11/11/2010

Bom Dia! 43



O egoísmo humano vai ao ponto – infelizmente muito comum e frequente – de abandonar como objectos inúteis e embaraçosos os próprios familiares.


Em qualquer hospital se poderá constatar que em determinadas alturas do ano, pessoas idosas ou doentes são abandonadas por tempo indeterminado por pessoas de famíia – por vezes muito próximos – que não querem ter esse fardo durante um tempo em que desejam uma “liberdade” que não se coaduna com os cuidados a prestar a essas pessoas.

A desumanidade patente nestas atitudes, choca qualquer um e pode, na verdade comparar-se, a um crime de graves proporções.

Há os chamados “lares” para idosos que, na sua maior parte não passam de pobres armazéns ou depósitos de pessoas que já não terão tanta utilidade para a sociedade quer seja pelas limitações próprias da idade e das sequelas que normalmente esta traz consigo quer pela incapacidade dos familiares próximos tomarem a seu cargo o dar-lhes uma vida digna no calor e conforto familiares.

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Textos de Reflexão para 11 de Novembro

 Quinta 11 Nov

Evangelho: Lc 17, 20-25
20 Tendo-Lhe os fariseus perguntado quando viria o reino de Deus, respondeu-lhes: «O reino de Deus não virá ostensivamente. 21 Não se dirá: Ei-lo aqui ou ei-lo acolá. Porque eis que o reino de Deus está no meio de vós». 22 Depois disse aos Seus discípulos: «Virá tempo em que desejareis ver um só dos dias do Filho do Homem e não o vereis. 23 E vos dirão: Ei-lo aqui, ou ei-lo acolá. Não vades, nem os sigais. 24 Porque, assim como o clarão brilhante de um relâmpago ilumina o céu de uma extremidade à outra, assim será o Filho do Homem no Seu dia. 25 Mas primeiro é necessário que Ele sofra muito e seja rejeitado por esta geração.
Comentário:

De facto, ao longo destes dois mil anos da história da humanidade, quantas vezes foi anunciado o fim do mundo? Repetiram-se inúmeras vezes os avisos do Senhor. Os homens, preocupados muitas vezes com esse cataclismo que, imaginam, porá fim à humanidade, esquecem o que realmente temos por certo: a nossa própria morte. Este, sim, é o fim com devemos preocupar-nos, agora, hoje, não deixando para depois, não sabemos quando, os ajustes que, talvez, precisemos fazer na nossa vida. Está em jogo, nada menos, que a nossa vida eterna para a qual fomos criados. 

(ama, comentário sobre Lc 17, 20-25, Julho 2009)

Tema: Novíssimos - Juízo 3

É de inteira justiça que a nossa alma seja julgada após a morte. Sem ele, qual o interesse de nos esforçarmos, por vezes arduamente, em cumprir a Lei de Deus? 

(ama, comentário sobre Juízo 3, 2010.10.20)

Doutrina: CCIC – 556: O que é a oração de louvor?
                   CIC – 2639 – 2643; 2649

O louvor é a forma de oração que mais imediatamente reconhece que Deus é Deus. É completamente desinteressada: canta Deus por Ele ser quem é e glorifica-O porque Ele é.

Festa: São Martinho


Nota Histórica 
Nasceu na Panónia cerca do ano 316, de pais pagãos. Depois de receber o Baptismo e de renunciar à carreira militar, fundou um mosteiro em Ligugé (França), onde levou vida monástica sob a direcção de S. Hilário. Foi depois ordenado sacerdote e, mais tarde, eleito bispo de Tours. Foi modelo insigne de bom pastor; fundou outros mosteiros, dedicou se à formação do clero e à evangelização dos pobres. Morreu no ano 397.

Tema para breve reflexão - 2010.11.11

Pecado Venial

Tem verdadeira dor dos pecados que confessas, por leves que sejam, e faz o propósito firme de emenda daí por diante. Há muitos que perdem grandes bens e muito aproveitamento espiritual porque, confessando-se dos pecados veniais como que por costume e cumprimento, sem pensar em emendar-se, permanecem toda a vida carregados deles.

(S. Francisco de Sales, Introdução à Vida devota, 11, 19)

10/11/2010

Pormenores

Vale a pena ler -e meditar este texto que,pela sua extensão pode muito bem servir de reflexão para vários dias.

Aconselho vivamente que o faça:



http://queeaverdade.blogspot.com/2010/11/os-pormenores.html

Bom Dia! 42



Ao habitar o corpo humano, a alma, imagem de Deus, dignifica-o e engrandece-o como já anteriormente vimos, dando-lhe um estatuto e imunidade que não pode ser tripudiado de nenhuma forma por ninguém nem pelo próprio.

O respeito pela dignidade do ser humano completo – corpo e alma – como obra de Deus, irrepetível e única, deve estar por cima de qualquer conveniência que eventualmente se possa aduzir para justificar leis ou regulamentos que de alguma forma atentem contra essa integridade.

