Quarta-Feira
(Coisas muito simples, curtas, objectivas)
Propósito: Simplicidade e modéstia.
Senhor, ajuda-me a ser simples, a despir-me da minha ‘importância’, a ser contido no meu comportamento e nos meus desejos, deixando-me de quimeras e sonhos de grandeza e proeminência.
Lembrar-me: Do meu Anjo da Guarda.
Senhor, ajuda-me a lembrar-me do meu Anjo da Guarda, que eu não despreze companhia tão excelente. Ele está sempre a meu lado, vela por mim, alegra-se com as minhas alegrias e entristece-se com as minhas faltas.
Anjo da minha Guarda, perdoa-me a falta de correspondência ao teu interesse e protecção, a tua disponibilidade permanente. Perdoa-me ser tão mesquinho na retribuição de tantos favores recebidos.
Pequeno exame: Cumpri o propósito e lembrei-me do que me propus ontem?
|
Padroeiros do blog: SÃO PAULO; SÃO TOMÁS DE AQUINO; SÃO FILIPE DE NÉRI; SÃO JOSEMARIA ESCRIVÁ
24/04/2013
Pequena agenda do cristão
SOBRE RESUMOS DA FÉ CRISTÃ
2.
Relação entre a Igreja e o Estado 2
a)
Os valores morais devem informar a vida política
A proposta de um “Estado
ético”, que pretendesse definir o comportamento moral dos cidadãos, seria uma
teoria amplamente recusada, já que com frequência conduz ao totalitarismo ou,
pelo menos, implicaria uma tendência marcadamente autoritária. Não compete ao
Estado decidir o que está bem ou o que está mal, mas sim, tem a obrigação de
procurar e promover o bem comum e para isso terá, algumas vezes, a necessidade
de regulamentar o comportamento dos cidadãos.
No entanto, esta recusa de
um “Estado ético”, não deve levar ao erro oposto: a sua “neutralidade” moral
que de facto nem existe nem se pode dar. Com efeito, os valores morais indicam
os critérios que favorecem o desenvolvimento integral das pessoas; esse
desenvolvimento, na sua dimensão social, faz parte do bem terreno comum; e o
principal responsável do bem comum é o Estado. O Estado deve, entre outras
coisas, favorecer a conduta moral das pessoas, ao menos na vida social.
enrique
colom
Bibliografia
básica:
Catecismo
da Igreja Católica, 2104-2109; 2244-2246; 2419-2425.
Concílio
Vaticano II, Const. Gaudium et spes, 74-76; e Decl. Dignitatis Humanae, 1-8;
13-14.
João
Paulo II, Ex. ap. Christifideles Laici, 30-XII-88, 36-44.
Leituras
recomendadas:
São
Josemaria, Homilia «Amar o mundo apaixonadamente», em Temas actuais do
Cristianismo, 113-123.
Congregação
para a Doutrina da Fé, Nota doutrinal sobre algumas questões relativas ao
compromisso e à conduta dos católicos na vida política, 24-XI-2002.
Compêndio
da Doutrina Social da Igreja, 49-55; 60-71; 189-191; 238-243; 377-427.
(Resumos da Fé cristã: © 2013,
Gabinete de Informação do Opus Dei na Internet)
Se alguém não luta...
A
alegria é um bem cristão, que possuímos enquanto lutarmos, porque é
consequência da paz. A paz é fruto de ter vencido a guerra, e a vida do homem
sobre a terra, lemos na Escritura Santa, é luta. (Forja, 105)
A
tradição da Igreja sempre se referiu aos cristãos como milites Christi,
soldados de Cristo; soldados que dão serenidade aos outros enquanto combatem
continuamente contra as suas próprias más inclinações. Às vezes, por falta de
sentido sobrenatural, por uma descrença prática, não querem compreender de
forma alguma como milícia a vida na Terra. Insinuam maliciosamente que, se nos
consideramos milites Christi, há o perigo de utilizarmos a fé para fins temporais
de violência, de sedições. Esse modo de pensar é um triste e pouco lógico
simplismo, que costuma andar unido ao comodismo e à cobardia.
Nada
há de mais estranho à fé católica do que o fanatismo. Este conduz a estranhas
confusões, com os mais diversos matizes, entre o que é profano e o que é
espiritual. Tal perigo não existe, se a luta se entende como Cristo no-la
ensinou, isto é, como guerra de cada um consigo mesmo, como esforço sempre
renovado por amar mais a Deus, por desterrar o egoísmo, por servir todos os
homens. Renunciar a esta contenda, seja com que desculpa for, é declarar-se de
antemão derrotado, aniquilado, sem fé, com a alma caída e dissipada em
complacências mesquinhas.
