05/01/2013

Evangelho do dia e comentário



TEMPO DE NATAL






Oitava do Natal



Evangelho: JO 1, 43-51

43 No dia seguinte, Jesus resolveu ir à Galileia. Encontrou Filipe e disse-lhe: «Segue-Me». 44 Filipe era de Betsaida, pátria de André e de Pedro 45 Filipe encontrou Natanael e disse-lhe: «Encontrámos Aquele de Quem escreveu Moisés na Lei, e os profetas: Jesus de Nazaré, filho de José». 46 Natanael disse-lhe: «De Nazaré pode porventura sair coisa que seja boa?». Filipe disse-lhe: «Vem ver». 47 Jesus viu Natanael, que vinha ter com Ele, e disse dele: «Eis um verdadeiro israelita em quem não há fingimento». 48 Natanael disse-lhe: «Donde me conheces?». Jesus respondeu-lhe: «Antes que Filipe te chamasse, Eu te vi, quando estavas debaixo da figueira». 49 Natanael respondeu: «Mestre, Tu és o Filho de Deus, Tu és o Rei de Israel». 50 Jesus respondeu-lhe: «Porque te disse que te vi debaixo da figueira, acreditas?; verás coisas maiores que esta». 51 E acrescentou: «Em verdade, em verdade vos digo, vereis o céu aberto e os anjos de Deus subir e descer sobre o Filho do Homem».
Comentário:

De muitos modos a existência dos anjos é confirmada. Muitos santos lhes dedicam especial carinho e devoção.
Hoje, a Igreja evoca de forma especial, três dos mais conhecidos: Gabriel, Miguel e Rafael.
Aos olhos humanos o fiel desempenho das suas 'tarefas' foi decisivo para a história de toda a criação e esta certeza que temos deve levar-nos a dedicar-lhes todo o nosso carinho e gratidão o que também é muito conveniente porque estando continuamente na presença de Deus, podem interceder valorosamente em nosso favor.

(ama, comentário sobre Jo 1, 47-51, V. Moura, 2012.09.29)

Leitura espiritual para 05 Jan 2013


Não abandones a tua leitura espiritual.
A leitura tem feito muitos santos.
(S. josemariaCaminho 116)


Está aconselhada a leitura espiritual diária de mais ou menos 15 minutos. Além da leitura do novo testamento, (seguiu-se o esquema usado por P. M. Martinez em “NOVO TESTAMENTO” Editorial A. O. - Braga) devem usar-se textos devidamente aprovados. Não deve ser leitura apressada, para “cumprir horário”, mas com vagar, meditando, para que o que lemos seja alimento para a nossa alma.

Para ver, clicar SFF.

Seguir de perto os passos de Cristo


A nossa condição de filhos de Deus levar-nos-á – insisto – a ter espírito contemplativo no meio de todas as actividades humanas – luz, sal e levedura, pela oração, pela mortificação, pela cultura religiosa e profissional –, fazendo realidade este programa: quanto mais dentro do mundo estivermos, tanto mais temos de ser de Deus. (Forja, 740)

Não contemplamos o mundo com um olhar triste. Talvez involuntariamente, prestaram um fraco serviço à catequese os biógrafos de santos que queriam encontrar a todo o custo coisas extraordinárias nos servos de Deus, logo desde os primeiros vagidos. (…)

Agora, com o auxílio de Deus, aprendemos a descobrir ao longo dos dias (aparentemente sempre iguais) spatium verae penitentiae, tempo de verdadeira penitência; e nesses instantes fazemos propósitos de emendatio vitae, de melhorar a nossa vida. Este é o caminho para nos predispormos à graça e às inspirações do Espírito Santo na alma. E com essa graça – repito – vem o gaudium cum pace, a alegria, a paz e a perseverança no caminho. (Cristo que passa, 9)

