22/10/2010

Bom Dia! Outubro 22, 2010


Ser herdeiro envolve uma responsabilidade que, em suma, pode resumir-se dizendo que tem de comportar-se com a dignidade que lhe é própria de acordo com a grandeza da herança que lhe caberá.
Aqui também se vê que este comportamento não contempla a passividade porque, como na parábola se descreve, o filho mais velho, não obstante ter essa atitude, acaba por se revelar, também, como não digno daquilo que o Pai lhe reserva. Talvez tenha ficado com o Pai por conveniência, por não querer correr nenhum risco em nenhuma aventura serôdia mas, também, parece nada ter feito para merecer a herança. Parece julgar ter uns direitos que não lhe foram satisfeitos, ou uma insatisfação que não sabe explicar bem.
O pai diz-lhe que, estando ele sempre na sua companhia, o que é dele é como se fosse seu, mas ele não entende esta realidade extraordinária porque está preso a coisa mínimas de importância muito reduzida: um cabrito, de vez em quando, para festejar com os amigos, benefício que, aliás nunca pediu passando para o pai o ónus de adivinhar os desejos que quer ver satisfeitos.
Novamente, o arrependimento parece fulcral neste episódio não, talvez, pelo arrependimento em si, mas pela decisão de tomar uma posição activa, de empreender decididamente uma acção cujas repercussões nem sequer calcula ou adivinha.
Ou seja, o filho mais novo faz alguma coisa, assume uma posição, toma uma atitude. Não fica, cómoda e passivamente à espera que tudo lhe seja posto no regaço sem nenhum esforço da sua parte.

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Textos de Reflexão para 22 de Outubro

Evangelho: Lc 12, 54-59

54 Dizia também às multidões: «Quando vós vedes uma nuvem levantar-se no poente, logo dizeis: Aí vem chuva; e assim sucede. 55 E quando sentis soprar o vento do sul, dizeis: Haverá calor; e assim sucede.56 Hipócritas, sabeis distinguir os aspectos da terra e do céu; como, pois, não sabeis reconhecer o tempo presente? 57 E porque não discernis também por vós mesmos o que é justo? 58 Quando, pois, fores com o teu adversário ao magistrado, faz o possível por fazer as pazes com ele pelo caminho, para que não suceda que te leve ao juiz, e o juiz te entregue ao guarda, e o guarda te meta na cadeia. 59 Digo-te que não sairás de lá, enquanto não pagares até o último centavo».

Comentário:
                                                                                       
Parece evidente que, neste trecho do Evangelho de São Lucas, Jesus se refere à rectidão de intenção. De facto, tentar escamotear a evidência apenas porque, no momento, nos convém é apenas adiar o problema. Encarar as coisas, os incidentes da vida corrente, de frente, com decisão e coragem, é “meio caminho andado” para a sua solução. Tratemos de ir pagando a dívida que mantemos com o nosso Criador e Senhor, não deixemos para o último momento esse acerto de contas. Poderemos não ter tempo para o fazer. 

(ama, comentário sobre Lc 12, 54-58, 2010.08.18)

Tema: Virtudes - Pureza 6

Entre as virtudes humanas que ajudam a viver a santa pureza está a laboriosidade, o trabalho constante, intenso. Muitas vezes os problemas de pureza são de ócio ou de preguiça. 

(Francisco Fernández carvajal, Hablar com Dios, Tempo Comum 2ª Dom., Ciclo B, trad ama)
Doutrina: CCIC – 437:  Qual a relação do Decálogo com a Aliança?
                  CIC – 2058-2063; 2077

O Decálogo compreende-se à luz da Aliança, na qual Deus se revela, dando a conhecer a sua vontade. Na observância dos mandamentos, o povo mostra a sua pertença a Deus e responde com gratidão à sua iniciativa de amor.

