22/04/2019

El Reto del Amor











por El Reto del amor

Temas para reflectir e meditar

Ansiedade



Se não existe uma convicção, uma certeza profunda da realidade próxima, íntima, de um Deus Criador, de um Deus Salvador, vencedor da morte e perpetuador da vida, o homem sente no mais profundo da alma que é simplesmente um projecto de existência absurdo, destinado à desintegração total. 

E o instinto de conservação – que é o instinto de eternidade – revolta-se em forma de ansiedade ou angústia.

rafael llano cifuentes Fortaleza Quadrante S. Paulo 1991 pg. 50,




Evangelho e comentário



TEMPO DE PÁSCOA




Evangelho: Mt 28, 8-15

8 Afastando-se rapidamente do sepulcro, cheias de temor e de grande alegria, as mulheres correram a dar a notícia aos discípulos. 9 Jesus saiu ao seu encontro e disse-lhes: «Salve!» Elas aproximaram-se, estreitaram-lhe os pés e prostraram-se diante dele. 10 Jesus disse-lhes: «Não temais. Ide anunciar aos meus irmãos que partam para a Galileia. Lá me verão.» 11 Enquanto elas iam a caminho, alguns dos guardas foram à cidade participar aos sumos-sacerdotes tudo o que tinha acontecido! 12 Eles reuniram-se com os anciãos; e, depois de terem deliberado, deram muito dinheiro aos soldados, 13 recomendando-lhes: «Dizei isto: ‘De noite, enquanto dormíamos, os seus discípulos vieram e roubaram-no.’ 14 E, se o caso chegar aos ouvidos do governador, nós o convenceremos e faremos com que vos deixe tranquilos.» 15 Recebendo o dinheiro, eles fizeram como lhes tinham ensinado. E esta mentira divulgou-se entre os judeus até ao dia de hoje.

Comentário:

O que os judeus disseram e propagaram sobre a Ressurreição de Cristo só nos deve “importar” na medida em que, nós cristãos, temos obrigação de pedir ao Ressuscitado que os ilumine porque, quanto à “pretensa” polémica sobre o assunto, para nós, não se põe, já que estamos seguros e, sem qualquer reserva, acreditamos que Jesus Cristo ressuscitou e, com a Sua Ressurreição nos mereceu a Filiação Divina.

Trata-se, nem mais, do fundamento da nossa Fé!

(ama, comentário sobre Mt 28, 8-15, 09.04.2012)

Tu e eu procedemos como filhos de Deus?

Um filho de Deus não tem medo da vida nem medo da morte, porque o fundamento da sua vida espiritual é o sentido da filiação divina: Deus é meu Pai, pensa, e é o Autor de todo o bem, é toda a Bondade. – Mas tu e eu procedemos, de verdade, como filhos de Deus? (Forja, 987)

A nossa condição de filhos de Deus levar-nos-á – insisto – a ter espírito contemplativo no meio de todas as actividades humanas – luz, sal e levedura, pela oração, pela mortificação, pela cultura religiosa e profissional –, fazendo realidade este programa: quanto mais dentro do mundo estivermos, tanto mais temos de ser de Deus. (Forja, 740)

Quando se trabalha por Deus, é preciso ter "complexo de superioridade" – fiz-te notar. – Mas – perguntavas-me – isso não é uma manifestação de soberba? – Não! É uma consequência da humildade, de uma humildade que me faz dizer: – Senhor, Tu és o que és. Eu sou a negação. Tu tens todas as perfeições: o poder, a fortaleza, o amor, a glória, a sabedoria, o império, a dignidade... Se eu me unir a Ti, como um filho quando se põe nos braços fortes do pai ou no regaço maravilhoso da mãe, sentirei o calor da tua divindade, sentirei as luzes da tua sabedoria, sentirei correr pelo meu sangue a tua fortaleza. (Forja, 342)

Leitura espiritual


O ESPIRITISMO

- 1 Pode-se falar com os espíritos?

Convém falar frequentemente com os espíritos bons (as almas do purgatório, os anjos e os santos do céu).
Para falar com eles, basta dirigir-lhes sem mais as palavras ou o pensamento.
Interessa muito solicitar a sua ajuda, o seu conselho e pedir-lhes que intercedam por nós diante de Deus.
Por seu lado, com os demónios e condenados não convém ter nenhum tipo de contacto.

