Padroeiros do blog: SÃO PAULO; SÃO TOMÁS DE AQUINO; SÃO FILIPE DE NÉRI; SÃO JOSEMARIA ESCRIVÁ
09/02/2021
Pequena agenda do cristão - Terça-Feira
08/02/2021
Tens de conviver, tens de compreender
Tens de conviver, tens de compreender, tens de ser irmão dos homens teus irmãos, tens de pôr amor – como diz o místico castelhano – onde não há amor, para colher amor. (Forja, 457)
O principal apostolado que nós, os cristãos,
temos de realizar no mundo, o melhor testemunho de fé é contribuir para que
dentro da Igreja se respire o clima de autêntica caridade. Quando não nos
amamos verdadeiramente, quando há ataques, calúnias e inimizades, quem se
sentirá atraído pelos que afirmam que pregam a Boa Nova do Evangelho? (Amigos de Deus, 225–226)
Leitura espiritual Fev 08
Novo Testamento [i]
Evangelho
Mc IX, 9-29
Sobre a vinda de Elias
9 Ao descerem do monte, ordenou-lhes que
a ninguém contassem o que tinham visto, senão depois de o Filho do Homem ter
ressuscitado dos mortos. 10 Eles guardaram a recomendação, discutindo uns com
os outros o que seria ressuscitar de entre os mortos. 11 E fizeram-lhe esta
pergunta: «Porque afirmam os doutores da Lei que primeiro há-de vir Elias?» 12
Jesus respondeu-lhes: «Sim; Elias, vindo primeiro, restabelecerá todas as
coisas; porém, não dizem as Escrituras que o Filho do Homem tem de padecer
muito e ser desprezado? 13 Pois bem, digo-vos que Elias já veio e fizeram dele
tudo o que quiseram, conforme está escrito.»
O menino possesso
14 Ia ter com os seus discípulos, quando
viu em torno deles uma grande multidão e uns doutores da Lei a discutirem com
eles. 15 Assim que viu Jesus, toda a multidão ficou surpreendida e acorreu a
saudá-lo. 16 Ele perguntou: «Que estais a discutir uns com os outros?» 17
Alguém de entre a multidão disse-lhe: «Mestre, trouxe-te o meu filho que tem um
espírito mudo. 18 Quando se apodera dele, atira-o ao chão, e ele põe-se a
espumar, a ranger os dentes e fica rígido. Pedi aos teus discípulos que o
expulsassem, mas eles não conseguiram.» 19 Disse Jesus: «Ó geração incrédula,
até quando estarei convosco? Até quando vos hei-de suportar? Trazei-mo cá.» 20
E levaram-lho. Ao ver Jesus, logo o espírito sacudiu violentamente o jovem, e
este, caindo por terra, começou a estrebuchar, deitando espuma pela boca. 21
Jesus perguntou ao pai: «Há quanto tempo lhe sucede isto?» Respondeu: «Desde a
infância; 22 e muitas vezes o tem lançado ao fogo e à água, para o matar. Mas,
se podes alguma coisa, socorre-nos, tem compaixão de nós.» 23 «Se podes...!
Tudo é possível a quem crê», disse-lhe Jesus. 24 Imediatamente o pai do jovem
disse em altos brados: «Eu creio! Ajuda a minha pouca fé!» 25 Vendo, Jesus, que
acorria muita gente, ameaçou o espírito maligno, dizendo: «Espírito mudo e
surdo, ordeno-te: sai do jovem e não voltes a entrar nele.» 26 Dando um grande
grito e sacudindo-o violentamente, saiu. O jovem ficou como morto, a ponto de a
maioria dizer que tinha morrido. 27 Mas, tomando-o pela mão, Jesus levantou-o,
e ele pôs-se de pé. 28 Quando Jesus entrou em casa, os discípulos
perguntaram-lhe em particular: «Porque é que nós não pudemos expulsá-lo?» 29 Respondeu:
«Esta casta de espíritos só pode ser expulsa à força de oração.»
Texto:
Castidade
Desde sempre, o tema da sexualidade provocou
controvérsia e discussões.
Dependendo da
formação moral de cada um e dos ambientes que se verificam, muitas vezes se
exacerbam posições e conceitos, princípios e normas que tendem, quase sempre,
para confundir bastante e esclarecer muito pouco.
