22/05/2011

Diálogos apostólicos

Diálogos
Sim, já to disse mil vezes e volto a confirmar:

Ser apóstolo é a obrigação – nota bem – obrigação de qualquer cristão e, no teu caso, acresce que, talvez, tenhas mais para dar do que julgas.

ama , 2011.05.22

TEXTOS DE SÃO JOSEMARIA ESCRIVÁ

“Ela abre-nos o caminho até ao Reino”

Torna o teu amor a Nossa Senhora mais vivo, mais sobrenatural. Não vás ter com Santa Maria só para pedir. Vai também para dar!: dar-lhe afecto; dar-lhe amor para o seu divino Filho; manifestar-lhe esse carinho com obras ao serviço dos outros, que são também seus filhos. (Forja, 137)


Voltemos mais uma vez à experiência de cada dia, ao modo de tratar com as nossas mães na terra. Acima de tudo, que desejam dos seus filhos, que são carne da sua carne e sangue do seu sangue? O seu maior desejo é tê-los perto. Quando os filhos crescem e não é possível continuarem a seu lado, aguardam com impaciência as suas notícias, emocionam-se com tudo o que lhes acontece, desde uma ligeira doença até aos acontecimentos mais importantes.



Olhai: para a nossa Mãe, Santa Maria, jamais deixamos de ser pequenos, porque Ela nos abre o caminho até ao Reino dos Céus, que será dado aos que se tornam meninos. De Nossa Senhora nunca nos devemos afastar. Como a honraremos? Tendo intimidade com Ela, falando com Ela, manifestando-lhe o nosso carinho, ponderando no nosso coração os episódios da sua vida na terra, contando-lhes as nossas lutas, os nossos êxitos e os nossos fracassos. (Amigos de Deus, 289–290)

Sobre a família 59

A missão educativa da família

Para conseguir isto, a primeira coisa necessária é que os próprios pais “transpareçam” a alegria de viver coerentemente. 

Os pais educam fundamentalmente com a conduta. O que os filhos e as filhas procuram no seu pai ou na sua mãe não são só uns conhecimentos mais amplos do que os seus ou uns conselhos mais ou menos acertados, mas algo de categoria superior: um testemunho do valor e do sentido da vida encarnado numa existência concreta e confirmado nas diversas circunstâncias e situações que se sucedem ao longo dos anos. [i]


Os filhos devem perceber que a conduta que vêm feita vida nos seus pais não é um peso, mas fonte de liberdade interior. E os pais, sem ameaças, com sentido positivo, devem “estruturar interiormente” os seus filhos, educá-los para esta liberdade, dando-lhes razões para que percebam a bondade do que se lhes pede, de modo que o façam seu.

Desta maneira fortalece-se a sua personalidade e crescem maduros, seguros e livres. Aprendem assim a viver acima de modas, indo contra a corrente, quando for necessário. A experiência mostra que, quando os filhos são já adultos, não há nada que agradeçam mais aos seus pais do que esta educação livre e responsável.
m. díez
© 2011, Gabinete de Informação do Opus Dei na Internet


[i] Cristo que passa, n. 28.

Evangelho do dia e comentário







Páscoa – V Semana


Evangelho: Jo 14, 1-12

1 «Não se perturbe o vosso coração. Acreditais em Deus, acreditai também em Mim.2 Na casa de Meu Pai há muitas moradas. Se assim não fosse, Eu vo-lo teria dito. Vou preparar um lugar para vós. 3 Depois que Eu tiver ido e vos tiver preparado um lugar, virei novamente e tomar-vos-ei comigo, para que, onde estou, estejais vós também. 4 E vós conheceis o caminho para ir onde Eu vou». 5 Tomé disse-Lhe: «Senhor, nós não sabemos para onde vais; como podemos saber o caminho?». 6 Jesus disse-lhe: «Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vai ao Pai senão por Mim. 7 Se Me conhecesseis, também certamente conheceríeis Meu Pai; mas desde agora O conheceis e já O vistes». 8 Filipe disse-Lhe: «Senhor, mostra-nos o Pai, e isso nos basta». 9 Jesus disse-lhe: «Há tanto tempo que estou convosco, e ainda não Me conheces, Filipe? Quem Me viu, viu também o Pai. Como dizes, pois: Mostra-nos o Pai? 10 Não acreditais que Eu estou no Pai e que o Pai está em Mim? As palavras que vos digo, não as digo por Mim mesmo. O Pai, que está em Mim, Esse é que faz as obras. 11 Crede em Mim: Eu estou no Pai e o Pai está em Mim. 12 Crede-o ao menos por causa das mesmas obras. «Em verdade, em verdade vos digo, que aquele que crê em Mim fará também as obras que Eu faço. Fará outras ainda maiores, porque Eu vou para o Pai.

