26/08/2017

Fátima: Centenário - Vida de Maria - 68



Centenário das aparições da Santíssima 

Virgem em Fátima


Jesus entre os doutores



A VOZ DO MAGISTÉRIO

«Através deste episódio, Jesus prepara a Sua mãe para o mistério da Redenção. Maria, juntamente com José, vive nesses três dramáticos dias em que o Filho Se separa deles, para permanecer no Templo, a antecipação do tríduo da Sua paixão, morte e ressurreição.

Deixando partir a Sua Mãe e José para a Galileia, sem lhes indicar a intenção de permanecer em Jerusalém, Jesus introdu-los no mistério daquele sofrimento que leva à alegria, antecipando quanto haveria de realizar depois com os discípulos, mediante o anúncio da Sua Páscoa.

A resposta de Jesus em forma interrogativa é densa de significado: «Porque Me procuráveis? Não sabíeis que devia estar em casa de Meu Pai?» [i]. Com essa expressão Ele, de modo inesperado e imprevisto, revela a Maria e José o mistério da Sua Pessoa, convidando-os a ultrapassar as aparências e abrindo-lhes perspectivas novas quanto ao Seu futuro.

Esta referência à total dedicação ao projecto de Deus é evidenciada no texto evangélico, pela expressão verbal «é necessário», que aparecerá, depois, no anúncio da Paixão [ii]. Aos Seus pais, pois, é pedido que O deixem ir, a fim de cumprir a Sua missão lá onde O conduz a vontade do Pai celeste.

O Evangelista comenta: «Mas eles não compreenderam as palavras que lhes disse» [iii]. Maria e José não percebem o conteúdo da Sua resposta, nem o modo, que parece ser uma rejeição, com que Ele reage à preocupação deles como pais. Com esta atitude Jesus quer revelar os aspectos misteriosos da Sua intimidade com o Pai, aspectos que Maria intui sem, porém, os saber ligar com a prova que estava a atravessar.

As palavras de Lucas permitem-nos conhecer como Maria vive no mais profundo do seu ser este episódio deveras singular. Ela «guardava todas estas coisas no seu coração» [iv]. A Mãe de Jesus liga os eventos ao mistério do Filho, que lhe foi revelado na Anunciação e aprofunda-os no silêncio da contemplação, oferecendo a sua colaboração no espírito de um renovado «fiat».

Inicia assim o primeiro elo duma cadeia de eventos, que levará Maria a superar progressivamente o papel natural, que deriva da sua maternidade, para se pôr ao serviço da missão do seu divino Filho.

são joão paulo ii (século XX). Discurso na audiência geral, 15-I-1997.




[i] Lc 2, 49
[ii] cf. Mc 8, 31
[iii] Lc 2, 50
[iv] Lc 2, 51

25/08/2017

Evangelho e comentário

Tempo Comum


Evangelho: Mt 22, 34-40

34 Constando-lhes que Jesus reduzira os saduceus ao silêncio, os fariseus reuniram-se em grupo. 35 E um deles, que era legista, perguntou-lhe para o embaraçar: 36 «Mestre, qual é o maior mandamento da Lei?» 37 Jesus disse-lhe: Amarás ao Senhor, teu Deus, com todo o teu coração, com toda a tua alma e com toda a tua mente. 38 Este é o maior e o primeiro mandamento. 39 O segundo é semelhante: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo. 40 Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas.»

Comentário:

O nosso amor a Deus não é um “favor” que Lhe fazemos mas uma obrigação.

Ele amou-nos primeiro mesmo antes da criação do mundo e ama-nos sempre mesmo quando não correspondemos.

Se “amor com amor se paga” ficaremos sempre muito aquém de cumprir essa obrigação.

À Mãe do Amor Formoso, Santa Maria, peçamos que nos ensine a amar mais e melhor o seu Divino Filho.

(ama, comentário sobre Mt 22, 34-40,21.08.2015)



Que bonito ser jogral de Deus!

