03/03/2016

Índice de publicações em Mar 03

nunc coepi – Índice de publicações em Mar 03

São Josemaria – Textos

AMA - Reflectindo – Lausperene

AMA - Comentários ao Evangelho Lc 11 14-23, Confissões (Santo Agostinho)

Doutrina – Demónio

JMA – Quaresma

AT - Salmos - 122

Pornografia


Agenda Quinta-Feira

O que as pessoas sentem ao morrer


Resultado de imagem para morteO que as pessoas sentem ao morrer

…/2

“Alucinações” compartilhadas por familiares

Ao longo de sua vida profissional, penny teve contacto com pacientes que viveram experiências de quase-morte (EQM), bem como com familiares que viveram de perto experiências de morte compartilhada. A quantidade e repetição de padrões levam a enfermeira a descartar a hipótese do acaso e a da impossibilidade de encontrar um raciocínio lógico para este estendido fenómeno.

Cerca de 75% dos pacientes esperam estar sozinhos no quarto para morrer.

A sua tese principal centra-se em que “nosso cérebro é independente da consciência. É o meio para a canalizar, razão pela qual, na realidade, é fisicamente alheia ao corpo”. Esta ideia explicaria, segundo ela, por que “a alma e a consciência podem ser vivenciadas à margem do corpo”, como nas EQM ou na meditação budista.

penny apresenta inúmeros exemplos no seu livro, mas todos coincidem em que os pacientes que vivem estas EQM são sempre os que abraçam a morte de maneira mais tranquila e feliz, assim como os familiares que pressentem a morte dos seus entes queridos. Por quê? Segundo as entrevistas que ela fez a estes últimos, isso deve-se a que estão convencidos de que só se trata do fim da vida terrena.

Fonte: ALETEIA


(Revisão da versão portuguesa por ama)

Reflexões quaresmais


Hoje, Senhor, reflicto se sou Igreja ou se pertenço à igreja?

Pacientemente, respondes-me:
Meu filho, se és Igreja, então fazes parte dEla, és construção com Ela, és “pedra viva” dEla, e por isso a tua vida é conforme a Igreja e o que Ela te diz, porque a tua vida é então também vida da Igreja.
Se pertences à Igreja, então não fazes parte dEla, mas apenas Lhe pertences vendo-A como coisa mais dos homens do que de Deus. Assim aceitas a Igreja enquanto Ela não colidir com aquilo que tu pensas e queres ser, mas se por qualquer motivo não te agradar, (e os homens da Igreja têm defeitos, claro), rapidamente te afastas e a menosprezas, porque Ela não é a tua vida, porque tu verdadeiramente não és vida de Igreja.
A tua vida discute-la, reflectes sobre ela, também com aqueles que te são próximos, para a tornar melhor, mas não desistes dela, porque não te pertence, pois pertence a Deus.
A Igreja, se és Igreja, é tua vida também, por isso reflectes sobre Ela, discute-lA com os outros membros da Igreja, para A tornar melhor, mas não desistes dEla, porque não te pertence, pertence a Deus que é a tua vida também.

Deixo-me ficar em silêncio, e peço-Te:

Senhor, ensina-me a ser Igreja!
Ensina-me a formar a minha vida em Igreja, para que a Igreja seja a minha vida também.
Ensina-me e ajuda-me a construir a Igreja com os dons e talentos que me dás graciosamente, (sejam muitos ou poucos), e leva-me a obedecer em amor, para que ame a Igreja, como Te amo a Ti.
Que eu perceba sempre que a Igreja é feita pelos homens, mas que vinda de Ti, vai muito para lá dos homens, porque é Una, Santa, Católica e Apostólica.

Obrigado, Senhor, pela Tua Igreja, que nos deste.

joaquim mexia alves, Monte Real, 02 de Março de 2016.





Evangelho, comentário, L. espiritual


Quaresma
Semana III

Evangelho: Lc 11, 14-23

14 Jesus estava a expulsar um demónio, que era mudo. Depois de ter expulsado o demónio, o mudo falou e as multidões ficaram maravilhadas. 15 Mas alguns disseram: «Ele expulsa os demónios pelo poder de Belzebu, príncipe dos demónios». 16 Outros, para O tentarem, pediam-Lhe um prodígio vindo do céu. 17 Ele, porém, conhecendo os seus pensamentos, disse-lhes: «Todo o reino dividido contra si mesmo será devastado, e cairá casa sobre casa. 18 Se, pois, Satanás está dividido contra si mesmo, como estará em pé o seu reino? Porque vós dizeis que por virtude de Belzebu é que lanço fora os demónios. 19 Ora, se é pelo poder de Belzebu que Eu expulso os demónios, os vossos filhos pelo poder de quem os expulsam? Por isso eles mesmos serão os vossos juízes. 20 Mas se Eu, pelo dedo de Deus, lanço fora os demónios, certamente chegou a vós o reino de Deus. 21 Quando um, forte e armado, guarda o seu palácio, estão em segurança os bens que possui; 22 porém, se, sobrevindo outro mais forte do que ele, o vencer, tira-lhe as armas em que confiava, e reparte os seus despojos. 23 Quem não é comigo é contra Mim; e quem não colhe comigo desperdiça.

