21/04/2017

Reflectindo 244

Entrega

A palavra por si só tem um peso que não pode deixar de se ter em consideração.

Entregar-se a alguém, a uma causa é evidentemente um acto livre da vontade que só fará sentido se for sério e consistente.

Entregar-se a Deus é exactamente o mesmo, ou seja, requer as mesmas premissas.

Tem, no entanto, um cariz especial porque esta entrega significa uma escolha que exclui todas as outras, uma vez que, Deus só nos aceita por inteiro, totalmente, com todas as nossas capacidades e potências e, além disso, estar pronto a servir como, quando e da forma que ele entender.

Na vida retirada do Convento ou na vida corrente meio do mundo, a entrega tem de ser total e disponível.

Ninguém deve optar por uma ou outra - se não conhece bem a sua vocação - por conveniência pessoal, por se sentir, por assim dizer, mais protegido, mais próximo de Deus.

A nossa proximidade o com o Senhor vai muito mais além: é intimidade, logo esta existirá estejamos onde estivermos.



(ama, reflexões, 25.11.2016)

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