21/10/2010

Políticos Católicos

PAPA ADVOGA POR NOVA GERAÇÃO DE POLÍTICOS CATÓLICOS
“SEM COMPLEXOS”

Mensagem à Semana Social na Itália

REGGIO CALABRIA, sábado, 16 de Outubro de 2010 (ZENIT.org) – Bento XVI advogou por uma nova geração de políticos católicos“sem complexos de inferioridade”, em uma mensagem enviada nessa quinta-feira à 46ª Semana Social dos Católicos Italianos.

Na carta lida aos congressistas, na localidade de Reggio Calabria, o Papa, recordando o tempo de crise, lança um apelo “para que surja uma nova geração de católicos, pessoas interiormente renovadas que se comprometam na actividade política sem complexos de inferioridade”.

“Esta presença, certamente, não se improvisa – afirma o pontífice –: é o objectivo ao que deve mirar um caminho de formação intelectual e moral que, partindo das grandes verdades em torno a Deus, ao homem e ao mundo, ofereça critérios de juízo e princípios éticos para interpretar o bem de todos e de cada um”.

Por sua parte, o pontífice alenta a Igreja na Itália a “se empenhar na formação de consciências cristãs maduras, quer dizer, alheias ao egoísmo, à cobiça de bens e à ânsia de carreira e, em contrapartida, coerentes com a fé professada, conhecedoras das dinâmicas culturais e sociais deste tempo e capazes de assumir responsabilidades públicas com competência profissional e espírito de serviço”.

“O compromisso sociopolítico, com os recursos espirituais e as atitudes que requer, é uma vocação alta, à qual a Igreja convida a responder com humildade e determinação”, conclui.

Fonte: zenit.org

O ensurdecedor "grito silencioso"



por Luís Botelho Ribeiro
Podíamos dizer que não estamos a fazer mais do que dar cumprimento a um pedido deixado pela grande Senhora e Poetisa, Sophia de Melo Breyner. Certo dia, Sophia pediu: espalhem imagens dessas [mostrando rostos e restos mortais de bebés abortados] com a frase: “aqueles que ninguém quis amar”. Poder, podíamos. Mas é mais do que isso.


Sempre que, na história, o homem explorou, escravizou ou eliminou o seu irmão, preparou-se para o crime convencendo-se e procurando convencer os outros da não-humanidade da sua vítima. Também assim acontece hoje com os bebés ainda não nascidos. Impôs-se uma espécie de «censura prévia» o todo aquele que pretender levantar o véu e denunciar a maior injustiça do nosso tempo, a maior violência jamais praticada sobre um grupo humano sem voz própria.

Para não enfrentar o coro da indignação cúmplice com os interesses abortistas, os próprios movimentos pro Vida caem amiúde numa auto-amputação discursiva, renunciando ao argumento mais forte em sua posse: um argumento que vai direito ao sentimento inato da solidariedade humana residente nos corações ainda não empedernedidos, mas de carne.

Não podemos continuar a ocultar dos portugueses a luta desesperada pela sobrevivência, o grito silencioso de um bebé abortado nos Estados Unidos, registado por uma ecógrafo de ultrassons. Não podemos continuar a não mostrar os rostos humilhados de seres humanos sacrificados inapelavelmente pelo egoísmo totalitário vigente. Por isso, após profunda reflexão e conscientes da onda que contra nós se levantará, no tempo de antena a que, por lei, temos direito, o PPV vai mostrar tudo - mostrar o que é o aborto; mostrar o coração palpitante, o desespero e, finalmente, o rosto humilhado das suas vítimas - os bebés não nascidos.

Aos abortófilos indignados, mas que alegam tratar-se de "um monte de células" perguntaremos: que diferença faz mostrar estas "células mortas" e outras células manipuladas em laboratório e que a televisão frequentemente nos mostra? Se o que mostraremos não é humano, porque se revoltam? Se é humano, porque não havemos de o mostrar ao mundo, como amiúde nos mostram as vítimas dos campos de extermínio nazis - para que a história daquelas monstruosidades não se repita?

