14/08/2017

Fátima - Centenário - Oração diária,


Senhora de Fátima:

Neste ano do Centenário da tua vinda ao nosso País, cheios de confiança vimos pedir-te que continues a olhar com maternal cuidado por todos os portugueses.
No íntimo dos nossos corações instala-se alguma apreensão e incerteza em relação a este nosso País.

Sabes bem que nos referimos às diferenças de opinião que se transformam em desavenças, desunião e afastamento; aos casais desfeitos com todas as graves consequências; à falta de fé e de prática da fé; ao excessivo apego a coisas passageiras deixando de lado o essencial; aos respeitos humanos que se traduzem em indiferença e falta de coragem para arrepiar caminho; às doenças graves que se arrastam e causam tanto sofrimento.
Faz com que todos, sem excepção, nos comportemos como autênticos filhos teus e com a sinceridade, o espírito de compreensão e a humildade necessárias para, com respeito de uns pelos outros, sermos, de facto, unidos na Fé, santos e exemplo para o mundo.

Que nenhum de nós se perca para a salvação eterna.

Como Paulo VI, aqui mesmo em 1967, te repetimos:

Monstra te esse Matrem”, Mostra que és Mãe.

Isto te pedimos, invocando, uma vez mais, ao teu Dulcíssimo Coração, a tua protecção e amparo.


AMA, Fevereiro, 2017

Ni horóscopos ni adivinos, el cristiano no sabe dónde va pues «es guiado» por Dios, dice el Papa

El Papa comentó el libro del Génesis para hablar de la "promesa" de Dios

El Papa Francisco advirtió durante su homilía en la Casa Santa Marta que un cristiano “que está parado” no es un “verdadero cristiano” y avisó del peligro de “instalarse demasiado” en vez de “fiarse de Dios”.

El Santo Padre habló del “estilo de vida cristiana” explicando la figura de Abraham y que consideró que se estructura en tres puntos: “despojarse”, “promesa” y “bendición”.

Tal y como recoge Aciprensa, Francisco indicó que “ser cristiano lleva siempre esta dimensión de despojarse que encuentra su plenitud en el despojarse de Jesús en la Cruz. Siempre hay un ‘ir’, ‘deja’, para dar el primer paso: ‘deja y vete de tu tierra, de tu parentela, de la casa de tu padre’. Si hacemos un poco de memoria veremos que en los evangelios la vocación de los discípulos es un ‘ve’, ‘deja’, ‘ven’”.

De este modo, agregó el Papa, los cristianos deben tener “la capacidad” de ser despojados porque si no se dejan “despojar y crucificar con Jesús”, no son cristianos auténticos.

"Caminamos hacia una promesa"
“El cristiano no tiene el horóscopo para ver el futuro; no va al adivino que tiene la bola de cristal, o a que le lean la mano. No, no. No sabe dónde va. Es guiado. Y esto es como una primera dimensión de nuestra vida cristiana: el despojarse”, añadió.

“¿Pero despojarse para qué? Para ir hacia una promesa. Y esta es la segunda. Somos hombres y mujeres que caminamos hacia una promesa, hacia un encuentro, hacia algo que debemos recibir en herencia”.

Por todo ello, Francisco recordó que Abraham se “fía de Dios”, y “siempre está en camino”. “El camino comienza todos los días desde la mañana; el camino de fiarse del Señor, el camino abierto a las sorpresas del Señor, muchas veces no son buenas, son feas. Pensemos en una enfermedad, en una muerte. Pero es un camino abierto porque yo sé que Tú me llevarás a un lugar seguro, a una tierra que has preparado para mí: el hombre en camino, el hombre que vive en una tienda, una tienda espiritual”.

El cristiano "bendice"
Del mismo modo, el Pontífice también aviso de que cuando el alma “se sistema demasiado, se instala demasiado, pierde esa dimensión de ir hacia la promesa y en lugar de caminar hacia la promesa, lleva la promesa y posee la promesa, y esto no funciona, no es cristiano”.

