02/12/2011

Vivendo o Advento

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Levedura


Muita gente não quer ser levedura porque para que a levedura seja eficaz, tem de desaparecer na massa, tem de passar inadvertida, sem aplausos, sem considerações.


Para ser levedura, é necessário ter muita vida sobrenatural, muito espírito de sacrifício. 









(Meditação, 27.03.1962) 

Perguntas e respostas sobre Jesus de Nazaré. 45

Jesus de NazaréJesus disse: “Eu estou convosco todos os dias, até ao fim do mundo” (Mt 28,20) Como o consegue? Onde está?


“O Senhor vem na sua Palavra; vem nos sacramentos, especialmente na santa Eucaristia; entra na minha vida mediante palavras ou acontecimentos. Mas há também modalidades da dita vinda que fazem época. O impacto de duas grandes figuras - Francisco e Domingos - entre os séculos XII e XIII, foi um modo em que Cristo entrou de novo na história, fazendo valer de novo a sua palavra e o seu amor; um modo com o qual renovou a Igreja e impulsionou a historia para si. Podemos dizer algo parecido das figuras dos santos do século XVI (…)”

55 Preguntas y respuestas sobre Jesús de Nazaret, extraídas del libro de Joseph Ratzinger-Benedicto XVI: “Jesús de Nazaret. Desde la Entrada en Jerusalén hasta la Resurrección”, Madrid 2011, Ediciones Encuentro. Página 81-82, marc argemí, trad. ama

Evangelho do dia e comentário


Perante a vinda eminente do Senhor, os homens devem dispor-se interiormente, fazer penitência dos seus pecados, rectificar a sua vida para receber a graça especial divina que traz o Messias. Tudo isso significa esse aplanar os montes, rectificar e suavizar os caminhos de que fala o Baptista. (...) A Igreja na sua liturgia do Advento anuncia-nos todos os anos a vinda de Jesus Cristo, Salvador nosso, e exorta cada cristão a essa purificação da sua alma mediante uma renovada conversão interior[i]

Sexta-Feira do Avento 02 de Dezembro
Evangelho: Mt 9, 27-31

27 Partindo dali Jesus, seguiram-n'O dois cegos, gritando e dizendo: «Tem piedade de nós, Filho de David!». 28 Tendo chegado a casa, aproximaram-se d'Ele os cegos. E Jesus disse-lhes: «Credes que posso fazer isto?». Eles responderam: «Sim, Senhor». 29 Então tocou-lhes os olhos, dizendo: «Seja-vos feito segundo a vossa fé». 30 E abriram-se os seus olhos. Jesus deu-lhes ordens terminantes, dizendo: «Cuidado, que ninguém o saiba». 31 Mas eles, retirando-se, divulgaram por toda aquela terra a Sua fama.

Comentário:

Estes dois cegos fazem uma declaração importante:

«Filho de David», é como chamam, com toda a propriedade, chamam a Jesus.

Fechados os olhos do corpo, tinham abertos os olhos da alma.

Tudo quanto já teriam ouvido acerca de Jesus dera-lhes a convicção que estavam na presença do Cristo e, é isso mesmo que afirmam quando Jesus lhes pergunta se acreditam que os pode curar.

E, Jesus, confirma-o:

«Faça-se segundo a vossa fé».

Ou seja, não é necessário ver Jesus, o que é imprescindível é ouvir as Suas palavras e acreditar nele.

(ama, comentário sobre Mt 9, 27-31, 2007.11.207)

Vida No Ventre - O parto

Fortaleza do amor 1

Deus criador absoluto e único, de tudo o visível e o invisível, segundo reza o nosso Credo…, é a única fonte de amor sobrenatural, do qual se geram todos os demais amores humanos lícitos, não os que nós, homens desavergonhados, inventámos. O amor com que nós o amamos a Ele não o geramos nós, mas é Ele mesmo, quem o gera e no-lo doa, quando nós desejamos amá-lo. Por isso São João na sua primeira epístola, nos diz: “Nós amamos, porque ele nos amou primeiro” (1Jn 4,19). Nós quando amamos Deus reflectimos como que num espelho, o próprio amor que Deus nos doou, para que o amemos.

“O grande teólogo cisterciense do século XII São Bernardo de Claraval, assinalava que o amor se basta a si mesmo, que é o seu próprio fim, o seu próprio mérito, o seu próprio prémio. Não procura nenhuma causa mais para além dele, nem fruto fora de si. O próprio acto de amar é o maior prémio do amor, porque amar com um amor puro e desinteressado a Deus, que é o supremo objecto de todo amor, terá que ser o dia de amanhã para nós e é-o para os que já estão em cima, o gozo mais puro e mais perfeito e o melhor dos prémios. E ele exclamava: “Amo, simplesmente porque amo; e amo para amar” (Sermão 83 de Cantica)”.