Há que mostrar estas imagens, finalmente, por duas grandes razões: primeiro, porque elas nos mostram a Verdade, a verdade mais inconveniente dos tempos que vivemos. E a segunda razão é esta: para que a Verdade nos liberte a todos do maior demónio do nosso tempo; para que os nossos corações de pedra se transformem em corações de carne e, pela via da Justiça, demos finalmente as mãos a toda a Humanidade.

Guimarães, 20 de Outubro de 2010

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De acordo com a agenda já oficialmente marcada e confirmada pela RTP, no dia 22 de Outubro, sexta-feira, pelas 19h55, será emitido pela RTP1 um excerto do filme "The silent scream" durante o tempo de antena do PPV. Na RDP - Antena1, a versão radiofónica do mesmo tempo de antena radiofónico irá para o ar pelas 13h55 do dia 25 de Outubro, 2ª feira. 

Passe palavra e assista - ao vídeo e à onda contrária que se adivinha. Advertimos as pessoas mais susceptíveis para a parte mais chocante do vídeo, devidamente identificada por um círculo vermelho e antecedida por uma mensagem de advertência.

Na continuação da "Comunidade Modelo"


 

Bom Dia! Outubro 21, 2010


A filiação divina!

Talvez a grande “descoberta” de um Santo dos nossos dias, a percepção pessoal da Filiação Divina trouxe à pessoa mais comum uma nova visão da sua vida como pessoa completa. São Josemaria Escrivá veio “revolucionar” o conceito pessoal de cada um com esta afirmação jubilosa: Somos, todos, filhos de Deus o que dá ao ser humano uns direitos e prerrogativas talvez, até então, insuspeitadas.

Considerando que o filho, é o herdeiro natural do seu pai, temos uma panorâmica extraordinária do que nos espera: Herdeiros de Deus!
Esta constatação traz consigo uma completa e total revisão de vida quer na conduta quer, sobretudo, no seu objectivo.
O direito de herança pode, evidentemente, perder-se pelo comportamento ou do desinteresse do herdeiro.
Em princípio, qualquer um pode não estar interessado na herança. Por variadas razões – ou melhor – sem-razões, a pessoa pode preferir o imediato em detrimento do futuro. Vemos esta atitude maravilhosamente descrita por São Lucas na parábola do Filho Pródigo.

É uma escolha que livremente cada um pode optar porque o Pai não coage nenhum herdeiro a esperar o tempo justo para receber a herança final que, sempre será, muito superior em bem e valor que a recebida antes de tempo.

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Textos de Reflexão para 21 de Outubro

Evangelho: Lc 12, 49-53

49 Eu vim trazer fogo à terra; e como desejaria que já estivesse ateado! 50 Eu tenho de receber um baptismo; e quão grande é a minha ansiedade até que ele se conclua! 51 Julgais que vim trazer paz à terra? Não, vos digo Eu, mas separação; 52 porque, de hoje em diante, haverá numa casa cinco pessoas, divididas três contra duas e duas contra três. 53 Estarão divididos: o pai contra o filho e o filho contra o pai; a mãe contra a filha e a filha contra a mãe; a sogra contra a nora e a nora contra a sogra».
Comentário:

De facto não parece muito atraente a doutrina de Cristo. Diz-nos sem rodeios que, por Sua causa, haverá contradição no mundo, clivagem entre as pessoas, até na própria família e, no entanto, ao longo de dois milénios quantos foram atraídos por Jesus? Quantos O seguiram e seguem incondicionalmente às vezes, contra o que dele espera a família, os amigos?
Porquê?
Porque Cristo atrai como um íman poderoso, irresistível. As Suas palavras são palavras de vida eterna, as Suas promessas são garantias de salvação, o Seu Caminho é a Verdade, a Vida.
Vale a pena, sim vale a pena arrostar com essas dificuldades e enfrentar esses desafios que Cristo nos fala. O prémio é infinitamente compensador de todo o sofrimento ou mal-estar que possamos ter de viver por O seguir.
A Sua figura inconfundível de Mestre e Senhor, estará lá, no fim, de braços abertos, para nos dar o melhor acolhimento de um Amigo que deu a vida por nós. 