Na verdade as coisas
são simples porque se trata de uma característica marcante do ser humano e, em
princípio, tanto faz que seja apreciado por um cristão ou por alguém sem
qualquer fé ou religião porque o essencial é o mesmo.
A diferença reside no enfoque que se lhe dá,
no caso das duas pessoas citadas, por exemplo, a primeira tentará enquadrá-la
sob uma óptica moral, em que a razão domina a paixão, o apetite ou o impulso,
ao passo que a segunda não terá essas preocupações mas apenas retirar dela o
maior beneficio ou gozo sem ter muito em conta os possíveis excessos e as
consequências daí resultantes.
Durante décadas, enquadrou-se a formação
espiritual da juventude, principalmente masculina, no âmbito pouco claro e
esclarecedor da sexualidade.
Não discutindo o assunto ou fazendo-o sob
intensas reservas e tabus, criou-se uma imagem de algo proibido, inaceitável e
pouco digno.
Por norma, não existiam conversas sobre o
assunto entre pais e filhos e os mestres ou formadores atinham-se a
generalidades tratadas muito pela rama.
Naturalmente que a
dificuldade do jovem em ter uma orientação séria e segura levou a que alguns
pensem, ainda hoje em dia, que a educação sobre a sexualidade humana é algo de
primeiríssima importância a que tem de se dar urgente atenção.
Já se viu este assunto e não regressaremos a
ele a não ser para, uma vez mais, referir que o bom senso tem de imperar antes
de qualquer outra coisa.
Nem os antigos eram incompetentes na educação
da juventude, nem a competência que se outorgam os actuais pretensos
educadores, são motivos de alarme.
Os primeiros porque
as gerações foram conseguindo sobreviver, os segundos porque a precariedade
destas políticas tende a demorar o tempo que medeia entre a sua implementação e
a revolta da própria juventude.
Que não se enganem as luminárias de agora, a
juventude acaba sempre por exigir e conseguir o que quer e que é, quase sempre,
o contrário daquilo que se lhe pretende impor.
Algo que tem muito a ver com o assunto
anteriormente abordado: é a falta de ideal de vida.
Reflexão
Pode julgar-se uma civilização segundo a sua forma de se conduzir com os débeis, as crianças, com os doentes, com as pessoas de terceira idade.
(São Paulo VI, Alocução,
24.05.1974)
Pequena agenda do cristão - Segunda-Feira
07/02/2021
Cinco Chagas
Em que Chaga refugiar-me, Senhor?
Na do Teu peito?
Sim, é a minha preferida. Ficar ali, em descanso, junto ao Teu Coração.
Mas não ouso! Parece-me demais!
Nas das Tuas Mãos?
Na Chaga da Mão Direita… essa mão com que abençoas e tocas os doentes?
Mas não ouso! Parece-me demais!
Na Chaga da Mão Esquerda… a mão que segura o caminhante que titubeia na senda da salvação?
Mas não ouso! Parece-me demais!
Nas dos Teus Pés?
Na Chaga do Pé Direito… em que apoias todo o Teu peso quando Te levantas no Caminho do Gólgota?
Mas não ouso! Parece-me demais!
Na Chaga do Pé Esquerdo… com que sacodes o pó contra os que Te rejeitam?
Sim… ouso refugiar-me aqui.
Assim tomarei parte na defesa do Teu Santo Nome tão ofendido!
E… aqui fico, feliz e contente por ter encontrado refúgio e protecção. Faço Desta Chaga o meu berço onde quero adormecer e acordar todos os dias que me concederes viver.
(AMA, comentário sobre Jo 19, 28-37, 2013.02.07)
Meu Pai do Céu, ajuda-me
A ti, que desmoralizas, repetir-te-ei uma coisa muito consoladora: a quem faz o que pode, Deus não lhe nega a Sua graça. Nosso Senhor é Pai, e se um filho lhe diz na quietude do seu coração: Meu Pai do Céu, aqui estou, ajuda-me... Se recorre à Mãe de Deus, que é Mãe nossa, vai para a frente. Mas Deus é exigente. Pede amor de verdade; não quer traidores. É preciso ser fiel a essa luta sobrenatural, que é ser feliz na terra à força de sacrifício. (Via Sacra, 10ª Estação, n. 3)
Recorrei semanalmente – e sempre que o
necessiteis, sem dar lugar aos escrúpulos – ao santo Sacramento da Penitência,
ao sacramento do perdão divino. Revestidos da graça, caminharemos por entre os
montes e subiremos a encosta do cumprimento do dever cristão, sem nos determos.