Carta do Prelado do Opus Dei por ocasião do Ano da Fé. 16


16. Este trabalho não está reservado a pessoas que trabalhem em áreas especialmente qualificadas. De grande eficácia será sempre o apostolado pessoal de cada cristão, no âmbito em que habitualmente decorre a sua existência normal. Por isso, sugiro que nos detenhamos, num exame muito pessoal, sobre como procuramos ajudar as almas para que se aproximem de Deus: que oração, que sacrifícios, quantas horas de trabalho bem acabado oferecemos; que conversas tivemos – oralmente, por escrito – com amigos, parentes, colegas, conhecidos. Contagiemos esta santa preocupação a quem convive connosco, porque a fé na eficácia dos ensinamentos de Cristo nos há de estimular a servir e a querer mais os nossos irmãos e irmãs: ninguém nos pode deixar indiferentes.
O apostolado da inteligência, como digo, é tarefa de todos. Mas, sem perder de vista os numerosos campos em que é urgente uma nova evangelização, hoje é prioritário impregnar com a doutrina de Cristo alguns âmbitos particulares. Basta considerar as tarefas dos governantes, cientistas e investigadores, dos profissionais da opinião pública, etc.; sem esquecer que todos os homens e mulheres experimentam, experimentamos, a necessidade de escutar a voz do Senhor e de segui-la.

«A luta pela alma do mundo contemporâneo é máxima, aí mesmo onde o espírito deste mundo parece mais forte», escreveu o beato João Paulo II, a propósito da existência «de “modernos areópagos”, isto é, de novos púlpitos. Estes areópagos são hoje o mundo da ciência, da cultura, dos meios de comunicação; são os ambientes em que se criam as elites intelectuais, os ambientes dos escritores e dos artistas» [27].

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Nota: Publicação devidamente autorizada

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Notas:

[27] Beato João Paulo II, Atravessar o Limiar da Esperança, p. 107.

Tratado da bem-aventurança 32


Questão 4: Do necessário à bem-aventurança.



Art. 8 — Se os amigos são necessários à bem-aventurança.

O oitavo discute-se assim. — Parece que os amigos são necessários à bem-aventurança.





04/01/2013

Evangelho do dia e comentário




TEMPO DE NATAL






Oitava do Natal


Evangelho: Jo 1, 35-42

35 No dia seguinte, João lá estava novamente com dois dos seus discípulos. 36 Vendo Jesus que passava, disse: «Eis o Cordeiro de Deus». 37 Ouvindo as suas palavras, os dois discípulos seguiram Jesus. 38 Jesus, voltando-Se para trás, e vendo que O seguiam, disse-lhes: «Que buscais?». Eles disseram-Lhe: «Rabi (que quer dizer Mestre), onde habitas?». 39 Jesus disse-lhes: «Vinde ver». Foram, viram onde habitava e ficaram com Ele aquele dia. Era então quase a hora décima. 40 André, irmão de Simão Pedro, era um dos dois que tinham ouvido o que João dissera e que tinham seguido Jesus. 41 Encontrou ele primeiro seu irmão Simão e disse-lhe: «Encontrámos o Messias», que quer dizer Cristo. 42 Levou-o a Jesus. Jesus, fixando nele o olhar, disse: «Tu és Simão, filho de João, tu serás chamado Cefas», que quer dizer Pedra.

Comentário:

Avulta a figura de André como aquele que leva ao seu irmão a notícia mais importante das suas vidas: encontrei o Messias!
De facto, quando por uma graça especial do Senhor O encontramos já não podemos guardar para nós essa dita. Movidos pela enormíssima alegria que o encontro com Jesus nos encheu a alma, o coração, corremos a comunicar a boa nova a todos, começando pelos que estão mais perto, como os familiares e amigos, alargando cada vez mais o âmbito dos que desejamos participem da nossa ventura.
Não guardemos Jesus Cristo para nós, afinal, Ele, veio salvar todos os homens.
Vi o Senhor! Sei onde está! Vem... vou mostrar-te!

(ama, comentário sobre Jo 1, 35-42, 2012.01.04)

Leitura espiritual para 04 Jan 2013


Não abandones a tua leitura espiritual.
A leitura tem feito muitos santos.
(S. josemariaCaminho 116)


Está aconselhada a leitura espiritual diária de mais ou menos 15 minutos. Além da leitura do novo testamento, (seguiu-se o esquema usado por P. M. Martinez em “NOVO TESTAMENTO” Editorial A. O. - Braga) devem usar-se textos devidamente aprovados. Não deve ser leitura apressada, para “cumprir horário”, mas com vagar, meditando, para que o que lemos seja alimento para a nossa alma.

Para ver, clicar SFF.

