04/01/2017

Leitura espiritual

Leitura espiritual



A Cidade de Deus



Vol. 1

LIVRO II

CAPÍTULO XIII

Os Romanos deviam ter compreendido que eram indignos de honras divinas aqueles seus deuses que desejavam ser venera­dos com diversões torpes.

Talvez Cipião me respondesse se fosse vivo: Como é que não havemos de querer que isto fique impune, se os próprios deuses o aceitam como sagrado? Não foram eles que introduziram nos costumes romanos os jogos cénicos em que tudo isto se celebra, se recita e se representa? Não foram eles que ordenaram que tudo isto fosse consagrado e exibido em sua honra?

Porque é que então eles próprios não concluíram daí que os deuses não eram verdadeiros e muito menos dignos de que o Estado lhes tribute honras divinas? Seria de facto de todo inconveniente, seria absolutamente inútil prestar-se-lhes culto, se tivessem exigido que se celebrassem jogos com ultrajes para com os Romanos. Com o é que, então, pergunto eu, pensaram que eles deveriam ser venerados? Como é que não descobriram que se trata de espíritos detestáveis que anseiam por enganar exigindo que no meio das suas honras se celebrem os seus crimes?

Os Romanos estavam efectivamente dominados por tão nefasta superstição que até prestavam culto a esses deuses que, bem viam, queriam que se lhes consagrassem cenas obscenas; todavia, conscientes da sua dignidade e do seu pudor, nunca honraram à maneira dos Gregos os autores de tais fábulas. Mas antes como, segundo Cícero, o dito Cipião disse:

Consideram infamante a arte do comediante e todo o teatro. Quiseram não somente interditar aos homens desta profissão o acesso às magistraturas abertas aos outros cidadãos, mas também excluí-los da sua tribo pela nota infamante do censor [1].

Magnífica na verdade esta previsão, digna de ser contada entre os louvores aos Romanos. Mas gostaria que ela fosse lógica e consequente consigo mesma. Acertadamente, de facto, a qualquer cidadão romano que preferisse ser actor não só não lhe seria dada nenhuma posição de honra, mas também, por notificação do censor, deixaria de pertencer à sua própria tribo. Ó espírito da cidade, ávido de louvores e sinceramente romano! Mas respondam-me: Por que razão aceitável os homens de teatro são repelidos de tudo o que implique uma honra e são todavia admitidas, entre as honras aos deuses, as representações teatrais? Durante muito tempo a virtude romana ignorou as artes teatrais. Se as tivessem procurado para divertimento do prazer humano — teriam introduzido sub-repticiamente o vício nos costumes humanos. Os deuses pediram que elas para si fossem representadas. Por que razão é então repelido o actor que com a sua arte presta culto aos deuses? E com que cara se desacredita o actor intérprete dessas torpezas teatrais, se se adoram aqueles que as exigem?

Engalfinhem-se nesta discussão os Gregos e os Romanos. Os Gregos julgam que procedem correctamente honrando os actores porque eles prestam culto aos deuses que exigem as representações cénicas; os Romanos, pelo contrário, nem sequer lhes permitem que com a sua presença desonrem uma tribo plebeia, e muito menos a Cúria Senatorial. Nesta discussão resolve o essencial da questão um raciocínio deste teor. Propõem os Gregos: se tais deuses devem ser venerados, também tais homens devem ser com certeza honrados. Contestam os Romanos: mas a tais homens de forma nenhuma se devem conceder tais honras. Concluem os Cristãos: portanto, de nenhum modo devem tais deuses ser venerados.

CAPÍTULO XIV

Platão, que numa cidade morigerada não deixou lugar para os poetas, foi melhor do que aqueles que desejaram que fossem os deuses venerados com representações cénicas.

E agora perguntamos nós — porque é que, como os actores, não são também havidos por desonrados os pró­ prios poetas, autores de tais fábulas, que contra os deuses proferem tão grosseiros insultos, a quem a Lei das Doze Tábuas proibiu de lesarem a reputação dos cidadãos? Por que razão é justo que se infamem os actores das ficções poéticas e das ignomínias dos deuses e se prestem honras aos seus autores? Não se deverá talvez dar antes a palma ao grego Platão que, quando concebeu a sociedade como ela devia ser, julgou que, como inimigos da verdade, deviam ser expulsos da cidade os poetas? Ele, na verdade, não pôde suportar, sem indignação, as injúrias aos deuses nem quis que os ânimos dos cidadãos fossem manchados e corrompidos por ficções. Compara agora tu a humanidade de Platão (que afasta da cidade os poetas para proteger os cidadãos), com a divindade dos deuses que reclamam jogos cénicos em sua honra. Aquele, para que tais coisas se não escrevessem, embora os não tenha persuadido com argumentos, opôs-se, todavia, à leviandade e lascívia dos Gregos; — os deuses, porém, coagiram com as suas ordens a gravidade e modéstia dos Romanos, para que tais poemas fossem representados. E não quiseram apenas que fossem representados: quiseram que lhes fossem dedicados, consa grados e solenemente celebrados. A quem deveria então a cidade prestar mais dignamente honras divinas, a Platão, que proibiu essas nefastas indecências, ou aos demónios, que se comprazem em assim enganarem os homens que aquele não conseguiu trazer à verdade?

