14/11/2011

Música e entretenimento

2011.11.21  -  Música -  Victor Borge plays Chopin

selecção JMA

Novíssimos – A Morte 6

O dia da Morte
William-Adolphe Bourgerau




Cremos na vida eterna. Cremos que as almas de todos aqueles que morrem na graça de Cristo - tanto as que devem ser purificadas pelo fogo do Purgatório como as que imediatamente depois de se separarem do corpo, como o bom ladrão, são recebidas por Jesus no Paraíso - constituem o Povo de Deus depois da morte, a qual será destruída totalmente no dia da Ressurreição em que estas almas se unirão aos seus corpos.







(paulo VI, Somlenis Professio fidei, Roma, 30.06.1968.06.30, nr. 28)

Perfeição

Reflectindo





O desejo de perfeição é um acto da vontade que, sob a influência da graça, aspira sem cessar ao progresso espiritual.













(adolphe tanqueray, Compêndio de Teologia Ascética e Mística, LAI, 1961, nr. 411)

Pensamentos inspirados à procura de Deus

À procura de Deus


Mais vale dar um bom testemunho à má 

companhia,

do que andar só.





jma

Santidade






Estamos obrigados a procurar a perfeição cristã, a ser santos, a não defraudar, não só Deus pela eleição de que nos faz objecto, mas também a todas essas criaturas que tanto esperam do nosso trabalho apostólico.



(
s. josemaria, Carta, 1931.03.24, n 57)

Evangelho do dia e comentário













T. Comum– XXXIII Semana




Evangelho: Lc 18, 35-43

35 Sucedeu que, aproximando-se eles de Jericó, estava sentado à beira da estrada um cego a pedir esmola. 36 Ouvindo a multidão que passava, perguntou que era aquilo. 37 Disseram-lhe que era Jesus Nazareno que passava. 38 Então ele clamou: «Jesus, Filho de David, tem piedade de mim!». 39 Os que iam adiante repreendiam-no para que se calasse. Porém, ele, cada vez gritava mais: «Filho de David, tem piedade de mim!». 40 Jesus, parando, mandou que Lho trouxessem. Quando ele chegou, interrogou-o: 41 «Que queres que te faça?». Ele respondeu: «Senhor, que eu veja». 42 Jesus disse-lhe: «Vê; a tua fé te salvou». 43 Imediatamente, recuperou a vista, e foi-O seguindo, glorificando a Deus. Todo o povo, vendo isto, deu louvores a Deus.
Comentário:

Porque é Jesus pergunta ao cego o que quer que lhe faça?

Não parece óbvio que desejava ver?

O Mestre quer aproveitar a ocasião, como sempre faz, para nos ensinar a pedir.

“Senhor, quero isto ou quero aquilo”, assim, com a simplicidade das crianças é como devemos pedir.

Ele saberá o que fazer.

(AMA, Comentário sobre Lc 18, 35-43, 2010.11.14)

Educar a afectividade 5

A FORÇA DA EDUCAÇÃO

Entre o sentimento e a conduta há um passo importante. Por exemplo, pode sentir-se medo e actuar valentemente. Ou sentir ódio e perdoar. Nesse espaço entre sentimentos e acção está a liberdade pessoal. Produz-se então uma decisão pessoal, que se situa em parte nesse momento concreto e em parte antes, no processo prévio de educação e auto-educação. Ao longo da vida vai-se criando um estilo de sentir, e também um estilo de actuar. 
Continuando com o exemplo, uma pessoa medrosa ou rancorosa acostumou-se a reagir cedendo ao medo ou ao rancor que espontaneamente lhe produzem determinados estímulos, e isto criou nele um hábito mais ou menos permanente. Esse hábito leva-o a ter uma forma própria de responder afectivamente a essas situações, até acabar por constituir um rasgo do seu carácter.
Em resumo, não podemos mudar a nossa herança genética, nem a nossa educação até ao dia de hoje, mas podemos sim pensar no presente e no futuro, com uma confiança profunda na grande capacidade de transformação do homem através da formação, do esforço pessoal e da graça de Deus.

a. aguiló

13/11/2011

Qualquer um pode fazer leis?

