10/02/2012

Evangelho do dia e comentário













T. Comum – V Semana



Evangelho: Mc 7, 31-37

31 Jesus, deixando o território de Tiro, foi novamente por Sidónia para o mar da Galileia, atravessando o território da Decápole. 32 Trouxeram-Lhe um surdo-mudo, e pediam-Lhe que lhe impusesse as mãos.33 Então, Jesus, tomando-o à parte de entre a multidão, meteu-lhe os dedos nos ouvidos, e tocou-lhe com saliva a língua. 34 Depois, levantando os olhos ao céu, deu um suspiro e disse-lhe: «Effathá», que quer dizer «abre-te». 35 Imediatamente se lhe abriram os ouvidos, se lhe soltou a prisão da língua e falava claramente. 36 Ordenou-lhes que a ninguém o dissessem. Porém, quanto mais lho proibia mais o divulgavam. 37 E admiravam-se sobremaneira, dizendo: «Tudo fez bem! Faz ouvir os surdos e falar os mudos!».

Comentário:

Há pessoas - algumas com responsabilidade específica na orientação dos fiéis da Igreja Católica - têm alguma dificuldade em ’lidar’ com as curas de Jesus, sobretudo aquelas que opera sobre possessos do demónio como se abundantemente se refere nos Evangelhos.
Parece haver falso pudor ou, talvez, medo de chamar as coisas pelo seu nome.
É, pois, preciso ter claro que nenhuma palavra dos Evangelhos foi usada por acaso ou com simbolismo.
Não!
O que se lê no Evangelho é a palavra de Deus e, Ele, é a Verdade, logo não pode haver nem dúvidas nem ‘interpretações’ do que lá consta.

(ama, comentário sobre Mc 7, 31-37, 2011. 02.11)

Humildade


Deus pede-nos a todos uma abnegação plena, e por vezes o pobre homem de barro – de que estamos feitos – rebela-se; sobre tudo, se deixámos que o nosso eu se interponha no trabalho, que há-de ser para Deus. 

(Apontamentos tomados numa tertúlia, 1972.06.25)

Fenómenos sobrenaturais 2

Fenómenos de ordem cognoscitiva
As visões.

São de três tipos.

1) Visões externas são aquelas em que os olhos do corpo percebem uma realidade naturalmente invisível ao homem; em tal caso não é necessário que o objecto que se vê (pessoa ou coisa) esteja física e realmente presente, mas basta que se forme a imagem na retina. É ao que de normalmente se chama. aparições.


2) Visões imaginativas são aquelas em que Deus estimula a imaginação do indivíduo a fim de lhe comunicar uma mensagem, de maneira que o subconsciente humano não é capaz de controlar ou dirigir o processo. Deste tipo são os sonhos proféticos.


3) Visões intelectuais são aquelas nas quais já não intervêm os sentidos mas só a inteligência, mas sem necessidade de empregar a faculdade de raciocínio, por isso se acede a um entendimento puro, superior a tudo o humanamente possível.

DIANA R. GARCIA B., trad AMA.

A dignidade humana 2

Conta, Peso e Medida
Em que se baseia a dignidade humana? 

O homem possui grande dignidade por motivos principalmente espirituais (daí que um ateu dispõe de menos razões para respeitar o ser humano):
Estamos dotados de uma alma espiritual e imortal. Fomos criados à imagem e semelhança divinas. Possuímos entendimento e vontade.

Ideasrapidas, trad AMA

The Baptist's Cry

On Jordan's Bank - the Baptist's Cry 

 

Choir of Wells Cathedral

selecção ALS

Tratado sobre a Obra dos Seis Dias 13

Questão 45: Do modo da emanação das coisas, do primeiro princípio.


Art. 4 – Se ser criado é próprio dos seres compostos e subsistentes.

(De Pot., q. 3, a. 1, ad 12; a. 3, ad 2; a. 8, ad 3; De Verit., q. 27, a. 3, ad 9; Quot., IX, q. 5, a. 1; Opusc. XXXVII; De Quatuor Opposit., cap. IV).

O quarto discute-se assim. – Parece que ser criado não é próprio dos seres compostos e sub­sistentes.

1. – Pois, se diz no livro De causis: A primeira das coisas criadas é o ser [1]. Ora, o ser da coisa criada não é subsistente. Logo, a criação não é própria do ser subsistente e composto.

2. Demais. – É criado o que vem do nada. Ora, os seres compostos não provêm do nada, mas dos seus componentes. Logo, não convém aos entes compostos o serem criados.

