13/08/2011

Música e oração

Thomas Choir (Thomanerchor) singing Matthäuspassion



selecção ALS .

Tema para breve reflexão

Reflectindo
Oração
Deus aprecia mais uma alma que pela nossa indústria e oração lhe ganhemos mediante a Sua misericórdia, que todos os serviços que possamos fazer-lhe.



(stª teresa d'ávila, Fundaciones, 1, 7, trad ama)

TEXTOS DE SÃO JOSEMARIA ESCRIVÁ

“Fazendo com amor as pequenas coisas”

De longe – além, no horizonte – parece que o céu se une à terra. Não te esqueças de que, na realidade, onde a Terra e o Céu se unem é no teu coração de filho de Deus. (Sulco, 309)

Esta doutrina da Sagrada Escritura, que se encontra, como sabeis, no próprio cerne do espírito do Opus Dei, há-de levar-vos a realizar o vosso trabalho com perfeição, a amar a Deus e os homens fazendo com amor as pequenas coisas da vossa jornada habitual, descobrindo esse quê divino que está encerrado nos pormenores. Que bem se enquadram aqui aqueles versos do poeta de Castela: Devagar, e boa letra;/que fazer as coisas bem/ importa mais que fazê-las.
Asseguro-vos, meus filhos, que, quando um cristão realiza com amor a mais intranscendente das acções diárias, ela transborda da transcendência de Deus. Por isso vos tenho repetido, com insistente martelar, que a vocação cristã consiste em fazer poesia heróica da prosa de cada dia. Na linha do horizonte, meus filhos, parecem unir-se o céu e a terra. Mas não; onde se juntam deveras é nos vossos corações, quando viveis santamente a vida de cada dia... (Temas Actuais do Cristianismo, 116)

© Gabinete de Informação do Opus Dei na Internet

Evangelho do dia e comentário







T. Comum– XIX Semana




Evangelho: Mt 19, 13-15

13 Então, foram-Lhe apresentadas várias crianças para que Lhes impusesse as mãos e orasse por elas. Mas os discípulos repreendiam-nas. 14 Jesus, porém, disse-lhes: «Deixai as crianças, e não as impeçais de vir a Mim, porque delas é o Reino dos Céus». 15 E, tendo-lhes imposto as mãos, partiu dali.

Meditação:

Como criança pequena acolho-me, refugio-me nos Teus braços fortes de Irmão mais velho. Tu indicar-me-ás o que fazer, em cada momento, levar-me-ás sempre contigo para onde fores, não deixarás que me perca ou detenha em coisas que não sejam essenciais. Contigo tenho a firme certeza que pisarei caminhos de salvação.

Infelizmente rebelo-me muitas vezes contra Ti!

Senhor, eu não sei o que faço, não me despeças da Tua companhia.

(AMA, Meditação, Mt 19, 13-15, 2010.08.14)

Confidências de alguém






Nota de AMA: 
Estas “confidências” têm, obviamente, um autor, que não se revela; foram feitas em tempo indeterminado, por isso não se lhes atribui a data. O estilo discursivo revela, obviamente, que se tratam de meditações escritas ao correr da pena. A sua publicação deve-se a ter considerado que, nelas se encontram muitas situações e ocorrências que fazem parte do quotidiano que, qualquer um, pode viver.


Carácter e propósitos


Aqui estou eu, Senhor, tentando entrar em contacto espiritual contigo, varrendo do meu espírito tudo quanto possa afastar a Tua presença.
Aqui estou eu como sou, e não, infelizmente, como gostaria de ser.
Todos os defeitos que conheces tão bem e que eu conheço tão mal, e que me custa tanto reconhecer, aqui estão bem nítidos à Tua frente.
Pouco merecimento tenho Senhor, e não encontro razão nenhuma que justifique a atenção que me dedicas, as graças com que me distingues.
A não ser no Teu amor imenso por mim.
Amor que só encontra explicação na própria natureza de Deus que é, Ele próprio, amor.
Tenho lutado, sabes bem que nem sempre com tenacidade, por estabelecer um plano de conduta.
Coisas concretas e definidas que tornem mais fáceis os objectivos de me corrigir, de ganhar carácter para a minha falta de carácter.
Tomei assim a decisão de fazer um esforço de moderar-me na linguagem, conversas.
Tenho infelizmente, falhado.
O propósito não só não tem sido total e aplicado, como me tenho esquecido dele.
Falta-me tanto, Senhor, para conseguir alguma coisa.
Falta-me quase tudo!
Estou sempre - à espera de fazer grandes coisas, de grandes gestos, de, sei lá que sacrifícios e, no meio-termo, deixo para trás coisinhas pequeninas, as oportunidades de mortificação, muitas possibilidades reais de progredir.
Não consigo nada por mim, bem o sei, e peço-te muito a Tua ajuda.
Mas por vezes esqueço-me disto, de Te pedir ajuda.
Oh Senhor!, não me faltes mesmo que eu Te volte as costas.
Meu Anjo da Guarda a quem ignoro tanto, quase sempre.
Desculpa-me esta minha infame disposição de alma que não encontra lugar para ti.
Sabes bem, como me conheces bem, que eu não valho um caracol.
Ajuda-me apesar de eu te tratar com tanto esquecimento.
Dá-me uns abanões fortes de maneira a que eu desperte e veja o que está mesmo à minha frente, para que eu o faça em lugar de estar a pensar no que está longe, distante, e que hei-de fazer ou ter um dia.
Minha querida Mãe do Céu. Hoje em Fátima tantos milhares de bocas Te rezaram e cantaram pedidos e louvores intermináveis.
Tantos olhos choraram lágrimas de alegria, de dor e de arrependimento, tantos corações estremeceram com aquele estado de espírito tão elevado que se respira nos dias treze naquele bendito lugar.
Estás, seguramente, muito contente hoje, Senhora, pois ao Céu chegaram, com certeza, todas essas preces.
Tens tempo, contudo, para ouvir também as minhas preces, o meu pedido.
Não te esqueças de quando estiveres na presença do Senhor, de lhe falar bem de mim.
Põe, Mãe Santíssima, "água na fervura", atenua a agudeza das minhas faltas, põe um pouco de luz na escuridão dos meus pecados, um pouco de sal no insosso das minhas orações.
O Teu Divino Filho está habituado a estas tuas intervenções, mas nem por isso deixará de te ouvir e de aceder, uma vez mais, aos teus pedidos de benevolência para comigo.
Minha querida Mãe do Céu, tanto te agradeço o teu incansável trabalho, a tua permanente intervenção em meu favor.

