O que mais me impressiona em Tomé é a sua extraordinária simplicidade. Com efeito, não hesita em afirmar perante todos que não acredita que Jesus ressuscitou. Mais, confirma veementemente que quer uma prova substancial e inequívoca para então, sim, acreditar. São João, não nos refere, no seu Evangelho, qualquer comentário por parte dos seus companheiros, s outros discípulos que estavam naquele momento reunidos. Mas é fácil perceber que os terá havido. Talvez, até, alguns, se tivesse revisto nas palavras de Tomé e tivessem assentido, dentro si mesmos, na mesma posição.
O certo é que Jesus, não parece incomodado com as afirmações de Tomé, faz-lhe a vontade e mostra-lhe as mãos e o lado onde as chagas da crucifixão estão patentes.
Então, outra vez com a mais profunda simplicidade declara: «Meu Senhor e meu Deus» dando a toda a humanidade, o registo mais completo e da Fé autêntica e esclarecida.
O Senhor não quer uma fé cega e sem fundamento, deseja, sim, que a fé se alicerce em convicção profunda e consistente. Por isso, me chama a mim, bem-aventurado, porque, para acreditar, não precisei ter visto as chagas do Senhor Ressuscitado mas apenas guardar no meu coração o que, desde criança ouvi dos lábios de minha Mãe e de meu Pai.
Esse foi o alicerce da minha convicção profunda, porque estes dois seres tão queridos não poderiam nunca enganar-me. O Senhor os tenha na Sua Glória. Ámen.
(ama, meditação sobre Jo 20, 28, 2009.04.19)
Padroeiros do blog: SÃO PAULO; SÃO TOMÁS DE AQUINO; SÃO FILIPE DE NÉRI; SÃO JOSEMARIA ESCRIVÁ
19/04/2009
13/04/2009
SÁBADO SANTO Meditação
Antes de adormecer deixo o meu pensamento voar para esse jardim perto do Gólgota, a esse sepulcro que Te emprestaram para 'dormires' estes dias.
Calculo a estrema fraqueza de Tua querida Mãe, lembrando-se do Teu corpo martirizado que teve nos seus braços, enquanto mãos amigas Te lavavam e ungiam de perfumes - umas cem libras - e, finalmente, envolto no lençol novo que o de Arimateia trouxe, te depositaram com veneração e carinho nesse Teu leito de morte.
Ela não sabe muito bem o que pensar porque, não obstante a firme certeza que cumprias a Vontade do Pai, tem tão vivas e nítidas as tremendas imagens do dia que terminou, que o seu coração amantíssimo está de tal forma oprimido e angustiado que só encontra lenitivo na profunda certeza de que, dentro de algumas horas, Te irá ver, de novo, Ressuscitado.
Então, os Teus discípulos começam a chegar a casa de João, onde, a partir de gora, passarás a morar, e tu entendes que chegou actua hora de passares a fazer o papel de Mãe que o Senhor, pouco antes de morrer na Cruz, te destinou.
Talvez o primeiro a chegar fosse Pedro, os olhos marejados de lágrimas de arrependimento, lança-se a teus pés chorando convulsivamente a sua pena. E tu, Mãe amorosa, pegas-lhe nas mãos, ergue-lo e, com doces palavras, sossegas a sua inquietação e dás-lhe a certeza do perdão do Teu Filho.
Depois, aos outros dez, vais acolhendo, um a um, tranquilizando as suas almas aflitas, sossegando os seus corações despedaçados, restaurando a sua Fé, confirmando a sua esperança.
Também eu, peço licença para me aproximar e pedir a Santa Maria que me deixe passar esta noite recolhido nos seus braços, refúgio e segurança onde encontro paz e tranquilidade.
Dentro mais ou menos uma hora é o terceiro dia da Tua Morte na Cruz e, Tu, como prometeste, vais ressuscitar pelo Teu próprio poder, gloriosamente como Deus Verdadeiro, Segunda Pessoa da Santíssima Trindade.
Em muitas Igrejas do mundo, multidões celebram neste momento este acontecimento mais importante da nossa vida cristã, que confirma e dá sentido à nossa fé. Unido a todos, ao Papa, ao Padre, dou-te graças, Senhor, por mais uma vez me permitires que rejubile com a Glória da Ressurreição, porque, também daqui a pouco termina mais um ano - o 68 - que me concedes-te viver.