Merecem especial atenção os mais desprotegidos, aqueles que, por doença, defeito físico ou acidente, estão de alguma forma privados das faculdades, capacidades ou potências comuns a qualquer ser humano. Devem ser uma primeira preocupação dos que exercem ou têm capacidade para exercer posições de liderança na condução da sociedade, regulamentando as medidas necessárias e convenientes para que possa, de uma forma equânime e acessível, dispor de oportunidades iguais, embora adaptadas às circunstâncias peculiares de cada um, que os demais seres humanos que os rodeiam.
É falta de suma gravidade não cuidar ou ignorar estes seres humanos como pessoas autênticas, filhos de Deus, como qualquer um, dotados de uma alma, destinados à vida eterna. Jesus Cristo olhou sempre com especial carinho para estes Seus irmãos e é bem patente nos Evangelhos a Sua atitude de cuidado, preocupação e, até, de comoção perante as enfermidades e defeitos físicos daqueles com quem Se cruzava nos caminhos da Palestina.

Os constantes apelos que a Igreja faz aos cristãos e à sociedade em geral para que tenha em atenção este candente assunto, soam amiúde como gritos em nome de bocas silenciosas que não podem ou não têm meios para se fazerem ouvir.

A sociedade tem de ter bem presente este assunto como casos de justiça importantíssimos que não se resolvem apenas com a criação de organismos ou centros de apoio. Tem de ir mais longe na sua assistência, tem de esgotar todas as possibilidades que tenha ao seu dispor para que estes seres humanos não se sintam como que pertencendo a uma casta aparte com alguns direitos, talvez, mas a quem se veda uma participação completa e autêntica na vida social.

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Textos de Reflexão para 10 de Novembro

 Quarta 10 Nov

Evangelho: Lc 17, 11-19
11 Indo Jesus para Jerusalém, passou pela Samaria e pela Galileia.12 Ao entrar numa aldeia, saíram-Lhe ao encontro dez homens leprosos, que pararam ao longe, 13 e levantaram a voz, dizendo: «Jesus, Mestre, tem compaixão de nós!». 14 Ele tendo-os visto, disse-lhes: «Ide, mostrai-vos aos sacerdotes». Aconteceu que, enquanto iam, ficaram limpos. 15 Um deles, quando viu que tinha ficado limpo, voltou atrás, glorificando a Deus em alta voz, 16 e prostrou-se por terra a Seus pés, dando-Lhe graças. Era um samaritano. 17 Jesus disse: «Não são dez os que foram curados? Onde estão os outros nove? 18 Não se encontrou quem voltasse e desse glória a Deus, senão este estrangeiro?». 19 Depois disse-lhe: «Levanta-te, vai; a tua fé te salvou».
Comentário:

Deus exige de nós que lhe rendamos graças pelos benefícios recebidos não porque precise dos nossos agradecimentos, mas para que estes O provoquem a conceder-nos benefícios ainda maiores. (cfr. S. João Crisóstomo, Homilia 52 in Gen. –Migne PGt. 54, col. 460)
(pio XII, Mensagem pela rádio nas Bodas de Prata das aparições em Fátima, 31.10.1942)
Tema: Novíssimos – Morte 3

«Para mim, viver é Cristo e morrer é lucro» (Fl 1, 21)
Devia bastar-nos esta frase de São Paulo, para percebermos como morrer é viver ainda mais! 

(jma, sobre Morte 3, 2010.10.26)

Doutrina: CCIC – 555: Quando se dá a Deus acção de graças?
                   CIC – 2637-2638 2648

A Igreja dá graças a Deus incessantemente, sobretudo ao celebrar a Eucaristia, na qual Cristo a faz participar na sua acção de graças ao Pai. Todos os acontecimentos se convertem para o cristão em motivo de acção de graças.

Festa: São Leão Magno

                                                                                                                                                              Nota Histórica 
Nasceu na Toscana e no ano 440 foi elevado à Cátedra de Pedro, cargo que exerceu como verdadeiro pastor e pai das almas. Trabalhou intensamente pela integridade da fé, defendeu com ardor a unidade da Igreja, empenhou se por todos os meios possíveis em evitar as incursões dos bárbaros ou mitigar os seus efeitos. Por toda esta actividade extraordinária mereceu com toda a justiça ser apelidado «Magno». Morreu no ano 461.

Tema para breve reflexão - 2010.11.10

Maturidade

A maturidade humana, manifesta-se, sobretudo, em certa estabilidade de ânimo, na capacidade de tomar decisões ponderadas e no modo recto de julgar os acontecimentos e os homens.

