01/06/2012

Leitura espiritual para 1 de Jun 2012

Não abandones a tua leitura espiritual.
A leitura tem feito muitos santos.
(S. josemaria, Caminho 116)


Está aconselhada a leitura espiritual diária de mais ou menos 15 minutos. Além da leitura do novo testamento, (seguiu-se o esquema usado por P. M. Martinez em “NOVO TESTAMENTO” Editorial A. O. - Braga) devem usar-se textos devidamente aprovados. Não deve ser leitura apressada, para “cumprir horário”, mas com vagar, meditando, para que o que lemos seja alimento para a nossa alma.




Para ver, clicar SFF.

A união com o Papa é união com Pedro

Textos de S. Josemaria


Ama, venera, reza, mortifica-te – cada dia com mais amor – pelo Romano Pontífice, pedra basilar da Igreja, que prolonga entre todos os homens, ao longo dos séculos e até ao fim dos tempos, aquele trabalho de santificação e governo que Jesus confiou a Pedro. (Forja, 134)

A suprema potestade do Romano Pontífice e a sua infalibilidade, quando fala ex cathedra, não são uma invenção humana, pois baseiam-se na explícita vontade fundacional de Cristo. Que pouco sentido tem enfrentar o governo do Papa com o dos bispos, ou reduzir a validade do Magistério pontifício ao consentimento dos fiéis! Nada mais alheio à Igreja do que o equilíbrio de poderes; não nos servem esquemas humanos, por mais atractivos ou funcionais que sejam. Ninguém na Igreja goza por si mesmo de potestade absoluta, enquanto homem; na Igreja não há outro chefe além de Cristo; e Cristo quis constituir um Vigário seu – o Romano Pontífice – para a sua Esposa peregrina nesta terra. (…)
Contribuímos para tornar mais evidente essa apostolicidade aos olhos de todos, manifestando com requintada fidelidade a união com o Papa, que é união com Pedro. O amor ao Romano Pontífice há-de ser em nós uma formosa paixão, porque nele vemos a Cristo. Se tivermos intimidade com o Senhor na nossa oração, caminharemos com um olhar desanuviado que nos permitirá distinguir, mesmo nos acontecimentos que às vezes não compreendemos ou que nos causam pranto ou dor, a acção do Espírito Santo. (Amar a Igreja; n 13).


© Gabinete de Informação do Opus Dei na Internet

Evangelho diário e comentário










T. Comum – VIII Semana

Evangelho: Mc 11, 11-26

11 Entrou em Jerusalém, no templo, e, tendo observado tudo, como fosse já tarde, foi para Betânia com os doze. 12 Ao outro dia, depois de saírem de Betânia, teve fome. 13 Vendo ao longe uma figueira que tinha folhas, foi lá ver se encontrava nela algum fruto. Aproximando-Se, nada encontrou senão folhas, porque não era tempo de figos. 14 Então disse à figueira: «Nunca mais alguém coma fruto de ti». Os discípulos ouviram-n'O. 15 Chegaram a Jerusalém. Tendo entrado no templo, começou a expulsar os que vendiam e compravam no templo e derrubou as mesas dos cambistas e as cadeiras dos que vendiam as pombas. 16 E não consentia que ninguém transportasse nenhum objecto pelo templo; 17 e os ensinava dizendo: «Porventura não está escrito: “A minha casa será chamada casa de oração por todas as gentes”? Mas vós fizestes dela “um covil de ladrões”». 18 Ouvindo isto os príncipes dos sacerdotes e os escribas procuravam o modo de O matar; porque O temiam, visto todo o povo admirar a Sua doutrina. 19 Quando se fez tarde, saíram da cidade. 20 No outro dia pela manhã, ao passarem, viram a figueira seca até às raízes. 21 Então Pedro, recordando-se, disse-Lhe: «Olha, Mestre, como se secou a figueira que amaldiçoaste». 22 Jesus, respondendo-lhe, disse-lhes: «Tende fé em Deus. 23 Em verdade vos digo que todo aquele que disser a este monte: “Tira-te daí e lança-te no mar”, e não hesitar no seu coração, mas tiver fé de que tudo o que disse será feito, assim acontecerá. 24 Por isso vos digo: Tudo o que pedirdes na oração, crede que o haveis de conseguir e o obtereis. 25 Quando estiverdes a orar, se tendes alguma coisa contra alguém, perdoai-lhe, para que também vosso Pai, que está nos céus, vos perdoe os vossos pecados. 26 Porque, se vós não perdoardes, também o vosso Pai que está nos céus, não perdoará os vossos pecados».

