22/04/2017

Leitura espiritual

A Cidade Deus
A CIDADE DE DEUS


Vol. 2

LIVRO XII

Nele Agostinho trata primeiro dos anjos, averigua depois porque é que a boa vontade de uns e a má vontade de outros foi a causa da bem-aventurança dos bons e da desgraça dos maus, e por fim trata da criação do homem e prova que não foi criado desde sempre, mas no tempo, nem por outro autor senão Deus.


CAPÍTULO I

Natureza única tanto dos anjos bons com o dos maus.

Antes de começar a falar cia criação do homem — assunto no qual se tornará patente a origem das duas cidades em relação ao género dos racionais mortais, com o já se viu, parece-me, no livro anterior acerca dos anjos — reparo que ainda me falta dizer umas coisas acerca dos anjos. Devo explicar, tanto quanto me é possível, que não há inconveniência nem incoerência em falar dum a cidade com um aos anjos e aos homens. Não há quatro cidades (ou seja, duas dos anjos e duas dos homens), mas apenas duas — uma composta de bons e outra de maus, anjos ou homens.

Não é lícito pôr em dúvida que as inclinações, entre si contrárias, dos bons e dos maus anjos, não resultam de naturezas e princípios diversos, pois foi Deus, autor e criador excelente de todas as substâncias, quem as criou a umas e outras, — mas provêm das vontades e apetites. Uns mantêm-se no bem, com um a todos, que para eles é o próprio Deus, e na sua eternidade, na sua verdade, na sua capacidade; os outros, comprazendo-se mais no seu poder pessoal, com o se fosse bem seu próprio, afastaram-se do supremo bem, fonte universal de felicidade e, — preferindo o fausto da sua elevação à eminentíssima glória da eternidade, a astúcia da sua vaidade à plena certeza da verdade, as suas paixões de facção à indivisível caridade — tornaram -se orgulhosos, enganadores e invejosos. A beatitude daqueles tem, pois, por causa a sua união a Deus — e a desgraça destes explica-se pela razão contrária: a separação de Deus. Se, portanto, a quem perguntar porque é que uns são felizes?, se deve responder: porque estão unidos a Deus; e a quem perguntar porque é que outros são infelizes?, se deve responder: porque eles não estão unidos a Deus — segue-se que o único bem fonte de beatitude para a criatura racional e inteligente é Deus. E, embora nem todas as criaturas sejam capazes de alcançar a beatitude (o animal, a madeira, a pedra e outras coisas que tais não obtêm nem atingem este dom), todavia, as que a podem alcançar, não o podem por si próprias, pois foram criadas do nada, mas podem-no por Aquele que as criou. Possuí-lo é a sua felicidade; perdê-lo é a sua desgraça. Mas o que tira a sua felicidade do bem que Ele é e não de outro, não pode ser infeliz porque não pode perder-se.

Dizemos que só há um bem imutável — o Deus verdadeiro e bem-aventurado. Porém, as criaturas que Ele fez, embora sejam boas, pois d’Ele provêm, são, todavia, mutáveis, pois que não foi d’Ele mas do nada que as fez. Embora não sejam o bem supremo, pois que maior bem que eles é Deus, são, todavia, grandes bens esses bens mutáveis que, unindo-se ao bem imutável, podem conseguir a felicidade. Deus é em tal medida o seu bem que, sem Ele, são necessariamente infelizes. Nem por isso as outras criaturas do universo são melhores pelo facto de não poderem ser infelizes, com o também se não devem
considerar as outras partes do nosso corpo melhores do que os olhos pelo facto de se não poderem tom ar cegas. A natureza sensível, mesmo quando sente uma dor, é melhor que uma pedra que nunca a poderá sentir. Também uma natureza racional, mesmo infeliz, é superior a um a natureza privada de razão ou de sensibilidade, sobre a qual, portanto, não cai a desgraça.

Porque assim é, o facto de estar separada de Deus constitui um vício para esta natureza dotada de uma tal superioridade que, embora ela própria seja mutável, a sua felicidade consiste em unir-se ao bem imutável, isto é, a Deus Soberano e, como só sendo feliz é que colmata a sua indigência, só Deus chega para a colmatar. Mas todo o vício é prejudicial à natureza e, portanto, é contrário à natureza. Por isso, é pelo vício, e não pela natureza, que o ser que se une a Deus difere daquele que dele se separa. Mas é ainda esse vício que faz ressaltar a extraordinária grandeza e a tão alta dignidade da própria natureza. Efectivamente, presta-se homenagem à natureza daquele de quem justificadamente se censura o vício — pois o vício só é justo objecto de censura porque desonra uma natureza digna de louvor. Assim:

chamar à cegueira vício dos olhos é mostrar que a vista pertence à natureza dos olhos;

chamar à surdez vício dos ouvidos é mostrar que a audição pertence à natureza dos ouvidos;

da mesma forma, quando se diz que é vício da natureza angélica aquele pelo qual ela se não une a Deus, declara-se abertamente que à sua natureza convém a união a Deus. Aliás, quão grande seja a glória de estar unido a Deus para servir para Ele, ser sábio e feliz por Ele fruir de tamanho bem sem conhecer a morte nem o erro nem o sofrimento, — quem disto poderá pensar ou falar adequadamente? Tanto o vício é prejudicial à natureza que até o dos anjos maus (que consiste na separação de Deus) mostra à saciedade que Deus criou a sua natureza tão boa que o facto de não estar esta com Deus já lhe é prejudicial.