Tempos diários de oração


Se desejas deveras ser alma penitente – penitente e alegre –, deves defender, acima de tudo, os teus tempos diários de oração, de oração íntima, generosa, prolongada, e hás-de procurar que esses tempos não sejam ao acaso, mas a hora fixa, sempre que te for possível. Sê escravo deste culto quotidiano a Deus, e garanto-te que te sentirás constantemente alegre. (Sulco, 994)

Como anda a tua vida de oração? Não sentes às vezes, durante o dia, desejos de falar mais devagar com Ele? Não Lhe dizes: logo vou contar-te isto e aquilo; logo vou conversar sobre isso contigo?

Nos momentos dedicados expressamente a esse colóquio com o Senhor o coração expande-se, a vontade fortalece-se, a inteligência – ajudada pela graça – enche a realidade humana com a realidade sobrenatural. E, como fruto, sairão sempre propósitos claros, práticos, de melhorares a tua conduta, de tratares delicadamente, com caridade, todos os homens, de te empenhares a fundo – com o empenho dos bons desportistas – nesta luta cristã de amor e de paz.

A oração torna-se contínua como o bater do coração, como as pulsações. Sem essa presença de Deus não há vida contemplativa. E sem vida contemplativa de pouco vale trabalhar por Cristo, porque em vão se esforçam os que constroem se Deus não sustenta a casa.

Para se santificar, o cristão corrente – que não é um religioso e não se afasta do mundo, porque o mundo é o lugar do seu encontro com Cristo – não precisa de hábito externo nem sinais distintivos. Os seus sinais são internos: a constante presença de Deus e o espírito de mortificação. Na realidade, são uma só coisa, porque a mortificação é apenas a oração dos sentidos. (Cristo que passa, nn. 8–9)

Carta do Prelado do Opus Dei por ocasião do Ano da Fé. 15


ALGUNS CAMPOS PRIORITÁRIOS

15. Em todo o mundo e sempre, é necessário realizar um profundo apostolado da inteligência. “Comunicar” sobre verdade para “comunicar” a Verdade. Esta é a síntese de toda a tarefa apostólica. Não podemos cansar-nos na petição a Deus, com humildade, com insistência, com confiança, para que as inteligências e os corações se abram à sua luz. Muitas pessoas repetem, como os Magos: vimos a sua estrela no oriente e viemos adorá-Lo (Mt 2, 2). Hão-de manifestar-nos isso, se os que acreditamos em Cristo nos aproximarmos de todos com amizade sincera, impregnada de caridade e compreensão, de simpatia também humana, valorizada pela vida de piedade; e também com agradecimento pelo bem que não poucos realizam em tantas áreas.

O que maravilha na atitude dos Magos, comenta Bento XVI, «é que eles se prostraram em adoração diante dum simples menino nos braços da sua mãe, não no quadro dum palácio real, mas na pobreza duma cabana em Belém (cfr. Mt 2, 11). Como foi possível? Que convenceu os Magos que aquele menino era “o rei dos Judeus” e o rei dos povos? Certamente persuadiu-os o sinal da estrela, que eles tinham visto “surgir” e que tinha parado precisamente ali onde se encontrava o Menino (cfr. Mt 2, 9)

Mas a estrela também não teria sido suficiente, se os Magos não fossem pessoas intimamente abertas à verdade. Ao contrário do rei Herodes, tomado pelos seus interesses de poder e de riquezas, os Magos propendiam para a meta da sua busca, e quando a encontraram, mesmo sendo homens cultos, comportaram-se como os pastores de Belém: reconheceram o sinal e adoraram o Menino, oferecendo-lhe os dons preciosos e simbólicos que tinham levado consigo» [25].

Não esqueçamos que «Nosso Senhor dirige-se a todos os homens, para que venham ao seu encontro, para que sejam santos. Não chama só os Reis Magos, que eram sábios e poderosos; antes disso tinha enviado aos pastores de Belém, não simplesmente uma estrela, mas um dos seus anjos. Mas tanto uns como outros – os pobres e os ricos, os sábios e os menos sábios – têm de fomentar na sua alma a disposição de humildade que permite ouvir a voz de Deus» [26].

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Notas:

[25] Bento XVI, Homilia na Solenidade da Epifania do Senhor, 6-I-2007.
[26] S. Josemaria, Cristo que passa, n. 33.

Tratado da bem-aventurança 31


Questão 4: Do necessário à bem-aventurança.



Art. 7 — Se para a bem-aventurança são também necessários bens externos.

(2.2, q. 186, a 3, ad 4).

O sétimo discute-se assim. — Parece que para a bem-aventurança são também necessários os bens externos.