Para
o cristão, o combate espiritual diante de Deus e de todos os irmãos na fé é uma
necessidade, uma consequência da sua condição. Por isso, se alguém não luta,
está a trair Jesus Cristo e todo o Corpo Místico, que é a Igreja. (Cristo
que passa, 74)
Tratado das paixões da alma 6
(Infra, q. 46, a. 1. ad 2, III
Sent., dist. XXVI, q. 1, a . 3, De Verit., q. 26, a. 4).
O
terceiro discute-se assim. ― Parece que toda paixão da alma tem oposição.
23/04/2013
SOBRE RESUMOS DA FÉ CRISTÃ
2.
Relação entre a Igreja e o Estado
A religião e a política
são âmbitos diferentes, embora não separados, pois o homem religioso e o
cidadão fundem-se na mesma pessoa que está chamada a cumprir, tanto os seus
deveres religiosos, como os seus deveres sociais, económicos e políticos. No
entanto, é necessário, que «os fiéis aprendam a distinguir com cuidado os
direitos e deveres que lhes competem por pertenceram à Igreja e os que lhes
competem enquanto membros da sociedade humana. Esforcem-se por conciliá-los
entre si, tendo presente que, em qualquer assunto temporal, devem guiar-se pela
consciência cristã, dado que nenhuma actividade humana, nem sequer na ordem
temporal, pode subtrair-se ao império de Deus. Concretamente, no nosso tempo é
da maior importância que essa distinção e esta harmonia brilhem com suma
clareza no comportamento dos fiéis» 5. Pode dizer-se que nestas
palavras se resume o modo como os católicos devem viver os ensinamentos do
Senhor: «Dai, a César o que é de César e a Deus o que é de Deus» (Mt
22,21).
A relação entre a Igreja e
o Estado implica, portanto, uma distinção sem separação, uma união sem confusão
(cf. Mt 22,15-21). Essa relação será correcta e frutuosa se seguir
três princípios fundamentais: aceitar a existência de um âmbito ético que
precede e informa a esfera política, distinguir a missão da religião e da
política, favorecer a colaboração entre estes dois âmbitos.
enrique
colom
Bibliografia
básica:
Catecismo
da Igreja Católica, 2104-2109; 2244-2246; 2419-2425.
Concílio
Vaticano II, Const. Gaudium et spes, 74-76; e Decl. Dignitatis Humanae, 1-8;
13-14.
João
Paulo II, Ex. ap. Christifideles Laici, 30-XII-88, 36-44.
Leituras
recomendadas:
São
Josemaria, Homilia «Amar o mundo apaixonadamente», em Temas actuais do
Cristianismo, 113-123.
Congregação
para a Doutrina da Fé, Nota doutrinal sobre algumas questões relativas ao
compromisso e à conduta dos católicos na vida política, 24-XI-2002.
Compêndio
da Doutrina Social da Igreja, 49-55; 60-71; 189-191; 238-243; 377-427.
(Resumos da Fé cristã: © 2013,
Gabinete de Informação do Opus Dei na Internet)
__________________________________
Notas:
5
Concílio Vaticano II, Const. Lumen Gentium, 36. Cf. Catecismo, 912.
Evangelho diário e comentário
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| Tempo de Páscoa IV Semana |
Evangelho: Jo 10, 22-30
22 Celebrava-se em
Jerusalém a festa da Dedicação. Era Inverno. 23 Jesus andava a passear no
templo, no pórtico de Salomão. 24 Rodearam-n'O os judeus e disseram-Lhe: «Até
quando nos manterás em suspenso? Se és o Messias, di-no-lo claramente». 25
Jesus respondeu-lhes: «Já vo-lo disse, e vós não Me credes. As obras que faço
em nome de Meu Pai, essas dão testemunho de Mim; 26 porém vós não credes,
porque não sois das Minhas ovelhas. 27 As Minhas ovelhas ouvem a Minha voz, e
Eu conheço-as, e elas seguem-Me. 28 Eu dou-lhes a vida eterna; elas jamais
hão-de perecer, e ninguém as arrebatará da Minha mão. 29 Meu Pai, que Mas deu,
é maior que todas as coisas; e ninguém pode arrebatá-las da mão de Meu Pai. 30
Eu e o Pai somos um».
