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08/11/2016

Fue el terremoto en Italia un «castigo divino»?

El Vaticano responde a la fuerte polémica surgida

Así quedó la Basílica de San Benito en Norcia

Frente a la religiosidad natural que dice que las víctimas de un desastre natural son parte de un castigo de Dios a la humanidad, Jesús ofrece la otra cara cuando en el Evangelio de Lucas (13, 4-5) pregunta si “aquellos dieciocho sobre los que se desplomó la torre de Siloé matándolos, ¿pensáis que eran más culpables que los demás hombres que habitaban en Jerusalén? No, os lo aseguro; y si no os convertís, todos pereceréis del mismo modo”.

Algo parecido ha ocurrido durante estos días ante la polémica suscitada en Italia después de que en Radio María un sacerdote relacionase el terremoto que ha sacudido recientemente Italia con la aprobación de las uniones homosexuales considerándolo así un “castigo divino”. Y desde el Vaticano han condenado las palabras de este sacerdote.

"Consecuencias del pecado original"
El padre Giovanni Cavalcoli dijo en antena que “desde el punto de vista teológico estos desastres son consecuencias del pecado original, por tanto se pueden considerar verdaderamente como un castigo del pecado original.  También si la palabra no gusta, la digo igual, es una palabra bíblica, no hay ningún problema. Naturalmente, se necesita entender bien qué cosa se entiende por castigo”.

Y añadía que “se tiene la impresión que estas ofensas se causan a la ley divina, piensen en la dignidad de la familia, la dignidad del matrimonio, a la misma dignidad de la unión sexual”. Era en opinión de este sacerdote para pensar que “estamos delante, llamémoslo de un castigo divino”.


El Vaticano critica duramente las palabras del sacerdote
Sin embargo, en el Vaticano no están de acuerdo con estas afirmaciones ni en considerar un “castigo divino” este terremoto. Así lo ha manifestado, Giovanni Angelo Becciu, sustituto de la Secretaría de Estado del Vaticano, que ha considerado que “son afirmaciones ofensivas para los creyentes y escandalosas para quien no cree”.

Para el representante vaticano las palabras de este sacerdote “datan del periodo precristiano y no responden a la teología de la Iglesia porque son contrarias a la visión de Dios que nos ofrece Cristo”.

"Ofende a la misma Virgen"
Tras pedir perdón a las víctimas de esta catástrofe, monseñor Becciu añadió en declaraciones a la agencia ANSA que “quien evoca el castigo divino en los micrófonos de Radio María ofende al mismo tiempo el nombre de la Virgen, que para los creyentes es vista como la Madre misericordiosa que se inclina sobre sus hijos llorosos y limpia sus lágrimas, sobre todo en momentos terribles como el terremoto”.

“No podemos no pedir perdón a nuestros hermanos golpeados por esta tragedia del terremoto por ser señalados como víctimas de la ira de Dios. Sabemos al contrario que tienen la simpatía, la solidaridad y el apoyo de la Iglesia, de quien tiene algo de corazón”.

30/12/2015

Os desastres naturais são um castigo divino? 9

Furacões, terremotos, inundações...


Eles acontecem por causa dos pecados humanos?
Eles são "obra de Deus"?

…/9

São João Paulo II ensinou que Cristo elevou o sofrimento humano ao grau da redenção.

Quando sofremos, nós nos unimos ao sofrimento de Cristo, quem, sendo inocente, sofreu a morte pela nossa salvação.
Deus está presente nos desastres naturais, não como alguém que manda um castigo, mas como Aquele a quem nos dirigimos quando estas coisas acontecem, e o único que pode nos oferecer uma felicidade eterna.

Ele sabe que nós sofremos, assim como Jesus sofreu por nós para poder chegar a um mundo no qual, um dia, todas as coisas se farão novas e as catástrofes não mais existirão.


caitlin bootsma 

29/12/2015

Os desastres naturais são um castigo divino? 8

Furacões, terremotos, inundações...


Eles acontecem por causa dos pecados humanos?
Eles são "obra de Deus"?

…/8

Todos nós já vimos exemplos de pessoas que mudaram para melhor graças à forma como responderam em circunstâncias terríveis: bombeiros que arriscam suas vidas pela dos outros, famílias que deixam de lado suas diferenças e se unem em épocas de crise, pessoas que aprendem a valorizar a oração acima das coisas materiais que perderam no desastre natural…
No meio ao sofrimento do mundo, existe uma grande oportunidade de recorrer a Cristo e esperar uma felicidade eterna com Ele.