Arrependo-me, sinceramente de todas as faltas, pecados e omissões que neste ano cometi, por todas vezes que não fiz a Tua Vontade Santa, por tantas - ai tantas! - vezes que esqueci que Tu és o Meu Deus e Senhor, o Caminho, a Verdade e a Vida.
Como eu gostaria, Senhor, que este novo ao que, para mim vai começar, fosse um verdadeiro renascer para Ti, meu único bem!
Tenho tanto, mas tanto, a agradecer que não sei que Te dizer nem por onde começar, por isso me limitarei a dizer-te, do mais fundo do coração: GratiasTibi, Domine!
2009.04.11 Carvide
Calculo a estrema fraqueza de Tua querida Mãe, lembrando-se do Teu corpo martirizado que teve nos seus braços, enquanto mãos amigas Te lavavam e ungiam de perfumes - umas cem libras - e, finalmente, envolto no lençol novo que o de Arimateia trouxe, te depositaram com veneração e carinho nesse Teu leito de morte.
Ela não sabe muito bem o que pensar porque, não obstante a firme certeza que cumprias a Vontade do Pai, tem tão vivas e nítidas as tremendas imagens do dia que terminou, que o seu coração amantíssimo está de tal forma oprimido e angustiado que só encontra lenitivo na profunda certeza de que, dentro de algumas horas, Te irá ver, de novo, Ressuscitado.
Então, os Teus discípulos começam a chegar a casa de João, onde, a partir de gora, passarás a morar, e tu entendes que chegou actua hora de passares a fazer o papel de Mãe que o Senhor, pouco antes de morrer na Cruz, te destinou.
Talvez o primeiro a chegar fosse Pedro, os olhos marejados de lágrimas de arrependimento, lança-se a teus pés chorando convulsivamente a sua pena. E tu, Mãe amorosa, pegas-lhe nas mãos, ergue-lo e, com doces palavras, sossegas a sua inquietação e dás-lhe a certeza do perdão do Teu Filho.
Depois, aos outros dez, vais acolhendo, um a um, tranquilizando as suas almas aflitas, sossegando os seus corações despedaçados, restaurando a sua Fé, confirmando a sua esperança.
Também eu, peço licença para me aproximar e pedir a Santa Maria que me deixe passar esta noite recolhido nos seus braços, refúgio e segurança onde encontro paz e tranquilidade.
Dentro mais ou menos uma hora é o terceiro dia da Tua Morte na Cruz e, Tu, como prometeste, vais ressuscitar pelo Teu próprio poder, gloriosamente como Deus Verdadeiro, Segunda Pessoa da Santíssima Trindade.
Em muitas Igrejas do mundo, multidões celebram neste momento este acontecimento mais importante da nossa vida cristã, que confirma e dá sentido à nossa fé. Unido a todos, ao Papa, ao Padre, dou-te graças, Senhor, por mais uma vez me permitires que rejubile com a Glória da Ressurreição, porque, também daqui a pouco termina mais um ano - o 68 - que me concedes-te viver.
Arrependo-me, sinceramente de todas as faltas, pecados e omissões que neste ano cometi, por todas vezes que não fiz a Tua Vontade Santa, por tantas - ai tantas! - vezes que esqueci que Tu és o Meu Deus e Senhor, o Caminho, a Verdade e a Vida.
Como eu gostaria, Senhor, que este novo ao que, para mim vai começar, fosse um verdadeiro renascer para Ti, meu único bem!
Tenho tanto, mas tanto, a agradecer que não sei que Te dizer nem por onde começar, por isso me limitarei a dizer-te, do mais fundo do coração: GratiasTibi, Domine!
2009.04.11 Carvide
10/04/2009
Sexta-Feira Santa
Onde me detenho? Em que medito?
A traição de Judas beijando Jesus!
A negação de Pedro com juramento?
A bofetada do servente, sem nenhuma justificação?
A possibilidade de Pilatos ter ficado para ouvir a resposta de Jesus à sua pergunta: o que é a verdade?
Na história da humanidade, ficará para sempre registada esta atitude do Pretor romano. Não quer ouvir a resposta de Jesus. Intimamente sabe que, se a ouvisse, completa e esclarecedora, como não podia deixar de ser, vinda do Salvador, ela transformaria por completo a sua atitude perante o que se estava a passar no seu tribunal e, efectivamente, o que desejava era acabar rapidamente com um processo que, intrigando-o sobremaneira, não sabia como resolver. Em suma, não quis saber com clareza os fundamentos da justiça que lhe competia administrar.