O imperador Justiniano,
mosaico na Basílica de San Vitale, Ravena
Parece que a razão de qualquer um pode fazer leis:


1. Com efeito, diz o Apóstolo nas Carta aos Romanos que “os gentios, que não têm a lei, naturalmente fazem o que é da lei e são lei para si mesmos” (2, 14). Ora, diz isto comummente de todos. Logo, qualquer um pode fazer-se a lei.
2. Além disso, como diz o Filósofo, “a intenção do legislador é de induzir o homem à virtude” (livro II da Ética). Ora, qualquer homem pode induzir à virtude. Logo, a razão de qualquer homem pode fazer leis.
3. Ademais, como o príncipe da cidade é dela o governante, assim qualquer pai de família é o governante da casa. Ora, o príncipe da cidade pode fazer a lei na cidade. Logo, qualquer pai de família pode fazer a lei em sua casa.

EM SENTIDO CONTRÁRIO, diz Isidoro e está nas Decretais: “A lei é a constituição do povo, segundo a qual os que são maiores por nascimento, juntamente com as plebes, sancionaram algo”. Não é, portanto, de qualquer um fazer a lei.
A lei propriamente, por primeiro e principalmente, visa a ordenação ao bem comum. Ordenar, porém, algo para o bem comum é ou de toda a multidão ou de alguém que faz as vezes de toda a multidão. E assim constituir a lei ou pertence a toda a multidão, ou pertence à pessoa pública que tem o cuidado de toda a multidão. Porque em todas as coisas ordenar para o fim é daquele de quem este fim é próprio.
Quanto às objecções iniciais, portanto, deve-se dizer que:
1. Como foi afirmado acima (a.1), que a lei está em algo não só como em quem regula, mas também, participativamente, como em quem é regulado. E desse modo cada um é lei para si mesmo, enquanto participa da ordem de alguém que regula. Por isso, aí mesmo se acrescenta: “Aqueles que mostram a obra da lei, escrita em seus corações”.
2. A pessoa privada não pode induzir eficazmente à virtude. Pode, com efeito, somente admoestar, mas, se sua admoestação não é recebida, não tem força coactiva, que a lei deve ter, para que eficazmente induza à virtude, como diz o Filósofo. Tal virtude coactiva tem a multidão ou a pessoa pública à qual pertence infligir penas, como se dirá abaixo (q.92, a.2). E assim é apenas dela o fazer leis.
3. Como o homem é parte da casa, assim a casa é parte da cidade; e a cidade é a comunidade perfeita, como se diz no livro I da Política. E assim, como o bem de um só homem não é o fim último, mas ordena-se ao bem comum, assim também o bem de uma só casa ordena-se ao bem de uma cidade, que é a comunidade perfeita. Portanto, aquele que governa uma família, pode certamente fazer alguns preceitos ou estatutos; não porém, aqueles que têm propriamente razão de lei.

ST 1ª 2ae, q.90. a.


Novíssimos - Juízo Particular 8

Julgamento de Telmo - jovem estudante [i]

A motoreta ziguezagueava como louca por entre o trânsito compacto. Algumas businadelas irritantes atestavam a imprudente condução mas, Telmo, seguia imperturbável a sua vertiginosa carreira.
Estava atrasadíssimo para a primeira aula e não queria, mais uma vez, receber uma falta não justificada.

Tinha este problema com o levantar da cama a horas. O despertador bem tocava mas decidia sempre ficar “só mais um minuto” no aconchego dos lençóis. Quase sempre era o pai que com um safanão o fazia levantar-se.

“És um preguiçoso! Mandrião! Deitas-te a desoras e depois é isto!”

Era o “seu sermão” matinal!

Fazia propósitos e mais propósitos de corrigir a coisa mas, a verdade é que… nunca passava… dos propósitos.

O autocarro não lhe deu qualquer hipótese.
Foi só um pequeno toque na roda traseira mas o suficiente para o projectar pelos ares. O pobre sujeito que conduzia a camioneta carregada de fruta bem tentou evitar passar-lhe por cima mas… não conseguiu.
A morte foi imediata!

“O Telmo sempre foi um bom estudante desde menino. Muito aplicado, sempre com boas classificações, entrou na faculdade sem qualquer problema. No segundo ano é que as coisas se complicaram. Começou a sair à noite com uns amigos e o que principiara com umas saídas de fim-de-semana normais em rapazes da sua idade, passou a ser um hábito diário. O pior foi que começara a beber por vezes descontroladamente e a regressar a casa em muito más condições físicas. Tudo começou a mudar na sua vida a começar pelo aproveitamento nos estudos que passou de suficiente a menos de medíocre, as suas relações com os pais reagindo com brusquidão às repetidas chamadas de atenção dos progenitores cada vez mais preocupados com o que se estava a passar.”