Utilizando estes recursos com boa vontade e rogando ao Senhor que nos conceda
uma esperança cada dia maior, possuiremos a alegria contagiosa dos que se sabem
filhos de Deus: Se Deus está connosco, quem nos poderá derrotar? Optimismo,
portanto. Incitados pela força da esperança, lutaremos para apagar a mancha
viscosa que espalham os semeadores do ódio e redescobriremos o mundo com uma
perspectiva jubilosa, porque saiu formoso e limpo das mãos de Deus, e
restituir-lho-emos assim belo, se aprendermos a arrepender-nos. (Amigos de Deus, 219–220)
Leitura espiritual Fev 07
Novo Testamento [i]
Evangelho
Mc VIII, 27-36; Mc IX, 1-8
A confissão de Pedro
27 Jesus partiu com os discípulos para
as aldeias de Cesareia de Filipe. No caminho, fez aos discípulos esta pergunta:
«Quem dizem os homens que Eu sou?» 28 Disseram-lhe: «João Baptista; outros,
Elias; e outros, que és um dos profetas.» 29 «E vós, quem dizeis que Eu sou?» -
perguntou-lhes. Pedro tomou a palavra, e disse: «Tu és o Messias.» 30
Ordenou-lhes, então, que não dissessem isto a ninguém.
Jesus prediz a Sua Paixão
31 Começou, depois, a ensinar-lhes que o
Filho do Homem tinha de sofrer muito e ser rejeitado pelos anciãos, pelos sumos
sacerdotes e pelos doutores da Lei, e ser morto e ressuscitar depois de três
dias. 32 E dizia claramente estas coisas. Pedro, desviando-se com Ele um pouco,
começou a repreendê-lo. 33 Mas Jesus, voltando-se e olhando para os discípulos,
repreendeu Pedro, dizendo-lhe: «Vai-te da minha frente, Satanás, porque os teus
pensamentos não são os de Deus, mas os dos homens.»
Necessidade da abnegação
34 Chamando a si a multidão, juntamente
com os discípulos, disse-lhes: «Se alguém quiser vir após mim, negue-se a si
mesmo, tome a sua cruz e siga-me. 35 Na verdade, quem quiser salvar a sua vida,
há-de perdê-la; mas, quem perder a sua vida por causa de mim e do Evangelho,
há-de salvá-la. 36 Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se perder a
sua vida? 37 Ou que pode o homem dar em troca da sua vida? 38 Pois quem se
envergonhar de mim e das minhas palavras entre esta geração adúltera e
pecadora, também o Filho do Homem se envergonhará dele, quando vier na glória
de seu Pai, com os santos anjos.»
XIX 1
Disse-lhes também: «Em verdade vos digo que alguns dos aqui presentes não
experimentarão a morte sem terem visto o Reino de Deus chegar em todo o seu
poder.»
Transfiguração
2 Seis dias depois, Jesus tomou consigo
Pedro, Tiago e João e levou-os, só a eles, a um monte elevado. E
transfigurou-se diante deles. 3 As suas vestes tornaram-se resplandecentes, de
tal brancura que lavadeira alguma da terra as poderia branquear assim. 4
Apareceu-lhes Elias, juntamente com Moisés, e ambos falavam com Ele. 5 Tomando
a palavra, Pedro disse a Jesus: «Mestre, bom é estarmos aqui; façamos três
tendas: uma para ti, uma para Moisés e uma para Elias.» 6 Não sabia que dizer,
pois estavam assombrados. 7 Formou-se, então, uma nuvem que os cobriu com a sua
sombra, e da nuvem fez-se ouvir uma voz: «Este é o meu Filho muito amado.
Escutai-o.» 8 De repente, olhando em redor, já não viram ninguém, a não ser só
Jesus, com eles.
Texto:
Castidade
Voltemos um pouco atrás para falar de pureza.
O que tem a ver com a castidade? E com a sexualidade?
Pois bem, a pureza é uma virtude que define o são critério e juízo da pessoa humana. Daqui que seja uma ajuda preciosa quando considera a sexualidade, a inclinação amorosa, o convívio com os outros e - sumamente importante - o comportamento próprio em qualquer ocasião ou circunstância da vida.
‘A mais bela das virtudes’ como foi apelidada tem como que um cortejo de muitas outras que a acompanham porque são atinentes, fruto e consequência.