Comentário:

A resposta de Jesus aos que O assediam com perguntas e reparos sem qualquer objectivo que não fosse desacreditá-lo encerra uma argumentação de lógica irrefutável.

E por ser assim tão evidente e incontestável mais se admira que persistam no erro ou, por outro lado, se evidencia a sua má-fé e critério retorcido.

Ah! E a infinita paciência do Senhor que Se digna responder!

Talvez que o faça mais que para instruir os que O interrogam – que não aceitam as Suas respostas – o faça para formação dos outros circunstantes.

(ama, comentário sobre LC 11 14-23 2015.03.12)

Leitura espiritual



SANTO AGOSTINHO CONFISSÕES

LIVRO PRIMEIRO

CAPÍTULO XII

Ódio ao estudo

Nesta minha infância, na qual eu tinha menos que temer por mim do que em minha adolescência, eu não gostava dos estudos, e odiava que a eles me obrigassem. Contudo, era coagido, e faziam-me grande bem. Quem não procedia bem era eu, que não estudava a não ser constrangido, pois ninguém faz bem o que faz contra a vontade, mesmo que seja bom o que faz.

Tampouco os que obrigavam a estudar agiam correctamente; antes, todo o bem que eu recebia vinha de ti, meu Deus, porque eles não tinham outro fim ao obrigarem-me a estudar senão saciar o apetite de abundante miséria e de glória ignominiosa. Mas tu, Senhor, que tens contados os cabelos de nossa cabeça, usavas do erro de todos os que me coagiam a estudar para minha utilidade; e usavas da minha falta de vontade de estudar para meu castigo, de que certamente eu já era digno, sendo ainda tão pequeno, e tão grande pecador.
Assim, convertias em bem o mal que eles me faziam, e dos meus pecados, me davas justa retribuição, porque é teu desígnio, e assim acontece, que toda alma desordenada seja castigo de si mesma.

CAPÍTULO XIII

Gosto pelo latim

Porque odiava eu as letras gregas, que me ensinavam quando eu era criança? Não o sei, e nem agora o posso explicar. Em compensação, as letras latinas me apaixonavam, não as ensinadas pelos professores primários, mas a que é explicada pelos chamados gramáticos, porque aquelas primeiras, com as quais se aprende a ler, a escrever e a contar, não me foram menos pesadas e insuportáveis que as gregas. Mas donde podia proceder essa aversão, senão do pecado e da vaidade da vida, porque eu era carne e vento que caminha e não volta?

Aquelas primeiras letras, pelas quais podia, como ainda faço, chegar e ler tudo o que há escrito e a escrever tudo o que quero, eram melhores e mais úteis que aquelas outras nas quais me obrigavam a decorar os erros de um tal Eneias, esquecido dos meus, e a chorar a morte de Dido, que se suicidou por amor, enquanto isso, eu, miserabilíssimo, suportava a minha própria morte com olhos enxutos, morrendo para ti, ó meu Deus, minha vida! Na verdade, que pode haver de mais miserável do que um infeliz que não se compadece de si mesmo e que, chorando a morte de Dido por amor de Eneias, não chora sua própria morte por falta de amor a ti, ó Deus, luz do meu coração, pão interior de minha alma, virtude fecundante do meu pensamento? Não te amava; prevaricava longe de ti, e ouvia de todas as partes: “Muito bem! Muito bem!” – porque a amizade deste mundo é adultério contra ti; e se aclamam a alguém dizendo: “Muito bem! Muito bem!” – é para que este não se envergonhe de ser assim. Eu não chorava estas faltas, chorava a morte de Dido “que se suicidou com a espada”, eu procurava as últimas de tuas criaturas, abandonando-te a ti, como terra que eu era, atraída pela terra. Se então me proibissem a leitura de tais coisas, me afligiriam por não ler aquilo que me comovia até a dor.
Não obstante, semelhante loucura é considerada como coisa mais nobre e proveitosa que as letras pelas quais aprendemos a ler e a escrever.

Mas agora, meu Deus, grite na minha alma a tua verdade, e diga: Não é assim, não é assim, antes, aquela primeira instrução é absolutamente superior; pois eu preferiria esquecer todas as aventuras de Eneias, e outras histórias semelhantes, do que o saber ler e escrever. Sei que nas escolas dos gramáticos pendem cortinas às portas; porém, servem menos para velar o segredo que para encobrir o erro.