O Ser resplandecente ia continuar mas…

O Juiz interrompeu:

“Como é triste ver um jovem como o Telmo seguir por tais caminhos depois de uma infância e adolescência tão promissoras… Há alguma referência a prática religiosa, participação nalgum organismo de solidariedade social?”

Uma voz quente e terna como um suspiro de Mãe fez ouvir:

“Tenho algo a dizer:
Os pais do Telmo não se preocuparam em proporcionar-lhe educação religiosa, infelizmente. Ele, na verdade, não tem culpa de ter vivido sempre sem preocupações de ordem espiritual.
Mas, uma vez, foi com um grupo da escola onde andava, numa excursão a Fátima. Lembro-me muito bem da sua admiração por tudo quanto pôde constatar. Por fim, enquanto todos os outros foram comer o farnel que traziam ele ficou, mais de uma hora, sentado na minha Capelinha, fixando a minha imagem e disse-me:

“Gosto de estar aqui”…

O Juiz disse então:

"Como em Caná da Galileia fiz o que me pediu, faça-se agora como a Minha Mãe desejar".


[i] Levanta-se a questão da vida para além da morte. É uma das grandes interrogações que alguma vez durante a sua vida o homem se coloca.
É natural porque o ser humano é dotado de espírito, alma, que tem preocupações mais para além do imediatamente sensível.
Para os cristãos a segurança da Fé fá-los compreender que está destinado à eternidade, ou seja, embora o corpo pereça e acabe a vida terrena, a sua alma não morrerá jamais e, naturalmente, tende a voltar para o seu Criador, Deus.
Sim... a lógica propõe o que a fé garante, porque não se concebe o Criador abandonar a criatura a um desaparecimento puro e simples.
O restante do problema é o que se refere ao "destino" da alma e que é "marcado" na conclusão do juízo a que é sujeita pelo próprio Criador, logo que, após a separação do corpo, se apresenta perante Si.
No imaginário livro da vida, ao contrário do que que é mais comum, não existem colunas de "deve" e "haver" onde é feita uma espécie de contabilidade, não! O que existe é uma lista completa dos bens recebidos em vida, os dons, graças, auxílios, inspirações e meios com que o Senhor foi dotando cada um de forma especial e única.
Cada ser humano recebe um "pacote" específico, para si em exclusivo.
Deus Nosso Senhor não dispensa os Seus benefícios adrede ou de uma forma sistemática ou mecânica. Cada ser humano é objecto de atenção exclusiva e única por parte do Criador que lhe concede os Seus dons e benefícios conforme a Sua Soberana Vontade determina.
Esta misteriosa magnitude de Deus tem uma razão de ser.
O homem não é capaz por si mesmo de evoluir, de melhorar sem que um estímulo o leve a tal.
Este estímulo surge exactamente no estreitamento das suas relações com Deus.
Quanto mais se relaciona mais recebe e, quanto mais se recebe mais se deseja intimar com Deus.
Por isso no Evangelho consta «àquele que tem, lhe será dado; e ao que não tem, ainda aquilo mesmo que julga ter, lhe será tirado» Lc 8, 16-18.

Para chegar a Deus, o caminho seguro, é Maria Sua e nossa Mãe! 

Sancta Maria iter para tutum! (Santa Maria, prepara-me um caminho seguro)

Dificuldades na oração

Reflectindo

Quando Jesus desperta os discípulos adormecidos e os exorta à oração, vinha de experimentar, na Sua própria, as mais graves dificuldades. Ele não pode estranhar que a nós nos custe orar. Mas a luta santa – a agonia de que fala S. Lucas – que o Senhor teve que enfrentar e vencer põe diante dos olhos que não se entra por caminhos de verdadeira vida interior se não há verdadeira luta por perseverar na oração: uma luta que, de um modo ou outro, é a de nos acomodarmos plenamente à Vontade Divina.

(d. javier echevarria, Getsemani, Planeta, 3ª Ed. Pg. 160)

Pensamentos inspirados à procura de Deus

À procura de Deus


Por acaso o lamentares-te,

trouxe-te algum alívio?









jma