10/01/2011

Doutrina

«RERUM NOVARUM»

Querer, pois, que o poder civil invada arbitrariamente o santuário da família, é um erro grave e funesto. Certamente, se existe algures uma família que se encontre numa situação desesperada, e que faça esforços vãos para sair dela, é justo que, em tais extremos, o poder público venha em seu auxílio, porque cada família é um membro da sociedade. Da mesma forma, se existe um lar doméstico que seja teatro de graves violações dos direitos mútuos, que o poder público intervenha para restituir a cada um os seus direitos. Não é isto usurpar as atribuições dos cidadãos, mas fortalecer os seus direitos, protegê-los e defendê-los como convém. Todavia, a acção daqueles que presidem ao governo público não deve ir mais além; a natureza proíbe-lhes ultrapassar esses limites. A autoridade paterna não pode ser abolida, nem absorvida pelo Estado, porque ela tem uma origem comum com a vida humana. «Os filhos são alguma coisa de seu pai»; são de certa forma uma extensão da sua pessoa, e, para falar com justiça, não é imediatamente por si que eles se agregam e se incorporam na sociedade civil, mas por intermédio da sociedade doméstica em que nasceram. Porque os «filhos são naturalmente alguma coisa de seu pai... devem ficar sob a tutela dos pais até que tenham adquirido o livre arbítrio» (4). Assim, substituindo a providência paterna pela providência do Estado, os socialistas vão contra a justiça natural e quebram os laços da família


Casamento um projecto de vida a dois

MAIS ALTO


A Paróquia de Monte Real tem um muito interessante auxílio para o os seus paroquianos que pretendem celebrar o sacramento do Matrimónio.
Vale a pena ver…

Evangelho e comentário

Evangelho: Mc 1, 14-20

14 Escolheu doze para que andassem com Ele e para os enviar a pregar, 15 com poder de expulsar os demónios: 16 Simão, a quem pôs o nome de Pedro; 17 Tiago, filho de Zebedeu, e João, irmão de Tiago, aos quais pôs o nome de Boanerges, que quer dizer “filhos do trovão”; 18 e André, Filipe, Bartolomeu, Mateus, Tomé, Tiago, filho de Alfeu, Tadeu, Simão, o Cananeu, 19 e Judas Iscariotes, que foi quem O entregou. 20 Depois, foi para casa e de novo acorreu tanta gente, que nem sequer podiam tomar alimento.

Comentário:

Não deveriam faltar, entre os seguidores de Jesus, aqueles que estariam dispostos a deixar tudo para O seguir, talvez até houvesse alguns com qualidades ou características pessoais relevantes, mas, Jesus escolhe, com soberana decisão, estes doze e, lembremo-nos, não é uma escolha feita mais ou menos ao acaso. O Evangelista refere que Jesus tinha passado a noite anterior em oração. Decerto que, como sempre fará quando se aproximam grandes decisões a tomar, terá avaliado e exposto o assunto a Seu Pai porque, de facto, vai tomar uma decisão humana e não divina e, então, poderemos dizer que Cristo-Homem pôs Seu Pai ao corrente do que pensava fazer. 


Temos de falar assim, corriqueiramente embora nos estejamos a referir a coisas grandes, de dimensão excepcional, mas talvez seja a única forma de compreendermos como é que se escolhem doze homens para serem os continuadores, os seguidores, as colunas sobre as quais se vai edificar o reino de Deus na terra. E Jesus não Se engana, embora permaneça o mistério de Judas Iscariotes. 


Estes doze serão, ao longo dos tempos, a imagem de todos nós homens: fracos mas corajosos, débeis mas que não se vergam, incultos mas que não se calam, iletrados mas cheios de sabedoria, cobardes mas capazes de arrependimento. São homens rudes, teimosos e de difícil entendimento mas com um coração enorme que alberga um amor total e incondicional pelo seu Mestre e Senhor.

Afinal, foi o Amor que os escolheu. 