(Concílio Vaticano II, Decreto Optatum Totius, nr. 11)

09/11/2010

Sem a Igreja, situação do país seria «quase impossível de sustentar»

D. Carlos Azevedo fala em abertura para procurar novas formas de resposta social

A situação do país seria "quase impossível de sustentar” sem a Igreja Católica, afirma o presidente da Comissão Episcopal da Pastoral Social.
Considerando não estar em causa a substituição do Estado em matéria de apoio social, D. Carlos Azevedo sustenta que "nesta hora difícil e de grande gravidade que nós estamos a viver, sem a Igreja a situação seria quase impossível de sustentar".
À margem da Assembleia Plenária da Conferência Episcopal Portuguesa, que decorre em Fátima, o bispo auxiliar de Lisboa referiu que o papel da Igreja, "neste momento, independentemente, das ideologias, é fundamental como canal de proximidade". 
O responsável dos bispos pelas questões sociais sublinhou que este canal "tem dado provas de ser honesto e de canalizar para as pessoas, sem atrair para as estruturas verbas astronómicas, como tantas vezes acontece".
Questionado sobre as medidas que os bispos vão tomar esta semana para minorar os efeitos das medidas de austeridade, o prelado adiantou que uma das decisões prende-se "com a criação de redes sociais para que o apoio seja mais eficaz" entre Cáritas, centros sociais paroquiais, Vicentinos e Misericórdias.
D. Carlos Azevedo acrescentou que o Fundo Social Solidário, lançado este Verão, vai ser regulamentado, havendo ainda o fundo da Associação Cristã de Empresários e Gestores (ACEGE).
"São estas as propostas que já estão em cima da mesa para serem analisadas, mas penso que haverá talvez hipótese para outras aberturas de uma resposta social", admitiu, mostrando-se convicto que da reunião magna dos bispos "sairá um reforço da consciência do papel social da Igreja" que, depois, cada bispo, "terá que incentivar e valorizar".
Segundo o prelado, a Igreja Católica vai "aproveitar as estruturas que já existem" e outras campanhas, da Rádio Renascença e de empresas, vão associar-se ao Fundo Social Solidário.
Para o responsável, o fundo "vai ganhar alguma potencialidade para socorrer pessoas, sobretudo quando os dois cônjuges ficam desempregados e acaba o fundo de desemprego, que é o que vai começar a acontecer a partir do próximo ano".
À pergunta sobre os cortes nos apoios sociais, D. Carlos Azevedo defendeu que se deve encontrar "o modo mais equitativo possível e justo" para que "não venham agravar ainda mais as situações", receando que, para as pessoas que estão perto da pobreza, "um corte significará colocar mais gente na pobreza".

(Fonte, Ecclesia)

João Paulo II e G. Bush

Ao longo dos seus oito anos de mandato na Casa Branca, Bush teve três encontros públicos com o Papa João Paulo II, em 2001, em 2002 e em 2004.
O pontífice morreu a 2 de Abril de 2005. 
A influência que o líder católico tinha sobre ele foi decisiva para restringir a investigação com células estaminais, confessa. "Eu sentia a responsabilidade de dar voz às minhas convicções pró-vida e orientar o país na direcção daquilo a que João Paulo II chamava a cultura da vida", conta Bush. 
Em relação à questão do aborto terá pesado também a história da sua mãe. Barbara Bush teve um aborto espontâneo quando ele era adolescente. E a mãe mostrou-lhe o feto. "Eu nunca esperei ver os restos de um feto, que ela tentara salvar num frasco para levar para o hospital", escreve no seu livro. "Não há dúvida de que isso me afectou, uma filosofia de que devíamos respeitar a vida", acrescentou o ex-chefe do Estado americano, na entrevista ao programa NBC Today.

(fonte INFOVITAE)

Bom Dia! 41



Quando se diz que o Papa é conservador ou liberal, não se sabe o que se diz. A pessoa do Papa, o ser humano, tem um pensamento, uma estrutura mental, uma cultura, um modo pessoal de interpretar a vida e os acontecimentos.


O Papa, o Vigário de Cristo – atente-se que, Vigário quer dizer: o que faz as vezes de – não tem qualificação alguma já que actua como o próprio Jesus Cristo actuaria. 
Isto nem sequer parece importante porque, quase sempre, as pessoas que fazem estas afirmações, ou não têm verdadeira fé, ou não a praticam.

No fim e ao cabo, estará na mesma posição daqueles que desejam os “sinais”.

Sabe-se que na história da Igreja, nem tudo foram exemplares os comportamentos e atitudes dos homens com responsabilidades de magistério, incluindo alguns Papas, aliás, como hoje em dia são flagrantes, estamos a falar de homens, seres humanos, com os seus méritos, qualidades mas, também, fraquezas e fragilidades.

Foram, ou são, um problema grave para a Igreja, o próprio Papa actual o reconhece e explicitamente condena, mas nunca, em nenhum caso, algum destes homens usou a sua posição dentro das estruturas da Igreja para modificar, desvirtuar ou alterar o quer que fosse da Doutrina tal como instituída por Cristo.

Nunca houve alguém que alterasse, por exemplo a Doutrina a respeito do Matrimónio, ou da dignidade do ser humano desde o momento da concepção, e, não têm sido poucas e frequentes e inauditas as pressões para que o fizessem.