Em certa altura, alguém me disse: – Padre, mas se eu me encontro cansado e frio; se, quando rezo ou cumpro outra norma de piedade, me parece que estou a fazer teatro... A esse amigo e a ti, se te encontrares na mesma situação, respondo: – Teatro? Grande coisa, meu filho! Faz teatro! O Senhor é o teu espectador!: o Pai, o Filho, o Espírito Santo; a Santíssima Trindade estará a contemplar-nos, naqueles momentos em que "fazemos teatro". Actuar assim diante de Deus, por amor, para lhe agradar, quando se vive a contragosto, que bonito! Ser jogral de Deus! Que maravilhoso é esse recital realizado por Amor, com sacrifício, sem nenhuma satisfação pessoal, para dar gosto a Nosso Senhor! Isso sim que é viver de Amor. (Forja, 485)

Lê-se na Escritura: Iudens in orbe terrarum, que Ele brinca em toda a superfície da terra. Mas Deus não nos abandona, porque imediatamente acrescenta: deliciæ meæ esse cum filiis hominum, a minha delícia é estar com os filhos dos homens. O Senhor brinca connosco. E quando nos parecer que estamos a representar uma comédia, por nos sentirmos gelados e apáticos, quando estivermos aborrecidos e sem vontade de fazer nada, quando nos custar cumprir o nosso dever e alcançar as metas espirituais que nos tínhamos proposto, é altura de pensar que Deus brinca connosco e espera então que saibamos representar a nossa comédia com galhardia.

Não me importo de vos contar que, em algumas ocasiões, o Senhor me concedeu muitas graças, mas que geralmente vou a contrapelo. Prossigo o meu plano de vida, não porque me agrade, mas porque devo fazê-lo por Amor. Mas, Padre, pode-se representar uma comédia diante de Deus? Não será uma hipocrisia? Não te inquietes, pois chegou para ti o momento de entrares numa comédia humana que tem um espectador divino. Persevera, pois o Pai, o Filho e o Espírito Santo assistem a essa tua comédia. Faz tudo por amor de Deus, para lhe agradar, mesmo que te custe.


Que bonito é ser jogral de Deus! Como é belo representar essa comédia por Amor, com sacrifício, sem nenhuma satisfação pessoal, para agradar ao nosso Pai Deus, que brinca connosco! Põe-te diante do Senhor e diz-lhe confiadamente: não me apetece nada fazer isto, mas oferecê-lo-ei por Ti. E ocupa-te a sério desse trabalho, ainda que penses que é uma comédia. Abençoada comédia! (Amigos de Deus, 152)

Hoy el reto del Amor es que bebas de Cristo y vivas desde el Amor

BEBE DE CRISTO

Ayer fuimos a vacunarnos de la alergia. En el pasillo, había una señora cuidando de una anciana. La mujer estaba desesperada, pues le habían pedido que, antes de entrar en consulta, debía hacer que la anciana tomase una botella de agua completa, ¡y no había manera!

Nos acercamos para ayudarle y lo primero que hizo la anciana fue ofrecernos el agua a nosotras. Después nos dijo que ella se la tomaría cuando la tomásemos nosotras. Intentamos persuadirla con una cosa, con otra... imposible. Le explicábamos que era por su bien, pero ella nos miraba y nos contaba otro tipo de cosas sin importarle la botella de agua. Si le persuadíamos con una pequeña cruz de regalo si se tomaba el agua... ¡tendía la mano a la cruz, pero no a la botella!

Pensábamos que el hábito sería una ayuda para convencerla, pero salió la medico a buscarnos para nuestra consulta y no habíamos logrado que se bebiese la botella.

-¡No hemos conseguido hacer que la señora tome el agua! -nos repetíamos una y otra vez.

A menudo nuestras palabras chocan con la libertad de las personas que tenemos alrededor, ¡no hay manera de que beban del agua que les ofrecemos! Queremos transmitirles aquello que nos hace felices, tenemos la certeza de que es bueno para ellos porque hemos experimentado que es bueno para nosotros... pero no, nuestras palabras no calan. Sabemos que vivir de Cristo supone beber de la botella de agua viva, de la botella que nos sana y sabemos que, si muchas personas a las que queremos, bebiesen, su vida sería diferente.

Sin embargo, las teorías no tienen fuerza. La gente probará a beber de la botella no por lo que les digas, sino por los efectos que el agua haga en ti. Y el principal efecto es el Amor. El que vive de Cristo se distingue porque ama, porque nunca deja de amar y permanece al lado de la persona. Eso es lo que interroga y, al verte, querrán probar un sorbo de esa botella que es Cristo, luego otro, y otro... hasta tener su propia vivencia y experimentar los efectos del Agua.