(ama, comentário sobre Lc 1, 14-20, 2010.12.15)




09/01/2011

Diálogos apostólicos




Sim, hoje é um dia grande para muitos milhares de pessoas: celebra-se o nascimento do Fundador do Opus Dei.
E sentes uma santa inveja daqueles tantos que fundaram inúmeras obras e movimentos que são um apoio muito grande da Santa Igreja.

Não penses que estás isolado. Também a mim, às vezes me acontece o mesmo.

A este propósito, deram-me um conselho que não quero guardar para mim:

Não tem de fundar nada, mas fundar-se a si mesmo para não se afundar”.

Parece-me um sábio conselho!

42

 (ama, 2011.01.09)

Quem são as crianças mais felizes em Inglaterra

OBSERVANDO


Quem são as crianças mais felizes em Inglaterra?
De acordo com uma sondagem entre 32.000 jovens adolescentes, são rapazes de doze anos de idade que tomam as refeições em família


ORAÇÃO E MÚSICA 1

Despedimo-nos do tempo de Natal com:



Adeste Fideles
Laeti triumphantes
Venite, venite in Bethlehem
Natum videte
Regem angelorum
Venite adoremus, Venite adoremus,
Venite adoremus, Dominum

Cantet nuncio
Chorus angelorum
Cantet nunc aula caelestium
Gloria, gloria
In excelsis Deo
Venite adoremus, Venite adoremus,
Venite adoremus, Dominum
Ergo qui natus
Die hodierna
Jesu, tibi sit gloria
Patris aeterni
Verbum caro factus
Venite adoremus, Venite adoremus,
Venite adoremus, Dominum

A São Josemaria

MAIS ALTO

Quantas vezes te tenho dito claramente
Que não entendo as razões ou porquês
Da tua chamada para um viver diferente
Para voos mais altos e demorados talvez

Do meu esvoaçar sem nexo daqui para ali
Quiseste dar-me um rumo mais seguro
Levando-me a fixar os meus olhos em ti
Com um olhar mais límpido e mais puro.

Voar alto, muito mais alto numa ânsia de subir
Para lá das planas terras e dos grandes montes
Avistar os cumes e os mais altos que hão-de vir
Beber apenas nas águas das mais puras fontes.

E eu fui e tenho ido como num sonho irreal
Sem me deter a pensar no que possa valer
A minha entrega feita de abandono total
Sabendo que se há mérito só teu pode ser.

Ah! Josemaría meu querido Padre Santo
Todos os dias me interrogo constantemente
Como me foste buscar ao meu fundo canto
Onde escondido me gastava inutilmente.

Foste tu e não eu quem se aproximou
Naquele encontro breve mas muito intenso
Em que nas palavras do teu filho Ramon
Me deixaste entrever um mundo imenso.

Este mundo onde me esforço como posso e sei
Por viver como tu queres: disponível e profundo
Tentando pôr acima de tudo Jesus como Rei
Que foi para ser Rei que Ele veio ao Mundo.

Disponível para os outros antes de mim mesmo
Profundo no sentir as coisas de Deus que são todas
Deixando de lado a vida sem destino e a esmo
Preparando-me como amigo do Esposo para as bodas.

Estar sempre pronto:
Não ficar à porta por falta de azeite
Ter um plano de vida:
Não me desviar do caminho traçado
Ser exigente e determinado:
Não me deixar levar pelo falso deleite
Ter os olhos na Cruz:
Do mais fácil ou do menos ousado.

          AMAPorto, 09 de Janeiro de 2002

Textos de Reflexão para 09 de Janeiro

Domingo 09 de Janeiro

Evangelho: Mt 3, 13-17

13 Então, foi Jesus da Galileia ao Jordão, e apresentou-Se a João, para ser baptizado por ele. 14 Mas João opunha-se-Lhe, dizendo: «Sou eu quem devo ser baptizado por Ti e Tu vens a mim?» 15 Jesus respondeu-lhe: «Deixa estar por agora, pois convém que cumpramos assim toda a justiça». Ele então concordou. 16 Logo que foi baptizado, Jesus saiu da água. E eis que se Lhe abriram os céus, e viu o Espírito de Deus descer em forma de pomba, e vir sobre Ele. 17 E eis que uma voz vinda do céu dizia: «Este é o Meu Filho amado no qual pus as Minhas complacências».
Comentário:

“Cumprir toda a justiça”, ou seja, a Vontade de Deus.
A Vontade de Deus é sempre justa e quem a cumpre pratica a justiça de uma forma total, por isso Cristo refere a João Baptista que tudo tem de ser feito conforme determinado por Deus porque essa, é a única forma de ter a certeza de estar no bom caminho. “Talvez que se pudessem apressar as coisas, ou adiá-las, ou, quem sabe, melhor seria nem sequer as fazer”… estas são lucubrações de quem pretende pôr a sua vontade à frente – ou em lugar – da vontade de Deus. Nenhum caminho humano é melhor ou mais conveniente que o Deus traçou na Sua Sabedoria Infinita e embora, por vezes, pareça que os “tempos” de Deus são demasiado longos ou tardam mais que o necessário, não se iluda quem pense que por apressar ou antecipar esses “tempos” ganha ou resolve seja o que for. O tempo de Deus é a eternidade que é a ausência de tempo, o tempo humano, é este de agora, que nunca existiu nem voltará a repetir-se. A diferença é abissal! (ama, comentário sobre Mt 3, 13-17, 2010.12.16)

Tema: Serenidade e Imaginação

Quando as situações se tornam complicadas, os problemas se avolumam e as soluções parecem tardar é muito difícil manter a serenidade.
A agitação interior é quase sempre agravada pela imaginação que envolve em lucubrações, procurando remédios para os cenários que, uns atrás dos outros, vai construindo.
Parece, assim, evidente que a serenidade tem directamente a ver com o controlo da imaginação. Este é fundamental para que aquela se estabeleça.
Há, sem dúvida, muitas fórmulas e enunciados sobre o assunto mas nenhum funciona de forma automática.
Porquê?
Porque está no cerne da questão a idiossincrasia da pessoa.
Ninguém é exactamente igual a outrem porque, como já vimos antes, o ser humano é sempre único e irrepetível. Sendo assim percebe-se que as tais formulas e enunciados têm forçosamente de sofrer uma adaptação a cada caso.
É fundamental não confundir serenidade com impassibilidade. Ambas são virtudes mas a impassibilidade é, alem disso, um Dom do Espírito Santo o que a torna, como virtude, em algo mais completo e, poder-se-ia dizer, "poderoso" na estabilidade do comportamento humano.
A serenidade será pois, alcançada com o domínio da imaginação. Tudo assume as proporções reais e factuais despidas da roupagem e adornos com que a imaginação tende a vesti-las.
A imaginação - que já foi apelidada como "a louca da casa" por Santa Teresa de Jesus -, é uma faculdade (não virtude) exclusiva do homem, das mais poderosas e das que mais influem no seu comportamento.
Esta faculdade de construir situações, cenários, esquemas é em si muito boa e pode produzir bens excelentes. Mas necessita do controlo da inteligência para que os passos que dá sejam no sentido da construção de algo positivo, possível, alcançável.
Se assim não for só produzirá fantasias e quimeras que, sempre, desviarão o homem do verdadeiro objectivo.
Vejamos, por exemplo, alguém que se dedique a escrever um livro.
Se deixar a sua imaginação à solta, enredar-se-á numa teia que acabará incompreensível e sem nexo.
Se, ao contrário, a inteligência exercer o seu controlo são estabelecidas as baias entre as quais a imaginação é obrigada a manter-se e, assim, o resultado, mesmo que possa não ter brilho ou ser desinteressante é, pelo menos, coerente.
Apetece dar um exemplo: um laureado produtor literário recentemente falecido, deixava a imaginação conduzi-lo sem qualquer controlo sendo o resultado um "tijolo" de palavras e frases arrastando-se penosamente ao longo de páginas e páginas tentando exprimir uma ideia ou, talvez, contar a história de uma ideia inicial que, até, poderia ter sido interessante ver desenvolvida de outro modo.
O que, sim, tem muito a ver com a serenidade - aliás numa ligação muito forte - é a simplicidade.
Uma pessoa simples goza de uma serenidade estável porque é dificilmente impressionável por factores estranhos ou súbitos, não habituais. (ama, considerações sobre a serenidade, 2010)