CAPÍTULO II

Parece que nenhuma essência é contrária a Deus pois só se opõe totalmente ao Ser supremo e eterno o que não é.

Devemos afirmar coisas para que ninguém, a propó­sito dos anjos apóstatas, pense que eles poderiam ter recebido uma natureza diversa proveniente de outro princípio — natureza de que Deus não seria o autor. Cada um se verá livre deste erro ímpio tão rápida e facilmente quanto com mais perspicácia puder compreender o que pelo anjo disse Deus quando mandou Moisés aos filhos de Israel:

Eu sou aquele que sou.[i]


Deus, a essência suprema, isto é, aquele que é sumamente e por isso é imutável, deu o ser às coisas que criou do nada, mas não deu o ser sumamente com o ele próprio é: a uns deu mais ser a outros menos ser e assim ordenou as naturezas segundo os graus da sua essência. (Assim como, de facto, o verbo sapere (saber) deu a palavra sapientia (sapiência), assim também do verbo esse (ser) vem a palavra essentia (essência): palavras novas de certo que os antigos autores latinos não usaram, mas em pregadas hoje para que não faltasse à nossa língua o que os gregos chamam ουσίαν que se traduz literalmente por essentia). Assim, pois, a esta natureza, que sumamente é, pela qual tudo quanto existe foi feito, não há natureza contrária a não ser aquela que
não é. Realmente, só o não ser é que é contrário ao que é. E por isso é que a Deus, essência suprema, autor de todas as essências, sejam elas quais forem, nenhum a essência é contrária.


(cont)

(Revisão da versão portuguesa por ama)





[i] Ex. III, 14.

Epístolas de São Paulo – 53

Carta aos Gálatas

Capítulo 4

II. O EVANGELHO FAZ-NOS FILHOS DE DEUS (3,1-4,7)

Em Cristo, somos filhos de Deus

1Mas eu digo-vos: durante todo o tempo em que o herdeiro é criança, em nada difere de um escravo, apesar de ser senhor de tudo. 2Pelo contrário, está sob o domínio de tutores e administradores, até ao dia fixado pelo seu pai. 3Assim também nós, quando éramos crianças, estávamos sob o domínio dos elementos do mundo, a eles sujeitos como escravos. 4Mas, quando chegou a plenitude do tempo, Deus enviou o seu Filho, nascido de uma mulher, nascido sob o domínio da Lei, 5para resgatar os que se encontravam sob o domínio da Lei, a fim de recebermos a adopção de filhos. 6E, porque sois filhos, Deus enviou aos nossos corações o Espírito do seu Filho, que clama: "Abbá! - Pai!" 7Deste modo, já não és escravo, mas filho; e, se és filho, és também herdeiro, por graça de Deus.

III. O EVANGELHO FAZ-NOS LIVRES (4,8-5,12)

Não voltar à escravidão

8Mas outrora, quando não conhecíeis a Deus, servistes os deuses que, na realidade, o não são. 9Agora, porém, tendo conhecido a Deus, ou melhor, sendo conhecidos por Deus, como é possível que vos convertais outra vez aos elementos fracos e pobres, querendo novamente ser escravos deles?
10Observais os dias e os meses, as estações e os anos! 11Temo, a vosso respeito, que afinal tenha sido em vão o trabalho que suportei por vós.

O Apóstolo na origem da comunidade

12Isto vos peço, irmãos: sede como eu, pois também eu me tornei como vós. Em nada me ofendestes. 13Mas sabeis que foi por causa de uma doença corporal que vos anunciei o Evangelho pela primeira vez. 14Embora o meu corpo fosse para vós uma provação, não reagistes com desprezo nem nojo. Pelo contrário: recebestes-me como um anjo de Deus, como a Cristo Jesus. 15Onde estava, pois, a vossa felicidade? Sim, disto eu sou testemunha a vosso favor: se tivesse sido possível, teríeis arrancado os vossos olhos para mos dar. 16Tornei-me então vosso inimigo, ao dizer-vos a verdade? 17Não é por bem que eles andam a interessar-se por vós. Pelo contrário: o que querem é separar-vos de mim, para que vos interesseis por eles. 18Bom é, sim, que vos interesseis sempre pelo bem, e não apenas quando estou convosco. 19Meus filhos, por quem sinto outra vez dores de parto, até que Cristo se forme entre vós! 20Sim, como desejaria estar agora convosco e mudar o tom da minha voz! É que eu estou perplexo a vosso respeito.