(ama, comentário sobre Lc 12, 49-53, 2010.08.11)

Tema: Virtudes - Pureza 5

A pureza de coração é um dom de Deus, que se manifesta na capacidade de amar, no olhar recto e puro para tudo o que é nobre. (...) O cristão, ajudado pela graça de Deus, deve lutar continuamente para purificar o seu coração e adquirir essa pureza, em virtude da qual se promete a visão de Deus.

(Bíblia Sagrada, anotada pela Fac. de Teologia da Univ. de Navarra,  Comentário Mt 5, 8)

Doutrina: CCIC – 436: O que significa o «Decálogo»?
                   CIC – 2056-2057

Decálogo significa «dez palavras» (Ex 34,28). Estas palavras resumem a Lei, dada por Deus ao povo de Israel, no contexto da Aliança, por meio de Moisés. Este, ao apresentar os mandamentos do amor a Deus (os três primeiros) e ao próximo (os outros sete), traça, para o povo eleito e para cada um em particular, o caminho duma vida liberta da escravidão do pecado.

Tema para breve reflexão - 2010.10.21

Deus – Misericórdia

A Deus, que é misericordioso, não é necessário pedir-lhe, basta expor-lhe a nossa necessidade.

(S. Tomais de aquino, Super Evangelium S. Ioannis lectura)

Textos de Reflexão para 20 de Outubro

Evangelho: Lc 12, 39-48

39 Sabei que, se o pai de família soubesse a hora em que viria o ladrão, vigiaria sem dúvida e não deixaria arrombar a sua casa. 40 Vós, pois, estai preparados porque, na hora que menos pensais, virá o Filho do Homem». 41 Pedro disse-lhe: «Senhor, dizes esta parábola só para nós ou para todos?». 42 O Senhor respondeu: «Quem é o administrador fiel e prudente que o senhor estabelecerá sobre as pessoas da sua casa, para dar a cada um, a seu tempo, a ração alimentar? 43 Bem-aventurado aquele servo a quem o senhor, quando vier, achar procedendo assim. 44 Na verdade vos digo que o constituirá administrador de tudo quanto possui. 45 Porém, se aquele servo disser no seu coração: O meu senhor tarda em vir, e começar a espancar os criados e as criadas, a comer, a beber e a embriagar-se, 46 chegará o senhor desse servo, no dia em que ele não o espera, e na hora em que ele não sabe; castigá-lo-á severamente e pô-lo-á à parte com os infiéis. 47 Aquele servo, que conheceu a vontade do seu senhor e nada preparou, e não procedeu conforme a sua vontade, levará muitos açoites. 48 Quanto àquele que, não a conhecendo, fez coisas dignas de castigo, levará poucos açoites. Porque a todo aquele a quem muito foi dado, muito lhe será exigido; e aquele a quem muito confiaram, mais contas lhe pedirão.

Comentário:

Novamente o aviso solene: «a todo aquele a quem muito foi dado, muito lhe será exigido; e aquele a quem muito confiaram, mais contas lhe pedirão» que nos deve levar a pensar muito a sério como estamos dando conta do “nosso recado”, isto é:
Como administramos o que nos é confiado;
Se não nos apropriamos do que é dos outros;
Se somos justos na distribuição do que recebemos;
Se trabalhamos o melhor que podemos e sabemos fazendo render o que nos foi confiado sejam bens físicos, intelectuais, aptidões físicas de toda a ordem.
As contas são simples de fazer, não as manipulemos na vã tentativa de enganar Aquele a Quem temos de as prestar. 