Labeão foi de parecer que Platão devia ser colocado entre os semideuses, como Hércules e Rómulo. Punha, porém, os semideuses acima dos heróis, contando a uns e outros entre as divindades. Mas eu não tenho dúvidas em pôr estes semideuses acima dos heróis e até dos próprios deuses. As leis dos Romanos aproximam-se dos pontos de vista de Platão:
— este condena todas as ficções poéticas;
— aqueles por sua vez tiram aos poetas a liberdade de pelo me­nos maldizerem os homens;
— este impede os poetas de habitarem na sua própria cidade;
— aqueles pelo menos afastam os actores de fábulas poéticas do convívio da cidade. E, se tivessem a ousadia de, em alguma coisa, se oporem aos deuses (que suspiram por jogos cénicos) talvez fossem de toda a parte repelidos.

De forma nenhuma podem, portanto, os Romanos esperar ou receber dos seus deuses leis que formem bons costumes ou corrijam os maus. Os Romanos é que, com as suas leis, vencem e convencem os deuses:
— estes pedem jogos Génicos em sua honra — e são os Romanos que excluem de todos os cargos honoríficos os homens de teatro;
— os deuses ordenam que, em sua honra, se representem as vilanias divinas em ficções poéticas — e são os Romanos que proíbem a impudência dos poetas de atentar contra a dignidade dos homens.

Mas Platão, aquele semideus, não só se opôs à lascí­via de tais deuses, como também mostrou o que se devia aperfeiçoar na índole dos Romanos. Ele é que de forma nenhuma consentiu que, numa cidade bem organizada, vivessem os poetas, quer como inventores sem peias de mentiras, quer como expositores dos péssimos feitos dos deuses que deveriam ser imitados pelos desgraçados dos homens. Não é que reconheçamos Platão como um deus ou um semideus, nem o comparemos sequer com nenhum santo anjo de Deus Altíssimo, nem com um verdadeiro profeta, nem com qualquer apóstolo ou mártir de Cristo, nem mesmo com qualquer homem cristão. Se Deus nos ajudar, na altura própria apresentaremos a razão deste nosso parecer. Mas, já que quiseram fazer de Platão um semideus, julgamos que deve ser posto à frente, se não de um Rómulo e de um Hércules (embora este último, a acreditar nos ditos dos historiadores ou nas ficções dos poetas, não tenha morto seu irmão nem cometido infâmia alguma), pelo menos de um Priapo ou de qualquer Cinocéfalo ou, por fim, de uma Febre — divindades que os Romanos em parte importaram do estrangeiro e em parte eles mesmos constituíram como seus próprios deuses.

Como é que, pois, semelhantes deuses seriam capazes de prevenir com os seus preceitos e as suas leis tão graves males do espírito e dos costumes? — Ou, se já estavam arraigados, como é que os iam extir­par, eles que tiveram o cuidado de semear e de desenvolver os seus vergonhosos gérmenes? Porque quiseram dar aos seus crimes, reais ou fictícios, a solene publicidade do teatro, para que, graças à sua autoridade divina, se atiçasse o fogo, já tão maléfico, das paixões humanas? Foi bem em vão que Cícero, quando falava dos poetas, exclamou.
        «Quando lhes chegam o clamor e os aplausos do povo, como se de um grande e sapiente mestre se tratasse— que trevas se espargem! que terror que inspiram! que paixões que ateiam!» [2].

CAPÍTULO XV

Não foi a razão, mas a adulação que levou os Romanos a criarem para si alguns deuses.

Mas não será antes a adulação, mais do que a razão, o que levou os Romanos a elegerem os seus deuses, mesmo falsos como eram? Não julgaram digno nem sequer de um pequeno templo um Platão que têm como semideus, que tanto trabalhou com suas controvérsias para evitar os maiores males do espírito que corrompem os costumes humanos. Mas ao seu Rómulo, puseram-no à frente de muitos deuses, embora entre eles corra uma doutrina mais ou menos secreta que o apresenta mais como semideus do que como deus. Até lhe instituíram um flâmine, dignidade que, nas cerimónias sagradas, como o atesta o apex [3] que usavam, era superior à de sacerdote. Só havia três flâmines ao serviço de outros tantos deuses — o flâmine Dial para Júpiter, o Marcial para Marte e o Quirinal para Rómulo. A benevolência dos cidadãos chamou-lhe depois Quirino, quando ele foi recebido no Céu. E por isso Rómulo recebeu honras superiores às de Neptuno e Plutão, irmãos de Júpiter, e do próprio Saturno, pai deles. Para o engradece­rem, dedicaram-lhe o mesmo grau de sacerdócio que a Júpiter e a Marte, a este provavelmente atendendo a Rómulo, de quem é pai.

CAPÍTULO XVI

Se aos deuses interessasse para alguma coisa a justiça, seria deles que os Romanos teriam recebido as normas de conduta em vez de pedirem leis a outros homens.

