03/12/2010

Boa Tarde! 5

Sabes, disseste-me entusiasmado, tive a primeira conversa, assim…, a sério com o sacerdote.

Parece-me que fiquei a ver tudo com umas cores diferentes.

Ficámos de nos encontrar cada quinze dias. Que te parece?

A mim, parece-me lindamente, pois claro. 

(ama, 2010.12.03)

O Preço!

Um dia Jesus Cristo estava conversando com Satanás e perguntou-lhe o que estava fazendo com as pessoas aqui na terra e o Diabo respondeu:
Estou a divertir-me muito com elas, ensino-as a fazer bombas e a matar, a usar armas, a odiarem-se umas às outras, a casar-se e a divorciar-se, ensino-as a abusar das criaturas, ensino os jovens a usar drogas, a beber e a fazer tudo o que não devem.
Realmente estou a divertir-me muito.

Jesus perguntou: E depois que vais fazer?

A resposta do Diabo feriu os ouvidos de Jesus Cristo:

Vou matá-los e acabar com eles!

Jesus perguntou: Quanto queres por eles?

Troçando o Diabo respondeu:
Ah! Tu não vais querer essas pessoas… Elas são más, traiçoeiras, mentirosas, falsas e egoístas e avarentas. Não irão amar-te verdadeiramente, vão cuspir no Teu rosto, vão desprezar-te e não terão consideração pelo que Tu faças por elas.

Jesus Cristo com a voz cheia de certeza, perguntou:

Quanto queres por elas, Satanás?

O Diabo enfurecido, com chispas de ódio nos seus olhos respondeu:

Quero todas as Tuas lágrimas e todo o Teu sangue.

Jesus bravamente, com a Sua voz esplendorosa, respondeu:
Acordo fechado!

E Jesus pagou o preço da nossa liberdade.

Como podemos esquecer-nos de Jesus?
Acreditamos em tudo quanto o mundo em que vivemos nos ensina, mas questionamos sempre as coisas que vêm de Deus.
Porquê?
Todos querem estar, um dia, com Deus mas não querem conhecê-lo nem amá-lo.

Muitos dizem: Eu creio em Deus (Satanás também, certamente), mas não fazem nada por Ele.

(Fluvium 2007, trad. AMA)

Humanismo - Boas notícias!

Novo humanismo centrado na pessoa está a crescer, diz D. Carlos Azevedo

Mais cidadania e menos Estado. O novo humanismo está a crescer centrado na pessoa e os voluntários, bem preparados, sublinha D. Carlos Azevedo, são chamados a ser os novos protagonistas da actualidade.
“Os voluntários trocam reuniões de gabinete, por gestos concretos. Negociações intermináveis, por acções imediatas. Protestos e manifestações mediáticas, por factos. Promessas por cumprir, por realidades visíveis”, afirmou o bispo auxiliar de Lisboa, em Évora, numa conferência sobre o voluntariado como expressão do novo humanismo.
O presidente da Comissão Episcopal da Pastoral Social lançou também o repto para quem não tem medo de abraçar novos desafios, diz D. Carlos Azevedo, nunca é tarde para começar.
“Qualquer idade serve, qualquer manhã, tarde ou noite é boa. Ao primeiro comboio de solidariedade que passe, entra e começa. Logo verão como as iniciativas impensáveis rebentam. É necessário alguém começar para se ver que algo pode fazer-se”, sublinha D. Carlos Azevedo.

Bom Dia! 65

Aparentemente pode parecer ''coisa de religião'' exacerbada ou exigente', as pessoas ''normais'' não terão necessidade destas preocupações. Isto é profundamente errado e um sintoma evidente de soberba. Quem pode julgar-se impecável no seu comportamento, como e no que pensa, o que e de que modo faz?
Quem, dotado de algum juízo, pode considerar que não tem nada a corrigir, a emendar, a rever?
Uma pessoa assim revela-se intratável e pouco digno de confiança.