Hoy el reto del Amor es que bebas de Cristo y vivas desde el Amor con esa persona a la que no sabes cómo acercar al Señor. Ora y pregúntale al Señor cómo tener un detalle en el que vea Su amor. Quizá tengas que ser tú el que se abra a descubrir su mundo, eso que le gusta y por lo que nunca le has preguntado, o hacerle su comida favorita. Cristo es Amor y se manifiesta en el amor.


VIVE DE CRISTO

Pequena agenda do cristão

Sexta-Feira


(Coisas muito simples, curtas, objectivas)




Propósito:

Contenção; alguma privação; ser humilde.


Senhor: Ajuda-me a ser contido, a privar-me de algo por pouco que seja, a ser humilde. Sou formado por este barro duro e seco que é o meu carácter, mas não Te importes, Senhor, não Te importes com este barro que não vale nada. Parte-o, esfrangalha-o nas Tuas mãos amorosas e, estou certo, daí sairá algo que se possa - que Tu possas - aproveitar. Não dês importância à minha prosápia, à minha vaidade, ao meu desejo incontido de protagonismo e evidência. Não sei nada, não posso nada, não tenho nada, não valho nada, não sou absolutamente nada.

Lembrar-me:
Filiação divina.

Ser Teu filho Senhor! De tal modo desejo que esta realidade tome posse de mim, que me entrego totalmente nas Tuas mãos amorosas de Pai misericordioso, e embora não saiba bem para que me queres, para que queres como filho a alguém como eu, entrego-me confiante que me conheces profundamente, com todos os meus defeitos e pequenas virtudes e é assim, e não de outro modo, que me queres ao pé de Ti. Não me afastes, Senhor. Eu sei que Tu não me afastarás nunca. Peço-Te que não permitas que alguma vez, nem por breves instantes, seja eu a afastar-me de Ti.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?







Fátima: Centenário - Vida de Maria - 67



Centenário das aparições da Santíssima 

Virgem em Fátima


Regresso a Nazaré



A VOZ DOS POETAS


O infinito Menino vai crescendo,

e com garbo e graça sobrehumana

dá passinhos pela mão asiendo

à que pisa a imortal Diana;

dela para o justo José parte correndo,

e dos braços com que o universo aplana

asas fazendo, voa para o doce ninho

do terno coração do seu querido...

Pendendo alegre do amado colo,

e achando-Se seguro entre seus braços,

o rosto grave junta ao Seu belo,

premiando seus dulcíssimos abraços:

Talvez deixe os braços de Sua mãe,

e cheio de amoroso regozijo

por ver que tal favor a José agrade,

balbuciando com ele, pai! lhe disse.

Ele com afecto e com amor de pai

filho! lhe chama, sendo de Deus Filho;

encosta o seu rosto ao de escarlate e neve,

e das suas rosas o alento bebe.

Já o Menino Deus os alvos peitos deixa

ricos do seu alimento soberano,

e nos pés de ouro já com maior força,

e anda sem que ninguém Lhe dê a mão;

chora se vê que seu José se afasta,

e vendo-o voltar se alegra ufano;

ásele e diz cheio de alegria:

"Pai, dê-nos o pão de cada dia"...


José de Valdivielso (siglos XVI-XVII). Vida, excelencias y muerte del glorioso Patriarca y Esposo de Nuestra Señora San José, canto XIX.

24/08/2017

Evangelho e comentário

Tempo Comum

São Bartolomeu – Apóstolo

Evangelho: Jo 1, 45-51

45 Filipe encontrou Natanael e disse-lhe: «Encontrámos aquele sobre quem escreveram Moisés, na Lei, e os Profetas: Jesus, filho de José de Nazaré.» 46 Então disse-lhe Natanael: «De Nazaré pode vir alguma coisa boa?» Filipe respondeu-lhe: «Vem e verás!» 47 Jesus viu Natanael, que vinha ao seu encontro, e disse dele: «Aí vem um verdadeiro israelita, em quem não há fingimento.» 48 Disse-lhe Natanael: «Donde me conheces?» Respondeu-lhe Jesus: «Antes de Filipe te chamar, Eu vi-te quando estavas debaixo da figueira!» 49 Respondeu Natanael: «Rabi, Tu és o Filho de Deus! Tu és o Rei de Israel!» 50 Retorquiu-lhe Jesus: «Tu crês por Eu te ter dito: ‘Vi-te debaixo da figueira’? Hás-de ver coisas maiores do que estas!» 51 E acrescentou: «Em verdade, em verdade vos digo: vereis o Céu aberto e os anjos de Deus subindo e descendo por meio do Filho do Homem.»