Se os Romanos pudessem receber dos seus deuses normas de vida, não teriam, alguns anos depois da funda­ ção de Roma, tomado dos Atenienses as leis de Sólon. Todavia, não as conservaram como as receberam, mas tentaram torná-las melhores e mais correctas. Embora Licurgo tenha fingido que as instituiu para os Lacedemónios pela autoridade de Apoio — , os Romanos, prudentemente, não quiseram acreditar nisso, e consequentemente não as aceitaram como tais. Conta-se que Numa Pompílio, que no reino sucedeu a Rómulo promulgou algumas leis que na verdade de nenhuma forma eram suficientes para governar a cidade. Também lhes instituiu muitas solenidades sagradas. Não consta, porém, que ele tenha recebido dos deuses essas leis.

Mas dos males da alma, dos males da vida, dos males dos costumes (tão grandes que é deles que a República ruirá, mesmo que se mantenham de pé as cidades, como testemunham os seus mais doutos varões) nada os deuses fizeram para que tais males não atingissem os seus adoradores. Bem ao contrário — procuraram por todos os modos que eles aumentassem, como acima já ficou exposto.


(cont)

(Revisão da versão portuguesa por ama)




[1] Cum artem ludicram scaenamque totam in probo ducerent, genus id hominutn non modo honore civium reliquorum carere, sed etiam tribu moveri notatione censória voluerunt. Cícero, De republica, IV, 10.
[2] Ad quos cum accessit clamor et adprobatio populi, quasi magrti cujusdam et sapientis magistri, quas illi obducunt tenebras, quos invehunt metus, quas inflamrmnt cupiditatesl Cícero, De Republica, IV, 9.
[3] Apex (icis): tufo de lã na extremidade do barrete dos sacerdotes flâmines. Desta palavra é que vem o termo português ápice — extremidade superior ou ponta de alguma coisa.

Actos dos Apóstolos

Actos dos Apóstolos

II. EXPANSÃO DA IGREJA FORA DE JERUSALÉM [i]

Capítulo 8

Filipe e o eunuco etíope

26O Anjo do Senhor falou a Filipe e disse-lhe: «Põe-te a caminho e dirige-te para o Sul, pela estrada que desce de Jerusalém para Gaza, a qual se encontra deserta.» 27Ele pôs-se a caminho e foi para lá. Ora, um etíope, eunuco e alto funcionário da rainha Candace, da Etiópia, e superintendente de todos os seus tesouros, que tinha ido em peregrinação a Jerusalém, 28regressava, na mesma altura, sentado no seu carro, a ler o profeta Isaías. 29O Espírito disse a Filipe: «Vai e acompanha aquele carro

30Filipe, acorrendo, ouviu o etíope a ler o profeta Isaías e perguntou-lhe: «Compreendes, verdadeiramente, o que estás a ler?» 31Respondeu ele: «E como poderei compreender, sem alguém que me oriente?» E convidou Filipe a subir e a sentar-se junto dele. 32A passagem da Escritura que ele estava a ler era a seguinte:

Como ovelha levada ao matadouro,
e como cordeiro sem voz diante daquele que o tosquia,
assim Ele não abre a sua boca.
33Na humilhação se consumou o seu julgamento,
e quem poderá contar a sua geração?
Da face da terra foi tirada a sua vida!

34Dirigindo-se a Filipe, o eunuco disse-lhe: «Peço-te que me digas: De quem fala o profeta? De si mesmo ou de outra pessoa?» 35Então, Filipe tomou a palavra e, partindo desta passagem da Escritura, anunciou-lhe a Boa-Nova de Jesus. 36Pelo caminho fora, encontraram uma nascente de água, e o eunuco disse: «Está ali água! Que me impede de ser baptizado?» 37Filipe respondeu: «Se acreditas com todo o coração, isso é possível.» O eunuco respondeu: «Creio que Jesus Cristo é o Filho de Deus.»

38E mandou parar o carro. Ambos desceram à água, Filipe e o eunuco, e Filipe baptizou-o. 39Quando saíram da água, o Espírito do Senhor arrebatou Filipe e o eunuco não o viu mais, seguindo o seu caminho cheio de alegria. 40Filipe encontrou-se em Azoto e, partindo dali, foi anunciando a Boa-Nova a todas as cidades, até que chegou a Cesareia.



[i] (6,8-12,25)

O MELHOR REMÉDIO!

.
.




Acabei o ano velho e comecei o ano novo com uma forte constipação, coisa que normalmente deita qualquer homem abaixo.
Fico sem ânimo, sem força, sem vontade para nada, assim uma coisa do tipo, “deixem-me morrer”!!!
Para quem tem de quando em vez pedras nos rins, é um pouco ridículo que uma constipação me consiga derrotar mais do que as incríveis e insuportáveis dores que as “pedrinhas” provocam quando decidem passear por sítios onde não deviam estar.

