19/12/2010

Textos de Reflexão de19 a 24 de Dezembro



Tempo do Advento



Ano 2010 Semana VI

Domingo  Segunda   Terça   Quarta   Quinta   Sexta 
                                                                                                                           




ADVENTO
(A pobreza que Jesus declarou bem-aventurada) está feita de desprendimento, de confiança em Deus, de sobriedade e disposição de partilhar com os outros, de sentido de justiça, de fome do reino dos céus, de disponibilidade para escutar a palavra de Deus e guardá-la no coração (cfr. Libertatis conscientia, 66)
Diferente é a pobreza que oprime a multidão de irmãos nossos no mundo e lhes impede o seu desenvolvimento integral como pessoas. Ante esta pobreza, que é carência e privação, a Igreja levanta a sua voz convocando e suscitando a solidariedade de todos para a debelar.

(joão Paulo II, Homília, México, 07.05.1999)


4º Domingo do Advento 19 de Dezembro

Evangelho: Mt 1, 18-24

18 A geração de Jesus Cristo foi deste modo: Estando Maria, Sua mãe, desposada com José, antes de coabitarem achou-se ter concebido por obra do Espírito Santo. 19 José, seu esposo, sendo justo, e não querendo expô-la a difamação, resolveu repudiá-la secretamente. 20 Pensando ele estas coisas, eis que um anjo do Senhor lhe apareceu em sonhos, e lhe disse: «José, filho de David, não temas receber em tua casa Maria, tua esposa, porque o que nela foi concebido é obra do Espírito Santo. 21 Dará à luz um filho, ao qual porás o nome de Jesus, porque Ele salvará o Seu povo dos seus pecados».22 Tudo isto aconteceu para que se cumprisse o que foi dito pelo Senhor por meio do profeta que diz: 23 “Eis que a Virgem conceberá e dará à luz um filho, e Lhe porão o nome de Emanuel, que significa: Deus connosco”. 24 Ao despertar José do sono, fez como lhe tinha mandado o anjo do Senhor, e recebeu em sua casa Maria, sua esposa.

Nota:
Durante o Tempo do Advento não publicamos o costumado Comentário e/ou Meditação sobre o Evangelho do dia. Convidamos o leitor a fazê-lo e a amabilidade de o “postar) em comentários.

Tema para consideração: A confissão frequente
B)   A confissão (acusação) 1
1.    O Concílio de Trento sublinha o facto de que não é necessário confessar os pecados veniais. «sessão 14, cap. 5º pag 27)
Objecto da confissão, só o podem ser pecados cometidos depois do baptismo. O que não é pecado não pode confessar-se. Assim, só podem confessar-se os pecados cometidos com conhecimento e vontade, os chamados pecados veniais deliberados ou intencionais; de igual modo os chamados pecados de fraqueza, em que incorremos por precipitação culpável, por excitação momentânea, por irreflexão, por falta de domínio sobre si próprio, ainda que não com plena liberdade. Não é necessário confessar o número e as circunstâncias que agravam os pecados veniais; todavia, seria conveniente tê-los em conta e inclui-los na confissão ao tratar-se de faltas mais importantes e arreigadas. São circunstâncias agravantes, por exemplo, mostrar-se falto de caridade para com um benfeitor imediatamente depois de comungar,. Antes discutia-se se podiam ou deviam confessar-se também  as chamadas imperfeições, por exemplo, ter-se defendido quando teria sido mais perfeito (ainda que não um dever) calar-se; o permitir-se algo quando teria sido melhor renunciar a tal. Hoje é usual e corrente confessar também as imperfeições, primeiro porque no fundo delas geralmente se oculta algum descuido, e depois porque o seu conhecimento é útil ao confessor para a direcção espiritual. As distracções realmente não queridas, involuntárias, na oração, movimentos de impaciência, pensamentos que afloram contra a caridade, sentimentos de desamor, antipatias, juízos, se com segurança não são deliberados e involuntários, não são objecto de confissão.
Doutrina: CCIC – 594 Porque dizer: «Perdoai-nos as nossas ofensas assim como nós
                                       perdoamos a quem nos tem ofendido»?
                   CIC – 2838-2839; 2862

Ao pedir a Deus Pai para nos perdoar, reconhecemo-nos pecadores diante d’Ele. E, ao mesmo tempo, confessamos a sua misericórdia, porque, no seu Filho e através dos sacramentos, «recebemos a redenção, o perdão dos pecados» (Col 1,14). Porém, o nosso pedido só será atendido se tivermos perdoado aos que nos ofenderam.


4ª Segunda-Feira do Advento 20 de Dezembro
Evangelho: Lc 1, 26-38

26 Estando Isabel no sexto mês, foi enviado por Deus o anjo Gabriel a uma cidade da Galileia, chamada Nazaré, 27 a uma virgem desposada com um varão chamado José, da casa de David; o nome da virgem era Maria. 28 Entrando o anjo onde ela estava, disse-lhe: «Salve, ó cheia de graça; o Senhor é contigo». 29 Ela, ao ouvir estas palavras, perturbou-se e discorria pensativa que saudação seria esta. 30 O anjo disse-lhe: «Não temas, Maria, pois achaste graça diante de Deus; 31 eis que conceberás no teu ventre, e darás à luz um filho, a Quem porás o nome de Jesus. 32 Será grande e será chamado Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus Lhe dará o trono de Seu pai David; 33 reinará sobre a casa de Jacob eternamente e o Seu reino não terá fim». 34 Maria disse ao anjo: «Como se fará isso, pois eu não conheço homem?». 35 O anjo respondeu-lhe: «O Espírito Santo descerá sobre ti e a virtude do Altíssimo te cobrirá com a Sua sombra; por isso mesmo o Santo que há-de nascer de ti será chamado Filho de Deus. 36 Eis que também Isabel, tua parenta, concebeu um filho na sua velhice; e este é o sexto mês da que se dizia estéril; 37 porque a Deus nada é impossível». 38 Então Maria disse: «Eis aqui a escrava do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra». E o anjo afastou-se dela.
Nota:
Durante o Tempo do Advento não publicamos o costumado Comentário e/ou Meditação sobre o Evangelho do dia. Convidamos o leitor a fazê-lo e a amabilidade de o “postar) em comentários.