– 2 Nas reuniões espiritistas fala-se com alguém?

Em muitos casos só se trata da imaginação humana e habilidade do promotor.
Em ocasiões mais perigosas podem intervir os demónios procurando o mal dos homens.

– 3 Os espíritos bons falam nessas reuniões?

Os anjos e os santos não se prestam a este tipo de práticas opostas à fé.
São seres livres e não estão obrigados a falar ainda que se usem palavras ou gestos estranhos.

– 4 O espiritismo é uma ofensa a Deus?

O espiritismo realizado levado a sério é um tipo de pecado por vários motivos mais ou menos presentes:

Pretende-se possuir poderes sobre-humanos de domínio sobre os espíritos.
Assemelha-se ao pecado orgulhoso de Adão e Eva que desobedeceram a Deus porque quiseram ser "como deuses".
Há desconfiança de Deus e da sua Providência, desejando adivinhar o futuro.
Duvida-se da Bondade divina.
Procura-se a protecção de poderes ocultos, desprezando na ajuda divina, como se outros poderes fossem superiores a Deus ou melhores.
 E ninguém é melhor que Deus.

A CONSCIÊNCIA

1. O que é a consciência?

- A consciência é um juízo da razão pelo qual o homem reconhece a bondade ou maldade de um acto. Por exemplo, diz: "sou consciente de que este pormenor com os meus pais é bom".

2. O que é preciso para ter consciência?

- Para emitir um juízo de consciência sobre o bem ou o mal de um acto, necessita-se de uma inteligência que julgue e um conhecimento prévio que seja a base na qual se apoia esse juízo moral. Algo similar sucede quando o entendimento opina sobre a verdade de algo. Por exemplo, ao escutar: "as vacas voam", a razão emite um juízo imediato que diz: "falso". Este juízo está baseado no conhecimento prévio de vacas e de voo.

3. Qual é a base de apoio para a consciência?

- O juízo de consciência baseia-se no conhecimento da natureza humana e do que lhe convém. Esta sabedoria adquire-se através de duas fontes:

Por um lado, a própria natureza humana reclama um modo de actuar que costuma chamar-se lei natural. O Criador fez-nos de uma determinada maneira e está gravado no homem um conhecimento básico do que está bem ou mal.
Além disso, o Senhor quis manifestar claramente o que nos convém e dispomos dos dez mandamentos e os ensinamentos de Jesus Cristo, que ajudam a formar a consciência.

4. Como formar bem a consciência?

- O juízo moral da inteligência torna-se mais certeiro se o homem obtém mais conhecimento pelas duas fontes anteriores.
Para conhecer melhor a natureza humana é bom fomentar o desejo de procurar a verdade e fazer o bem. Pois que, também sobre este último, ao fazer o mal, a inteligência acostuma-se e perde claridade de juízo.
Para aprender ou recordar os ensinamentos de Jesus Cristo, terá de recorrer aos meios de formação cristã: palestras, homilias, cursilhos, livros, etc.
Para a aplicação prática desses conhecimentos, será bom escutar o conselho de pessoas boas e entendidas.

5. Convém ter uma consciência bem formada?
- É importante distinguir o bem do mal, para acertar no que convém fazer. Os grandes criminosos, têm a consciência deformada e se diz que eles são homens sem consciência.
6. Qualidades da consciência?

A consciência não cria a lei, mas aplica a lei de Deus ao caso concreto.
- O homem não inventa o bem e o mal, mas julga baseado na lei natural gravada na sua natureza. Um carteirista pode auto-convencer-se de que roubar é bom, mas não o é. Simplesmente engana-se.

7. A consciência é inseparável dos actos humanos.
- Chamam-se actos humanos aos actos voluntários e livres e, portanto, conscientes. Actos conscientes da sua bondade sensível - eu gosto - e da sua bondade moral - convém-me -.

8. A consciência instrui sobre o bem e move a praticá-lo.
- O Juízo de consciência é prático: isto posso ou devo fazer, isto devo evitar. E adquire-se experiência.