Mas enfim, nada disso é importante quando penso que afinal a constipação também me ajuda a perceber a minha fraqueza, a minha debilidade, pois que, afinal, sendo eu tão grande, (em tamanho, apenas, claro), sou um fraco, um pequenino, um “desamparado”, quando tenho uma vulgar constipação.
E, claro, lá vem a comparação com as coisas que aconteceram e vão acontecendo na minha vida, algumas que foram tão difíceis, mesmo tão difíceis e “desesperantes”, e perante elas não me senti fraco, não me senti pequenino, não me senti desamparado, mas sim e ao contrário com uma enorme vontade de lutar e continuar em frente.

É que o “Panasorbe”, o “Ben-u-ron”, e restantes remédios, tiram a febre, tiram a dor, fazem até sentir melhor, mas não nos fazem companhia, não nos mostram caminho, não nos dizem, “estou aqui”!

Deus tem essa enorme e total diferença!
Pode permitir a dor, mas dá ânimo para a suportar, pode fazer-nos sentir pequeninos, mas é apenas para nos pegar ao colo, pode até permitir que quase nos desesperemos, mas tem sempre a mão estendida para nos agarrar e retirar das águas que nos querem afogar, pode permitir que nos sintamos sós, mas mal nos voltamos para Ele logo ouvimos: “Mas Eu estou aqui, Eu sempre estive aqui, nunca te abandonei!”

Acabo de escrever este texto e sinto-me renovado, contente, alegre mesmo, e quase me apetece dizer: Obrigado Senhor, pela doença, que me faz procurar, encontrar e viver o melhor “remédio” que existe!
O Teu Amor!!!

Convenhamos que, para começar o ano novo, é um óptimo pensamento, que se torna realidade se assim o desejarmos.


Marinha Grande, 3 de Janeiro de 2017
Joaquim Mexia Alves
.
.

«Santuario de San Antonio? Me han tocado 100.000 dólares en la lotería y os quiero dar el boleto»


   El padre Thomas Conway del santuario de San Antonio de Boston al cobrar el boleto de lotería

En Boston hay un santuario franciscano dedicado a San Antonio de Padua (stanthonyshrine.org) donde sucedió algo peculiar el pasado 10 de diciembre. Un hombre telefoneó al santuario para decir que había ganado 100.000 dólares en la lotería de Massachusetts (95.800 euros, o 16 millones de pesetas) y que quería entregar el boleto al santuario.

“No quería restringir el donativo de ninguna manera y no quería que su nombre figurase. El lunes [19 de diciembre] nos trajo el boleto. Ese mismo día lo llevamos a la Oficina de Lotería de Massachussetts y recibimos el cheque para el santuario”, explicó a la prensa el padre Thomas Conway, director del templo.

La encargada de atender a la llamada, Maryanne Rooney-Hegan, explicó como fue esa conversación: “Dijo: ‘son cien mil dólares y me gustaría que ustedes lo tuviesen, especialmente en este momento del año sé que pueden usarlo’. Yo me quedé aturdida, como poco. Pensé: ‘Dios mío, qué alma tan buena. Tiene un corazón mayor que un parque’. Y después me puse a llorar”.

El padre Conway describió la peculiar escena de la recogida del dinero en la oficina de la lotería. “Ahí estaba yo con mi hábito franciscano y un boleto de cien mil dólares y todos a mi alrededor cobrando en efectivo cantidades más pequeñas”, comenta entre risas. “Lo gracioso es que no es el tipo de cosas para las que te preparan en el seminario, pero son cosas que pasan”.

En realidad se cobraron 70.000 y el Estado se quedó 30.000 dólares en impuestos.

“El donante no pidió nada del premio para él, sino que dijo sólo ‘es vuestro, solo os lo quiero dar a vosotros’; es algo destacable”, comenta el franciscano.

El santuario de San Antonio está dedicado a un santo famoso por sus milagros, no recibe nada del obispado y se mantiene solo con donativos. Sus servicios de culto y, sobre todo, su multitud de servicios sociales, le cuestan 12.000 dólares al día que se pagan gracias a una infinidad de donantes. La mayoría de donativos llegan en Navidad y sirven para todo el año.

Con este dinero en concreto se financiarán:

- la fiesta para veteranos de guerra pobres de después de Navidad
- los regalos para los niños de familias necesitadas
- las comidas de esta temporada para las 500 familias que dependen de la caridad del santuario
- el sueldo de los músicos que participarán en los 14 servicios navideños de este fin de semana
 Y más actividades.

El santuario cuenta también con servicios de acompañamiento en el duelo, asesoría sobre adicciones, programas para ancianos en apuros, centros de recuperación del alcoholismo y otras acciones. El santuario tiene casi 70 años de historia de servicio a los necesitados. Ha visto muchos actos de generosidad y servicio, pero este ha sido de los más peculiares.

P.J.G./ReL24 diciembre 2016


Pequena agenda do cristão




Quarta-Feira



(Coisas muito simples, curtas, objectivas)


Propósito:

Simplicidade e modéstia.


Senhor, ajuda-me a ser simples, a despir-me da minha “importância”, a ser contido no meu comportamento e nos meus desejos, deixando-me de quimeras e sonhos de grandeza e proeminência.