Nossa própria resposta aos desastres naturais deveria ser a de nos aproximarmos mais do nosso Senhor em nossos sofrimentos e reconhecer que somente nele podemos esperar uma felicidade definitiva.

Muitos lugares, com diferentes níveis de prosperidade, beleza e prestígio, foram arrasados completamente pelas catástrofes naturais ao longo dos anos.
Tais acontecimentos destroem a vida de ricos e pobres e, muitas vezes, fazem que as pessoas reflictam sobre suas prioridades de fé, família, amizade.


(cont)

28/12/2015

Os desastres naturais são um castigo divino? 7

Furacões, terremotos, inundações...


Eles acontecem por causa dos pecados humanos?
Eles são "obra de Deus"?

…/7

Ainda que Deus não mande as catástrofes, o Pe. John Flader explica, em um artigo da versão australiana do “Catholic Weekly”, que o sofrimento produzido neste tipo de acontecimentos pode ser uma oportunidade de receber a graça e, dessa maneira, evitar o sofrimento definitivo da separação de Deus.

O Pe. Flader escreve: “Deus permite os desastres naturais porque, em sua infinita sabedoria, sabe que pode ajudar  em seu propósito de atrair almas à vida eterna. Apesar do mal, Deus nos dá algo bom. Além disso, sabemos que ‘tudo coopera para o bem daqueles que amam a Deus’ [i]”.

“Sem dúvida – afirma o Pe. Flader –, o bem surge de forma ostensível no imenso sofrimento que se produz em um desastre natural. As pessoas percebem quão frágil é a sua vida e quão incerta é sua existência na Terra; sentem a necessidade de se arrepender dos seus pecados e de se dirigir a Deus com uma oração mais confiante.”

(cont)



[i] Rom 8, 28

27/12/2015

Os desastres naturais são um castigo divino? 6

Furacões, terremotos, inundações...


Eles acontecem por causa dos pecados humanos?
Eles são "obra de Deus"?

…/6

A natureza do mundo mudou com a Queda, mas voltou a mudar com a morte de Jesus Cristo na cruz.
Quando Cristo morreu por todos nós, deu-nos a possibilidade de uma vida eterna.

Como cristãos, reconhecemos que o sofrimento físico é temporal, mas a separação de Deus tem consequências eternas.
São João Paulo II escreveu que o “o homem ‘morre’ quando perde a vida eterna”.
O contrário da salvação não é o sofrimento temporal, mas o sofrimento definitivo, a perda da vida eterna, ser rejeitados por Deus; é a condenação.
   


(cont)

23/12/2015

Os desastres naturais são um castigo divino? 5

Furacões, terremotos, inundações...


Eles acontecem por causa dos pecados humanos?
Eles são "obra de Deus"?

…/5

O Catecismo ensina que, então, a harmonia com a criação foi rompida; a criação visível se tornou estranha e hostil ao homem. Por causa do homem, a criação é submetida à “servidão da corrupção” [i].

Devido à Queda, a natureza já não tem uma ordem perfeita. A
pesar de haver muito bem na natureza, também ocorrem desastres, como inundações, furacões e tornados.
Tais fenómenos não são directamente uma “obra de Deus”, mas sim o resultado da imperfeição do mundo natural. Tal imperfeição não vem de Deus, mas do mal.
É natural e lógico que as pessoas se horrorizem diante das consequências destes desastres naturais, mas não são obras de Deus, senão que têm sua origem no mal.

Ainda que Deus não tenha mandado o sofrimento que procede das tragédias e dos desastres naturais, em sua providência, Ele convida-nos, por meio do nosso sofrimento, a que nos aproximemos dele – do Deus que não poupou seu próprio Filho, permitindo que carregasse todo o peso do mal em sua crucificação.
  

(cont dia 27)




[i] Catecismo da Igreja Católica, 400

22/12/2015

Os desastres naturais são um castigo divino? 4

Furacões, terremotos, inundações...


Eles acontecem por causa dos pecados humanos?
Eles são "obra de Deus"?

…/4

Antes da queda de Adão e Eva (e, portanto, de toda a humanidade), existia uma harmonia entre o homem, os animais e a natureza, e o homem tinha a tarefa de cuidar da criação. O primeiro capítulo da Bíblica conta-nos: “Deus viu tudo quanto havia feito e achou que era muito bom[i].