El tercer punto es la “bendición”. El cristiano “bendice”, es decir, “dice bien de Dios y dice bien de los otros” y “se hace bendecir por Dios y por los demás”. Y este es el esquema “de nuestra vida cristiana”, porque todos “debemos bendecir a los otros, ‘decir bien de los demás’ y ‘decir bien a Dios de los demás’.

Francisco también advirtió de que estamos acostumbrados “a no decir bien” del prójimo cuando “la lengua se mueve un poco como quiere”, en lugar de seguir a “nuestro Padre”.


REL

Hás-de ir procurar as almas

Cristo espera muito da tua actividade. Mas hás-de ir procurar as almas, como o Bom Pastor saiu à procura da centésima ovelha: sem esperar que te chamem. Depois, serve-te dos teus amigos para fazer bem aos outros. Ninguém pode sentir-se tranquilo (di-lo a cada um) com uma vida espiritual que, depois de o encher, não transborde para os outros com zelo apostólico. (Sulco, 223)

Convence-te: precisas de te formares bem, em vista dessa avalanche de gente que nos cairá em cima, com a pergunta precisa e exigente: – "Ora bem, que é preciso fazer?". (Sulco, 221)


Jesus está junto do lago de Genesaré e as pessoas comprimem-se à sua volta, ansiosas por ouvirem a palavra de Deus. Tal como hoje! Não estais a ver? Estão desejando ouvir a mensagem de Deus, embora o dissimulem exteriormente. Talvez alguns se tenham esquecido da doutrina de Cristo; talvez outros, sem culpa sua, nunca a tenham aprendido e olhem para a religião como coisa estranha... Mas convencei-vos de uma realidade sempre actual: chega sempre um momento em que a alma não pode mais; em que não lhe bastam as explicações vulgares; em que não a satisfazem as mentiras dos falsos profetas. E, mesmo que nem então o admitam, essas pessoas sentem fome, desejam saciar a sua inquietação com os ensinamentos do Senhor. (Amigos de Deus, 260)

Pequena agenda do cristão

SeGUNDa-Feira



(Coisas muito simples, curtas, objectivas)



Propósito:
Sorrir; ser amável; prestar serviço.

Senhor que eu faça ‘boa cara’, que seja alegre e transmita aos outros, principalmente em minha casa, boa disposição.

Senhor que eu sirva sem reserva de intenção de ser recompensado; servir com naturalidade; prestar pequenos ou grandes serviços a todos mesmo àqueles que nada me são. Servir fazendo o que devo sem olhar à minha pretensa “dignidade” ou “importância” “feridas” em serviço discreto ou desprovido de relevo, dando graças pela oportunidade de ser útil.

Lembrar-me:
Papa, Bispos, Sacerdotes.

Que o Senhor assista e vivifique o Papa, santificando-o na terra e não consinta que seja vencido pelos seus inimigos.

Que os Bispos se mantenham firmes na Fé, apascentando a Igreja na fortaleza do Senhor.

Que os Sacerdotes sejam fiéis à sua vocação e guias seguros do Povo de Deus.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?






Fátima: Centenário - Vida de Maria - 56



Centenário das aparições da Santíssima 

Virgem em Fátima


Fuga para o Egipto


A voz dos Padres

«Aparecido, pois, o anjo, fala não com Maria, mas com José, e diz-lhe: Levanta-te e toma o Menino e Sua Mãe [i]. Ao ouvir isto, José não se escandalizou nem disse: isto parece um enigma. Tu mesmo me dizias não há muito tempo que Ele salvaria o Seu povo, e agora não é capaz nem de Se salvar a Si mesmo, mas temos necessidade de fugir, de empreender uma viagem e uma longa deslocação. Isto é contrário à tua promessa. Mas não diz nada disto, porque José é um varão fiel. Também não pergunta pelo tempo do regresso, apesar de que o anjo o tenha deixado indeterminado, pois tinha-lhe dito: e fica lá até que eu te avise (Ibid.). No entanto, nem por isso entorpece, antes obedece, acredita e suporta alegremente todas as provas. É bem verdade que Deus, que ama os homens, mistura dificuldades e doçuras, estilo que Ele segue com todos os santos. Nem os perigos nem os consolos no-los dá contínuos, antes de uns e outros vai Ele entretecendo a vida dos justos. Assim fez com José».