Comentário:

Parece que Jesus Se deixou levar por um "capricho" pessoal ao amaldiçoar a figueira!

Cristo não tem ‘caprichos’ tudo quanto faz tem uma finalidade última que é: dar uma lição.

Neste caso parece óbvio: em qualquer momento da nossa vida pode apresentar-se a pedir-nos os frutos a que tem direito.
De nada valerá, então, dizer-lhe que nos dê mais algum tempo para rever o nosso comportamento e, assim, conseguirmos produzir algo que O satisfaça.

Não acontecerá!

O tempo não nos pertence de modo nenhum, de forma que, há que considerar seriamente, que o único que dispomos é este, precisamente este momento que vivemos.
Portanto, não mais tarde, amanhã, um dia destes, não!

Nunc coepi!

Agora!

Sim, agora mesmo!

É a única atitude a tomar, a correcta, a segura.

O resto do tempo que eventualmente viermos a ter só servirá para melhorarmos o que fizermos agora.

(AMA, Meditação sobre o Evangelho, Mc 11, 11-26, 2011.03.04)

Um dos maiores tenores de todos os tempo

Miguel Fleta Veste la gubbia


Tratado dos anjos 58

Questão 62: Da perfeição dos anjos na existência da graça e da glória.

31/05/2012

Leitura espiritual para 31 Mai 2012

Não abandones a tua leitura espiritual.
A leitura tem feito muitos santos.
(S. josemaria, Caminho 116)


Está aconselhada a leitura espiritual diária de mais ou menos 15 minutos. Além da leitura do novo testamento, (seguiu-se o esquema usado por P. M. Martinez em “NOVO TESTAMENTO” Editorial A. O. - Braga) devem usar-se textos devidamente aprovados. Não deve ser leitura apressada, para “cumprir horário”, mas com vagar, meditando, para que o que lemos seja alimento para a nossa alma.




Para ver, clicar SFF.

O mal na Igreja




O mal pertencerá sempre ao mistério da Igreja. E se se vê tudo quanto homens, clérigos, fizeram na Igreja, isso converte-se até numa prova de que é Ele Quem sustem a Igreja e Quem a fundou. Se ela dependesse unicamente dos homens, teria sucumbido há muito tempo.

bento xvi, Luz do mundo, 50

MEU CARO MÊS DE MAIO


Resolvi escrever-te este artigo por pensar que te podias sentir discriminado relativamente ao teu mano Outubro, o qual apareceu no ano passado como Mês do Rosário. E claro que de modo nenhum te queria desconsiderar, pois és um grande mês. Tirando a maiúscula pela nova ortografia e o facto de teres o nome mais curto de todos os meses: só quatro letras! Mas não te queixes do Português, pois em Inglês ou Francês tens apenas três. E enquanto Outubro é o mês também do outono e das folhas coloridas, tu és o mês da primavera, das flores e, deixa-me gabar-te também, o Mês de Maria! E começas bem, logo com a festa de S. José Operário no dia 1 e o Dia da Mãe no teu primeiro domingo. E por aí fora, com o dia 13 marcado pela Senhora de Fátima, que apareceu aos pastorinhos nesse domingo de 1917, altura em que lhes pediu, tal como nas outras cinco vezes mais em que lhes apareceu, que rezassem o terço todos os dias.

Volta e meia, os petizes, antes das aparições, rezavam uma versão compacta do terço, na qual, em vez das dez ave-marias completas, diziam, em cada dezena, apenas as palavras “Ave-maria – Santa Maria, Ave-maria – Santa Maria, Ave-maria – Santa Maria… “ e num instante passavam às brincadeiras ou à merenda, enquanto as ovelhas pastavam. Como tudo mudou para eles, até nisso, com muitos terços (completos, claro) e sacrifícios bem duros para criancitas tão novas! Felizmente que esta devoção do Mês de Maria continua bem viva e se pratica em muitas igrejas, e recordo a daquela onde me baptizei e de onde, no fim, contemplava com enlevo a cruz iluminada do Monte da Virgem.

