Agnus Dei
Padroeiros do blog: SÃO PAULO; SÃO TOMÁS DE AQUINO; SÃO FILIPE DE NÉRI; SÃO JOSEMARIA ESCRIVÁ
01/06/2011
Tema para breve reflexão
Reflectindo |
Valentia da Confissão Sacramental
Queridos jovens, tende a valentia do arrependimento; e tende também a valentia para procurar a graça de Deus na confissão sacramental.
Esta far-vos-á livres!
Dar-vos-á a força de que necessitais nos desafios que vos esperam, na sociedade e na Igreja, ao serviço dos homens.
(joão Paulo II, Discurso aos jovens, UNIV, Roma, 1979.04.10)
Evangelho do dia e comentário
12 Tenho ainda muitas coisas a dizer-vos, mas não as podeis compreender agora. 13 Quando vier, porém, o Espírito da Verdade, Ele vos guiará no caminho da verdade total, porque não falará de Si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido e anunciar-vos-á as coisas que estão para vir. 14 Ele Me glorificará, porque receberá do que é Meu e vo-lo anunciará. 15 Tudo quanto o Pai tem é Meu. Por isso Eu vos disse que Ele receberá do que é Meu e vo-lo anunciará.
Comentário:
Santíssima Trindade.
Algumas religiões, concretamente, a Judaica, o Islamismo e o Cristianismo, são teocráticas, isto é, acreditam num Deus único.
A religião cristã considera como dogma que Deus é, de facto um só, mas formado por Três Pessoas distintas: o Pai, o Filho, o Espírito Santo.
Como se explica isto?
Não sei, mas deixo-me divagar.
Vejo a Santíssima Trindade, este Deus Uno e Trino, como se fosse um livro.
· Primeiro: tomemos três folhas de papel;
· Segundo: enchemos essas folhas de papel, com escrita, talvez sequencial e, provavelmente, considerando um mesmo tema;
· Terceiro: juntamos as três folhas de papel escritas, unindo-as fortemente formando um todo.
Esta acção transforma as folhas de papel em páginas.
Porquê?
Porque pelo facto de estarem unidas num todo, assumem essa identidade.
A esta nova realidade chamamos livro.
Continuamos a ter, essencialmente, três folhas de papel com algo escrito, mas passaram a designar-se páginas, porque estão unidas num livro.
Ou seja, para termos um livro precisamos de, pelo menos, estas duas coisas:
· Páginas (Folhas de papel escritas;
· União firme das páginas;
A entidade de cada coisa permanece individual, a sua união, porém, dá origem a uma coisa nova: um livro.
O livro tem valor enquanto tal, mas o valor de cada coisa mantém-se, ou seja, não é a soma do valor intrínseco de cada coisa que determina o valor do livro mas a união das três coisas.
Não posso considerar um livro que seja apenas uma união de folhas de papel, estas têm de estar escritas.
A escrita tem de ser feita em folhas de papel para poderem assumir a identidade de páginas e formar um livro.
Deus é uma única pessoa?
Sim, Deus poderia ser o que quisesse ser: duas, cinco, mil pessoas, mas Jesus Cristo revelou que Deus é Trino, isto é, Três Pessoas: Pai, Filho, Espírito Santo.
O que acontece é que a ''substância'' de Deus é Amor.
Um amor de tal, forma incomensurável que gera uma Segunda Pessoa. Por sua vez, o amor destas duas Pessoas gera uma Terceira Pessoa: o Espírito Santo.
São, de facto, Três Pessoas distintas, mas, tão fortemente unidas pelo Amor, que formam um único Deus.
Assim, não temos três deuses mas um único Deus constituído por três Pessoas.
Isto não é uma explicação, porque os mistérios não se explicam. Abordam-se e pensam-se numa lógica humana.
Para se aceitarem, isto nunca pode ser suficiente e bastante, sendo absolutamente necessária FÉ.