São João Crisóstomo (século IV), Homilias sobre o Evangelho de São Mateus, 8, 3.




[i] Mt 2, 13

13/08/2017

Como queres que te ouçam?

Corres o grande perigo de te conformares com viver (ou pensar que deves viver...) como um "bom rapaz", que se hospeda numa casa arrumada, sem problemas, e que não conhece senão a felicidade. Isso é uma caricatura do lar de Nazaré. Cristo, justamente porque trazia a felicidade e a ordem ao mundo, saiu a propagar esses tesouros entre os homens e mulheres de todos os tempos. (Sulco, 952)

Parecem-me muito lógicas as tuas ânsias de que a humanidade inteira conheça a Cristo. Mas começa pela responsabilidade de salvar as almas dos que convivem contigo, de santificar cada um dos teus companheiros de trabalho ou de estudo... Esta é a principal missão de que o Senhor te encarregou. (Sulco, 953)

Comporta-te como se de ti, exclusivamente de ti, dependesse o ambiente do lugar onde trabalhas: ambiente de laboriosidade, de alegria, de presença de Deus e de visão sobrenatural.

Não entendo a tua debilidade. Se tropeças com um grupo de colegas um pouco difícil (que talvez tenha chegado a ser difícil por desleixo teu...), esqueces-te deles, pões-te de parte, e pensas que são um peso morto, um lastro que se opõe aos teus ideais apostólicos; que nunca te entenderão...

Como queres que te ouçam, se (dando por descontado que os ames e sirvas com a tua oração e a tua mortificação) não falas com eles?...


Quantas surpresas apanharás no dia em que te decidas a criar amizade com um, com outro e com outro! Além disso, se não mudas, poderão exclamar com razão, apontando-te a dedo: «Hominem non habeo!», não tenho quem me ajude! (Sulco, 954)

Evangelho e comentário

Tempo Comum


Evangelho: Mt 14, 22-33

22 Depois, Jesus obrigou os discípulos a embarcar e a ir adiante para a outra margem, enquanto Ele despedia as multidões. 23 Logo que as despediu, subiu a um monte para orar na solidão. E, chegada a noite, estava ali só. 24 O barco encontrava-se já a várias centenas de metros da terra, açoitado pelas ondas, pois o vento era contrário. 25 De madrugada, Jesus foi ter com eles, caminhando sobre o mar. 26 Ao verem-no caminhar sobre o mar, os discípulos assustaram-se e disseram: «É um fantasma!» E gritaram com medo. 27 No mesmo instante, Jesus falou-lhes, dizendo: «Tranquilizai-vos! Sou Eu! Não temais!» 28 Pedro respondeu-lhe: «Se és Tu, Senhor, manda-me ir ter contigo sobre as águas.» 29 «Vem» - disse-lhe Jesus. E Pedro, descendo do barco, caminhou sobre as águas para ir ter com Jesus. 30 Mas, sentindo a violência do vento, teve medo e, começando a ir ao fundo, gritou: «Salva-me, Senhor!» 31 Imediatamente Jesus estendeu-lhe a mão, segurou-o e disse-lhe: «Homem de pouca fé, porque duvidaste?» 32 E, quando entraram no barco, o vento amainou. 33 Os que se encontravam no barco prostraram-se diante de Jesus, dizendo: «Tu és, realmente, o Filho de Deus!»

Comentário:

Novamente o Senhor fala sobre a fé, desta vez para censurar Pedro.

A fé de Pedro, naquela altura, é como a nossa, quase sempre: acreditamos, fazemos, até, um esforço para acreditar, mas…

O resultado é, quase sempre, afundarmo-nos no meio das procelas da vida sentindo-nos perdidos e com medo.

Mas, o Senhor, conta com essa nossa debilidade e está ali, sempre pronto e atento a responder ao nosso apelo: «Salva-me, Senhor!».