Mas, o Senhor, afirma a Pilatos que, a sua culpa, é menor que a de quem O entregou.
E quem O entregou?
Aqui, para mim, reside o mistério por esclarecer.
Modestamente creio, que o Senhor não se referia a ninguém em especial; nem a Judas nem aos Príncipes dos sacerdotes, nem aos Escribas. Não! O Mestre referia-se a toda a humanidade passada, presente e futura porque, na verdade, era por causa dela que ali estava. Humanidade da qual faço parte, portanto, em última análise, o Senhor estava ali por minha causa.
Ó meu Senhor bendito! Ajuda-me a ser merecedor do Teu sacrifício e, enquanto não To digo, face a face, aceita o meu coração humilhado e contrito por tantas faltas e omissões e a minha firme disposição de não Te ofender mais.
AMA, meditação sobre Jo 18, 1-40; 189, 1-42)
A traição de Judas beijando Jesus!
A negação de Pedro com juramento?
A bofetada do servente, sem nenhuma justificação?
A possibilidade de Pilatos ter ficado para ouvir a resposta de Jesus à sua pergunta: o que é a verdade?
Na história da humanidade, ficará para sempre registada esta atitude do Pretor romano. Não quer ouvir a resposta de Jesus. Intimamente sabe que, se a ouvisse, completa e esclarecedora, como não podia deixar de ser, vinda do Salvador, ela transformaria por completo a sua atitude perante o que se estava a passar no seu tribunal e, efectivamente, o que desejava era acabar rapidamente com um processo que, intrigando-o sobremaneira, não sabia como resolver. Em suma, não quis saber com clareza os fundamentos da justiça que lhe competia administrar.
Mas, o Senhor, afirma a Pilatos que, a sua culpa, é menor que a de quem O entregou.
E quem O entregou?
Aqui, para mim, reside o mistério por esclarecer.
Modestamente creio, que o Senhor não se referia a ninguém em especial; nem a Judas nem aos Príncipes dos sacerdotes, nem aos Escribas. Não! O Mestre referia-se a toda a humanidade passada, presente e futura porque, na verdade, era por causa dela que ali estava. Humanidade da qual faço parte, portanto, em última análise, o Senhor estava ali por minha causa.
Ó meu Senhor bendito! Ajuda-me a ser merecedor do Teu sacrifício e, enquanto não To digo, face a face, aceita o meu coração humilhado e contrito por tantas faltas e omissões e a minha firme disposição de não Te ofender mais.
AMA, meditação sobre Jo 18, 1-40; 189, 1-42)
09/04/2009
Quinta Feira Santa
Também a mim me lavas os pés, Senhor? Sim, porque eu quero estar limpo como quando nasci. Será possível?
Vejo neste Teu gesto amoroso que sim, que posso, também eu, não obstante a enorme sujidade que fui acumulando ao longo da vida, ficar limpo, imaculado porque, a Tua água lava de facto qualquer mancha. Não tens feito outra coisa ao longo dos tempos senão lavar-me dos meus pecados e numerosas faltas.
Senhor, que eu não deixe de procurar, sempre, esse Teu gesto de supremo amor, com sinceridade e verdade absolutas, não deixando nada por mostrar, por Te mostrar.
Eu sei que, Tu, sabes tudo, mas nem por isso quero deixar de to dizer, contrito, pesaroso do mal feito, mas sinceramente convencido que, este Teu gesto, me limpa e purifica e torna digno de ser teu filho.
(AMA, Meditação sobre Jo13, 1-15, 2009.04.09)
Vejo neste Teu gesto amoroso que sim, que posso, também eu, não obstante a enorme sujidade que fui acumulando ao longo da vida, ficar limpo, imaculado porque, a Tua água lava de facto qualquer mancha. Não tens feito outra coisa ao longo dos tempos senão lavar-me dos meus pecados e numerosas faltas.
Senhor, que eu não deixe de procurar, sempre, esse Teu gesto de supremo amor, com sinceridade e verdade absolutas, não deixando nada por mostrar, por Te mostrar.
Eu sei que, Tu, sabes tudo, mas nem por isso quero deixar de to dizer, contrito, pesaroso do mal feito, mas sinceramente convencido que, este Teu gesto, me limpa e purifica e torna digno de ser teu filho.
(AMA, Meditação sobre Jo13, 1-15, 2009.04.09)
08/04/2009
Quarta Feira Santa
«Porventura serei eu, Senhor?»