Comentário:
E
eu...? Pertenço ao Teu rebanho?
Deixo-me
conduzir com docilidade, com espírito de obediência e entrega ou, pelo
contrário, quero fazer o que me apetece, como muito bem quero?
Se
só Ele conhece o caminho que leva às suculentas pastagens porque duvido ou
hesito?
Seguir-te-ei,
Senhor!
Este,
o grito que ressoa pela terra inteira com que nós, os cristãos, respondemos ao
Seu chamamento.
(ama, comentário sobre Jo 10, 22-30,
2011.05.17)
Pequena agenda do cristão
Terça-Feira
(Coisas muito simples, curtas, objectivas)
Propósito: Aplicação no trabalho.
Senhor, ajuda-me a fazer o que devo, quando devo, empenhando-me em fazê-lo bem feito para to poder oferecer.
Lembrar-me: Os que estão sem trabalho.
Senhor, lembra-te de tantos e tantas que procuram trabalho e não o encontram, provê às suas necessidades, dá-lhes esperança e confiança.
Pequeno exame: Cumpri o propósito e lembrei-me do que me propus ontem?
|
O Senhor procura o meu pobre coração
Quantos
anos a comungar diariamente! – Outro seria santo – disseste-me – e eu, sempre
na mesma! – Filho – respondi-te – continua com a Comunhão diária, e pensa: que
seria de mim, se não tivesse comungado? (Caminho, 534)
Recordai
– saboreando, na intimidade da alma, a infinita bondade divina – que, pelas
palavras da Consagração, Cristo vai tornar-se realmente presente na Hóstia, com
o seu Corpo, Sangue, Alma e Divindade. Adorai-O com reverência e devoção;
renovai na sua presença o oferecimento sincero do vosso amor; dizei-lhe sem
medo que Lhe quereis; agradecei-lhe esta prova diária de misericórdia tão cheia
de ternura, e fomentai o desejo de vos aproximardes da comunhão com confiança.
Eu surpreendo-me perante este mistério de Amor: o Senhor procura como trono o
meu pobre coração, para não me abandonar, se eu não me afastar d'Ele.
Reconfortados
pela presença de Cristo, alimentados pelo seu Corpo, seremos fiéis durante esta
vida terrena, e mais tarde no Céu, junto de Jesus e de Sua Mãe, chamar-nos-emos
vencedores. Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte, o teu
aguilhão? Demos graças a Deus que nos trouxe a vitória, pela virtude de Nosso
Senhor Jesus Cristo. (Cristo que passa, 161)
Tratado das paixões da alma 5

Art. 2 ― Se a
contrariedade entre as paixões do irascível é correlativa à existente entre o
bem e o mal.
(III Sent., dist. XXVI, q. 1, a
. 3, De Verit., q. 26, a . 4).
O
segundo discute-se assim. ― Parece que a contrariedade entre as paixões do
irascível é correlativa à existente entre o bem e o mal.
22/04/2013
Evangelho diário e comentário
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| Tempo de Páscoa IV Semana |
Evangelho: Jo 10, 1-10
«Em verdade, em verdade vos digo que
quem não entra pela porta no redil das ovelhas, mas sobe por outra parte, é
ladrão e salteador. 2 Aquele que entra pela porta é pastor das ovelhas. 3 A
este o porteiro abre e as ovelhas ouvem a sua voz, ele as chama pelo seu nome e
as tira para fora. 4 Quando as tirou para fora, vai à frente delas e as ovelhas
seguem-no, porque conhecem a sua voz. 5 Mas não seguem o estranho, antes fogem
dele, porque não conhecem a voz dos estranhos». 6 Jesus disse-lhes esta
alegoria, mas eles não compreenderam o que lhes dizia. 7 Tornou, pois, Jesus a
dizer-lhes: «Em verdade, em verdade vos digo que Eu sou a porta das ovelhas. 8
Todos os que vieram antes de Mim são ladrões e salteadores; mas as ovelhas não
os ouviram. 9 Eu sou a porta; se alguém entrar por Mim, será salvo, entrará e
sairá e encontrará pastagens. 10 O ladrão não vem senão para roubar, matar e
destruir. Eu vim para que elas tenham vida e a tenham abundantemente.