E, como a Pedro, estende-nos a Sua mão e salva-nos porque nos quer, nos ama e sabe muito bem que precisamos dessas provas que a vida nos trás para robustecer a nossa fé e acreditarmos deveras que, Ele, pode tudo.

(AMA, comentário sobre Mt 14, 22-33, 09.05.2017)








Hoy el reto del amor es no dejar que la vida te atropelle.

NO SEAS UN PRIMERIZO

Ayer por la mañana tuve una gran aventura en la que me acordé muchísimo de los primerizos... o de los que coordinan proyectos sin pringarse las manos. Te cuento.

Por las mañanas, Sión es la encargada del perro: darle de comer, sacarle a hacer sus cosas y limpiar la sala de abajo, que es donde duerme. Y, cuando Sión no puede, como a todas les encanta estar con el perro, dejo que Celia, Israel o Joane se encarguen. Ellas tan contentas. Así, el perro lleva ya tres meses con nosotras... y yo ningún día me he visto envuelta en ese lío.

Pero ayer, no sé cómo, nadie podía hacerse cargo de Jubi. Yo, muy decidida, les dije:

-Tranquilas, que yo doy de desayunar al perro, le saco, limpio todo... ¡en diez minutos acabo!

Tenía el plan perfectamente diseñado. Todo bajo control. Bajo a donde el perro, entro y... como me he retrasado un rato, Jubi no podía más. Te puedes imaginar el charco que me ha montado en mitad de la habitación...

Nada más verme sólo quería jugar. Yo no sabía si sacarle, si darle el desayuno o limpiar. Opté por empezar a limpiar, pero mi sorpresa fue que no encontraba el papel con que lo hacen. Además, lo curioso fue que me habían dicho: "Usa el spray para limpiar bien"... y en el armario había un montón y todos distintos: uno para lavarle en seco; otro, ambientador; en otro me pareció leer colonia...

Total, que al final encuentro el que es y, con todo lo limpio, le abro la puerta... y el perro no quiere salir a la huerta, quiere desayunar. Vale...

Le preparo el desayuno. Me habían dicho que, entre las bolitas, tenía que picarle un poco de salchicha. En ello estaba cuando, en un segundo que me despisté, Jubi tiró del mantel, el paquete de salchichas cayó al suelo, lo pilló... y me dejó a cuadros. Se ha comido el paquete y sólo podía darle media salchicha. Total, que me senté en el suelo sintiéndome, a pesar de los tres meses de convivencia, una primeriza. El Señor me ha mostrado que, cuando hay algo nuevo, me tengo que implicar, que no puedo dejarlo para los demás. Que siempre hay un momento para comenzar.

Hoy el reto del amor es no dejar que la vida te atropelle. No seas primerizo, pringarte en lo que tienes entre manos, involúcrate, verás cómo la vida se ve de otra manera.

Hoy seguro que vas a vivir o vas a pasar junto a algo que todos los días intentas esquivar. Hoy es el día de afrontarlo, no tengas miedo, sé que te supera y que prefieres dejarlo para mañana. Hoy mira a Cristo y pídele que te dé su fuerza para empezar de nuevo, para luchar con eso que tienes clavado en el corazón. Sé valiente y no te rindas. La vida es para vivirla y vivirla en plenitud.


VIVE DE CRISTO 

Pequena agenda do cristão

DOMINGO



(Coisas muito simples, curtas, objectivas)



Propósito:
Viver a família.

Senhor, que a minha família seja um espelho da Tua Família em Nazareth, que cada um, absolutamente, contribua para a união de todos pondo de lado diferenças, azedumes, queixas que afastam e escurecem o ambiente. Que os lares de cada um sejam luminosos e alegres.

Lembrar-me:
Cultivar a Fé

São Tomé, prostrado a Teus pés, disse-te: Meu Senhor e meu Deus!
Não tenho pena nem inveja de não ter estado presente. Tu mesmo disseste: Bem-aventurados os que crêem sem terem visto.
E eu creio, Senhor.
Creio firmemente que Tu és o Cristo Redentor que me salvou para a vida eterna, o meu Deus e Senhor a quem quero amar com todas as minhas forças e, a quem ofereço a minha vida. Sou bem pouca coisa, não sei sequer para que me queres mas, se me crias-te é porque tens planos para mim. Quero cumpri-los com todo o meu coração.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?

