26/05/2011

Diálogos apostólicos

Diálogos



Vejo que entendeste!

Aconselha-te com quem dirige a tua alma e esse bom sacerdote te dará as indicações precisas de como fazer.

Nunca – absolutamente – metas ombros a tarefas de apostolado por tua própria decisão.

Aconselha-te primeiro, prepara-te depois, e…para a frente sem medo ou receio.

ama , 2011.05.26

Amor e Alegria

San felipe neri.jpgO Evangelho de hoje, Evangelho do dia e comentário fala-nos de amor e alegria e, por coincidência, a Igreja celebra hoje a memória de São Filipe de Néri, o Apóstolo de Roma.

Foi um homem de amor intenso e de uma alegria permanente.

O Apóstolo de Roma, (Florença, 22 de Julho de 1515 — 26 de Maio de 1595 fundador do Oratório – canonizado em 11 de Março 1622)

 

“Roma será a tua Índia.” Com estas palavras de um santo monge, São Filipe de Néri recebeu a sua vocação – não para missões distantes, mas para a cidade de Roma. No início do século 16, Roma era corrupta e dissoluta, e as pessoas viviam num estado de lassidão espiritual. Mas pelo final do século, Roma era uma cidade diferente, muito devido a um homem – São Filipe de Néri.

Com 29 anos de idade, enquanto pedia intensamente pelos dons e graças do Espírito Santo Filipe teve uma experiência extraordinária do amor divino, e a partir desse momento começou a palpitação do seu coração que durou até ao fim dos seus dias. Por vezes tornava-se tão violenta que sacudia a sua cadeira, a cama, e mesmo todo o seu quarto. Mesmo depois, sentia uma sensação de queimadura na região do seu coração e garganta, de forma que tentava sempre manter-se fresco abrindo as janelas e desabotoando a batina. Depois da sua morte, o seu coração foi encontrado tão dilatado que duas costelas por cima dele estavam partidas e arqueadas para fora – estiveram assim 50 anos!

Incendiado pelo amor de Deus, Filipe converteu e santificou inumeráveis almas pregando em mercados, ouvindo confissões e dirigindo almas, aconselhando bispos e papas, tratando de doentes nos hospitais primitivos de então, assistindo peregrinos nas suas necessidades e operando milagres – chegou a ressuscitar um jovem da morte – e ainda procurando onde quer que fosse almas que não reconheciam as suas necessidades espirituais.
Por isso ganhou o título de “Apóstolo de Roma”.
(Fr.v. j. mathews, Saint Philip Neri, TAN Books, trad. ama)

Congregação do Oratório de São Filipe Néri

Em 1564 o Papa Pio IV pediu a Filipe Néri que assumisse a responsabilidade da Igreja de São João dos Florentinos. Foram então ordenados três dos seus discípulos. Os religiosos viviam e oravam em comunidade sob a direcção de Filipe Néri.
home_festa
Stª Maria Vallicella
Tumulo de S. Filipe de Néri
Filipe e os seus colaboradores, com o beneplácito do Papa Gregório XIII, adquiriram em 1575 sua própria Igreja, Santa Maria de Vallicella, que se encontrava quase em ruínas e era muito pequena, pelo que decidiu demoli-la e construir uma maior, a chamada "Igreja Nova".

O Papa aprovou formalmente a Congregação do Oratório. Era a única em que os sacerdotes sendo seculares viviam em comunidade mas sem votos. Os membros mantinham as suas propriedades, mas deveriam contribuir para as despesas da comunidade. Os que quisessem fazer votos estavam livres para deixar a Congregação e unir-se a uma ordem religiosa. O instituto tinha como fim a oração, a pregação e a administração dos sacramentos.

A aprovação formal e final dos estatutos da congregação somente aconteceu 17 anos após a morte do fundador em 1612.

Teresa de Calcutá - Pensamentos 16




Qual é a maior satisfação?                   


O dever cumprido

Beato Ceferino é glória de um povo maltratado pela história

Observando
75º aniversário do martírio de “El Pelé” e 150º do seu nascimento
A comunidade romena católica do mundo inteiro celebrou o Beato Ceferino Jiménez Malla - conhecido popularmente como "El Pelé" - com a 7ª Peregrinação Internacional do Povo Cigano, no 75º aniversário do seu martírio (1936) em defesa da fé. Neste ano cumprem-se também os 150 anos do seu nascimento.
        
"O Beato Ceferino é uma glória da Igreja para a etnia cigana", destacou Dom Ciriaco Benavente, bispo de Albacete e presidente da Comissão Episcopal de Migrações. Dom Benavente presidiu os actos celebrados no domingo 8 de Maio, durante a 7ª Peregrinação Internacional do Povo Cigano.

