08/07/2011

Evangelho do dia e comentário







T. Comum– XIV Semana




Evangelho: Mt 10, 16-23

16 «Eis que Eu vos envio como ovelhas entre lobos. Sede, pois, prudentes como serpentes e simples como pombas. 17 Acautelai-vos dos homens, porque vos farão comparecer nos seus tribunais e vos açoitarão nas sinagogas. 18 Sereis levados por Minha causa à presença dos governadores e dos reis, para dar testemunho diante deles e diante dos gentios. 19 Quando vos entregarem, não cuideis como ou o que haveis de falar, porque naquela hora vos será inspirado o que haveis de dizer. 20 Porque não sereis vós que falais, mas o Espírito de vosso Pai é o que falará em vós. 21 O irmão entregará à morte o seu irmão e o pai o seu filho; os filhos se levantarão contra os pais e lhes darão a morte.22 Vós, por causa do Meu nome, sereis odiados por todos; aquele, porém, que perseverar até ao fim será salvo. 23 Quando vos perseguirem numa cidade, fugi para outra. Em verdade vos digo que não acabareis de percorrer as cidades de Israel sem que venha o Filho do Homem.

Meditação:

Um preço demasiado alto para o prémio prometido?

Detenhamo-nos, então, um pouco a pensar no prémio, que é, nada menos, a salvação!

Desprezar este prémio é loucura, sem dúvida mas, a verdade é que, para o conquistar é necessário, também, ser louco.

Sim, louco de amor por Cristo o primeiro e maior de todos os loucos: deu a própria vida por amor!

Que é isto senão loucura?

Pois, meu Senhor, seja eu "possuído" por essa loucura divina para que Te siga sempre e, fazendo-o, mereça ser salvo para a vida eterna.

(ama, meditação sobre Mt 10, 16-23, 2010.07.09)

07/07/2011

Diálogos apostólicos

Diálogos
A experiência de muitos autores espirituais que sabem muito bem “estas 
coisas”, aconselha que se deve fazer em primeiro lugar o que não pode deixar de ser feito.

Assim, no teu plano de férias, põe logo à cabeça: horas de oração, de leitura espiritual, de uma visita ao Santíssimo, a Santa Missa.

2011.07.07

Porque te queixas

Ainda pensas que tens o salário baixo?

Música e repouso

Mozart Sinfonía nº 41 "Jupiter" - VPO Karl Bohm (1 de 4)



Monserrat Caballé: Deus está junto de nós continuamente

MONTSERRAT CABALLE-1.JPGA minha vida não teria sentido sem o canto, sem a arte. Sem este dom de exprimir de maneira excepcional, privilegiada, o amor, a bondade, o patriotismo, os meus sentimentos mais íntimos, mais nobres, mais elevados. Poder partilhar esses sentimentos com os outros é a minha maior satisfação.

Há muitos anos alguém me ofereceu “Caminho” onde estão compendiados pensamentos que ajudam a encontrar Cristo, e aí tive ocasião de ler: É preciso convencermo-nos de que Deus está junto de nós continuamente. - Vivemos como se o Senhor estivesse lá longe, onde brilham as estrelas, e não consideramos que também está sempre ao nosso lado. Estas palavras animaram-me a viver de fé no meu trabalho, a não me esquecer de rezar antes de entrar em cena, a falar com Deus, de uma maneira ou de outra, ao longo do dia, para entender que a minha fé pode ultrapassar o meu âmbito pessoal.

Porém a minha vida não teria sentido sem a minha família, sem todo o conjunto de valores que me rodeiam. Assim, se por imperativos profissionais, tenho de me deslocar e viajar de um extremo ao outro do globo, sempre procuro os espaços necessários para cuidar desses valores: a fidelidade, a união e o amor para com os amigos. Nesse sentido, as palavras de João Paulo II na sua carta “No início do novo milénio” são muito reconfortantes: A caridade converter-se-á então necessariamente em serviço à cultura, à política, à economia, à família, para que em todo o mundo se respeitem os princípios fundamentais de que depende o destino do ser humano e o futuro da civilização.

Tudo isto: o meu trabalho, a minha família procurei elevá-los através da fé que professo e me faz esperar o prémio maior, o êxito mais surpreendente, a alegria no coração dos que procuram o Senhor.