Tema para consideração: A confissão frequente
B)   A confissão (acusação) 2
2.    Os que se dedicam seriamente à vida espiritual, sobretudo os religiosos, que por vocação estão obrigados a uma vida de perfeição cristã, depois de ter ultrapassado os começos da vida espiritual, deverão normalmente confessar aqueles pecados e faltas contra os quais estão resolvidos a lutar conscientes do seu fim. Assim, pois, não confessarão e todas e cada uma das faltas e imperfeições que tenham cometido, mas tão só aquelas contra as quais vai dirigido o seu propósito. Propósito e confissão (acusação dos pecados) correm paralelamente. Também aqui tem a sua aplicação aquilo que não muito e variado, mas pouco e, isso, bem; non multa, sed multum. Das faltas quotidianas e infidelidades, escolher-se-á aquela que pertinazmente tende a arreigar-se, que com maior consciência e vontade se comete, que nasce de um costume torcido ou de uma inclinação ou paixão perversa, aquela com que mais se faz sofrer o próximo. Esta acusação limitada é de aconselhar especialmente àqueles que, apesar de todos os seus bons desejos, por vezes se esquecem disso; àqueles que têm faltas habituais, faltas de temperamento de índole mais séria; aos que se sentem enervados e frouxos, sem força interior e sem verdadeiro desejo de aspirar à virtude; àqueles que se encontram em perigo de se tornarem tíbios e descuidados; ao que só com dificuldade se livram de determinadas faltas; finalmente, também àqueles que com facilidade se vêm atormentados pela dúvida de se tiveram dor e arrependimento suficientes pelos pecados confessados.
«Assim, pois, nós não fazemos senão interpretar segundo as nossas próprias opiniões a lei de Deus ao impormo-nos como dever o recitar toda uma litania de pecados veniais, de minuciosas circunstâncias e histórias. Expor tudo isso por completo é simplesmente impossível. Daí um sem-fim de angústias e escrúpulos que só se fundamentam em que por verdadeira impossibilidade omitimos algo do que sem nenhum pecado, com plena liberdade, teríamos podido calar.»[1] No afã de confessar todos os pecados veniais, além de muito desconhecimento e incompreensão, há também muito egoísmo e orgulho; é que queremos estar satisfeitos com o nosso actuar e com a nossa confissão, queremos poder atribuir-nos o certificado de ter dito tudo quanto podíamos dizer. Muitas almas, além disso, dão-se assim com a ilusão de que pelo mero facto de ter-se confessado está tudo em ordem. Que erro tão prejudicial!
O conhecimento da raiz dos pecados veniais, antes de mais a da falta principal, e o conhecimento das ocasiões que originam determinadas faltas, pode ser útil ao confessor. Convém falar disto de quando em quando na santa confissão.
Doutrina: CCIC – 595:  Como é que é possível o perdão?
                   CIC – 2840-2845; 2862

A misericórdia penetra no nosso coração só se também nós soubermos perdoar, até aos nossos inimigos. Ora, mesmo que ao homem pareça impossível satisfazer esta exigência, o coração que se oferece ao Espírito Santo pode, como Cristo, amar até ao extremo do amor, mudar a ferida em compaixão, transformar a ofensa em intercessão. O perdão participa da misericórdia divina e é um vértice da oração cristã.

4ª Terça-Feira do Advento 21 de Dezembro

Evangelho: Lc 1, 39-45

39 Naqueles dias, levantando-se Maria, foi com pressa às montanhas, a uma cidade de Judá. 40 Entrou em casa de Zacarias e saudou Isabel. 41 Aconteceu que, logo que Isabel ouviu a saudação de Maria, o menino saltou-lhe no ventre, e Isabel ficou cheia do Espírito Santo; 42 e exclamou em alta voz: «Bendita és tu entre as mulheres, e bendito é o fruto do teu ventre. 43 Donde a mim esta dita, que venha ter comigo a mãe do meu Senhor? 44 Porque, logo que a voz da tua saudação chegou aos meus ouvidos, o menino saltou de alegria no meu ventre.45 Bem-aventurada a que acreditou, porque se hão-de cumprir as coisas que lhe foram ditas da parte do Senhor».

Nota:
Durante o Tempo do Advento não publicamos o costumado Comentário e/ou Meditação sobre o Evangelho do dia. Convidamos o leitor a fazê-lo e a amabilidade de o “postar) em comentários.

Tema para consideração: A confissão frequente
B)   A confissão (acusação) 3
3.    Na prática há muitos meios de fazer bem e frutuosamente a acusação, e de aprofundar e simplificar a confissão frequente. Uns confessam todas as faltas ou, pelo menos, as mais importantes cometidas depois da última confissão. Assim muitas almas com razão e proveito.
Mas no caso de almas que com verdadeira seriedade procuram Deus, trate-se de leigos, sacerdotes ou religiosos, julgamos que devemos indicar os seguintes meios: Pode-se partir de uma determinada falta, cometida depois da última confissão. Em tal caso, a confissão decorrerá assim: «Com plena consciência julguei e falei com pouca caridade; durante a minha vida inteira pequei, de pensamento, de palavra, com juízos pouco caritativos contra o amor ao próximo, e acuso-me de todos estes pecados da minha vida;  acuso-me igualmente de todos os outros pecados e faltas dos quais me tenha feito culpável ante Deus.» É uma forma muito simples e proveitosa de acusar-se na suposição de ter-se esforçado por despertar um sério arrependimento. Do arrependimento brota naturalmente um claro e concreto propósito: «Trabalharei par eliminar todo o juízo e palavra deliberadamente faltos de caridade».
Uma segunda forma de nos acusar-mos: a partir de um determinado mandamento, ou de uma paixão, um costume, uma inclinação; sempre de um ponto que, no momento actual, é de grande importância para a aspiração interior. Então a confissão far-se-á desta forma: »Excito-me facilmente com qualquer coisa; os outros irritam-me com frequência; falo e censuro e dou rédea solta à antipatia e ao mau humor. Acuso-me de ter cometido desta forma muitas faltas na minha vida. outros pecados e faltas dos quais me tenha feito culpável ante Deus.» è também uma forma fácil e proveitosa de confissão; ela pressupõe e exige que o penitente, consciente do fim, e por longo tempo, fixe a atenção num pecado determinado, como raiz de determinadas faltas ou num ponto importante da sua vida interior. O decisivo, também neste caso, é o arrependimento. Esta forma de confessar-se torna relativamente fácil para o confessor atender o penitente de uma forma pessoal e ajudá-lo nos seus esforços.
Finalmente, pode tomar-se como ponto de partida o ter pecado, por exemplo, contra um ou outro mandamento: «pequei amiúde e muito por impaciência, por falta de domínio de mim mesmo, por mau humor, por sensualidade. Acuso-me também de todos os outros pecados mortais e veniais de toda a minha vida».
Do dito resulta o seguinte: Quem quiser praticar a confissão frequente bem e com todo o fruto possível, tem de manter em boa ordem a sua vida interior. Deve ver com clareza que pontos são importantes e essenciais para ele; deve conhecer as suas próprias imperfeições e modelar-se a si próprio de modo consequente. Se o confessor, compreensivo e cheio de santo interesse pelo crescimento espiritual do seu penitente, também, colabora com ele de um modo consequente, a confissão frequente será um meio excelente para edificar e aperfeiçoar a vida religiosa e moral, par identificar-se com Cristo e com o seu espírito.
Doutrina: CCIC – 596:  O que significa: «Não nos deixeis cair em tentação»?
                    CIC - 2846-2849; 2863

Pedimos a Deus Pai que não nos deixe sozinhos e à mercê da tentação. Pedimos ao Espírito para sabermos discernir entre a provação que ajuda a crescer no bem e a tentação que conduz ao pecado e à morte, e, ainda, entre ser tentados e consentir na tentação. Esta petição coloca-nos em união com Jesus, que, com a sua oração, venceu a tentação e solicita a graça da vigilância e da perseverança final.