O prelado destacou "o aumento da devoção ao beato no mundo inteiro" e, na sua homilia, sublinhou "os valores do primeiro cigano beatificado por João Paulo II, que encontrou Deus e foi um servidor da Igreja na Adoração Nocturna, nas Conferências de São Vicente e como terciário franciscano".

"Ele foi a glória de um povo maltratado pela história, ao qual foram relacionados muitos estereótipos. O beato surgiu desse povo e nos enche de alegria e orgulho", acrescentou o prelado.

"Ceferino ganhou o nosso coração porque demonstrou solidariedade com todos os seus irmãos", sublinhou. Recordou também o interesse do Beato João Paulo II para que se levasse a cabo "com urgência" a primeira beatificação de um membro da comunidade cigana na história.

O bispo referiu-se também à diocese de Barbastro-Monzón como "uma terra bela e santa, regada pelo sangue dos mártires, de quem se celebra o 75º aniversário".

Pela primeira vez - informou a imprensa local -, assistiram a esta festa Jesús Jiménez e seu filho José Luis, de 8 anos, "para rezar ao beato na sua capela, porque, graças à sua intercessão, meu filho foi curado de uma doença no fígado que não tinha salvação, segundo os oncologistas que o atenderam no hospital Valle de Hebrón" - explicou Jesús.

Recordou que foi em Abril de 2005 quando viajou até Barbastro para invocar "El Pelé". "Todos os anos viemos com a família, mas é a primeira vez que estamos nesta festa.

Pepe Vacas, director do Secretariado de Pastoral Cigana, recordou o momento em que João Paulo II beatificou Ceferino, em 1997, e reconheceu suas "qualidades fora do comum".

Foi um homem que, segundo afirmou o beato pontífice naquela ocasião, "mostra, com sua vida, como Cristo está presente nos diversos povos e etnias e que todos estão chamados à santidade".

 INFORMAÇÕES MUITO BREVES    [De vez em quando] 2011.05.26

TEXTOS DE SÃO JOSEMARIA ESCRIVÁ

“Ensina-me a relacionar-me com o teu Filho!”

Se não procuras a intimidade com Cristo na oração e no Pão, como podes dá-Lo a conhecer? (Caminho, 105)


Procura Deus no fundo do teu coração limpo, puro; no fundo da tua alma, quando lhe és fiel, e não percas nunca essa intimidade!

E se, alguma vez, não souberes como falar-lhe nem que dizer-lhe, ou não te atreveres a procurar Jesus dentro de ti, recorre a Maria, "tota pulchra", toda pura, maravilhosa, para lhe confiares: - Senhora, nossa Mãe, Nosso Senhor quis que fosses Tu, com as tuas mãos, quem cuidasse de Deus; ensina-me - ensina-nos a todos - a relacionar-nos com o teu Filho!! (Forja, 84)


© Gabinete de Informação do Opus Dei na Internet

Sobre a família 63

Familia digital:





   Ter um telefone "inteligente" não torna inteligente a pessoa que o usa um "idiota" continuará a ser "idiota" ainda que use um telefone inteligente...



4.   Comunicar é unir, não separar (em relação a que, muitas vezes, as redes sociais nos afastam da nossa própria família).


manuel echánove, [i] y xavier briguez [ii], Religiónenlibertad, trad ama


[i] Director general de Telefónica Latino América
[ii] Universidad de Navarra

Evangelho do dia e comentário







Páscoa – V Semana


Evangelho: Jo 15, 9-11

9 Como o Pai Me amou, assim Eu vos amei. Permanecei no Meu amor. 10 Se observardes os Meus preceitos, permanecereis no Meu amor, como Eu observei os preceitos de Meu Pai e permaneço no Seu amor. 11 Disse-vos estas coisas, para que a Minha alegria esteja em vós e para que a vossa alegria seja completa.

Meditação:

Durante a Sua vida na terra, na revelação do Reino de Deus, Jesus fala constantemente de amor.
Parece-me inevitável, natural; fala-nos do Pai, do Filho e do Espírito Santo que são um só Deus.

Que são, o Amor!

(ama, meditação sobre Jo 15, 9-11, 2010.05.06)

25/05/2011

Conferência

Caminho e Luz


«Luz do Mundo» organiza uma conferência com o Padre Duarte Sousa Lara.

É já neste próximo Sábado,  dia 28 de Maio, às 15h30, no Porto, na Fundação Cupertino de Miranda (frente ao Parque da Cidade).