A maior parte das vezes, sob um “sinal de abertura”, como gostam de qualificar, o que essas pessoas ou grupos de pessoas querem é, além do seu “Deus particular”, também uma Religião adaptada às suas ideias ou conveniências.

A sociedade humana consente que governantes e legisladores cedam a várias pressões vindas de diferentes pessoas, agrupadas ou não, e se imiscuam em temas que não lhes cabe apreciar e, muito menos, legislar.

Na verdade, exarar leis que tentem decidir sobre a dignidade do ser humano – quando começa ou quando acaba – como, por exemplo leis sobre o aborto ou a eutanásia, é uma intromissão inadmissível num campo que não é nem pode ser regulável ou regulamentável pela vontade humana mas unicamente por Deus que é o único Senhor da Vida e da Morte.

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Textos de Reflexão 09 de Novembro

Terça 09 Nov
  
Evangelho: Jo 2, 13-22

13 Estava próxima a Páscoa dos judeus, e Jesus subiu a Jerusalém. 14 Encontrou no templo vendedores de bois, ovelhas e pombas, e os cambistas sentados às suas mesas. 15 Tendo feito um chicote de cordas, expulsou-os a todos do templo, e com eles as ovelhas e os bois, deitou por terra o dinheiro dos cambistas e derrubou as suas mesas. 16 Aos que vendiam pombas disse: «Tirai isto daqui, não façais da casa de Meu Pai casa de comércio». 17 Então lembraram-se os Seus discípulos do que está escrito: “O zelo da Tua casa Me consome”. 18 Tomaram então a palavra os judeus e disseram-Lhe: Que sinal nos mostras para assim procederes?». 19 Jesus respondeu-lhes: «Destruí este templo e o reedificarei em três dias». 20 Replicaram os judeus: «Este templo foi edificado em quarenta e seis anos, e Tu o reedificarás em três dias?». 21 Ora Ele falava do templo do Seu corpo. 22 Quando, pois, ressuscitou dos mortos os Seus discípulos lembraram-se do que Ele dissera e acreditaram na Escritura e nas palavras que Jesus tinha dito.
Comentário:

A falta de respeito pela Casa de Deus provoca no Senhor como que uma explosão de ira, a única que os Evangelhos nos relatam. É sintomático que assim seja porque, Jesus normalmente pacífico se exalta com algo que Ele próprio considera como uma falta grave de desrespeito para com Deus. Talvez possamos pôr o caso em nós se acontecesse que alguém invadisse a nossa casa e a transformasse noutra coisa qualquer que desvirtuasse por completo o nosso lar, onde habitamos com a nossa família.
Sendo, pois, o Templo, o Lar onde Deus habita com a Sua Família, a Santíssima Trindade, que se pode esperar do Filho se não uma atitude de forte repulsa e reprovação? 

(ama, comentário sobre Jo 2, 13-22, 2010.10.21)

Tema: Novíssimos – Paraíso 2

O Paraíso é um prémio? Podemos dizer que sim mas, na verdade, é a justa retribuição de uma alma que o procurou com fortaleza e coerência durante a vida terrena. 

(ama, comentário sobre Paraíso 2, 2010.10.19)

Doutrina: CCIC – 554:  Em que consiste a intercessão?
                    CIC -  2634 – 2636; 2647

A intercessão consiste no pedir em favor doutro. Ela conforma-nos e une-nos à oração de Jesus que intercede junto do Pai por todos os homens, em especial pelos pecadores. A intercessão deve estender-se também aos inimigos

Festa: Dedicação da Basílica de São João de Latrão

Tema para breve reflexão - 2010.11.09

Imperfeições

Muitas almas piedosas estão numa infidelidade quase contínua em "pequenas coisas"; são impacientes, pouco caritativas nos seus pensamentos, juízos e palavras, falsas na sua conversa e nas suas atitudes, lentas e relaxadas na sua piedade, não se dominam a si mesmas e são demasiado frívolas na sua linguagem, tratam com ligeireza a boa fama do próximo. Conhecem os seus defeitos e infidelidades e acusam-nos, talvez, em confissão, mas não se arrependem deles com seriedade nem empregam os meios com que poderiam preveni-los. Não pensam que cada uma destas imperfeições é como um peso de chumbo que as arrasta para baixo, não se dão conta que vão começando a pensar de forma puramente humana e a obrar unicamente por motivos naturais, nem de que resistem habitualmente ás inspirações da graça e abusam dela. A alma perde assim o esplendor da sua beleza, e Deus vai-Se retirando dela cada vez mais. Pouco a pouco a alma perde os seus pontos de contacto com Deus: n'Ele não vê o Pai amoroso e amado a quem se entregava com filial ternura; algo se interpôs entre os dois.