(ama, comentário sobre Lc 12, 39-48, 2010.08.17)

Tema: Virtudes - Pureza 4

A proibição dos vícios implica sempre um aspecto positivo, que é a virtude contrária. A santa pureza é, como toda a virtude, eminentemente positiva; nasce do primeiro mandamento e para ele se ordena. 
(Bíblia Sagrada, anotada pela Fac. de Teologia da Univ. de Navarra,  Comentário Mt 5, 26-30)

Doutrina: CCIC – 435: Como é que Jesus interpreta a Lei?
                   CIC – 2055

Jesus interpreta a Lei, à luz do duplo e único mandamento da caridade, que é a plenitude da Lei: «Amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração, com toda a tua alma e com toda a tua mente. Este é o maior e o primeiro dos mandamentos. E o segundo é semelhante ao primeiro: amarás o teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos depende toda a Lei e os Profetas» (Mt 22,37-40).

20/10/2010

Bom Dia! Outubro 20, 2010


Na consideração séria da vida interior a pessoa é confrontada, inevitavelmente, com o problema da sua origem e do seu fim, para que nasceu e existe, de onde vem e para onde, tendencialmente, vai. E, aqui depara-se com Deus como a figura central de toda a vida humana, o elemento que tudo liga, a referência sempre presente de tudo quanto pensa ou faz.
Esta relação do homem com Deus, a forma como se desenvolve, os laços que estabelece, a dependência que surge como consequência natural da tomada de consciência de “criatura do Criador”, leva a vida interior da pessoa a uma finura exigente de comportamento pessoal que se traduz num constante começar e recomeçar que é, no fim e ao cabo, o que se traduz na melhoria pessoal.
A pessoa que tem a clara consciência de Deus como seu Criador progride no seu todo como ser humano porque se vai aproximando, por assim dizer, do objectivo “implantado” em cada um que é a proximidade e contemplação de Deus.

Falamos de pessoas normais e correntes, que vivem a vida de todos os dias no meio da sociedade, exercendo as mais variadas profissões e trabalhos, intelectuais ou não, independentemente dos seus conhecimentos académicos ou outros, das suas capacidades, virtudes ou defeitos.
Toda a gente – para aplicar uma expressão comum – tem o seu valor intrínseco inalienável e insubstituível e, este valor expressa-se numa verdade indiscutível: 

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Tema para breve reflexão - 2010.11.20

Tristeza 4

A tristeza move-nos à ira e à repulsa; e assim reparamos que, quando estamos tristes, facilmente nos aborrecemos e irritamos contra qualquer coisa; e para além disto, a tristeza torna o homem impaciente nas coisas que faz, fá-lo suspicaz e malicioso. E algumas vezes a tristeza transforma de tal maneira o homem que parece tirar-Lhe o bom senso e põe-no fora de si.

(S. Gregorio Magno, Moralia I, 31, 31)

Tema para breve reflexão - 2010.10.20

Contrição

A palavra contrição quer dizer despedaçar - como quando uma pedra se parte e se faz em bocados, e dá-se este nome à dor das faltas e pecados para significar que o coração endurecido pelo pecado de certa forma se despedaça com a dor de ter ofendido a Deus.

(Cfr Catecismo de S. Pio X, nr. 684-685)

19/10/2010

Canonização na Austrália

Something peculiar happened in the past week here in Australia. The media went into a frenzy about a girl from Melbourne: liftouts, wrap-arounds, TV specials, live coverage - the demand for features was insatiable. And it wasn't Nicole Kidman. It was a nun who founded a teaching order and died a hundred years ago.
I have heard it rumoured that in the days when the Pope was merely Cardinal Ratzinger he remarked that Australia was the most secular nation on the planet. It's nice to be noticed, but I thought that places like New Zealand or Finland had that distinction sewn up. Whatever the truth of this is, the Australian media has a reputation for robust hostility towards Christianity and the Australian public for indolent indifference. Over the past few years the Catholic Church, especially, has taken a shellacking over some egregious sex abuse cases.
But on Sunday Mother Mary MacKillop (1842-1909) was canonised in St Peter's Square - Australia's first saint -- and the nation was mesmerised. The papers were full of descriptions of her charity, compassion, fortitude and holiness - not to mention detailed descriptions of her miracles. It was a continent-wide Sunday school.
Forgotten were all the scandals. There was no venom, no ridicule. The national joy in celebrating the flowering of virtue and love of God in a dusty, distant land was heartfelt. There seems to be a lesson here. If the Church wants better PR, it needs more saints. I hope that a few more are on the way Down Under.