3·. Demais. – É propriamente produzido pela primeira emanação, o que é suposto na segunda; assim, a coisa natural é produzida pela geração natural, que é suposta na operação da arte. Ora, o que é suposto na geração natural é a matéria. Logo, a matéria é que propriamente é criada e não o composto.

Mas, em contrário, a Escritura (Gn 1, 1): No princípio criou Deus o céu e a terra. Ora, o céu e a terra são coisas compostas subsistentes. Logo, são propriamente criadas.


Para ver a solução, clicar:

09/02/2012

Leitura Espiritual para 09 Fev 2012

Não abandones a tua leitura espiritual.
A leitura tem feito muitos santos.
(S. josemariaCaminho 116)


Está aconselhada a leitura espiritual diária de mais ou menos 15 minutos. Além da leitura do novo testamento, (seguiu-se o esquema usado por P. M. Martinez em “NOVO TESTAMENTO” Editorial A. O. - Braga) devem usar-se textos devidamente aprovados. Não deve ser leitura apressada, para “cumprir horário”, mas com vagar, meditando, para que o que lemos seja alimento para a nossa alma.



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Evangelho do dia e comentário













T. Comum – V Semana



Evangelho: Mc 7, 24-30

24 Partindo dali, foi Jesus para os confins de Tiro e de Sidónia. Tendo entrado numa casa, não queria que ninguém o soubesse, mas não pôde ocultar-Se, 25 pois logo uma mulher, cuja filha estava possessa do espírito imundo, logo que ouviu falar d'Ele, foi lançar-se a Seus pés. 26 Era uma mulher gentia, de origem sirofenícia. Suplicava-lhe que expulsasse da sua filha o demónio. 27 Jesus disse-lhe: «Deixa que primeiro sejam fartos os filhos, porque não está certo tomar o pão dos filhos e lançá-lo aos cães». 28 Mas ela respondeu-Lhe: «Assim é, Senhor, mas também os cachorrinhos comem, debaixo da mesa, das migalhas que caem dos filhos». 29 Ele disse-lhe: «Por esta palavra que disseste, vai, que o demónio saiu da tua filha». 30 Voltando para casa, encontrou a menina deitada na cama, e o demónio tinha saído dela.

Comentário:

O pão dos filhos!
Claro que, eles, estão em primeiro lugar nas preocupações que por eles sentimos e na assistência que lhes devemos prestar.
Mas esta evidência que é natural e legítima não deve nem pode fazer com que desprezemos os outros e que não estejamos igualmente atentos às suas necessidades que está ao nosso alcance resolver ou, de alguma forma minimizar.

(ama, comentário sobre MC 7, 24-30, 2011.02.10)

Pensamentos inspirados à procura de Deus

Tantos pedidos, tantas súplicas!
Coloca-me no teu coração, e tudo o mais virá por acréscimo.
jma

Fenómenos sobrenaturais 1


Deus surpreende-nos:

os fenómenos sobrenaturais

Há algumas décadas pôs-se em moda entre certa corrente «moder-nista» de teólogos católicos e protestantes a prática de «desmitificar» as Sagradas Escrituras. Tal significava desprezar tudo o que de sobrenatural Bíblia apresentava; quer dizer, aquilo que a razão humana não conseguia entender devia interpretar-se como «mito» e, portanto, como não histórico. Evidentemente que, com semelhante invenção a única coisa que se conseguiu foi converter Deus em escravo das próprias leis naturais que Ele criou, incapaz, portanto, de manifestar a Sua omnipotência. Assim, fenómenos como o esplendor no rosto de Moisés (cfr. Ex 34, 29-35) ou a força de Sansão (cfr. Jue 13-16) deviam considerar-se meras lendas.
Mas a verdade é que Deus não só fez o que a Bíblia diz que fez em tempos do Antigo Testamento, mas também, a partir do Novo, Ele faz isso e muito mais. Provas? A vida de numerosos varões e mulheres de Deus ao longo da era cristã.

DIANA R. GARCIA B., trad AMA.

A dignidade humana 1

Conta, Peso e Medida
O que significa dignidade?


Dignidade é grandeza, excelência; é uma qualidade ou bondade superior pela que algo ou alguém goza de especial valor ou estima.







Ideasrapidas, trad AMA

OS CONSELHEIROS/COLABORADORES DO PAPA

Nos primórdios da Igreja, os conselheiros do Papa são escolhidos entre os romanos. De facto, muitos são os documentos que nos falam do Presbyterium (= conjunto de presbíteros e diáconos) de Roma, que aconselha e colabora com o Papa. Mais ainda, nessa altura todo o clero romano se sentia colaborador directo do Papa e, eventualmente, até os Bispos de passagem por Roma.