Não iremos muito além neste tema já que parece estar fora do âmbito destes escritos. De facto a contenção e moderação da sexualidade, dando-lhe os fins apropriados para que existe, não supõe nem conceitos nem teorias sobre o assunto.
Quem converte este tema em eixo em torno do qual gira a sua vida, submetendo-se às prisões e cadeias que prendem um ser humano aos instintos e impulsos sem nenhuma tentativa de moderação ou, sequer, comando das acções, não está, com certeza, interessado em considerar temas ligados à “Melhoria Pessoal e à Vida Interior”.
Esta melhoria Pessoal de que vimos falando não é algo intemporal ou mirífico, alguma coisa que se tenha como um ideal mas que se vai deixando relegado para segundas oportunidades já que haverá coisas mais importantes a fazer entretanto.
Não senhor!
A melhoria pessoal é o que de mais íntimo o homem poderá ter como desejo de evolução que é, deve ser, inato a todo o ser humano.
Sabemos muito bem, cada um dos seres humanos, aquilo em que podemos melhorar e conseguir melhores resultados.
Como já dissemos, a alteração das regras iniciais, as estabelecidas pelo Criador, como seja a criação de seres humanos diferentes, homem e mulher, não pode nem deve ser admitida.
Sendo assim, como indiscutivelmente é, tem forçosamente de ser encarada com muita seriedade e num plano igualmente superior das ideias.
Olhar a sexualidade humana como algo de extraordinária relevância que, só por si, justifica estudos e investigações de profundíssimo pormenor, não é, de todo, nem necessário nem justificável, mas antes uma característica ou propriedade humana a ser encarada com a mesma naturalidade como outra qualquer, por exemplo, a comoção ou a afectividade.
Não se retira importância à sexualidade mas atribui-se-lhe aquela que tem e não mais.
Ora ao legislar sobre este assunto, o poder civil está a intrometer-se em algo que lhe está vedado justamente porque não pode querer elaborar leis que vão contra a ordem natural.
Hoje, cada vez mais este tema parece alcançar uma relevância que só encontra explicação na falta - ou completa ausência - de moderação e moralização dos costumes e comportamentos humanos, numa declarada ambição de abolir quaisquer barreiras ou regras, numa licenciosidade absoluta em que tudo é permitido porque tudo se justifica como sendo natural.
O problema é que não o é.
Ninguém com um mínimo de senso comum pode admitir como natural que o homem tenha como preocupação - e, muitas vezes ocupação - o sexo.
Temos visto a que conduz esta desviante forma de encarar a sexualidade humana e as situações de abuso, por vezes tão aberrantes que os próprios Tribunais têm enormes dificuldades em apreciá-las.
Se defendemos, com energia, tratar a sexualidade como algo natural e simples, por isso mesmo, devemos reprovar o abuso e uso indiscriminado para promover, em nome ou sob pretexto de proporcionar uma educação completa.
Como se as raparigas e os rapazes de hoje fossem mais carentes, nesse aspecto, que os de gerações anteriores, ou se estas, por falta dos preciosos ensinamentos actuais, estivessem reduzidos a campos meramente experimentais dos quais nós, seus descendentes, somos simples consequência.
Isto tudo é um disparate tão grande que resulta difícil aceitar que exista.
Mas, infelizmente, é uma gritante realidade!
Os nossos jovens estão a ser sujeitos a pressões inauditas e precisam, como nunca, do apoio sensato e equilibrado dos progenitores e educadores responsáveis.
Sem estes, estarão perdidos e assistiremos à derrocada e progressivo abandono da instituição familiar porque a base da sua constituição, que é o sentimento sublime do amor, está a ser substituída pelo desenfreado impulso sexual.
A seriedade dos comportamentos de homens e mulheres mede-se pelo respeito que cada um tem por si próprio e pelo outro, enquanto seres diferenciados com capacidades, características e, até, finalidades diferentes.
Mas têm de convir que desempenham papeis complementares uma vez que há acções que só podem ser concretizadas com o concurso de ambos.
Não parece valer muito a pena consumir mais tempo sobre estes assuntos.
As pessoas bem formadas não têm questões a levantar neste domínio e, às outras, pouco lhes importará o que possamos dizer.
Ao falarmos da sexualidade humana temos de ter sempre presente o amor já que, só o amor verdadeiro, consciente, puro e simples a consegue regular e conformar com o serviço a que é chamada, com a dignidade que deve ter.