Comentário:

Podemos considerar este Texto de São João como uma “lição” sobre apostolado.

Começa-se pelos que nos estão mais próximos: a família, os amigos.

Consideremos três etapas:

Dar a conhecer a “matéria”;
Convidar a participar;
Levar à “fonte”.

Os próprios verão com os seus olhos e considerarão com o seu espírito que o que dissemos é verdade, e seguirão a VERDADE.

(ama, comentário sobre Jo 1 47-51, 24.08. 2015)


Procura cingir-te a um plano de vida

Sujeitar-se a um plano de vida, a um horário... é tão monótono! – disseste-me. E respondi-te: há monotonia porque falta Amor. (Caminho, 77)
 
Procura cingir-te a um plano de vida com constância: alguns minutos de oração mental; a assistência à Santa Missa, diária, se te é possível, e a Comunhão frequente; o recurso regular ao Santo Sacramento do Perdão, ainda que a tua consciência não te acuse de qualquer pecado mortal; a visita a Jesus no Sacrário; a recitação e a contemplação dos mistérios do terço e tantas outras práticas excelentes que conheces ou podes aprender.

Mas estas práticas não se deverão transformar em normas rígidas ou em compartimentos estanques. Indicam um itinerário flexível, acomodado à tua condição de homem que vive no meio da rua, com um trabalho profissional intenso e com deveres e relações sociais que não podes descuidar, porque é nessas ocupações que prossegue o teu encontro com Deus. O teu plano de vida há-de ser como uma luva de borracha que se adapta perfeitamente à mão de quem a usa.


Não te esqueças também de que o que é importante não é fazer muitas coisas; limita-te com generosidade àquelas que possas cumprir no dia-a-dia, quer te apeteça quer não. Essas práticas conduzir-te-ão, quase sem reparares, à oração contemplativa. Brotarão da tua alma mais actos de amor, jaculatórias, acções de graças, actos de desagravo, comunhões espirituais. E tudo isto, enquanto te ocupas das tuas obrigações: ao pegar no telefone, ao subir para um meio de transporte, ao fechar ou abrir uma porta, ao passar diante de uma igreja, ao começar um novo trabalho, ao executá-lo e ao concluí-lo. Referirás tudo ao teu Pai Deus. (Amigos de Deus, 149)

Siete puntos que hacen grande a Juan Pablo II video



Pequena agenda do cristão

Quinta-Feira



(Coisas muito simples, curtas, objectivas)



Propósito:
Participar na Santa Missa.


Senhor, vendo-me tal como sou, nada, absolutamente, tenho esta percepção da grandeza que me está reservada dentro de momentos: Receber o Corpo, o Sangue, a Alma e a Divindade do Rei e Senhor do Universo.
O meu coração palpita de alegria, confiança e amor. Alegria por ser convidado, confiança em que saberei esforçar-me por merecer o convite e amor sem limites pela caridade que me fazes. Aqui me tens, tal como sou e não como gostaria e deveria ser.
Não sou digno, não sou digno, não sou digno! Sei porém, que a uma palavra Tua a minha dignidade de filho e irmão me dará o direito a receber-te tal como Tu mesmo quiseste que fosse. Aqui me tens, Senhor. Convidaste-me e eu vim.


Lembrar-me:
Comunhões espirituais.


Senhor, eu quisera receber-vos com aquela pureza, humildade e devoção com que Vos recebeu Vossa Santíssima Mãe, com o espírito e fervor dos Santos.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?








Fátima: Centenário - Vida de Maria - 66



Centenário das aparições da Santíssima 

Virgem em Fátima


Regresso a Nazaré



A VOZ DOS SANTOS

«S. Mateus, ao narrar estas cenas no seu Evangelho, põe constantemente em destaque a fidelidade de José, que cumpre sem vacilações os mandatos de Deus, embora por vezes o sentido desses mandatos lhe possa parecer obscuro ou se lhe oculte a sua conexão com o resto dos planos divinos.