03/01/2013

Evangelho do dia e comentário




TEMPO DE NATAL






Oitava do Natal


Santíssimo Nome de Jesus

Evangelho: Jo 1, 29-34

29 No dia seguinte João viu Jesus, que vinha ter com ele, e disse: «Eis o Cordeiro de Deus, eis O que tira o pecado do mundo. 30 Este é Aquele de Quem eu disse: Depois de mim vem um homem que é superior a mim, porque era antes de mim, 31 eu não O conhecia, mas vim baptizar em água, para Ele ser reconhecido em Israel». 32 João deu este testemunho: «Vi o Espírito descer do céu em forma de pomba e repousou sobre Ele. 33 Eu não O conhecia, mas O que me mandou baptizar em água, disse-me: Aquele sobre quem vires descer e repousar o Espírito, esse é O que baptiza no Espírito Santo. 34 Eu O vi, e dei testemunho de que Ele é o Filho de Deus».

Comentário:

João é o precursor e, por isso mesmo tem como missão ir à frente avisar a vinda eminente do que se esperava há longuíssimo tempo. Aquele que o próprio Criador prometera enviar para salvar a humanidade reatando os laços quebrados com o pecado de Adão e Eva.

E é isto mesmo que João faz, com a sua palavras e o seu exemplo que atrai todos os que, como se dirá depois, «andam perdidos como ovelhas sem pastor»

E, João, sem mais, identifica esse Salvador como a figura prometida do Messias, o Cordeiro de Deus e, a sua revelação é confirmada pela própria presença do Espírito Santo não deixando qualquer margem a dúvidas a a outras interpretações.

(ama, comentário sobre Jo 1, 29-34, 2012.01.03)

Canta diante de Maria Imaculada


Deus Omnipotente, Todo-Poderoso, Sapientíssimo tinha que escolher a sua Mãe. – Tu, que terias feito, se tivesses tido de escolhê-la? Penso que tu e eu teríamos escolhido a que temos, enchendo-a de todas as graças. Isso fez Deus. Portanto, depois da Santíssima Trindade, está Maria. Os teólogos estabelecem um raciocínio lógico desse cúmulo de graças, desse não poder estar sujeita a satanás: convinha, Deus podia fazê-lo, logo fê-lo. É a grande prova. A prova mais clara de que Deus rodeou a sua Mãe de todos os privilégios, desde o primeiro instante. E assim é: formosa e pura e limpa, em alma e corpo! (Forja, 482)

És toda formosa e não há mancha em ti. – És horto cerrado, minha irmã, Esposa, horto cerrado, fonte selada. – Veni: coronaberis. – Vem: serás coroada (Cant. IV, 7, 12 e 8).

Se tu e eu tivéssemos tido poder, tê-la-íamos feito também Rainha e Senhora de toda a criação.

Um grande sinal apareceu no céu uma mulher com uma coroa de doze estrelas sobre a cabeça. – O vestido de sol. – A lua a seus pés (Apoc. XII, 1). Maria, Virgem sem mancha, reparou a queda de Eva; e esmagou, com o seu pé imaculado, a cabeça do dragão infernal. Filha de Deus, Mãe de Deus, Esposa de Deus.

O Pai, o Filho e o Espírito Santo coroaram-na como Imperatriz que é do Universo.

E rendem-lhe preito de vassalagem os Anjos..., e os patriarcas e os profetas e os Apóstolos..., e os mártires e os confessores e as virgens e todos os santos..., e todos os pecadores e tu e eu. (Santo Rosário, 5º mistério glorioso)