9. A consciência aprova ou repreende.
- O juízo de consciência é principalmente anterior à acção, de forma a agir ou não. Mas uma pessoa continua a reflectir depois de actuar, com um ditame de aprovação e paz, se agiu bem, ou de inquieta resistência se fez mal. Por isto o homem tem responsabilidade diante de si mesmo.

10. Liberdade das consciências?
- Deve-se respeitar a liberdade das consciências, mas isso não significa que a consciência seja independente da lei divina. Neste campo, a liberdade consiste na ausência de coacção ao procurar a verdade, mas não de independência face à verdade. Uma pessoa pode convencer-se de que roubar é bom, ou que não existe Pequim. Em ambos os casos, actua livremente, mas não acerta com a verdade -moral o geográfica- (relativismo).

11. Um terrorista assassina de acordo com a sua consciência.


- Porque faz mal? Não faz mal por seguir a sua consciência, mas sim por tê-la deformado até esse ponto. (Na realidade, diante de casos tão anti-naturais, a consciência continua a protestar e o terrorista deve persuadir o seu próprio pensamento cada vez que actua).


21/04/2019

Temas para reflectir e meditar

Juventude


Sede sempre amigos de Jesus e levai à família, à escola, ao bairro, o exemplo da vossa vida cristã, limpa e alegre. 

Sede sempre jovens cristãos, verdadeiras testemunhas da doutrina de Cristo. 

Mais ainda, sede portadores de Cristo nesta sociedade conturbada, hoje mais que nunca necessitada d’Ele. 

Anunciai a todos com a vossa vida que só Cristo é a verdadeira salvação da humanidade.

são joão paulo ii Homília 1978.12.03,

Evangelho e comentário


TEMPO DE PÁSCOA



Domingo da Ressurreição do Senhor

Evangelho: Jo 20, 1-9

1 No primeiro dia da semana, Maria Madalena foi ao túmulo logo de manhã, ainda escuro, e viu retirada a pedra que o tapava. 2 Correndo, foi ter com Simão Pedro e com o outro discípulo, o que Jesus amava, e disse-lhes: «O Senhor foi levado do túmulo e não sabemos onde o puseram.» 3 Pedro saiu com o outro discípulo e foram ao túmulo. 4 Corriam os dois juntos, mas o outro discípulo correu mais do que Pedro e chegou primeiro ao túmulo. 5 Inclinou-se para observar e reparou que os panos de linho estavam espalmados no chão, mas não entrou. 6 Entretanto, chegou também Simão Pedro, que o seguira. Entrou no túmulo e ficou admirado ao ver os panos de linho espalmados no chão, 7 ao passo que o lenço que tivera em volta da cabeça não estava espalmado no chão juntamente com os panos de linho, mas de outro modo, enrolado noutra posição. 8 Então, entrou também o outro discípulo, o que tinha chegado primeiro ao túmulo. Viu e começou a crer, 9 pois ainda não tinham entendido a Escritura, segundo a qual Jesus devia ressuscitar dos mortos.

Comentário:

Neste trecho escrito por São João ele próprio relata como percebera perfeitamente a escolha feita por Jesus ao considerar Pedro como o chefe dos Apóstolos.
De facto, como ele próprio relata, tendo chegado primeiro ao túmulo não entrou esperando que Pedro o fizesse em primeiro lugar.

Trata-se de um pormenor?

Não!

Trata-se sim da primeira demonstração de que a Igreja de Jesus Cristo não é uma democracia mas sim uma hierarquia.

Não se trata de subserviência mas de obediência, respeito e deferência.

A humilíssima figura de Pedro não se modifica nem altera pela categoria ou “posto” em que está investido pelo próprio Jesus Cristo, antes se considera como um obediente servo do seu Mestre e Senhor, sem enjeitar as suas responsabilidades nem sob o pretexto de não ser digno, há-de conduzir aqueles Doze e os que se seguirão a cumprir o mandato recebido: Ensinar a todas as gentes; a instalar o Reino de Deus na terra.