Bendita sejas, Senhora.

12/08/2011

PENSAMENTOS INSPIRADOS À PROCURA DE DEUS 107

À procura de Deus



Não te percas em muitas palavras, mas diz apenas e tão só:

eu amo-Te, Jesus!



jma, 2011.08.12

Música e entretenimento

 The Platter’s – Only You 


 selecção ama

TEXTOS DE SÃO JOSEMARIA ESCRIVÁ

“Descanso significa represar: acumular forças”

Sempre entendi o descanso como afastamento do trabalho diário; nunca como dias de ócio. Descanso significa represar: acumular forças, ideias, planos... Em poucas palavras: mudar de ocupação, para voltar depois – com novos brios – à actividade habitual. (Sulco, 514)

A santidade, o verdadeiro afã por alcançá-la, não faz pausas nem férias. (Sulco, 129)

Aproveita o tempo. Não te esqueças da figueira amaldiçoada. Já fazia alguma coisa: dar folhas. Como tu...
– Não me digas que tens desculpas. De nada valeu à figueira – narra o Evangelista – não ser tempo de figos, quando o Senhor lá os foi buscar.
– E estéril ficou para sempre. (Caminho, 354)

Lutai contra essa excessiva compreensão que cada um tem para consigo mesmo: sede exigentes para vós próprios. Às vezes, pensamos demasiadamente na saúde e no descanso, que aliás não deve faltar, precisamente porque é preciso voltar ao trabalho com forças renovadas. Esse descanso, porém, escrevi-o há já tantos anos, não é não fazer nada, mas distrairmo-nos em actividades que exigem menos esforço. (Amigos de Deus, 62)

© Gabinete de Informação do Opus Dei na Internet
http://www.opusdei.pt/art.php?p=13979

A matemática da vida em Fukushima

Central de Fukushima   
Há no Japão um grupo de 200 aposentados, em sua maioria engenheiros, que se oferece para substituir trabalhadores mais jovens num perigoso trabalho: a manutenção da estação nuclear de Fukushima, que foi seriamente afectada pelo grande terramoto de três meses atrás. Os reparos envolvem altos níveis de radioactividade cancerígena.

Em entrevista à BBC, o voluntário Yasuteru Yamada, que tem 72 anos e negocia com o reticente governo japonês e com a empresa, usa uma lógica tão simples quanto assombrosa: "Em média, devo viver mais uns 15 anos. Já um cancro vindo da radiaçãolevaria de 20 a 30 anos para surgir. Logo, nós que somos mais velhos temos menos risco de desenvolver cancro", afirma Yamada.

É arrepiante. Em contrapartida ao individualismo actual - e lidando de uma maneira absolutamente realista em relação à vida e à morte -sexagenários e septuagenários querem dar uma última contribuição: ser úteis nos seus últimos anos e permitir que alguns jovens possam chegar às idades deles com saúde e disposição semelhantes.

O que mais impressiona em toda a história é a matemática da vida. A morte não é para eles um problema a ser solucionado - ou talvez corrigido, pela hipótese mística da vida eterna que a medicina e a biologia tentam encapar e da qual as revistas de boa saúde nos tentam convencer; a morte é, de facto, a constante da equação.

Nada que o mundo ocidental não conheça. O filósofo alemão Georg Friedrich Hegel (1770-1831) certa vez definiu "mestre" como alguém desapegado da vida a ponto de enfrentar a morte, enquanto "servo" seria um escravo do desejo de continuar vivo - e que obedeceria mais às regras que lhe garantissem mais vida. Em consequência, o servo anula a sua vontade de transformar o mundo e a si mesmo.
Criados numa sociedade de consumo, corremos o risco de levar essa escravidão às últimas, defendendo a boa saúde e os confortos com muito mais afinco do que aquilo que podemos fazer por nós e pelos outros enquanto ainda gozamos dela.
Os senhores do Japão ensinam que a morte é a hora em que podemos continuar a existir na memória das pessoas.

Agrad  Amílcar Granjo

Tema para breve reflexão

Reflectindo
Mortificação

As mortificações exteriores são uma grande ajuda na conquista da mortificação interior e outras virtudes.



(s. filipe de neri, Máximas, F.W.Faber, Cromwell Press SN12 8PH, nr. 24 – 39, trad ama)