Comentário:

O facto de Jesus ir para o Pai, isto é, de ascender aos céus, dá-nos a capacidade extraordinária de fazer obras maiores que Ele próprio fez quando esteve entre nós?
Sim, é verdade!
Extraordinário não propriamente pelas obras em si mesmas, porque estas continuam a ser obra de Deus, mas sim porque seremos nós, simples seres humanos a realiza-las como meros instrumentos.
De facto, por mais capacidades que possamos ter o mérito reside sempre na obediência à palavra de Deus porque é Ele quem manda e estabelece, como planos divinos que mal abarcamos, o que podemos ou não fazer.
Sendo obedientes faremos coisa grandes, extraordinárias, porque será a graça de Deus a actuar através de nós.
E o que, sim, é espantoso, é que Ele queira servir-se de nós para difundir o Seu reino pelo mundo tornando-nos  numa espécie de “delegados” ou “executores” da Sua Vontade, dos Seus planos.
É uma honra que esmaga, uma confiança que atemoriza quem não perceba e entenda que só pela graça que em nós actua seremos capazes de tais feitos.

ama, comentário sobre Jo 14, 1-12, 2011.095.09

21/05/2011

Teresa de Calcutá - Pensamentos 15




Qual é a maior sensação?              


A paz interior

Para a evangelização do Ocidente descristianizado

Observando
El Camino, el Opus Dei, CL y los salesianos, protagonistas en el dicasterio de Nueva Evangelización

Benedicto XVI nombró a diez altos representantes de diversas realidades eclesiales y especialistas los primeros consultores del Consejo Pontificio para la Promoción de la Nueva Evangelización, informó este jueves la Oficina de Información de la Santa Sede.

Son el vicario general del Opus Dei, el español Fernando Ocáriz; el rector mayor de lossalesianos y presidente de la Unión de los Superiores Generales, el mexicano Pascual Chávez Villanueva; el iniciador del Camino Neocatecumenal, el español Kiko Argüello; y el presidente de Comunión y Liberación, el español Julián Carrón.
También el rector de la Universidad Pontificia Gregoriana de Roma, el jesuita francés François-Xavier Dumortier; y el vicepresidente de la Facultad Teológica de Italia Septentrional, profesor de Teología fundamental y encargado de Estética del Sacro en la Academia de Bellas Artes de Brera, el italiano Pierangelo Sequeri.
La profesora de Teología dogmática del seminario Saint Joseph de Nueva York, la estadounidense Sara Butler, de las Misioneras Siervas de la Santísima Trinidad; y la superiora general de las Hijas de los Sagrados Corazones de Jesús y María y presidente de la Unión Internacional de las Superioras Generales, la estadounidense Mary Lou Wirtz.
Completan el grupo de nuevos consultores la fundadora de la asociación “Nuevos Horizontes”, la italiana Chiara Amirante; y la profesora de historia contemporánea de la Universidad La Sapienza de Roma, la italiana Lucetta Scaraffia.

El dicasterio para la promoción de la nueva evangelización fue presentado en la Santa Sede el 12 de octubre de 2010 y constituido a través del Motu Propio Ubicumque et semper.
Busca promover una renovada evangelización donde se está viviendo una progresiva secularización de la sociedad, a pesar de que ya resonó el primer anuncio de la fe y hay presencia de Iglesias de antigua fundación.
Monseñor Rino Fisichella preside este consejo pontificio, cuya oficina se encuentra en la Vía della conciliazzione, que conecta la Santa Sede con la capital italiana.