(B. Baur, En la intimidad con Dios, Herder, Madrid 1975, 10ª ed., nr. 74, trad ama)

08/11/2010

LITURGIA DAS HORAS

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III. LITURGIA DAS HORAS



Consagração do tempo

10. Cristo disse: «É preciso orar sempre, sem desfalecimento” (Lc 18,1). E a Igreja, seguindo fielmente esta recomendação, não cessa nunca de orar, ao mesmo tempo que nos exorta com estas palavras: «Por Ele (Jesus), ofereçamos continuamente a Deus o sacrifício de louvor» (Hebr 13,15).
Este preceito é cumprido, não apenas com a celebração da Eucaristia, mas também por outras formas, de modo particular com a Liturgia das Horas. Entre as demais acções litúrgicas, esta, segundo a antiga tradição cristã, tem como característica peculiar a de consagrar todo o ciclo do dia e da noite.56

11. Ora, uma vez que o fim da Liturgia das Horas é a santificação do dia e de toda a actividade humana, a sua estrutura teve que ser reformada, no sentido de repor cada uma das Horas, tanto quanto possível, no seu tempo verdadeiro, tendo em conta o condicionalismo da vida moderna.57
Por isso, «já para santificar realmente o dia, já para rezar as próprias Horas com fruto espiritual, importa recitá-las no momento próprio, quer dizer, naquele que mais se aproxime do tempo verdadeiro correspondente a cada Hora canónica”.58

Relação entre a Liturgia das Horas e a Eucaristia

12. A Liturgia das Horas alarga aos diferentes momentos do dia 59 o louvor e acção de graças, a memória dos mistérios da salvação, as súplicas, o antegozo da glória celeste, contidos no mistério eucarístico, «centro e vértice de toda a vida da comunidade cristã».60
A própria celebração eucarística tem na Liturgia das Horas a sua melhor preparação, porque esta suscita e nutre da melhor maneira as disposições necessárias para uma frutuosa celebração da Eucaristia, quais são a fé, a esperança, a caridade, a devoção, o espírito de sacrifício.

Exercício da função sacerdotal de Cristo na Liturgia das Horas

13. «A obra da redenção e da perfeita glorificação de Deus» 61 realiza-a Cristo no Espírito Santo por meio da Igreja. E isto, não somente na celebração da Eucaristia e na administração dos Sacramentos, mas também, e dum modo primacial, na Liturgia das Horas.62 Nela está Cristo presente, quando a assembleia está reunida, quando é proclamada a palavra de Deus, quando «ora e salmodia a Igreja».63

Santificação do homem

14. Na Liturgia das Horas, opera-se a santificação do homem 64 e presta-se culto a Deus, por forma a estabelecer uma espécie de intercâmbio, um diálogo entre Deus e o homem: «Deus fala ao seu povo, ... e o povo responde a Deus no canto e na oração».65
Aqueles que tomam parte na Liturgia das Horas podem colher dela abundantíssimos frutos de santificação, em virtude da palavra de Deus que nela ocupa lugar importantíssimo. Efectivamente, é da Escritura Sagrada que são tiradas as leituras; aos salmos se vão buscar as palavras de Deus cantadas na sua presença; duma forte inspiração bíblica estão repassadas todas as preces, orações e cânticos.66
Não só quando se lê «aquilo que foi escrito para nossa edificação» (Rom 15,4), mas também quando a Igreja ora e canta, é alimentada a fé dos participantes e os seus corações elevam-se para Deus, a fim de Lhe oferecerem a homenagem Espiritual e d’Ele receberem a graça em maior abundância.67

Louvor prestado a Deus, em união com a Igreja celeste

15. Na Liturgia das Horas, a Igreja exerce a função sacerdotal da sua Cabeça, «oferecendo ininterruptamente 68 a Deus o sacrifício de louvor, ou seja, o fruto dos lábios que glorificam o seu nome».69 Esta oração é «a voz da Esposa a falar ao Esposo, e também, a oração que o próprio Cristo, unido ao seu Corpo, eleva ao Pai”.70 Consequentemente, «todos os que assim rezam desempenham, por um lado, o ofício da própria Igreja, e, por outro, participam da excelsa honra da Esposa de Cristo, enquanto estão, em nome da Igreja, diante do trono de Deus, a cantar os divinos louvores».71

16. Cantando os louvores de Deus nas Horas canónicas, a Igreja associa-se àquele hino de louvor que por toda a eternidade é cantado na celeste morada.72 Ao mesmo tempo antegoza as delícias daquele celestial louvor que João nos descreve no Apocalipse e que ressoa ininterruptamente diante do trono de Deus e do Cordeiro. Realiza-se a nossa estreita união com a Igreja celeste, quando «concelebramos em comum exultação os louvores da Divina Majestade, quando todos os que fomos resgatados no sangue de Cristo, de todas as tribos, línguas, povos e nações (cf. Ap 5, 9), congregados numa só Igreja, engrandecemos a Deus, uno e trino, no mesmo cântico de louvor».73
Esta liturgia celeste, já os profetas a anteviram na vitória do dia sem noite, da luz sem trevas: «Já não será o sol a tua luz durante o dia, nem a claridade da lua será a tua luz durante a noite, porque o Senhor será a tua luz eterna» (Is 60,19; cf. Ap 21,23.25). «Será um dia contínuo, conhecido somente do Senhor, sem alternância do dia e da noite; ao entardecer, brilhará a luz» (Zac 14,7). Ora, «a última fase dos tempos chegou já para nós (cf. 1 Cor 10,11); a restauração do mundo encontra-se irrevogavelmente realizada e, em certo sentido, antecipada já no tempo presente».74 Pela fé somos instruídos acerca do sentido da própria vida temporal, de tal modo que vivemos, com a criação inteira, na expectativa da manifestação dos filhos de Deus.75 Na Liturgia das Horas, proclamamos a nossa fé, exprimimos e fortalecemos a nossa esperança, e tomamos parte já, de certo modo, na alegria do louvor perene, do dia que não conhece ocaso.