Estamos certos do interesse do tema e do conferencista.

Não deixe de participar e divulgar!




INFORMAÇÕES MUITO BREVES    [De vez em quando] 2011.05.25

Diálogos apostólicos

Diálogos
Bem sei, não te achas capaz de ser apóstolo!

Mas…vamos a ver…porquê?

Tens estudado a Doutrina da Igreja Católica?

Falas com frequência com o teu director espiritual?

Frequentas com assiduidade os Sacramentos, nomeadamente a Santa Eucaristia?

Então!

ama , 2011.05.25

Ser santo

Nota:
Confesso que gostaria de ter sido eu a escrever este belíssimo texto mas...não sinto inveja mas um intensa alegria, porque o meu querido irmão Joaquim diz tudo quanto eu poderia dizer, só que muito melhor:

Para ver clicar no link abaixo:

DEF’s (Afonso Cabral)

Navegando pela minha cidade

DEF’s



Entrei na sala e o meu filho Martim deu um salto e correu pesadamente para me abraçar e depois de um abraço forte como o de um urso, voltou-se para os colegas radiante e cheio de orgulho e disse: meu pai, o meu pai!

Levantam-se quase todos; um deles, enorme – quase gigante – avança para mim gaguejando roncos, abre uma manápula no fim de um braço como um tronco de árvore e pousa-a delicadamente no meu ombro – como um pássaro a pousar - e diz carinhosamente por entre a espuma de cuspo que lhe sai da boca e dos dentes tortos: pai do Martim.

Outro, mirrado, pequenino, de olhos estrábicos e lacrimejantes, arrastando uma perna, avança também para mim dando um guincho esganiçado de alegria incontida e grita enquanto me agarra a mão: pai do Martim, pai do Martim.

Uma rapariga, agarrada com uma correia à cadeira de rodas, estica-se enclavinhando os dedos e torcendo os braços espasmodicamente, como que à beira de um ataque epiléptico, e dá gritos espaçados, com a alegria soltando-se livre dos seus olhos azuis.

Outro, quase cego de tanto arranhar os olhos com as unhas, tenta perceber o que se passa através da névoa que o encobre e a revolta que nem por instinto compreende.

Entretanto, a mão carinhosa do meu filho repousa no meu pescoço com a suavidade, a ternura e o orgulho da asa de um anjo da guarda.

Em toda a sala reina a alegria pura; genuína; simples e azul como as violetas silvestres. Brotando como água cristalina da rocha viva.

As funcionárias da APPACDM[1] olham felizes, atentas e de uma solicitude tão natural que se confunde e mistura com a dos meninos e meninas.

É na Travessa da Costibela – na freguesia de Aldoar – que fica a sede da APPACDM do PORTO que, gerindo mais oito centros e residências espalhadas pela cidade, vivem numa felicidade insuspeitada, cerca de trezentos deficientes mentais.

 As nossas meninas e os nossos meninos - como lhes chamamos - mesmo que alguns tenham mais de cinquenta anos.

E a dor. A dor permanente, abafada e profunda. Como um grito num poço sem fundo. Tão permanente e tão profunda como o mar de quem quase toda a gente só vê a superfície azul ou verde e, às vezes, antes das tempestades, da cor do chumbo; plúmbea.

Porque o fundo do mar é só para os afogados. E isso é privilégio dos náufragos. Apenas.

Porque os que vivem à superfície não querem saber e não querem ver, porque têm medo do azul profundo. Porque, para eles, o mar é só para navegar num cruzeiro turístico, fazendo escalas nos portos da futilidade, do egoísmo e da indiferença.

Tecla 3! Tecla 3! Tecla 3!
Deficiente! Deficiente! Deficiente![2]

E a dor. A dor permanente, abafada e profunda. Como um gemido numa gruta; como uma escara em carne viva no coração; como uma pústula na alma; como uma lepra por dentro da pele, invisível.

E a dor. A dor permanente, abafada e profunda. Como uma agonia num deserto. A dor que quase me matou e por não me ter matado, tornou-me – não mais forte – mas melhor.

Mergulho nos olhos orientais e verde-mar do meu filho e o brilho da inocência, mais forte do que o da estrela da manhã, derrete-me a dor como o sol derrete a neve.

Beijo-o e abraço-o e murmuro-lhe no ouvido: meu filho.


Afonso Cabral





[1] Associação Portuguesa dos Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental
[2] A tecla 3 nos telemóveis tem as letras DEF, abreviatura de deficiente e usada pelos adolescentes para insultar a inteligência dos outros.