Doutrina: «RERUM NOVARUM»

A natureza não impõe somente ao pai de família o dever sagrado de alimentar e sustentar seus filhos; vai mais longe. Como os filhos reflectem a fisionomia de seu pai e são uma espécie de prolongamento da sua pessoa, a natureza inspira-lhe o cuidado do seu futuro e a criação dum património que os ajude a defender-se, na perigosa jornada da vida, contra todas as surpresas da má fortuna. Mas, esse património poderá ele criá-lo sem a aquisição e a posse de bens permanentes e produtivos que possam transmitir-lhes por via de herança?
Assim como a sociedade civil, a família, conforme atrás dissemos, é uma sociedade propriamente dita, com a sua autoridade e o seu governo paterno, é por isso que sempre indubitavelmente na esfera que lhe determina o seu fim imediato, ela goza, para a escolha e uso de tudo o que exigem a sua conservação e o exercício duma justa independência, de direitos pelo menos iguais aos da sociedade civil. Pelo menos iguais, dizemos Nós, porque a sociedade doméstica tem sobre a sociedade civil uma prioridade lógica e uma prioridade real, de que participam necessariamente os seus direitos e os seus deveres. E se os indivíduos e as famílias, entrando na sociedade, nela achassem, em vez de apoio, um obstáculo, em vez de protecção, uma diminuição dos seus direitos, dentro em pouco a sociedade seria mais para se evitar do que para se procurar.

Festa: Baptismo do Senhor

                                                                                                                             

O próprio Evangelho de hoje é o melhor texto que se pode ter como referência para esta festa tão importante. É evidente o desejo expresso de Jesus Cristo em cumprir todas as “etapas” da Sua missão salvífica tal como Deus a concebera. Por um lado era importante que o baptismo de João fosse, por assim dizer, abençoado como querido por Deus e a forma de o fazer foi o próprio Jesus Cristo submeter-se a ele. Só pode ser esta a interpretação já que o baptismo de João não acrescentou – por assim dizer – absolutamente nada à pessoa de Jesus Cristo ou teve qualquer influência. Ao santificar o baptismo de João com a Sua presença, Jesus institui, o Sacramento, tornando-o próprio, como mais tarde referirá aos Seus discípulos para baptizarem em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo como condição de entrada no Reino de Deus. (ama, comentário no Baptismo do Senhor)

08/01/2011

Diálogos apostólicos




Não te preocupes se vais de vagar.

O que interessa é não ficares - nunca - parado.

Quando a água para de correr acaba por se transformar em seio de morte e podridão.

Mas se correr, num fiozito que seja, o que nela existe sobrevive e progride.

41

 (ama, 2011.01.08)

A crise segundo Einstein

OBSERVANDO

“Não pretendemos que as coisas mudem, se sempre fazemos o mesmo. A crise é a melhor bênção que pode ocorrer com as pessoas e países, porque a crise traz progressos. A criatividade nasce da angústia, como o dia nasce da noite escura. É na crise que nascem as invenções, os descobrimentos e as grandes estratégias. Quem supera a crise, supera a si mesmo sem ficar “superado”.
Quem atribui à crise seus fracassos e penúrias, violenta seu próprio talento e respeita mais aos problemas do que às soluções. A verdadeira crise, é a crise da incompetência. O inconveniente das pessoas e dos países é a esperança de encontrar as saídas e soluções fáceis. Sem crise não há desafios, sem desafios, a vida é uma rotina, uma lenta agonia. Sem crise não há mérito. É na crise que se aflora o melhor de cada um. Falar de crise é promovê-la, e calar-se sobre ela é exaltar o conformismo. Em vez disso, trabalhemos duro. Acabemos de uma vez com a única crise ameaçadora, que é a tragédia de não querer lutar para superá-la” 

Albert Einstein

Fonte: pagina1.pt


(Agradecimento a V. Costa Lima)

A AGRICULTURA

OBSERVANDO

Em 14 de Novembro passado, o Santo Padre Bento XVI fez um apelo importante ao desenvolvimento agrícola, de que reproduzimos os seguintes parágrafos.