Mais tarde, pelo VI século, o grupo restringe-se unicamente aos presbíteros “titulorum” (ou cardeais), isto é, aos detentores dos “títulos” das principais igrejas de Roma, e aos sete diáconos das regiões em que S. Fabião (+ 250) tinha dividido Roma.

A partir do IV século, começam a realizar-se Sínodos ou Concílios, sempre em Roma, para tratamento de questões de particular importância. Tratam sobretudo de questões relacionadas com a fé e a disciplina eclesiástica. Participam neles os bispos da província eclesiástica e eventuais hóspedes, os presbíteros “titulados” e os diáconos regionais.

Sobretudo a partir de Nicolau II (1059) e de Alexandre III (1179), as funções exercidas pelo Presbyterium e pelos Sínodos ou Concílios passam para um novo órgão consultivo: o Consistorium, composto unicamente por cardeais.

Nos séculos posteriores (XII e XIII) regista-se uma forte centralização pontifícia. Ora o aumento de assuntos a tratar e a necessidade de um cardinalato inteiramente disponível incitam o papado a não permitir a residência dos cardeais nas suas dioceses após a recepção do cardinalato. Sabemos que, entre 1198 e 1276, foram criados 81 cardeais, dos quais apenas três eram “exteriores”, isto é, não residentes na Cúria Romana. E sabemos que a maioria deles pertencia à Península Itálica.

Já no passado se recorrera muitas vezes à formação de especiais comissões cardinalícias, fora do Consistório, a fim de se estudarem peculiares questões com a ajuda de prelados particularmente competentes. Tais comissões, uma vez conseguida a autonomia em relação ao Consistório, constituíram os precedentes das Congregações. E assim surgiram: a Sacra Romana e Universal Inquisição (ano 1542), a Congregação para a execução dos decretos do Concílio de Trento (1564), a Congregação do Índice (1571), a Congregação dos Bispos (1572). À frente de cada Congregação, um cardeal.

Mas as movimentações na Cúria Romana não se ficaram por aí. Ainda no séc. XVI o Papa Sisto V multiplicaria abundantemente o número das Congregações. Cada uma deveria ser composta por cinco ou três Cardeais e cada uma tinha o seu próprio campo de acção, no âmbito da administração da Igreja, ou no âmbito da administração temporal do estado e da Igreja, ou em matérias mistas.

Entretanto, Sisto V não deixou de reunir o Consistório, ao qual submetia as questões mais importantes, quer de carácter eclesiástico, quer de carácter político e administrativo.

Dito doutra forma: com o andar do tempo, os cardeais não servem apenas para aconselhar o Papa ou para elegerem um novo Papa. Mais do que isso, ajudam o Papa em todas as tarefas, da administração à jurisdição, da pastoral ao governo temporal…

O Papa Paulo VI (estamos já no séc. XX) reformula a Cúria Romana através da Constituição Regimini Ecclesiae Universae [= REU] datada de 15 de agosto de 1967. Por detrás desse documento está o labor do Concílio Vaticano II e concretamente o Decreto Christus Dominus. Por entre as novidades introduzidas pela REU contam-se: a inclusão de Bispos diocesanos como membros nas Congregações Romanas; uma maior internacionalização da Cúria romana; uma maior ligação entre os Ordinários diocesanos e a Cúria Romana.

Para elucidarmos este fenómeno da internacionalização da Cúria romana, consideremos, à laia de exemplo, os seguintes dados: na eleição do Papa João XXIII, em 1958, participaram 17 cardeais italianos, num total de 51, o que significa um peso percentual italiano na ordem dos 33,3%; na eleição do Papa Paulo VI (em 1963), participaram 29 cardeais italianos, num total de 80 eleitores, o que significa um peso percentual italiano da ordem dos 36,25%; já na eleição do Papa João Paulo I participaram 111 cardeais, dos quais apenas 26 eram italianos (o peso percentual italiano é agora de apenas 23,42%).

Actualmente, o corpo cardinalício é composto por 192 elementos (contando os eleitores e os não eleitores). Desses, apenas 45 são italianos, ou seja, 23,44%.