Não gritem contra mim aqueles mestres a quem já não temo, enquanto confesso a ti os desejos de minha alma, e aborreço dos meus maus caminhos, a fim de amar os teus. Não gritem contra mim os comerciantes da gramática, pois, se eu os interrogar sobre se é verdade que Eneias veio uma vez a Cartago, como afirma o poeta, os néscios responderão que não sabem, e os sábios negarão o facto. Porém, se lhes perguntar como se escreve o nome de Eneias, todos os que estudaram me responderão a mesma coisa, de acordo com a convenção com que os homens fixaram o valor das letras do alfabeto.

Do mesmo modo, se lhes perguntar o que seria mais prejudicial para a vida humana: esquecer o ler e o escrever, ou todas as ficções dos poetas, quem não vê o que logo responderia aquele que não estivesse de tudo esquecido de ti? Pequei, pois, em minha infância, ao preferir vãos aos proveitosos, ou para dizer melhor, ao amar àqueles e ao odiar a estes; era para mim uma cantiga odiosa aquele “um e um, dois; dois e dois, quatro; enquanto considerava espectáculo encantador a história do cavalo de madeira cheio de guerreiros e o incêndio de Troia, “e até a sombra de Creuza”.

CAPÍTULO XIV

Aversão ao grego

Por que então aborrecia eu a literatura grega na qual se cantam tais coisas? Porque também Homero é mui habilidoso em tecer essas historietas, dulcíssimo na sua frivolidade, embora para mim, menino, fosse bem amargo. Creio que o mesmo ocorra com Virgílio para os meninos gregos obrigados a estudá-lo, como a mim com relação a Homero. Era a dificuldade de ter de aprender totalmente uma língua estranha que, como fel, aspergia de amargura todas as doçuras das fábulas gregas.

Eu ainda não conhecia nenhuma palavra daquela língua, e já me obrigavam com veemência, com crueldades e terríveis castigos, a aprendê-la. Na verdade, eu, ainda criança, também não conhecia nenhuma palavra de latim; contudo, com um pouco de atenção, o aprendi entre o carinho das amas, os gracejos dos que se riam e as alegrias dos que brincavam, sem medo algum nem tormento. Eu aprendi-o, sem a pressão dos castigos, impelido unicamente por meu coração desejoso de dar à luz seus sentimentos, e o único caminho para isso era aprender algumas palavras, não dos que as ensinavam, mas do que falavam, em cujos ouvidos ia eu depositando quanto sentia.

Por aqui se evidencia claramente que, para instruir, tem mais eficácia e curiosidade livre do que a necessidade inspirada pelo medo. Contudo, os excessos da curiosidade encontram nessa violência um freio segundo tuas leis, ó Deus; que desde as palmatórias dos mestres até os tormentos dos mártires sabem dosar suas salutares amarguras, que nos reconduzem a ti do seio do pernicioso deleite que de ti nos apartara.

CAPÍTULO XV

Oração

Ouvi, Senhor, minha oração, para que não desfaleça minha alma sob a tua lei, nem me canse em confessar as tuas misericórdias, com as quais me arrancaste dos meus perversos caminhos; que a tua doçura sobrepuje todas as doçuras que segui, e assim te ame fortissimamente, e abrace a tua mão com toda a minha alma, e me livres de toda a tentação até o fim dos meus dias.

Pois é, Senhor, meu rei e meu Deus, e a ti consagro quanto falo, escrevo, leio e conto, pois quando aprendia aquelas futilidades, tu eras o que me davas a verdadeira disciplina, e já me perdoaste os pecados de deleite cometidos naquelas vaidades. Aprendi muitas palavras úteis nelas, é verdade; porém, estas também se podem aprender em estudos sérios, e este é o caminho seguro pelo qual deveriam encaminhar as crianças.

CAPÍTULO XVI

O mal da mitologia

Ai de ti, torrente dos hábitos humanos! Quem há que te resista? Quando te secarás? Até quando irás arrastar os filhos de Eva a esse mar imenso e tenebroso, que apenas logram passar os que embarcam sobre o lenho da cruz? Acaso não foi em ti que li a fábula de Júpiter que troveja e adultera? É verdade que não podia fazer tais coisas ao mesmo tempo, mas assim se representou para autorizar a imitação de um verdadeiro adultério com o encantamento de um falso trovão. Contudo, qual é o professor de pénula capaz de ouvir com paciência a um homem nascido do mesmo pó que clama e diz: “Homero imaginava essas ficções e atribuía aos deuses os vícios humanos; porém, eu preferiria que atribuísse a nós as qualidades divinas”. Com mais verdade se diria que Homero imaginou tudo isso, atribuindo qualidades divinas a homens corrompidos, para que os vícios não fossem considerados como tais, e para que todo aquele que os cometesse parecesse que imitava a deuses celestes, e não a homens corrompidos.