A fé de José não vacila, a sua obediência é sempre estrita e rápida. Para compreender melhor esta lição que aqui nos dá o Santo Patriarca, é bom que consideremos que a sua fé é activa e que a sua obediência não se parece com a obediência de quem se deixa arrastar pelos acontecimentos. Porque a fé cristã é o que há de mais oposto ao conformismo ou à falta de actividade e de energia interiores.

José abandonou-se sem reservas nas mãos de Deus, mas nunca deixou de reflectir sobre os acontecimentos, e assim recebeu do Senhor a inteligência das obras de Deus, que é a verdadeira sabedoria.

Deste modo, aprendeu a pouco e pouco que os planos sobrenaturais têm uma coerência divina, que às vezes está em contradição com os planos humanos.

Nas diversas circunstâncias da sua vida, o Patriarca não renuncia a pensar, nem se alheia da sua responsabilidade. Pelo contrário: põe toda a sua experiência humana ao serviço da fé. Quando volta do Egipto, ouvindo que Arquelau reinava na Judeia em vez de seu pai Herodes, temeu ir para lá. Aprendeu a mover-se dentro dos planos divinos e, como confirmação de que Deus quer o que ele pressentia, recebe a indicação de se retirar para a Galileia.

Assim foi a fé de S. José: plena, confiante, íntegra, manifestando-se numa entrega real à vontade de Deus, numa obediência inteligente. E, com a Fé, a Caridade, o Amor. A sua fé funde-se com o amor: com o amor de Deus que estava a cumprir as promessas feitas a Abraão, a Jacob, a Moisés; com o carinho de esposo para com Maria e com o carinho de pai para com Jesus. Fé e amor na esperança da grande missão que Deus, servindo-se também dele – um carpinteiro da Galileia – estava a começar no mundo: a redenção dos homens.»


São Josemaria (século XX). Cristo que passa, n. 42.

23/08/2017

Evangelho e comentário

Tempo Comum


Evangelho: Mt 20, 1-16

1 Tendo acabado todos estes discursos, Jesus disse aos discípulos: 2 «Como sabeis, a Páscoa é daqui a dois dias, e o Filho do Homem será entregue para ser crucificado.» 3 Então, os sumos sacerdotes e os anciãos do povo reuniram-se no palácio do Sumo Sacerdote, que se chamava Caifás, 4 e deliberaram prender Jesus, à traição, e matá-lo. 5 Diziam, porém: «Que não seja durante a festa, para não haver alvoroço entre o povo.» 6 Jesus encontrava-se em Betânia, em casa de Simão, o leproso. 7 Enquanto estava à mesa, aproximou-se dele uma mulher, que trazia um frasco de alabastro com um perfume de alto preço e derramou-lho sobre a cabeça. 8 Ao verem isto, os discípulos ficaram indignados e disseram: «Para quê este desperdício? 9 Podia vender-se por bom preço e dar-se o dinheiro aos pobres.» 10 Jesus apercebeu-se de tudo e disse: «Porque afligis esta mulher? Ela praticou uma boa acção para comigo. 11 Pobres, sempre os tereis convosco; mas a mim nem sempre me tereis. 12 Derramando este perfume sobre o meu corpo, ela preparou a minha sepultura. 13 Em verdade vos digo: Em qualquer parte do mundo onde este Evangelho for anunciado, há-de também narrar-se, em sua memória, o que ela acaba de fazer.» 14 Então um dos Doze, chamado Judas Iscariotes, foi ter com os sumos sacerdotes 15 e disse-lhes: «Quanto me dareis, se eu vo-lo entregar?» Eles garantiram-lhe trinta moedas de prata. 16 E, a partir de então, Judas procurava uma oportunidade para entregar Jesus.

Comentário:


Há um outro episódio semelhante que se passa com Maria irmã de Marta talvez se trate do mesmo, mas, seja como for, o que desejo ressaltar é a atitude desta mulher que, com a sensibilidade feminina bem evidente, faz o que o seu coração lhe dita como forma de prestar uma homenagem a Jesus e, ao mesmo tempo, demonstrar publicamente o seu amor e veneração pelo Mestre.

Nós, cristãos de hoje, talvez sejamos um pouco “comedidos” nas nossas demonstrações de carinho e ternura pelo Senhor e… compreende-se, mas, há pelo menos uma ocasião em que publicamente o devemos fazer e que é, exactamente, quando O recebemos na Comunhão Eucarística.

Edificaremos os outros com a nossa atitude de recolhimento em acção de graças por tão grande bem acabado de receber.