«A crise económica actual, sobre a qual se tratou também nestes dias na reunião do chamado G20, deve ser concebida em toda a sua seriedade; esta tem numerosas causas e exige uma revisão profunda do modelo de desenvolvimento económico global (cf. encíclica Caritas in veritate, 21)...

Boa medicina

OBSERVANDO


Pio XII falou de reanimação prolongada inutilmente. Isto não tem nada que ver com eutanásia. 
Não se trata de matar as pessoas mas sim de saber em que momento o uso das técnicas mais poderosas da medicina é desproporcionada com o estado do paciente.

Se entendi o que o Papa disse, a ideia era a seguinte: ante uma morte natural eminente e inevitável, o médico não tem nenhuma obrigação de pôr em funcionamento um ventilador, por exemplo, para prolongar a agonia por umas horas. Isto parece-me boa medicina, ou simplesmente sentido comum.

É confortável saber que também é teologia. 

(Prof. Jerôme Lejeune, “Paris Match”, 1980.11.07)

Bom Dia! 99

UM OLHAR SOBRE A VIDA
HUMANA

Na verdade, esta nova sociedade do hedonismo - ou podemos, também chamar-lhe egoísmo - não pode proceder de outra forma.


Marido e mulher trabalham, dos salários de ambos são retirados os pagamentos das prestações da habitação, dos dois automóveis - porque cada um tem de ter o seu - da amortização dos gastos com as férias de verão, - talvez um pouco mais caras desta vez em que resolveram ir ao Brasil, ou Cuba ou outro lugar qualquer a que os vizinhos ou colegas já foram aguçando-lhes o "apetite" com as fotografias fantásticas que mostraram -, restando-lhes muito pouco para as despesas da vida corrente, num equilíbrio mais que precário que mal resiste à aquisição da "Playstation" para o "menino" que aos dez anos tem no seu quarto uma parafernália impressionante de trastes informáticos, telemóveis, etc., aos quais dedica a maior parte do tempo que deveria ocupar no estudo, como é seu dever e obrigação.

Claro que esta família padrão da sociedade actual, não tem nenhum tempo para dedicar ao amor nem entre o casal nem com o filho. As discussões sucedem-se, quase sempre com base no dinheiro - ou na falta dele - e mais tarde ou mais cedo - habitualmente mais cedo - descobrem que o amor acabou e que a vida de família já não tem suporte para continuar.





Para ver desde o início, clicar aqui: https://sites.google.com/site/umolharsobreavidahumana/bom-dia

Bom Dia!

A tendência natural do filho é comparar-se como seu pai que é a sua referência mais forte, logo, se somos efectivamente filhos de Deus Ele deve ser o nosso modelo e referência, com Quem desejamos assemelhar-nos.

Nada melhor que seguir, neste caso o conselho do próprio Jesus Cristo a Nicodemos: nascer de novo. (vd. Jo 3, 7-15)
Difícil? Dificílimo porque, muitas vezes, nem sabemos como fazer.

Volta aqui a surgir a figura do Director ou Conselheiro espiritual. Realmente, sozinhos, não "vamos lá", não conseguiremos descolar de nós próprios ou, sequer, sacudir para longe toda essa parafernália de preconceitos, convicções, planos, escrúpulos e esquemas que fomos construindo e que enformam a nossa idiossincrasia.