E contudo, ó torrente infernal, em ti se precipitam os filhos dos homens, com o dinheiro gasto para aprender tais coisas. E consideram acontecimento importante representá-lo, publicamente no Foro, à vista das leis que concedem aos mestres um prémio, além de seus salários particulares.

E ferindo os rochedos de tuas margens, gritas dizendo: “Aqui se aprendem as palavras; aqui se adquire a eloquência, tão necessária para persuadir e explicar os pensamentos; não poderíamos pois aprender as palavras: chuva de ouro, regaço, templo celeste, logro e outras mais, escritas em determinada passagem, se Terêncio não nos apresentasse um jovem perdido que se propõe a imitar a luxúria de Júpiter? Contemplava ele uma pintura mural “na qual se representava o mesmo Júpiter no momento em que, segundo dizem, descia como chuva de ouro sobre o regaço de Danae, para lograr assim à pobre mulher”.

E vede como se excitava à luxúria a vista de tão celestial mestre:

- Mas que deus fez isto? – diz.

- Nada menos que aquele que faz retumbar a abóbada do céu com enorme trovão!

- E eu, homenzinho, não haveria de fazer o mesmo?

- Fi-lo, sim, e com muito gosto.

De modo algum se aprendem com semelhante torpeza aquelas palavras; antes, essas palavras levam mais atrevidamente a cometer a mesma devassidão. Não incrimino as palavras, que são como vasos selectos e preciosos, mas condeno o vinho do erro que mestres ébrios nos davam a beber nelas e, se não o bebêssemos, éramos açoitados, sem que pudéssemos apelar para juiz mais sóbrio.

E, não obstante, meu Deus, cuja presença me protege desta lembrança, confesso que aprendi estas coisas com gosto e que, miserável, nelas me comprazi, sendo por isso chamado menino de grandes esperanças.

(cont)

(Revisão da versão portuguesa por ama)


Antigo testamento / Salmos

Salmo 122






1 Alegrei-me com os que me disseram: "Vamos à casa do Senhor!"
2 Nossos pés já se encontram dentro de suas portas, ó Jerusalém!
3 Jerusalém está construída como cidade firmemente estabelecida.
4 Para lá sobem as tribos do Senhor, para dar graças ao Senhor, conforme o mandamento dado a Israel.
5 Lá estão os tribunais de justiça, os tribunais da casa real de David.
6 Orem pela paz de Jerusalém: "Vivam em segurança aqueles que te amam!
7 Haja paz dentro dos teus muros e segurança nas tuas cidadelas!"
8 Em favor de meus irmãos e amigos, direi: Paz seja contigo!
9 Em favor da casa do Senhor, nosso Deus, buscarei o seu bem.



Vai perseverantemente ao Sacrário

Vai perseverantemente ao Sacrário, fisicamente ou com o coração, para te sentires seguro, para te sentires sereno: mas também para te sentires amado... e para amar! (Forja, 837)

Copio umas palavras de um sacerdote, dirigidas aos que o seguiam no seu empreendimento apostólico: "Quando contemplardes a Sagrada Hóstia exposta na custódia sobre o altar, olhai que amor, que ternura a de Cristo. Explico-o pelo amor que vos tenho; se pudesse estar longe trabalhando e, ao mesmo tempo, junto de cada um de vós, com que gosto o faria!

Mas Cristo, Ele sim, pode fazê-lo! E Ele, que nos ama com um amor infinitamente superior ao que podem albergar todos os corações da Terra, ficou para que possamos unir-nos sempre à sua Humanidade Santíssima e para nos ajudar, para nos consolar, para nos fortalecer, para que sejamos fiéis". (Forja, 838)


As manifestações externas de amor devem nascer do coração e prolongar-se com o testemunho da conduta cristã. Se fomos renovados com a recepção do Corpo do Senhor, temos de o manifestar com obras. Que os nossos pensamentos sejam sinceros: de paz, de entrega, de serviço. Que as nossas palavras sejam verdadeiras, claras, oportunas; que saibam consolar e ajudar, que saibam sobretudo levar aos outros a luz de Deus. Que as nossas acções sejam coerentes, eficazes, acertadas: que tenham esse bonus odor Christi, o bom odor de Cristo, por recordarem o seu modo de Se comportar e de viver. (Cristo que passa, 156)

Exploração humana

Pornografia: qual é o dano? - 5

Exploração humana

É impossível discutir os efeitos da pornografia sem falar dos milhares de vítimas exploradas sexualmente por esta indústria.
Mesmo quando as mulheres adultas estão actuando como atrizes, os usuários estão apoiando a degradação das mulheres em favor do lucro.
As jovens mulheres nem sempre partem para essa carreira livremente (quem sonha em ser atriz pornográfica?).
Mas foram exploradas sexualmente em troca de drogas, abrigo ou dinheiro.