Good reading! Enjoy!
Michael Cook
Editor /Mercator net

Bom Dia! Outubro 19, 2010


Quando alguém se debruça sobre si mesmo, procurando, num esforço sério e desinibido por traçar um quadro que corresponda ao seu carácter, está a procurar no seu íntimo, aquilo que o levará a concluir o que interessa muito ou pouco, o que convém manter e fazer progredir e o que interessa banir. Está, decididamente, a tentar construir uma vida interior orientada para o que verdadeiramente é e não o que, talvez, pretenda ser.
Normalmente deste exercício, não nasce a auto-satisfação mas o desejo de conseguir progredir naquilo que considera pontos fracos do seu carácter.
A aparência, o que os outros possam pensar de si, deixa de ter tanta importância como o desejo de melhorar naquilo que tem de bom e expurgar o não o seja tanto.

Poderíamos dizer que, a vida interior, é a estrutura sobre o qual assenta o projecto de vida de cada um e como, qualquer construção, não se começa nunca pela cobertura mas pelos alicerces sobre os quais se vai erguendo aos poucos o edifício importa que a formação do carácter comece desde os primeiros anos da razão.
Dar à criança uma educação estruturada em valores perenes e indispensáveis é uma obrigação grave. Ir “formatando” o seu carácter para que entenda que a vida não se limita a actos exteriores de mera reacção física, empírica ou não, mas sim a fruto de reflexão e amadurecimento.

Actuar como numa cedência aos ímpetos, aos impulsos não passa de reacções mais ou menos estéreis, sem raiz ou autenticidade. Fazê-lo com a consciência de que se aplicou o melhor que se tem para agir correctamente traz consigo uma satisfação e tranquilidade íntimas mesmo que se tenha errado. Mais, nestas circunstâncias a pessoa está preparada para emendar ou pelo menos tentar corrigir, o que está mal, obtendo com isso um ganho pessoal e uma credibilidade social. 

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Tema para breve reflexão - 2010.10.19

A Grande Igreja

A grande Igreja será porventura uma exígua parte da Terra? A grande Igreja é o mundo inteiro. Aonde quer que te dirijas, aí está Cristo. Tens por herança os confins da Terra.
Vem! Toma posse dela toda comigo.

(Stº. Agostinho, Enarrationes in Psalmos, XX1 II 30 (P l36, 180)

Textos de Reflexão para 19 de Outubro

Evangelho: Lc 12, 35-38
35 «Estejam cingidos os vossos rins e acesas as vossas lâmpadas. 36 Fazei como os homens que esperam o seu senhor quando volta das núpcias, para que, quando vier e bater à porta, logo lha abram. 37 Bem-aventurados aqueles servos, a quem o senhor quando vier achar vigiando. Na verdade vos digo que se cingirá, os fará pôr à sua mesa e, passando por entre eles, os servirá. 38 Se vier na segunda vigília, ou na terceira, e assim os encontrar, bem-aventurados são aqueles servos.
Comentário:

Na verdade o Senhor não faz mais que avisar algo que todos, mesmo os despreocupados, sabemos: A morte virá em momento que não sabemos!
Estar preparado para morrer?
Sim, parece-me lógico. Se não me preparar para o que tenho como certo como farei para aquilo que não sei?
Diria: preparo-me para amanhã ir a determinado local, o próximo mês em que terei de ir ao médico, aquele exame daqui a algum tempo, a viagem que programei… enfim, coisas que, muito provavelmente acontecerão mas que, na realidade, não tenho a certeza que venham a realizar-se.
E, no entanto, preparo-me, vou “arranjando as coisas” para o momento previsto.
Mas, para a morte que não sei quando chegará, não faço nada?
Não quero sequer pensar no assunto?
Acho desnecessário?
Talvez mórbido?
Preparar-se para morrer não quer dizer de forma nenhuma desejar morrer. Pelo contrário, o desejar viver, o melhor possível, deve levar-nos a esse descanso e tranquilidade de espírito que é estar, sempre, preparado para o momento derradeiro. 