Súplica e intercessão

17. Mas, na Liturgia das Horas, a par do louvor divino, a Igreja expressa igualmente os votos e anseios de todos os cristãos; mais ainda: roga a Cristo e, por Ele, ao Pai pela
salvação do mundo inteiro.76 E esta voz não é somente a voz da Igreja; é também a voz de Cristo, uma vez que todas as orações são proferidas em nome de Cristo – «por Nosso Senhor Jesus Cristo». Deste modo, a Igreja prolonga aquelas preces e súplicas que o mesmo Cristo fazia nos dias da sua vida mortal;77 daí, a sua particular eficácia. Não é, portanto, somente pela caridade, pelo exemplo, pelas obras de penitência, mas
também pela oração, que a comunidade eclesial exerce uma verdadeira maternidade para com as almas, no sentido de as conduzir a Cristo.78
Isto diz respeito principalmente a todos aqueles que receberam mandato especial de celebrar a Liturgia das Horas, isto é: os bispos e presbíteros, que têm por dever de ofício orar pela grei que lhes está confiada e por todo o povo de Deus,79 os outros ministros sagrados e os religiosos.80

Vértice e fonte da actividade pastoral

18. Aqueles que tomam parte na Liturgia das Horas contribuem, mercê duma misteriosa fecundidade apostólica, para o incremento do povo de Deus.81 Efectivamente, o objectivo do trabalho apostólico é conseguir que «todos aqueles que pela fé e pelo baptismo se tornaram filhos de Deus se reúnam em assembleia, louvem a Deus na Igreja, participem no sacrifício, comam a Ceia do Senhor».82
Por esta forma, os fiéis exprimem na sua vida e manifestam aos outros «o mistério de Cristo e a genuína natureza da verdadeira Igreja, que tem como característica peculiar o ser ... visível e dotada de riquezas invisíveis, ardorosa na acção e dedicada à contemplação, presente no mundo e, todavia, peregrina».83
Por outro lado, as leituras e as preces da Liturgia das Horas são fonte de vida cristã. Esta vida alimenta-se na mesa da Escritura Sagrada e nas palavras dos Santos e robustece-se na oração. O Senhor, sem o qual nada podemos fazer,84 quando O invocamos, dá eficácia e incremento às nossas obras;85 e assim, dia após dia, vamos sendo edificados como templo de Deus no Espírito,86 até atingirmos a medida da idade perfeita de Cristo;87 ao mesmo tempo, vamos robustecendo as nossas energias para podermos anunciar Cristo àqueles que estão fora.88

O espírito concorde com a voz

19. Para que esta oração seja própria de cada um daqueles que nela tomam parte, seja fonte de piedade e da multiforme graça divina e sirva também de alimento à oração pessoal e à actividade apostólica, importa celebrá-la com dignidade, atenção e devoção, e fazer com que o espírito concorde com a voz.89 É necessário que todos cooperem com a graça divina, para que não a recebam em vão. Buscando a Cristo e
esforçando-se por aprofundar o seu mistério na oração,90 louvem a Deus e elevem as suas súplicas com o mesmo espírito com que orava o Divino Salvador.