É comovedora esta confissão dos Discípulos mais próximos do Senhor. Confissão que é o reconhecimento sincero e dolorido da sua pouca fé, das poucas certezas que tinham. Há tês anos que andavam com o Mestre, ouvido as Suas palavras, presenciado os Seus milagres, alguns, portentosos: as ressurreições de Lázaro, do filho da viúva de Naín, da filha de Jairo; as duas multiplicações de pães e peixes, e, não obstante o seu amor e carinho por Jesus… não tinham a certeza da sua própria fidelidade.
E, eu, tenho? Se olhar para trás, para toda a minha vida, quantas vezes O traí, também, por umas coisas de nada, não trinta moedas de prata, mas talvez, até, por menos, um prazer fugaz, um abandono envergonhado, uma súbita surdez ao Seu apelo, uma revolta íntima por um mau momento, uma doença, um desaire económico, uma incompreensão, uma injustiça!
Não é verdade que, muitas vezes, quis o Mestre só para mim, para me resolver os meus problemas pessoais, para me libertar da minha cruz – feita por mim, quase sempre -, me considerei “especial”, credor de benesses e atenções particulares, merecedor de mais graças e mais benefícios!
Nesta Quarta Feira Santa eu Te digo e peço, Senhor: Como quero ser fiel, ajuda-me na minha pouca fé, aumenta o meu amor por Ti, confirma a minha esperança de salvação.
(AMA, Meditação sobre Mt 26, 14-25, 9009.04.08)
É comovedora esta confissão dos Discípulos mais próximos do Senhor. Confissão que é o reconhecimento sincero e dolorido da sua pouca fé, das poucas certezas que tinham. Há tês anos que andavam com o Mestre, ouvido as Suas palavras, presenciado os Seus milagres, alguns, portentosos: as ressurreições de Lázaro, do filho da viúva de Naín, da filha de Jairo; as duas multiplicações de pães e peixes, e, não obstante o seu amor e carinho por Jesus… não tinham a certeza da sua própria fidelidade.
E, eu, tenho? Se olhar para trás, para toda a minha vida, quantas vezes O traí, também, por umas coisas de nada, não trinta moedas de prata, mas talvez, até, por menos, um prazer fugaz, um abandono envergonhado, uma súbita surdez ao Seu apelo, uma revolta íntima por um mau momento, uma doença, um desaire económico, uma incompreensão, uma injustiça!
Não é verdade que, muitas vezes, quis o Mestre só para mim, para me resolver os meus problemas pessoais, para me libertar da minha cruz – feita por mim, quase sempre -, me considerei “especial”, credor de benesses e atenções particulares, merecedor de mais graças e mais benefícios!
Nesta Quarta Feira Santa eu Te digo e peço, Senhor: Como quero ser fiel, ajuda-me na minha pouca fé, aumenta o meu amor por Ti, confirma a minha esperança de salvação.
(AMA, Meditação sobre Mt 26, 14-25, 9009.04.08)
17/03/2009
Perdoar sete vezes
Dez mil talentos, uns sessenta milhões de denários! Sendo um denário o salário diário de um trabalhador… uma dívida impossível de pagar! E, o Senhor, perdoou!
Que misericórdia!
O “crédito” que Deus concede a um homem excede sempre, em muito, aquilo que ele pode, alguma vez, pagar.
Que espera, então, de mim, o Senhor, já que nunca lhe poderei devolver nem uma ínfima parte do que Lhe devo?
Está claro: que eu perdoe, tudo a todos, só isso. Seja o que for, incompreensões, ofensas, agravos de qualquer espécie… tudo!
Desta forma, apresentar-me-ei ao Senhor com as contas saldadas e serei feliz para sempre.
(AMA, Meditação sobre Mt 18, 21-35, 2009.03.17)
Que misericórdia!
O “crédito” que Deus concede a um homem excede sempre, em muito, aquilo que ele pode, alguma vez, pagar.
Que espera, então, de mim, o Senhor, já que nunca lhe poderei devolver nem uma ínfima parte do que Lhe devo?
Está claro: que eu perdoe, tudo a todos, só isso. Seja o que for, incompreensões, ofensas, agravos de qualquer espécie… tudo!
Desta forma, apresentar-me-ei ao Senhor com as contas saldadas e serei feliz para sempre.
(AMA, Meditação sobre Mt 18, 21-35, 2009.03.17)
06/10/2008
S. Josemaria
Celebramos há quatro dias o 80º aniversário da fundação da Obra. E hoje decorrem seis anos da tua elevação aos altares da terra.