(juan do carmelo, trad ama)

É tempo de esperança

Textos de São Josemaria Escrivá

"É tempo de esperança, e eu vivo desse tesouro. Não é uma frase, Padre; é uma realidade", dizes-me. Então... o mundo inteiro, todos os valores humanos que te atraem com uma força enorme (amizade, arte, ciência, filosofia, teologia, desporto, natureza, cultura, almas...), tudo isso, deposita-o na esperança – na esperança de Cristo. (Sulco, 293)

Onde quer que nos encontremos, esta é a exortação do Senhor: vigiai! Em face deste apelo de Deus, alimentemos nas nossas consciências os desejos esperançosos de santidade, com obras. Dá-me, meu filho, o teu coração, sugere-nos o senhor ao ouvido. Deixa-te de construir castelos com a fantasia, decide-te a abrir a tua alma a Deus, pois exclusivamente no Senhor acharás o fundamento real para a tua esperança e para fazer o bem aos outros. Quando não lutamos connosco mesmos, quando não rechaçamos terminantemente os inimigos que estão dentro da cidadela interior – o orgulho, a inveja, a concupiscência da carne e dos olhos, a auto-suficiência, a tresloucada avidez da libertinagem – quando não existe essa peleja interior, os mais nobres ideais definham como a flor do feno; ao romper o sol ardente, a erva seca, a flor cai e acaba a sua vistosa formosura. Depois, pela menor fenda brotarão o desalento e a tristeza, como plantas daninhas e invasoras.
Jesus não se conforma com um assentimento titubeante. Pretende, tem direito a que caminhemos com inteireza, sem concessões às dificuldades. Exige passos firmes concretos; pois, de ordinário, os propósitos gerais servem para pouco. Os propósitos pouco delineados parecem-me entusiasmos falazes que intentam calar as chamadas divinas percebidas pelo coração; fogos-fátuos, que não queimam nem dão calor e que desaparecem com a mesma fugacidade com que surgiram.
Por isso, convencer-me-ei de que as tuas intenções de alcançar a meta são sinceras, se te vir caminhar com determinação. Faz o bem, revendo as tuas atitudes habituais quanto à ocupação de cada instante; pratica a justiça, precisamente nos ambientes que frequentas, ainda que a fadiga te vença; fomenta a felicidade dos que te rodeiam, servindo os outros com alegria no lugar do teu trabalho, com esforço para o acabar com a maior perfeição possível, com a tua compreensão, com o teu sorriso, com a tua atitude cristã. E tudo por Deus, com o pensamento na sua glória, com o olhar no alto, anelando a Pátria definitiva, pois só esse fim vale a pena. (Amigos de Deus, 211)


© Gabinete de Informação do Opus Dei na Internet
http://www.opusdei.pt/art.php?p=13979

Ideais

Qualquer ideal é bom?


Pode haver tantos ideais como bens, pois qualquer bem pode ser muito desejado por o coração humano. 


Todavia, não é bom tomar por ideal aqueles bens que obstaculizam o logro de bens melhores. Por exemplo, levar uma vida cómoda é um bem que põe travões a muitas metas de maior categoria. 


Possuem ideais melhores os que aspiram a bens mais elevados.



Ideasrapidas, trad ama

Preparando o Natal


                                    Oração do Natal

Menino Jesus: 

Este Natal quisera receber-te com aquele enlevo e carinho de Tua Santíssima Mãe, com a atenção e cuidados de São José, com a alegria e simplicidade dos Pastores de Belém.
São Josemaria, ajudai-me nestes propósitos.


ama, Advento 2011

Economia

Reflectindo


(A finalidade principal do desenvolvimento económico) não é um mero crescimento da produção, nem o lucro ou o poder, mas o serviço do homem integral, tendo em conta as suas necessidades de ordem material e as exigências da sua vida intelectual, moral, espiritual e religiosa.

(CV II, Constitução Gaudium et spes, 64)


Música e oração

Sir Gilbert Levine  conducts 

Beethoven Missa Solemnis, 1. Kyrie 

selecção ALS
(Gilbert Levine era amigo íntimo do Papa João Paulo II)

01/12/2011

Perguntas e respostas sobre Jesus de Nazaré. 44

Jesus de NazaréO que tem a ver a Missa com a ajuda aos necessitados e as obras de caridade?