Lembrar-me:
Do meu Anjo da Guarda.


Senhor, ajuda-me a lembrar-me do meu Anjo da Guarda, que eu não despreze companhia tão excelente. Ele está sempre a meu lado, vela por mim, alegra-se com as minhas alegrias e entristece-se com as minhas faltas.

Anjo da minha Guarda, perdoa-me a falta de correspondência ao teu interesse e protecção, a tua disponibilidade permanente. Perdoa-me ser tão mesquinho na retribuição de tantos favores recebidos.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?



03/01/2017

Devemos amar a Santa Missa

Luta por conseguir que o Santo Sacrifício do Altar seja o centro e a raiz da tua vida interior, de maneira que toda a jornada se converta num acto de culto – prolongamento da Missa que ouviste e preparação para a seguinte –, que vai transbordando em jaculatórias, em visitas ao Santíssimo, no oferecimento do teu trabalho profissional e da tua vida familiar... (Forja, 69)

Não compreendo como se possa viver cristãmente sem sentir a necessidade de uma amizade constante com Jesus na Palavra e no Pão, na oração e na Eucaristia. E entendo perfeitamente que, ao longo dos séculos, as sucessivas gerações de fiéis tenham vindo a concretizar essa piedade eucarística. Umas vezes com práticas multitudinárias, professando publicamente a sua fé; outras, com gestos silenciosos e calados, na sagrada paz do templo ou na intimidade do coração.

Antes de mais, devemos amar a Santa Missa, que deve ser o centro do nosso dia. Se vivemos bem a Missa, como não havemos depois de continuar o resto da jornada com o pensamento no Senhor, com o desejo ardente de não nos afastarmos da sua presença, para trabalhar como Ele trabalhava e amar como Ele amava? Aprendemos então a agradecer ao Senhor essa sua outra delicadeza: não quis limitar a sua presença ao momento do Sacrifício do Altar, mas decidiu permanecer na Hóstia Santa que se reserva no Tabernáculo, no Sacrário. (Cristo que passa, n. 154)

Temas para meditar - 681

Mandamento novo

O modo de actuar de Jesus e as Suas palavras, as Suas acções e os Seus preceitos constituem a regra moral da vida cristã.

Com efeito, estas Suas acções, e de modo particular o acto supremo da sua Paixão e morte na Cruz, são a revelação viva do seu amor ao Pai e aos homens. 

Este é o amor que Jesus pede que imitem quantos O seguem. 

É o mandamento «novo». 



(Btº joão paulo ii Enc.veritatis splendor 1993.08.06 nr. 20)

Evangelho e comentário

Tempo do Natal

Santíssimo Nome de Jesus

Evangelho: Jo 1, 21-24

Quando se completaram os oito dias para o Menino ser circuncidado, deram-Lhe o nome de Jesus, indicado pelo Anjo, antes de ter sido concebido no seio materno. Ao chegarem os dias da purificação, segundo a Lei de Moisés, Maria e José levaram Jesus a Jerusalém, para O apresentarem ao Senhor, como está escrito na Lei do Senhor: «Todo o filho primogénito varão será consagrado ao Senhor», e para oferecerem em sacrifício um par de rolas ou duas pombinhas, como se diz na Lei do Senhor.

Comentário:

Desde o princípio de toda a vida de Jesus a Escritura cumpre-se sem faltar um pormenor.

O que veio para confirmar e renovar a Lei não Se exime de a observar dando-nos, assim, um exemplo magnífico do que deve ser o nosso comportamento em relação às leis e regulamentos da sociedade.

Somos, os homens, todos iguais perante a Lei legítima e ninguém está isento seja a que título for, do seu cumprimento cabal.

(ama, comentário sobre Jo 1, 21-24, 2016.11.03)






Leitura espiritual

Leitura espiritual



A Cidade de Deus



Vol. 1

LIVRO II

CAPÍTULO IX

O que pensavam os antigos romanos dos desmandos poéticos que os Gregos, seguindo o parecer dos deuses, quiseram que fossem livres.

O que acerca disto pensavam os antigos romanos, atesta-o Cícero nos livros que escreveu sobre A República. Neles diz Cipião no decurso de uma discussão:
Nunca as comédias poderiam representar com êxito as suas tor­pezas se os hábitos de vida o não permitissem. [1]

Os gregos, mais antigos que os romanos, guardaram na sua opinião imoral uma certa lógica. Entre eles foi mesmo permitido por lei que se dissesse, numa comédia, referindo nomes, o que se quisesse acerca de quem se quisesse. Por isso, como diz o «Africano» nos mesmos livros:

Quem é que ela não tem atingido? ou antes — quem é que ela não vexou? a quem poupou? Que tenha maltratado homens conhecidos por ímprobos, revoltosos contra o estado, como Cleone, Cleofonte ou Hipérbolo — seja! [2].

Continua:
Embora cidadãos deste jaez devam ser postos a descoberto pelo censor de preferência a sê-lo pelo poeta — suportemo-lo. Mas a um Péricles que governou a sua própria cidade durante anos, com a maior autoridade, na paz e na guerra, vê-lo ultrajado em versos representados em cena não desagrada menos do que se o nosso Plauto ou Névio quisessem maldizer a Públio e a Gneu Cipião, ou Ceálio a Marco Catão [3].