Como Deus, servindo-se de ti, nos quis dar, a todos os homens mas, sobretudo, aos teus filhos mais directos, este doce contentamento.
Na Sua presença sei que intercedes por todos, por mim, que nada mereço mas que, tenho a certeza, estou bem presente no teu coração de pai.
Não deixes de interceder por mim, para que eu seja fiel e faça por merecer tantas graças e bens que, por teu intermédio, o Senhor constantemente me cumula.
Neste momento particularmente difícil da minha vida, a ti recorro com mais assiduidade, como os filhos pequenos correm mais para os braços do seu pai quando as necessidades apertam.
(AMA, Meditação, Outubro, 2008)
Como Deus, servindo-se de ti, nos quis dar, a todos os homens mas, sobretudo, aos teus filhos mais directos, este doce contentamento.
Na Sua presença sei que intercedes por todos, por mim, que nada mereço mas que, tenho a certeza, estou bem presente no teu coração de pai.
Não deixes de interceder por mim, para que eu seja fiel e faça por merecer tantas graças e bens que, por teu intermédio, o Senhor constantemente me cumula.
Neste momento particularmente difícil da minha vida, a ti recorro com mais assiduidade, como os filhos pequenos correm mais para os braços do seu pai quando as necessidades apertam.
(AMA, Meditação, Outubro, 2008)
03/10/2008
Quem vos ouve ouve-me a Mim
Como não amar com todo o coração aquele que o Senhor colocou neste mundo para falar em Seu nome? O Papa é o Vigário de Cristo na terra e, “Vigário” significa que faz as vezes de…
Isto só me basta para, diariamente, pedir:
A Beatissimum Papa nostro Benedicto: Dominus conservat eum, et vivicet eum et beatam fecit eum in terrae et non tradat eum in animam inimicorum eius.
(AMA, Meditação, Lc 10, 13-16, Outubro 2008)
Isto só me basta para, diariamente, pedir:
A Beatissimum Papa nostro Benedicto: Dominus conservat eum, et vivicet eum et beatam fecit eum in terrae et non tradat eum in animam inimicorum eius.
(AMA, Meditação, Lc 10, 13-16, Outubro 2008)
02/10/2008
Anjo da Guarda
Senhor, "força-me" a lembrar-me do meu Anjo da Guarda que eu, pobre de mim, desprezo a companhia tão excelente.
Ele está sempre a meu lado, vela por mim, alegra-se com as minhas alegrias e entristece-se com as minhas faltas.
Anjo da minha Guarda, perdoa-me a falta de correspondência ao teu interesse e protecção, a tua disponibilidade permanente.
Perdoa-me ser tão mesquinho na retribuição de tantos favores recebidos.
Lembra hoje, ao Anjo da Guarda das pessoas a quem venho pedindo ajuda que o inspire.
(AMA, Orações diárias, 1989)
Ele está sempre a meu lado, vela por mim, alegra-se com as minhas alegrias e entristece-se com as minhas faltas.
Anjo da minha Guarda, perdoa-me a falta de correspondência ao teu interesse e protecção, a tua disponibilidade permanente.
Perdoa-me ser tão mesquinho na retribuição de tantos favores recebidos.
Lembra hoje, ao Anjo da Guarda das pessoas a quem venho pedindo ajuda que o inspire.
(AMA, Orações diárias, 1989)
01/10/2008
Hóspede insigne
Uma vez mais, não Te receberam. Uma rejeição que começou mesmo antes de nasceres. Também não houve lugar para Ti, em Belém, não houve quem disponibilizasse morada para que o Filho de Deus pudesse nascer. E, hoje, quantos fecham o se coração à Tua presença!
E, eu? Tenho o meu coração disponível para Ti, para que venhas e Te instales como em casa Tua?
Ó, Senhor, sim, ocupa este lugar que é Teu. Esta alma, que é Tua porque a criaste do nada, espera por Ti ansiosamente. Nada nem ninguém poderá ocupar o Teu lugar. Nada nem ninguém me interessa mais que Tu e só Tu, como hóspede permanente.
Ajuda-me a manter esta morada – embora indigna de Ti – a estar sempre pronta para te receber, quando Tu, na Tua infinita misericórdia, decides vir até mim.
(AMA, Meditação, Lc 9, 51-62, Outubro 2008)
E, eu? Tenho o meu coração disponível para Ti, para que venhas e Te instales como em casa Tua?
