20/12/2015

Evangelho, comentário, L. espiritual



Tempo de Advento


Evangelho: Lc 1, 39-45

39 Naqueles dias, levantando-se Maria, foi com pressa às montanhas, a uma cidade de Judá. 40 Entrou em casa de Zacarias e saudou Isabel. 41 Aconteceu que, logo que Isabel ouviu a saudação de Maria, o menino saltou-lhe no ventre, e Isabel ficou cheia do Espírito Santo; 42 e exclamou em alta voz: «Bendita és tu entre as mulheres, e bendito é o fruto do teu ventre. 43 Donde a mim esta dita, que venha ter comigo a mãe do meu Senhor? 44 Porque, logo que a voz da tua saudação chegou aos meus ouvidos, o menino saltou de alegria no meu ventre. 45 Bem-aventurada a que acreditou, porque se hão-de cumprir as coisas que lhe foram ditas da parte do Senhor».

Comentário:

A presença de Jesus Cristo inspira sempre alegria naqueles que O reconhecem, porque, a alegria, é fruto da paz e Cristo é o Príncipe da Paz.

Estes tempos que antecedem o Seu Nascimento são, normalmente, tempos de alegria em que os homens, mesmo os mais “empedernidos” sentem alguma ternura no coração, como que um “amolecimento” na sua virulência ou má-disposição. Há, sem dúvida alguma, uma atitude generalizada de simpatia de uns para com os outros.

Tudo isto é fruto do Nascimento que se vai celebrar no dia vinte e cinco.

Se o nascimento de uma criança é sempre motivo de festa e alegria quanto mais o será o do próprio Salvador e Redentor da humanidade?

(ama, comentário sobre, Lc 1, 39-45, 2012.12.21)

Leitura espiritual


Eucaristia

A Presença Real de Cristo na Eucaristia - Parte I

…/ 1

Os "primeiros cristãos", os "reformadores protestantes" e os "modernos evangélicos" diante das palavras de Jesus sobre a Eucaristia...

- "O Corpo e o Sangue do Senhor deveriam experimentar um contínuo aumento de massa à medida que, por tantos séculos, todos os dias, se tem 'transubstanciado' pão e vinho" [i].

- "Quanto ao facto de (o Corpo de Cristo) estar num lugar (ou vários ao mesmo tempo, nas hóstias consagradas), já vos disse antes e vos intimo: não quero nada de matemáticas!" [ii].

INTRODUÇÃO [iii]

O presente trabalho tem por finalidade aproximar o leitor de fala portuguesa dos textos patrísticos mais importantes, bem como dos textos de outros escritores eclesiásticos antigos, sobre o modo da presença de Jesus Cristo na Eucaristia (real, simbólico, virtual, dinâmico etc.). Foram acrescentados também os textos de alguns "reformadores" do século XVI.

Os textos de alguns "modernos evangélicos" são aqui expostos para compará-los com o pensamento da Igreja do primeiro milênio e com o pensamento dos "reformadores" protestantes.

O que motivou este trabalho foi o surgimento na Internet de artigos que não apenas negam a realidade da presença de Jesus Cristo na Eucaristia, como também se atrevem a ironizá-la.
Neste artigo esses autores - e também os nossos leitores - descobrirão se as suas palavras e doutrinas se assemelham àquelas dos antigos cristãos e até mesmo dos hereges de todos os tempos.
É importante perceber nitidamente que a Igreja (Católica) não nasceu ontem; esquecer a História da Igreja é negar, na prática, a acção do Espírito Santo nestes últimos 2000 anos.

