26/10/2010

Textos de Reflexão para 26 de Outubro

Evangelho: Lc 13, 18-21

18 Dizia também: «A que é semelhante o reino de Deus; a que o compararei? 19 É semelhante a um grão de mostarda que um homem tomou e semeou na sua horta; cresceu, tornou-se uma árvore, e as aves do céu repousaram nos seus ramos». 20 Disse outra vez: «A que direi que o reino de Deus é semelhante? 21 É semelhante ao fermento que uma mulher tomou e misturou em três medidas de farinha, até que tudo ficasse levedado».

Comentário:

O Reino de Deus, conforme o Senhor, diz, depende de nós. Com efeito nós é que somos - devemos ser – o fermento que leveda a massa; espalhamos os ramos da Doutrina por toda a parte onde vamos. A nossa influência no ambiente que nos rodeia, nas pessoas que contactamos, nomeadamente as mais próximas, é pois fundamental para que o Reino de Deus se estabeleça na terra entre os homens. Se não fizermos o que nos compete grandes contas teremos de prestar e de nada valerão as desculpas de que não tivemos tempo, que não tínhamos “jeito”, que não sabíamos o que dizer ou fazer.
O Senhor conta connosco, não por sermos inteligentes ou fáceis de palavra, mas porque somos Seus filhos e amamos os outros homens que também o são. Sendo filhos, somos herdeiros, convém portanto que nos preocupemos com os que irão partilhar connosco a herança. 

(ama, comentário sobre Lc 13,18-21, Junho 2009)  

Tema: Amigos de Jesus 3
Ide a qualquer parte do mundo onde queirais, mudai de casa quantas vezes o desejeis, na igreja católica mais próxima o vosso Amigo está sempre esperando por vós, dia após dia. 

(R. A. Knox, Sermones Pastorales, Rialp, Madrid, 1963, nr. 473, trad ama)

Doutrina: CCIC – 440: Porque é que o Decálogo obriga gravemente?
                   CIC – 2072 – 2073; 2081

Porque enuncia deveres fundamentais do homem para com Deus e para com o próximo.

Tema para breve reflexão - 2010.10.26

Pecado – Efeitos

É esta a outra face daquela solidariedade que, a nível religioso, se desenvolve no mistério profundo e magnífico da Comunhão do Santos, mercê do que se pode dizer que "toda a alma que se eleva, eleva o mundo". A esta lei da elevação corresponde, por desgraça. a lei da descida, de forma que se pode falar numa comunhão do pecado, pela qual uma alma que se abaixa pelo pecado abaixa consigo a Igreja e, de certo modo, o mundo inteiro. Por outras palavras, não existe pecado algum, ainda o mais íntimo e secreto, ou mais estritamente individual, que afecte exclusivamente aquele que o comete. Todo o pecado repercute, com maior ou menor intensidade, com maior ou menor dano em todo o conjunto eclesial e em toda a família humana.

(joão Paulo II, Exortação Apostólica Reconciliatio et Paenitentia, 16)

Bom Dia! Outubro 26, 2010


A constatação da nossa Filiação Divina leva-nos à necessidade da contemplação de tão magnífico dom.
Ser filho de Deus, com todos os direitos e prerrogativas que tal implica é algo que não se apreende na totalidade.
Deus ama-nos como seres criados por Ele próprio mas com se tal não bastasse, outorga-nos com o Baptismo essa filiação autêntica, real, efectiva!
Fazemos parte da Sua família íntima, somos amados verdadeira e incondicionalmente, sem mérito algum da nossa parte e, este amor preenche por completo as nossas necessidades, porque é um amor imenso, divino, sem comparação alguma com mais excelente amor humano.

Como todo o amor, pede retorno, - já vimos que amar é dar e receber - e, o interessante e de espantar é que Deus, nosso Senhor e Criador, que não precisa do nosso amor para nada, espera verdadeiramente que Lhe retribuamos - tentemos seriamente retribuir - o Seu amor divino com o nosso amor humano para o divinizar e devolver expurgado de qualquer impureza que possa conter.