Fátima: Centenário - Vida de Maria - 55



Centenário das aparições da Santíssima 

Virgem em Fátima


Fuga para o Egipto



A voz do Magistério

«Tal como o agir, também o sofrimento faz parte da existência humana. Este deriva, por um lado, da nossa finitude e, por outro, do volume de culpa que se acumulou ao longo da história e, mesmo actualmente, cresce de modo irreprimível.

Certamente é preciso fazer tudo o possível para diminuir o sofrimento: impedir, na medida do possível, o sofrimento dos inocentes; amenizar as dores; ajudar a superar os sofrimentos psíquicos. Todos estes são deveres tanto da justiça como da caridade, que se inserem nas exigências fundamentais da existência cristã e de cada vida verdadeiramente humana. Na luta contra a dor física conseguiu-se realizar grandes progressos; mas o sofrimento dos inocentes e inclusive os sofrimentos psíquicos aumentaram durante os últimos decénios.

Devemos – é verdade – fazer tudo por superar o sofrimento, mas eliminá-lo completamente do mundo não entra nas nossas possibilidades, simplesmente porque não podemos desfazer-nos da nossa finitude e porque nenhum de nós é capaz de eliminar o poder do mal, da culpa que – como constatámos – é fonte contínua de sofrimento. Isto só Deus o poderia fazer: só um Deus que pessoalmente entra na história fazendo-Se homem e sofre nela. Nós sabemos que este Deus existe e que por isso este poder que «tira os pecados do mundo» [i] está presente no mundo. Com a fé na existência deste poder, surgiu na história a esperança da cura do mundo».

Bento XVI (século XXI), Carta encíclica Spe salvi, 30-XI-2007, n. 36.




[i] Jo 1,29

12/08/2017

Publicações 12 Agosto

Quis experimentar a fadiga e o cansaço

Não sabes se será fraqueza física ou uma espécie de cansaço interior que se apoderou de ti, ou as duas coisas ao mesmo tempo... Lutas sem luta, sem o empenho de uma autêntica melhoria positiva, para pegar a alegria e o amor de Cristo às almas. Quero lembrar-te as palavras claras do Espírito Santo: só será coroado quem tiver lutado "legitime" – deveras! –, apesar dos pesares. (Sulco, 163)

A alegria, o optimismo sobrenatural e humano, são compatíveis com o cansaço físico, com a dor, com as lágrimas – porque temos coração –, com as dificuldades na nossa vida interior ou na tarefa apostólica.

Ele, "perfectus Deus, perfectus homo", perfeito Deus e perfeito homem, que tinha toda a felicidade do Céu, quis experimentar a fadiga e o cansaço, o pranto e a dor..., para que percebermos que para ser sobrenaturais temos de ser muito humanos. (Forja, 290)


Sempre que nos cansemos – no trabalho, no estudo, na tarefa apostólica – sempre que no horizonte haja trevas, então é preciso olhar Cristo: Jesus bom, Jesus cansado, Jesus faminto e sedento. Como te fazes compreender bem, Senhor! Como te fazes amar! Mostras-te igual a nós em tudo, excepto no pecado, para que sintamos que contigo poderemos vencer as nossas más inclinações e as nossas culpas. Efectivamente, não têm importância o cansaço, a fome, a sede, as lágrimas... Cristo cansou-se, passou fome, teve sede, chorou. O que importa é a luta – uma luta amável, porque o Senhor permanece sempre a nosso lado – para cumprir a vontade do Pai que está nos céus. (Amigos de Deus, 201)