E dizíamos bem ao afirmar que, sem amor, qualquer sentimento humano por mais virtuoso que possa ser, apresenta-se, sempre, carente do elemento aglutinador que lhe dá consistência e o justifica.
Mais, o amor carrega consigo uma infinidade de virtudes características e potências fundamentais para que esses mesmos sentimentos se apresentem completos, na sua máxima capacidade.
A propósito da força e capacidades do amor, vem esta pequena história.
Há muitíssimos anos, um poderoso senhor da China resolveu dar um grande banquete para o qual foram convidadas muitas jovens da mais alta nobreza para serem objecto da escolha por parte do príncipe seu filho que completava vinte e cinco anos de idade e ainda não tinha noiva.
No meio das numerosas jovens tinha-se insinuado a filha de uma simples empregada do palácio cujo enorme amor pelo príncipe a levara a correr o risco de ser descoberta.
O príncipe entregou a cada jovem um pote de belíssima porcelana e uma semente dizendo que, aquela que dentro de seis meses apresentasse a mais bela flor, seria a sua eleita.
À filha da empregada as coisas correram muito mal porque, não obstante os seus esforços e os de sua mãe, a pequena semente não produziu absolutamente nada.
Passados seis meses todas as jovens voltaram ao palácio e a filha da empregada, também, porque, embora não tivesse flor nenhuma para mostrar, não quis perder a oportunidade - talvez a última - de estar perto do seu amado.
O Príncipe percorreu as filas de jovens, cada qual ostentando no seu pote de porcelana a mais bela e formosa flor e foi deter-se, precisamente, em frente da pobre rapariga que nem ousava levantar os olhos do seu pote que continha a semente encarquilhada de tantas regas e esforços.
Levantando a voz, chamou-a para o centro do grande salão e disse: Tu és a minha escolhida! Tu serás a minha noiva!
Perante a admiração que a sua escolha provocara, explicou: ‘As sementes que, há seis meses, dei a cada uma, eram absolutamente estéreis, incapazes de produzir o quer que fosse.’
O amor levou a jovem a arrostar com o perigo de poder ser descoberta a sua intromissão na sala do banquete e, também foi o amor, que a impediu de tentar enganar o seu amado.
As outras jovens, obviamente, fizeram-no na tentativa de conquistar o almejado lugar de noiva de tão importante príncipe, porque o que sentiam era só desejo e ambição.
Reflexão
Não há ninguém, que por pouco que reflicta, não encontre em si mesmo poderosos motivos que o obriguem a mostrar-se agradecido a Deus. E especialmente nós, porque nos escolheu para Si e nos guardou para O servir só a Ele.
(São
Bernardo, Sermão 2, para o VI Domingo depois de Pentecostes, 1)
Sacramentos
O Matrimónio
Se
depois do divórcio se contrai uma nova união, mesmo reconhecida pela lei civil,
«o cônjuge casado outra vez encontra-se numa situação de adultério público e
permanente» (Catecismo, 2384). Os divorciados novamente casados, embora
continuem a pertencer à Igreja, não podem ser admitidos à Comunhão eucarística,
porque o seu estado e condição de vida contradizem objectivamente essa união de
amor indissolúvel entre Cristo e a Igreja significada e actualizada na Eucaristia.
“A reconciliação pelo sacramento da penitência – que abriria o caminho ao
sacramento eucarístico – pode ser concedida só àqueles que, arrependidos de ter
violado o sinal da Aliança e da fidelidade a Cristo, estão sinceramente
dispostos a uma forma de vida não mais em contradição com a indissolubilidade
do matrimónio. Isto tem como consequência, concretamente, que quando o homem e
a mulher, por motivos sérios – como, por exemplo, a educação dos filhos – não
se podem separar, assumem a obrigação de viver em plena continência, isto é, de
abster-se dos actos próprios dos cônjuges”.
(São
João Paulo II, Ex. ap. Familiaris Consortio , 84. Cf. Bento XVI, Ex.
ap. Sacramentum Caritatis, 22-II-2007, 29; Congregação para a Doutrina da
Fé, Carta sobre a recepção da Comunhão Eucarística por parte dos fiéis
divorciados que voltaram a casar, 14-09-1994; Catecismo , 1650).
Pequena agenda do cristão