(AMA, comentário sobre Jo 20, 1-9, 12.01.2019)

Encherás o mundo de caridade


Não podes destruir, com a tua negligência ou com o teu mau exemplo, as almas dos teus irmãos os homens. – Tens – apesar das tuas paixões! – a responsabilidade da vida cristã dos que te são próximos, da eficácia espiritual de todos, da sua santidade! (Forja, 955)


Longe fisicamente e, contudo, muito perto de todos: muito perto de todos!... – repetias feliz.
Estavas contente, graças a essa comunhão de caridade, de que te falei, que tens de avivar sem cansaço. (Forja, 956)

Perguntas-me o que é que poderias fazer por aquele teu amigo, para que não se encontre sozinho.
Dir-te-ei o que sempre digo, porque temos à nossa disposição uma arma maravilhosa, que resolve tudo: rezar. Primeiro, rezar. E, depois, fazer por ele o que gostarias que fizessem por ti, em circunstâncias semelhantes.
Sem o humilhar, é preciso ajudá-lo de tal maneira que se lhe torne fácil o que lhe é difícil. (Forja, 957)

Põe-te sempre nas circunstâncias do próximo: assim verás os problemas ou as questões serenamente, não terás desgostos, compreenderás, desculparás, corrigirás quando e como for necessário, e encherás o mundo de caridade. (Forja, 958)

Leitura espiritual


DISCRIMINAÇÃO

-Somos todos iguais?

Em parte sim, em parte não.

Enquanto pessoas humanas somos iguais.

Em relação às qualidades somos diferentes.

Se duas coisas são diferentes, como as devemos tratar?
Se são distintas, é correcto trata-las de modo diferente.
O problema surge quando são semelhantes em certas partes e diferentes noutras.

Então, deve-se procurar equilíbrios tratando igualmente o que é igual e diferentemente o que é diferente.

Por exemplo: um homem sem conhecimentos de química não deve ser Professor Doutor nesta disciplina, mas tal não afecta a sua dignidade como pessoa.

– 2 Quando existe discriminação?

Há discriminação se se faz distinção onde há igualdade e se essa diferenciação é injusta.
Não há descriminação se se distingue o que realmente é diferente. 
Da mesma forma, não há discriminação se não se falta à justiça.

4. Exemplos de situações discriminatórias.


- Aqui há diferenças em alguns aspectos, mas é injusto alargar essas qualidades a outros casos.

A mulher é diferente do homem, mas ambos são seres humanos com os direitos e deveres correspondentes.
Se esses direitos fundamentais não se respeitam, estamos perante uma discriminação.
Um embrião humano é diferente de uma criança e de um adulto, mas são pessoas humanas com tudo o que isto significa.
Há diferenças nos deveres e capacidades, mas não deve haver discriminação enquanto homens.
Um doente é diferente de um homem são e terá distinções laborais, uma vez que se altera a sua capacidade de trabalho.
Mas não são distintos enquanto pessoas e se não recebem um tratamento humano estamos perante uma discriminação.

5. Exemplos onde não há discriminação.

- Aqui temos diferenças reais e é correcto distinguir:

A verdade não discrimina o erro.
Simplesmente é o verdadeiro. E o outro não é.
São realmente distintos e é justo distingui-los.
A bondade não discrimina a maldade. Apenas a primeira é um acto bom e a segunda não o é.
São realmente distintos e é correcto diferenciá-los.
Quem escolhe não discrimina.
Simplesmente escolhe.
Somente se discrimina se se cria ou mantém uma injustiça.

6. Exemplo de escolha justa?

Quando há liberdade de escolha, é justo escolher arbitrariamente o que se deseje.

Por exemplo, quem compra um carro escolhe o que quer, sem que isto seja uma discriminação face às outras marcas, ainda que sejam melhores.

7. Como se origina uma discriminação?

Pode haver vários motivos.
Talvez uma causa seja o exagero de um aspecto acidental.

Exemplos:

Discriminação racista: exagera-se a importância da cor da pele.
Discriminação nacionalista: acentua-se a importância de ter nascido num determinado lugar.
Discriminação qualitativa: entre um recém-nascido e um embrião há diferenças, mas não tantas que justifiquem matá-lo (aborto).