Sara e Agar

21Dizei-me, vós que quereis estar sob o domínio da Lei: afinal não dais ouvidos à Lei? 22Com efeito, está escrito que Abraão teve dois filhos: um da escrava e outro da mulher livre. 23Mas, enquanto o da escrava foi gerado segundo a carne, o da mulher livre foi gerado por causa da promessa. 24Isto está dito em alegoria; pois elas representam duas alianças: uma, a do monte Sinai, foi a que gerou para a escravidão; essa é Agar. 25Ora, Agar é o nome dado, na Arábia, ao monte Sinai, e corresponde à Jerusalém actual, já que se encontra sob a escravidão, juntamente com os seus filhos. 26Mas a Jerusalém do alto é livre; essa é a nossa mãe, 27pois está escrito: Alegra-te, ó estéril, que não dás à luz; rejubila e grita, tu que não sentes as dores de parto; pois são muitos os filhos da abandonada,mais do que os daquela que tem marido! 28E vós, irmãos, à semelhança de Isaac, sois filhos da promessa. 29Só que, como então o que foi gerado segundo a carne perseguia o que o foi segundo o Espírito, assim também agora. 30Mas que diz a Escritura? Expulsa a escrava e o seu filho, porque o filho da escrava não poderá herdar juntamente com o filho da mulher livre. 31Por isso, irmãos, não somos filhos da escrava, mas da mulher livre.

Doutrina – 277

CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA

Compêndio


PRIMEIRA PARTE: A PROFISSÃO DA FÉ

SEGUNDA SECÇÃO: A PROFISSÃO DA FÉ CRISTÃ

CAPÍTULO PRIMEIRO CREIO EM DEUS PAI

OS SÍMBOLOS DA FÉ

56. Como é que o homem colabora com a Providência divina?

Ao homem, Deus concede e requer, respeitando a sua liberdade, a colaboração através das suas acções, das suas orações e mesmo com os seus sofrimentos, suscitando nele «o querer e o operar segundo os seus benévolos desígnios» [1].







[1] Filp 2,13

Jesus Cristo e a Igreja – 155

Celibato eclesiástico: História e fundamentos teológicos

V. FUNDAMENTOS TEOLÓGICOS DA DISCIPLINA DO CELIBATO

…/112

Fundamento histórico doutrinal


…/8


Deve notar-se que também a legislação do Concílio de Trullo mantém no seu cânon 3 a mesma proibição para sacerdotes, diáconos e subdiáconos, ou seja, que os candidatos a estas ordens não podiam estar casados com uma viúva ou com uma mulher que havia sido casada.
Só se queria – diziam os padres trullanos – atenuar a gravidade da Igreja Romana nesse ponto, concedendo àqueles que tinham pecado contra a dita proibição a possibilidade de arrependimento e penitência.  Se antes de uma data posterior ao Sínodo tivessem renunciado a esse (segundo) casamento, poderiam permanecer no exercício do ministério.


(cont)


(revisão da versão portuguesa por ama)

Pequena agenda do cristão

SÁBADO



(Coisas muito simples, curtas, objectivas)



Propósito:
Honrar a Santíssima Virgem.

A minha alma glorifica o Senhor e o meu espírito se alegra em Deus meu Salvador, porque pôs os olhos na humildade da Sua serva, de hoje em diante me chamarão bem-aventurada todas as gerações. O Todo-Poderoso fez em mim maravilhas, santo é o Seu nome. O Seu Amor se estende de geração em geração sobre os que O temem. Manifestou o poder do Seu braço, derrubou os poderosos do seu trono e exaltou os humildes, aos famintos encheu de bens e aos ricos despediu de mãos vazias. Acolheu a Israel Seu servo, lembrado da Sua misericórdia, como tinha prometido a Abraão e à sua descendência para sempre.

Lembrar-me:

Santíssima Virgem Mãe de Deus e minha Mãe.

Minha querida Mãe: Hoje queria oferecer-te um presente que te fosse agradável e que, de algum modo, significasse o amor e o carinho que sinto pela tua excelsa pessoa.
Não encontro, pobre de mim, nada mais que isto: O desejo profundo e sincero de me entregar nas tuas mãos de Mãe para que me leves a Teu Divino Filho Jesus. Sim, protegido pelo teu manto protector, guiado pela tua mão providencial, não me desviarei no caminho da salvação.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?





21/04/2017

Fátima: Centenário - Poemas

ROSA MISTICA


Maria, a Flor de encanto, Flor divina,
do Sol dos sóis reflexo que perdura,
viu a luz sob o céu da Palestina,
cheia de cor, viço e candura.

Assombro de humildade peregrina,
a augusta fronte da mais terna alvura
de Deus ao sopro docilmente inclina
– rosa branca e vermelha, bela e pura.

O perfume inefável de que é rica
os corações atrai e purifica
e de júbilo as almas inebria.

Fez da terra um jardim de mil primores,
lá formam um rosal legiões de flores
e é uma rosa cada Ave-Maria!