“(…) no cristianismo primitivo em geral, ‘partir o pão’ designa a Eucaristia. Nela beneficiamos da hospitalidade de Deus, que se nos dà em Jesus Cristo crucificado e ressuscitado. A fracção do pão e o repartir - o acto de atenção amorosa por aquele que necessita de mim - é portanto una dimensão intrínseca da própria Eucaristia. ‘Caritas‘, a preocupação pelo outro, não é um segundo sector do cristianismo junto ao culto, mas que está enraizada precisamente no culto e forma parte dele. Na Eucaristia, na ‘fracção do pão, a dimensão horizontal e a vertical estão inseparavelmente unidas

55 Preguntas y respuestas sobre Jesús de Nazaret, extraídas del libro de Joseph Ratzinger-Benedicto XVI: “Jesús de Nazaret. Desde la Entrada en Jerusalén hasta la Resurrección”, Madrid 2011, Ediciones Encuentro. Página 81-82, marc argemí, trad. ama

Evangelho do dia e comentário


Perante a vinda eminente do Senhor, os homens devem dispor-se interiormente, fazer penitência dos seus pecados, rectificar a sua vida para receber a graça especial divina que traz o Messias. Tudo isso significa esse aplanar os montes, rectificar e suavizar os caminhos de que fala o Baptista. (...) A Igreja na sua liturgia do Advento anuncia-nos todos os anos a vinda de Jesus Cristo, Salvador nosso, e exorta cada cristão a essa purificação da sua alma mediante uma renovada conversão interior[i]

1ª Quinta-Feira do Advento 01 de Dezembro
Evangelho: Mt 7, 21; 24-27

21 «Nem todo o que Me diz: “Senhor, Senhor”, entrará no Reino dos Céus, mas só o que faz a vontade de Meu Pai que está nos céus.24 «Todo aquele, pois, que ouve estas Minhas palavras e as observa será semelhante ao homem prudente que edificou a sua casa sobre rocha. 25 Caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram e investiram os ventos contra aquela casa, mas ela não caiu, porque estava fundada sobre rocha. 26 Todo aquele que ouve estas Minhas palavras e não as pratica será semelhante a um homem insensato que edificou a sua casa sobre areia. 27 Caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram e investiram os ventos contra aquela casa, e ela caiu, e foi grande a sua ruína»

Comentário:

É absolutamente necessária a prudência da nossa actuação. Não se trata de ir fazendo “coisas”, construindo adrede, meter ombros a grandes empresas sejam quais forem.

Se tudo isto – que até pode custar-nos muito trabalho e exigir-nos muito esforço – não estiver devidamente alicerçado na correcta intenção, de pouco ou nada servirá porque não terá a consistência necessária para aguentar os embates e revezes que a vida nos apresenta.

Talvez… ir mais devagar, sem pressas ou atabalhoamentos, mas com segurança em cada passo dado.

Ah! E voltar atrás sempre que verifiquemos que algo falta à solidez do que construímos e voltar a fazer, tantas vezes quantas as necessárias, para que fique estável, segura e imune a qualquer percalço.

Ah! E não esquecer que somos péssimos “arquitectos” em obra própria e, portanto, consultar quem sabe e pode aconselhar-nos com a sabedoria correcta e fiável que se impõe.

É que as nossas obras se destinam à nossa salvação eterna!

(AMA, comentário sobre Mt 7,21-27, 2011.10.25)

Vida No Ventre - De 33 a 38 semanas

Vivendo o Advento

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Quando pensardes que tendes toda a razão...

Textos de São Josemaria Escrivá

Vai à direcção espiritual cada vez com mais humildade; e pontualmente, que também é humildade. Pensa (e não te enganas, porque aí é Deus quem te fala) que és como uma criança pequena – sincera! - a quem vão ensinando a falar, a ler, a conhecer as flores e os pássaros, a viver as alegrias e as dores, a equilibrar-se no chão que pisa. (Sulco, 270)

Volto a afirmar que todos temos misérias. Isso, porém, não é razão para nos afastarmos do Amor de Deus. É, sim, estímulo para nos acolhermos a esse Amor, para nos acolhermos à protecção da bondade divina, como os antigos guerreiros se metiam dentro da sua armadura. Esse ecce ego, quia vocasti me, conta comigo porque me chamaste, é a nossa defesa. Não devemos fugir de Deus quando descobrimos as nossas fraquezas, mas devemos combatê-las, precisamente porque Deus confia em nós.
Perdoai-me a insistência, mas julgo imprescindível que fique gra-vado a fogo nas vossas inteligências que a humildade e a sua consequência imediata a sinceridade, se ligam com os outros meios de luta e fundamentam a eficácia da vitória. Se a tentação de esconder alguma coisa se infiltra na alma, deita tudo a perder; se, pelo contrário, é vencida imediatamente, tudo corre bem, somos felizes e a vida caminha rectamente. Sejamos sempre selvaticamente sinceros, embora com modos prudentemente educados.
Quero dizer-vos com toda a clareza que me preocupa muito mais a soberba do que o coração e a carne. Sede humildes! Sempre que estiverdes convencidos de que tendes toda a razão, é porque não tendes nenhuma. Ide à direcção espiritual com a alma aberta. Não a fecheis, porque então intromete-se o demónio mudo e é muito difícil expulsá-lo. (Amigos de Deus, nn. 187-188)


© Gabinete de Informação do Opus Dei na Internet
http://www.opusdei.pt/art.php?p=13979

Ideais

Tipos de ideais.