Ó, Senhor, sim, ocupa este lugar que é Teu. Esta alma, que é Tua porque a criaste do nada, espera por Ti ansiosamente. Nada nem ninguém poderá ocupar o Teu lugar. Nada nem ninguém me interessa mais que Tu e só Tu, como hóspede permanente.
Ajuda-me a manter esta morada – embora indigna de Ti – a estar sempre pronta para te receber, quando Tu, na Tua infinita misericórdia, decides vir até mim.
(AMA, Meditação, Lc 9, 51-62, Outubro 2008)
26/09/2008
Quem dizes que Eu Sou?
Graças, Senhor, por saber quem Tu és. Desde pequenino que ouvi falar de Ti; a minha Mãe ensinou-me a rezar-te, todos os dias; o meu Pai dava-me o exemplo, rezando muito.
Como posso não saber Quem Tu és? E, sabendo, não Te adorar e exaltar como o meu Senhor e o meu Deus?
(AMA, Meditação, Lc 9, 18-22, Setembro, 2008)
Como posso não saber Quem Tu és? E, sabendo, não Te adorar e exaltar como o meu Senhor e o meu Deus?
(AMA, Meditação, Lc 9, 18-22, Setembro, 2008)
25/09/2008
Vultum Tuum
Vultum tuum, Domine, requiram. Como eu desejo ver-te, Senhor. Sei que, nesse momento, alcançarei a suprema felicidade e nada mais importará. Não tenho a Tua imagem ante os meus olhos, o meu coração não consegue distinguir as Tuas feições; mas, a minha alma conhece-te, sabe Quem és:
O verdadeiro Caminho; a única Verdade a Vida que vale a pena!
(AMA, Meditação Lc 9,7-9, Setembro 2008)
O verdadeiro Caminho; a única Verdade a Vida que vale a pena!
(AMA, Meditação Lc 9,7-9, Setembro 2008)
24/09/2008
Não leveis nada para o caminho
Eu, Senhor, não preciso de levar nada para o caminho.
Tu, que és o Caminho mostrar-me-ás como não me perder.
Tu, que és a Verdade, ensinar-me-ás a dizer o que devo.
Tu, que és a Vida, dar-me-ás quanto precisar.
(AMA, Meditação, Lc 9,1-6, Porto, 2008)
Tu, que és o Caminho mostrar-me-ás como não me perder.
Tu, que és a Verdade, ensinar-me-ás a dizer o que devo.
Tu, que és a Vida, dar-me-ás quanto precisar.
(AMA, Meditação, Lc 9,1-6, Porto, 2008)
04/09/2008
Laxabo rete
Em Teu nome lançarei a rede, Senhor, em Teu nome, porque, por mim, que faço eu na minha pescaria? Nada, absolutamente, finjo que pesco, impaciento-me com a espera, desisto tão facilmente, desanimo quando vejo – tão frequentemente – que a minha rede está vazia.
A minha pescaria… Aqui está o meu erro, a minha falta! Não é a minha “pescaria”, mas a Tua, Senhor: In nomine Tuo! Tu é que és o Senhor, o “arrais” deste barco em que navego, Tu é que sabes o rumo, a hora, o local, desta pesca que queres que faça não obstante a minha inépcia e falta de vontade.
Aqui me tens, Senhor, contigo vou mar adentro até onde Tu quiseres.
(AMA, Meditação, Lc 5, 1-11, Setembro 2008).
A minha pescaria… Aqui está o meu erro, a minha falta! Não é a minha “pescaria”, mas a Tua, Senhor: In nomine Tuo! Tu é que és o Senhor, o “arrais” deste barco em que navego, Tu é que sabes o rumo, a hora, o local, desta pesca que queres que faça não obstante a minha inépcia e falta de vontade.
Aqui me tens, Senhor, contigo vou mar adentro até onde Tu quiseres.
(AMA, Meditação, Lc 5, 1-11, Setembro 2008).
22/08/2008
Nossa Senhora Rainha
Rainha dos Anjos, Rainha dos Patriarcas, Rainha dos Profetas, Rainha dos Apóstolos, Rainha dos Mártires, Rainha dos Confessores, Rainha das Virgens, Rainha de todos Santos, Rainha concebida sem pecado original, Rainha elevada ao Céu em corpo e alma, Rainha do Santíssimo Rosário, Rainha da Paz!
Rainha do meu coração, reina em mim totalmente que, eu, teu súbdito fiel, aceito e desejo o teu reinado.
Salve Rainha, Mãe de Misericórdia...