Ocorre, a propósito, uma frase que deixou um lastro irremediável: ''nunca me engano e raramente tenho dúvidas''.
A irresponsabilidade de uma afirmação como esta só pode enraizar-se numa exacerbada vaidade pessoal, decerto  grave e, de certeza ridícula.

Mas será que muitas vezes não temos, cada um de nós, a mesma convicção interior?
Não temos, de facto uma atitude de superioridade, uma como que imunidade pessoal que nos torna singulares, ''especiais''?
Acontece que, a maior parte das vezes isto acontece exactamente por falta de exame pessoal. Não gostamos que nos apontem um erro, que desqualifiquem uma opinião que emitimos, quanto mais sermos nós próprios a fazê-lo. Até parece masoquismo ou autoflagelação, pensamos.

Vemos na crítica ou no apontamento desfavorável algo que nos diminui e envergonha. Afinal pode tratar-se de uma ocasião soberana para corrigir a tempo, algo que talvez, se o não fizermos, pode ter consequências pouco agradáveis.
O interessante está em que nem mesmo assim nos coibimos de atentar nos erros, verdadeiros ou imaginados por nós, que vemos nos outros.
A velha máxima da descoberta do argueiro no olho do vizinho e a incapacidade para detectar a trave no nosso.
A obrigação de corrigir os próprio erros está intimamente ligada ao mesmo dever de corrigir o outro. Temos de pensar e ter claro que o outro, sobretudo se é nosso amigo, tem direito a que o corrijamos tal como nós podemos legitimamente esperar que ele faça o mesmo convosco.
Quem sou eu para corrigir seja quem for? Ouve-se com frequência esta alegação que, na verdade, revela indiferença, pelo menos, e egoísmo seguramente.

Mas, repete-se, o médico pelo facto de estar doente fica incapacitado de receitar a outrem o medicamento necessário para a maleita que apresenta?
Atenção que se fala de correcção no verdadeiro sentido do termo, que é, deve ser, uma atitude construtiva, e não de crítica que é algo completamente diferente.

A primeira é um desejo que o outro corrija algo que, a nosso ver, não é correcto. A segunda é um apontamento de outro cariz ou seja, uma avaliação pura e simples.

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Tema para breve reflexão - 2010.12.03

Textos de Reflexão para 03 de Dezembro

Sexta-Feira do Avento 03 de Dezembro

Tema para consideração: Propósito

  • ·         Arrependimento, inseparável do propósito

O propósito é inseparável do arrependimento; brota do bom arrependimento com intrínseca necessidade, como um fruto maduro. O propósito, sendo uma parte do arrependimento, é este como o próprio arrependimento, um elemento essencial e absolutamente necessário da confissão. 

(Benedikt Baur, La Confessión frequente, Herder, ISBN 84-254-0033-3, nr. 22, trad ama)

Evangelho: Mt 9, 27-31

27 Partindo dali Jesus, seguiram-n'O dois cegos, gritando e dizendo: «Tem piedade de nós, Filho de David!». 28 Tendo chegado a casa, aproximaram-se d'Ele os cegos. E Jesus disse-lhes: «Credes que posso fazer isto?». Eles responderam: «Sim, Senhor». 29 Então tocou-lhes os olhos, dizendo: «Seja-vos feito segundo a vossa fé». 30 E abriram-se os seus olhos. Jesus deu-lhes ordens terminantes, dizendo: «Cuidado, que ninguém o saiba». 31 Mas eles, retirando-se, divulgaram por toda aquela terra a Sua fama.


Nota:
Durante o Tempo do Advento não publicamos o costumado Comentário e/ou Meditação sobre o Evangelho do dia. Convidamos o leitor a fazê-lo e a amabilidade de o “postar" em comentários. 