(ama, Domingo da Santíssima Trindade, Esposende, 2010.05.30)
31/05/2011
Diálogos apostólicos
Afinal, vês…o que estás a fazer agora com esse teu amigo não é exactamente o mesmo que aconteceu connosco?
ama , 2011.05.31
Luz e trevas
Luz e trevas: Uma reflexão oportuna de JMA
TEXTOS DE SÃO JOSEMARIA ESCRIVÁ
– Queres amar a Virgem? – Pois então conversa com Ela! – Como? – Rezando bem o Rosário de Nossa Senhora. Mas, no Rosário... dizemos sempre o mesmo! – Sempre o mesmo? E não dizem sempre a mesma coisa os que se amam?...
(Prólogo ao Santo Rosário)
Quanto cresceriam em nós as virtudes sobrenaturais se conseguíssemos verdadeira devoção a Maria, que é Nossa Mãe! Não nos importemos de lhe repetir durante todo o dia – com o coração, sem necessidade de palavras – pequenas orações, jaculatórias. A devoção cristã reuniu muitos desses elogios carinhosos na Ladainha que acompanha o Santo Rosário. Mas cada um de nós tem a liberdade de os aumentar, dirigindo-lhe novos louvores, dizendo-lhe o que – por um santo pudor que Ela entende e aprova – não nos atreveríamos a pronunciar em voz alta.
Aconselho-te – para terminar – que faças, se o não fizeste ainda, a tua experiência particular do amor materno de Maria. Não basta saber que Ela é Mãe, considerá-la deste modo, falar assim d'Ela. É tua Mãe e tu és seu filho; quer-te como se fosses o seu único filho neste mundo. Trata-a de acordo com isso: conta-lhe tudo o que te acontece, honra-a, ama-a. Ninguém o fará por ti, tão bem como tu, se tu não o fizeres.
Asseguro-te que, se empreenderes este caminho, encontrarás imediatamente todo o amor de Cristo; e ver-te-ás metido na vida inefável de Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo. Conseguirás forças para cumprir bem a Vontade de Deus, encher-te-ás de desejos de servir todos os homens. Serás o cristão que às vezes sonhas ser: cheio de obras de caridade e de justiça, alegre e forte, compreensivo com os outros e exigente contigo mesmo.
Este e não outro é o carácter da nossa fé. Recorramos a Santa Maria, que Ela nos acompanhará com um passo firme e constante.
(Amigos de Deus, 293)
ORAÇÃO EXIGE LUTA, FIRMEZA E HUMILDADE
Luz do Alto |
«adversário» mas que «abençoa» e «permanece misterioso»
O Papa salientou hoje que a oração exige luta, firmeza e humildade, numa relação com Deus sujeita a atravessar períodos de incerteza.
A existência humana é como uma “longa noite de combate e oração, habitada pelo desejo de bênção divina” que, recebida “com humildade” através da “misericórdia” de Deus, dá uma nova identidade à pessoa”.
A alocução do Papa, proferida na Praça de São Pedro, baseou-se no relato do livro bíblico do Génesis que conta a luta nocturna de Jacob com um desconhecido, que ao amanhecer o protagonista viria a reconhecer tratar-se de Deus.
Depois de salientar que a Igreja tomou esta narrativa como “símbolo da oração como combate da fé e vitória da perseverança”, Bento XVI referiu que rezar “exige confiança e intimidade”, tratando-se “quase” de um “corpo-a-corpo simbólico, não com um Deus adversário, mas com o Senhor que abençoa e que permanece misterioso”.
A experiência espiritual pode ser “difícil” mas “transforma e é uma inesgotável fonte de graça”, assinalou o Papa, que deu como exemplo a mudança operada em Jacob, “cujo nome derivava do verbo hebraico que significa ‘enganar’”, e que veio a chamar-se “Israel, que significa ‘Deus é forte, Deus vence’”.
A “noite” do patriarca torna-se para os crentes “um ponto de referência para compreender a relação com Deus que na oração encontra a sua máxima expressão”.
bento XVI, audiência geral, 2011.05.25
INFORMAÇÕES MUITO BREVES [De vez em quando] 2011.05.31
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Oração
Sobre a família 68
O casamento é uma instituição natural na qual um homem e uma mulher se dão um ao outro exclusivamente para toda a vida numa relação sexual que está aberta à procriação. É uma causa publicamente reconhecida, honrada e e apoiada por causa da sua única capacidade de gerar nova vida humana e encontrar as mais profundas necessidades das crianças pelo amor e inter-relação entre o seu pai e a sua mãe. O casamento é diferente e distinto de outras relações sexuais ou de carinho por causa da sua permanência, a sua orientação natural para a vida, e a forma como congrega e expressa a totalidade humana no macho e na fêmea.