Aliás, a prática do terço era um costume em família durante todo o ano, mesmo quando entrava pelo meio alguma brincadeira. Como a do meu avô, em cuja casa se rezava também o terço e era ele quem passava as contas, enquanto a avó, a empregada e algum neto que sempre por lá parava, respondiam. Numa ocasião, o velho mas robusto e reformado oficial de cavalaria sai-se com esta: “Caramba, já rezei 40 ave-marias e ninguém deu por falta da glória”. Na verdade, cada dezena de ave-marias é intervalada pela glória e pelo pai-nosso, mas sem querer, a gente às vezes distraía-se um bocado ou, como neste caso, um bocadão. Mesmo sem dormitar no sofá, até porque naquela sala só havia cadeiras um tanto duras.

Por tudo isto, e pelo muito mais que de resto já tenho contado, não tens que sentir nenhum complexo de inferioridade, bem pelo contrário. E agora, deixa-me que termine com uma história que mandaram pela Net – mais uma! – e que acho que te vem mesmo a propósito.

Conta-se que S. Pedro, muito preocupado ao notar a presença de algumas almas que ele não se lembrava de ter deixado entrar no Céu, começou a investigar e encontrou um lugar por onde elas entravam. Dirigiu-se então ao Senhor e disse-lhe: “Senhor Jesus, observei que temos aqui algumas almas a quem não me lembro de ter aberto as portas para que passassem a desfrutar da felicidade eterna. Fiz algumas investigações e achei um vão por onde elas entram. É melhor que tu próprio vejas...” Jesus aceitou acompanhá-lo e viu que desse vão descoberto surgia, vindo da terra, um imenso cordão de pedrinhas, em grupos de dez, entremeados por uma mais grossa, e por onde constantemente subiam muitas almas. Alarmado, disse S. Pedro: “Creio, Senhor, que devemos fechar esta entrada!” “Não, não – respondeu-lhe Jesus – deixa ficar assim... essas são coisas da minha Mãe!

Fernando Sena Esteves

em O VERDADEIRO OLHAR

Evangelho diário e comentário









T. Comum – VIII Semana



  Visitação de Nossa Senhora
Evangelho: Lc 1, 39-56

39 Naqueles dias, levantando-se Maria, foi com pressa às montanhas, a uma cidade de Judá. 40 Entrou em casa de Zacarias e saudou Isabel. 41 Aconteceu que, logo que Isabel ouviu a saudação de Maria, o menino saltou-lhe no ventre, e Isabel ficou cheia do Espírito Santo; 42 e exclamou em alta voz: «Bendita és tu entre as mulheres, e bendito é o fruto do teu ventre. 43 Donde a mim esta dita, que venha ter comigo a mãe do meu Senhor? 44 Porque, logo que a voz da tua saudação chegou aos meus ouvidos, o menino saltou de alegria no meu ventre. 45 Bem-aventurada a que acreditou, porque se hão-de cumprir as coisas que lhe foram ditas da parte do Senhor». 46 Então Maria disse: «A minha alma glorifica o Senhor; 47 e o meu espírito exulta de alegria em Deus meu Salvador, 48 porque olhou para a humildade da Sua serva. Portanto, eis que, de hoje em diante, todas as gerações me chamarão ditosa, 49 porque o Todo-poderoso fez em mim grandes coisas. O Seu nome é Santo, 50 e a Sua misericórdia se estende de geração em geração sobre aqueles que O temem. 51 Manifestou o poder do Seu braço, dispersou os homens de coração soberbo. 52 Depôs do trono os poderosos, elevou os humildes. 53 Encheu de bens os famintos, e aos ricos despediu de mãos vazias. 54 Tomou cuidado de Israel, Seu servo, lembrado da Sua misericórdia; 55 conforme tinha prometido a nossos pais, a Abraão e à sua descendência para sempre». 56 Maria ficou com Isabel cerca de três meses; depois voltou para sua casa.

Comentário:

Debrucemo-nos um pouco sobre a ‘vaidade’ ou ‘orgulho’ que, à primeira vista, parecem ressumar deste trecho de S. Lucas.

Chegaremos a uma conclusão inevitável: Não há nem vaidade nem orgulho… existe uma alegria profunda e tão grande que a Senhora não pode contê-la dentro de si.

A saudação de Isabel como que ‘despoleta’ esse ‘grito’ da alma da Virgem: «todas as gerações me chamarão ditosa o Todo-poderoso fez em mim grandes coisas.»

Esta alegria incoctível vem de uma constatação do que já sabia: a Magnificência que Deus que opera nos Seus filhos quando estes se Lhe entregam rendidamente.

Então… não é natural que se tenha ‘vaidade’ ou ‘orgulho’ em ser-se filho de tão excelente Pai?

(ama, comentário sobre L 1, 39-56, 2012.04.24)