Visconde de Montelo, Paráfrase da Ladainha Lauretana, 1956 [i]



[i] Cónego Manuel Nunes Formigão
1883 - Manuel Nunes Formigão nasce em Tomar, a 1 de Janeiro. 1908 - É ordenado presbítero a 4 de Abril em Roma. 1909 - É laureado em Teologia e Direito Canónico pela Universidade Gregoriana de Roma. 1909 - No Santuário de Lourdes, compromete-se a divulgar a devoção mariana em Portugal. 1917 - Nossa Senhora aceita o seu compromisso e ele entrega-se à causa de Fátima. 1917 / 1919 - Interroga, acompanha e apoia com carinho os Pastorinhos. - Jacinta deixa-lhe uma mensagem de Nossa senhora, ao morrer. 1921 - Escreve o livro: "Os Episódios Maravilhosos de Fátima". 1922 - Integra a comissão do processo canónico de investigação às aparições. 1922 - Colabora e põe de pé o periódico "Voz de Fátima". 1924 - A sua experiência de servita de Nossa Senhora em Lurdes, leva-o a implementar idêntica actividade em Fátima. 1928 - Escreve a obra mais importante: "As Grandes Maravilhas de Fátima". 1928 - Assiste à primeira profissão religiosa da Irmã Lúcia, em Tuy. Ela comunica-lhe a devoção dos primeiros sábados e pede-lhe que a divulgue. 1930 - Escreve "Fátima, o Paraíso na Terra". 1931 - Escreve "A Pérola de Portugal". 1936 - Escreve " Fé e Pátria". 1937 - Funda a revista "Stella". 1940 - Funda o jornal "Mensageiro de Bragança". 1943 - Funda o Almanaque de Nossa Senhora de Fátima. 1954 – Muda-se para Fátima a pedido do bispo de Leiria-Fátima 1956 - Escreve sonetos compilados na "Ladainha Lauretana". 1958 – Morre em Fátima. 06/01/1926 - Funda a congregação das Religiosas Reparadoras de Nossa Senhora das Dores de Fátima. 11/04/1949 – A congregação por ele fundada é reconhecida por direito diocesano. 22/08/1949 – Primeiras profissões canónicas das Religiosas. 16/11/2000 - A Conferência Episcopal Portuguesa concede a anuência por unanimidade, para a introdução da causa de beatificação e canonização deste apóstolo de Fátima. 15/09/2001 - Festa de Nossa Senhora das Dores, padroeira da congregação - É oficialmente aberto o processo de canonização do padre Formigão. 16/04/2005 – É oficialmente encerrado e lacrado o processso de canonização do padre Formigão.
Fátima, 28 Jan 2017 (Ecclesia) – Decorreu hoje a cerimónia de trasladação dos restos mortais do padre Manuel Nunes Formigão, conhecido como 'o apóstolo de Fátima, do cemitério local para um mausoléu construído na Casa de Nossa Senhora das Dores.
A celebração de trasladação deste sacerdote e servo de Deus começou com uma concentração, rua Francisco Marto, 203, com centenas de pessoas, seguida de saída para o cemitério da Freguesia de Fátima.
Na eucaristia inserida neste evento, na Basílica da Santíssima Trindade, do Santuário de Fátima, D. António Marto destacou uma figura que "se rendeu ao mistério e à revelação do amor de Deus, da beleza da sua santidade tal como brilhou aos pastorinhos de Fátima".
O bispo de Leiria-Fátima recordou ainda o padre Manuel Formigão como alguém que "captou de uma maneira admirável para o seu tempo, a dimensão reparadora da vivência da fé tão sublinhada na mensagem de Fátima".

Nota de AMA:
Este livro de Sonetos foi por sua expressa vontade, depois da sua morte, devidamente autografado, entregue a meu Pai. Guardo o exemplar como autêntica relíquia.

Fátima: Centenário - Oração diária


Senhora de Fátima:

Neste ano do Centenário da tua vinda ao nosso País, cheios de confiança vimos pedir-te que continues a olhar com maternal cuidado por todos os portugueses.
No íntimo dos nossos corações instala-se alguma apreensão e incerteza em relação a este nosso País.

Sabes bem que nos referimos às diferenças de opinião que se transformam em desavenças, desunião e afastamento; aos casais desfeitos com todas as graves consequências; à falta de fé e de prática da fé; ao excessivo apego a coisas passageiras deixando de lado o essencial; aos respeitos humanos que se traduzem em indiferença e falta de coragem para arrepiar caminho; às doenças graves que se arrastam e causam tanto sofrimento.
Faz com que todos, sem excepção, nos comportemos como autênticos filhos teus e com a sinceridade, o espírito de compreensão e a humildade necessárias para, com respeito de uns pelos outros, sermos, de facto, unidos na Fé, santos e exemplo para o mundo.

Que nenhum de nós se perca para a salvação eterna.

Como Paulo VI, aqui mesmo em 1967, te repetimos:

“Monstra te esse Matrem”, Mostra que és Mãe.

Isto te pedimos, invocando, uma vez mais, ao teu Dulcíssimo Coração, a tua protecção e amparo.