Quando Adão e Eva cometeram o pecado original, uma das primeiras consequências foi o rompimento desta harmonia. O Senhor disse ao homem: “Porque ouviste a voz da tua mulher e comeste da árvore, de cujo fruto te proibi comer, amaldiçoado será o solo por tua causa. Com sofrimento tirarás dele o alimento todos os dias de tua vida. Ele produzirá para ti espinhos e ervas daninhas, e tu comerás das ervas do campo” [ii].
Deus não ordenou a corrupção da criação nesse momento – como indicaram muitos especialistas –, mas se lamentou pela inevitável consequência de corrupção e de morte que o mal traz consigo.
O pecado original não só afecta a alma dos homens e das mulheres, mas também traz desordem ao mundo natural.


(cont)




[i] Gn 1, 31
[ii] Gn 3,17-18

21/12/2015

Os desastres naturais são um castigo divino? 3

Furacões, terremotos, inundações...

Eles acontecem por causa dos pecados humanos?
Eles são "obra de Deus"?

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Um exemplo do Novo Testamento: Cristo fala desta situação quando 18 pessoas morreram quando uma torre caiu.
Ele disse: “E aqueles dezoito que morreram quando a torre de Siloé caiu sobre eles? Pensais que eram mais culpados do que qualquer outro morador de Jerusalém? Eu vos digo que não” [i].
Aqui, Jesus nos recorda que os que sofrem não são necessariamente mais pecadores que os que não sofrem.

Quando Deus criou a natureza, tudo era bom.
Mas quando o pecado entrou no mundo,  também a natureza se viu afectada.
A corrupção da criação perfeita por meio do pecado deu espaço aos desastres naturais.


(cont)




[i] Lc 13, 4-5

20/12/2015

Os desastres naturais são um castigo divino? 2

Furacões, terremotos, inundações...


Eles acontecem por causa dos pecados humanos?
Eles são "obra de Deus"?

…/2

São João Paulo II, em sua carta apostólica “Salvifici doloris”, usa a história bíblica de Job para ensinar que o sofrimento nem sempre é um castigo.
Explica que Job foi atingido por “inúmeros sofrimentos” e que os seus amigos diziam que ele provavelmente tinha feito algo mau para merecer isso.
Segundo eles, o sofrimento sempre é o castigo por um crime realizado; é enviado por um Deus absolutamente justo e por motivos de justiça.

Este, a seu ver – afirma São João Paulo II –, pode ter sentido somente como pena pelo pecado; e portanto, exclusivamente no plano da justiça de Deus, que paga o bem com o bem e o mal com o mal”.
Acontece a mesma coisa quando as pessoas dizem que as catástrofes naturais são “obra de Deus”.

São João Paulo II diz que a história de Job demonstra que esta afirmação é falsa.
Escreve: “Se é verdade que o sofrimento tem um sentido como castigo, quando ligado à culpa, já não é verdade que todo o sofrimento seja consequência da culpa e tenha carácter de castigo. A figura do justo Job é disso prova convincente no Antigo Testamento. A revelação, palavra do próprio Deus, põe o problema do sofrimento do homem inocente com toda a clareza: o sofrimento sem culpa. Jó não foi castigado; não havia razão para lhe ser infligida uma pena, não obstante ter sido submetido a uma duríssima prova”.


(cont)

19/12/2015

Os desastres naturais são um castigo divino?

Furacões, terremotos, inundações...


.../1

Eles acontecem por causa dos pecados humanos?
Eles são "obra de Deus"?

Milhões de pessoas inocentes sofrem os efeitos de acidentes ou desastres naturais.

Não sabemos a razão pela qual Deus permite os desastres naturais, mas Ele não é indiferente ao sofrimento.

Sabemos que, no começo, Deus criou a natureza e a abençoou.

Quando Adão e Eva pecaram, o mal entrou no mundo e esta desordem também afectou a natureza (criando a possibilidade de que haja desastres naturais).

As catástrofes não são “obra de Deus” no sentido de queridas por Ele como tais. 
Inclusive nestas situações de desastre, o sofrimento de Cristo está unido ao das pessoas, porque Jesus tenta levar todos até Ele.

Muitas pessoas sofrem quando as catástrofes as atingem, incluindo aquelas que nunca cometeram pecados graves ou tiveram más condutas.


(cont)