16/10/2012

POR VEZES, SENHOR …

 
 
 
Por vezes, Senhor,
sinto tão fundo o Teu amor…
 
Ainda há pouco,
logo depois da comunhão,
parecia que ajoelhado a Teus pés,
repousava a cabeça no Teu colo,
e Tu me afagavas o cabelo,
ou melhor,
me fazias festas no coração.
 
Estarei louco?
Não tenho dúvidas que estou,
mas louco de amor por Ti!
Todos os momentos em que Te vivo,
me enchem,
mas sabem a pouco!
 
Eu sei, Senhor,
que no Teu infinito amor,
me dás estes momentos,
para eu perceber,
que na graça da secura,
que tantas vezes me toca,
me confrontas,
me provocas,
me alimentas,
na permanente procura.
 
Então,
porque tantas vezes Te nego
com as minhas atitudes,
com as minhas ausências,
com a minha falta de amor,
àqueles que de mim precisam,
e perante a sua dor,
fico mudo, surdo e cego?
 
Como posso eu querer
guardar apenas para mim
a alegria de Te sentir,
no meu viver,
no meu crer,
no meu existir.
 
Dar-Te como,
se indigno de Ti,
não Te posso reflectir?
 
Amaste-me primeiro,
porque sem o teu amor,
eu não poderia amar,
com o amor verdadeiro!
 
E é nesse amor com que me amas,
nesse amor com que Te dás,
que por Tua graça reflicto,
a alegria de Te ter,
o sentido do meu viver,
a confiança, a esperança,
a certeza da Tua paz.
 
Por vezes, Senhor,
sinto tão fundo o Teu amor…
 
 
 
Monte Real, 16 de Julho de 2012 
 

Leitura espiritual para 16 Out 2012


Não abandones a tua leitura espiritual.
A leitura tem feito muitos santos.
(S. josemariaCaminho 116)


Está aconselhada a leitura espiritual diária de mais ou menos 15 minutos. Além da leitura do novo testamento, (seguiu-se o esquema usado por P. M. Martinez em “NOVO TESTAMENTO” Editorial A. O. - Braga) devem usar-se textos devidamente aprovados. Não deve ser leitura apressada, para “cumprir horário”, mas com vagar, meditando, para que o que lemos seja alimento para a nossa alma.


Para ver, clicar SFF.

Vida de Maria (I) Vida de Maria (I) - A VOZ DOS POETAS


À Conceição da Virgem Nossa Senhora

Para se namorar do que criou,
te fez Deus, santa Fénix, Virgem pura.
Vede que tal seria esta feitura
que a fez quem para si só a guardou.

No seu santo conceito te formou
primeiro que a primeira criatura,
para que única fosse a compostura
que de tão longo tempo se estudou.

Não sei se direi nisto tudo quanto baste
para exprimir as santas qualidades,
que quis criar em ti quem tu criaste.

És filha, mãe e esposa. E se alcançaste,
uma só, três tão altas dignidades,
foi porque a três e um só tanto agradaste.

luís de camões

Tens erros... e que erros!!

                                                             
Textos de S. Josemaria Escrivá

 http://www.opusdei.pt/art.php?p=13979     © Gabinete de Inform. do Opus Dei na Internet

Não te assustes nem desanimes, ao descobrires que tens erros... e que erros! Luta por arrancá-los. E, desde que lutes, convence-te de que é bom que sintas todas essas debilidades porque, se não, serias um soberbo: e a soberba afasta de Deus. (Forja, 181)
Jesus, se nós, que nos reunimos no teu Amor, fôssemos perseverantes! Se conseguíssemos traduzir em obras esses anseios de santidade que Tu próprio despertas nas nossas almas! Perguntemo-nos a nós próprios com frequência: para que estou eu na terra? E assim hão-de procurar acabar perfeitamente – com muita caridade – as tarefas que empreenderem em cada dia e cuidar das coisas pequenas. Debrucemo-nos sobre o exemplo dos santos: pessoas como nós, de carne e osso, com fraquezas e debilidades, que souberam vencer e vencer-se por amor de Deus; consideremos a sua conduta e – como as abelhas que destilam de cada flor o néctar mais precioso – aproveitemo-nos das suas lutas. Assim também havemos de aprender a descobrir muitas virtudes nos que nos rodeiam – dão-nos lições de trabalho, de abnegação, de alegria... – sem nos determos demasiado nos seus defeitos; só quando for imprescindível, para os ajudar com a correcção fraterna. (Amigos de Deus, 20)

PENSAMENTOS INSPIRADOS À PROCURA DE DEUS 263

À procura de Deus

Para estar ao serviço de Deus,
é preciso estar ao serviço dos homens.