E, um pouco depois, acrescenta:
— Pelo contrário, as nossas Doze Tábuas, tão parcimoniosas em sancionar a pena capital, eram-lhe porém favorá­veis quando alguém cantasse ou compusesse um poema atentando contra a reputação de alguém. Perfeitamente! Aos juízos dos magistrados e às suas legítimas decisões é que se deve expor a nossa vida, mas não devemos expô-la à imaginação dos poetas — e não devemos deixar que se profira nem um só ultraje a não ser com a condição de podermos responder e defendermo-nos em Tribunal [4].

Julguei que devia citar este texto do livro quarto de A República de Cícero, suprimindo ou alterando alguns pormenores para uma melhor compreensão. Vem muito a propósito do que pretendo explicar, se puder. Diz em seguida mais umas coisas e conclui esta passagem mostrando como aos antigos Romanos desagradava enaltecer ou ultrajar em cena um homem ainda em vida. Mas, como disse, os Gregos preferiram permiti-lo, porque lhes pareceu mais conveniente embora mais impudente; viam que os deuses aceitavam e lhes agradavam as infâmias não só dos homens mas também as dos próprios deuses, compostas para o teatro, fossem elas ficções dos poetas ou autênticas perversidades representadas no palco. E oxalá elas provocassem apenas o riso nos seus adoradores e não também a imitação. Teria sido orgulho demais respeitar a reputação das autoridades do Estado e dos cidadãos quando nem os deuses quiseram que a sua fama fosse poupada.

CAPÍTULO X

Com que arte de causar dano pretendem os demónios que se­jam narrados os seus falsos ou verdadeiros crimes.

Alegam em defesa dos deuses que o que deles se diz não é verdadeiro mas falso. Precisamente isso ainda mais execrável é, se tomares em consideração uma piedade autêntica. Mas, se reflectires na malícia dos demónios, que é que haverá de mais ardiloso e de mais hábil para enganar? Se se fala mal de um honesto, bom e útil príncipe da pátria — não é isso tanto mais indigno quanto mais afastado da verdade e mais alheio à sua vida? Que tormentos bastarão então, quando essa abominável, essa tamanha injúria se pratica contra um deus?

Mas os espíritos malignos, que eles têm por deuses, permitem que os homens lhes atribuam crimes que não cometeram, contanto que as suas mentes se deixem envolver nessas crenças como que em redes e os arrastem assim consigo para o suplício que lhes está destinado. Ou então quem os cometeu foram homens que gostam de ser havidos por deuses, que se comprazem nos erros humanos, pelos quais com mil artes de causar dano e de enganar, se propõem mesmo serem adorados. Ou ainda tais crimes por nenhum homem foram cometidos mas esses espíritos tão falazes aceitam de boa vontade que eles se inventem acerca dos deuses para que assim pareça que desceu do próprio céu à terra uma autoridade bastante idónea para perpetuar esses crimes e torpezas.

Como, porém, os Gregos se sentiam escravos de tais deuses, pensaram que, sendo estes vítimas de tantos e tão grandes ultrages no teatro, de forma nenhuma deviam ser os homens poupados pelos poetas: procediam assim porque pretendiam assemelhar-se aos seus deuses e porque receavam provocar a cólera destes se eles próprios, simples homens, gozassem de melhor reputação e, por isso, lhes passassem à frente.


CAPÍTULO XI

Entre os Gregos, os actores eram admitidos à administração pú­blica, porque seria injusto que fossem desprezados pelos homens os que aplacavam os deuses.

Nesta ordem de ideias consideraram os actores destas farsas dignos da não pequena honra de cidadania. Assim também no dito livro A República, se recorda que não só o ateniense Esquines, varão eloquentíssimo, que representou tragédias quando adolescente, se apossou da governação, mas também Arostodemo, igualmente actor trágico, foi várias vezes enviado pelos Atenienses a Filipe como embaixador principalmente para os assuntos de paz e de guerra. Não lhes parecia razoável que os actores da arte e dos jogos cénicos em que os deuses se compraziam, fossem atirados para o número dos desacreditados.

Era na verdade torpe, mas de certo totalmente de acordo com os seus deuses, o que faziam os Gregos que não ousavam subtrair à língua dos poetas e dos histriões a vida dos cidadãos que estava a ser lacerada. Viam que era depreciada a vida dos deuses com consentimento e prazer dos próprios deuses. Por isso, longe de na cidade sentirem desprezo para com os actores de tais torpezas nos teatros, vendo quão agradáveis eram para com os deuses seus senhores, consideraram-nos credores das mais altas honrarias.