O estudo do Dr. Fagan demonstra que os homens que usam pornografia não apenas se tornam pessoas cheias de tédio, passando a buscar mais e mais formas perversas, como também se tornam mais tolerantes com agressões sexuais e inclusive o estupro.
Frequentemente, o comportamento também conduz ao consumo de pornografia infantil e da exploração sexual de menores.
Em 2011, houve um “histórico aumento da distribuição de pornografia infantil, em número de imagens compartilhadas online, e em nível de violência associada à exploração infantil e crimes de abuso sexual”.[i]

(cont)

(Revisão da versão portuguesa por ama)



[i] National Strategy Conference on Combating Child Exploitation

Doutrina - 73

O demónio realmente existe?

…/3

A fé cristã afirma a existência do demónio, mas proclama que seu poder é limitado.
Não existe um “deus do mal”: o demónio é uma criatura submetida ao poder de Deus.

Os cristãos reconhecem, desde sempre, a existência de um ser maligno – ou vários seres malignos – de natureza angélica, cuja actuação se dirige a afastar o homem de Deus, submetendo-o às forças do mal, por meio da tentação.
De facto, Cristo fez-se homem e morreu na cruz para libertar o homem desse estado de sofrimento em que se encontrava devido ao pecado original.

A existência do demónio faz parte, portanto, da verdade revelada.

(cont)


(Revisão da versão portuguesa por ama)

Reflectindo - 160

Lausperene


Perante a Tua Hóstia consagrada exposta  solenemente envolta num coração feito de flores deixo-me conduzir pelas vibrações do meu coração ainda fremente de Sagrada Comunhão que recebi há poucos minutos.

Sinto-me também eu um Sacrário vivo graças à excelência da Tua Misericórdia infinita que me acha digno de Vos receber.

Pasmo perante a caridade do Teu Coração Amantíssimo que Se amesquinha desta forma sem outra razão que não seja esse amor infinito que És Tu próprio.

Amor tão grande que nele caibo também apesar das minhas misérias e repetidas faltas.

Tudo esqueces, tudo perdoas!

Posso adivinhar o Teu sorriso condescendente e amável retribuindo com enormíssima largueza o pouco que Te ofereço.

GT! GT!GT!

(ama, na Igreja do SSS, 2015.02.16)



02/03/2016

Índice de publicações em Mar 02

nunc coepi – Índice de publicações em Mar 02

São Josemaria – Textos

Fidelidade -Javier Abad Gómez, Vocação

AMA - Comentários ao Evangelho Mt 5 17-19,Confissões (Santo Agostinho)

JMA – Quaresma

Doutrina – Demónio

AT - Salmos – 121

Pornografia


Agenda Quarta-Feira

Reflexões quaresmais


Entro no meu coração, Senhor, e nada encontro daquilo que queres que eu hoje reflicta neste meu caminho quaresmal.

Chamas-me pelo meu nome e dizes-me para caminhar ao Teu lado:
Hoje, meu filho, quero apenas que passes o dia comigo, gozando da minha companhia e Eu da tua.
Sabes como são importantes aqueles momentos em que os namorados dão as mãos e se ficam a olhar longamente, como para melhor se conhecerem, para melhor se amarem?
Eu já te conheço em tudo e sempre, e já te amo com amor eterno, por isso hoje quero que tu me dês as mãos também, olhes para Mim longamente, que caminhes ao meu lado em silêncio, gozando apenas a Minha presença, e assim Me possas conhecer melhor, agora não pela só razão, mas com o coração, com o sentimento, com a emoção de saberes que Eu estou aqui sempre em ti e contigo.

Faço silêncio, dou-Lhe as mãos e peço baixinho:
Obrigado, Senhor, faz-me sentir a Tua presença na vida que me deste, e mesmo que Eu não Te sinta, (por qualquer razão que agora não posso perceber), aumenta o meu amor por Ti, para que Te ame cada vez mais e cada vez mais melhor Te conheça.

É bom, Senhor, muito bom, caminhar contigo de mãos dadas.


Joaquim Mexia Alves, Monte Real, o1 de Março de 2016.




Doutrina - 103

CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA

Compêndio


PRIMEIRA PARTE: A PROFISSÃO DA FÉ
PRIMEIRA SECÇÃO: «EU CREIO» – «NÓS CREMOS»


CAPÍTULO SEGUNDO: DEUS VEM AO ENCONTRO DO HOMEM

A REVELAÇÃO DE DEUS

6. O que é que Deus revela ao homem?


Deus revela-se ao homem, na sua bondade e sabedoria. Mediante acontecimentos e palavras, Deus revela-se a Si mesmo e ao seu desígnio de benevolência, que Ele, desde a eternidade, preestabeleceu em Cristo a favor dos homens. Tal desígnio consiste em fazer participar, pela graça do Espírito Santo, todos os homens na vida divina, como seus filhos adoptivos no seu único Filho.

Pequena agenda do cristão


Quarta-Feira



(Coisas muito simples, curtas, objectivas)


Propósito:

Simplicidade e modéstia.