Entre um doente e uma pessoa saudável há distinções, mas não exageremos (eutanásia).

8. Discriminação face à síndrome de Down?

Um amigo pede-me que acrescente algo sobre este tema.
Estes doentes, têm umas capacidades reduzidas, mas continuam a serem humanos e muito carinhosos.
Deve-se tratá-los de acordo com a dignidade humana.

Por exemplo, o aborto nestes casos, continua a ser um crime. A origem da possível discriminação pode ser dupla: necessitam de cuidados especiais; e não fica nada bem ter um filho assim, pois está na moda ter filhos perfeitos.

Estas discriminações seriam do tipo qualitativo - devido a terem qualidades distintas -, ou racistas se se suprimissem para melhorar a raça.



Pequena agenda do cristão

DOMINGO



(Coisas muito simples, curtas, objectivas)



Propósito:
Viver a família.

Senhor, que a minha família seja um espelho da Tua Família em Nazareth, que cada um, absolutamente, contribua para a união de todos pondo de lado diferenças, azedumes, queixas que afastam e escurecem o ambiente. Que os lares de cada um sejam luminosos e alegres.

Lembrar-me:
Cultivar a Fé

São Tomé, prostrado a Teus pés, disse-te: Meu Senhor e meu Deus!
Não tenho pena nem inveja de não ter estado presente. Tu mesmo disseste: Bem-aventurados os que crêem sem terem visto.
E eu creio, Senhor.
Creio firmemente que Tu és o Cristo Redentor que me salvou para a vida eterna, o meu Deus e Senhor a quem quero amar com todas as minhas forças e, a quem ofereço a minha vida. Sou bem pouca coisa, não sei sequer para que me queres mas, se me crias-te é porque tens planos para mim. Quero cumpri-los com todo o meu coração.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?

20/04/2019

Reflexões ao Sábado


Porquê o Sábado?

A meu ver, porque se trata do último dia da semana.

Logo antes do dia dedicado ao seu Filho Jesus Cristo – o Domingo.

Para mim é um dia “especial” dedicado à Minha Mãe do Céu.

Agradecendo, em primeiro lugar, a sua protecção durante a semana que passou e as graças – sempre abundantes – que derramou sobre mim.

Depois, agradecer  o ter atendido pedidos que lhe fiz - para mim e para outros - Filhas, Netos, Bisneto, Família, Amigos e muitos outros que durante a semana vou fazendo por este ou aquele, por esta ou aquela situação.

(E, pedinchão como sou, são sempre tantos... tantos...)

(AMA, reflexões ao Sábado, 2019)

Meditação em Sábado Santo




Sábado Santo


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Nesta manhã de Sábado Santo, neste ambiente recolhido, venho fazer-te um pouco de companhia.

Não venho velar o Teu Corpo sepulto mas acompanhar-te, se mo permitires, nos Teus "trabalhos" de hoje.

Vou contigo aos “Infernos” e constatar a suprema alegria das almas quando lhes comunicas que, a partir de agora, o Reino Eterno de Deus está definitivamente aberto e que, mais logo, na primeira hora do terceiro dia da Tua morte na Cruz, as virás buscar para as levares à presença da Santíssima Trindade para o gozo eterno.

Depois transportado pela esteira luminosa da Tua fulgurante “viagem” ver todos os locais da terra onde existem homens de boa vontade que aguardam com alegre e serena expectativa a Tua Ressurreição salvadora e Redentora.

É preciso que se cumpram as Escrituras mas esta expectativa custa a “aguentar”.

Queria ver-te, já ressuscitado, glorioso e vitorioso para me agarrar a Ti e não mais Te largar.

Nunca, como agora, me soam expectantes as palavras:

«Vinde Senhor Jesus»!

Sim, vem de forma definitiva para o pé de mim que, só na Tua companhia posso verdadeiramente ter vida.

O Teu Santíssimo Corpo que ontem ajudei a sepultar, depois de lavado e perfumado, aguarda o regresso do Teu Espírito, para Se apresentar ao mundo de que és Rei, aos homens que salvaste e redimiste, a mim para que Te diga com todas as forças da minha alma:

Meu Senhor e meu Deus.

