20/08/2012

Evangelho diário e comentário









2012 T. Comum – XX Semana


S. Bernardo
Evangelho: Mt 19, 16-22

16 Aproximando-se d'Ele um jovem, disse-Lhe: «Mestre, que hei-de fazer de bom para alcançar a vida eterna?». 17 Jesus respondeu-lhe: «Porque me interrogas acerca do que é bom? Um só é bom. Porém, se queres entrar na vida eterna, guarda os mandamentos». 18 «Quais?», perguntou ele. Jesus disse: «Não matarás, não cometerás adultério, não roubarás, não levantarás falso testemunho, 19 honra teu pai e tua mãe, e ama o teu próximo como a ti mesmo». 20 Disse-Lhe o jovem: «Tenho observado tudo isso. Que me falta ainda?». 21 Jesus disse-lhe: «Se queres ser perfeito, vai, vende o que tens e dá-o aos pobres, e terás um tesouro no céu; depois vem e segue-Me». 22 O jovem, porém, tendo ouvido estas palavras, retirou-se triste, porque tinha muitos bens.

Comentário:

Desprendido de tudo: O que tenho e o que não tenho.

Desprendido dos ‘desejos de ter’, mesmo daqueles que parecem legítimos.

Desprendido das coisas grandes e das pequenas que quase não têm importância.

Desprendido das "minhas coisas", das "minhas vontades", daquilo que é "meu".

Coração grande, aberto a todos e, sobretudo, aberto a Deus para que o encha o amor a Si e aos outros, não deixando lugar a mais nada.

(AMA, Exame particular, Julho 2007)

Não queiras ser grande. – Criança, criança sempre

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    © Gabinete de Inform. do Opus Dei na Internet

Textos de S. Josemaria Escrivá


Não queiras ser grande. – Criança, criança sempre, ainda que morras de velho. – Quando um menino tropeça e cai, ninguém estranha...; seu pai apressa-se a levantá-lo. Quando quem tropeça e cai é adulto, o primeiro movimento é de riso. – Às vezes, passado esse primeiro ímpeto, o ridículo cede o lugar à piedade. – Mas os adultos têm de se levantar sozinhos. A tua triste experiência quotidiana está cheia de tropeços e de quedas. Que seria de ti se não fosses cada vez mais pequeno? Não queiras ser grande, mas menino. Para que, quando tropeçares, te levante a mão de teu Pai-Deus. (Caminho, 870)

A piedade que nasce da filiação divina é uma atitude profunda da alma, que acaba por informar toda a existência: está presente em todos os pensamentos, em todos os desejos, em todos os afectos. Não tendes visto como, nas famílias, os filhos, mesmo sem repararem, imitam os pais: repetem os seus gestos, seguem os seus costumes, se parecem com eles em tantos modos de comportar-se?

Pois o mesmo acontece na conduta de um bom filho de Deus. Chega-se também, sem se saber como nem por que caminho, a esse endeusamento maravilhoso que nos ajuda a olhar os acontecimentos com o relevo sobrenatural da fé; amam-se todos os homens como o nosso Pai do Céu os ama e – isto é o que mais importa – consegue-se um brio novo no esforço quotidiano para nos aproximarmos do Senhor. As misérias não têm importância, insisto, porque aí estão ao nosso lado os braços amorosos do nosso Pai Deus para nos levantar. (Amigos de Deus, 146).

Mártires de Espanha 9

Rainha dos Mártires




por Jorge López Teulón

Tratado sobre o homem 48

Questão 82: Da vontade.

19/08/2012

Leitura espiritual para 19 Ago 2012


Não abandones a tua leitura espiritual.
A leitura tem feito muitos santos.
(S. josemaria, Caminho 116)


Está aconselhada a leitura espiritual diária de mais ou menos 15 minutos. Além da leitura do novo testamento, (seguiu-se o esquema usado por P. M. Martinez em “NOVO TESTAMENTO” Editorial A. O. - Braga) devem usar-se textos devidamente aprovados. Não deve ser leitura apressada, para “cumprir horário”, mas com vagar, meditando, para que o que lemos seja alimento para a nossa alma.