Com efeito, visto que estes "cristãos evangélicos" se aproximam das Escrituras "sem a mediação de tradições humanas" - segundo nos afirmam com notável insistência - o resultado inevitável é que cada geração de "evangélicos" deve recomeçar sua interpretação das Escrituras, como se eles fossem os primeiros a descobrir as dificuldades apresentadas pela Revelação e o texto bíblico, ou como se fossem os únicos capazes de interpretar as Escrituras "mediante uma exegese adequada".
Deste modo, obtém-se uma situação que, em qualquer outra área do saber humano, se tornaria a maior das negligências, isto é: os problemas, questões e soluções que foram feitos e fixados sobre o Evangelho no decorrer dos séculos tornam a ser tratados como se nunca ninguém os tivessem considerado antes[iv].

Sobre a doutrina eucarística, os exemplos são numerosos.
O discurso de Jesus em João 6, as palavras de instituição nos Sinópticos e nos testemunhos de Paulo, cuja misteriosa realidade impactou a Igreja de Deus desde sempre e provocou tanta aversão entre os inimigos da Igreja, são agora tratados pelos modernos opositores do mistério eucarístico como nunca ninguém tivesse lido as Escrituras antes deles.
E querem desde logo que a Igreja, ou pelo menos os católicos menos instruídos, aceitem essas novas interpretações, que depois certamente terão que abandonar para aceitar as próximas novidades interpretativas do "evangélico" seguinte que decida estudar os textos bíblicos como se fosse o primeiro a concluir e se convencer de que a sua interpretação é a autêntica "exegese adequada"[v].

Diante desta realidade, pareceu-me oportuno apresentar ao leitor o que outras pessoas pensaram e ensinaram acerca da Eucaristia, pessoas estas que conheciam as Escrituras muito melhor que qualquer um destes "evangélicos", e que foram tidos em vida - e também depois de falecidos - como autênticos discípulos de Cristo, estando muito mais próximos da Igreja Apostólica e possuindo o Espírito Santo tanto ou até mais que qualquer um dos que hoje se apresentam quase que como Sua atual personificação.

Citarei em primeiro lugar algumas expressões que o leitor pode encontrar nesses sites "evangélicos" e, a seguir, proporei os textos patrísticos e dos "reformadores" do século XVI: a contraposição de textos falará por si mesma.
Apresentarei também os textos patrísticos que são extraídos desses Sites "evangélicos" como "simbólicos", por serem lidos fora do contexto e sem o conhecimento das circunstâncias.

OS "CRISTÃOS EVANGÉLICOS"

Usarei textos do Site "evangélico" Conoceréis la Verdade, pertencente à denominação cristã evangélica batista.
Há na Internet (...) outros artigos anti-eucarísticos, mas este Site batista apresenta as objeções mais comuns neste sentido.
Aí é possível encontrar as seguintes doutrinas sobre a Eucaristia:

- "O Cristianismo evangélico afirma que (a Eucaristia) é apenas uma comemoração do momento em que Jesus representa o sentido de Seu sacrifício expiatório aos Seus discípulos.
Por consequência, por ser uma 'recordação', o resultado é que o pão continua sendo pão e o vinho continua sendo vinho"[vi].

- "E o comer Seu corpo físico seria canibalismo, um ato que Ele não aprovaria e muito menos recomendaria"[vii].

Comentando as palavras de Jesus na Última Ceia, diz também:

- "Ninguém poderia ter interpretado literalmente essa declaração, pois Ele estava ali sentado, em seu corpo físico, e sujeitando o pão em suas mãos. É óbvio que o pão era simbólico".

E ainda:

- "Podemos estar seguros de que nenhum dos discípulos de Cristo imaginou que o pão por Ele sustentado era Seu corpo literal. Que isto fosse o Seu corpo literal e, ao mesmo tempo, Cristo estar ali em seu corpo literal era impossível.
Tal fantasia não ingressou na mente dos presentes e não foi inventada a não ser muito tempo depois.
Certamente as palavras de Cristo não comunicaram tal coisa, nem temos qualquer razão para crer que os discípulos derivaram delas semelhante significado.
Foi o Papa Pio III quem fez do 'sacrifício' da Missa um dogma oficial em 1215"[viii].