(AMA, Meditação, Agosto 2007)
Rainha do meu coração, reina em mim totalmente que, eu, teu súbdito fiel, aceito e desejo o teu reinado.
Salve Rainha, Mãe de Misericórdia...
(AMA, Meditação, Agosto 2007)
21/08/2008
Banquete
Não permitas, Senhor, que, tendo correspondido com prontidão ao Teu convite, me apresente sem o traje da dignidade que Te é devida.
“Lava-me, Senhor da minha iniquidade e purifica-me do meu pecado” (Ordinário da Missa.
Chamado na encruzilhada dos caminhos da minha vida, não permitas que, com a pressa e urgência em comparecer, me esqueça de que não sou digno de tal convite.
Que me prepare com o traje que pões à minha disposição para que compareça como devo. Então, revestido da Tua Graça, poderei participar com a alegria e gozo extraordinários que concedes aos convivas do Teu banquete divino.
(AMA, Meditação, Mt 22, 1-14, Agosto 2008)
“Lava-me, Senhor da minha iniquidade e purifica-me do meu pecado” (Ordinário da Missa.
Chamado na encruzilhada dos caminhos da minha vida, não permitas que, com a pressa e urgência em comparecer, me esqueça de que não sou digno de tal convite.
Que me prepare com o traje que pões à minha disposição para que compareça como devo. Então, revestido da Tua Graça, poderei participar com a alegria e gozo extraordinários que concedes aos convivas do Teu banquete divino.
(AMA, Meditação, Mt 22, 1-14, Agosto 2008)
20/08/2008
Denário
Fui um dos “primeiros” a ser chamado para a Tua vinha. E, nesta felicidade que é o ser chamado, encontrei-me muitas vezes “acomodado”, como se, tivesse tido o “direito” de o ter sido, em vez de, como é verdade, considerar que o fui unicamente pela Tua Bondade e Misericórdia.
Umas vezes foi o calor da tarde – as comodidades, as prisões - que me impediu de trabalhar com afinco, outras foi o preconceito de ver outros a serem chamados depois de mim e serem tratados por igual.
Olho, Senhor, para esse Denário que entregas aos que vão acabando o seu dia e não posso deixar de sentir a minha indignidade para o receber: tenho trabalhado tão mal, com má vontade, contrafeito, com falta de empenho…
Nas horas que me restarem como trabalhador na Tua vinha, vou empenhar-me a fundo no meu trabalho.
Certamente que não o farei como devo mas, de certeza, vou fazê-lo como posso: com todo o amor e dedicação.
(AMA, Meditação, Mt 20, 1-16, Agosto 2008)
Umas vezes foi o calor da tarde – as comodidades, as prisões - que me impediu de trabalhar com afinco, outras foi o preconceito de ver outros a serem chamados depois de mim e serem tratados por igual.
Olho, Senhor, para esse Denário que entregas aos que vão acabando o seu dia e não posso deixar de sentir a minha indignidade para o receber: tenho trabalhado tão mal, com má vontade, contrafeito, com falta de empenho…
Nas horas que me restarem como trabalhador na Tua vinha, vou empenhar-me a fundo no meu trabalho.
Certamente que não o farei como devo mas, de certeza, vou fazê-lo como posso: com todo o amor e dedicação.
(AMA, Meditação, Mt 20, 1-16, Agosto 2008)
19/08/2008
Os últimos
Estou aqui, Senhor, como um desses “últimos” de que falas.
De facto, desde pequenino que Te conheço e, não obstante, tantas vezes pretendo ignorar-te.
Sou, então, dos “primeiros”, desses afortunados que ouviram dos lábios da sua Mãe, as primeiras orações, quando, debruçada sobre o meu berço me encomendava a Ti, à Tua Mãe Santíssima.
Desses felizes que receberam do seu Pai o exemplo de homem sério e bom, temente e amante das Tuas coisas, dedicando um amor entranhado à Tua Mãe, que sabia também sua, observante rigoroso das leis da Tua Igreja.
E, no entanto, estou aqui, um dos últimos, um dos que se demoram mais em seguir-te, em deixar as quimeras desta vida pelas realidades que prometes e garantes.
Vou-me ficando para trás, sempre à espera de “melhores dias”, ocasião mais propícia, enredado nas minhas coisas, na minha vida, nos meus problemas.
Não me conformo, Senhor, com este último lugar.
Quero passar para a frente, mais junto de Ti, porque, só aí, estarei bem.