Festa: S Pedro Canísio – Doutor da Igreja

                                                                                                                             
Nota Histórica
Nasceu em 1521, em Nimega (Holanda). Estudou em Colónia e entrou na Companhia de Jesus. Foi ordenado sacerdote em 1546. Destinado à Alemanha, trabalhou denodadamente na defesa da fé católica com seus escritos e pregação. Publicou numerosas obras, entre as quais se destaca o seu Catecismo. Morreu em Friburgo (Suíça), no ano de 1597.                                                                

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4ª Quarta-Feira do Advento 22 de Dezembro
Evangelho: Lc 1, 46-56

46 Então Maria disse: «A minha alma glorifica o Senhor; 47 e o meu espírito exulta de alegria em Deus meu Salvador, 48 porque olhou para a humildade da Sua serva. Portanto, eis que, de hoje em diante, todas as gerações me chamarão ditosa, 49 porque o Todo-poderoso fez em mim grandes coisas. O Seu nome é Santo, 50 e a Sua misericórdia se estende de geração em geração sobre aqueles que O temem. 51 Manifestou o poder do Seu braço, dispersou os homens de coração soberbo. 52 Depôs do trono os poderosos, elevou os humildes. 53 Encheu de bens os famintos, e aos ricos despediu de mãos vazias. 54 Tomou cuidado de Israel, Seu servo, lembrado da Sua misericórdia; 55 conforme tinha prometido a nossos pais, a Abraão e à sua descendência para sempre». 56 Maria ficou com Isabel cerca de três meses; depois voltou para sua casa.

Nota:
Durante o Tempo do Advento não publicamos o costumado Comentário e/ou Meditação sobre o Evangelho do dia. Convidamos o leitor a fazê-lo e a amabilidade de o “postar) em comentários.

Tema para consideração: A confissão frequente
A)   O exame de consciência 1
1.    O exame de consciência para a recepção do sacramento da penitência está muito estreitamente relacionado com a prática do exame de consciência em geral.
Enquanto os mestres da vida do espírito, começando pelos antigos monges e continuando até aos dos nossos dias, consideram e tratam o exame de consciência, quer o geral, quer o particular, como um elemento essencial da vida cristã verdadeiramente devota, existem hoje certos sectores católicos que não querem saber para nada  de um exame de consciência que chegue aos detalhe. Antes de mais, rejeitam o exame de consciência particular e querem substituí-lo por uma «simples olhadela» ao estado da alma. Não vêm que, pelo menos para os principiantes, é absolutamente necessário descer ao particular se é que querem conhecer e emendar as suas faltas e as raízes das mesmas, as diversas paixões e atitudes interiores retorcidas. Cabalmente, os principiantes, estão expostos ao perigo de se contentarem com um olhar superficial, que não vai ao fundo da consciência e que deixa subsistir as paixões, os costumes retorcidos, etc. (Pio X exortação pag 31)
Aos sacerdotes e aos religiosos a Igreja impõe como dever o exame de consciência diário, e reprova expressamente a doutrina de Miguel Molinos de que «é uma graça não poder ver as próprias faltas» (Dz, 1230). Foi a conhecida quietista senhora Guyon quem opinou que basta simplesmente «expor-se» à luz divina. É característico que os escritores modernos, até para a auto-educação humana puramente natural, insistem de forma terminante sobre uma espécie de exame de consciência puramente natural.
Doutrina: CCIC – 597: Porque concluímos pedindo: «Mas livra-nos do Mal»?
                   CIC – 2850-2854; 2864

O Mal indica a pessoa de Satanás que se opõe a Deus e que é «o sedutor de toda a terra» (Ap12, 9). A vitória sobre o diabo já foi alcançada por Cristo. Mas nós pedimos para que a família humana seja libertada de Satanás e das suas obras. Pedimos também o dom precioso da paz e a graça da esperança perseverante da vinda de Cristo, que nos libertará definitivamente do Maligno.

4ª Quinta-Feira do Advento 23 de Dezembro

Evangelho: Lc 1, 57-66

57 Completou-se para Isabel o tempo de dar à luz e deu à luz um filho. 58 Os seus vizinhos e parentes ouviram falar da graça que o Senhor lhe tinha feito e congratulavam-se com ela. 59 Aconteceu que, ao oitavo dia, foram circuncidar o menino e chamavam-lhe Zacarias, do nome do pai. 60 Interveio, porém, sua mãe e disse: «Não; mas será chamado João». 61 Disseram-lhe: «Ninguém há na tua família que tenha este nome». 62 E perguntavam por acenos ao pai como queria que se chamasse. 63 Ele, pedindo uma tabuinha, escreveu assim: «O seu nome é João». Todos ficaram admirados.64 E logo se abriu a sua boca, soltou-se a língua e falava bendizendo a Deus. 65 O temor se apoderou de todos os seus vizinhos, e divulgaram-se todas estas maravilhas por todas as montanhas da Judeia. 66 Todos os que as ouviram as ponderavam no seu coração, dizendo: «Quem virá a ser este menino?». Porque a mão do Senhor estava com ele.
Nota:
Durante o Tempo do Advento não publicamos o costumado Comentário e/ou Meditação sobre o Evangelho do dia. Convidamos o leitor a fazê-lo e a amabilidade de o “postar) em comentários.

Tema para consideração: A confissão frequente
A)   O exame de consciência 2
2.    Com razão os mestres da vida espiritual recalcam que o exame de consciência é necessário e indispensável para a purificação da alma e para o adianto na vida de perfeição. Sem um exame de consciência bem ordenado, apenas nos damos conta a meias das nossas faltas. Estas acumulam-se; as más inclinações e as paixões perversas tornam-se mais fortes e ameaçam seriamente a vida da graça. Sobretudo, a caridade santa não poderá desenvolver-se plenamente.
O exame de consciência oferece diversas possibilidades: propõe-se como fim somente o conhecimento dos pecados veniais – não se trata agora dos mortais – que se cometem com plena consciência, ou também o conhecimento dos pecados de fraqueza, pouco ou mal conhecidos; ou, finalmente, reflecte como se tivesse podido e devido corresponder melhor à graça. É claro que um exame de consciência bom e acertado, só se pode fazer com o auxílio da graça sobrenatural.
O exame de consciência geral passa revista a todos os actos do dia, pensamentos, sentimentos, palavras e obras. Quando se faz regularmente, este exame de consciência não é difícil: a pessoa sabe em que ponto costuma cometer falta, e assim sem esforço especial dá-se conta das faltas eventuais do dia. No caso de haver uma infracção especial, esta de qualquer forma atormentaria a alma que procura seriamente a perfeição. Se há verdadeira vida religiosa, não tem que se ser minucioso neste exame de si próprio. Mais importante é o acto de arrependimento. Neste ponto é onde se pode dar mais vida e profundidade ao exame de consciência. Do arrependimento brota o propósito, que normalmente terminará no propósito da confissão.
O exame de consciência geral completar-se-á com o chamado exame particular.: este ocupa-se durante longo tempo de uma falta previamente determinada que se quer vencer ou eliminar, ou de um determinada virtude a que se propõe chegar. O exame das faltas orienta-se primeiramente para as exteriores, que incomodam ou aborrecem o próximo; depois para as interiores, as faltas de carácter propriamente ditas, em direcção ao ponto débil do nosso ser e da nossa vida. Já quando se incorra na falta somente raras vezes ou em determinadas ocasiões, será conveniente passar ao exame positivo de determinados actos de virtude, exame que, ao progredir na vida do espírito, apresenta cada vez mais uma forma de fortalecimento da vontade em direcção a uma determinada virtude, e à forma de uma súplica a Deus para nos fortalecer e aperfeiçoar nesta virtude, por exemplo, o amor de Deus e do próximo, em espírito de fé, humildade e vida de oração. Com o objecto do exame particular coincidirá normalmente também o propósito próprio e especial da confissão frequente. Por isso precisamente para as almas religiosas e zelosas, é muito importante o exame particular, sobretudo na forma que acabamos de indicar: consolidação e afinco da vontade na virtude.
Doutrina: CCIC – 598: O que significa o Ámen final?
                   CIC –  2855 – 2856; 2865