Senhor, ajuda-me a ser simples, a despir-me da minha “importância”, a ser contido no meu comportamento e nos meus desejos, deixando-me de quimeras e sonhos de grandeza e proeminência.


Lembrar-me:
Do meu Anjo da Guarda.


Senhor, ajuda-me a lembrar-me do meu Anjo da Guarda, que eu não despreze companhia tão excelente. Ele está sempre a meu lado, vela por mim, alegra-se com as minhas alegrias e entristece-se com as minhas faltas.

Anjo da minha Guarda, perdoa-me a falta de correspondência ao teu interesse e protecção, a tua disponibilidade permanente. Perdoa-me ser tão mesquinho na retribuição de tantos favores recebidos.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?




Evangelho, comentário, L. espiritual


Quaresma
Semana III

Evangelho: Mt 5, 17-19

17 «Não julgueis que vim abolir a Lei ou os Profetas; não vim para os abolir, mas sim para cumprir. 18 Porque em verdade vos digo: antes passarão o céu e a terra, que passe uma só letra ou um só traço da Lei, sem que tudo seja cumprido. 19 Aquele, pois, que violar um destes mandamentos mesmo dos mais pequenos, e ensinar assim aos homens, será considerado o mais pequeno no Reino dos Céus. Mas o que os guardar e ensinar, esse será considerado grande no Reino dos Céus.

Comentário:

Refere-se, aqui, de forma muito clara, o que é a principal necessidade do cristão: a unidade de vida!

«Seja o vosso falar: Sim, sim; não, não. Tudo o que passa disto, procede do Maligno.»

Um cristão tem de ser assim, claro, objectivo, concreto. Não pode tergiversar nem no comportamento nem nas atitudes ou, ainda, conforme as circunstâncias.

Tem de ser conhecido – e exemplo – por ser veraz, íntegro e constante na sua vida que é, deve ser: seguir Cristo, fazer, em tudo, a vontade de Deus.

(ama, comentário sobre Mt 5, 17-19, 2014.02.16)



Leitura espiritual



SANTO AGOSTINHO CONFISSÕES

LIVRO PRIMEIRO

CAPÍTULO VII

Os pecados da primeira infância

Escuta-me, ó meu Deus! Ai dos pecados dos homens! E quem isto te diz é um homem, e tu te compadeces dele porque o criaste, e não foste autor do pecado que nele existe.
Quem me poderá lembrar o pecado da infância, já que ninguém está diante de ti limpo de pecado, nem mesmo a criança cuja vida conta um só dia sobre a terra? Quem mo recordará?
Acaso alguma criança pequena de hoje, em quem vejo a imagem do que não recordo de mim? E em que eu poderia pecar nesse tempo? Acaso por desejar o peito da nutriz, chorando? Se agora eu suspirasse com a mesma avidez, não pelo seio materno, mas pelo alimento próprio da minha idade, seria justamente escarnecido e censurado. Logo, era então digno de repreensão o meu proceder; mas como não podia entender a censura, nem o costume nem a razão permitiam que eu fosse repreendido. Prova está que, ao crescermos, extirpamos e afastamos de nós essa sofreguidão; e jamais vi homem sensato que, para limpar uma coisa viciosa, prive-a do que tem de bom.
Acaso, mesmo para aquela idade, era bom pedir chorando o que não se me podia dar sem dano, indignar-me acremente com as pessoas livres que não se submetiam, assim como as pessoas respeitáveis, e até com meus próprios pais, e com muitos outros que, mais sensatos, não davam atenção aos sinais de meus caprichos, enquanto eu me esforçava por agredi-los com os meus golpes, quanto podia, por não obedecerem às minhas ordens, que me teriam sido danosas?
Daqui se segue que o que é inocente nas crianças é a debilidade dos membros infantis, e não a alma.
Certa vez, vi e observei um menino invejoso. Ainda não falava, e já olhava pálido e com rosto amargurado para o irmãozinho colaço. Quem não terá testemunhado isso? Dizem que as mães e as amas tentam esconjurar este defeito com não sei que práticas. Mas se poderá considerar inocência o não suportar que se partilhe a fonte do leite, que mana copiosa e abundante, com quem está tão necessitado do mesmo socorro, e que sustenta a vida apenas com esse alimento? Mas costuma-se tolerar indulgentemente essas faltas, não porque sejam insignificantes, mas porque espera-se que desapareçam com os anos. Por isso, sendo tais coisas perdoáveis em um menino, quando se acham em um adulto, mal as podemos suportar.
Assim, pois, meu Senhor e meu Deus, tu que me deste a vida e corpo, o qual dotaste, como vemos, de sentidos e proveste de membros, adornando-o de beleza e de instintos naturais, com os quais pudesse defender sua integridade e conservação, tu me mandas que te louve por esses dons e te confesse e cante teu nome altíssimo. Serias Deus omnipotente e bom ainda que só tivesses criado apenas estas coisas, que nenhum outro pode fazer senão tu, ó Unidade, origem de todas as variedades, ó Beleza, que dás forma a todas as coisas, e com tua lei as ordenas!
Tenho vergonha, Senhor, de ter de somar à vida terrena que vivo aquela idade que não recordo ter vivido, na qual acredito pelo testemunho de outros, por vê-lo assim em outras crianças, embora essa conjectura mereça toda a fé. As trevas em que está envolto meu esquecimento a seu respeito assemelham-se à vida que vivi no ventre de minha mãe.
Assim, se fui concebido em iniquidade, e se em pecado me alimentou minha mãe, onde, suplico-te, meu Deus, onde, Senhor, eu, teu servo, onde e quando fui inocente? Mas eis que silencio sobre esse tempo. Para que ocupar-se dele, se dele já não conservo nenhuma lembrança?