56 Cf. Conc. Vat. II, Const. Sacrosanctum Concilium, nn. 83-84.
57 Cf. Ibid., n. 88.
58 Cf. Ibid., n. 94.
59 Cf. Conc. Vat. II, Decr. Presbyterorum Ordinis, n. 5.
60 Conc. Vat. II, Decr. Christus Dominus, n. 30.
61 Conc. Vat. II, Const. Sacrosanctum Concilium, n. 5.
62 Cf. Ibid., nn. 83 e 98.
63 Ibid., n. 7.
64 Ibid., n. 10.
65 Ibid., n. 33.
66 Ibid., n. 24.
67 Cf. Ibid., n. 33.
68 1 Tess. 5, 17.
69 Cf. Hebr 13, 15.
70 Conc. Vat. II, Const. Sacrosanctum Concilium, n. 84.
71 Ibid., n. 85.
72 Cf. Ibid., n. 83.
73 Conc. Vat. II, Const. Lumen gentium, n. 50; cf. Const. Sacrosanctum
Concilium, nn. 8 e 104.
74 Cf. Conc. Vat. II, Const. Lumen gentium, n. 48.
75 Cf. Rom. 8, 19.
76 Cf. Conc. Vat. II, Const. Sacrosanctum Concilium, n. 83.
77 Cf. Hebr 5, 7.
78 Cf. Conc. Vat. II, Decr. Presbyterorum Ordinis, n. 6.
79 Cf. Conc. Vat. II, Const. Lumen gentium, n. 41.
80 Cf. infra, n. 24.
81 Cf. Conc. Vat. II, Decr. Perfectae Caritatis, n. 7.
82 Cf. Conc. Vat. II, Const. Sacrosanctam Concilium, n. 10.
83 Ibid., n. 2.
84 Cf. Jo 15, 5.
85 Cf. Conc. Vat. II, Const. Sacrosanctum Concilium, n. 86.
86 Cf. Ef 2, 21-22.
87 Cf. Ef 4, 13.
88 Cf. Conc. Vat. II, Sacrosanctum Concilium, n. 2.
89 Ibid., n. 90; cf. S. Bento, Regula Monasteriorum, c. 19.
90 Cf. Conc. Vat. II, Decr. Presbyterorum Ordinis, n. 14; Decr.
Optatam totius, n. 8.


Retirado do site do Secretariado Nacional de Liturgia
(continua)
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Bom Dia! 40



Também, nós, muitas vezes, esperamos por esses sinais que não sabemos muito bem o que sejam, para nos decidirmos a fazer o que devemos.

Desejamos como que, um “Deus particular”, muito próprio que nos indique a cada momento, de forma explícita o que quer que façamos e, o que acontece, é que quase sempre quando assim procedemos, o que bem no fundo desejamos é que esse “Deus particular” concorde com aquilo que fazemos ou nos apetece fazer.

Já vimos anteriormente o papel determinante que tem a consciência própria e o que determina na nossa vida. Pois é essa consciência, bem formada e bem informada, que nos deve dar os tais sinais que procuramos.
As informações que podemos dispor são em primeiro lugar o estudo da Lei de Deus, e a Sua Doutrina e, logo, o acervo extraordinário de documentação, referências, estudos, análises sobre os temas mais variados que interessam á religião, à sua prática e vivencia que, ao longo dos séculos Igreja foi elaborando.
Ninguém que tenha procurado informar-se poderá, seriamente, aduzir que não sabe, não conhece, nunca ouviu falar.
Tudo, na vida evolui e se adapta ou, mesmo, transforma. A Doutrina não! Permanece exactamente a mesma tal como a Revelação e Jesus Cristo a comunicou à humanidade. Nem poderia ser de outra forma porque, emanando de Deus que è imutável e perene.
A Igreja pertence, é efectivamente, de Jesus Cristo, seu fundador e sua cabeça e não cabe a ninguém, por mais alto cargo que ocupe, alterar uma vírgula que seja.
O que a Igreja faz, isso sim, é ir esclarecendo os homens da actualidade dessa Doutrina dando-lhe novas luzes que permitam a sua interpretação e o seu conhecimento mais acessível ou actual, se quisermos.
É evidente que, por exemplo, que a leitura do Evangelho, hoje em dia, é muito mais compreensível do que há mil anos atrás porque, mantendo o núcleo da mensagem os novos textos utilizam termos e sintaxe actuais.
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Textos de Reflexão para 08 de Novembro

Segunda 08 Nov


Evangelho: Lc 17, 1-6

1 Depois, Jesus disse a Seus discípulos: «É impossível que não haja escândalos, porém, ai daquele por quem eles vêm! 2 Seria melhor para ele que lhe pendurassem ao pescoço uma pedra de moinho, e que fosse precipitado no mar, do que ser causa de escândalo para um destes pequeninos. 3 «Estai com cuidado sobre vós. Se teu irmão pecar, repreende-o; e, se ele se arrepender, perdoa-lhe. 4 E, se pecar sete vezes ao dia contra ti, e sete vezes ao dia for ter contigo, dizendo: estou arrependido, perdoa-lhe». 5 Os apóstolos disseram ao Senhor: «Aumenta-nos a fé!». 6 O Senhor disse-lhes: «Se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a esta amoreira: Arranca-te e transplanta-te para o mar, e ela vos obedecerá.

Comentário:

Talvez que as palavras mais duras que Jesus Cristo terá pronunciado sejam estas que S. Lucas regista no seu Evangelho: «É impossível que não haja escândalos, porém, ai daquele por quem eles vêm! 2 Seria melhor para ele que lhe pendurassem ao pescoço uma pedra de moinho, e que fosse precipitado no mar, do que ser causa de escândalo para um destes pequeninos.» Não são unicamente palavras duras mas lapidares e, Jesus, não diz nada por dizer o que diz corresponde exactamente ao que pensa como sendo a observância da Lei de Deus. Deve dar-nos muito que pensar, nestes tempos de escândalos sucessivos que, pela sua gravidade e porque não dizer, bestialidade, nos deixam estupefactos, o que as palavras do Senhor realmente significam. Os cristãos não são juízes de ninguém mas têm, necessariamente, de rezar, muito, para que cessem tais escândalos, pelas vítimas e, também, pelos escandalosos. 