AMA, Fevereiro, 2017

Exorcistas de EEUU denuncian el alarmante aumento de la actividad demoníaca y cuentan de dónde viene

La actividad demoniaca está creciendo de manera alarmante. Quien así se manifiesta es uno de los exorcistas más conocidos del mundo, el padre Vincent Lampert, que ostenta este cargo en Indianapolis desde 2005. Cada vez los obispos están más concienciados con respecto a la lucha contra Satanás, y por ello más sacerdotes son formados y designados exorcistas por sus obispos.

El padre Lambert habla de la realidad de Estados Unidos, que en comparación con otros muchos países ha dado una respuesta más rápida al aumento de la influencia de Satanás.

El gran problema del porno, las drogas y el ocultismo
Además de dar charlas a laicos y sacerdotes sobre los verdaderos y reales peligros del mal, el padre Lampert afirma en una entrevista en el National Catholic Register que él está notando un aumento del número de personas que participan en rituales satánicos y que se abren al mal.

“El problema no es que el demonio haya aumentado su juego sino que más personas están dispuestas a jugar”, asegura este exorcista estadounidense. Y se refería sobre todo al consumo masivo de pornografía desenfrenada, drogas ilegales y contactos con el ocultismo. Según este sacerdote, “donde hay actividad demoníaca, siempre hay un punto de entrada”.

Una necesidad imperiosa de más exorcistas
De este modo, el padre Lampert coincide con la opinión generalizada que se dio en la reunión a la que asistió en Roma el pasado mes de octubre de la Asociación Internacional de Exorcistas de que hay una gran necesidad de exorcistas en las diócesis y que los que hay actualmente no son suficientes.

Rompiendo algunos mitos, este sacerdote cuenta que las posesiones demoníacas reales son poco frecuentes. “Sólo he visto tres posesiones en los últimos tres años”, dijo, pero específico que sí hay muchos casos de infestación y vejación.

Una respuesta a un problema muy real
Cuando fue nombrado exorcista por su obispo en 2005, sólo había otros 12 como él en EEUU. Ahora hay unos 50 exorcistas que él conoce personalmente en los Estados Unidos, más algunos otros que no conoce.

Los obispos son conscientes del aumento de la actividad demoníaca porque un sacerdote sólo puede realizar un exorcismo con el permiso del obispo. En Estados Unidos no se han quedado de brazos cruzados y en 2012 se fundó el Instituto Papa León XIII para la “educación y formación de los sacerdotes en el santo ministerio del exorcismo y la liberación”.

Comenzó como una serie de reuniones informales a petición de los obispos de Estados Unidos que desean la educación y la formación. También fue una respuesta a la recomendación de San Juan Pablo II de que todas las diócesis nombraran un exorcista. Un portavoz de la Conferencia Episcopal de Estados Unidos dijo que, aunque idealmente cada diócesis debe tener su propio exorcista, no conocen las estadísticas en cuanto a las cifras reales.

A más pecado en la sociedad, más actividad demoníaca
Monseñor John Esseff, presidente de la junta directiva del instituto, fue uno de los miembros fundadores. Ha sido sacerdote durante 63 años y exorcista en la diócesis de Scranton, Pensilvania, durante más de 40 años.

Este veterano exorcista explica que “a medida que la aceptación del pecado ha aumentado, también lo ha hecho la actividad demoníaca”. Ante esta situación, añade, “los obispos veían la necesidad de que hubiera más exorcistas entrenados porque muchos casos eran enviados desde todo el país a las diócesis que sí tenían exorcistas”. Y a su juicio, “una persona debe ser atendida en su propia diócesis”.

Decenas de exorcistas se preparan en este instituto
En su primera promoción salieron 55 exorcistas preparados tras un programa de dos años. La formación consiste en sesiones de diez días que se imparten en el Seminario de la Archidiócesis de Chicago, dos veces al año durante dos años. En la segunda promoción, que saldrá este próximo otoño, se graduarán otros 52 sacerdotes dispuestos a luchar contra Satanás.

Monseñor Esseff dice estar esperanzado por el hecho de que cada vez más son los obispos que son conscientes de su papel como “exorcista jefe de la diócesis” aunque alertó de que “también hay cierta resistencia de la realidad de Satanás” en el seno de la Iglesia, entre sacerdotes y obispos que consideran como si sólo existiera “el mal y no el diablo”.

“El único que puede vencer a Satanás es Jesús. Él vencerá el reino del mal con la luz. Y cada sacerdote representa a Jesús. El diablo no ve al sacerdote, él ve a Jesús”, afirma este veterano exorcista.

Exorcismos mayores y menores
Por su parte, el obispo de Springfield, Thomas Paprocki, que ha impartido varias charlas en el Instituto León XIII hace hincapié en diferencias los exorcismos mayores y menores. “Un exorcismo menor se presenta con mucha frecuencia en la Iglesia, cada vez que hacemos un bautismo”, explica, pues es “una cuestión de rechazar a Satanás y todas sus obras”.