«Depois, acabada a oração, tu dizes: Ámen, corroborando com o Ámen, que significa “Assim seja, que isso se faça”, tudo o que está contido na «oração que Deus nos ensinou»(S. Cirilo de Jerusalém)

Nota:
               Acaba aqui a publicação do Compêndio da Doutrina da Igreja Católica








4ª Sexta-Feira do Avento 24 de Dezembro
Evangelho: Lc 1, 67-79
67 Zacarias, seu pai, ficou cheio do Espírito Santo, e profetizou dizendo: 68 «Bendito seja o Senhor, Deus de Israel, porque visitou e resgatou o Seu povo; 69 e suscitou uma força para nos salvar, na casa do Seu servo David, 70 conforme anunciou pela boca dos Seus santos profetas de outrora; 71 que nos livraria dos nossos inimigos, e das mãos de todos os que nos odeiam; 72 para exercer a Sua misericórdia a favor de nossos pais, e lembrar-Se da Sua santa aliança, 73 segundo o juramento que fez a nosso pai Abraão, de nos conceder 74 que, livres das mãos dos nossos inimigos, O sirvamos sem temor, 75 diante d'Ele com santidade e justiça, durante todos os dias da nossa vida. 76 E tu, menino, serás chamado o profeta do Altíssimo, porque irás à frente do Senhor, a preparar os Seus caminhos; 77 para dar ao Seu povo o conhecimento da salvação, pela remissão dos seus pecados, 78 graças à terna misericórdia do nosso Deus, que nos trará do alto a visita do Sol Nascente, 79 para alumiar os que jazem nas trevas e na sombra da morte; para dirigir os nossos pés no caminho da paz»
Nota:
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Tema para consideração: A confissão frequente
A)   O exame de consciência 3
3. Não é suficiente conhecer só os actos, as faltas. Igualmente importante – inclusive mais importante – é examinar as atitudes interiores e os sentimentos. Para tal serve o chamado exame de consciência «habitual», quer dizer, o dirigir um olhar breve, frequente, ao próprio interior, observar a inclinação, a tendência momentânea dominante do coração, o sentimento, as aspirações que então prevalecem nele. Entre os muitos sentimentos que lutam no coração do homem e o assaltam, há sempre um sentimento que domina que dá a sua orientação ao coração e determina os seus movimentos. Seja um desejo de louvor, de temor de alguma censura, de alguma humilhação, de alguma dor, sejam zelos ou amargura por alguma injustiça sofrida, seja uma desconfiança, um afã desordenado de trabalho, de saúde. Outras vezes é um estado de certa falta de energia, de desalento ante certas dificuldades, fracassos e experiências. Mas este sentimento dominante poderá também ser o amor a Deus, o afã de sacrificar-se num arranque de zelo ardente, na alegria de servir a Deus, na submissão a Deus, na humildade, na aspiração à mortificação, na entrega a Deus: «Onde está o meu coração?» Qual é a inclinação capital que o determina, qual é  a verdadeira olá que põe em movimento todas as partes do conjunto? Pode ser uma inclinação longa e duradoura, uma simpatia, uma amargura, uma antipatia; pode ser uma impressão momentânea, tão profunda e tão forte, que continua vibrando depois de longo tempo no coração. Perguntamos: «Onde está o meu coração?» Desta forma comprovamos frequentemente a inclinação momentânea, a orientação do coração, e avançamos até ao centro donde emanam os diversos actos, palavras e obras. Assim é como chegamos a conhecer os principais acontecimentos tanto no bem como no mal.
Este conhecimento serve para o exame de consciência, tanto particular como geral, e para o exame de consciência da santa confissão. Sem dificuldade descobrimos o que é importante e essencial para o nosso esforço, arrependemo-nos, damos graças a Deus ao ver ordem nos nossos sentimentos íntimos, imploramos de Deus a graça e a força. Descobrimos o que temos de ter em conta para a acusação na santa confissão e para o propósito; vemos em geral como com este rápido olhar interior e habitual, sempre e sempre renovado, começamos e afiançamos o exame de consciência, particular e geral.
Missa do Galo
Evangelho: Mt 1, 1-25
1 Genealogia de Jesus Cristo, filho de David, filho de Abraão. 2 Abraão gerou Isaac, Isaac gerou Jacob, Jacob gerou Judá e seus irmãos. 3 Judá gerou, de Tamar, Farés e Zara, Farés gerou Esron, Esron gerou Aram. 4 Aram gerou Aminadab, Aminadab gerou Naasson, Naasson gerou Salmon. 5 Salmon gerou Booz de Raab, Booz gerou Obed de Rut, Obed gerou Jessé. Jessé gerou o rei David. 6 David gerou Salomão daquela que foi mulher de Urias. 7 Salomão gerou Roboão, Roboão gerou Abias, Abias gerou Asa. 8 Asa gerou Josafat, Josafat gerou Jorão, Jorão gerou Ozias. 9 Ozias gerou Joatão, Joatão gerou Acaz, Acaz gerou Ezequias. 10 Ezequias gerou Manassés, Manassés gerou Amon, Amon gerou Josias. 11 Josias gerou Jeconias e seus irmãos, na época da deportação para Babilónia. 12 E, depois da deportação para Babilónia, Jeconias gerou Salatiel, Salatiel gerou Zorobabel. 13 Zorobabel gerou Abiud, Abiud gerou Eliacim, Eliacim gerou Azor. 14 Azor gerou Sadoc, Sadoc gerou Aquim, Aquim gerou Eliud. 15 Eliud gerou Eleazar, Eleazar gerou Matan, Matan gerou Jacob, 16 e Jacob gerou José, o esposo de Maria, da qual nasceu Jesus, chamado Cristo. 17 Assim, são catorze todas as gerações desde Abraão até David; e catorze gerações desde David até à deportação para Babilónia, e também catorze as gerações desde a deportação para Babilónia até Cristo. 18 A geração de Jesus Cristo foi deste modo: Estando Maria, Sua mãe, desposada com José, antes de coabitarem achou-se ter concebido por obra do Espírito Santo. 19 José, seu esposo, sendo justo, e não querendo expô-la a difamação, resolveu repudiá-la secretamente. 20 Pensando ele estas coisas, eis que um anjo do Senhor lhe apareceu em sonhos, e lhe disse: «José, filho de David, não temas receber em tua casa Maria, tua esposa, porque o que nela foi concebido é obra do Espírito Santo. 21 Dará à luz um filho, ao qual porás o nome de Jesus, porque Ele salvará o Seu povo dos seus pecados».22 Tudo isto aconteceu para que se cumprisse o que foi dito pelo Senhor por meio do profeta que diz: 23 “Eis que a Virgem conceberá e dará à luz um filho, e Lhe porão o nome de Emanuel, que significa: Deus connosco”. 24 Ao despertar José do sono, fez como lhe tinha mandado o anjo do Senhor, e recebeu em sua casa Maria, sua esposa. 25 E, sem que ele a tivesse conhecido, deu à luz um filho, e pôs-Lhe o nome de Jesus.
Comentário:

Lux fulgebit hodie super nos, quia natus est nobis Dominus, hoje brilhará sobre nós a luz, porque nos nasceu o Senhor! Eis a grande novidade que comove os cristãos e que, através deles, se dirige à humanidade inteira. Deus está aqui! Esta verdade deve tomar posse de nossas vidas. Cada Natal deve ser para nós um novo encontro especial com Deus, que deixe a sua luz e a sua graça penetrarem até o fundo da nossa alma.
Detemo-nos diante do Menino, de Maria e de José; estamos contemplando o Filho de Deus revestido da nossa carne... Vem-me à memória a viagem que fiz a Loreto, em 15 de agosto de 1951, para visitar a Santa Casa por um motivo muito íntimo. Lá celebrei a Santa Missa. Queria dizê-la com recolhimento, mas não tinha contado com o fervor da multidão. Não tinha calculado que, nesse grande dia de festa, muitas pessoas dos arredores viriam a Loreto, com a bendita fé dessa terra e com o amor que têm à Madona. E a sua piedade, considerando as coisas - como diria? - unicamente do ponto de vista das leis rituais da Igreja, levava-as a manifestações não muito apropriadas.
E assim, enquanto eu beijava o altar, nos momentos prescritos pelas rubricas da Missa, três ou quatro camponeses beijavam-no ao mesmo tempo. Distraía-me, mas estava emocionado. E também me atraía a atenção o pensamento de que naquela Santa Casa - que a tradição assegura ser o lugar onde viveram Jesus, Maria e José -, em cima da mesa do altar, se tinham gravado estas palavras: Hic Verbum caro factum est. Aqui, numa casa construída pelas mãos dos homens, num pedaço da terra em que vivemos, habitou Deus! (s. josemaria, Cristo que Passa, 12)

SANTO NATAL!


[1] lehen, Weg zum inneren Frieden, p. 93 (nota do t.: traduzido do castelhano no original)

18/12/2010

Boa Tarde! 20

Também te vais habituando a voar?

Óptimo!

Mesmo com percalços é muito melhor que andar rasteiro ao chão, não te parece?

(ama, 2010.12.18)

A teoria da janela partida

Em 1969, na Universidade de Stanford, o Prof. Phillip Zimbardo realizou uma experiência de psicologia social. Deixou dois automóveis abandonados na rua. Eram idênticos: a mesma marca, o mesmo modelo e a mesma cor. Um deixou-o no Bronx, ao tempo, uma zona pobre e conflituosa de Nova York, e o outro em Palo Alto, uma zona tranquila e endinheirada da Califórnia.
O carro abandonado no Bronx demorou pouco a ser desmembrado. Em poucas horas, perdeu as rodas, o motor, os assentos, etc. Levaram tudo o que era aproveitável e o resto foi vítima do vandalismo. Ao contrário, o carro abandonado em Palo Alto mantinha-se intacto.
Seria muito fácil atribuir esse desenlace à zona em que foram deixados. Contudo, a experiência não ficou por aqui. Quando o carro abandonado no Bronx já estava desfeito e o de Palo Alto já levava uma semana ainda impecável, os investigadores partiram um vidro do automóvel de Palo Alto. O resultado daquela janela partida foi, surpreendentemente, muito similar ao do Bronx. O veículo foi espoliado por completo, em poucos dias, vítima do roubo e vandalismo que o reduziram ao mesmo estado em que ficara o outro.
Parece claro que um vidro partido num carro abandonado transmite uma imagem de deterioração, desinteresse e despreocupação e essa mensagem rompe com misteriosos códigos de convivência e transmite a ideia de ausência de lei, de normas, de regras, como se valesse tudo.
Cada novo pequeno ataque que o veículo sofria, sem que nada acontecesse, reafirmava e potenciava essa ideia, até que a escalada se tornou incontrolável e desembocou na mesma violência irracional.
Em experiências posteriores, os professores James Q. Wilson e George Kelling, desenvolveram a 'Teoria da Janela quebrada”, a mesma que concluiu, de um ponto de vista criminológico, que o delito é maior nas zonas de maior descuido, sujidade, desordem ou abandono material.
Se alguém quebra o vidro duma janela num edifício e ninguém o repara, brevemente, estarão partidos os restantes vidros. Se um edifício ou uma comunidade humana manifesta sinais de deterioração e isso não parece incomodar ninguém, aí se gerará, de seguida, a mistura propícia para o delito. Se se cometem pequenas faltas e não são sancionadas, brevemente aparecerão faltas maiores e, logo, transgressões ainda mais graves. Se se permitem atitudes de falta de respeito como algo normal nas crianças, o seu padrão de desenvolvimento será cada vez de maior violência e quando forem adultos farão, de modo quase natural, coisas muito mais graves.
Estas ideias foram aplicadas, em grande escala, pela primeira vez, no Metro de Nova York, em meados de oitenta, e posteriormente, em 1994, na política de “Tolerância zero” do famoso e polémico presidente da Câmara de Nova York, Rudolfo Giuliani.
Os acertos e erros daquela estratégia policial de Giuliani fizeram correr rios de tinta, porém, parece claro, em todo o caso, que em qualquer organização humana é importante manter os mesmos princípios de ordem e respeito, aos quais não se deve admitir nenhuma transgressão, por pequena que seja. Não se trata de impor atitudes autoritárias, mas de cuidar com esmero o que verificámos que resulta mais importante do que parece.
Na educação dos filhos e dos alunos, por exemplo, estas últimas décadas fizeram-nos notar a importância da ordem material, do respeito ao adulto, da consideração para com o mais débil ou desfavorecido, das simples normas de urbanidade, o modo de vestir e comportar-se, a pontualidade ou o modo de falar. São questões às quais talvez durante algum tempo se deu excessiva importância sem atender às razões de fundo. Porém, hoje comprovamos que não são simples questões externas ou formalidades sem maior transcendência. São pequenos detalhes que constituem e modelam todo um modo de ser; pequenas atitudes ou gestos sem aparente importância mas que configuram bastantes dos princípios mais importantes.
Alfonso Aguiló   Hacer Familia nº 200, 1.X.10

com os agradecimentos a João Lopes

Bom Dia! 80


Bom, mas considerando todo o anterior, tendo concluído que o homem foi criado por Amor, porque é que Deus lhe deu esse mandato: ut operaretur que trabalhasse?

