06/02/2012

Leitura Espiritual para 06 Fev 2012

Não abandones a tua leitura espiritual.
A leitura tem feito muitos santos.
(S. josemariaCaminho 116)


Está aconselhada a leitura espiritual diária de mais ou menos 15 minutos. Além da leitura do novo testamento, (seguiu-se o esquema usado por P. M. Martinez em “NOVO TESTAMENTO” Editorial A. O. - Braga) devem usar-se textos devidamente aprovados. Não deve ser leitura apressada, para “cumprir horário”, mas com vagar, meditando, para que o que lemos seja alimento para a nossa alma.



 
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Mozart piano concerto 23 1st mov

Mozart piano concerto 23 1st mov - Horowitz 





Evangelho do dia e comentário













T. Comum – V Semana



Evangelho: Mc 6, 53-56

53 Tendo passado à outra margem, foram à região de Genesaré, e lá atracaram. 54 Tendo desembarcado, logo O conheceram 55 e, percorrendo toda aquela região, começaram a trazer-Lhe todos os doentes em macas, para onde sabiam que Ele estava. 56 Em qualquer lugar a que chegava, nas aldeias, nas cidades ou nas herdades, punham os enfermos no meio das praças, e pediam-Lhe que, ao menos, os deixasse tocar a orla do Seu vestido. E todos os que O tocavam ficavam curados.

Comentário:

Toda a gente acorre a Jesus.
Ele é como um íman poderoso que a todos atrai.
As pessoas, indistintamente da sua classe social, de cultura ou outra, procuram Jesus porque sabem que junto dele encontram a cura para os seus males, a tranquilidade para os espíritos, a água que sacia a sede, a palavra que conduz à vida eterna.

Tocar no manto do Senhor!

Só isso basta, estar perto dele já é muito.

Senhor, que eu não perca que eu saiba sempre onde encontrar-te.

(ama, comentário sobre Mc 6, 53-56, 2009.02.09)

Maria, Rainha da Paz

Textos de São Josemaria Escrivá

Maria, Regina pacis, Rainha da Paz, porque tiveste fé e acreditaste que se cumpriria o anúncio do Anjo, ajuda-nos a aumentar a Fé, a sermos firmes na Esperança, a aprofundar o Amor. Porque é isso que quer hoje de nós o teu Filho, ao mostrar-nos o seu Sacratíssimo Coração. (Cristo que passa, 170)

Característica evidente de um homem de Deus, de uma mulher de Deus, é a paz na alma: tem "a paz" e dá "a paz" às pessoas com quem convive. (Forja, 649)

Não é lícito escudar-se em razões aparentemente piedosas para espoliar os outros do que lhes pertence: Se alguém diz: "Eu amo a Deus" mas odeia o seu irmão, é mentiroso. Mas também se engana a si mesmo quem regateia ao Senhor o amor e a reverência – a adoração – que lhe são devidos como Criador e nosso Pai; a quem se nega a obedecer aos seus mandamentos com a falsa desculpa de que algum deles é incompatível com o serviço dos homens claramente adverte S. João que nisto conhecemos que amamos os filhos de Deus: Se amamos a Deus e guardamos os seus mandamentos. Porque o amor de Deus consiste em guardar os seus mandamentos; e os seus mandamentos não são pesados. (Amigos de Deus, n. 166)


© Gabinete de Informação do Opus Dei na Internet

Tratado sobre a Obra dos Seis Dias 9

Questão 44: De como procedem de Deus as criaturas e da causa primeira de todos os seres.

Art. 4 – Se Deus é a causa final de todas as coisas.

(Infra, q. 65, a. 2; q. 103, a. 2; II Sent., dist. 1, q. 2, a. 1, 2; Cont. Gent., cap. XVII; Compend. Theol., cap. C, CI).

O quarto discute-se assim. – Parece não seja Deus a causa final de todas as coisas.

1. – Pois, agir por um fim parece ser próprio de um ser que precisa de um fim. Ora, Deus de nada precisa. Logo, não lhe cabe agir por um fim.

2. Demais. – O fim da geração e a forma do gerado, e o agente não são numericamente idênticos, como diz Aristóteles [1]; pois o fim da geração é a forma do gerado. Ora, Deus é o primeiro de todos os agentes. Logo, não é a causa final de todas as coisas.

3. Demais. – Todas as coisas desejam o fim, mas nem todas desejam Deus, porque nem todas o conhecem. Logo, Deus não é o fim de todas as coisas.

4. Demais. – A causa final é a primeira das causas. Se, pois, Deus for causa agente e causa final, segue-se que há nele anterior e posterior, o que é impossível.

Mas, em contrário, a Escritura (Pr 16, 4): Tudo fez o Senhor por causa de si mesmo.



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05/02/2012

Leitura Espiritual para 05 Fev 2012

Não abandones a tua leitura espiritual.
A leitura tem feito muitos santos.
(S. josemariaCaminho 116)


Está aconselhada a leitura espiritual diária de mais ou menos 15 minutos. Além da leitura do novo testamento, (seguiu-se o esquema usado por P. M. Martinez em “NOVO TESTAMENTO” Editorial A. O. - Braga) devem usar-se textos devidamente aprovados. Não deve ser leitura apressada, para “cumprir horário”, mas com vagar, meditando, para que o que lemos seja alimento para a nossa alma.