(AMA, comentário sobre Mt 20, 1-16, 16.05.2017)


Traz sobre o peito o santo escapulário

Traz sobre o peito o santo escapulário do Carmo. – Poucas devoções (há muitas, e muito boas devoções marianas) estão tão arraigadas entre os fiéis e têm tantas bênçãos dos Pontífices. – Além disso, é tão maternal este privilégio sabatino! (Caminho, 500)

Quando te perguntaram que imagem da Virgem te dava mais devoção, e respondeste – como quem já fez bem a experiência – "todas", compreendi que eras um bom filho; por isso te parecem bem (enamoram-me, disseste) todos os retratos da tua Mãe. (Caminho, 501)

Maria, Mestra da oração.

– Olha como pede a seu Filho em Caná. E como insiste, sem desanimar, com perseverança. – E como consegue.

– Aprende. (Caminho, 502)

Se queres ser fiel, sê muito mariano. A Nossa Mãe, desde a embaixada do Anjo até à sua agonia ao pé da Cruz, não teve outro coração nem outra vida que a de Jesus.

Recorre a Maria, com terna devoção de filho, e Ela alcançar-te-á essa lealdade e abnegação que desejas. (Via Sacra, Est. XIII, n.4)


Hoy el reto del Amor es que le des la oportunidad a Dios de demostrarte que es Dios

ALELUYA

Hemos vivido unos días de Semana Santa impresionantes. Una de las cosas que más he disfrutado ha sido ver a Celia vivir estos días. Iba de asombro en asombro, viviendo cada momento muy cerca del Señor y compartía cómo cada día para ella era único. Pero lo que realmente me chocó fue el Domingo de Resurrección. Por la noche me comentó que qué sorpresa se había llevado en la liturgia: cada dos palabras salía ALELUYA, ¡salía como setas!

Y es verdad, la Iglesia, nuestra Madre, ha explotado en un grito de alegría. He contado y, al día, decimos como unas 100 veces "Aleluya".

La palabra "Aleluya" la empleamos como expresión de alegría. Literalmente significa: "¡Alabad a Yahvé!", en un tono de alegría, regocijo del ánimo. Procede del hebreo "load a Yah" (Yah es una forma abreviada de Yahveh). Es la palabra más alegre para alabar al Creador.

Pero, ¿cuál es el motivo de nuestra alegría? Que todo nos va bien, que tenemos un buen trabajo, que nuestros hijos están felices, que tenemos salud... ¿éste es el motivo de la alegría? Sí y no. Todo esto no está en tus manos, es muy frágil y en cualquier momento tu vida puede girar.

El motivo de nuestra alegría es que Dios nos Ama en Cristo. Que nos ha dado a su Hijo para que, muriendo y Resucitando Él, nosotros podamos ser felices.

Me preguntarás: ¿Y cómo sé yo si esto es verdad? ¿Cómo sé si esto me lo creo?

Si te dejas salvar por Cristo, si en tu vida le acojes. Si abres tu corazón a que El te pueda hacer feliz en plenitud. El problema es que no te lo acabas de creer y por eso buscas la vida en mil cosas fuera de nuestro Dios.

Hoy te digo que Dios existe, que todo esto que estamos celebrando no es un cuento, no es algo que nos hemos inventado para tranquilizarnos la conciencia. Cristo ha roto las cadenas de la muerte y ha Resucitado. ÉL ESTÁ VIVO. Y vive junto a ti en tu vida concreta, para que donde tú no puedas, si le das la mano, hoy puedas con ello; en lo que te parezca imposible, hoy vas a descubrir vida.

Hoy el reto del Amor es que le des la oportunidad a Dios de demostrarte que es Dios, que existe, que te quiere hacer feliz. Hoy el reto es que te pares un minuto, abras tu corazón a la gracia y le digas al Señor: "Creo en ti, hoy quiero descubrirte en mi vida desde la alegría de la Resurrección".

Que pases un feliz día.


VIVE DE CRISTO

Pequena agenda do cristão

Quarta-Feira



(Coisas muito simples, curtas, objectivas)






Propósito:

Simplicidade e modéstia.


Senhor, ajuda-me a ser simples, a despir-me da minha “importância”, a ser contido no meu comportamento e nos meus desejos, deixando-me de quimeras e sonhos de grandeza e proeminência.