Só se encontra uma explicação coerente e que se resume no desejo do Criador, que o ser humano fosse como que ''um Seu colaborador'' na obra da Criação.
Tudo estava pronto, por assim dizer, mas havia, e há, algo que falta e que tem a ver não só com a própria evolução de tudo o criado - o ser humano também - mas com os 'segredos' que continuam à espera de serem desvendados.

Como é evidente, a evolução do conhecimento faz do homem de hoje um ser muito diferente dos primeiros progenitores. No entanto, tudo quanto foi descoberto e dominado pelo homem ao longo da história da humanidade, já existia tal como no homem existiam, desde o princípio, as capacidades para o descobrir.

Digamos, pois, que este é o mandato que se referiu, como se Deus dissesse: “tens aqui tudo quanto achei conveniente criar, agora, põe as tuas capacidades no domínio de tudo quanto existe, evoluindo tu mesmo nas tuas capacidades e potências, para conseguir esse objectivo. Por isso te dei uma alma que é a Minha Imagem impressa em ti e a fonte da inteligência. Nisto te diferencias de todos os outros seres existentes na Natureza, ou seja, és, de facto, superior a todos eles”.

Posto desta forma prosaica, percebe-se o mandato e, uma vez mais, se revela o Amor de Deus dando ao homem tais capacidades.

80


Para ver desde o início, clicar aqui: https://sites.google.com/site/sobreavidahumana/vida-humana

Tema para breve reflexão - 2010.12.18

Acções de Graças

Não há ninguém que, por pouco que reflicta, não encontre facilmente em si mesmo motivos que o brigam a ser agradecido a Deus (…). Ao conhecer o que Ele nos deu, encontraremos muitíssimos dons pelos quais dar graças continuamente.

(S. Bernardo, comentário ao Salmo 50, 4, 1.)

Textos de Reflexão para 18 de Dezembro

3º Sábado do Advento 18 de Dezembro

Evangelho: Mt 1, 18-25

18 A geração de Jesus Cristo foi deste modo: Estando Maria, Sua mãe, desposada com José, antes de coabitarem achou-se ter concebido por obra do Espírito Santo. 19 José, seu esposo, sendo justo, e não querendo expô-la a difamação, resolveu repudiá-la secretamente. 20 Pensando ele estas coisas, eis que um anjo do Senhor lhe apareceu em sonhos, e lhe disse: «José, filho de David, não temas receber em tua casa Maria, tua esposa, porque o que nela foi concebido é obra do Espírito Santo. 21 Dará à luz um filho, ao qual porás o nome de Jesus, porque Ele salvará o Seu povo dos seus pecados».22 Tudo isto aconteceu para que se cumprisse o que foi dito pelo Senhor por meio do profeta que diz: 23 “Eis que a Virgem conceberá e dará à luz um filho, e Lhe porão o nome de Emanuel, que significa: Deus connosco”. 24 Ao despertar José do sono, fez como lhe tinha mandado o anjo do Senhor, e recebeu em sua casa Maria, sua esposa. 25 E, sem que ele a tivesse conhecido, deu à luz um filho, e pôs-Lhe o nome de Jesus.

Nota:

Durante o Tempo do Advento não publicamos o costumado Comentário e/ou Meditação sobre o Evangelho do dia. Convidamos o leitor a fazê-lo e a amabilidade de o “postar) em comentários. 
Tema para consideração: A confissão frequente

2      Como devemos praticar a confissão frequente? – (6)

B) O propósito (cont)

O propósito pode também relacionar-se directamente com determinados meios com os quais se queira resistir a uma falta. Assim para melhor se subtrair à distracções na oração, pode fazer-se o propósito de fazer a meditação mais fielmente; ou, para contrair os movimentos de impaciência, de crítica e de falta de caridade, fazer o propósito de estar mais na presença de Deus e de Cristo, e dominar os sentidos.
Não se esqueça que a boa vontade é uma vontade actual, e que por esse motivo é verdadeiramente conciliável com o temor, ainda mais, com a previsão verosímil de uma recaída, pelo menos em faltas inconscientes. Teremos sempre de contar com o importante artigo de fé que o homem, ainda quando se encontre em estado de garça santificante, «sem privilégio especial de Deus, como ensina a Santa Igreja a respeito da Virgem Maria, não é possível evitar durante toda a vida todos os pecados veniais» (Concílio de Trento, sessão 6, can. 23.) De modo que não se trata de que não incorramos já em nenhuma falta, mas que não sejamos indiferentes ás faltas e infracções, ás suas causas e raízes, e que as rejeitemos energicamente, de que jamais façamos as pazes com elas e que cheguemos às alturas do santo amor de Deus.

Doutrina: CCIC – 593: Qual é o específico sentido cristão deste pedido?
                   CIC – 2835-2837; 2861

Porque «o homem não vive só de pão, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus» (Mt 4,4), este pedido refere-se igualmente à fome da Palavra de Deus e à do Corpo de Cristo recebido na Eucaristia, bem como à fome do Espírito Santo. Pedimo-Lo, com uma confiança absoluta, para hoje, o hoje de Deus, o qual nos é dado sobretudo na Eucaristia que antecipa o banquete do reino que há-de vir.

17/12/2010

Boa Tarde! 19

Pois é como dizes: quando te habituas a algo é difícil deixar de o fazer.

Habituas-te a portar-te bem… logo…

19

(ama, 2010.12.17)

A crise

O delicioso escrito que segue, não pode ser traduzido para português sem perder muito do contexto das ideias, frases e termos cujo significado ficaria irremediavelmente prejudicado e distorcido.
Assim, se publica como e tal chegou às nossas mãos graças à atenta amabilidade de um grande amigo, sacerdote de nacionalidade espanhola e coração universal, atentíssimo a estes trabalhos de dar a conhecer coisas interessantes, boas, cultas, sérias e divertidas. (ama)




Leopoldo Abadía (autor de " La crisis Ninja ") dice en su artículo:

Me escribe un amigo diciendo que está muy preocupado por el futuro de sus nietos.
Que no sabe qué hacer: si dejarles herencia para que estudien o gastarse el dinero con su mujer y que "Dios les coja confesados".
Lo de que Dios les coja confesados es un buen deseo, pero me parece que no tiene que ver con su preocupación.
En muchas de mis conferencias, se levantaba una señora (esto es pregunta de señoras) y decía esa frase que me a mí me hace tanta gracia: "qué mundo les vamos a dejar a nuestros hijos?"
Ahora, como me ven mayor y ven que mis hijos ya están crecidos y que se manejan bien por el mundo, me suelen decir "qué mundo les vamos a dejar a nuestros nietos?"
Yo suelo tener una contestación, de la que cada vez estoy más convencido:
"y a mí, qué me importa?!"
Quizá suena un poco mal, pero es que, realmente, me importa muy poco.
Yo era hijo único. Ahora, cuando me reuno con los otros 64 miembros de mi familia directa, pienso lo que dirían mis padres, si me vieran, porque de 1 a 65 hay mucha gente. Por lo menos, 64.
Mis padres fueron un modelo para mí. Se preocuparon mucho por mis cosas, me animaron a estudiar fuera de casa (cosa fundamental, de la que hablaré otro día, que te ayuda a quitarte la boina y a descubrir que hay otros mundos fuera de tu pueblo, de tu calle y de tu piso), se volcaron para que fuera feliz. Y me exigieron mucho.
Pero qué mundo me dejaron? Pues mirad, me dejaron:
1. La guerra civil española
2. La segunda guerra mundial
3. Las dos bombas atómicas
4. Corea
5. Vietnam
6. Los Balcanes
7. Afganistán
8. Irak
9. Internet
10. La globalización
Y no sigo, porque ésta es la lista que me ha salido de un tirón, sin pensar. Si pienso un poco, escribo un libro.
Vosotros creéis que mis padres pensaban en el mundo que me iban a dejar? Si no se lo podían imaginar!
Lo que sí hicieron fue algo que nunca les agradeceré bastante: intentar darme una muy buena formación. Si no la adquirí, fue culpa mía.
Eso es lo que yo quiero dejar a mis hijos, porque si me pongo a pensar en lo que va a pasar en el futuro, me entrará la depre y además, no servirá para nada, porque no les ayudaré en lo más mínimo.
A mí me gustaría que mis hijos y los hijos de ese señor que me ha escrito y los tuyos y los de los demás, fuesen gente responsable, sana, de mirada limpia, honrados, no murmuradores, sinceros, leales. Lo que por ahí se llama "buena gente".
Porque si son buena gente harán un mundo bueno.
Por tanto, menos preocuparse por los hijos y más por darles una buena formación:
que sepan distinguir el bien del mal,
que no digan que todo vale,
que piensen en los demás,
que sean generosos. . . .
En estos puntos suspensivos podéis poner todas las cosas buenas que se os ocurran.
Al acabar una conferencia la semana pasada, se me acercó una señora joven con dos hijos pequeños. Como también aquel día me habían preguntado lo del mundo que les vamos a dejar a nuestros hijos, ella me dijo que le preocupaba mucho qué hijos íbamos a dejar a este mundo.
A la señora joven le sobraba sabiduría, y me hizo pensar. Y volví a darme cuenta de la importancia de los padres. Porque es fácil eso de pensar en el mundo, en el futuro, en lo mal que está todo, pero mientras los padres no se den cuenta de que los hijos son cosa suya y de que si salen bien, la responsabilidad es un 97% suya y si salen mal, también, no arreglaremos las cosas.
Y el Gobierno y las Autonomías se agotarán haciendo Planes de Educación, quitando la asignatura de Filosofía y volviéndola a poner, añadiendo la asignatura de Historia de mi pueblo (por aquello de pensar en grande) o quitándola, diciendo que hay que saber inglés y todas estas cosas.
Pero lo fundamental es lo otro: los padres. Ya sé que todos tienen mucho trabajo,
que las cosas ya no son como antes,
que el padre y la madre llegan cansados a casa,
que mientras llegan, los hijos ven la tele basura, que lo de la libertad es lo que se lleva,
que la autoridad de los padres es cosa del siglo pasado.
Lo sé todo. TODO. Pero no vaya a ser que como lo sabemos todo, no hagamos NADA.
Leopoldo Abadía 
P. D .
1. No he hablado de los nietos, porque para eso tienen a sus padres.
2. Yo, con mis nietos, a merendar y a decir tonterías y a reírnos, y a contarles las notas que sacaba su padre cuando era pequeño.
3. Y así, además de divertirme, quizá también ayudo a formarles.

 Leopoldo Abadía (Zaragoza, 1933) é um professor e escritor espanhol conhecido pela sua análise da crise económica actual.

Fonte: Blog de La gaceta.es, La cigueña de la torre, 

Arre burriquito

Com a devida vénia e sem prévia autorização, transcreve-se um delicioso escrito de Natal.
NUNC COEPI espera ser perdoado pelo "abuso" cometido, tendo em conta que as coisas boas devem ser partilhadas e, as muito boas - como é o caso - obrigatoriamente conhecidas de toda a gente.


Arre, burriquito...

...Vamos a Belém, /Ver o Deus Menino /Que a Senhora tem; /Que a Senhora tem, /Que a Senhora adora. /Arre, burriquito /Vamos lá embora. Este cântico mostra bem como a gente simples te aprecia e te recorda neste tempo de Natal. Imagino-te em Nazaré prestando os teus serviços a José e a Maria na casita onde moravam e onde estava a oficina de carpinteiro. Certamente que te sentias a gosto em tão boa companhia, mesmo trabalhando horas a fio... como de resto o teu dono. Na horta ao lado da casa havia um poço e José tinha feito uma nora muito jeitosa que funcionava à maravilha, mesmo sendo feita toda de madeira.
DSCF1277.JPG 
Atrelado à nora, lá andavas às voltas, sempre com o mesmo passo, e era um gosto ver a água que surgia para regar as hortaliças e para os cuidados da casa. Alguém que te viu é que terá dito pela primeira vez trabalhar como um burro. Já a outra expressão teimoso como um burro é capaz de ser injusta, pois tu não és propriamente teimoso; se fosses humano diria que tens mas é convicções fortes. E do teu trabalho que parecia monótono nasciam as couves e as cenouras e até a mostarda, a tal das sementes pequeninas e que com a tua ajuda crescia tanto que as aves do céu até lá faziam os seus ninhos.

Eras sempre bem tratado, mas de vez em quando tinhas dois petiscos que só te sabiam a pouco: uma cenourinha que Maria te dava e uma coçadela de José atrás das orelhas. Que delícia! Certo dia notaste uma certa agitação entre o povo e ficaste muito admirado quando José te aparelhou com a sela, juntou uns pertences e te levou, com Maria, pelos caminhos da Galileia. Não sabias o que se passava, mas ias todo contente com a passageira, que te parecia mais pesadita do que da última vez que a tinhas levado a casa da prima Isabel. Caminhavas ligeiro, pois José era um andarilho de primeira, mas tinhas todo o cuidado em ver onde pisavas, porque naquele tempo não havia estradas, mas apenas caminhos feitos por quem os pisava uma vez e outra e nem querias pensar que podias tropeçar e arranjar alguma.

Ao fim de uns dias de caminho chegaste a Belém e andaste de porta em porta sem encontrar onde ficar até que foste parar a uma gruta que servia de estábulo. Não era grande sítio para gente, mas tu sentias-te na maravilha: pelo menos havia palha em abundância e até lá encontraste uma vaquita que te deu um certo jeito: é que os dois encostados ficavam mais quentinhos que lá fora estava frio. Às tantas ouviste um bebé a chorar e quando te levantaste a ver o que se passava viste... o Menino ao colo de Maria. E José a olhar para os dois, tão contente que só visto. E tu claro que também ficaste feliz, pois o Menino era mesmo bonito.