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25/10/2010

LITURGIA DAS HORAS

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INSTRUÇÃO GERAL SOBRE A LITURGIA DAS HORAS

CAPITULO I

IMPORTÂNCIA DA LITURGIA DAS HORAS OU OFÍCIO DIVINO NA VIDA DA IGREJA

1. A oração pública e comunitária do povo de Deus é com razão considerada uma das principais funções da Igreja. Daí que, logo no princípio, os baptizados «eram assíduos ao ensino dos Apóstolos, à união fraterna, à fracção do pão e às orações» (Act 2, 42). Da oração unânime da comunidade cristã nos dão repetidos testemunhos os Actos dos Apóstolos.1
Que também os fiéis se costumavam entregar à oração individual em determinadas horas do dia, provam-no igualmente os documentos da primitiva Igreja. Depois foi-se introduzindo muito cedo, aqui e além, o costume de consagrar à oração comunitária alguns tempos especiais, por exemplo, a última hora do dia, ao entardecer, no momento em que se acendiam as luzes, e a primeira hora da manhã, quando, ao despontar o astro do dia, a noite chega ao seu termo.
Com o decorrer dos tempos, foram-se ainda santificando pela oração comunitária outras horas, que os Padres viam insinuadas na leitura dos Actos dos Apóstolos. Assim, os Actos falam-nos dos discípulos reunidos [para a oração] à terceira hora;2 o Príncipe dos Apóstolos «sobe ao terraço da casa para orar, por volta da sexta hora» (10, 9); «Pedro ... e João sobem ao templo, para a oração da hora nona» (3, 1); «a meio da noite, Paulo e Silas, em oração, entoavam louvores a Deus» (16, 25).

2. Estas orações, feitas em comunidade, foram-se progressivamente organizando, até que vieram a constituir um ciclo horário bem definido. Esta Liturgia das Horas, ou Ofício Divino, embora enriquecida de leituras, é antes de mais oração de louvor e de súplica: oração da Igreja, com Cristo e a Cristo.

I. ORAÇÃO DE CRISTO

Cristo, Orante do Pai

3. Vindo ao mundo para comunicar aos homens a vida divina, o Verbo que procede do Pai como esplendor da sua glória, «Sumo Sacerdote da Nova e Eterna Aliança, Cristo Jesus, ao assumir a natureza humana, introduz nesta terra de exílio o hino que eternamente se canta no Céu».3
Desde aquele momento, ressoa no coração de Cristo o louvor divino expresso em termos humanos de adoração, propiciação e intercessão. E tudo isto Ele apresenta ao Pai, como Cabeça da nova humanidade, Mediador entre Deus e os homens, em nome de todos, para benefício de todos.

