14/11/2011

Educar a afectividade 5

A FORÇA DA EDUCAÇÃO

Entre o sentimento e a conduta há um passo importante. Por exemplo, pode sentir-se medo e actuar valentemente. Ou sentir ódio e perdoar. Nesse espaço entre sentimentos e acção está a liberdade pessoal. Produz-se então uma decisão pessoal, que se situa em parte nesse momento concreto e em parte antes, no processo prévio de educação e auto-educação. Ao longo da vida vai-se criando um estilo de sentir, e também um estilo de actuar. 
Continuando com o exemplo, uma pessoa medrosa ou rancorosa acostumou-se a reagir cedendo ao medo ou ao rancor que espontaneamente lhe produzem determinados estímulos, e isto criou nele um hábito mais ou menos permanente. Esse hábito leva-o a ter uma forma própria de responder afectivamente a essas situações, até acabar por constituir um rasgo do seu carácter.
Em resumo, não podemos mudar a nossa herança genética, nem a nossa educação até ao dia de hoje, mas podemos sim pensar no presente e no futuro, com uma confiança profunda na grande capacidade de transformação do homem através da formação, do esforço pessoal e da graça de Deus.

a. aguiló

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