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Hungarian Rhapsody No. 2

Liszt - Hungarian Rhapsody No. 2 - Adam Gyorgy 


Selecção JMA

Confidências de alguém


Nota de AMA: 


Estas “confidências” têm, obviamente, um autor, que não se revela; foram feitas em tempo indeterminado, por isso não se lhes atribui a data. O estilo discursivo revela, obviamente, que se tratam de meditações escritas ao correr da pena. A sua publicação deve-se a ter considerado que, nelas se encontram muitas situações e ocorrências que fazem parte do quotidiano que, qualquer um, pode viver.

Paciência


Sou impaciente para com os outros porque sou impaciente comigo mesmo.

Quero tudo ao mesmo tempo e quero coisas demais.
O sonho em que constantemente me enleio, de fazer isto e aquilo, de ter, de possuir, de fazer uma quantidade de coisas e... a maior parte das vezes não chego a fazer nada.
Tenho de ser comedido comigo mesmo, no que faço, no que penso, no que desejo. Pouco me deve bastar, não tenho necessidade de grandes coisas.
Os meus desejos têm de ser controlados, para que não corra o risco de sofrer eu com a insatisfação e tornar-me ridículo aos olhos dos outros, a quem dou conhecimento das quimeras em que me perco.
Por outro lado, o que tenho de fazer, com urgência, é estabelecer uma lista de prioridades e preocupações. Aqueles que são base e vitais para a minha vida e a vida dos meus.
Com parcimónia e dignidade, sem dúvida, mas sobretudo com lógica e com determinação.
Depois estabelecer também o que há que fazer a par das actividades humanas propriamente ditas.
O meu trabalho apostólico, as tarefas que me cabem e que me vão sendo dadas.
Tenho de as levar a cabo, ou, pelo menos, fazer tentativas sérias para isso.
O meu plano de vida tem de ser ajustado de forma a por mais rigor na sua execução e no seu cumprimento diário.
É necessário dar o exemplo e, sobretudo, é necessário trabalhar. As horas do dia não chegam.
Comecei querendo meditar na paciência e cheguei aqui.
Parece-me que a conclusão é simples:
Tenho de ser ordenado para ser paciente e sensível à impaciência dos outros.

Evangelho do dia e comentário













T. Comum – V Semana



Evangelho: Mc 1, 29-39

29 Logo que saíram da sinagoga, foram a casa de Simão e de André, com Tiago e João.30 A sogra de Simão estava de cama com febre. Falaram-Lhe logo dela. 31 Jesus, aproximando-Se e tomando-a pela mão, levantou-a. Imediatamente a deixou a febre, e ela pôs-se a servi-los. 32 Ao anoitecer, depois do sol-posto, traziam-Lhe todos os enfermos e possessos, 33 e toda a cidade se tinha juntado diante da porta. 34 Curou muitos que se achavam atacados com várias doenças, expulsou muitos demónios, e não permitia que os demónios dissessem quem Ele era. 35 Levantando-Se muito antes de amanhecer, saiu e foi a um lugar solitário e lá fazia oração. 36 Simão e os seus companheiros foram procurá-l'O. 37 Tendo-O encontrado, disseram-Lhe: «Todos Te procuram». 38 Ele respondeu: «Vamos para outra parte, para as aldeias vizinhas, a fim de que Eu também lá pregue, pois para isso é que Eu vim». 39 E andava pregando nas sinagogas, por toda a Galileia, e expulsava os demónios.

Comentário:

Os Evangelhos referem várias vezes esta necessidade que Jesus sentia de se afastar para “um lugar solitário” para orar.
Os seus dias estão totalmente preenchidos, até à noite, com pregações, ensinamentos, deslocações constantes de um lugar para outro, atenção aos doentes, aos possessos, aos que carecem de qualquer tipo de ajuda de auxílio. Nem tem tempo para comer, e, nem lugar seu, tem, para reclinar a cabeça dir-se-á noutras passagens.

Constatamos estes factos e facilmente percebemos que Jesus Se sente urgido por uma missão esgotante e avassaladora que não contempla nem demora nem intervalos.
E, embora este trabalho esgotante, contínuo no qual emprega todas as Suas forças e potências seja, em si mesmo, oração, não deixa de sentir essa premente necessidade de estar uns momentos a sós com o Seu Pai, para, em conversa íntima, fazer como que uma reposição dessas mesmas forças e potências que tanto precisa.

Assim nós, para 'recarregar' na nossa alma, no nosso espírito, as forças e potências que esgotamos com tanta facilidade, porque são poucas e débeis, recorremos à intimidade da oração serena, confiante e esperançada, ao diálogo simples mas profundo com a Fonte de Todo o Bem, Nosso Senhor Jesus Cristo.

(ama, comentário sobre Mc 1, 29-39, 2012.01.13)