4. O próprio Filho de Deus, que é «um com o Pai» (cf. Jo 10, 30) e que, ao entrar no mundo, disse: «Eu venho, ó Deus, para cumprir a tua vontade» (Hebr 10, 9; cf. Jo 6, 38), quis-nos deixar também exemplos da sua oração. E assim é que os Evangelhos no-l’O apresentam com muita frequência a orar: quando pelo Pai é revelada a sua missão,4 antes de chamar os Apóstolos,5 quando bendiz a Deus na multiplicação dos pães,6 no monte, aquando da sua transfiguração,7 quando opera a cura do surdo-mudo 8 e ressuscita a Lázaro,9 antes da confissão de Pedro,10 quando ensina os discípulos a orar 11 ao regressarem os discípulos da sua missão,12 ao abençoar as criancinhas,13 quando roga por Pedro.14
A sua actividade quotidiana vemo-la estreitamente ligada à oração, como que nasce da oração;15 levanta-Se alta madrugada 16 ou fica pela noite além, até à quarta vigília,17 entregue à oração a Deus.18
Temos, além disso, justos motivos para crer que tomava parte nas orações que publicamente se faziam nas sinagogas, onde «tinha por costume» 19 ir aos sábados, ou no templo, ao qual chamava casa de coração,20 e bem assim nas orações que os piedosos israelitas costumavam fazer diariamente em particular. Recitava também às refeições as tradicionais «bênçãos» a Deus, como expressamente vem narrado na multiplicação dos pães,21 na última Ceia,22 na ceia de Emaús;23 e (na última Ceia) cantou os salmos com os discípulos.24
Até aos derradeiros momentos da sua vida — próximo já da Paixão,25 na última Ceia,26 na agonia,27 na Cruz 28 — o Divino Mestre apresenta-nos a oração como sendo a alma do seu ministério messiânico e do termo pascal da sua vida.
Assim, «nos dias da sua vida mortal, apresentou orações e súplicas, entre clamores e lágrimas, Àquele que O podia livrar da morte, e foi atendido pela sua piedade» (Hebr 5, 7); e, mediante a oblação perfeita consumada na ara da cruz, «realizou a perfeição definitiva daqueles que são santificados» (Hebr 10, 14); finalmente, ressuscitado de entre os mortos, continua sempre vivo a interceder por nós.29


1 Cf. Act 1,14; 4,24; 12,5. 12; cf. Ef 5, 19-21.
2 Cf. Act 2,1-15.
3 Conc. Vat. II, Const. Sacrosanctum Concilium, n.° 83.
4 Lc 3, 21-22.
5 Lc 6, 12.
6 Mt 14, 19; 15, 36; Mc 6, 41; 8, 7; Lc 9, 16; Jo 6, 11.
7 Lc 9, 28-29.
8 Mc 7, 34.
9 Jo 11, 41 ss.
10 Lc 9, 18.
11 Lc 11, 1.
12 Mt 11 25 ss.; Lc 10, 21 ss.
13 Mt 19, 13.
14 Lc 22, 32.
15 Mc 1, 35; 6, 46; Lc 5, 16; cf. Mt 4, 1 par.; Mt 14, 23.
16 Mc 1, 35.
17 Mt 14, 23. 25; Mc 6, 46. 48.
18 Lc 6, 12.
19 Lc 4, 16.
20 Mt 21, 13 par.
21 Mt 14, 19 par.; 15, 36 par.
22 Mt 26, 26 par.
23 Lc 24, 30.
24 Mt 26, 30 par.
25 Jo 12, 27 s.
26 Jo 17, 1-26.
27 Mt 26, 36-44 par.
28 Lc 23, 34. 46; Mt 27, 46; Mc 15, 34.
29 Cf. Hebr 7, 25.


Retirado do site do Secretariado Nacional de Liturgia
(continua)
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Bom Dia! Outubro 25, 2010


A César o que é de César, a Deus o que é de Deus. ([i])

Mas o que é que, no homem é devido a César, aqui representado pelo poder que rege os povos, e o que pertence a Deus?

A fronteira não é muito nítida porque, em princípio, tudo pertence a Deus se encararmos que a realidade é que tudo, absolutamente, nos vem dele.
Na verdade, ao cumprir as suas obrigações e deveres para com a sociedade, o Estado, a pessoa está a seguir os mandamentos de Deus que, como se sabe, são a Lei Natural.

Por isso mesmo, tal - dar a César o que por direito lhe pertence - constitui um dever do homem que não pode deixar de o satisfazer sem ofender a Deus.

Visto assim, parece que a tal fronteira, na realidade não existe.

É comum, infelizmente, um certo adormecimento da consciência de muitos cristãos que encaram o não cumprimento dessas obrigações, como o pagamento de impostos, por exemplo, com ligeireza e sem preocupação.
As "justificações" são várias, as mais comuns, talvez, 'que todos o fazem' ou que 'os impostos são injustos' ou que 'as verbas deles resultantes são mal aplicadas'.
Evidentemente, tudo isto pode ser verdade mas nem por isso se exime a pessoa de cumprir a lei.