CAPÍTULO VIII

As primeiras palavras

Acaso não foi caminhando da infância até aqui que cheguei à puerícia? Ou melhor, esta veio a mim e suplantou à infância sem que esta fosse embora, pois, para onde poderia ir?
Contudo deixou de existir, porque eu já não era um bebezinho que não falava, mas um menino que aprendia a falar. Disso me recordo; mas como aprendi a falar, só mais tarde é que vim a perceber. Não mo ensinaram os mais velhos apresentando-me as palavras com certa ordem e método, como logo depois fizeram com as letras; mas foi por mim mesmo, com o entendimento que me deste, meu Deus, quando queria manifestar meus sentimentos com gemidos, gritinhos, e vários movimentos do corpo, a fim de que atendessem meus desejos; e também ao ver que não podia exteriorizar tudo o que queria, nem ser compreendido por todos aqueles a quem me dirigia.
Assim, pois, quando chamavam alguma coisa pelo nome, eu a retinha na memória e, ao se pronunciar de novo a tal palavra, moviam o corpo na direção do objeto, eu entendia e notava que aquele objecto era o denominado com a palavra que pronunciavam, porque assim o chamavam quando o desejavam mostrar.
Que esta fosse sua intenção, era-me revelado pelos movimentos do corpo, que são como uma linguagem universal, feita com a expressão rosto, a atitude dos membros e o tom da voz, que indicam os afectos da alma para pedir, reter, rejeitar ou evitar alguma coisa. Deste modo, das palavras usadas nas e colocadas em várias frases e ouvidas repetidas vezes, ia eu aos poucos notando o significado e, domada a dificuldade de minha boca, comecei a dar a entender minhas vontades por meio delas.
Foi assim que comecei a comunicar meus desejos às pessoas entre as quais vivia, e entrei a fazer parte do tempestuoso mundo da sociedade, dependendo da autoridade de meus pais e obedecendo às pessoas mais velhas.

CAPÍTULO IX

Estudos e jogos

Ó meu Deus, meu Deus! Que de misérias e enganos não experimentei então, quando se me propunha, em criança, como norma de bem viver, obedecer os mestres que me instigavam a brilhar neste mundo, e me ilustrar nas artes da língua, fiel instrumento para obter honras humanas e satisfazer a cobiça! Mudaram-me à escola, para que aprendesse as letras, nas quais eu, miserável, desconhecia o que havia de útil. Contudo, se era preguiçoso para aprendê-las, era fustigado, num sistema louvado pelos mais velhos; muitos deles, que levavam esse género de vida antes de nós, nos traçaram caminhos tão dolorosos pelos quais éramos obrigados a caminhar, multiplicando assim o trabalho e a dor aos filhos de Adão.
Mas, por sorte, encontrei homens que te invocavam, Senhor, e com eles aprendi a te sentir, quanto possível, como a um Ser grande que podia escutar-nos e vir em nosso auxílio, embora sem a percepção dos sentidos. Ainda menino, pois, comecei a invocar-te como refúgio e amparo e, para te invocar, desatei os nós de minha língua; e, embora pequeno, te rogava já com grande fervor para que não me açoitassem na escola. E quando não me escutavas, o que servia para meu proveito os mestres, assim como meus próprios pais, que certamente não desejavam o meu mal, riam-se daquele castigo, que então era para mim grave suplício.
Porventura, Senhor, haverá alguma alma tão grande, unida a ti com tão ardente afecto, pois isto também pode ser produzido pela estultice – repito, uma alma que alcance tal grandeza de ânimo que despreze os cavaletes e garfos de ferro, e os demais instrumentos de martírio – para fugir dos quais se te dirigem súplicas de todas as partes do mundo? Haverá uma alma que assim os despreze – rindo-se dos que têm deles tanto horror – como se riam nossos pais dos tormentos que éramos castigados por nossos mestres quando meninos? Porque, na verdade, não os temíamos menos, nem te rogávamos com menor fervor para que nos livrasses deles.
Contudo, pecávamos por negligencia escrevendo ou lendo, estudando menos do que nos era exigido; e não era por falta de memória ou de inteligência, que para aquela idade, Senhor, me deste de modo suficiente, senão porque eu gostava de brincar, embora os que nos castigavam não fizessem outra coisa. Mas os jogos dos mais velhos chamavam-se negócios, enquanto que os dos meninos eram por eles castigados, sem que ninguém se compadecesse de uns e de outros, ou melhor, de ambos. Um juiz sensato poderia aprovar os castigos que eu, menino, recebia porque jogava bola, e porque com este jogo atrasava o aprendizado das letras, com as quais, adulto haveria de jogar menos inocentemente?
Acaso fazia outra coisa naquele que me castigava? Se nalguma questiúncula era vencido por algum colega seu, não era mais atormentado pela cólera e pela inveja do que eu, quando numa partida de bola era vencido por meu companheiro?