[i] Mary Joseph is a project officer at the Life, Marriage and Family Centre of the Catholic Archdiocese of Sydney.
Evangelho do dia e comentário
39 Naqueles dias, levantando-se Maria, foi com pressa às montanhas, a uma cidade de Judá. 40 Entrou em casa de Zacarias e saudou Isabel. 41 Aconteceu que, logo que Isabel ouviu a saudação de Maria, o menino saltou-lhe no ventre, e Isabel ficou cheia do Espírito Santo; 42 e exclamou em alta voz: «Bendita és tu entre as mulheres, e bendito é o fruto do teu ventre. 43 Donde a mim esta dita, que venha ter comigo a mãe do meu Senhor? 44 Porque, logo que a voz da tua saudação chegou aos meus ouvidos, o menino saltou de alegria no meu ventre. 45 Bem-aventurada a que acreditou, porque se hão-de cumprir as coisas que lhe foram ditas da parte do Senhor». 46 Então Maria disse: «A minha alma glorifica o Senhor; 47 e o meu espírito exulta de alegria em Deus meu Salvador, 48 porque olhou para a humildade da Sua serva. Portanto, eis que, de hoje em diante, todas as gerações me chamarão ditosa, 49 porque o Todo-poderoso fez em mim grandes coisas. O Seu nome é Santo, 50 e a Sua misericórdia se estende de geração em geração sobre aqueles que O temem. 51 Manifestou o poder do Seu braço, dispersou os homens de coração soberbo. 52 Depôs do trono os poderosos, elevou os humildes. 53 Encheu de bens os famintos, e aos ricos despediu de mãos vazias. 54 Tomou cuidado de Israel, Seu servo, lembrado da Sua misericórdia; 55 conforme tinha prometido a nossos pais, a Abraão e à sua descendência para sempre». 56 Maria ficou com Isabel cerca de três meses; depois voltou para sua casa.
Comentário:
Desde há vinte séculos, a fonte da alegria cristã não cessou de jorrar na Igreja e, especialmente, no coração dos santos... Na primeira fila, está a Virgem Maria, cheia de graças, a Mãe do Salvador. Acolhedora do anúncio do alto, serva do Senhor, esposa do Espírito Santo, mãe do Filho eterno, ela deixa explodir a sua alegria diante da sua prima Isabel que lhe celebra a fé: "A minha alma exalta o Senhor e o meu espírito exulta de alegria em Deus meu Salvador... Doravante, todas as gerações me chamarão bem-aventurada".
Ela compreendeu, melhor do que todas as outras criaturas, que Deus faz maravilhas: o seu nome é santo, Ele mostra a sua misericórdia, ergue os humildes, é fiel às suas promessas. Não que, para Maria, o desenrolar visível da sua vida saia da trama habitual, mas ela medita nos menores sinais de Deus, rememorando-os no seu coração (Lc 2, 19.51). Não que os sofrimentos lhe tenham sido poupados: ela está de pé, junto da cruz, eminentemente associada ao sacrifício do Salvador inocente, mãe das dores. Mas ela está também aberta, sem medida, à alegria da Ressurreição; também ela foi elevada, em corpo e alma, à glória do céu. Primeira a ser resgatada, imaculada desde o momento da sua Conceição, incomparável morada do Espírito, habitáculo puríssimo do Redentor dos homens, ela é ao mesmo tempo a Filha bem-amada de Deus e, em Cristo, a Mãe universal. Ela é o símbolo perfeito da Igreja terrestre e glorificada.
Na sua existência singular de Virgem de Israel, que ressonância maravilhosa adquirem as palavras proféticas a respeito da nova Jerusalém: "Eu exulto de alegria no Senhor, a minha alma rejubila no meu Deus, porque me revestiu com as vestes da salvação, envolveu-me no manto da justiça, tal como um jovem esposo se orna com um diadema, tal como uma noiva se enfeita com as suas jóias" (Is 61,10)!
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