Carta do Prelado do Opus Dei por ocasião do Ano da Fé. 14


14. Causava profunda impressão a fé, a piedade e o recolhimento com que S. Josemaria se metia, corpo e alma, no momento da Consagração Eucarística. Maravilhava-se diariamente, com renovado agradecimento e nova devoção, ante o mistério da transubstanciação, ante essa entrega do Filho de Deus ao Pai, com o Espírito Santo, pelas almas. Penso que não exagero ao afirmar que, sabendo-se nesses instantes ipse Christus, daí extraía toda a força da sua eficácia e da sua extensa actuação apostólica. Com idêntica fé ardente o contemplávamos enquanto repetia, antes de dar a Sagrada Comunhão, as palavras de S. João Baptista: ecce Agnus Dei! Exortou todos os católicos, e repetia-o às suas filhas e filhos, aos sacerdotes, que é necessário identificar-se com Cristo, porque Ele assim nos convidou e porque assim atrairemos as almas para o Amor de Deus. Actualizar a nossa fé, como o nosso Padre, precisamente no momento da transubstanciação, é uma ajuda poderosa para fazer de cada dia uma missa.
Esta certeza de que Deus quer contar connosco pode e deve constituir um firme ponto de apoio para renovar diariamente o nosso zelo apostólico; há-de ser um estímulo que nos impulsione, cheios de esperança e optimismo sobrenatural, para o serviço das pessoas que passam ao nosso lado: «havemos de nos inflamar no desejo e na realidade de levar a luz de Cristo, o afã de Cristo, as dores e a salvação de Cristo, a tantas almas de colegas, amigos, parentes, conhecidos, desconhecidos, sejam quais forem as suas opiniões nas coisas da terra, para lhes dar a todos um bom abraço fraterno. Então seremos rubi aceso, e deixaremos de ser este nada, este carvão pobre e miserável, para ser a voz de Deus, luz de Deus, fogo de Pentecostes!» [24].


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Notas:

[24] S. Josemaria, Notas de uma reunião familiar, 2-VI-1974.

Tratado da bem-aventurança 30


Questão 4: Do necessário à bem-aventurança.



Art. 6 — Se a perfeição do corpo é necessária à perfeita bem-aventurança do homem.

(III, q. 15, a. 10, IV Sent., dist. XLIX, q. 4, a. 5, q ª2).

O sexto discute-se assim. — Parece que a perfeição do corpo não é necessária à perfeita bem-aventurança do homem.



02/01/2013

Evangelho do dia e comentário




TEMPO DE NATAL






Oitava do Natal


Evangelho: Jo 1, 19-28

19 Eis o testemunho de João, quando os judeus lhe enviaram de Jerusalém sacerdotes e levitas a perguntar-lhe: «Quem és tu?». 20 Ele confessou a verdade, não a negou; e confessou: «Eu não sou o Cristo». 21 Eles perguntaram-lhe: «Quem és, pois? És tu Elias?». Ele respondeu: «Não sou». «És tu o profeta?». Respondeu: «Não». 22 Disseram-lhe então: «Quem és, pois, para que possamos dar resposta aos que nos enviaram? Que dizes de ti mesmo?». 23 Disse-lhes então: «”Eu sou a voz do que clama no deserto. Endireitai o caminho do Senhor”, como disse o profeta Isaías». 24 Ora os que tinham sido enviados eram fariseus. 25 Interrogaram-no, dizendo: «Como baptizas, pois, se não és o Cristo, nem Elias, nem o profeta?». 26 João respondeu-lhes: «Eu baptizo em água, mas no meio de vós está Quem vós não conheceis. 27 Esse é O que há-de vir depois de mim, e eu não sou digno de desatar-Lhe as correias das sandálias». 28 Estas coisas passaram-se em Betânia, além Jordão, onde João estava a baptizar.
Comentário:

“O Senhor está próximo, não vos inquieteis com nada" (Fil 4,5-6). No profeta Isaías, Deus Pai fala assim: “Faço aproximar a minha justiça” – isto é o seu Filho; “ele não está longe e a minha salvação não se fará esperar. Darei a Sião a salvação e a minha glória a Israel” (46,13). É o que se diz no evangelho de hoje: “No meio de vós está aquele que não conheceis”. Mediador entre Deus e os homens, um homem (1 Tm 2,5), Jesus Cristo, eleva-se no campo de batalha do mundo para combater o diabo; vencedor, ele liberta o homem e reconcilia-o com Deus Pai. Mas vós não o conheceis.
“Alimentei e criei filhos, mas eles desprezaram-me. O boi conhece o seu dono, o burro conhece o estábulo do seu senhor, mas Israel não me conheceu e o meu povo não me compreendeu” (Is 1,2-3). Como o Senhor está perto de nós! E nós não o conhecemos! Alimentei os meus filhos com o meu sangue, diz-nos ele, como uma mãe alimenta os seus filhos com o seu leite. Elevei acima dos coros dos anjos a natureza humana que tomei, a quem me uni. Poderia dar-vos maior honra? E eles desprezaram-me. Vede se há dor comparável à minha (Lm 1,12).
Então, "não vos inquieteis com nada", uma vez que é a preocupação com as coisas materiais que nos faz esquecer o Senhor.
(Santo António Sermões para os Domingos e festas dos santos)