CAPÍTULO X

Amor ao jogo

Contudo, Senhor meu, ordenador e criador da natureza, mas do pecado somente ordenador, eu pecava; pecava desobedecendo as ordens de meus pais e mestres, uma vez que podia no futuro fazer bom uso das letras que desejavam ensinar-me, qualquer que fosse a sua intenção.
E não era desobediente para me ocupar de coisas melhores, mas por amor ao jogo; buscava nos combates orgulhosas vitórias; deleitava-me com histórias frívolas, com as quais incentivava sempre mais minha curiosidade. Igualmente curiosos, meus olhos se abriam sempre mais para os jogos e espectáculos dos adultos, jogos que dão tão grande dignidade a quem os oferece, que quase todos desejam as mesmas dignidades para seus filhos. Contudo, gostam de os castigar se com tais espectáculos fogem dos estudos, por meio dos quais desejam que eles venham um dia a oferecer espectáculos semelhantes. Senhor, olha misericordiosamente para essas coisas, e livra-nos delas a nós que já te invocamos; mas livra também os que ainda não te invocam, a fim de que te invoquem, e sejam igualmente libertados.

CAPÍTULO XI

O baptismo diferido

Ainda menino, ouvi falar da vida eterna, que nos está prometida pela humildade de Jesus, nosso Senhor, que desceu até nossa soberba; e fui marcado com o sinal da cruz, sendo-me dado saborear de seu sal logo que saí do ventre de minha mãe, que sempre esperou muito em ti.
Tu viste, Senhor, que numa ocasião, ainda menino, atacou-me repentinamente um dor de estômago que me abrasava, e que me aproximou da morte. Tu viste também, meu Deus, pois já me tinhas sob a tua guarda, com que fervor de espírito e com que fé pedi à piedade de minha mãe, e da mãe de todos nós, tua Igreja, o baptismo de teu Cristo, meu Deus e Senhor. Perturbou-se minha mãe carnal, pois que me criava com mais amor em seu casto coração em tua fé para a vida eterna e, solícita, já havia cuidado de que me iniciasse e purificasse com os sacramentos da salvação, confessando-te, ó meu Senhor Jesus, em remissão de meus pecados, quando, de repente, comecei a melhorar. Em vista disso, diferiu-se a minha purificação, considerando que seria impossível, se eu vivesse, que não me tornasse a manchar; pois a culpa dos pecados cometidos depois do beatismo é muito maior e mais perigosa.
Nesta época eu já tinha fé verdadeira, juntamente com minha mãe e com todos da casa, à excepção de meu pai, que, porém, não pôde vencer em mim a ascendência da piedade materna, para que deixasse de acreditar em Cristo, tal como ele não acreditava; minha mãe, solícita, cuidava de que tu, meu Deus, fosses mais pai para mim do que ele, e a ajudavas a triunfar do marido, a quem servia melhor, porque nele te servia a ti e a tuas ordens.
Mas, meu Deus, suplico-te que me mostres, se te apraz, por que motivo se diferiu então meu baptismo; se foi ou não para meu bem que me soltaram das rédeas do pecado. Por que razão ainda hoje se diz de uns e de outros, como ouvimos em muitos lugares: “Deixe que faça o que quiser, porque ainda não está baptizado” – embora não digamos da saúde do corpo: “Deixe que receba ainda mais feridas, porque ainda não está curado?”
Quanto melhor teria sido para mim receber logo a saúde, e que meus cuidados e os dos meus fossem empregados em conservar intacta debaixo da tua protecção a saúde da minha alma, que me havias concedido! Melhor fora, certamente; porém, como minha mãe, sem dúvida, já previa quantas e quão grandes ondas de tentações me ameaçariam depois da meninice, preferiu expor-me a elas como terra grosseira que depois receberia forma, do que expor-me já como imagem tua.

(cont)

(Revisão da versão portuguesa por ama)