(ama, comentário sobre Lc 12, 35-38)  

Tema: Virtudes - Pureza 3

A pureza é requisito indispensável para amar. Ainda que não seja a primeira nem a mais importante das virtudes, nem a vida cristã se pode reduzir a ela, todavia, sem a castidade não há caridade, e esta é a primeira virtude e a que dá a sua perfeição e fundamento a todas as outras.

(J. L. Soria, Amar y vivir la castidad, Palabra, Madrid 1976, pg. 45, trad ama)

Doutrina: CCIC – 434: «Mestre, que devo fazer de bom para alcançar a
                                         vida eterna?» (Mt 19,16)
                   CIC – 2052-2054; 2075-2076

Ao jovem que lhe faz esta pergunta, Jesus responde: «Se queres entrar na vida, observa os mandamentos», e acrescenta: «Vem e segue-me» (Mt 19,16-21). Seguir Jesus implica observar os mandamentos. A Lei não é abolida, mas o homem é convidado a encontrá-la na pessoa do divino Mestre, que em si mesmo a cumpre perfeitamente, lhe revela o pleno significado e atesta a sua perenidade.

18/10/2010

Questões Litúrgicas - Hora da Missa Vespertina

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Pergunta:

Gostaria de saber qual é o documento – se existir – que indique a hora a partir da qual se considera [parte da tarde] para celebrar a missa vespertina. Sei que é de tarde, mas quando é que se considera parte de tarde, às 12:00h? Às 12:30?

Resposta:

O documento onde se encontram as regras que permitem responder à sua pergunta chama-se “Normas gerais sobre o ano litúrgico e o calendário”. Logo no início, esse documento diz três coisas: como se santifica cada dia litúrgico, quando começa e acaba o dia litúrgico, e quando começa a celebração do domingo e das solenidades: “Cada dia litúrgico é santificado com celebrações litúrgicas..., de modo particular com o Sacrifício eucarístico e o Ofício divino. O dia litúrgico começa à meia noite e termina na meia noite seguinte. Mas a celebração do domingo e das solenidades começa na tarde do dia precedente” (n. 3).
Como é fácil de perceber, esta última frase completa, em relação ao que a segunda dissera sobre duração do dia litúrgico em geral, o que se refere à celebração do domingo e das solenidades. Por outras palavras: na segunda frase diz-se que o dia litúrgico em geral vai da meia noite desse dia à meia noite seguinte; na terceira afirma-se que, celebrativamente falando, o domingo e as solenidades não começam à meia noite dos respectivos dias, mas na tarde do dia precedente. A que horas exactas? O texto deste n. 3 não o diz.
Será que as “Normas gerais” esclarecem o problema das horas noutro número qualquer? No n. 11 diz-se assim: “... A celebração [das solenidades] inicia-se com as Vésperas I no dia anterior. Algumas solenidades têm também Missa própria da vigília, que se utiliza na tarde do dia anterior, se a Missa se celebra nas horas vespertinas”.
Este n. 11 completa e esclarece o n. 3, no que respeita ao modo de dar início à celebração das solenidades no dia anterior. Essa celebração começa com as Vésperas I e com a Missa própria da vigília, no caso de a solenidade a ter. E a que horas se celebram essas Vésperas I ou essa missa da vigília? Diz o texto: “nas horas vespertinas”. E o que são “horas vespertinas”? São as horas próximas do aparecimento da estrela Vésper, que começa a ver-se ao anoitecer. Diz o dicionário: “Vésper é a estrela da tarde, designação dada ao planeta Vénus, quando se avista à tarde, após o pôr do Sol, por em tempos se ter considerado como estrela”.
Como vê, foi preciso todo este raciocínio para lhe dar agora a resposta à sua pergunta. A expressão “Missa vespertina” refere-se à Missa celebrada na tarde do dia anterior ao domingo ou às solenidades litúrgicas. Mas esta “tarde” não se refere à parte do dia que tem início às nossas 12,00 horas actuais, mas sim às horas próximas do aparecimento da estrela Vésper (aliás, planeta Vénus). Digamos, portanto, que esta “tarde” se aproxima mais do pôr do sol do que do meio dia ou das três da tarde.
Então a que horas se celebra a Missa vespertina? Celebra-se na tarde do dia anterior ao domingo ou à solenidade, nas horas estabelecidas pelo Bispo da diocese, regra geral entre as 17,00 e as 19,00 horas.
É neste sentido que deve entender-se o que diz o n. 11 das “Normas gerais”, quando aí se esclarece que a “Missa própria da vigília se utiliza na tarde do dia anterior, se a Missa se celebra nas horas vespertinas”. Sublinho a expressão “se a Missa de celebra nas horas vespertinas”, ou seja, ao cair da tarde.
E se não se celebrar a essas horas vespertinas, mas logo a seguir ao meio dia, ou mesmo às três da tarde? Em tal caso não é permitido utilizar os textos dessa Missa, e muito menos chamar a essa celebração Missa da vigília ou Missa vespertina, dado que a palavra litúrgica vigília está sempre relacionada com a noite (Vigília pascal, noite de vigília, Vigília do Pentecostes, etc.) e que a palavra vespertina se refere, como já disse, ao tempo próximo do pôr do sol.
Acerca da Vigília pascal dizem as “Normas gerais do ano litúrgico”: “Toda a celebração desta sagrada Vigília deve fazer-se durante a noite, de modo que ou comece depois do anoitecer ou termine antes da aurora do domingo” (n. 21).
Como vê, caro consulente, se não há propriamente nenhum documento que indique as horas precisas em que se deve celebrar a Missa vespertina, este conjunto de indicações permite-nos afirmar que o tempo próprio para tais Missas não é a primeira parte da tarde mas sim a última parte. Penso, aliás, que é assim que acontece onde quer que se celebrem Missas vespertinas.