Doutrina: CCIC – 578: Qual é a origem da oração do Pai Nosso?
                   CIC – 2759-2760; 2773

Jesus ensinou-nos esta oração cristã insubstituível, o Pai Nosso, um dia quando um dos discípulos, vendo-O rezar, lhe pediu: «Ensina-nos a rezar» (Lc 11, 1). A tradição litúrgica da Igreja usou sempre o texto de S. Mateus (6, 9-13).

 

Festa: São Francisco Xavier

                                                                                                                                                              Nota Histórica
Nasceu no castelo de Xavier, em Navarra (Espanha) no ano de 1506. Quando estudava em Paris, juntou-se ao grupo de S. Inácio. Foi ordenado sacerdote em Roma no ano de 1537 e dedicou se a obras de caridade. Em 1541 partiu para o Oriente. Evangelizou incansavelmente a Índia e o Japão durante dez anos, convertendo muitos à fé. Morreu em 1552 na ilha de Sanchoão, às portas da China. (SNL)

02/12/2010

Boa Tarde! 4

Arranjei-a bonita, dizes-me, não tenho um minuto de descanso!

A nossa amizade permite-me que me ria de ti.

Mas então julgavas que isto de melhoria pessoal e vida interior era “canja”?! 

(ama, 2010.12.02)

Bom Dia! 64


Está claro que para chegar a um ponto correcto de avaliação das nossas possibilidades concretas há que conseguir-se um conhecimento próprio muito completo que considere as nossas características principais, as nossas virtudes e defeitos, as tendências que apresentamos, como nos relacionamos, de uma forma geral, com os outros, o que preferimos e o que detestamos, se temos preconceitos ou irredutibilidade de opinião, se somos estáveis nas nossas convicções ou se, ao contrário, somos volúveis conforme as circunstâncias se nos apresentam. 
Há que ter a noção que nada disto se consegue num instante, por mais madura que seja a nossa consciência e apurada a nossa capacidade de análise, bem pelo contrário, convém estar preparado para um longo processo, feito de pequenos passos dados com segurança e lealdade para connosco próprios.
Sim, lealdade para connosco porque, por vezes, somos tentados a mascarar a evidência com desculpas ou justificações que, na verdade, mais não  são que tentativas de “passar adiante” e considerar o assunto como arrumado.


O conhecimento próprio reveste-se assim, de capital importância para quem pretende melhorar, porque só desta forma consegue determinar com aceitável exactidão por onde começar, em quê insistir, como perseverar.
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Tema para breve reflexão - 2010.12.02

Comunhão Eucarística

A Comunhão é o remédio da nossa necessidade quotidiana

(Stº Ambrósio, Sobre os Mistérios, 4)

Textos de Reflexão para 02 de Dezembro

1ª Quinta-Feira do Advento 02 de Dezembro

Tema para consideração: A Confissão

  • ·         O poder de perdoar os pecados. Respeito, agradecimento e veneração ao aproximarmo-nos deste Sacramento.

A confissão (a acusação) dos pecados, mesmo sob o ponto de vista puramente humano, liberta-nos e facilita a nossa reconciliação com os outros. Pela acusação espontânea, o homem encara de frente os pecados de que se tornou culpado; assume a sua responsabilidade e desse modo se abre de novo a Deus e à comunhão da Igreja, para tornar possível um futuro diferente. 

(Catecismo da Igreja Católica, nr. 1455)

Evangelho: Mt 7, 21; 24-27

21 «Nem todo o que Me diz: “Senhor, Senhor”, entrará no Reino dos Céus, mas só o que faz a vontade de Meu Pai que está nos céus.24 «Todo aquele, pois, que ouve estas Minhas palavras e as observa será semelhante ao homem prudente que edificou a sua casa sobre rocha. 25 Caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram e investiram os ventos contra aquela casa, mas ela não caiu, porque estava fundada sobre rocha. 26 Todo aquele que ouve estas Minhas palavras e não as pratica será semelhante a um homem insensato que edificou a sua casa sobre areia. 27 Caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram e investiram os ventos contra aquela casa, e ela caiu, e foi grande a sua ruína»



Nota:
Durante o Tempo do Advento não publicamos o costumado Comentário e/ou Meditação sobre o Evangelho do dia. Convidamos o leitor a fazê-lo e a amabilidade de o “postar) em comentários. 