(ama, comentário sobre Lc 17, 1-6, 2010.10.19)

Tema: Novíssimos - Inferno 2

Porque existe o Inferno? Por uma questão de justiça. Se há seres humanos que não querem saber de Deus para nada, se não lhes interessa a salvação da sua alma, para onde iriam as suas almas depois da morte? A justiça divina que respeita a liberdade do homem, não iria impor a Sua visão eterna a essas almas. 

(ama, comentário sobre Inferno 2, 2010.10.19)

Doutrina: CCIC – 553:  Quais são as diversas formas da oração de petição?
                   CIC 2629- 2633; 2646

Pode ser um pedido de perdão ou mesmo uma súplica humilde e confiante em relação a todas as nossas necessidades espirituais ou materiais. Mas a primeira realidade a desejar é a vinda do Reino.

Tema para breve reflexão - 2010.11.08

Imperfeições

Muitas almas piedosas estão numa infidelidade quase contínua em "pequenas coisas"; são impacientes, pouco caritativas nos seus pensamentos, juízos e palavras, falsas na sua conversa e nas suas atitudes, lentas e relaxadas na sua piedade, não se dominam a si mesmas e são demasiado frívolas na sua linguagem, tratam com ligeireza a boa fama do próximo. Conhecem os seus defeitos e infidelidades e acusam-nos, talvez, em confissão, mas não se arrependem deles com seriedade nem empregam os meios com que poderiam preveni-los. Não pensam que cada uma destas imperfeições é como um peso de chumbo que as arrasta para baixo, não se dão conta que vão começando a pensar de forma puramente humana e a obrar unicamente por motivos naturais, nem de que resistem habitualmente ás inspirações da graça e abusam dela. A alma perde assim o esplendor da sua beleza, e Deus vai-Se retirando dela cada vez mais. Pouco a pouco a alma perde os seus pontos de contacto com Deus: n'Ele não vê o Pai amoroso e amado a quem se entregava com filial ternura; algo se interpôs entre os dois.

(B. Baur, En la intimidad con Dios, Herder, Madrid 1975, 10ª ed., nr. 74, trad ama)

07/11/2010

Bom Dia! 39



Tudo isto, posto desta forma, parece simplista e falho de base científica, e… ainda bem se assim for porque, o que se defende, é que não há nenhuma razão, motivo, ou sequer, autoridade, para que o homem interfira no que lhe está vedado por natureza: a Criação!

O homem não é capaz de criar coisa nenhuma.
Um pintor não cria um quadro, limita-se a aplicar um talento que Deus lhe deu, umas técnicas que adquiriu com o estudo e a experiência e uns materiais que estão à sua disposição: telas, tintas, pincéis, etc.
O escritor reproduz em papel aquilo que no seu íntimo imagina e constrói dando-lhe uma forma mais ou menos consistente.
O escultor arranca a golpes de cinzel do bloco de mármore, uma imagem magnífica que a sua arte e senso artístico vão descobrindo.
Nenhum destes pintou um quadro, escreveu um livro ou produziu uma escultura com um simples acto de vontade como que dando um estalido com os dedos. Tiveram de socorrer-se da sua imaginação, saber, técnica e, muito importante, de instrumentos e materiais que já existiam antes.

Criar, propriamente, é fazer algo de nada, onde nada existe passa a haver uma coisa, um ser e, isto, só por um simples acto de vontade.
Esta vontade, esta capacidade é única e exclusiva do Criador, de Deus.

Mas temos também de considerar que “dar a Deus o que é de Deus” é também dar aos outros porque, de facto, é um mandato explícito de Deus. Ao mandar-nos amar os outros como a nós mesmos tal como o fez no Decálogo, não faz uma “recomendação”, ou estabelece um principio, não, exerce o Seu Poder e Autoridade de Criador para ordenar de forma clara o que quer que façamos. E se, amar a Deus e ao próximo como a si mesmo (Lei Natural) é fazer a Vontade de Deus parece que poderíamos assumir que o que temos que dar a Deus é, resumidamente, fazer a Sua Vontade.

Mas como saber o que é a Vontade de Deus na vida corrente de cada um?
Cumprir os Mandamentos?
Claro… mas digamos que esta é uma forma global de apreciar as coisas e, nós homens, precisamos de detalhes, pormenores que se ajustem às pequenas ou grandes incidências da nossa vida.
Os contemporâneos de Jesus, numa tentativa de iludir a questão, pediam-lhe sinais, como se as obras, as palavras, a actuação, enfim, de Jesus Cristo, não fosse, ela própria um sinal mais que evidente da Sua Autoridade Messiânica.
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