Monseñor Thomas Paprocki es uno de los obispos más concienciados con respecto a la necesidad de que haya más exorcistas

Por ello, el prelado aclara que un sacerdote no necesita ningún permiso del obispo para hacer exorcismos menores en situaciones donde haya malas influencias, “es sólo una cuestión de orar a Dios para vencer las malas influencias”.

Una advertencia a los laicos
El padre Lampert añade que un sacerdote, e incluso los laicos, pueden rezar las oraciones de exorcismo menor porque se dirigen a Dios pero advierte de que “los fieles laicos no deben dar órdenes a los demonios", dijo. "Los demonios reconocen la autoridad de los obispos y la Iglesia. Si reclaman autoridad por su cuenta, se pueden meter en problemas ", advirtió a los laicos.


"No son los exorcistas quienes tienen el poder", dijo el Padre Lampert, "sino el poder y la autoridad de la Iglesia que viene de Jesucristo. Los católicos deben entender que los individuos no tienen ese poder”.

Penitência é atender os que sofrem

Esta é a receita para o teu caminho de cristão: oração, penitência, trabalho sem descanso, com um cumprimento amoroso do dever. (Forja, 65)


E se agora não te ocorre como responder concretamente aos apelos divinos que se fazem ouvir no teu coração, ouve-me bem.

Penitência é o cumprimento exacto do horário que te fixaste, mesmo que o corpo resista ou a mente pretenda evadir-se com sonhos quiméricos. Penitência é levantares-te pontualmente. E também, não deixar para mais tarde, sem motivo justificado, essa tarefa que te é mais difícil ou custosa.


A penitência está em saber compaginar as tuas obrigações relativas a Deus, aos outros e a ti próprio, exigindo-te, de modo que consigas encontrar o tempo necessário para cada coisa. És penitente quando te submetes amorosamente ao teu plano de oração, apesar de estares cansado, sem vontade ou frio. (Amigos de Deus, 138)

Reflectindo 244

Entrega

A palavra por si só tem um peso que não pode deixar de se ter em consideração.

Entregar-se a alguém, a uma causa é evidentemente um acto livre da vontade que só fará sentido se for sério e consistente.

Entregar-se a Deus é exactamente o mesmo, ou seja, requer as mesmas premissas.

Tem, no entanto, um cariz especial porque esta entrega significa uma escolha que exclui todas as outras, uma vez que, Deus só nos aceita por inteiro, totalmente, com todas as nossas capacidades e potências e, além disso, estar pronto a servir como, quando e da forma que ele entender.

Na vida retirada do Convento ou na vida corrente meio do mundo, a entrega tem de ser total e disponível.

Ninguém deve optar por uma ou outra - se não conhece bem a sua vocação - por conveniência pessoal, por se sentir, por assim dizer, mais protegido, mais próximo de Deus.

A nossa proximidade o com o Senhor vai muito mais além: é intimidade, logo esta existirá estejamos onde estivermos.



(ama, reflexões, 25.11.2016)

Evangelho e comentário

Tempo de Páscoa


Evangelho: Jo 21, 1-14

1 Depois disto, Jesus voltou a mostrar-Se aos Seus discípulos, junto do mar de Tiberíades. Mostrou-Se deste modo:2 Estavam juntos Simão Pedro, Tomé, chamado Dídimo, Natanael, que era de Caná da Galileia, os filhos de Zebedeu e dois outros dos Seus discípulos.3 Simão Pedro disse-lhes: «Vou pescar». Responderam-lhe: «Nós vamos também contigo». Partiram e entraram numa barca. Naquela noite nada apanharam.4 Chegada a manhã, Jesus apresentou-Se na praia; mas os discípulos não conheceram que era Ele.5 Jesus disse-lhes: «Rapazes, tendes alguma coisa para comer?». Responderam-Lhe: «Nada».6 Disse-lhes: «Lançai a rede para o lado direito do barco, e encontrareis». Lançaram a rede e já não a podiam arrastar, por causa da grande quantidade de peixes.7 Então aquele discípulo a quem Jesus amava disse a Pedro: «É o Senhor!». Simão Pedro, ao ouvir dizer que era o Senhor, cingiu-se com a túnica, porque estava nu, e lançou-se à água.8 Os outros discípulos, que não estavam distantes de terra, senão duzentos côvados, vieram no barco puxando a rede cheia de peixes.9 Logo que saltaram para terra, viram umas brasas acesas, peixe em cima delas, e pão.10 Jesus disse-lhes: «Trazei dos peixes que apanhastes agora».11 Simão Pedro subiu à barca e arrastou a rede para terra, cheia de cento e cinquenta e três grandes peixes. E, sendo tantos, não se rompeu a rede.12 Jesus disse-lhes: «Vinde comer». Nenhum dos discípulos ousava perguntar-Lhe: «Quem és Tu?», sabendo que era o Senhor. 13 Jesus aproximou-Se, tomou o pão e deu-lho, fazendo o mesmo com o peixe. 14 Foi esta a terceira vez que Jesus Se manifestou aos discípulos depois de ter ressuscitado dos mortos.