Comentário - Meditação:

Amor e obras, oração e obras, eis o segredo. Por muito que rezemos e abramos o coração de par em par, se não fizermos o que estiver na nossa mão fazer, em cada momento do nosso dia-a-dia, pouco ou nada nos valerá. Na hora decisiva, quando Jesus Cristo, aberto o grande livro da vida, se detiver no nosso nome e não encontrar senão intenções, propósitos, desejos e expressões mais ou menos sinceras da nossa fidelidade e seguimento da Sua Vontade e não encontrar as obras correspondentes, há-de perguntar-nos, mais ou menos: Que fizeste com os talentos que te dei? Que proveito tiraste das inúmeras graças que derramei sobre ti durante toda a tua vida? As orações que amiúde Me dirigiste que reflexo tiveram em ti? Onde estão, aqueles que coloquei no teu caminho, para que os ajudasses a vir até Mim? Diz-me, meu filho, onde está a prova, uma pequena prova, da tua mão estendida às necessidades do teu próximo? Aponta-me aqui, porque não vejo, onde estão escritas as vezes que voltaste atrás nos teus passos para corrigir as tuas atitudes?
(AMA, comentário – meditação, Mt 7,21-27, Porto, Maio 2008)
Doutrina: CCIC – 577: O que é a oração da Hora de Jesus?
                   CIC –  2604;  2746 - 275; 2758

É a chamada oração sacerdotal de Jesus na Última Ceia. Jesus, o Sumo-sacerdote da Nova Aliança, dirige-a ao Pai quando chega a Hora da sua «passagem» para Ele, a Hora do seu sacrifício.

01/12/2010

Boa Tarde! 3

Eu sinto que nestes primeiros dias melhorei bastante, mas, não se nota muito, pois não?

Talvez que os outros não dêem por isso mas Tu e Deus dão… não dão?

É o que interessa. 


(ama, 2010.12.01)

ADVENTO

.
.
Sentado à beira da estrada,
espero.
Não me movo,
não faço nada,
apenas espero.
Perder este momento,
não quero!
Por isso me aquieto,
até os olhos fecho,
para que nada me distraia.
Perder este momento,
não quero!
Disseram-me que Ele vinha,
que havia de aqui estar,
no meio de nós,
como eu,
como tu,
como cada um de nós,
e eu…
perder este momento,
não quero!
Por isso aqui estou,
imóvel,
sentado na estrada,
à espera que Ele passe,
que Ele se mostre,
que Ele venha ao meu encontro,
porque…
perder este momento,
não quero!
Passa gente e mais gente,
mais apressados uns,
mais lentos outros,
e eu fico-me a pensar:
Será que não sabem que Ele vem?
Será que não sabem
que devem esperar?
Mas eu nada lhes digo,
nem de nada os informo,
não me quero distrair,
porque…
perder este momento,
não quero!
Passam as horas,
os dias também,
parece que já me falta o tempo,
mas eu,
imóvel,
espero,
porque…
perder este momento,
não quero!
Sinto uma mão no ombro,
alguém me quer distrair,
e olho com ar zangado,
para quem assim me interrompe,
sem deixar de estar sentado,
à beira daquela estrada,
porque…
perder este momento,
não quero!
Ouço então aquela voz,
que me diz em tom suave:
Que fazes aqui sentado,
imóvel,
sem fazer nada.
Já todos há muito partiram,
vão todos em caminhada,
vão correndo alegremente,
a ver onde o Rabi mora,
a ver onde Ele nasceu,
e tu aqui sentado!
Mas eu…
balbucio e digo:
Eu estou aqui parado,
quieto, imóvel,
é por Ele que eu espero,
porque…
perder este momento,
não quero!
A voz diz-me então
em tom suave mas firme:
Levanta-te homem,
e caminha!
Endireita as veredas,
prepara o Seu caminho!
Caminha sobre as pedras,
que não te poderão ferir,
sobe às montanhas mais altas,
aquelas que te não deixam ver,
endireita todas as curvas,
que insinuam a tua vida,
retira do teu olhar,
as traves que lá colocaste,
abre a tua boca e canta,
afoga o teu lamento,
abre-te tão livremente,
que nada te pese,
nem te segure
e deixa-te levar pelo Vento.
Não fiques à espera,
caminha,
parte ao Seu encontro,
porque sentado imóvel,
nada fazes,
nem fruto dás.
Porque para O encontrares,
e por Ele seres encontrado,
precisas de fazer o bem,
a ti,
e a quem está a teu lado.
Faz a viagem para fora,
caminha dentro de ti,
procura os outros,
encontra-te,
e então…
vais encontrá-Lo,
numas palhinhas deitado,
no mais bonito presépio,
que é o teu coração.