Segundo o ponto de vista, há vários modos de agrupar os ideais:
Os ideais são bens, e podem ordenar-se de vários modos. Por exemplo, ideais materiais e espirituais; ideais efémeros e duradouros; ideais profissionais, sociais, familiares, desportivos, culturais, afectivos, etc.
Os ideais são bens desejados, e podem ordenar-se pelo modo de desejá-los. Assim fala-se de ideais-instintivos e ideais-metas. Mas esta classificação é mais própia do amor (amor-sentimiento e amor-caridade), pois o modo de desejar é antes modo de amar.
Esses bens desejam-se a alguém, de maneira que os ideais podem classificar-se segundo o destinatário, e assim surge um agrupamento simples nos três tipos: ideais de amor próprio, ideais de serviço e amor aos outros, e ideais de serviço e amor a Deus.

Ideasrapidas, trad ama

Preparando o Natal


           Oração do Natal

Menino Jesus: 

Este Natal quisera receber-te com aquele enlevo e carinho de Tua Santíssima Mãe, com a atenção e cuidados de São José, com a alegria e simplicidade dos Pastores de Belém.
São Josemaria, ajudai-me nestes propósitos.


ama, Advento 2011

Direcção

Reflectindo

De maneira semelhante a uma nave que tem bom timoneiro chega sem perigo ao porto, assim também, uma alma que tem um bom pastor o alcança facilmente, ainda que tenha cometido muitos erros. (s. joão clímaco, Escala do Paraíso) Em todas as tuas dificuldades, em todas as circunstâncias, a todo o momento, olha para a doce Estrela-do-mar; invoca Maria. Respice stellam, voca Mariam.

(são bernardo, Segunda homilia sobre as palavras do Evangelho: "Missus est angelus Gabriel", conclusão do discurso)


Tratado De Deo Trino 26

Questão 32: Do conhecimento das pessoas divinas.

Art. 4 — Se é lícito opinar contrariamente sobre as noções.
(I Sent., dist. XXXIII, a. 5).

O quarto discute-se assim. — Parece que não é lícito opinar contrariamente sobre as noções.

— Pois, Agostinho diz em matéria nenhuma se erra mais perigosa-mente [1] do que na da Trindade, à qual é certo pertencerem as noções. Ora, opiniões contrárias não vão sem erro. Logo, não é lícito opinar contrariamente sobre as noções.

Demais. — Pelas noções se conhecem as Pessoas, como se disse [2]. Ora, destas não é lícito opinar contrariamente. Logo, nem daquelas.

Mas, em contrário, os artigos da fé não concernem às noções. Logo, destas se pode opinar de tal maneira ou de tal outra.

Duplamente pode uma verdade ser de fé. — De um modo direto; e assim aquelas que principalmente nos foram por Deus transmitidas, como o ser ele trino e uno, o ter-se encarnado o seu Filho e semelhantes. E opinar falsamente sobre tais coisas é ao mesmo tempo incidir em heresia, sobretudo se isso for acompanhado de pertinácia. — Porém, de modo indirecto pertencem à fé as afirmações das quais resulta algo de contrário a ela; assim, de se dizer que Samuel não foi filho de Elcana seguir-se-ia a falsidade da Escritura Divina. Donde, no tocante a tais assuntos, alguém pode opinar falsamente, sem perigo de heresia, antes de ser considerado determinado que daí se segue algo contrário a fé; e sobretudo se não aderir pertinazmente. Mas, depois de ser manifesto e sobretudo se for determinado pela Igreja, que daí segue algo contrário a fé, já não pode então errar sem heresia. Donde vem o se reputarem hoje heresia muitas opiniões que outrora se não reputavam tais, por ser hoje mais manifesto o que delas se segue. Assim, pois, devemos dizer que sobre as noções, alguns opinaram contrariamente sem perigo de heresia, não entendendo sustentar nada de contrário a fé. Mas quem opinasse falsamente sobre as noções, considerando que daí se seguiria algo de contrário a fé, incidiria em heresia.

Donde se deduzem claras as RESPOSTAS ÀS OBJEÇÕES.

SÃO TOMÁS DE AQUINO, Suma Teológica,



[1] I de Trin., c. 3.
[2] Q.32, a. 2, 3.