Comentário:

Onde lançar a rede do nosso apostolado?

Debatemo-nos muitas vezes com esta pergunta que tem toda a razão de ser. Vemos à nossa volta, tantos e tantas que necessitam ser “apanhados” pela rede divina porque andam pela vida como que perdidos ou desorientados.

Não percamos muito tempo com “planos” e “estratégias”, vamos, antes, ao nosso director espiritual que nos dirá com segurança e são critério como, com quem e quando fazer.

Só assim o apostolado deixa de ser “nosso” e será – como deve ser – o apostolado em nome e por Nosso Senhor Jesus Cristo.

(ama, comentário sobre Jo 21, 1-14, 2016.04.01)




Doutrina – 276

CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA

Compêndio


PRIMEIRA PARTE: A PROFISSÃO DA FÉ

SEGUNDA SECÇÃO: A PROFISSÃO DA FÉ CRISTÃ

CAPÍTULO PRIMEIRO CREIO EM DEUS PAI

OS SÍMBOLOS DA FÉ

55. Em que consiste a Providência divina?


A Providência divina consiste nas disposições com as quais Deus conduz as suas criaturas para a perfeição última, à qual Ele as chamou. Deus é o autor soberano do seu desígnio. Mas para a realização do mesmo serve-se também da cooperação das suas criaturas. Ao mesmo tempo, dá às criaturas a dignidade de agirem por si mesmas, de serem causas umas das outras.

Epístolas de São Paulo – 52

Carta aos Gálatas

Capítulo 3

II. O EVANGELHO FAZ-NOS FILHOS DE DEUS (3,1-4,7)

Recebemos o Espírito

1Oh Gálatas insensatos! Quem vos enfeitiçou, a vós, a cujos olhos foi exposto Jesus Cristo crucificado? 2Só isto quero saber de vós: foi pelas obras da Lei que recebestes o Espírito ou pela pregação da fé? 3Sois tão insensatos que, tendo começado pelo Espírito, quereis agora, pela carne, chegar à perfeição? 4Foi em vão que experimentastes coisas tão grandiosas? Se é que foi mesmo em vão! 5Aquele que vos concede o Espírito e opera milagres entre vós, será, pois, que o faz pelas obras da Lei ou pela pregação da fé?

Como Abraão, salvos pela fé

6Assim foi com Abraão: teve fé em Deus e isso foi-lhe atribuído à conta de justiça. 7Ficai, por isso, a saber: os que dependem da fé é que são filhos de Abraão. 8E como a Escritura previu que é pela fé que Deus justifica os gentios, anunciou previamente como evangelho a Abraão: Serão abençoados em ti todos os povos. 9Assim, os que dependem da fé são abençoados com o crente Abraão.
10É que todos os que estão dependentes das obras da Lei estão sob maldição, pois está escrito: Maldito seja todo aquele que não persevera em tudo o que está escrito no livro da Lei, em ordem a cumpri-lo. 11E que, pela Lei, ninguém é justificado diante de Deus, é coisa evidente, pois aquele que é justo pela fé é que viverá. 12E a Lei não está dependente da fé; pelo contrário: Quem cumprir as suas prescrições viverá por elas. 13Cristo resgatou-nos da maldição da Lei, ao fazer-se maldição por nós, pois está escrito: Maldito seja todo aquele que é suspenso no madeiro. 14Isto, para que a bênção de Abraão chegasse até aos gentios, em Cristo Jesus, para recebermos a promessa do Espírito, por meio da fé.

A Lei de Moisés não anula as promessas a Abraão

15Irmãos, vou falar-vos à maneira humana: Mesmo vindo de um homem, um testamento que tenha entrado em vigor ninguém o pode anular ou aumentar. 16Ora, as promessas foram feitas a Abraão e à sua descendência. Não se diz: «e às descendências», como se de muitas se tratasse; trata-se, sim, de uma só: E à tua descendência, que é Cristo. 17Ora, é exactamente isto que quero dizer: um testamento que antes tinha sido posto em vigor por Deus, não é a Lei, aparecida quatrocentos e trinta anos depois, que o vai invalidar e assim anular a promessa. 18É que, se é da Lei que vem a herança, então não é da promessa. Mas foi pela promessa que Deus concedeu a sua graça a Abraão.

A Lei, pedagogo até Cristo chegar

19Porquê, então, a Lei? Por causa das transgressões é que ela foi acrescentada, até chegar a descendência a quem a promessa foi feita; foi estabelecida através de anjos pela mão de um mediador. 20Ora, o mediador não o é de um só, ao passo que Deus é único. 21Estará então a Lei contra as promessas de Deus? De maneira nenhuma! Pois, se tivesse sido dada uma lei que fosse capaz de dar a vida, a justiça viria realmente pela Lei. 22Só que a Escritura tudo fechou sob o pecado, para que a promessa fosse dada aos crentes pela fé em Jesus Cristo. 23Antes, porém, de chegar a fé, estávamos prisioneiros da Lei, estávamos fechados, até à fé que havia de revelar-se. 24Deste modo, a Lei tornou-se nosso pedagogo até Cristo, para que fôssemos justificados pela fé. 25Uma vez, porém, chegado o tempo da fé, já não estamos sob o domínio do pedagogo. 26É que todos vós sois filhos de Deus em Cristo Jesus, mediante a fé; 27pois todos os que fostes baptizados em Cristo, revestistes-vos de Cristo mediante a fé. 28Não há judeu nem grego; não há escravo nem livre; não há homem e mulher, porque todos sois um só em Cristo Jesus. 29E se sois de Cristo, sois então descendência de Abraão, herdeiros segundo a promessa.


