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24/01/2017

Jesus Cristo e a Igreja – 142

Celibato eclesiástico: História e fundamentos teológicos

IV. O CELIBATO NA DISCIPLINA DAS IGREJAS ORIENTAIS

A fragmentação do sistema disciplinar no Oriente

…/23

A Legislação do II Concílio Trullano.

…/17


Ao que se refere às inovações oficialmente introduzidas pelo Concílio Trullano na questão da continência dos clérigos, que reconduzem o conceito neo-testamentário do ministro sagrado ao conceito levítico do Antigo Testamento, devemos nos perguntar como se podia continuar fazendo isso quando o serviço efetivo do altar se estendeu, também na Igreja Oriental, a todos os dias da semana.
Se fossem consideradas as razões adotadas para o uso do matrimónio por parte dos sacerdotes vetero-testamentário, deveria ter voltado à completa continência dos sacerdotes, diáconos e subdiáconos tal como se praticava no Ocidente, em atenção às disposições do mesmo Concílio Trullano.
Mas isso não se fez em nenhuma parte e desse modo o serviço do altar e o ministério do Santo Sacrifício foram desligados da continência, apesar de que sempre haviam estado unidos a ela, pois eram considerados seu motivo último.


Nas Igrejas particulares unidas à Bizantina, que aceitaram a disciplina trullana, não se verificou nos séculos seguintes nenhuma mudança na práxis do celibato dos ministros sagrados. Às comunidades orientais que se uniram a Roma foi concedido po­der de continuar na sua tradição celibatária diferente.
Mas o retorno dos “uniatas” à práxis latina de continência completa não só não encontrou oposição, mas também foi positiva e favoravelmen­te aceita.

O reconhecimento da diversidade de disciplina conce­dido pelas autoridades centrais de Roma pode ser considerado como um nobre respeito, mas dificilmente como aprovação oficial da mudança da antiga disciplina da continência. Essa opinião pa­rece estar sustentada pela reação oficial que teve a Santa Sé frente ao Concílio Trullano II, como já assinalamos anteriormente.



(Cont)

17/01/2017

Jesus Cristo e a Igreja – 141

Celibato eclesiástico: História e fundamentos teológicos

IV. O CELIBATO NA DISCIPLINA DAS IGREJAS ORIENTAIS

A fragmentação do sistema disciplinar no Oriente

…/22

A Legislação do II Concílio Trullano.

…/16

O facto de haver conservado para os bispos da Igreja Oriental a mesma severa disciplina sobre a continência que se praticou sempre em toda a Igreja, pode ser considerada como um resíduo na legislação trullana de uma tradição que sempre considerou unidos a todos os graus da Ordem Sagrada numa mesma obrigação de completa continência.


Também não se compreende porque se conservou, com todo rigor, na Igreja Oriental a condição de admitir um único matrimónio entre os candidatos ao sacerdócio casados. Como já vimos (e veremos mais detalhadamente) essa condição tem só um significado razoável em função de um empenho definitivo na continência completa.


É ainda pouco compreensível a proibição absoluta de se contrair matrimónio depois da sagrada Ordenação, que se mantém ainda quando aos ministros sagrados, desde o sacerdote até abaixo, lhes está permitido o uso do matrimónio.



(Cont)

27/12/2015

Igreja e Ciência – 2

Resultado de imagem para ciencia igreja catolicaHarmonia entre a Ciência e a Igreja

…/2

De facto, analisando as bases do cristianismo é fácil perceber que ele é uma religião diferente das outras pois, além da fé, é baseado na racionalidade.
Deus se manifesta e é o Logos encarnado que se comunica com o homem.
Percebendo que o universo pode ser compreendido intelectualmente, ou seja, é inteligível, o homem se lança neste empreendimento magnífico chamado ciência.
Não só as ciências naturais, mas todas elas, as humanas, as filosóficas e, por que não, a teologia.
Ou seja, o cristianismo dá bases para que o homem possa ter a pretensão de compreender não só o mundo, mas o próprio Deus.
Claro que nossa capacidade é limitada, mas a vontade parece que não.
Se o cristianismo pode ser identificado como uma religião racional, a relação entre a Igreja e a Ciência deve ser harmoniosa.
Evidentemente que houve alguns momentos de atrito, mas foram mínimos e via de regra hoje muito mal compreendidos.
Na sua última coluna o Marcio clarificou alguns mitos sobre Galileu.

(cont)

alexandre zabot 

(revisão da versão portuguesa por ama)

20/12/2015

Igreja e Ciência – 1

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Analisando as bases do cristianismo é fácil perceber que ele é uma religião diferente das outras pois, além da fé, é baseado na racionalidade

Num pronunciamento na catedral da cidade alemã de Colónia, em 15 de Novembro de 1980, o papa João Paulo II constatou que a relação entre a Ciência e a Igreja era muito mais harmoniosa na prática do que na parecia na teoria.
Na ocasião o papa dirigia-se a estudantes e professores universitários pela recordação dos 700 anos de falecimento de Santo Alberto Magno.
O santo alemão é doutor da Igreja e padroeiro dos cientistas.
Foi frade dominicano e seu intelecto abrangeu todas as áreas de conhecimento da época, desde a teologia, a filosofia, até as ciências naturais.
Apesar de não ter havido muitos outros como ele na abrangência de conhecimentos investigados, há inúmeros outros que dedicaram suas vidas à fé e à ciência.
Foi em relação a estas pessoas que se referiu o papa.

alexandre zabot 

(revisão da versão portuguesa por ama)


(cont)