As leis emanadas pelo poder constituído são de cumprimento obrigatório, salvo no caso de atentarem contra a dignidade, a liberdade individual de decisão, a escolha pessoal de educação dos filhos, da religião e tudo aquilo que, em suma, pertença exclusivamente ao livre arbítrio da pessoa.

28


[i] Mt. 22, 15-22

Textos de Reflexão para 25 de Outubro

Evangelho: Lc 13, 10-17

10 Jesus estava a ensinar numa sinagoga em dia de sábado. 11 Estava lá uma mulher possessa de um espírito que a tinha doente havia dezoito anos; andava encurvada, e não podia levantar a cabeça. 12 Jesus, vendo-a, chamou-a, e disse-lhe: «Mulher, estás livre da tua doença». 13 Impôs-lhe as mãos e imediatamente ficou direita e glorificava a Deus. 14 Mas, tomando a palavra o chefe da sinagoga, indignado porque Jesus tivesse curado em dia de sábado, disse ao povo: «Há seis dias para trabalhar; vinde, pois, nestes e sede curados, mas não em dia de sábado». 15 O Senhor disse-lhe: «Hipócritas, qualquer um de vós não solta aos sábados o seu boi ou o seu jumento da manjedoura para os levar a beber? 16 E esta filha de Abraão, que Satanás tinha presa há dezoito anos, não devia ser livre desta prisão ao sábado?». 17 Dizendo estas coisas, todos os Seus adversários envergonhavam-se e alegrava-se todo o povo com todas as maravilhas que Ele realizava.

Comentário:

Desta vez não há, da parte da mulher, nenhuma acção prévia. Não se dirige a Jesus, não Lhe pede coisa alguma e, no entanto, Jesus depois de a chamar, cura-a do seu mal.
Claro que Deus quer que lhe peçamos o que julgamos precisar, não que Ele não o saiba e não conheça em detalhe as nossas necessidades, mas espera de nós o pedido porque é natural que, quem precisa peça àquele que pode dar. E, o homem, é um ser necessitado que precisa da constante providência divina o amparo e alívio, a cura e a assistência para as suas debilidades e carências. (ama, comentário sobre Lc 13, 10-17, 2010.08.31)

Tema: Amigos de Jesus 2
Sede sempre amigos de Jesus e levai à família, á escola, ao bairro, o exemplo da vossa vida cristã, limpa e alegre. Sede sempre jovens cristãos, verdadeiras testemunhas da doutrina de Cristo. Mais ainda, sede portadores de Cristo nesta sociedade conturbada, hoje mais que nunca necessitada d’Ele. Anunciai a todos com a vossa vida que só Cristo é a verdadeira salvação da humanidade. 

(joão Paulo II, Homília, 03.122.1978)
Doutrina: CCIC – 439:  Porque é que o Decálogo constitui uma unidade orgânica?
                  CIC 2069, 2079

O Decálogo constitui um conjunto orgânico e indissociável, porque cada mandamento remete para os outros e para o todo do Decálogo. Por isso, transgredir um mandamento é infringir toda a Lei.

Tema para breve reflexão - 2010.10.25

Jesus Cristo – Encarnação

A Encarnação de Cristo tinha sido preparada e decretada por Deus desde a eternidade para salvação da humanidade inteira.
Tal é o amor que Deus tem aos homens.

(Bíblia Sagrada, anotada pela Fac. de Teologia da Univ. de Navarra,, Comentário Lc 1, 55)

Bom Dia! Outubro 25, 2010


Com uma Vida Interior sólida a pessoa è naturalmente alegre, com aquela alegria sã e serena que advém da certeza de que os actos que se praticam são convenientes e agradam a Deus, ao mesmo tempo que as preocupações ou adversidades que a vida corrente sempre traz consigo nunca tomam dimensões desproporcionadas nem condicionam a vida pessoal. Antes são encaradas com naturalidade e a predisposição para as resolver e ultrapassar é muito maior porque não se encaram esses incidentes como fardos insuportáveis ou insolúveis mas, antes, vem ao de cima a confiança, a esperança e a certeza que nada é superior às próprias forças porque se sabe, com segurança, que Deus, se permite a carga também proporciona os meios para a suportar.