Passados uns dias José descobriu uma casa onde se instalaram: logo se meteu ao trabalho, pois não sabia estar quieto. Até arranjou uma carrocita que tu puxavas com todo o garbo, levando as peças que José fazia na oficina e sobretudo quando Maria te levava, também com o Menino, a buscar água à fonte. Um belo dia nem querias acreditar no que vias: chegou uma data de camelos com gente com umas roupas bem diferentes das que conhecias e vieram fazer uma grande festa ao Menino; até lhe deram uns presentes muito fixes. As coisas depois complicaram-se, mas falamos disso noutra ocasião, queres?

Eu hei-de dar ao Menino /Uma fitinha pró chapéu; /E ele também me há-de dar /Um lugarzinho no Céu. Arre, burriquito...

Fernando Sena Esteves

Bom Dia! 79



Uma das grandes lições e exemplos neste campo vêm-nos exactamente de Jesus Cristo que passou a Sua  vida a trabalhar, primeiro como jovem com as ocupações normais dos jovens: estudar, - trabalho intelectual - aprender uma profissão, ajudando o Seu Pai Adoptivo no trabalho com que provia o sustento da família - trabalho braçal -, até aos últimos três anos da Sua vida na terra na ocupação da pregação do Reino, tão extenuante como se refere muitas vezes nos Evangelhos chegando a adormecer em pleno fragor de uma tempestade no mar, - trabalho espiritual ou intelectual -, tornando, deste modo todo o trabalho humano em trabalho divino.


De facto, trabalhar é colaborar com Deus de uma forma directa. Por isso mesmo, longe de um castigo, pena ou sujeição, o trabalho, qualquer que seja, é algo grandioso e de enorme valor.

''Ut operaretur'' ([i]) para que trabalhe, este foi o mandato do Criador ao primeiro ser humano.

E porquê podemos perguntarmo-nos?

Bom, não nos cabe questionar as decisões do Criador porque, em primeiro lugar, tem autoridade absoluta sobre a criatura e, portanto, determinar o que esta deve ou não fazer e, depois acresce uma razão, a nosso ver, determinante: a criatura tem necessariamente uma função que é a razão porque foi criada.

Não faz nenhum sentido - temos de usar termos humanos - criar alguma coisa, neste caso, um ser humano, só porque sim, isto é, sem nenhum objectivo concreto. O Criador, de facto, não precisa de nada e se 'fez' uma Obra, um Mundo complexo e belo, povoado de seres animais e vegetais de uma infinidade de espécies, perfeitamente organizadas e interdependentes, num ''jogo'' espantoso de complexidade e harmonia, tudo isto e muitíssimo mais que nem se consegue descrever, foi por um acto da Sua Vontade soberana, tendo, como diz a Bíblia «achado que tudo era bom» ([ii]), e, como último acto, criar o ser humano, foi, repete-se uma vez mais, por Amor.

Sim, Amor com maiúscula porque é Amor Divino. É que, Deus, sendo a plenitude do Amor, não pode deixar de praticar actos de amor e, de facto, fá-lo constantemente quando cria uma nova alma para uma vida humana que se inicia.

79


Para ver desde o início, clicar aqui: https://sites.google.com/site/sobreavidahumana/vida-humana

[i] Gen 3, 22-24
[ii] Gen 1, 31

Tema para breve reflexão - 2010.12.17

Sentimento

Guiar-me pelo sentimento é dar a direcção da casa ao criado e fazer abdicar o dono. Não é mau o sentimento, mas sim a importância que se lhe dá.

(J. Tissot, La Vida interior, Pg. 100, trad ama)

Textos de Reflexão para 17 de Dezembro

3ª Sexta-Feira do Avento 17 de Dezembro


Evangelho: Mt 1, 1-17
1 Genealogia de Jesus Cristo, filho de David, filho de Abraão. 2 Abraão gerou Isaac, Isaac gerou Jacob, Jacob gerou Judá e seus irmãos. 3 Judá gerou, de Tamar, Farés e Zara, Farés gerou Esron, Esron gerou Aram. 4 Aram gerou Aminadab, Aminadab gerou Naasson, Naasson gerou Salmon. 5 Salmon gerou Booz de Raab, Booz gerou Obed de Rut, Obed gerou Jessé. Jessé gerou o rei David. 6 David gerou Salomão daquela que foi mulher de Urias. 7 Salomão gerou Roboão, Roboão gerou Abias, Abias gerou Asa. 8 Asa gerou Josafat, Josafat gerou Jorão, Jorão gerou Ozias. 9 Ozias gerou Joatão, Joatão gerou Acaz, Acaz gerou Ezequias. 10 Ezequias gerou Manassés, Manassés gerou Amon, Amon gerou Josias. 11 Josias gerou Jeconias e seus irmãos, na época da deportação para Babilónia. 12 E, depois da deportação para Babilónia, Jeconias gerou Salatiel, Salatiel gerou Zorobabel. 13 Zorobabel gerou Abiud, Abiud gerou Eliacim, Eliacim gerou Azor. 14 Azor gerou Sadoc, Sadoc gerou Aquim, Aquim gerou Eliud. 15 Eliud gerou Eleazar, Eleazar gerou Matan, Matan gerou Jacob, 16 e Jacob gerou José, o esposo de Maria, da qual nasceu Jesus, chamado Cristo. 17 Assim, são catorze todas as gerações desde Abraão até David; e catorze gerações desde David até à deportação para Babilónia, e também catorze as gerações desde a deportação para Babilónia até Cristo.



Nota:

Durante o Tempo do Advento não publicamos o costumado Comentário e/ou Meditação sobre o Evangelho do dia. Convidamos o leitor a fazê-lo e a amabilidade de o “postar) em comentários. 
Tema para consideração: A confissão frequente

2      Como devemos praticar a confissão frequente? – (5)

B) O propósito (cont)

O propósito tem de ser adaptado às necessidades e circunstâncias do momento. Deve ter como objecto uma falta que me dá muito que fazer e que hei-de combater com todo o afã; tem que ter em consideração a corrente interior da graça, que tão frequentemente toma por ponto de partida algum mistério de Cristo, da liturgia ou do ano eclesiástico, uma vivência íntima, a meditação, a leitura espiritual, uma inspiração interior, etc.
O propósito não há-de mudar, nem deve mudar em cada confissão; mas, se não varia, deve renovar-se, afiançar-se e aprofundar-se em cada confissão até que a falta que foi objecto do propósito seja vencida eficazmente com certa segurança e constância de forma que se tenha debilitado notavelmente o seu predomínio; amiúde o propósito deverá conservar-se até que mudem as circunstâncias exteriores. Certas faltas exteriores, como a curiosidade da vista, a quebra do silêncio ou faltas contra a caridade, terão que ser combatidas com um propósito especial até que se tenha conseguido que um costume oposto adquira predomínio. Para tal contribuem poderosamente o exame particular e a meditação diária.

Doutrina: CCIC – 592: Que significa o pedido: «O pão nosso de cada dia nos
                                      dai hoje»?
                   CIC –  2828-2834; 2861

Ao pedir a Deus, com o confiante abandono dos filhos, o alimento quotidiano necessário a todos para a subsistência, reconhecemos o quanto Deus nosso Pai é bom e está acima de toda a bondade. Pedimos também a graça de saber agir de modo que a justiça e a partilha façam com que a abundância de uns possa prover às necessidades dos outros.