Luta ascética e mística 5


Todo o homem se deseja amar a Deus e salvar-se, há-de travar uma luta ascética. Assim o parágrafo 2.516, do Catecismo diz-nos que: "No homem, porque é um ser composto de espírito e corpo, existe uma certa tensão, e se desenvolve uma luta de tendências entre o "espírito" e a "carne". Mas, na realidade, esta luta pertence à herança do pecado. É uma consequência dele, e, ao mesmo tempo, confirma a sua existência. Forma parte da experiencia quotidiana do combate espiritual”. Sobre este parágrafo 2.516, comenta João Paulo II na A Carta encíclica Dominun et vivificantem. “Para o apóstolo não se trata de discriminar ou condenar o corpo, que com a alma espiritual constitui a natureza do homem e a sua subjectividade pessoal, mas que trata das obras - melhor dito, das disposições estáveis -, virtudes e vícios, moralmente boas ou más, que são fruto de submissão (no primeiro caso) ou antes de resistência (no segundo caso) à acção salvífica do Espírito Santo. Por isso o apóstolo escreve: se vivemos segundo o Espírito, obremos também segundo o Espírito" (Ga 5,25).”

(JUAN DO CARMELO, trad AMA)

Let it be


O cansaço e a vida quotidiana na família


Chega-se cansado a casa. O cansaço é legítimo. O mau humor, não. Convém lembrar que o homem cansado é propenso ao mau génio, já que tem as defesas baixas e os nervos destemperados. 
O cansado tende ao hermetismo. Não é comunicativo. 
É preciso dar ao cansado um tempo para decantar as fadigas e preocupações de um dia de trabalho. Deve-se permitir ao guerreiro deixar suas armas, desmontar e recompor-se. 
Procura desfazer-se quanto antes de sua mercadoria. Interrompe quando não deve, tem mais pressa quanto mais deve esperar. É a hora heróica dos pais. 
O carinho dos filhos vale mais que o esgotamento. 
Ao chegar a casa, nenhum pai pode abrir a porta e dizer: "Missão cumprida". 
Se ele acha que a casa é o lugar das compensações egoístas, um pai de família perdeu-se. A recompensa verdadeira é a de ver-se rodeado por afecto. 
O carinho dos filhos não é um carinho abstracto, teórico. É tangível. Percebe-se. Toca-se.
Os olhos das crianças estão a dizer: "Seja meu pai. Tu és forte, mais forte que o cansaço". 
Isolar-se dos filhos ao chegar a casa é dizer-lhes: "Vocês não me interessam". 
Um pai sempre cansado ou que pede que o tratem como um homem cansado, é um pai enfermo. A casa não é uma clínica de repouso, onde se cuida religiosamente do silêncio para não atrapalhar os pacientes.  
O lugar onde descansa o pai não é "zona de hospital", como tampouco a sala de estar deve ter o cartaz de "crianças a jogar".
Quando os filhos são pequenos são como brinquedos do pai. Quando se está de bom humor, dá-lhes corda. Quando o jogo cansa ou aborrece, guarda-lhes ou arquiva-os. Em muitos casos, a televisão serve, lamentavelmente, de arquivo.  
Se os filhos são considerados um incómodo porque perturbam o descanso do pai, exige-se à mãe que os faça evaporar para que não criem problemas.  
O guerreiro considera que já teve suficientes aborrecimentos em seu trabalho, ofício ou negócio.

Diego Ibañez Langlois (trad. ama)


Evangelho do dia e comentário








   T. Comum – XXVIII Semana





Evangelho: Lc 11, 37-41

37 Enquanto Jesus falava, um fariseu convidou-O para comer com ele. Tendo entrado, pôs-Se à mesa. 38 Ora o fariseu estranhou que Ele não Se tivesse lavado antes de comer. 39 Mas o Senhor disse-lhe: «Vós os fariseus limpais o que está por fora do copo e do prato; mas o vosso interior está cheio de rapina e de maldade. 40 Néscios, quem fez o que está fora não fez também o que está por dentro? 41 Dai antes o que tendes em esmola, e tudo será puro para vós
Comentário:

Mais uma vez fica manifesto que Jesus não faz acepção de pessoas nem se dá apenas com os pobres e o povo anónimo, aceita convites de fariseus e não hesita em frequentar as suas casas.

A sobranceria destes dá aso a Jesus para doutrinar, pôr as coisas no seu lugar e dar-lhes a importância que realmente possam ter.
Nunca é Jesus a provocar a troca de palavras, por vezes agrestes. Quando o próprio dono da casa se permite criticar o seu hóspede por ignorar um preceito ou costume, dá autoridade ao convidado para, por sua vez, ripostar no mesmo tom de crítica e reparo.