Porque é que São Josemaria, como já se disse, é de facto um santo dos nossos dias com algo de “revolucionário”? Porque, realmente, veio ensinar uma nova forma de focar a vida comum e corrente:
 «Os cristãos são para o mundo o que a alma é para o corpo. Vivem no mundo, mas não são mundanos, como a alma está no corpo, mas não é corpórea. Habitam em todos os povos, assim como a alma está em todas as partes do corpo. Actuam pela sua vida interior sem se fazerem notar, como a alma pela sua essência.  Vivem como peregrinos entre coisas perecíveis, na esperança da incorruptibilidade dos céus, assim como a alma imortal vive agora numa tenda mortal. Multiplicam-se de dia para dia no meio das perseguições, assim como a alma se embeleza mortificando-se... E não é lícito aos cristãos abandonarem a sua missão no mundo, como não é permitido à alma separar-se voluntariamente do corpo ([i]);
«A filiação divina é uma verdade feliz, um mistério consolador. A filiação divina empapa toda a nossa vida espiritual, porque nos ensina a procurar, conhecer e amar o nosso Pai do Céu, e assim cumula de esperança a nossa luta interior e nos dá a simplicidade confiante dos filhos pequenos. Mais ainda: precisamente porque somos filhos de Deus, esta realidade leva-nos também a contemplar com amor e com admiração todas as coisas que saíram das mãos de Deus Pai Criador. E deste modo somos contemplativos no meio do mundo, amando o mundo.» ([ii])
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[i] S. josemaria, Amigos de Deus, 63
[ii] S. josemaria, Cristo que Passa, 65 

24/10/2010

Bom Dia! Outubro 24, 2010


À medida que os obstáculos vão sendo removidos, surgem novas arestas a limar, contornos a definir, emoções a estabilizar.
Evidentemente que tem a ver com a estreita ligação com Deus porque a consciência leva a orientar-se a vida de forma a agradar-lhe em tudo e num desejo de satisfazer a Sua vontade nas coisas pequenas como nas grandes.

O pensador, a pessoa que por feitio ou profissão está em permanente evolução de pensamento se não orienta esta acção para Deus fica-se sempre muito aquém de uma satisfação completa.
Trata-se de insistir nos pequenos vencimentos diários, ultrapassagens de obstáculos pouco importantes, metas intermédias que se vão alcançando sem desprezar qualquer oportunidade ou ensejo não cedendo à tentação de deixar para depois para uma ocasião, que, por uma razão qualquer, se ache mais propícia.
Esta ocasião ideal, de facto, nunca surge porque, o ideal, o que convém realmente, é fazer o que tem de ser feito quando deve ser feito.
Uma tarefa adiada è uma tarefa meio perdida ou, talvez, nunca concluída porque, entretanto outras surgiram que mereceram atenção e requereram acção da nossa parte.

A Vida Interior não é uma postura mas um estado de alma, quer dizer, não é algo que se tenha de vez em quando mas sempre, seja qual for o ambiente ou circunstância.
Por isso ligámos tão estreitamente a Vida Interior à Filiação Divina porque a constatação da segunda como sendo uma realidade leva a considerar a primeira como uma necessidade.