Se lê também nesse Site expressões ofensivas e descaradas, como uma que afirma que a Eucaristia, como presença real de Jesus Cristo, seria parte de um "truque" para manter os católicos na Igreja, visto que fora da Igreja - conforme ensina a doutrina católica - não há celebração eucarística válida e, portanto, não há jeito de se receber o Corpo salvífico do Senhor a não ser participando das celebrações católicas: "O truque está aí", conclui o apologista baptista.

Assim, ou seja, pela doutrina eucarística, "o Catolicismo está separado, por um abismo intransponível, de todas as outras religiões e, especialmente, do Cristianismo evangélico".

Em um artigo sobre a Ceia do Senhor assinado por Guillermo Hernández Agüero, publicado no Site "Conoceréis la Verdad", faz-se uma fugaz referência ao que "alguns Padres patrísticos" ensinam acerca do pão eucarístico.
Não me causa espanto a magra apresentação "patrística" que ali se faz: uma das notas características do evangelismo fundamentalista é precisamente a atitude sectária de rejeitar na prática - e frequentemente também na teoria - a experiência e o pensamento dos cristãos, mártires e santos, pastores e simples fiéis que viveram antes de nós, sem excluir aquelas que são testemunhas valiosas da Igreja Apostólica e Pós-Apostólica.

Digo "magra apresentação patrística" porque esse artigo traz só 2 (duas) citações dos "Padres patrísticos" para ilustrar aos (desprevenidos) leitores do Site baptista:

- "Podemos nos aprofundar mais nos Padres, mas nosso tema neste caso é sobre a Santa Ceia [ix].
No entanto, há alguns Padres que podem nos dizer algo sobre o nosso tema [x]: 'Cristo, tendo tomado o pão e o tendo distribuído aos seus discípulos, o tornou seu corpo, dizendo: «Este é meu corpo», isto é, «a figura do meu corpo»' [xi].
Tertuliano dá-nos a entender que não ocorre uma transubstanciação com o pão; ao contrário, ensina-nos que isso é símbolo.
'O pão, depois da consagração, é digno de ser chamado «Corpo do Senhor», ainda que a natureza de pão permaneça nele' [xii], [xiii].
O interessante disto tudo, é que nem nos próprios Padres existe uma clareza sobre a Santa Ceia e menos ainda sobre a transubstanciação".

Estas duas citações de dois Padres, é todo o material patrístico que pode ser encontrado nos artigos "eucarísticos" do Site "Conoceréis la Verdad".
O leitor entenderá o porquê quando terminar de ler a presente (série de) artigo(s).

Hernández Agüero, depois de tentar desvirtuar o testemunho geral dos Padres (para que prevaleça o seu próprio testemunho, como é óbvio, e que ele afirmará ser "o que ensina a Bíblia"), pretende que seus leitores saibam "algo" do que "alguns Padres podem nos dizer acerca do nosso tema", mas suas duas citações dificilmente podem ser tidas seriamente como "algo", bem como seus dois Padres apenas podem cumprir o requisito mínimo para que se possa dizer "alguns Padres".

Pergunto então:
Pela mente destes "evangélicos", o que terá ocorrido com o mar de citações onde podemos ver os "Padres patrísticos" ensinarem a doutrina da presença real?
Não conhecem elas?
Não querem conhecê-las?
Não lhes interessa mostrar o que a Igreja pensava nos primeiros séculos?
Pois se eles conhecem essas citações, estaríamos diante de uma desonestidade intelectual bastante grosseira.
Mas, se pelo contrário, não as conhecem, por que falam do que não sabem, dando aos seus leitores uma visão totalmente falsa da realidade patrística?
Bem além do palavreado de Hernández Agüero, no seu artigo o leitor não poderá encontrar virtualmente nada do que os "Padres patrísticos" ensinaram sobre esta matéria.
Seja qual for a intenção desta indouta docência "evangélica", abandonamo-la ao juízo de Deus...