Uma oração contínua


Padre – comentaste-me –, eu cometo muitos enganos, muitos erros. – Já sei, respondi-te. Mas Deus Nosso Senhor, que também o sabe e conta com isso, só te pede a humildade de o reconheceres e a luta para rectificares, para O servires cada vez melhor, com mais vida interior, com uma oração contínua, com a piedade e com o emprego dos meios adequados para santificares o teu trabalho. (Forja, 379)

Vida interior, em primeiro lugar. Há ainda tão pouca gente que entenda isto! Ao ouvir falar de vida interior, pensa-se logo na obscuridade do templo, quando não no ambiente abafado de algumas sacristias. Estou há mais de um quarto de século a dizer que não se trata disso. Eu falo da vida interior de cristãos normais e correntes, que habitualmente se encontram em plena rua, ao ar livre; e que na rua, no trabalho, na família e nos momentos de diversão estão unidos a Jesus todo o dia. E o que é isto senão vida de oração contínua? Não é verdade que compreendeste a necessidade de ser alma de oração, numa intimidade com Deus que te leva a endeusar-te? Esta é a fé cristã e assim o compreenderam sempre as almas de oração. Torna-se Deus aquele homem, escreve Clemente de Alexandria, porque quer o mesmo que Deus quer.

A princípio custará. É preciso esforçarmo-nos por nos dirigir ao Senhor, por lhe agradecermos a sua piedade paternal e concreta para connosco. Pouco a pouco o amor de Deus torna-se palpável – embora isto não seja coisa de sentimentos – como uma estocada na alma. É Cristo que nos persegue amorosamente: Eis que estou à porta e chamo. (Cristo que passa, 8)

Carta do Prelado do Opus Dei por ocasião do Ano da Fé. 13


Um firme ponto de apoio

13. O Santo Padre Bento XVI, em várias ocasiões, fez notar as contradições do tempo em que vivemos. «Em vastas partes do mundo existe hoje um estranho esquecimento de Deus. Parece que tudo caminha igualmente sem Ele. Mas existe, ao mesmo tempo, também um sentimento de frustração, de insatisfação de tudo e de todos. É espontâneo exclamar: não é possível que esta seja a vida! Deveras, não. E assim, juntamente com o esquecimento de Deus existe um “boom” do religioso. Não quero desacreditar tudo o que existe neste contexto. Pode existir nisto também a alegria sincera da descoberta. Mas para dizer a verdade, não raramente a religião se torna quase um produto de consumo. Escolhe-se aquilo de que se gosta, e alguns sabem até tirar dela um proveito. Mas a religião procurada a seu “bel-prazer” no fim não nos ajuda. É cómoda, mas no momento da crise abandona-nos a nós próprios» [21]. E o Papa conclui com o seguinte convite: «Ajudai os homens a descobrir a verdadeira estrela que nos indica o caminho: Jesus Cristo!» [22].

Apesar do clima de relativismo e permissividade dominante em amplos setores da sociedade, muitas pessoas estão sedentas de eternidade, talvez depois de terem tentado, em vão, saciá-la em coisas perecíveis. Que grande verdade se encerra naquelas conhecidas palavras de Santo Agostinho!: «Fizeste-nos Senhor para ti e o nosso coração está inquieto até que descanse em ti» [23]. Só Deus, com efeito, satisfaz completamente os anseios do espírito humano. Por isso, sejamos mulheres e homens de piedade firme, que recorrem aos diversos modos de orar, o autêntico consolo, com sinceros desejos de ser mais rezadores. Aproximemo-nos da Santa Missa com profunda fé, persuadidos de que nela se faz sacramentalmente presente o Sacrifício do Calvário, o Sacrifício que nos trouxe a salvação e nos revitaliza para a batalha de cada dia para a santidade.

Copyright © Prælatura Sanctæ Crucis et Operis Dei
Nota: Publicação devidamente autorizada

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Notas:

[21] Bento XVI, Homilia, 21-VIII-2005.
[22] Bento XVI, Homilia, 21-VIII-2005.
[23] S. Agostinho, Confissões, I, 1, 3 (CCL 27, 1).

Tratado da bem-aventurança 29


Questão 4: Do necessário à bem-aventurança.



Art. 5 — Se o corpo é necessário à bem-aventurança.

(IV Cont. Gent., cap. LXXIX, XCI, De Pot., q. 5, a. 10, Compemd. Theol., cap. CLI).

