esposo está com eles? Mas virão dias em que lhes será tirado o esposo e então eles jejuarão.

Comentário:

A pergunta parece legítima vinda de que vem. Considerando João o Percursor e tudo quanto dissera sobre Jesus, parece natural que se perguntem qual a diferença, ou, melhor, talvez que os discípulos de Jesus devessem jejuar mais intensamente que os de João.
Evidentemente não sabem tudo o resto que, Jesus, explica com exemplos absolutamente compreensíveis para quem O ouve.
Como acrescentará mais tarde, Ele não veio para pedir sacrifícios mas conversão, arrependimento e entrega.
Não desdenha aqueles, Ele próprio os faz em sumo grau, mas estabelece prioridades.
(ama, comentário sobre Mt 9, 14-15, 2013.01.02) 2013.01.03)

Leitura espiritual para 15 Fev 2013


Não abandones a tua leitura espiritual.
A leitura tem feito muitos santos.
(S. josemaria, Caminho 116)


Está aconselhada a leitura espiritual diária de mais ou menos 15 minutos. Além da leitura do novo testamento, (seguiu-se o esquema usado por P. M. Martinez em “NOVO TESTAMENTO” Editorial A. O. - Braga) devem usar-se textos devidamente aprovados. Não deve ser leitura apressada, para “cumprir horário”, mas com vagar, meditando, para que o que lemos seja alimento para a nossa alma.

Para ver, clicar SFF.

PENSAMENTOS INSPIRADOS À PROCURA DE DEUS 319



Há quanto tempo não rezas o Pai Nosso
meditando nas palavras que rezas?

Tratado dos actos humanos 33


Questão 12

Art. 3 ― Se se pode Intender várias coisas simultaneamente.


(De Verit., q. 13, a . 3).

O terceiro discute-se assim. ― Parece que não se podem intender várias coisas simultaneamente.






Carta do Prelado do Opus Dei por ocasião do Ano da Fé. 57


58. Examinemos até que ponto nos comprometemos, cada uma, cada um, diariamente, para converter em realidade estes desejos. Sejamos sinceros connosco próprios para ponderar como tiramos partido das várias circunstâncias no âmbito habitual das relações sociais, também nos fins de semana, no tempo de férias, nos momentos necessários de descanso, para chegar mais longe, para conhecer e servir mais pessoas; como enchemos as ruas e outros lugares, de oração apostólica, proselitista.
A Santíssima Virgem é Mestra de fé. «Do mesmo modo que o patriarca do Povo de Deus, também Maria, ao longo do caminho do seu fiat filial e materno, “esperando contra toda a esperança, acreditou”. Especialmente ao longo dalgumas fases deste seu caminhar, a bênção concedida “àquela que acreditou” tornar-se-á manifesta com particular evidência» 101. 

Este período da história da Igreja, que estamos a percorrer, há de caracterizar-se profundamente pela vigorosa presença maternal de Nossa Senhora. «A sua excecional peregrinação da fé representa um ponto de referência constante para a Igreja, para as pessoas singulares e para as comunidades, para os povos e para as nações e, em certo sentido, para toda a humanidade» 102.

Copyright © Prælatura Sanctæ Crucis et Operis Dei
Nota: Publicação devidamente autorizada

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Notas:
101 Beato João Paulo II, Carta Enc. Redemptóris Mater, 25-III-1987, n. 14.
102 Beato João Paulo II, Carta Enc. Redemptóris Mater, 25-III-1987, n. 6