A seguir, percorrermos a História da Igreja em seus melhores expoentes - os Santos Padres, os grandes escritores e testemunhas da Fé antiga - de modo que o leitor poderá depois reconhecer qual é a doutrina que está separada "por um abismo intransponível" do que a Igreja ininterruptamente crê desde as suas origens [xiv].
Apresentaremos também o que os Pais do Protestantismo ensinavam acerca desse tema.
E para o benefício do leitor, acrescentaremos ainda uma breve resenha biográfica dos autores citados, que será mais detalhada naqueles mais antigos e mais resumida à medida que formos avançando nos séculos.

(cont)

p. juan carlos sack

Revisão da versão portuguesa por ama.




[i] Jetónio, evangélico
[ii] Martinho Lutero
[iii] Trabalho dedicado a Silvana, Adrián, Carlos e Pablo, José Luis e Claudio, que ou já regressaram ao lar (=a Igreja Católica), ou então já estão a caminho... Perseverança! OBS.: [A] Os comentários que aqui são feitos têm por finalidade esclarecer o contexto histórico das citações ou ressaltar algum aspecto importante. As citações bíblicas que aparecem nos textos entre colchetes ou parêntesis são sempre acréscimos; o que segue entre colchetes nos textos patrísticos ou de outros autores são acréscimos feitos para se compreender o contexto. [B] O artigo [completo] contém textos de 80 autores patrísticos e ainda alguns outros. (...)
[iv] Devemos, no entanto, matizar esta afirmação, já que na verdade ninguém consegue se libertar de toda espécie de tradição na hora de ler as Escrituras, de modo que até os "evangélicos" "mais bíblicos" receberam, juntamente com as Escrituras, uma certa chave de interpretação. Tendo deixado isto bem claro, também é correto o que afirmamos, a saber: as correntes "evangélicas" fundamentalistas pretendem fazer uma leitura das Escrituras ignorando tudo o que os outros cristãos antes deles pensaram sobre as mesmas; costumam a chamar isso de "leitura sem preconceitos".
[v] A expressão "exegese adequada" aplicada aos textos eucarísticos encontra-se pelo menos no Site "Conoceréis la Verdad", onde se afirma, no artigo "A Teoria da Transubstanciação", que o crente deveria rejeitar a interpretação da Igreja Católica baseado no "senso comum" e numa "exegese adequada". Resta averiguar com base em quê se poderia chamar "adequada" a exegese desse Site e "não adequada" ou "falta de senso comum" à exegese de Justino [de Roma] e Inácio de Antioquia (séculos I e II), ou a de Agostinho [de Hipona] e João Crisóstoo (séculos IV e V), ou a de Tomás de Aquino (século XIII), para mencionar apenas alguns.
[vi] O autor dessas linhas se apresenta tacitamente como o porta voz do Cristianismo evangélico... Pode então ser comparado, por exemplo, com o que Lutero pensava sobre este tema (ver mais adiante, nesta série de artigos).
[vii] As acusações de canibalismo, repetidas aqui pelo "evangélico" batista, não são senão repetição das mesmas acusações feitas pelos pagãos anticristãos dos dois primeiros séculos. Uma coincidência que não deixa de causar surpresa!
[viii] A presença real de Cristo na Eucaristia e o aspecto sacrificial da celebração, ainda que intimamente ligadas, são dois aspectos diferentes do mistério eucarístico, que o autor batista aqui confunde. Quão errônea é a afirmação segundo a qual a interpretação realista das palavras da Última Ceia são tão tardias quanto o século XIII poder-se-á comprovar ao longo [desta série de artigos]. Além disso, o que é de 1215 (ou mais exatamente 1202) é o surgimento da palavra "transubstanciação" em um documento da Igreja. E, finalmente, o Papa Pio III reinou em 1503 e não em 1215. Logo, o Papa em questão é, na verdade, Inocêncio III.
[ix] O que até aqui Hernández Agüere fez em seu artigo não foi "aprofundar" nos Padres, mas tentar desautorizá-los por suas supostas "contradições".
[x] Há "alguns Padres que podem nos dizer algo sobre o nosso tema" - diz Hernández, citando [só] DOIS Padres. Espero que após ler este artigo, o sr. Hernández Agüero possa encontrar mais alguns que possam nos "dizer algo" sobre o nosso tema.
[xi] Tertuliano, Contra Marcião 4:40
[xii] Crisóstomo, Epístola a Cesarium
[xiii] Retornaremos a estas citações de Tertuliano posteriormente.
[xiv] Numa colecção mais ampla de textos em espanhol encontramos em "A Presença Real de Cristo na Eucaristia", de José A. de Aldama, Edicep, Valência, 1993; empregarei este livro em muitas citações. [Em inglês, temos] também "The Faith of the Early Fathers", em 3 volumes, de William A. Jurgens. A melhor coleção em espanhol é, sem dúvida, "Textos Eucarísticos Primitivos", do Pe. Jesús Solano (sj), em 2 volumes. Uma coleção mais simples, porém com muitíssimo material apologético, temos em "Bíblia y Eucaristia", de Ernesto Bravo (sj). O facto totalmente indiscutível é que qualquer cristão que queira saber o que ensinaram antes de nós todos os melhores líderes do Cristianismo primitivo acerca da presença de Cristo na Eucaristia terá que recorrer à literatura católica. Por que será?