INFORMAÇÕES MUITO BREVES   [De vez em quando]

Liberalização do aborto - Irreversível, porquê? -

Quase por acaso, a eventual alteração da lei que entre nós liberalizou o aborto foi abordada na recente campanha eleitoral. A uma hipotética e remota possibilidade de alteração dessa lei foi dada uma veemente resposta por muitos políticos: «podem tirar o cavalinho da chuva»; «a sociedade não volta para traz»; seria «um retrocesso civilizacional». Se os partidários da liberalização não pararam enquanto não convocaram um segundo referendo depois da derrota no primeiro, igual direito não é reconhecido aos adversários dessa liberalização quanto à eventual convocação de um terceiro referendo. Parece, assim, que estamos no domínio do intocável e do irreversível.

Esta ideia de uma inexorável lei histórica choca, porém, com os princípios que regem as democracias e as sociedades abertas, onde, como também foi a propósito salientado, temas como este não podem ser “tabu”. «O futuro está aberto» - salientava Karl Popper quando contrapunha esses princípios à visão marxista de uma história fechada e pré-determinada.
E essa suposta irreversibilidade também não é confirmada pela história recente. A Polónia tem hoje, e na sequência da queda do regime comunista, uma legislação que restringe acentuadamente o aborto, com reflexos efectivos na sua prática, depois de ter conhecido uma experiência de verdadeira banalização. A opinião pública dos Estados Unidos – confirmam-no os mais recentes estudos – aceita cada vez menos o status quoda liberalização do aborto - de que esse país foi pioneiro desde o longínquo ano de 1973 - e a tendência pró-vida é aí hoje quase maioritária. Por estes dias, discute-se na Rússia uma alteração legislativa, com motivações de ordem ética e demográfica, tendente à restrição do aborto (designadamente o fim do seu financiamento público), cuja prática chega actualmente aos 74 por cada 100 nascimentos.
Quanto ao “retrocesso civilizacional”, uma ideia não deixa de me vir à mente.
No Império Romano, os primeiros cristãos distinguiam-se do comum das pessoas por não aderirem a uma prática então generalizada: a morte ou abandono de crianças recém-nascidas e não desejadas. Assim o afirma a célebre Carta a Dioneto, que traça um retrato desse grupo. Ilustres filósofos gregos e latinos aceitaram essa prática sem remorsos. Se hoje ela nos choca, devemo-lo às raízes judaico-cristãs da nossa cultura. Na tutela da vida, em especial das crianças, dos deficientes, dos mais débeis e indefesos, identificamos um sinal de autêntico progresso civilizacional. Progressos civilizacionais, encontramo-los no cada vez menos frequente recurso à pena de morte, ou à guerra como forma de resolução dos conflitos. É a cada vez mais acentuada tutela da vida humana que pode representar um progresso civilizacional. Não certamente o contrário.
Assistimos hoje, porém, ao requestionar da ilicitude moral do infanticídio. Influentes filósofos como Peter Singer e Michael Tooley defendem a licitude dessa prática. A razão fundamental tem a ver com a “desumanização” da criança recém-nascida a partir de argumentos que também serviram para “desumanizar” o feto e assim legitimar o aborto; se o feto não é pessoa, também não o é a criança recém-nascida; se o feto deficiente não tem direito à vida, também não o terá a criança recém-nascida com uma deficiência que só então possa ser detectada. Afinal, o que distingue substancialmente um ser humano pouco antes ou pouco depois de nascer?
Não será certamente este um “progresso civilizacional”. Regressamos a visões pré-cristãs que se pensariam superadas, além do mais porque também contrárias a qualquer visão humanista.
Para muitos, e por isto mesmo, a liberalização do aborto nunca poderá ser vista como “progresso civilizacional”. Têm, pelo menos, o direito de ser ouvidos e considerados, e não marginalizados como “ultra-conservadores “ ou “ultra minoritários”.

pedro vaz patto

TEXTOS DE SÃO JOSEMARIA ESCRIVÁ

“Aprendei a fazer o bem”

Quando estiveres com uma pessoa, tens de ver nela uma alma: uma alma que é preciso ajudar, que é preciso compreender, com quem é preciso conviver e que é preciso salvar. (Forja, 573)