Comentário:
Talvez que, no
nosso tempo, estas imagens de pastor e ovelhas, rebanho e redil, possam parecer
estranhas a alguns e, eu entendo porquê já que, esses, não se importam nada considerarem-se
descendentes de macacos.
Nós, cristãos,
preferimos ser tratados como pessoas criadas tal qual somos – humanos e à
imagem e semelhança de Deus impressa por Ele nas nossas almas – e, sem negar ou
validar a evolução das espécies, questão que não nos incomoda nem perturba,
aceitar-mos de bom grado estas comparações que o Senhor usa para, de certa forma,
diferenciar os que Lhe pertencem, por vontade própria, dos que não querem
aceitá-lo como Jesus Cristo, Segunda Pessoa da Santíssima Trindade, Nosso
Senhor e nosso Deus.
Sentimos, até, uma
certa ternura ao considerarmos que Quem nos guia é, de facto, um Pastor
solícito e atento às nossas necessidades e desejos.
Ah! E um Pastor que
não queira de nós outra coisa que não seja amor!
(ama,
comentário sobre Jo 10, 1-10, 2013.03.01)
Pequena agenda do cristão
Segunda-Feira
(Coisas muito
simples, curtas, objectivas)
Propósito: Sorrir;
ser amável; prestar serviço.
Senhor que eu faça ‘boa cara’,
que seja alegre e transmita aos outros, principalmente em minha casa, boa
disposição.
Senhor
que eu sirva sem reserva de intenção de ser recompensado; servir com
naturalidade; prestar pequenos ou grandes serviços a todos mesmo àqueles que
nada me são. Servir fazendo o que devo sem olhar à minha pretensa ‘dignidade’
ou ‘importância’ ‘feridas’ em serviço discreto ou desprovido de relevo, dando
graças pela oportunidade de ser útil.
Lembrar-me: Papa,
Bispos, Sacerdotes.
Que o Senhor assista o Papa e
vivifique santificando-o na terra e não consinta que se deixe vencer pelos
seus inimigos.
Que os Bispos se mantenham firmes
na Fé, apascentando a Tua Igreja na Tua fortaleza.
Que os Sacerdotes sejam fiéis à sua
vocação e guias seguros do Povo de Deus.
Pequeno exame: Cumpri o propósito e lembrei-me do
que me propus ontem?
|
SOBRE RESUMOS DA FÉ CRISTÃ
A salvação realizada por
Cristo, e consequentemente a missão da Igreja, dirige-se ao homem na sua
integridade e, portanto, como pessoa que vive em sociedade.
1.
A missão da Igreja no mundo
A salvação realizada por
Cristo, e consequentemente a missão da Igreja, dirige-se ao homem na sua
integridade; por isso, quando a Igreja propõe a sua Doutrina Social, não só não
se afasta da sua missão, como a cumpre fielmente. Mais ainda, a evangelização
não seria autêntica se não tivesse em conta a relação entre o Evangelho e a
conduta pessoal, quer a nível individual quer social. Além disso, como a Igreja
vive no mundo é lógico, e mesmo devido, que se relacione com ele de modo
harmónico, respeitando a estrutura e finalidade própria da natureza das
distintas organizações humanas.
Assim, a Igreja tem a
missão, que é também um direito, de se ocupar dos problemas sociais. Quando o
faz, «não pode ser acusada de ultrapassar o seu campo específico de competência
e, muito menos, o mandato recebido do Senhor» 1.
Neste âmbito, a missão da
Igreja não se limita a propor normativas éticas. Basicamente, trata-se de
mostrar a dimensão evangélica da vida social de acordo com a verdade completa
sobre o homem, de ensinar a conduta congruente com essa verdade e de exortar ao
seu cumprimento.
De facto, entre a vida
cristã e a promoção humana, existe uma profunda e essencial união, um nexo
antropológico, um vínculo teológico e um dever de caridade 2. No
entanto, essa harmonia não significa confusão: a meta da conduta cristã é a
identificação com Cristo; a sua libertação é, essencialmente, libertação do
pecado, que certamente exige o empenho das libertações sectoriais 3.
Esta distinção é a base da autonomia das realidades terrenas.
Os ensinamentos do
Magistério neste campo não se estendem aos aspectos técnicos, nem propõem
sistemas de organização social, que não pertencem à sua missão. Estes
ensinamentos têm como objectivo a formação das consciências, não dificultando,
assim, a autonomia das realidades terrenas 4.