Neste momento, regozijamo-nos por, no Colégio Cardinalício, contarmos com três ilustres lusitanos: o cardeal D. José Saraiva Martins, o cardeal D. José Policarpo e o recentemente eleito cardeal D. Manuel Monteiro de Castro.

cónego josé paulo abreu, arquidiocese de Braga, professor da Faculdade de Teologia-UCP

INFORMAÇÕES MUITO BREVES [De vez em quando] 2012.02.08

Vai perseverantemente ao Sacrário

Textos de São Josemaria Escrivá

Vai perseverantemente ao Sacrário, fisicamente ou com o coração, para te sentires seguro, para te sentires sereno: mas também para te sentires amado... e para amar! (Forja, 837)

Copio umas palavras de um sacerdote, dirigidas aos que o seguiam no seu empreendimento apostólico: "Quando contemplardes a Sagrada Hóstia exposta na custódia sobre o altar, olhai que amor, que ternura a de Cristo. Explico-o pelo amor que vos tenho; se pudesse estar longe trabalhando e, ao mesmo tempo, junto de cada um de vós, com que gosto o faria!
Mas Cristo, Ele sim, pode fazê-lo! E Ele, que nos ama com um amor infinitamente superior ao que podem albergar todos os corações da Terra, ficou para que possamos unir-nos sempre à sua Humanidade Santíssima e para nos ajudar, para nos consolar, para nos fortalecer, para que sejamos fiéis". (Forja, 838)

As manifestações externas de amor devem nascer do coração e prolongar-se com o testemunho da conduta cristã. Se fomos renovados com a recepção do Corpo do Senhor, temos de o manifestar com obras. Que os nossos pensamentos sejam sinceros: de paz, de entrega, de serviço. Que as nossas palavras sejam verdadeiras, claras, oportunas; que saibam consolar e ajudar, que saibam sobretudo levar aos outros a luz de Deus. Que as nossas acções sejam coerentes, eficazes, acertadas: que tenham esse bonus odor Christi , o bom odor de Cristo, por recordarem o seu modo de Se comportar e de viver. (Cristo que passa, 156)

© Gabinete de Informação do Opus Dei na Internet

Pour que tu m'aimes encore

Céline Dion - Pour que tu m'aimes encore 

Live in Las Vegas


Selecção JMA

Tratado sobre a Obra dos Seis Dias 12

Questão 45: Do modo da emanação das coisas, do primeiro princípio.

Art. 3 – Se a criação é alguma coisa na criatura.

(I Sent., dist. XL. Q. 1, a. 1, ad 1, II, dist. I q. 1, a. 2, ad 4, 5; II Cont., Gent., cap. XVIII; De Pot., q. 3, a. 3).

O terceiro discute-se assim. – Parece que a criação não é alguma coisa na criatura.

1. – Pois, assim como a criação, em acepção passiva, é atribuída à criatura, assim, em acepção activa, é atribuída ao Criador. Mas a criação, em acepção activa, não é alguma coisa no Criador, porque então se seguiria que em Deus há algo temporal. Logo, a criação, em acepção passiva, não é alguma coisa na criatura.

2. Demais. – Não há meio-termo entre o Criador e a criatura. Ora, criação exprime um meio-termo entre ambos, pois não é Criador por não ser eterna; nem criatura, porque então seria necessário, pela mesma razão, admitir outra criação pela qual ela fosse criada, e assim ao infinito. Logo, a criação não é alguma coisa.

3. Demais. – Se a criação é alguma coisa, além da substância criada, é necessário seja acidente desta. Ora, todo acidente está num sujeito. Logo, a coisa criada seria o sujeito da criação e assim se identificariam o sujeito e o termo da criação, o que é impossível. Porque o sujeito é anterior ao acidente e o conserva; porém o termo é posterior à acção ou à paixão da qual é termo e, desde que existe, cessa a acção ou a paixão. Logo, a criação mesma não é alguma coisa.

Mas, em contrário. – Fazer-se alguma coisa, em toda a sua substância, é mais do que só pela sua forma substancial ou acidental. Ora, a geração pura e simples ou condicionada, pela qual alguma coisa se faz, na forma substancial ou acidental, é algo no ser gerado. Logo, com a maioria de razão a criação, pela qual alguma coisa se faz em toda a sua substância, é algo no criado.


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08/02/2012

Leitura Espiritual para 08 Fev 2012

Não abandones a tua leitura espiritual.
A leitura tem feito muitos santos.
(S. josemariaCaminho 116)


Está aconselhada a leitura espiritual diária de mais ou menos 15 minutos. Além da leitura do novo testamento, (seguiu-se o esquema usado por P. M. Martinez em “NOVO TESTAMENTO” Editorial A. O. - Braga) devem usar-se textos devidamente aprovados. Não deve ser leitura apressada, para “cumprir horário”, mas com vagar, meditando, para que o que lemos seja alimento para a nossa alma.



Para ver texto completo para hoje, clicar abaixo