Evangelho e comentário

Tempo Comum


Evangelho: Mt 17, 14-20

14 Quando eles chegaram perto da multidão, um homem aproximou-se de Jesus, ajoelhou-se a seus pés e 15 disse-lhe: «Senhor, tem piedade do meu filho. Ele tem ataques e está muito mal. Cai frequentemente no fogo e muitas vezes na água. 16 Apresentei-o aos teus discípulos, mas eles não puderam curá-lo.» 17 Disse Jesus: «Geração descrente e perversa! Até quando estarei convosco? Até quando vos hei-de suportar? Trazei-mo cá.» 18 Jesus falou severamente ao demónio, e este saiu do jovem que, a partir desse momento, ficou curado. 19 Então, os discípulos aproximaram- se de Jesus e perguntaram-lhe em particular: «Porque é que nós não fomos capazes de expulsá-lo?» 20 Disse-lhes Ele: «Pela vossa pouca fé. Em verdade vos digo: Se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a este monte: ‘Muda-te daqui para acolá’, e ele há-de mudar-se; e nada vos será impossível.

Comentário:

A exclamação de Jesus é como que um grito da Sua alma dorida pela falta de fé mesmo daqueles que O seguem mais de perto.

E explica no versículo 20 o que é a verdadeira Fé.

A que move montanhas!

Como se chega a “esta fé”, perguntamo-nos inquietos porque bem sabemos como, a que temos, é imperfeita.

Pedindo, perseverantemente, que o Senhor nos aumente, consolide a fé, para podermos compreender, em primeiro lugar e, depois para podermos fazer tudo – sempre em Seu Nome – o que for necessário fazer para bem das almas e glória de Deus.

(AMA, comentário sobre Mt 17, 14-20, 09.05.2017)








El secreto de Juan Pablo II: así se mortificaba video




Fátima: Centenário - Oração Jubilar de Consagração

Fátima: Centenário 

Oração Jubilar de Consagração

Salve, Mãe do Senhor,
Virgem Maria, Rainha do Rosário de Fátima!
Bendita entre todas as mulheres,
és a imagem da Igreja vestida da luz pascal,
és a honra do nosso povo,
és o triunfo sobre a marca do mal.

Profecia do Amor misericordioso do Pai,
Mestra do Anúncio da Boa-Nova do Filho,
Sinal do Fogo ardente do Espírito Santo,
ensina-nos, neste vale de alegrias e dores,
as verdades eternas que o Pai revela aos pequeninos.

Mostra-nos a força do teu manto protector.
No teu Imaculado Coração,
sê o refúgio dos pecadores
e o caminho que conduz até Deus.

Unido/a aos meus irmãos,
na Fé, na Esperança e no Amor,
a ti me entrego.
Unido/a aos meus irmãos, por ti, a Deus me consagro,
ó Virgem do Rosário de Fátima.

E, enfim, envolvido/a na Luz que das tuas mãos nos vem,
darei glória ao Senhor pelos séculos dos séculos.


Ámen.

Pequena agenda do cristão

SÁBADO



(Coisas muito simples, curtas, objectivas)



Propósito:
Honrar a Santíssima Virgem.

A minha alma glorifica o Senhor e o meu espírito se alegra em Deus meu Salvador, porque pôs os olhos na humildade da Sua serva, de hoje em diante me chamarão bem-aventurada todas as gerações. O Todo-Poderoso fez em mim maravilhas, santo é o Seu nome. O Seu Amor se estende de geração em geração sobre os que O temem. Manifestou o poder do Seu braço, derrubou os poderosos do seu trono e exaltou os humildes, aos famintos encheu de bens e aos ricos despediu de mãos vazias. Acolheu a Israel Seu servo, lembrado da Sua misericórdia, como tinha prometido a Abraão e à sua descendência para sempre.

Lembrar-me:

Santíssima Virgem Mãe de Deus e minha Mãe.

Minha querida Mãe: Hoje queria oferecer-te um presente que te fosse agradável e que, de algum modo, significasse o amor e o carinho que sinto pela tua excelsa pessoa.
Não encontro, pobre de mim, nada mais que isto: O desejo profundo e sincero de me entregar nas tuas mãos de Mãe para que me leves a Teu Divino Filho Jesus. Sim, protegido pelo teu manto protector, guiado pela tua mão providencial, não me desviarei no caminho da salvação.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?