De facto, que razões se poderiam encontrar para os Gregos honrarem os sacerdotes — porque, por seu intermédio, ofereciam vítimas agradáveis aos deuses— , mas considerarem infames os actores por cujo intermédio se oferecia este prazer ou honra reclamada pelos deuses que, em caso de omissão, teriam sofrido as consequências da sua cólera? Principalmente atendendo a que Labeão [5], que é tido pelo melhor perito neste género de matérias, distingue as divindades boas das divindades más pela diversidade do culto: e assim as más aplacam-se com matanças e súplicas tristes — e as boas com homenagens ale­gres e festivas tais como, segundo ele próprio diz, jogos, banquetes e lectistemia [6].

De tudo isto faremos, mais à frente, se Deus nos ajudar, um exame mais pormenorizado. Por agora, no que respeita ao presente assunto, quer se tributem todas as honras a todos os deuses, como se todos fossem bons (não me parece que haja deuses maus: e, todavia, todos estes, por serem espíritos imundos, são maus), quer se lhes atribuam certas honras a cada um conforme a sua categoria, como é o parecer de Labeão, estão absolutamente certos os Gregos ao honrarem tanto os sacerdotes, ministros dos sacrifícios, como os actores que exibem os espectáculos. Não aconteça que sejam convencidos de injustiça: em relação a todos os deuses, se os jogos a todos são agradáveis; ou então, o que é mais grave, em relação aos deuses que julgam bons, se os jogos só a estes agradam.

CAPÍTULO XII

Os Romanos, tirando aos poetas a liberdade em relação aos humanos e concedendo-a em relação aos deuses, pensaram melhor de si do que dos deuses.

Ora os Romanos, como se gloria Cipião na dita disputa de A República, não permitiram que a sua vida e reputação estivessem sujeitas às injúrias dos poetas e até prescreveram que devia ser condenado à morte o que ousasse compor um poema desse género. Isto que decidiram é realmente bastante honroso em relação a si próprios, mas, em relação aos seus deuses, é orgulhoso e ímpio. Sabendo que estes se deixavam denegrir pelos ultrajes e maldições dos poetas não apenas com paciência, mas até com prazer — consideram-se eles menos me­recedores dessas injúrias que os seus deuses. E até se defenderam deles ao abrigo da lei, ao passo que os deuses até isso misturaram nas suas solenidades e ritos sagrados. Afinal, Cipião, será que tu louvas a licença negada aos poetas romanos de infligirem uma ofensa a qualquer dos Romanos, quando estás a ver que eles não poupam nenhum dos vossos deuses? Será que te parece mais digna de estima a vossa Cúria do que o Capitólio, mais até Roma sozinha do que todo o Céu — pois que os poetas estão proibidos, mesmo por lei, de exercitarem a sua envenenada língua contra os teus compatriotas, mas podem tranquilamente lançar contra os teus deuses tanta zombaria sem que um único senador, um único censor, um único governante, um único pontífice o proíbam? Evidentemente que seria indigno que Plauto ou Névio dissessem mal de Públio e de Gneu Cipião, ou Cecílio de M. Catão; mas foi digno que o vosso Terêncio excitasse a perversidade dos adolescentes com os vícios de Júpiter Máximo e Óptimo?


(cont)

(Revisão da versão portuguesa por ama)




[1] Nunquam comoediae nisi consuetudo vitae pateretur, probare sua theatris plagitia potuissent. Cic., De republica, VI, 11-12.
[2] Quem ilia non adtigit? Vel potius quem non vexavit? cui pepercit? Esto, populares homines inprobas, in re publica sedetiosos, Cleonem, Cleophontem Hyperbolum laesit. Id. Ib.
[3] Patiamur etsi ejus modi cives a censore melius est quam a poeta notari. Sed Peridem, cum jam suae civitati maxima autoritate plurimos annos domi et belli praefuisset, uiolari versibus; et eos agi in scaena, non plus decuit quam si Plautus noster voluisset, aut Nevius Publio et Gneo Scipioni aut Caecilius Marco Catoni maledicere. Id. Ib.
[4] Nostrae contra duodecim tabulae cum perpaucas res capite sanxissent, in his hanc quoque sanciendam putaverunt, si quis occentavisset, sive carmen condidisset, quod infamiam faceret flagitiumne alteri. Preclare! Judiciis enim magistratuum, disceptationibus legitimes propositam vitam, non poetarum ingeniis habere debemus; nec probrum audire, nisi ea lege, ut respondere liceat, et judicio dependere. Id. Ib.
[5] Acerca deste misterioso Labeão (houve um M. Antistius Labeo jurisconsulto, contemporâneo de Augusto; um Cornelius Labeo, citado por Macróbio, Sénio e Lido, autor de De oráculo Apollinis Clarii e de De diis animalibus que parece ser o autor citado por Santo Agostinho). V. S. Muelleneisen, De G. Labeonis fragmentis, studiis, assectatoribus, Marburgo, 1889; Gabarron, Amobe, son oeuvre, Paris, 1921; George E. Mc Cracken, Amobius o f Sicca, The case against The pagans, Westminster, 1949, t. I, p 39 e segs e 259 e segs; Boehm, De Comelii Labeonis aetate, Königsberg, 1913; Niggetiet, De Comelio Labeone, Münster, 1908; Festugière, La Doctrine des « Viri Novi» sur l origitte et sur la vie des âmes d’aprés Amobe, em Memorial lagrange, Paris, 1940, pp 97-131.
[6] Lectistemium (pl.-a) era um banquete ritual em honra dos deuses. Colocavam-se as estátuas dos deuses em leitos (lectum, pl.-a) em frente da mesa com iguarias como se eles fossem os comensais.