Ámen.



Meu Pai do Céu, ajuda-me


A ti, que desmoralizas, repetir-te-ei uma coisa muito consoladora: a quem faz o que pode, Deus não lhe nega a Sua graça. Nosso Senhor é Pai, e se um filho lhe diz na quietude do seu coração: Meu Pai do Céu, aqui estou, ajuda-me... Se recorre à Mãe de Deus, que é Mãe nossa, vai para a frente. Mas Deus é exigente. Pede amor de verdade; não quer traidores. É preciso ser fiel a essa luta sobrenatural, que é ser feliz na terra à força de sacrifício. (Via Sacra, 10ª Estação, 
n. 3)

Recorrei semanalmente – e sempre que o necessiteis, sem dar lugar aos escrúpulos – ao santo Sacramento da Penitência, ao sacramento do perdão divino. Revestidos da graça, caminharemos por entre os montes e subiremos a encosta do cumprimento do dever cristão, sem nos determos. Utilizando estes recursos com boa vontade e rogando ao Senhor que nos conceda uma esperança cada dia maior, possuiremos a alegria contagiosa dos que se sabem filhos de Deus: Se Deus está connosco, quem nos poderá derrotar? Optimismo, portanto. Incitados pela força da esperança, lutaremos para apagar a mancha viscosa que espalham os semeadores do ódio e redescobriremos o mundo com uma perspectiva jubilosa, porque saiu formoso e limpo das mãos de Deus, e restituir-lho-emos assim belo, se aprendermos a arrepender-nos.

Cresçamos na esperança, que deste modo nos consolidaremos na fé, verdadeiro fundamento das coisas que se esperam e prova das que não se veem. Cresçamos nesta virtude, que é suplicar ao Senhor que aumente a sua caridade em nós, porque só se confia verdadeiramente no que se ama com todas as forças. E vale a pena amar o Senhor. Vós haveis experimentado, como eu, que a pessoa enamorada se entrega confiante, com uma sintonia maravilhosa, em que os corações batem num mesmo querer. E que será o Amor de Deus? Não sabeis que Cristo morreu por cada um de nós? Sim, por este nosso coração pobre, pequeno, se consumou o sacrifício redentor de Jesus.

Frequentemente, o Senhor fala-nos do prémio que nos ganhou com a sua Morte e Ressurreição. Vou preparar um lugar para vós. Depois que eu tiver ido e vos tiver preparado o lugar, virei novamente e tomar-vos-ei comigo para que, onde eu estou, estejais Vós também. O Céu é a meta do nosso caminho terreno. Jesus Cristo precedeu-nos e ali, na companhia da Virgem e de S. José – a quem tanto venero – dos Anjos e dos Santos, aguarda a nossa chegada. (Amigos de Deus, nn. 219–220)

Pequena agenda do cristão

SÁBADO



(Coisas muito simples, curtas, objectivas)



Propósito:
Honrar a Santíssima Virgem.

A minha alma glorifica o Senhor e o meu espírito se alegra em Deus meu Salvador, porque pôs os olhos na humildade da Sua serva, de hoje em diante me chamarão bem-aventurada todas as gerações. O Todo-Poderoso fez em mim maravilhas, santo é o Seu nome. O Seu Amor se estende de geração em geração sobre os que O temem. Manifestou o poder do Seu braço, derrubou os poderosos do seu trono e exaltou os humildes, aos famintos encheu de bens e aos ricos despediu de mãos vazias. Acolheu a Israel Seu servo, lembrado da Sua misericórdia, como tinha prometido a Abraão e à sua descendência para sempre.

Lembrar-me:

Santíssima Virgem Mãe de Deus e minha Mãe.

Minha querida Mãe: Hoje queria oferecer-te um presente que te fosse agradável e que, de algum modo, significasse o amor e o carinho que sinto pela tua excelsa pessoa.
Não encontro, pobre de mim, nada mais que isto: O desejo profundo e sincero de me entregar nas tuas mãos de Mãe para que me leves a Teu Divino Filho Jesus. Sim, protegido pelo teu manto protector, guiado pela tua mão providencial, não me desviarei no caminho da salvação.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?