117
ama, 2011.01.25

Textos de Reflexão para 08 de Janeiro

Sábado 08 de Janeiro

Evangelho: Jo 3, 22-30

22 Depois disto, foi Jesus com os Seus discípulos para a terra da Judeia. Convivia com eles e baptizava. 23 João estava também a baptizar em Enon, junto a Salim, porque havia ali muita água e o povo concorria para ser baptizado. 24 João ainda não tinha sido metido na prisão. 25 Levantou-se uma questão entre os discípulos de João e um judeu acerca da purificação. 26 Foram ter com João e disseram-lhe: «Mestre, O que estava contigo além Jordão, de Quem tu deste testemunho, ei-l'O que está a baptizar e todos vão a Ele». 27 João respondeu: «O homem não pode receber coisa alguma se lhe não for dada do céu. 28 Vós próprios sois testemunhas de que vos disse: Eu não sou o Cristo, mas fui enviado diante d'Ele. 29 O que tem a esposa é o esposo, mas o amigo do esposo, que está ao lado e o ouve, enche-se de gozo com a voz do esposo. Esta é a minha alegria e ela é perfeita. 30 Convém que Ele cresça e eu diminua.
Nota:
Durante o Tempo do Natal não publicamos o costumado Comentário e/ou Meditação sobre o Evangelho do dia. Convidamos o leitor a fazê-lo e a amabilidade de o “postar” em comentários.

Tema: Maturidade

A maturidade humana, manifesta-se, sobretudo, em certa estabilidade de ânimo, na capacidade de tomar decisões ponderadas e no modo recto de julgar os acontecimentos e os homens. (Concílio Vaticano II, Decreto Optatum Totius, nr. 11)

Doutrina: «RERUM NOVARUM»

A família e o Estado
6. Entretanto, esses direitos, que são inatos a cada homem considerado isoladamente, apresentam-se mais rigorosos ainda, quando se consideram nas suas relações e na sua conexão com os deveres da vida doméstica. Ninguém põe em dúvida que, na escolha dum género de vida, seja lícito cada um seguir o conselho de Jesus Cristo sobre a virgindade, ou contrair um laço conjugal. Nenhuma lei humana poderia apagar de qualquer forma o direito natural e primordial de todo o homem ao casamento, nem circunscrever o fim principal para que ele foi estabelecido desde a origem: «Crescei e multiplicai-vos» ([i]). Eis, pois, a família, isto é, a sociedade doméstica, sociedade muito pequena certamente, mas real e anterior a toda a sociedade civil, à qual, desde logo, será forçosamente necessário atribuir certos direitos e certos deveres absolutamente independentes do Estado. Assim, este direito de propriedade que Nós, em nome da natureza, reivindicamos para o indivíduo, é preciso agora transferi-lo para o homem constituído chefe de família. Isto não basta: passando para a sociedade doméstica, este direito adquire aí tanto maior força quanto mais extensão lá recebe a pessoa humana.




SANTO NATAL!


[i] Gn 1,28.

07/01/2011

Diálogos apostólicos


Se podes mais e não o fazes tenho de te dizer claramente que não cumpres a tua obrigação.

Lembra-te do que enterrou o talento: o resultado da sua inércia foi que até o que pensava ter lhe foi tirado.

40

 (ama, 2011.01.07)

CONFISSÕES DE UM ANTIGO MAÇOM

OBSERVANDO


Maurice Caillet, venerável de uma loja maçónica durante 15 anos, revela segredos da Maçonaria num livro publicado em castelhano por «Libroslibres», com o título «Yo fui mazón» («Eu fui maçom»).

Rituais, normas de funcionamento interno, juramentos e a influência na política desta organização secreta saem agora à luz, em particular as implicações do juramento que obriga a defender outros «irmãos» maçons. 
O volume revela também a decisiva influência da Maçonaria na elaboração e aprovação de leis, como a do aborto na França, da qual ele, como médico, participou activamente.  
Caillet, nascido em Bordeaux (França) em 1933, especializado em Ginecologia e Urologia, praticou abortos e esterilizações antes e depois de obterem amparo legal em seu país. Membro do Partido Socialista Francês, chegou a cargos de relevância na área da saúde pública.