(ama, comentário sobre Lc 11,37-41, 2010.10.12)

Abraço

P o e m a s  d a  m i n h a  v i d a


Tenho-te aqui

Num abraço eterno
Carvide 2008.03.23

De irmão querido.


Tenho, com certeza,

Uma saudade enorme

Por teres partido.

Depois… com meridiana clareza

Vejo que não estou sozinho


Nem tu estás ausente.

Pelo contrário, estás mais presente

Zézinho!


Porto, 2012 no dia em que farias 69 anos.

Tratado sobre a conservação e o governo das coisas 25


Questão 108: Da ordenação dos anjos por hierarquias e ordens.

15/10/2012

Leitura espiritual para 15 Out 2012


Não abandones a tua leitura espiritual.
A leitura tem feito muitos santos.
(S. josemariaCaminho 116)


Está aconselhada a leitura espiritual diária de mais ou menos 15 minutos. Além da leitura do novo testamento, (seguiu-se o esquema usado por P. M. Martinez em “NOVO TESTAMENTO” Editorial A. O. - Braga) devem usar-se textos devidamente aprovados. Não deve ser leitura apressada, para “cumprir horário”, mas com vagar, meditando, para que o que lemos seja alimento para a nossa alma.


Para ver, clicar SFF.

Um médico um sacerdote.


Vida de Maria (I) - A VOZ DOS SANTOS


«Este é um mistério de amor. A razão humana não o consegue compreender. Só a fé pode explicar como é que uma criatura foi elevada a tão grande dignidade, até se tornar o centro amoroso em que convergem as complacências da Trindade. Sabemos que é um segredo divino. Mas, por se tratar da nossa Mãe, sentimo-nos capazes de o compreender melhor – se é possível falar assim – do que outras verdades da fé.»

«Os teólogos formularam com frequência um argumento para tentar compreender de algum modo o significado desse cúmulo de graças de que Maria se encontra revestida, e que culmina com a Assunção aos Céus. Dizem: convinha; Deus podia fazê-lo; e por isso o fez. É a explicação mais clara das razões que levaram Cristo a conceder a sua Mãe todos os privilégios, desde o primeiro instante da sua Imaculada Conceição. Ficou livre do poder de Satanás; é formosa – tota pulchra! – limpa, pura na alma e no corpo». (S. Josemaría, Cristo que passa, 171)

«Como gostam os homens de que Ihes recordem o seu parentesco com personagens da literatura, da política, do exército, da Igreja!... - Canta diante da Virgem Imaculada, recordando-Lhe: Ave, Maria, Filha de Deus Pai; Ave, Maria, Mãe de Deus Filho; Ave, Maria, Esposa de Deus Espírito Santo... Mais do que tu, só Deus! (S. Josemaria, Caminho, 496)

«Talvez agora algum de vós possa pensar que o dia normal, o habitual ir e vir da nossa vida, não se presta muito para manter o coração numa criatura tão pura como Nossa Senhora. Convidar-vos-ia a reflectir um pouco. Que procuramos sempre, mesmo sem dar especial atenção, em tudo o que fazemos? Quando nos move o amor de Deus e trabalhamos com rectidão de intenção, procuramos o que é bom, o que é limpo, o que dá paz à consciência e felicidade à alma. Também cometemos muitos erros? Sim, mas precisamente reconhecer esses erros é descobrir com maior clareza que a nossa meta é esta: uma felicidade que não seja passageira, mas sim profunda, serena, humana e sobrenatural.

Existe uma criatura que conseguiu nesta terra essa felicidade, porque é a obra-prima de Deus: a Nossa Mãe Santíssima, Maria. Ela vive e protege-nos; está junto do Pai e do Filho e do Espírito Santo, em corpo e alma. É a mesma que nasceu na Palestina, que se entregou ao Senhor desde menina, que recebeu a anunciação do Arcanjo Gabriel, que deu à luz o Nosso Salvador, que esteve junto d'Ele ao pé da Cruz.

N'Ela tornam-se realidade todos os ideais, mas não devemos concluir que a sua sublimidade e a sua grandeza a apresentem para nós inacessível e distante É a cheia de graça, a soma de todas as perfeições: e é Mãe. Com o seu poder diante de Deus alcançar-nos-á o que lhe pedirmos; como Mãe, quer-no-lo conceder. E, também como Mãe, entende e compreende as nossas fraquezas, anima-nos, desculpa-nos, facilita o caminho, tem sempre o remédio preparado, mesmo quando parece que já nada é possível». (S. Josemaria, Amigos de Deus, 292)