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Textos de Reflexão para 24 de Outubro

Evangelho: Lc 18, 9-17

9 Disse também esta parábola a uns que confiavam em si mesmos por se considerarem justos, e desprezavam os outros: 10 «Subiram dois homens ao templo a fazer oração: um era fariseu e o outro publicano.11 O fariseu, de pé, orava no seu interior desta forma: Graças Te dou, ó Deus, porque não sou como os outros homens: ladrões, injustos, adúlteros, nem como este publicano. 12 Jejuo duas vezes por semana e pago o dízimo de tudo o que possuo. 13 O publicano, porém, conservando-se a distância, não ousava nem sequer levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: Meu Deus, tem piedade de mim, pecador. 14 Digo-vos que este voltou justificado para sua casa e o outro não; porque quem se exalta será humilhado e quem se humilha será exaltado». 15 Traziam-Lhe também criancinhas, para que as tocasse. Os discípulos vendo isto repreendiam-nos. 16 Porém, Jesus chamando-as a Si, disse: «Deixai vir a Mim as criancinhas e não as embaraceis, porque o reino de Deus é dos que se parecem com elas. 17 Em verdade vos digo: Quem não receber o reino de Deus como uma criança não entrará nele».
Comentário:

O último versículo deste trecho do Evangelho de S. Lucas contém a “chave” que realmente abre a porta do Céu: Ser como criança!
Todos, mais ou menos, temos uma tendência para ajuizar, opinar, considerar sobre variadíssimos temas que têm a ver com as relações do homem com Deus, a Sua Doutrina, os ensinamentos do Magistério da Sua Igreja. É claro que, sendo dotados de inteligência e vontade próprias, essa tendência é natural mas, não convém porque não é lícita. Em matérias não opináveis devemos abster-nos, sobretudo do comentário público, dessas considerações, concertando entre o que é ser membro da Igreja de Cristo e se dispõe a sê-lo de forma completa e verdadeira e o que é sê-lo “às vezes” conforme as circunstâncias ou o que julgamos mais conveniente em determinado momento.
A simplicidade das crianças nas quais não há malícia nem calculismo serve-nos de exemplo, aos adultos, para considerarmos as nossas relações com Deus.
As crianças não têm estas preocupações, confiam plenamente no que os seus Pais lhes ensinam e a Igreja – catequese – confirma. Por isso, rezam com a simplicidade com que um filho pequeno que fala com o seu Pai. 

(ama, comentário sobre Lc 18, 9-17, 2010.08.27)

Tema: Amigos de Jesus 1
Aos Seus amigos mais íntimos e mais queridos Nosso Senhor oferece não uma coroa de rosas, mas de espinhos; não os conduz ao Tabor, mas ao Calvário; não lhes dá riquezas, honras, prazeres, mas um cálice de ignomínia, uma pesada cruz. (P. João M. De Marchi, Era uma Senhora mais brilhante que o Sol, 12ª ed., Missões da Consolata, pg. 69)
Doutrina: CCIC – 438:  Que importância dá a Igreja ao Decálogo?
                   CIC 2064-2068

Fiel à Escritura e ao exemplo de Jesus, a Igreja reconhece ao Decálogo uma importância e um significado basilares. Os cristãos estão obrigados a observá-lo.

Festa: Stº António Maria Claret


Nota Histórica 
Nasceu em Sallent (Espanha) no ano 1807. Ordenado sacerdote, percorreu a Catalunha pregando ao povo durante vários anos. Fundou a Congregação dos Missionários Filhos do Coração Imaculado de Maria (Claretianos). Nomeado bispo para a ilha de Cuba, aí alcançou singulares méritos, trabalhando pela salvação das almas. Depois de regressar a Espanha, ainda teve de suportar muitos trabalhos em favor da Igreja. Morreu em Fontfroide (França) no ano 1870. (snl)             
 

Tema para breve reflexão - 2010.10.24

Amor – Matrimónio

Esse amor (dos esposos), ratificado pela promessa de ambos, de corpo e de espírito, na prosperidade e na adversidade, exclui por isso, toda e qualquer espécie de adultério e divórcio.

(Concílio Vaticano II, Constituição Apostólica Gaudium et spes, nr. 49)

23/10/2010

O alpinista

Clicar = El alpinista

Ave Maria

Clicar = Avemaría


así la rezó ante Juan Pablo II (Cuatro Vientos, Madrid, 3 de mayo, 2003).