Deste modo, não compete à
Hierarquia uma função directa na organização da sociedade; a sua obrigação é
ensinar e interpretar de modo autêntico os princípios morais neste campo. Por
isso, a Igreja aceita qualquer sistema social em que se respeite a dignidade
humana e os fiéis devem acolher o Magistério social com uma adesão da inteligência,
da vontade e das obras (cf. Lc 10,16; Catecismo, 2032 e 2037).
enrique
colom
Bibliografia
básica:
Catecismo
da Igreja Católica, 2104-2109; 2244-2246; 2419-2425.
Concílio
Vaticano II, Const. Gaudium et spes, 74-76; e Decl. Dignitatis Humanae, 1-8;
13-14.
João
Paulo II, Ex. ap. Christifideles Laici, 30-XII-88, 36-44.
Leituras
recomendadas:
São
Josemaria, Homilia «Amar o mundo apaixonadamente», em Temas actuais do
Cristianismo, 113-123.
Congregação
para a Doutrina da Fé, Nota doutrinal sobre algumas questões relativas ao
compromisso e à conduta dos católicos na vida política, 24-XI-2002.
Compêndio
da Doutrina Social da Igreja, 49-55; 60-71; 189-191; 238-243; 377-427.
(Resumos da Fé cristã: © 2013,
Gabinete de Informação do Opus Dei na Internet)
__________________________________
Notas:
1
João Paulo II, Enc. Sollicitudo Rei Socialis, 8, 30-XII-1987; cf. Paulo VI, Ex.
Ap. Evangelii Nuntiandi, 29 e 30, 8-XII-1975; João Paulo II, Discurso em
Puebla, III; Enc. Redemptor Hominis, 15, 4-III-1979; Compêndio DSI, 64 e 71.
2
Cf. Paulo VI, Ex. Ap. Evangelii Nuntiandi, 31. A união do humano com o divino é
muito própria do Opus Dei: o seu Fundador dizia que toda a vida dos seus fiéis
é «um serviço de metas exclusivamente sobrenaturais, porque o Opus Dei não é
nem nunca será — nem poderá sê-lo — um instrumento temporal; mas é ao mesmo
tempo um serviço humano, porque não fazeis senão procurar conseguir a perfeição
cristã no mundo, honestamente, com a vossa libérrima e responsável actuação em
todos os campos da actividade dos cidadãos. Um serviço abnegado, que não
envilece, mas que educa, que engrandece o coração — torna-o mais romano, no
sentido mais nobre desta palavra — e leva a procurar a honra e o bem do povo de
cada país, para que haja, cada dia, menos pobres, menos ignorantes, menos almas
sem fé, menos desesperados, menos guerras, menos insegurança, mais caridade e
mais paz» (São Josemaria, Carta 31-V-1943, n. 1 em J.L. Illanes, F. Ocáriz, P.
Rodríguez, O Opus Dei na Igreja, Rei dos Livros, Lisboa, 1993.
3
Cf. Paulo VI, Ex. Ap. Evangelii Nuntiandi, 9, 33-35; Congregação para a
Doutrina da Fé, Inst. Libertatis Conscientia, 23-III-1986, 23.
4
Falando dos valores que favorecem o desenvolvimento da dignidade humana, o Compêndio
indica: «O respeito pela legítima autonomia das realidades terrenas leva a
Igreja a não assumir competências específicas de ordem técnica e temporal, mas
não a impede de intervir para mostrar como, nas diferentes opções do homem,
estes valores são afirmados ou, pelo contrário, negados» (Compêndio DSI, 197).
Cf. Concílio Vaticano II, Const. Gaudium et Spes, 36 e 42; Paulo VI, Enc.
Populorum Progressio, 26-III-1967, 13; João Paulo II, Enc. Sollicitudo Rei
Socialis, 41; Compêndio DSI, 68 e 81.
Tantos anos a lutar...