Monte Real, 30 de Novembro de 2010

Que é a Verdade?
.
.

Bom Dia! 63


Há fórmulas e esquemas variadíssimos para fazer esse exame e os autores espirituais dedicam-lhe muitas páginas de considerações e conselhos práticos para o levar a cabo.
Cabe a cada um encontrar a melhor forma, honesta e séria, que responda às suas necessidades de pacificação consigo mesmo e, também, de encontrar respostas adequadas aos problemas que sabe que tem. 


O exame exaustivo e pormenorizado de quanto se fez durante o dia não parece ser nem prático nem útil porque, além de difícil execução pode conduzir a uma complexidade de avaliações que acabam, quase sempre, em sentimentos derrotistas e cheios de escrúpulos, deformando aquilo que se é e, tendencialmente, estabelecendo comparações com aquilo que se desejaria ser se fosse possível.
A maior parte das vezes não somos, de facto, quem gostaríamos de ser e, em muitas coisas, não procedemos como consideramos que seria o ideal.


Porque, se temos uma ânsia, legítima, de perfeição, é preciso ter bem em conta se essa “fasquia” está de facto ao nosso alcance ou se não se trata de uma mera ambição impossível de conseguir.
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Tema para breve reflexão - 2010.12.01

Comunhão Eucarística 4

Jesus Cristo fará com que os nossos corpos ressuscitem tanto mais gloriosos, quanto mais frequente e dignamente tenhamos recebido o Seu na Comunhão.

(S. João Maria Vianey, Sermão sobre a Comunhão)

Textos de Reflexão para 01 de Dezembro

1ª Quarta-Feira do Advento 01 de Dezembro

Tema para consideração: Apostolado da confissão

·         O maior bem que podemos fazer aos nossos amigos: aproximá-los do Sacramento da Penitência.

Há uma estranha “moda” que leva alguns, que se dizem cristãos, a não dar grande importância a este Sacramento. Há, até, quem diga que “se confessa a Deus” e isso lhe basta. Temos obrigação de corrigir este erro. Cristo foi muito claro ao dar a Pedro e, aos seus sucessores, o poder de perdoar os pecados dos homens e, mais que poder, a missão de o fazer em Seu Nome. 