Lembrar-me:
Do meu Anjo da Guarda.


Senhor, ajuda-me a lembrar-me do meu Anjo da Guarda, que eu não despreze companhia tão excelente. Ele está sempre a meu lado, vela por mim, alegra-se com as minhas alegrias e entristece-se com as minhas faltas.

Anjo da minha Guarda, perdoa-me a falta de correspondência ao teu interesse e protecção, a tua disponibilidade permanente. Perdoa-me ser tão mesquinho na retribuição de tantos favores recebidos.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?









Fátima: Centenário - Vida de Maria - 65



Centenário das aparições da Santíssima 

Virgem em Fátima


Regresso a Nazaré



A VOZ DOS PADRES

«O Menino Jesus, que hoje nasceu para nós, cresce em sabedoria, idade e graça naqueles que O acolhem, mas em diversa medida. Não é idêntico em todos, mas adapta-Se à disponibilidade e à capacidade de cada um e, na medida em que é acolhido, mostra-Se como criança, como adolescente ou como adulto. É como um ramo na videira: não aparece sempre do mesmo modo, mas muda com o decorrer das estações; germina, floresce, converte-se em fruto, chega a fazer-se vinho.

A videira encerra já a promessa no fruto ainda não pronto para o vinho, mas aguarda a estação propícia. No entanto, não se pode dizer que o ramo esteja desprovido de atractivo. Em lugar de deleitar o gosto, deleita o olfacto; e na espera da vindima, fortalece o coração com a esperança. A fé firme e segura da graça que se espera é já gozo para quem aguarda com paciência. Assim sucede com a uva de Chipre: promete o vinho embora ainda não o seja. E com a sua flor (a flor é a esperança) dá garantias da graça futura. Quem adere plenamente mediante a sua vontade à lei do Senhor, e medita nela de dia e de noite, cresce como uma árvore frondosa regada por veias de água viva e produz fruto a seu tempo».


São Gregório de Nisa (século IV). Homilia II sobre o Cântico dos Cânticos (PG 44, 802-804).

22/08/2017

Evangelho e comentário

Tempo Comum

Santíssima Virgem Rainha

Evangelho: Lc 1, 26-38

26 Ao sexto mês, o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia chamada Nazaré, 27 a uma virgem desposada com um homem chamado José, da casa de David; e o nome da virgem era Maria. 28 Ao entrar em casa dela, o anjo disse-lhe: «Salve, ó cheia de graça, o Senhor está contigo.» 29 Ao ouvir estas palavras, ela perturbou-se e inquiria de si própria o que significava tal saudação. 30 Disse-lhe o anjo: «Maria, não temas, pois achaste graça diante de Deus. 31 Hás-de conceber no teu seio e dar à luz um filho, ao qual porás o nome de Jesus. 32 Será grande e vai chamar-se Filho do Altíssimo. O Senhor Deus vai dar-lhe o trono de seu pai David, 33 reinará eternamente sobre a casa de Jacob e o seu reinado não terá fim.» 34 Maria disse ao anjo: «Como será isso, se eu não conheço homem?» 35 O anjo respondeu-lhe: «O Espírito Santo virá sobre ti e a força do Altíssimo estenderá sobre ti a sua sombra. Por isso, aquele que vai nascer é Santo e será chamado Filho de Deus. 36 Também a tua parente Isabel concebeu um filho na sua velhice e já está no sexto mês, ela, a quem chamavam estéril, 37 porque nada é impossível a Deus.» 38 Maria disse, então: «Eis a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra.» E o anjo retirou-se de junto dela.

Comentário:


Era possível esta resposta?

Sim, era e, até de certo modo, compreensível.

Mas, a Virgem, em vez de se reconhecer como não merecedora de tão extraordinária escolha, o que poderia parecer um acto de humildade, prefere declarar-se escrava.

Ora a atitude da escrava dispensa a declaração de humildade, mas exige a da obediência total e sem reservas à vontade do seu Senhor.

E, a verdade, é que esta escrava, se converte em Rainha – cuja festa hoje celebramos – e como tal é coroada nos Céus por Deus Nosso Senhor, numa festa cuja grandiosidade não podemos imaginar.

Vemos os Anjos e Potestades e os Santos mirando a Sua Rainha com tal amor e admiração que perdura para todo o sempre.


(AMA, comentário sobre, Lc 1, 26-38, 25.03.2011)