Observatório 7

Política a Sério   22 Janeiro 2010

Excesso de civilização

Autor: José António Saraiva, Director do Jornal  O Sol

A Civilização melhora-nos ou piora-nos? A Civilização educa-nos, lima-nos as arestas, refreia os nossos impulsos primários, dá-nos sofisticação, apura-nos, numa palavra, torna-nos seres sociáveis, passíveis de convivermos agradavelmente uns com os outros?
Ou, pelo contrário, a Civilização castra-nos, retira-nos autenticidade, torna-nos iguais uns aos outros, apaga as diferenças, mata o que é genuíno, dilui o individual, promove o cinismo, a falsidade, os comportamentos de conveniência? Nunca obteremos resposta a estas perguntas, pela simplicíssima razão de que ambas as ideias são verdadeiras. É óbvio que a Civilização nos torna menos genuínos; mas não é menos óbvio que, sem Civilização, a vida em sociedade se tornaria insuportável.

Textos de Reflexão para 07 de Janeiro

Sexta-Feira 07 de Janeiro

Evangelho: Lc 5, 12-16

12 Sucedeu que, encontrando-se Jesus numa cidade, apareceu um homem cheio de lepra, o qual, vendo Jesus, prostrou-se com o rosto por terra e suplicou-Lhe: «Senhor, se Tu queres, podes limpar-me». 13 Ele, estendendo a mão, tocou-o, dizendo: «Quero, sê limpo!». Imediatamente desapareceu dele a lepra. 14 Jesus ordenou-lhe que a ninguém o dissesse. «Mas vai, disse-lhe, mostra-te ao sacerdote, e oferece pela tua cura o que foi ordenado por Moisés, para lhes servir de testemunho». 15 Entretanto difundia-se cada vez mais a fama do Seu nome; e concorriam grandes multidões para O ouvir e ser curadas das suas doenças. 16 Mas Ele retirava-Se para lugares desertos, e fazia oração.
Nota:
Durante o Tempo do Natal não publicamos o costumado Comentário e/ou Meditação sobre o Evangelho do dia. Convidamos o leitor a fazê-lo e a amabilidade de o “postar” em comentários.

Tema: Amor misericordioso
A misericórdia constitui-se num elemento indispensável para dar forma ás relações mútuas entre os homens, num espírito do mais profundo respeito por aquilo que é humano e pela fraternidade recíproca. O amor misericordioso implica também aquela cordial compaixão e sensibilidade, de que tão eloquentemente nos fala a parábola do filho pródigo, ou igualmente a da ovelha e da dracma perdidas. (joão Paulo II, Encíclica Dives in Misericordia, 30.11.1980, nr. 14)

Doutrina: «RERUM NOVARUM»

Suportaria a justiça que um estranho viesse então a atribuir-se esta terra banhada pelo suor de quem a cultivou? Da mesma forma que o efeito segue a causa, assim é justo que o fruto do trabalho pertença ao trabalhador.

É, pois, com razão, que a universalidade do género humano, sem se deixar mover pelas opiniões contrárias dum pequeno grupo, reconhece, considerando atentamente a natureza, que nas suas leis reside o primeiro fundamento da repartição dos bens e das propriedades particulares; foi com razão que o costume de todos os séculos sancionou uma situação tão conforme à natureza do homem e à vida tranquila e pacífica das sociedades. Por seu lado, as leis civis, que recebem o seu valor ([i]), quando são justas, da lei natural, confirmam esse mesmo direito e protegem-no pela força. Finalmente, a autoridade das leis divinas vem pôr-lhe o seu selo, proibindo, sob perla gravíssima, até mesmo o desejo do que pertence aos outros: «Não desejarás a mulher do teu próximo, nem a sua casa, nem o seu campo, nem o seu boi, nem a sua serva, nem o seu jumento, nem coisa alguma que lhe pertença» ([ii])



[i] Veja-se S. Tomás, Sum. Teol., I-II, q. 95, a. 4.
[ii] Dt 5,21.