Salve Rainha, Pastora y Madre

Clicar =  Salve Reina, Pastora y Madre"

Dia do Rosário

http://queeaverdade.blogspot.com/2010/10/23-dia-do-rosario.html

Bom Dia! Outubro 23, 2010


A atitude, possível, “sou filho de Deus e, o resto não me interessa para nada”, não é razoável porque, de facto, não possuímos nada nem temos direito a coisa nenhuma.
O facto de ser filhos dá-nos um “estatuto”, efectivamente, mas o conservarmos ou não esse “estatuto” está nas nossas mãos.
«Já não sou digno de chamar-me Teu filho» ([i]) é a constatação da sua perda, voluntária, por opção própria livremente assumida.

A construção da Vida Interior passa assim, a ser um “trabalho” constante com a finalidade de, pode dizer-se, tornar-se uma pessoa completa, carne e espírito, com domínio da vontade, agindo sob determinação do que considera conveniente e bom em detrimento da cedência fácil ao instinto ou apelo mais ou menos mirífico de felicidade.
A couraça, por chamar-lhe assim, que se vai construindo, alicerçada nos valores que se têm - e sabem – como sérios, válidos, importantes e fundamentais, vai-se fortalecendo constantemente não só com o esforço de interiorização, mas com a prática continuada de actos bons e meritórios que tornam verdadeiros e credíveis os desejos de melhoria interior.

Por aqui se vê que a Vida Interior não é uma atitude estática, não se estabelece um qualquer patamar a partir do qual se considera completa e satisfeita a ânsia de melhoria, é, antes, um esforço contínuo de aperfeiçoamento que nunca se dá por satisfeito nem completo.

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[i] Lc 15, 19             

Tema para breve reflexão - 2010.10.23

Amar verdadeiramente

Diz-se que uma pessoa sabe amar quando o seu amor se traduz em detalhes.

(Javier Abad Gómez, Fidelidade, Quadrante 1989, pg. 118)

Textos de Reflexão para 23 de Outubro

Evangelho: Lc 13, 1-9

1 Neste mesmo tempo chegaram alguns a dar-Lhe a notícia de certos galileus, cujo sangue Pilatos misturara com o dos sacrifícios deles. 2 Jesus respondeu-lhes: «Vós julgais que aqueles galileus eram maiores pecadores que todos os outros galileus, por terem sofrido tal sorte? 3 Não, Eu vo-lo digo; mas, se não fizerdes penitência, todos perecereis do mesmo modo. 4 Assim como também aqueles dezoito homens sobre os quais caiu a torre de Siloé e os matou; julgais que eles também foram mais culpados que todos os outros habitantes de Jerusalém? 5 Não, Eu vo-lo digo; mas, se não fizerdes penitência, todos perecereis do mesmo modo». 6 Dizia também esta parábola: «Um homem tinha uma figueira plantada na sua vinha. Foi buscar fruto e não o encontrou. 7 Então disse ao vinhateiro: Eis que há três anos venho buscar fruto a esta figueira e não o encontro; corta-a; para que está ela inutilmente a ocupar terreno? 8 Ele, porém, respondeu-lhe: Senhor, deixa-a ainda este ano, enquanto eu a cavo em volta e lhe deito estrume; 9 se com isto der fruto, bem está; senão, cortá-la-ás depois».

Comentário:

A paciência do Senhor é infinita e, Ele, deixa-se mover por ela com grande facilidade e débeis argumentos. O vinhateiro pediu-lhe mais um ano, que ia pôr adubo e cuidar melhor da figueira e, o dono da vinha, mesmo antevendo que os resultados seriam fracos ou inexistentes, acede com complacência.
Se estamos realmente dispostos a dar frutos peçamos-lhe mais um pouco de paciência para connosco, cuidemos de fazer realmente o que nos compete e que é, unicamente, fazer a Vontade de Deus sempre e em qualquer circunstância.
Procedendo assim, seguramente que os frutos surgirão e o dono da vinha dará por bem empregue a Sua condescendência. 