Surgiram
nuvens negras de falta de vontade, de perda de entusiasmo. Caíram aguaceiros de
tristeza, com a clara sensação de te encontrares atado. E, como remate, vieram
os desânimos, que nascem de uma realidade mais ou menos objectiva: tantos anos
a lutar... e ainda estás tão atrasado, tão longe! Tudo isso é necessário, e
Deus conta com isso. Para conseguirmos o "gaudium cum pace" – a paz e
a alegria verdadeiras – havemos de acrescentar à certeza da nossa filiação
divina, que nos enche de optimismo, o reconhecimento da nossa própria fraqueza
pessoal. (Sulco,
78)
Mesmo
nos momentos em que percebemos mais profundamente a nossa limitação, podemos e
devemos olhar para Deus Pai, Deus Filho, Deus Espírito Santo, sabendo-nos
participantes da vida divina. Nunca existe razão suficiente para voltarmos
atrás: o Senhor está ao nosso lado. Temos que ser fiéis, leais, encarar as
nossas obrigações, encontrando em Jesus o amor e o estímulo para compreender os
erros dos outros e superar os nossos próprios erros. Assim, todos esses desalentos
– os teus, os meus, os de todos os homens – servem também de suporte ao reino
de Cristo.
Reconheçamos
as nossas fraquezas, mas confessemos o poder de Deus. O optimismo, a alegria, a
convicção firme de que o Senhor quer servir-se de nós têm de informar a vida
cristã. Se nos sentirmos parte dessa Igreja Santa, se nos considerarmos
sustentados pela rocha firme de Pedro e pela acção do Espírito Santo,
decidir-nos-emos a cumprir o pequeno dever de cada instante: semear todos os
dias um pouco. E a colheita fará transbordar os celeiros. (Cristo
que passa, 160)
Tratado das paixões da alma 4
Em seguida devemos tratar da diferença das paixões entre si.
E
sobre esta questão quatro artigos se discutem:
Art.
1 ― Se as paixões do apetite irascível são as mesmas do concupiscível.
Art.
2 ― Se a contrariedade entre as paixões do irascível é correlativa à existente
entre o bem e o mal.
Art.
3 ― Se toda paixão da alma tem contrária.
Art.
4 ― Se uma mesma potência pode ter paixões especificamente diferentes e não
contrárias entre si.
Art. 1 ― Se as paixões do
apetite irascível são as mesmas do concupiscível.
(De
Verit., q. 26, a. 4).
O
primeiro discute-se assim. ― Parece que as paixões do apetite irascível são as
mesmas do concupiscível.
21/04/2013
Evangelho diário e comentário
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| Tempo de Páscoa IV Semana |
Stº Anselmo – Doutor da Igreja
Evangelho: Jo 10, 27-30
27
As Minhas ovelhas ouvem a Minha voz, e Eu conheço-as, e elas seguem-Me. 28 Eu
dou-lhes a vida eterna; elas jamais hão-de perecer, e ninguém as arrebatará da
Minha mão. 29 Meu Pai, que Mas deu, é maior que todas as coisas; e ninguém pode
arrebatá-las da mão de Meu Pai. 30 Eu e o Pai somos um».
Comentário:
O Senhor fala de ovelhas, rebanho e pastores. Parecem
imagens bucólicas de uma história corrente e simples.
De facto, que somos nós, criaturas de Deus, senão
membros de um imenso rebanho que se espalha por toda a terra?
E, se é, de facto, assim, que de mais natural haverá que
termos um pastor para nos guardar dos perigos que espreitam nas esquinas da
vida e nos guie por caminhos seguros que conduzam às pastagens que precisamos
para saciar a nossa fome?
Pode este Pastor - como a Si próprio Se chama - fazer
coisa diferente que cuidar com extremoso amor que nenhum se perca?
Eu, sei que não porque, este Pastor é Cristo, Segunda
Pessoa da Santíssima Trindade que não pode enganar-se nem engar-nos.
(ama,
comentário sobre Jo 10, 27-30, 2010.04.25)
Pequena agenda do cristão
|
Domingo
(Coisas muito
simples, curtas, objectivas)
Propósito: Viver
a família.
Senhor, que a
minha família seja um espelho da Tua Família em Nazareth, que cada,
absolutamente, contribua para a união de todos pondo de lado diferenças,
azedumes, queixas que afastam e escurecem o ambiente. Que os lares de cada um
sejam luminosos e alegres.
Lembrar-me: Cultivar
a Fé.
São Tomé,
prostrado a Teus pés, disse-te: Meu Senhor e meu Deus!
Não tenho pena nem inveja de não ter
estado presente. Tu mesmo disseste: Bem-aventurados os que crêem sem terem
visto.
E eu creio, Senhor.
Creio firmemente que Tu és o Cristo
Redentor que me salvou para a vida eterna, o meu Deus e Senhor a quem quero
amar com todas as minhas forças e, a quem ofereço a minha vida. Sou bem pouca
coisa, não sei sequer para que me queres mas, se me crias-te é porque tens
planos para mim. Quero cumpri-los com todo o meu coração.