Fátima: Centenário - Vida de Maria - 54



Centenário das aparições da Santíssima 

Virgem em Fátima


Fuga para o Egipto



A voz do Magistério

«Depois de terem adorado o Senhor e terem satisfeito a sua devoção, os Magos, de acordo com o aviso recebido em sonhos, regressaram ao seu país por um caminho diferente daquele por onde tinham vindo. Acreditando já em Cristo, não tinham que ir, com efeito, pelo caminho da sua antiga vida, mas entrando na nova rota, abstêm-se dos erros que tinham abandonado. Era necessário invalidar as manobras de Herodes, que, sob o pretexto de zelo, preparava um engano ímpio sobre o Menino Jesus.

Por isso, ficando o seu plano desbaratado e a sua esperança iludida, a cólera do rei inflamou-se com ardor. Recordando a data que os Magos tinham indicado, derramou a raiva da sua crueldade sobre todas as crianças de Belém e numa matança geral fez perecer todos os recém-nascidos da cidade, fazendo-os passar para a glória eterna. Pensou que nenhuma criança tinha escapado da morte nesse lugar e, por isso, que Cristo tinha também morrido. Mas Ele, que reservava para outro tempo a efusão do Seu sangue para a redenção do mundo, tinha fugido para o Egipto, levado pelo cuidado dos Seus pais. Restaurava assim a antiga linhagem do povo hebreu e exercia o principado do verdadeiro José, usando de um poder e de uma providência muito maior que a sua, pois vinha libertar os corações dos egípcios de uma fome mais terrível do que toda a indigência, que eles sofriam pela ausência da verdade, já que Ele veio do Céu como verdadeiro pão de vida [i]. De modo que este país não seria já estranho à preparação do mistério da única vítima, onde, pela imolação do cordeiro, tinham sido prefigurados pela primeira vez o sinal salvador da cruz e a Páscoa do Senhor».

São Leão Magno, Papa (século V), Homilia 3 na solenidade da Epifania.




[i] cfr. Jo 6, 51

11/08/2017

Publicações em 11 Agosto

Pratica a caridade sem limites

Ama e pratica a caridade, sem limites e sem discriminações, porque é a virtude que caracteriza os discípulos do Mestre. Contudo essa caridade não pode levar-te – deixaria de ser virtude – a amortecer a fé, a tirar as arestas que a definem, a dulcificá-la até convertê-la, como alguns pretendem, em algo amorfo, que não tem a força e o poder de Deus. (Forja, 456)

O Senhor tomou a iniciativa, vindo ao nosso encontro. Deu-nos o exemplo para nos pormos com Ele ao serviço dos outros, para – gosto de repetir – pormos generosamente o nosso coração a servir de alcatifa, de modo que os outros caminhem suavemente e a sua luta resulte para eles mais amável. Devemos comportar-nos assim, porque somos filhos do mesmo Pai, que não hesitou em entregar-nos o seu Filho muito amado.

Não somos nós que construímos a caridade; é ela que nos invade com a graça de Deus: porque Ele nos amou primeiro. Convém que nos empapemos bem desta verdade formosíssima: se podemos amar a Deus é porque fomos amados por Deus. Tu e eu estamos em condições de derramar carinho sobre os que nos rodeiam, porque nascemos para a fé pelo amor do Pai. Pedi com ousadia ao Senhor este tesouro, esta virtude sobrenatural da caridade, para a exercitardes até ao último pormenor.


Nós, os cristãos, não temos sabido muitas vezes corresponder a esse dom; algumas vezes temo-lo rebaixado como se se limitasse a uma esmola dada sem alma, friamente; outras vezes temo-lo reduzido a uma atitude de beneficência mais ou menos convencional. Exprimia bem esta aberração a queixa resignada de uma doente: Aqui, tratam-me com caridade, mas a minha mãe cuidava de mim com carinho. O amor que nasce do Coração de Cristo não pode dar lugar a este tipo de distinções. (Amigos de Deus, nn. 228–229)