O quinto discute-se assim. — Parece que o corpo é necessário à bem-aventurança.




01/01/2013

Evangelho do dia e comentário





TEMPO DE NATAL




Oitava do Natal


Santa Maria, Mãe de Deus

Evangelho: Lc 2, 16-21

16 Foram a toda a pressa, e encontraram Maria, José e o Menino deitado na manjedoura. 17 Vendo isto, conheceram o que lhes tinha sido dito acerca deste Menino. 18 E todos os que ouviram, se admiraram das coisas que os pastores lhes diziam.19 Maria conservava todas estas coisas, meditando-as no seu coração. 20 Os pastores voltaram, glorificando e louvando a Deus por tudo o que tinham ouvido e visto, conforme lhes tinha sido dito. 21 Depois que se completaram os oito dias para ser circuncidado o Menino, deram-Lhe o nome de Jesus, como Lhe tinha chamado o anjo, antes que fosse concebido no ventre materno.

Comentário:

Que significa proclamar Maria “Mãe de Deus”? Significa reconhecer que Jesus, o fruto do seu seio, é o Filho de Deus, consubstancial ao Pai, que o gerou na eternidade (Credo). Um grande mistério, um mistério de amor! Ele, o Filho único do Pai (Jo 1,14), fez-se um entre nós. Desta forma, “a eternidade entrou no tempo” e a sucessão dos anos, dos séculos, dos milénios, não é uma viagem cega para o desconhecido, mas um caminho para Ele, plenitude do tempo (Ga 4,4) e ponto de chegada da história.
Honrando a Santíssima Virgem como Mãe de Deus, queremos igualmente sublinhar que Jesus, o Verbo eterno feito carne, é o verdadeiro "filho de Maria”. Ela transmitiu-lhe a plena humanidade, foi sua mãe e sua educadora, comunicando-lhe a doçura, a força delicada do seu temperamento e as riquezas da sua sensibilidade. Maravilhosa troca de dons: Maria que, enquanto criatura, é primeiro que tudo uma discípula de Cristo e ao mesmo tempo resgatada por Ele, foi escolhida como sua mãe para modelar a sua humanidade. Na relação entre Maria e Jesus realiza-se assim de maneira exemplar e sentido profundo do Natal: Deus fez-se semelhante a nós, para que nos tornemos, de certa forma, como Ele.

(João Paulo II)

Não deixes de rezar, eu escuto-te


Os santos, anormais?... Chegou a hora de acabar com esse preconceito! Havemos de ensinar, com a naturalidade sobrenatural da ascética cristã, que nem sequer os fenómenos místicos são anormais; têm a naturalidade própria desses fenómenos, tal como outros processos psíquicos ou fisiológicos têm a sua. (Sulco, 559)

Eu falo da vida interior de cristãos normais e correntes, que habitualmente se encontram em plena rua, ao ar livre; e que na rua, no trabalho, na família e nos momentos de diversão estão unidos a Jesus todo o dia. E o que é isto senão vida de oração contínua? Não é verdade que compreendeste a necessidade de ser alma de oração, numa intimidade com Deus que te leva a endeusar-te? (...)

A princípio custará. É preciso esforçarmo-nos por nos dirigir ao Senhor, por lhe agradecermos a sua piedade paternal e concreta para connosco. A pouco e pouco o amor de Deus torna-se palpável – embora isto não seja coisa de sentimentos – como uma estocada na alma. É Cristo que nos persegue amorosamente: Eis que estou à porta e chamo. Como anda a tua vida de oração? Não sentes às vezes, durante o dia, desejos de falar mais devagar com Ele? Não Lhe dizes: logo vou contar-te isto e aquilo; logo vou conversar sobre isso contigo?

Nos momentos dedicados expressamente a esse colóquio com o Senhor o coração expande-se, a vontade fortalece-se, a inteligência – ajudada pela graça – enche a realidade humana com a realidade sobrenatural. E, como fruto, sairão sempre propósitos claros, práticos, de melhorares a tua conduta, de tratares delicadamente, com caridade, todos os homens, de te empenhares a fundo – com o empenho dos bons desportistas – nesta luta cristã de amor e de paz.

A oração torna-se contínua como o bater do coração, como as pulsações. Sem essa presença de Deus não há vida contemplativa. E sem vida contemplativa de pouco vale trabalhar por Cristo, porque em vão se esforçam os que constroem se Deus não sustenta a casa. (Cristo que passa, 8)