Pequeno exame: Cumpri o propósito e lembrei-me do
que me propus ontem?
|
Não te assustes ao veres-te tal como és
Não
necessito de milagres; bastam-me os que há na Escritura. – Pelo contrário,
faz-me falta o teu cumprimento do dever, a tua correspondência à graça. (Caminho,
362)
Repitamos
com a palavra e com as obras: Senhor, confio em Ti, basta-me a tua providência
ordinária, a tua ajuda de cada dia. Não temos por que pedir a Deus grandes
milagres. Temos de lhe suplicar, pelo contrário, que aumente a nossa fé, que
ilumine a nossa inteligência, que fortaleça a nossa vontade. Jesus está sempre
junto de nós e permanece fiel.
Desde
o começo da minha pregação, preveni-vos contra um falso endeusamento. Não te
assustes ao veres-te tal como és: assim, feito de barro. Não te preocupes.
Porque, tu e eu somos filhos de Deus, – este é o endeusamento bom – escolhidos
desde a eternidade, com uma vocação divina: escolheu-nos o Pai, por Jesus
Cristo, antes da criação do mundo, para que sejamos santos diante dele. Nós,
que somos especialmente de Deus, seus instrumentos apesar da nossa pobre
miséria pessoal, seremos eficazes se não perdermos o conhecimento da nossa
fraqueza. As tentações dão-nos a dimensão da nossa própria fraqueza.
Se
sentimos desalento ao experimentar – talvez de um modo particularmente vivo – a
nossa mesquinhez, é o momento de nos abandonarmos por completo, com docilidade,
nas mãos de Deus. Conta-se que, certo dia, um mendigo saiu ao encontro de
Alexandre Magno, pedindo uma esmola. Alexandre parou e ordenou que o fizessem
senhor de cinco cidades. O pobre, confundido e atordoado, exclamou: eu não
pedia tanto! E Alexandre respondeu: tu pediste como quem és; eu dou-te como
quem sou. (Cristo que passa, 160)
Tratado das paixões da alma 3
(I, q. 20, a . 1, ad 1, III
Sent., dist. XV, q. 2, a . 1, qª 2, IV dist. XLIX, q. 3, a . 1, qª 2, ad 1, De
Verit., q. 26, a . 3, II Ethic., lect. V).
O
terceiro discute-se assim. ― Parece que a paixão não reside mais no apetite
sensitivo que no intelectivo.
SOBRE RESUMOS DA FÉ CRISTÃ

1.
A Igreja na história 13
5.
A Idade Contemporânea (a partir de 1789) 3
Pio XII teve que enfrentar
a terrível prova da Segunda Guerra Mundial, durante a qual actuou de diversos
modos para salvar da perseguição nacional-socialista o maior número possível de
judeus (calcula-se que a Igreja Católica tenha salvo, aproximadamente 800.000);
com um procedimento realista, não considerou oportuno fazer uma denúncia
pública, visto que esta teria piorado a grave situação dos católicos também
perseguidos em vários dos territórios ocupados pelos alemães, e teria anulado a
sua possibilidade de intervir em favor dos judeus. Muitas altas personalidades
do mundo israelita reconheceram publicamente, depois da guerra, os grandes
méritos deste Papa em relação ao seu povo.
João XXIII convocou o Concílio
Vaticano II (1962-1965), que foi concluído por Paulo VI, e que abriu uma época
pastoral diversa na Igreja, salientando o chamamento universal à santidade, a
importância do esforço ecuménico, os aspectos positivos da modernidade, a
ampliação do diálogo com outras religiões e com a cultura. Nos anos a seguir ao
Concílio, a Igreja sofreu uma profunda crise interna de carácter doutrinal e
disciplinar, que conseguiu superar, em boa medida, durante o longo pontificado
de João Paulo II (1978-2005), papa de extraordinária personalidade, que fez com
que a Santa Sé tivesse níveis de popularidade e prestígio nunca antes
conhecidos, dentro e fora da Igreja Católica.
carlo
pioppi
Bibliografia básica
J. Orlandis, História
Breve do Cristianismo, Rei dos Livros, 1993.
M. Clemente, A Igreja no
tempo, Grifo, 2000.
A. Torresani, Breve storia
della Chiesa, Ares, Milano 1989.
(Resumos
da Fé cristã: © 2013, Gabinete de Informação do Opus Dei na Internet)
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