Igreja e Ciência – 1

Resultado de imagem para ciencia igreja catolicaHarmonia entre a Ciência e a Igreja

Analisando as bases do cristianismo é fácil perceber que ele é uma religião diferente das outras pois, além da fé, é baseado na racionalidade

Num pronunciamento na catedral da cidade alemã de Colónia, em 15 de Novembro de 1980, o papa João Paulo II constatou que a relação entre a Ciência e a Igreja era muito mais harmoniosa na prática do que na parecia na teoria.
Na ocasião o papa dirigia-se a estudantes e professores universitários pela recordação dos 700 anos de falecimento de Santo Alberto Magno.
O santo alemão é doutor da Igreja e padroeiro dos cientistas.
Foi frade dominicano e seu intelecto abrangeu todas as áreas de conhecimento da época, desde a teologia, a filosofia, até as ciências naturais.
Apesar de não ter havido muitos outros como ele na abrangência de conhecimentos investigados, há inúmeros outros que dedicaram suas vidas à fé e à ciência.
Foi em relação a estas pessoas que se referiu o papa.

alexandre zabot 

(revisão da versão portuguesa por ama)


(cont)

A luta contra a soberba há-de ser constante

“Grande coisa é saber-se nada diante de Deus, porque é assim mesmo” (Sulco, 260)

O outro inimigo, escreve S. João, é a concupiscência dos olhos, uma avareza de fundo que nos leva a valorizar apenas o que se pode tocar. Os olhos ficam como que pegados às coisas terrenas e, por isso mesmo, não sabem descobrir as realidades sobrenaturais. Podemos, portanto, socorrer-nos desta expressão da Sagrada Escritura para nos referirmos à avareza dos bens materiais e, além disso, àquela deformação que nos leva a observar o que nos rodeia - os outros, as circunstâncias da nossa vida e do nosso tempo - só com visão humana.

Os olhos da alma embotam-se; a razão crê-se auto-suficiente para compreender todas as coisas, prescindindo de Deus. É uma tentação subtil, que se apoia na dignidade da inteligência, da inteligência que o nosso Pai, Deus, deu ao homem para que O conheça e O ame livremente. Arrastada por essa tentação, a inteligência humana considera-se o centro do universo, entusiasma-se de novo com a falsa promessa da serpente, sereis como deuses, e, enchendo-se de amor por si mesma, volta as costas ao amor de Deus.