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Pensamentos inspirados à procura de Deus 234

À procura de Deus

Ser cristão, é ser irmão,
Porque filhos do mesmo Pai.

Apenas vivi

P o e m a s  d a  m i n h a  v i d a


Há tempos
(parece-me muito tempo já)
largaram-me na vida.

Eu, cosido às paredes
pelos vãos escusos,
de fugida,
fui caminhando
evitando
luzes e claridades.

Não ouvi mentiras
nem verdades.

Não aprendi a viver.

Não tentei conhecer
nem estabelecer contactos.

Não me importei com experiências,
calos,
mãos amigas.

Não ouvi músicas,
nem choros,
nem cantigas,
nem concertos,
nem coros

Não vi o mar,
não olhei a Lua,
não escutei os sussurros
da noite nas florestas,
não aspirei perfumes
nem enchi a casa de flores.

Não dei bailes
nem fui a festas.

Não cantei,
nem chorei,
nem ri.

Apenas
vivi.

Lisboa, 58


Granada


Evangelho diário e comentário








T. Comum – XX Semana



Evangelho: Jo 6, 51-58

51 Eu sou o pão vivo descido do céu. Quem comer deste pão viverá eternamente; e o pão que Eu darei é a Minha carne para a salvação do mundo». 52 Disputavam, então, entre si os judeus: «Como pode Este dar-nos a comer a Sua carne?». 53 Jesus disse-lhes: «Em verdade, em verdade vos digo: Se não comerdes a carne do Filho do Homem e não beberdes o Seu sangue não tereis a vida em vós. 54 Quem come a Minha carne e bebe o Meu sangue tem a vida eterna, e Eu o ressuscitarei no último dia. 55 Porque a Minha carne é verdadeiramente comida e o Meu sangue verdadeiramente bebida. 56 Quem come a Minha carne e bebe o Meu sangue permanece em Mim e Eu nele. 57 Assim como Me enviou o Pai que vive e Eu vivo pelo Pai, assim quem Me comer a Mim, esse mesmo também viverá por Mim. 58 Este é o pão que desceu do céu. Não é como o pão que comeram os vossos pais, e morreram. Quem come deste pão viverá eternamente».

Meditação:

Olho para o Sacrário e imagino a multidão de Anjos que o rodeiam em permanente louvor e adoração.

Invisíveis aos meus olhos humanos mas perfeitamente detectáveis pela minha alma.
Por momentos, atrevo-me a juntar-me a eles e, com eles entoo cânticos de louvor a Ti, Deus Uno e Omnipotente, humilíssimamente escondido sob as espécies do Pão Consagrado.

Laudate Domine omnes gentes!

(ama, meditação sobre Jo 6, 51-58, 2011.10.05)

Que sejais muito crianças!

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    © Gabinete de Inform. do Opus Dei na Internet

Textos de S. Josemaria Escrivá


Aconselho-te que tentes voltar de vez em quando... ao começo da tua "primeira conversão", o que, se não é fazer-se como criança, é coisa muito parecida: na vida espiritual é preciso deixar-se levar com inteira confiança, sem medos nem duplicidades; tem de se falar com absoluta clareza do que se tem na cabeça e na alma. (Sulco, 145)

Que sejais, espiritualmente, muito crianças! Quanto mais, melhor. Di-lo a experiência deste sacerdote que teve de se levantar muitas vezes, ao longo destes trinta e seis anos (que longos e ao mesmo tempo, que curtos me parecem!) em que tem procurado cumprir uma Vontade precisa de Deus. Houve uma coisa que sempre me ajudou: ser sempre criança e meter-me continuamente no regaço de minha Mãe e no Coração de Cristo, meu Senhor.

As grandes quedas, as que causam destroços sérios na alma, e às vezes com resultados quase irremediáveis, procedem sempre da soberba de nos crermos adultos, auto-suficientes. Nesses casos, torna-se predominante na pessoa uma espécie de incapacidade de pedir ajuda a quem a pode dar: não só a Deus, mas também ao amigo ou ao sacerdote. E aquela pobre alma, isolada na sua desgraça, afunda-se na desorientação e no descaminho. (Amigos de Deus, 147).