(AMA, Palestra, 1987)

Evangelho: Mt 15, 29-37

29 Tendo Jesus saído dali, dirigiu-Se para o mar da Galileia; e, subindo a um monte, sentou-Se ali. 30 E veio até Ele uma grande multidão de povo, que trazia consigo coxos, cegos, mudos, estropiados e muitos outros. Lançaram-se a Seus pés, e Ele os curou; 31 de modo que as multidões se admiravam, vendo falar os mudos, andar os coxos, ver os cegos; e davam glória ao Deus de Israel. 32 Jesus, chamando os Seus discípulos, disse: «Tenho compaixão deste povo, porque há já três dias que não se afastam de Mim, e não têm que comer. Não quero despedi-los em jejum, para que não desfaleçam no caminho». 33 Os discípulos disseram-Lhe: «Onde poderemos encontrar neste deserto pães bastantes para matar a fome a tão grande multidão?». 34 Jesus disse-lhes: «Quantos pães tendes?». Eles responderam: «Sete, e uns poucos peixinhos». 35 Ordenou então ao povo que se sentasse sobre a terra. 36 E, tomando os sete pães e os peixes, deu graças, partiu-os, deu-os aos Seus discípulos, e os discípulos os deram ao povo. 37 Comeram todos, e saciaram-se. E dos bocados que sobejaram levantaram sete cestos cheios.




Nota:
Durante o Tempo do Advento não publicamos o costumado Comentário e/ou Meditação sobre o Evangelho do dia. Convidamos o leitor a fazê-lo e a amabilidade de o “postar) em comentários. 

Comentário:

A compaixão de Jesus pela humanidade é bem real e manifesta nesta passagem do Evangelho.
Jesus Cristo não é um Mestre que se limita a pregar a Sua mensagem, a propor a Sua doutrina, é, antes de mais, alguém que tem pelo homem um carinho profundo e que sente, vive, as suas dificuldades e limitações. Não se limita a curar as doenças, a perdoar os pecados, o que pode fazer – faz – com a prodigalidade de um Deus amoroso e compassivo, vai mais além, entra dentro das necessidades mais correntes e ordinárias da vida humana. Dá-se conta que, aqueles que O seguem, ávidos das Suas palavras de Vida Eterna, «podem desfalecer pelo caminho, porque estão em jejum».
Mas, vai ainda mais longe, não Se limita a dar-lhes de comer, a saciar a sua fome com o alimento necessário e bastante, é pródigo no Seu dom, e «sobram setes cestos com os bocados do pães e dos peixes» como se dissesse: Junto de Mim, encontrareis, sempre, comida e bebida abundante e inesgotável. E, de facto, o que é essa “comida e bebida inesgotáveis” senão a Sagrada Eucaristia? 

(ama, comentário sobre Mt 15, 29-37, 2009.07.14)

Doutrina: CCIC – 576: É possível rezar a todo o momento?
                   CIC – 2742-2745; 2757

Orar é sempre possível porque o tempo do cristão é o tempo de Cristo ressuscitado, o qual «permanece connosco todos os dias» (Mt 28,20). Oração e vida cristã são por isso inseparáveis.

«É possível, mesmo no mercado ou durante um passeio sozinho, fazer oração frequente e fervorosa. É possível mesmo sentados na vossa loja, a tratar de compras e vendas, ou até mesmo a cozinhar» (S. João Crisóstomo).

30/11/2010

PARAÍSO!

Neste último dia de Novembro, publicamos um (antiquíssimo)


                                      HORÁRIO DOS COMBOIOS PARA O PARAÍSO

Partidas:           A todas as horas
Chegadas:        Quando Deus quiser e o passageiro possua as necessárias condições

                                       PREÇO DOS BILHETES

1ª Classe:        Inocência ou martírio
2ª Classe:        Penitência, oração e confiança em Deus.
3ª Classe:        Arrependimento dos pecados e resignação.

                                      AVISOS


1º    Não há bilhetes de ida e volta
2º    Não há passageiros turísticos
3º    As crianças não pagam nada, porque vão nos joelhos da mãe - a Santa Igreja.
4º    Pede-se a fineza de não levar outra bagagem além das boas obras, se não quiser 
       perder o comboio ou ficar retido na última estação. 
       É impossível chegar ao termo da viagem com bilhete falso.

                                     OBSERVAÇÕES

Este horário é para todas as estações, todos os lugares todos os homens. Nem reis poderão organizar comboios especiais para si próprios.