(...) A luta contra a soberba há-de ser constante, pois não se disse já, dum modo tão gráfico, que essa paixão só morre um dia depois da morte da pessoa? É a altivez do fariseu, a quem Deus se mostra renitente em justificar por encontrar nele uma barreira de auto-suficiência. É a arrogância que conduz a desprezar os outros homens, a dominá-los, a maltratá-los, porque, onde houver soberba aí haverá também ofensa e desonra. (Cristo que passa, 6)

Temas para meditar - 551

Vontade de Deus



Quem ama a Deus deve embarcar na Sua nave, resolvido a seguir a rota assinalada pelos Seus Mandamentos, pelas directrizes de quem o representa e pelas situações e circunstâncias da vida que Ele permite.



(a. luciani, (joão paulo i) Ilustríssimos Senhores, nr. 127-128)

Os desastres naturais são um castigo divino? 2

Furacões, terremotos, inundações...


Eles acontecem por causa dos pecados humanos?
Eles são "obra de Deus"?

…/2

São João Paulo II, em sua carta apostólica “Salvifici doloris”, usa a história bíblica de Job para ensinar que o sofrimento nem sempre é um castigo.
Explica que Job foi atingido por “inúmeros sofrimentos” e que os seus amigos diziam que ele provavelmente tinha feito algo mau para merecer isso.
Segundo eles, o sofrimento sempre é o castigo por um crime realizado; é enviado por um Deus absolutamente justo e por motivos de justiça.

“Este, a seu ver – afirma São João Paulo II –, pode ter sentido somente como pena pelo pecado; e portanto, exclusivamente no plano da justiça de Deus, que paga o bem com o bem e o mal com o mal”.
Acontece a mesma coisa quando as pessoas dizem que as catástrofes naturais são “obra de Deus”.

São João Paulo II diz que a história de Job demonstra que esta afirmação é falsa.
Escreve: “Se é verdade que o sofrimento tem um sentido como castigo, quando ligado à culpa, já não é verdade que todo o sofrimento seja consequência da culpa e tenha carácter de castigo. A figura do justo Job é disso prova convincente no Antigo Testamento. A revelação, palavra do próprio Deus, põe o problema do sofrimento do homem inocente com toda a clareza: o sofrimento sem culpa. Jó não foi castigado; não havia razão para lhe ser infligida uma pena, não obstante ter sido submetido a uma duríssima prova”.


(cont)

19/12/2015

Índice de publicações em 19 Dez

nunc coepi – Índice de publicações em Dez 19

São Josemaria – Textos

AMA (Advento)

Ano jubilar da misericórdia

AMA - Comentários ao Evangelho Lc 1 5-25, Leitura espiritual - Verdade do Cristianismo - JOSEPH RATZINGER (BENTO XVI) Joseph Ratzinger (Bento XVI)

Desastres naturais

São Tomás de Aquino – Suma Teológica, Suma Teológica - Quest 38 Art. 4

AT - Salmos – 48


Agenda Sábado

Ano Jubilar da Misericórdia - 12

Resultado de imagem para ano da misericórdiaObras de misericórdia

7) Enterrar os mortos

Cristo não tinha lugar para ser sepultado.
Um amigo, José de Arimateia, cedeu-lhe o seu túmulo.
Mas não só isso, teve a valentia de se apresentar diante de Pilatos e pedir-lhe o corpo de Jesus.
Nicodemos também participou, ajudando a sepultá-lo. [i]

Enterrar os mortos parece um mandato supérfluo, porque – de facto – todos são enterrados.
Mas, por exemplo, em tempo de guerra, pode ser um mandato muito exigente.
Porque é importante dar sepultura digna ao corpo humano?
Porque o corpo humano foi alojamento do Espírito Santo.
Somos “templos do Espírito Santo” [ii].

prelatura do opus dei, NOTÍCIAS 29 de Novembro de 2015

(cont)



[i] Jo 19, 38-42
[ii] 1 Cor 6, 19