ReligionenLibertad, 2011.05.20

TEXTOS DE SÃO JOSEMARIA ESCRIVÁ

Que em cada um de vós esteja a alma de Maria”

– Minha Mãe! As mães da terra olham com maior predilecção para o filho mais débil, o mais doente, o menos esperto, o pobre defeituoso... Senhora!, eu sei que tu és mais Mãe que todas as mães juntas... E como sou teu filho... E como sou débil, e doente..., e defeituoso..., e feio... (Forja, 234)

As mães não contabilizam os pormenores de carinho que os seus filhos lhes demonstram, não pesam nem medem com critérios mesquinhos. Uma pequena demonstração de amor, saboreiam-na como se fosse mel e acabam por conceder muito mais do que receberam. Se assim fazem as mães boas da terra, imaginai o que poderemos esperar da nossa Mãe, Santa Maria!
Agrada-me voltar, em pensamento, àqueles anos em que Jesus permaneceu junto de sua Mãe e que abarcam quase toda a vida de Nosso Senhor neste mundo. Vê-lo pequeno quando Maria cuida d'Ele e o beija e o entretém... Vê-lo crescer diante dos olhos enamorados de sua Mãe e de José, seu pai na terra... Com quanta ternura e com quanta delicadeza Maria e o Santo Patriarca se preocupariam com Jesus durante a sua infância! E, em silêncio, aprenderiam muito e constantemente d'Ele. As suas almas ir-se-iam afazendo à alma daquele Filho, Homem e Deus. Por isso, a Mãe – e, depois dela, José – conhece como ninguém os sentimentos do coração de Cristo e os dois são o caminho melhor, diria até que o único, para chegar ao Salvador.
Que em cada um de vós, escrevia Santo Ambrósio, esteja a alma de Maria, para louvar o Senhor; que em cada um esteja o espírito de Maria, para se regozijar em Deus. (Amigos de Deus, 280–281)


© Gabinete de Informação do Opus Dei na Internet

Sobre a família 58

A missão educativa da família

Uma premissa útil para enfrentar de maneira adequada esta tarefa de conciliar exigência e liberdade é recordar que a fé e a moral cristãs são a chave da felicidade do homem. Ser cristão pode ser exigente, mas nunca é algo opressivo, antes enormemente libertador.  


A meta é que, desde pequenos, os filhos experimentem no lar que o homem «não pode encontrar a sua própria plenitude se não for na entrega sincera de si mesmo aos outros». [i] E que uma pessoa que vive plenamente a vida cristã não é uma «pessoa aborrecida e conformista; não perde a sua liberdade. Só o homem que se põe totalmente nas mãos de Deus encontra a verdadeira liberdade, a grande e criativa amplitude da liberdade do bem». [ii]

A vida cristã é precisamente a única vida feliz; a única que liberta da amargura de uma existência sem Deus. Bento XVI afirmava-o com grande força no início do seu pontificado: «quem deixa entrar Cristo não perde nada, nada – absolutamente nada – do que faz a vida livre, bela e grande. Não! Só com esta amizade se abrem as portas da vida. Só com esta amizade se abrem realmente as grandes potencialidades da condição humana. Só com esta amizade experimentamos o que é belo e o que nos liberta. Assim, hoje, quereria, com grande força e grande convicção, a partir da experiência de uma longa vida pessoal, dizer a todos vós, queridos jovens: Não tenhais medo de Cristo! Ele não tira nada e dá tudo. Quem se dá a Ele, recebe o cem por um». [iii]

m. díez
© 2011, Gabinete de Informação do Opus Dei na Internet


[i]Conc. Vaticano II, Const. past. Gaudium et spes, n. 24.
[ii] Bento XVI, Homilia, 8-XII-2005.
[iii] Bento XVI, Homilia no Solene Início do Ministério Petrino, 24-IV-2005.
Bento XVI, Mensagem à diocese de Roma sobre a tarefa urgente da educação, 21-I-2008.