Actos dos Apóstolos

Actos dos Apóstolos

II. EXPANSÃO DA IGREJA FORA DE JERUSALÉM [i]

Capítulo 8

Pedro e João na Samaria

14Quando os Apóstolos, que estavam em Jerusalém, tiveram conhecimento de que a Samaria recebera a palavra de Deus, enviaram para lá Pedro e João. 15Estes desceram até lá e oraram pelos samaritanos para eles receberem o Espírito Santo. 16Na verdade, não descera ainda sobre nenhum deles, pois tinham apenas recebido o baptismo em nome do Senhor Jesus. 17Pedro e João iam, então, impondo as mãos sobre eles, e recebiam o Espírito Santo.

18Ao ver que o Espírito Santo era dado pela imposição das mãos dos Apóstolos, Simão ofereceu-lhes dinheiro, 19dizendo: «Dai-me também a mim esse poder, para que aquele a quem eu impuser as mãos receba o Espírito Santo.» 20Mas Pedro replicou: «Vá contigo o teu dinheiro para a perdição, pois julgaste comprar o Dom de Deus com dinheiro. 21Neste assunto, não tens parte, nem herança, pois o teu coração não é recto diante de Deus. 22Arrepende-te, portanto, da tua má intenção e roga ao Senhor que te perdoe - se for possível - o projecto do teu coração. 23Vejo-te, efectivamente, a transbordar de fel e nos laços da iniquidade

24Simão respondeu: «Intercedei vós mesmos por mim junto do Senhor, para que não me aconteça nada do que acabais de dizer

25Quanto aos Apóstolos, depois de terem dado o seu testemunho e anunciado a palavra do Senhor, regressaram a Jerusalém, proclamando a Boa-Nova a muitas aldeias da Samaria.



[i] (6,8-12,25)

BELLÍSIMO CORO DE 500 VOCES CATÓLICAS

El 6 se grabó en la catedral de Pamplona (Navarra) esta felicitación musical para Francisco con motivo de su octogésimo cumpleaños, el 17 de diciembre. Se grabaron las piezas Immanuel de Michael Card e Iglesia Universal de Carlos Andrés Sánchez, esta última escrita para la ocasión y dedicada al Santo Padre. Esta iniciativa, denominada Proyecto Misericordia Roma, partió de la Agrupación Coral Laus in Voce del Colegio Miravalles-El Redín de Pamplona, y contó con el apoyo del arzobispado y la participación de todos los centros educativos concertados de Navarra, hasta un total de 500 personas.

13 de diciembre de 2016

Jesus Cristo e a Igreja – 140

Celibato eclesiástico: História e fundamentos teológicos

IV. O CELIBATO NA DISCIPLINA DAS IGREJAS ORIENTAIS

A fragmentação do sistema disciplinar no Oriente

…/20

A Legislação do II Concílio Trullano.

…/14

Para a Igreja Católica Ocidental, esta atitude dos Padres trullanos pode ser considerada com uma prova a mais, e não sem importância, a favor da própria tradição celibatária, que se considera apostólica e se fundamenta realmente sobre uma consciência comum à Igreja Universal antiga; por isso a tradição celibatária ocidental deve ser considerada verdadeira e justa.


Devemos ainda nos perguntar o que diz a história sobre essa mudança dirigida a obter uma base de apoio para as novas e até agora definitivas obrigações do celibato na Igreja Oriental. Os comentários dos canonistas da Igreja Bizantina a essa leitura dos cânones africanos permitem compreender que conheciam o texto original autêntico, e que desde o século XVI em adiante – como, por exemplo, o comentário de Mateo Blastares – recolhiam dúvidas sobre a exatidão das referências dos Padres do Concílio Trullano II aos textos africanos.
Os intérpretes modernos das disposições trullanas sobre o celibato admitem a inexatidão das referências, mas ao mesmo tempo afirmam que o Concílio tinha autoridade para mudar qualquer lei disciplinar para a Igreja Bizantina, e para adaptá-la às condições dos tempos. Fazendo uso desta autoridade podiam também mudar o sentido original dos textos para fazê-los concordar com o parecer e a vontade do próprio Concílio. Mas com toda certeza não era objetivamente lícito alterar o original atribuindo a esse uma autenticidade falsa.



(Cont)

Pequena agenda do cristão




TeRÇa-Feira


(Coisas muito simples, curtas, objectivas)


Propósito:
Aplicação no trabalho.

Senhor, ajuda-me a fazer o que devo, quando devo, empenhando-me em fazê-lo bem feito para to poder oferecer.

Lembrar-me:
Os que estão sem trabalho.

Senhor, lembra-te de tantos e tantas que procuram trabalho e não o encontram, provê às suas necessidades, dá-lhes esperança e confiança.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?