Retirado do site do Secretariado Nacional de Liturgia.
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Tema para breve reflexão - 2010.10.18

Alma

A fé católica manda defender que as almas são criadas imediatamente por Deus.

(pio XII, Encíclica Humani Genéris)

Bom Dia! Outubro 18, 2010


Vem outra vez ao de cima o “pauca fidelis”, mentir nas pequenas coisas cria, nos outros uma disposição a não acreditar em nada do que esse outro diga ou faça o que, não sendo justo, é, porém, uma consequência natural do comportamento que se tem.
Um dos maiores elogios que Jesus Cristo faz a alguém e que o Evangelho nos relata é o acontecido com Bartolomeu:
«Jesus viu Natanael, que vinha ao seu encontro, e disse dele: «Aí vem um verdadeiro israelita, em quem não há fingimento.»([i]), referindo claramente a importância que tem o comportamento veraz, autêntico, sem duplicidades ou levado pela fantasia.

Onde esta faceta humana adquire, talvez, maior relevância é entre os profissionais da comunicação social, falada ou escrita. Da tendência a construir uma história a partir de meia dúzia de coisas que se conheceram de forma esparsa e desgarrada de contexto até à especulação pura e simples é tão frequente que quase se aceita como inevitável.
Tenho o direito de informar – dizem – ao que se pode contrapor, tenho igualmente direito a ser bem informado.

Os direitos e os deveres das pessoas nunca são isolados, quer dizer, ninguém tem só direitos como, também, não tem só deveres.
Ao direito de alguém corresponde sempre o dever de outrem a única diferença, talvez, resida em que se os direitos são iguais os deveres não o são.

Retomando o assunto sobre a veracidade, o dever de falar com verdade é tanto mais importante e pode revestir-se de gravidade especial como a circunstância particular ou a pessoa a quem se aplique; uma pessoa adulta tem mais obrigações que uma outra que seja ainda criança.

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[i] Jo 1,43-51