Leitura espiritual

A Cidade Deus
A CIDADE DE DEUS


Vol. 2

LIVRO XI

CAPÍTULO XXXIV

Julgam alguns que, na criação do firmamento, os anjos são designados com o nome de águas separadas, julgando outros que as águas não foram separadas.

Pensaram alguns que com o nome de águas foram de certo modo designados os povos angélicos e que foi este o significado da frase:

Faça-se o firmamento entre uma água e outra água.[i]

Assim, os anjos seriam colocados acima do firmamento e abaixo dele as águas visíveis ou a multidão dos anjos maus ou toda a raça humana. Se assim foi, então já não se vê quando teriam sido criados os anjos, mas sim quando foram separados. Alguns negam (opinião sem fundamento e a mais perversa e ímpia) que as águas tenham sido criadas por Deus porque em parte nenhum a está escrito Deus disse: façam-se as águas! Com a mesma falta de fundamento poderiam também dizer isso da Terra: efectivamente, em parte nenhuma se lê disse Deus: faça-se a Terra! Mas está escrito, dizem eles:

No princípio fez Deus o céu e a terra.[ii]

Então, está aí compreendida a água pois sob o mesmo nome estão compreendidas uma e outra. Com efeito, como se lê num Salmo:

O mar é d’Ele e foi Ele mesmo quem o fez; e as suas mãos formaram a terra árida.[iii]

Mas os que pretendem que, sob o nome de águas que estão sobre os Céus, se quer designar os anjos, são impressionados pelo peso dos elementos e, por isso, pensam que a natureza fluida e pesada das águas não pode estabelecer-se nos lugares superiores do Mundo. Segundo undo este raciocínio, se esses pudessem fazer um homem não colocariam na cabeça a pituíta que em grego se chama φλέγμα e que ocupa o lugar das águas entre os elementos do nosso corpo. Com efeito, a cabeça é a sede deste flegma, conforme a obra tão bem ordenada de Deus, mas de tal forma absurda, segundo as conjecturas esses tais, que se não o soubéssemos e se estivesse escrito no Génesis que Deus colocou um humor fluido, frio, e por isso pesado, na região mais alta do corpo hum ano, estes pesadores de elementos recusar-se-iam absolutamente a admiti-lo; e se reconhecessem a autoridade da Escritura, julgariam que por tal seria necessário entender um a coisa totalmente diferente.

Mas se com cuidado sondássemos e discutíssemos tudo o que nesse livro sagrado se contém acerca da criação do mundo, muito haveria para dizer e seria preciso que nos afastássemos demasiadamente do plano da nossa obra — e já tratámos do que nos pareceu suficiente acerca destas sociedades de anjos, diversas e contrárias entre si, nas quais se encontram as origens das duas cidades, mesmo nas coisas humanas, de que estou decidido a voltar a falar. Mas já é tempo de acabarmos também com este livro.


(cont)

(Revisão da versão portuguesa por ama)





[i] Gen. I, 6.
[ii] Gen. I, 1.
[iii] Salmo XCIV, 5.

Pequena agendado cristão

Sexta-Feira


(Coisas muito simples, curtas, objectivas)




Propósito:

Contenção; alguma privação; ser humilde.


Senhor: Ajuda-me a ser contido, a privar-me de algo por pouco que seja, a ser humilde. Sou formado por este barro duro e seco que é o meu carácter, mas não Te importes, Senhor, não Te importes com este barro que não vale nada. Parte-o, esfrangalha-o nas Tuas mãos amorosas e, estou certo, daí sairá algo que se possa - que Tu possas - aproveitar. Não dês importância à minha prosápia, à minha vaidade, ao meu desejo incontido de protagonismo e evidência. Não sei nada, não posso nada, não tenho nada, não valho nada, não sou absolutamente nada.

Lembrar-me:
Filiação divina.

Ser Teu filho Senhor! De tal modo desejo que esta realidade tome posse de mim, que me entrego totalmente nas Tuas mãos amorosas de Pai misericordioso, e embora não saiba bem para que me queres, para que queres como filho a alguém como eu, entrego-me confiante que me conheces profundamente, com todos os meus defeitos e pequenas virtudes e é assim, e não de outro modo, que me queres ao pé de Ti. Não me afastes, Senhor. Eu sei que Tu não me afastarás nunca. Peço-Te que não permitas que alguma vez, nem por breves instantes, seja eu a afastar-me de Ti.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?