(ama, comentário sobre Lc 13, 1-9, 2010.08.16)

Tema: Virtudes - Pureza 7

A purificação exige oração, a prática da castidade, a pureza de intenções e do olhar. 

(Catecismo da Igreja Católica, nr. 2532)

Doutrina: CCIC – 438: Que importância dá a Igreja ao Decálogo?
                  CIC – 2064-2068

Fiel à Escritura e ao exemplo de Jesus, a Igreja reconhece ao Decálogo uma importância e um significado basilares. Os cristãos estão obrigados a observá-lo.

22/10/2010

Escândalo

“É uma ironia que perante o escândalo causado pelo comportamento gravemente ilícito de alguns católicos presentes na vida pública, sejam os fieis que assinalam tal escândalo a ser acusados de falta de caridade e de minarem a unidade da Igreja. Não é possível deixar de ver a mão do pai da mentira no descaso com que a situação de escândalo é tratada, ou na censura feita aos fieis que recordam a doutrina da Igreja. A verdadeira falta de caridade é mentir, ou abster-se de dizer a verdade.
 
Uma unidade não fundada na verdade da lei moral não é a Unidade da Igreja. A Unidade da Igreja funda-se na proclamação da verdade com amor. A pessoa que assinala o escândalo causado pelas ações públicas, gravemente contrárias à lei moral,   de alguns católicos, não só não destrói a unidade, como convida a Igreja a reparar um brecha profunda que se abriu na sua vida.
 
Quem não chama a atenção para o escândalo causado pelos ataques à vida humana e à família, revela que a sua consciência está deformada ou superficialmente esclarecida acerca das realidades mais sagradas.” 
Cardeal (nomeado) Arcebispo R. Burke, Presidente do Supremo Tribunal da Santa Sé – Outubro 2010 (Prefeito da Assinatura Apostólica)

Fonte: INFOVITAE

O que não nos mata torna-nos mais fortes

Whatever does not kill us can make us stronger

With the Chilean copper miners who were trapped deep below ground for more than two months providing an ongoing object lesson in coping with adversity, the role of adverse experiences in our lives is of global interest.
newly published study of 2398 Americans suggests that, in the long run, whatever does not kill us makes us stronger.
[Psychology professor Mark] Seery, senior author of the study, says previous research indicates that exposure to adverse life events typically predicts negative effects on mental health and well-being, such that more adversity predicts worse outcomes.
But in this study of a national survey panel of 2,398 subjects assessed repeatedly from 2001 to 2004, Seery and co-researchers found those exposed to some adverse events reported better mental health and well-being outcomes than people with a high history of adversity or those with no history of adversity.
In other words, both too little and too much adversity are not good for your mental health. So it would seem just as mistaken to try and protect yourself -- or your children -- from all hardship as it would be to not try and avoid major setbacks -- or to discount the harm they can do.
“Our findings revealed,” he says, “that a history of some lifetime adversity -- relative to both no adversity or high adversity -- predicted lower global distress, lower functional impairment, lower PTS symptoms and higher life satisfaction.”
The team also found that, across these same longitudinal outcome measures, people with a history of some lifetime adversity appeared less negatively affected by recent adverse events than other individuals.
This is another no-brainer study, really. A bit of adversity builds resilience, like childhood sicknesses can build up immunity -- if my bush medicine theory is correct. Child-rearing experts today -- some at least -- are telling parents to stop over-protecting their kids and let them play in the mud and climb trees, even at the risk of falling and breaking the odd bone. The same principle would apply, presumably, to dealing with occasional (not persistent) teasing at school or the risk of failure in some school subject or sport.

(Carolyn Moynihan | 19 Oct 2010, in Mercator Net)