Agrada-me citar umas palavras que o Espírito Santo nos comunica pela boca do profeta Isaías: discite benefacere, aprendei a fazer o bem. (...)
A caridade para com o próximo é uma manifestação do amor a Deus. Por isso, ao esforçarmo-nos por melhorar nesta virtude, não podemos fixar nenhum limite. Com o Senhor, a única medida é amar sem medida, pois, por um lado jamais chegaremos a agradecer suficientemente o que Ele tem feito por nós e, por outro, assim se revela o mesmo amor de Deus às suas criaturas: com excesso, sem cálculo, sem fronteiras.
A misericórdia não se limita a uma simples atitude de compaixão; a misericórdia identifica-se com a superabundância da caridade que, ao mesmo tempo, traz consigo a superabundância da justiça. Misericórdia significa manter o coração em carne viva, humana e divinamente repassado por um amor rijo, sacrificado e generoso. (Amigos de Deus, 232)

© Gabinete de Informação do Opus Dei na Internet

Laicismo e a Religião.

Conta, peso e medida
Em que se baseia o laicismo?



Para instaurar as suas teses, o laicismo baseia-se em duas ideias correctas mas mal entendidas: 

a separação Igreja-Estado e a liberdade religiosa.



Ideiasrapidas, trad ama

Tema para breve reflexão

Reflectindo
Quarto Mandamento – Estudante

Não é vulgar que um estudante se acuse, em confissão, de faltar ao quarto Mandamento pelo facto de ser cábula e ter reprovado nos exames, embora se trate de coisas de que precisamente os pais se possam orgulhar; também não é frequente acusarem-se de omissões, quando o normal acerca deste Mandamento é faltarem por não fazerem o que deviam ter feito.

(federico suarez, A Virgem Nossa Senhora, Éfeso, 4ª Ed. nr. 157)

PENSAMENTOS INSPIRADOS À PROCURA DE DEUS 88


À procura de Deus



Vem Espírito Santo!


Só Tu me podes moldar, à vontade do meu Senhor.



jma, 2011.07.07

Evangelho do dia e comentário

Btº Diogo Carvalho [i]






T. Comum– XIV Semana


Evangelho: Mt 10, 7-15

7 Ide, e anunciai que está próximo o Reino dos Céus. 8 «Curai os enfermos, ressuscitai os mortos, limpai os leprosos, lançai fora os demónios. Dai de graça o que de graça recebestes. 9 Não leveis nos vossos cintos nem ouro, nem prata, nem dinheiro, 10 nem alforge para o caminho, nem duas túnicas, nem sandálias, nem bordão; porque o operário tem direito ao seu alimento. 11 «Em qualquer cidade ou aldeia em que entrardes, informai-vos de quem há nela digno de vos receber, e ficai aí até que vos retireis. 12 Ao entrardes na casa, saudai-a, dizendo: “A paz seja nesta casa”. 13 Se aquela casa for digna, descerá sobre ela a vossa paz; se não for digna, a vossa paz tornará para vós. 14 Se não vos receberem nem ouvirem as vossas palavras, ao sair para fora daquela casa ou cidade, sacudi o pó dos vossos pés. 15 Em verdade vos digo que será menos punida no dia do juízo a terra de Sodoma e de Gomorra do que aquela cidade.

Comentário:

Despido de coisas supérfluas, nu de roupagens excessivas e atavios desnecessários, lanço-me à tarefa que me ordenas, meto ombros aos encargos que me entregas sem me deter a considerar as minhas misérias, o pouco que sou, o nada que valho.

Se o fizesse, ficaria parado, aturdido pela grandeza da tarefa para os meus fraquíssimos recursos.

Não!

Se me escolhes é porque me encontras préstimo;
Se me chamas é porque desejas que corresponda.

Por isso e sem mais Te digo: Ecce ego quia vocasti me! [ii]

(ama, meditação sobre Mt 10, 7-15, 2010.07.08)


[i] Beato Diogo de Carvalho
Nasceu em Coimbra onde se fez jesuíta apenas com 16 anos, mas foi em Macau que terminou os estudos de teologia e foi ordenado sacerdote. Em 1609 era missionário no Japão.
A fim de poder evangelizar em tempo de grande perseguição, refugiou-se numa região mineira até ao dia em que umas pegadas na neve o denunciaram e foi preso com 10 dos seus fiéis seguidores. No inverno de 1624, foram os onze prisioneiros submetidos ao tormento dos tanques de água gelada, morrendo um após outro. O Padre Diogo de Carvalho sobreviveu ainda cinco dias à morte do último.
Pio IX beatificou-o em 1867.
[ii] Eis-me aqui porque me chamaste