Nada posso, por mim, bem o disseste mas, Tu, sim, podes tudo.
Chama-me mais “para cima” na mesa do Teu banquete, não por meu mérito ou valor mas pela Tua Infinita Misericórdia.
(AMA, Meditação, Mt 19, 23-30, Agosto 2008)
De facto, desde pequenino que Te conheço e, não obstante, tantas vezes pretendo ignorar-te.
Sou, então, dos “primeiros”, desses afortunados que ouviram dos lábios da sua Mãe, as primeiras orações, quando, debruçada sobre o meu berço me encomendava a Ti, à Tua Mãe Santíssima.
Desses felizes que receberam do seu Pai o exemplo de homem sério e bom, temente e amante das Tuas coisas, dedicando um amor entranhado à Tua Mãe, que sabia também sua, observante rigoroso das leis da Tua Igreja.
E, no entanto, estou aqui, um dos últimos, um dos que se demoram mais em seguir-te, em deixar as quimeras desta vida pelas realidades que prometes e garantes.
Vou-me ficando para trás, sempre à espera de “melhores dias”, ocasião mais propícia, enredado nas minhas coisas, na minha vida, nos meus problemas.
Não me conformo, Senhor, com este último lugar.
Quero passar para a frente, mais junto de Ti, porque, só aí, estarei bem.
Nada posso, por mim, bem o disseste mas, Tu, sim, podes tudo.
Chama-me mais “para cima” na mesa do Teu banquete, não por meu mérito ou valor mas pela Tua Infinita Misericórdia.
(AMA, Meditação, Mt 19, 23-30, Agosto 2008)
18/08/2008
Abiit tristis!
Eu, não me vou embora entristecido porque, Senhor, entrego-te tudo quanto tenho.
Que digo? Devolvo-te tudo quanto me deste, isso sim porque, meu, não tenho absolutamente nada.
Não quero ter nada se, esse nada que for, me prender.
Quero ser livre de amarras às coisas, aos bens... a tudo.
Quero um coração aberto, livre, disponível para que o enchas de Ti.
Assim... sim..., serei rico, riquíssimo e, avaro, "agarrar-me-ei" a essa riqueza porque já nada mais me há-de interessar.
(cfr Mt 19, 16-22)
Que digo? Devolvo-te tudo quanto me deste, isso sim porque, meu, não tenho absolutamente nada.
Não quero ter nada se, esse nada que for, me prender.
Quero ser livre de amarras às coisas, aos bens... a tudo.
Quero um coração aberto, livre, disponível para que o enchas de Ti.
Assim... sim..., serei rico, riquíssimo e, avaro, "agarrar-me-ei" a essa riqueza porque já nada mais me há-de interessar.
(cfr Mt 19, 16-22)
30/07/2008
O Tesouro e a Pérola
Há muito que encontrei o meu tesouro e a minha pérola!
Que tenho feito com eles?
Como tenho malbaratado essas riquezas!
Enterrado, tantas vezes, o tesouro!
Esperando "melhores dias" ocasião "mais oportuna"!
Quanto desperdício!
Tanto bem desaproveitado
Nunc coepi! Sim, agora começo outra vez a fazer render esses bens que graciosamente recebi, sem trabalho, sem esforço da minha parte. Tudo me foi dado - o Tesouro, a Pérola - graciosamente e com imensa magnanimidade.
Nunc coepi! Quero começar agora mas, como sou fraco, e débil, e pusilâmine, nada conseguirei sem Ti.
Ajuda-me, Senhor, a ser reconhecido e a fazer render, como esperas e é Teu direito, quanto me deste.
(AMA, meditação, Mt 13, 44-46, Julho 2008)
Que tenho feito com eles?
Como tenho malbaratado essas riquezas!
Enterrado, tantas vezes, o tesouro!
Esperando "melhores dias" ocasião "mais oportuna"!
Quanto desperdício!
Tanto bem desaproveitado
Nunc coepi! Sim, agora começo outra vez a fazer render esses bens que graciosamente recebi, sem trabalho, sem esforço da minha parte. Tudo me foi dado - o Tesouro, a Pérola - graciosamente e com imensa magnanimidade.
Nunc coepi! Quero começar agora mas, como sou fraco, e débil, e pusilâmine, nada conseguirei sem Ti.
Ajuda-me, Senhor, a ser reconhecido e a fazer render, como esperas e é Teu direito, quanto me deste.
(AMA, meditação, Mt 13, 44-46, Julho 2008)
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