Boa Tarde! 2

Pediste-me que te ajudasse a fazer um plano de vida.

De bom grado o fiz: escrevi três ou quatro coisas num papel que te dei.

Mas, só isto, admiraste-te!

Tem calma, disse-te, faz isto e já vais ver o esforço que te exigirá fazê-lo bem feito. 

(ama, 2010.11.30)

LITURGIA DAS HORAS

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IV. QUEM CELEBRA A LITURGIA DAS HORAS

c) Estrutura da celebração

33. A Liturgia das Horas é regulada segundo leis próprias. Nela se combinam, de uma forma particular, elementos comuns às outras celebrações cristãs. Na sua estrutura geral, inclui sempre: primeiramente o hino, depois a salmodia, a seguir uma leitura, longa ou breve, da Sagrada Escritura, finalmente as preces.
Tanto na celebração comunitária como na recitação individual, a estrutura essencial é sempre a mesma: diálogo entre Deus e o homem. Todavia, a celebração comunitária manifesta mais claramente a natureza eclesial da Liturgia das Horas. Pelas aclamações, pelo diálogo, pela salmodia alternada, etc., favorece também a participação activa de todos, segundo a condição de cada um. Além disso, respeita melhor as diferentes formas de expressão.121 Consequentemente, sempre que seja possível uma celebração comunitária, com a assistência e participação activa dos fiéis, esta deve preferir-se à celebração individual e como que privada. 122 Além disso, na recitação coral e comunitária, convém, quanto possível, que o Ofício seja cantado de acordo com a natureza e função de cada uma das suas partes.
Deste modo se porá em prática a recomendação do Apóstolo: «A palavra de Cristo permaneça em vós em toda a sua riqueza, para vos instruirdes e aconselhardes uns aos outros com toda a sabedoria; e com salmos, hinos e cânticos inspirados, cantai de todo o coração a Deus a vossa gratidão» (Col 3,16; cf. Ef 5,19-20).



121 Cf. Ibid., nn. 26. 28-30.
122 Cf. Ibid., n. 27.


Retirado do site do Secretariado Nacional de Liturgia
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Boa Tarde! 1

Consideraste a tua melhoria pessoal e a vida interior, e disseste-me que decidiste começar agora, nos primeiros dias do Advento. 

Achei uma ideia excelente.

Mas, reparo na tua bagagem e peço-te que me deixes ver: prisões, cadeias, projectos abandonados, propósitos não cumpridos, orações intermináveis... 

Deixa-me tudo isso, não te serve para nada. 
Em seu lugar põe muita Confiança e Amor a Deus. 

E, para já, basta! 

(AMA, 2010.11.29)


Nota: Deveria ter sido publicada ontem 29 Nov

Bom Dia! 62


Falámos bastante sobre a melhoria pessoal que deve ser uma constante na vida do ser humano e chegámos à conclusão que mais que algo natural, a melhoria pessoal, é uma obrigação, um dever.
Não se pode evoluir na vida comum, a corrente, de todos os dias, sem uma revisão permanente dos nossos actos e formas de pensar a propósito dos variadíssimos temas que se nos vão deparando e com os quais temos de lidar. 
Esta revisão de que se fala processa-se, normalmente, de forma automática sem esforço ou violência. 
Examinar os nossos actos e atitudes, o que fazemos ou dizemos, o nosso comportamento, enfim, não tem que ser um acto violento nem sequer agressivo quando chegamos à conclusão que procedemos mal. 
Trata-se de uma constatação e não de um julgamento, não nos sujeitamos a penalidades mas a consequências. 
O que se pretende é ir encontrando, com calma e espírito crítico os pontos em que poderíamos, com vantagem, ter procedido de outra forma e tentar descobrir, encontrar, essa outra forma.
A isto chama-se exame e, honestamente, devemos dedicar-lhe uns breves minutos da nossa atenção diária, normalmente, ao fim do dia.
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